Toinho de Passira comenta noticiário nacional-internacional com personalíssimo humor, ilustrados com charges e fotomontagens próprias e dos maiores chargistas nacionais e internacionais.
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JORGE BRAGA - O Popular (GO)
FLORESTA AMAZÔNICA DESMATAMENTO CRESCE EM ABRIL Os estranhos personagens dessa tragédia
Toinho de Passira/Fotomontagem
LULA O DESVASTADOR: Nunca teve escrúpulos em derrubar qualquer coisa a sua frente para conseguir os seus objetivos escusos. Quando chamado a responsabilidade diz que não sabe não lembra, não é com ele. Seu governo financiou desmatadores, incentivou a derrubada de florestas, reduziu a área verde da Amazônia, avançou na Mata Atlântica, ameaça o Rio São Francisco, criou financiamentos para os criminosos fingirem que estão reflorestando a mata que destruíram algo como por raposa para cuidar do galinheiro, e propícia com a derrubada das árvores, lucros fabulosos ao inescrupuloso agronegócio, as empreiteiras amigas e ao caixa dois secreto
Toinho de Passira Fonte: O Globo, Agência Brasil
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informou que em abril o desmatamento na região amazônica brasileira atingiu uma área de 1.123 quilômetros quadrados.
Novamente o estado do Mato Grosso foi o campeão no desmatamento em abril, com 794,1 quilômetros quadrados desmatados. Em segundo, ficou Roraima, com 284,8 quilômetros quadrados. Roraima não tem mais mata a desmatar; só reserva indígena ou reserva do estado.
Com diminuição do desmatamento, Rondônia ficou em terceiro lugar, com um corte de 34,6 quilômetros quadrados de matas da Amazônia legal.
BLAIRO MAGGI, A CRUELA: O imperador do Mato Grosso, consegue ser laranja de si mesmo, não se sabe se é um governador fantasma que cuida de um agronegócio impiedoso, ou um empresário fantasma que brinca de governador para ajudar as empresas que finge não comandar. Sabe usar seu dinheiro poderoso e corruptor para silenciar ou moldar os supostos adversários ditos bem intencionados. Para ele floresta boa é aquela que vira pasto ou cultivo de soja. Todos os que peitaram com ele, ou perderam ou aderiram. Sonha em aterrar o pantanal e derrubar a cordilheira do Andes, para transformar tudo num imenso sojal. Descaradamente culpou as nuvens pelo desmatamento no seu estado.
O estado do Amazonas seria o que menos desmatou, com 8,4 quilômetros quadrados de desmate, embora esses índices não possam ser considerados seguros, porque o estado estava com 53% coberto por nuvens o que impede a visualização correta, até porque nos meses anteriores, os índices no estado do amazonas, fora entre 600 a 700 quilômetros quadrados, se quer dizer que se pode esperar números mais alarmantes nos próximos meses.
Esses números indicam que está se devastando a Amazônia num ritmo mensal do tamanho de uma cidade de São Paulo ou do Rio de Janeiro.
De um total de 4 milhões de quilômetros quadrados de matas da Amazônia legal, já se devastou até agora 700 mil quilômetros quadrados, dos quais 360 mil quilômetros quadrados foram cortados nos últimos 20 anos, quando o INPE passou a acompanhar por satélites o desmatamento. Isso significa que se corta um campo de futebol em matas na Amazônia a cada 10 segundos nos últimos 20 anos.
CARLOS MINC, O MICO LEÃO DOURADO DE IPANEMA O auto promoter das frases feitas e mal acabadas. Entrou na história para dar um toque de humor negro no roteiro que está mais para filme de terror. Faz parte da facção ecológica festiva que abraça bosques, despe-se para protestar e beija tudo que se mover na sua frente, inclusive o Presidente Lula. Combinou com Maggi um desentendimento de jurados de programa de auditório, para dá certo molho na pouca divertida história. Disse que conta com o Ministro da Justiça para confiscar bois desmatadores, com auxílio de uma tropa de cowboys da Polícia Federal. Só não revelou aonde vai por os bois apreendidos nem de onde tirou essa idéia que Tarso Genro vai ajudar alguém.
Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais disse que o sistema de acompanhamento do INPE, no entanto, está chegando ao limite e que precisa de investimentos para melhorar a análise dos dados. Ele informa que o governo precisa investir R$ 1 bilhão até 2010 para melhorar os satélites, caso queira ter uma análise precisa do que anda acontecendo com as nossas reservas florestais.
Resta saber se o governo Lula vai querer.
MANGABEIRA UNGER, LOST IN FOREST: Um personagem moldado em Dr. Smith de “Perdidos no Espaço”, corre sério risco de ficar mudo, pois se foi morar nos Estados Unidos e desaprendeu o português, agora de volta ao Brasil, nem reaprendeu o português e está esquecendo o inglês. Literalmente não sabe o que está dizendo, nem o que estão perguntando, nem o que respondeu. Dá a clara impressão de ser um Ciborgue implantado no ministério. Sempre viu árvores e florestas por livros, revistas, cinema e televisão. Encarregado de resolver os problemas da Amazônia do futuro, teme não ter Amazônia no futuro. Já tentou largar tudo e voltar, mas os americanos, não o aceitam mais de volta. Está perdido no mato, sem cachorro e sem repelente.
BRASÍLIA O COMÉRCIO DA MORTE Corrupção chega ao cemitério: exumações feitas na surdina, caixões revendidos depois de usados e advogados que lucram com acidentes fatais no trânsito são apenas algumas das descobertas nefastas sobre os serviços vinculados à morte no Distrito Federal.
Foto:Ronaldo de Oliveira/CB/D CAIXÕES RECICLADOS: na carpintaria da funerária, em Brasília, caixões com vestígios de cimento, tinta terra e sangue
Toinho de Passira Fonte: Correio Braziliense
Os escândalos e a corrupção estão invadindo toda a malha social brasileira. A reportagem do Correio Braziliense, mostra que a partir de uma denúncia de uma família de que encontrou, ano passado, o túmulo do seu filho violado, descobriu-se que o setor de cemitério, funerárias e agentes funerários de Brasília está mergulhado em fraudes, furtos e trambiques, uma sina que parece acompanhar o cidadão brasileiro mesmo após a morte.
Depois de várias outras denúncias, a assembléia do Distrito Federal decidiu por fazer uma CPI dos Cemitérios, que para surpresa de alguns despertou o interesse de vários partidos, e levou quatro meses para se instalada, tal a disputa pela composição da comissão.
Adiante o jornal Correio Braziliense denunciou que o contrato de concessão assinado entre o governo do Distrito Federal e a Campo da Esperança Serviços Ltda. é questionado na Justiça. O capital social do consórcio vencedor da licitação é 14 vezes menor do que o exigido no edital. O valor só foi corrigido por determinação judicial depois que o convênio já estava em vigor. A concessão dá direito à firma vencedora a explorar os serviços dos seis cemitérios existentes no DF por 30 anos, prorrogáveis por igual período. O negócio rende mensalmente faturamento de R$ 1,2 milhão, do qual 5% (ou R$ 60 mil) são repassados ao Governo do Distrito Federal.
Diz o jornal que a relação da atual secretária de Desenvolvimento Social do GDF Eliana Pedrosa com a administração dos cemitérios é conturbada. A deputada distrital, licenciada para assumir cargo no Executivo, foi até meados de 2003 sócia majoritária da Campo da Esperança Serviços Ltda.
O ex-sócio de Eliana e atual diretor-presidente do consórcio, Francisco Moacir Pinto, afirmou ser vítima de uma armação supostamente engendrada pela secretária para retomar a concessão dos cemitérios e tirar proveito de uma eventual revisão do contrato. Eliana negou interesse particular no setor.
Um documento da Caesb comprovou denúncia de que a associação não paga a água que consome. A conseqüência é que em três anos de consumo, a dívida da associação de jardineiros chegou a R$ 3,1 milhões. Na primeira semana de maio, o governo decidiu fechar as torneiras e cortou a água da categoria. Esses trabalhadores começaram a comprar caminhões-pipa para manter a atividade.
As inspeções dos parlamentares a cemitérios tem sido uma seqüência de descobertas macabras: túmulos aparentemente violados, além de um incinerador de caixões em condições precárias. Mato alto e sepulturas pichadas ossos humanos empilhados numa quadra destinada a sepultamentos sociais, enterro de mais de três corpos adultos em uma mesma cova no setor de indigentes, proibidos legalmente, num flagrante descaso da concessionária com as obrigações de conservação do cemitério
Outra visita-surpresa no setor de necropsia do Hospital Regional de Ceilândia revelou a precariedade com a que o hospital lida com os mortos. Um cadáver não-identificado e em estado avançado de decomposição está guardado na geladeira do HRC há pelo menos um ano. Falta espaço para a acomodação dos mortos especialmente aos finais de semana. A circunstância obriga os funcionários a empilhar os defuntos na geladeira.
Restos de biopsia guardados em copos plásticos e vidros de maionese estavam expostos no corredor do hospital no dia da visita.
As investigações sobre os cemitérios conduziram a CPI a irregularidades praticadas em todo o setor de serviços vinculados à morte. O depoimento do presidente do sindicado e dono da funerária Portal do Sol, Felismino Ferreira alertou os técnicos da comissão para a existência de um lucrativo comércio envolvendo vítimas fatais de acidentes de trânsito, revelando que muitas funerárias se apropriam de parte do seguro obrigatório DPVAT pago a famílias pobres que tiveram parentes acidentados.
O Correio Braziliense obteve depoimento de várias famílias de mortos, que confirmaram a história de que o presidente da Associação das Funerárias no DF, Romualdo Sanches de Oliveira Sanches, dono de funerária em Ceilândia, ficava com até 40% dos R$ 13,5 mil da indenização.
Tirar comissões a partir do intermédio da liberação do DPVAT de pessoas humildes tornou-se a especialidade de uma família de advogados que atua no Setor Comercial Sul, constatou o jornal. Ostrilho, a mulher Lusigracia e o irmão Hermes Batista Tosta tem, pelo menos, 107 procurações de famílias para a retirada do seguro obrigatório.
A intermediação rende entre 10 a 30% do valor da indenização aos advogados. Muitas das famílias que fizeram negócio com Ostrilho foram procuradas pelo escritório de advocacia. Nem ele nem o irmão têm o registro na OAB do DF.
Na última terça-feira, o Correio publicou fotos de um galpão localizado em Santa Maria onde foram flagrados 32 caixões usados. Trata-se de uma marcenaria que foi contratada para reformar as urnas. Dentro delas havia sangue, secreção, algodões sujos e serragem. Também foram encontrados restos de cimento, tinta e terra.
Em depoimento secreto à CPI dos Cemitérios na quinta-feira, o gerente de serviços funerários da Secretaria de Desenvolvimento Social, João Hovarth Júnior, denunciou que existe no Distrito Federal uma “máfia do branco”, segundo a qual servidores dos hospitais repassam informações para funerárias em troca de comissões. Também revelou ter informações sobre o tráfico de órgãos das funerárias e clínicas de tanatopraxia para pesquisas realizadas em universidades.
O ministro em exercício da Justiça, Luiz Paulo Barreto, declarou ao Correio estar espantado com as descobertas no setor da morte. Barreto informou que o ministério busca conexões entre os casos revelados no DF e em outros estados e admitiu a hipótese de a Polícia Federal entrar na apuração das irregularidades.
BOLÍVIA COMO PREVISTO MAIS DOIS ESTADOS APROVAM AUTONOMIA O presidente Evo Morales continua declarando os referendos ilegais enquanto as mais importantes províncias do país vão se declarando autônomas do governo federal, com amplo apoio das populações
Foto: Foto: Pedro Laguna, reportero gráfico de La Razón, AFP y APG Militantes favoráveis da autonomia comemoram vitória do sim no referendo de Beni, Bolívia
Toinho de Passira Fonte: Agência Brasil
Os departamentos (estados) de Beni e Pando, na Bolívia, realizaram ontem (1º) referendo sobre o estatuto de autonomia em relação ao governo boliviano. O apoio foi de 86% e 85%, respectivamente. A consulta popular, entretanto, foi declarada ilegal pelo presidente Evo Morales. As informações são da agência argentina Telam.
Durante o referendo, ocorreram conflitos em ambos os departamentos, que provocaram uma morte. Além disso, dezenas de urnas foram queimadas e houve denúncias de fraude durante as votações.
O prefeito (governador) de Beni, Ernesto Suárez, disse estar “perplexo” com o número de votos a favor da autonomia. “Estamos surpresos com os resultados. Sabíamos que iríamos ganhar, mas essa porcentagem [86%] é surpresa para mim.”
Pouco depois das 18h30 no horário local (19h30 no Brasil), as principais praças de Trinidad e Cobija, capitais de Beni e Pando, já acumulavam pessoas que celebravam o resultado.
Foi planejada ainda uma manifestação para comemorar a aprovação da autonomia na Praça 24 de Setembro, em Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento de Santa Cruz, onde foi realizado um referendo similar no dia 4 de maio. O resultado foi de 85% dos votos a favor do estatuto de autonomia do departamento.
Durante todo o dia de ontem, Evo Morales cumpriu uma agenda distante da realização dos referendos. Reuniu-se com alguns colaboradores pela manhã e, em seguida, viajou para Oruro, onde entregou computadores a um sindicato de mineiros.
A Constituição boliviana – aprovada em dezembro – vem sendo questionada por algumas províncias que não vêem seus interesses representados no texto e propuseram a realização dos referendos de autonomia.
SEGUNDA LUA DE MEL LA CLASSE OPERAIA VA IN PARADISO O presidente e a primeira Dama estão curtindo uma estada italiana, por conta do contribuinte, como extensão da festas dos 35 anos de casados.
Foto: Valter Campanato/ABr
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia Rocco Casa, conhecida no Brasil, como Marisa Letícia Lula da Silva, na sacada da luxuosa e histórica Embaixada do Brasil na Itália, fim de semana sem agenda, esticando as comemorações das bodas de Oliveira, com o resto da família. Acompanham o casal dois filhos, uma nora e um neto, entre os quais o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha,(que deve estar cuidando de coisas ligadas a Brasil-Telecom na sua estada italiana. Haja cartões corporativos secretos. Muitos secretos.
LUTO FASHION YVES SAINT LAURENT, O GÊNIO DA MODA DO SÉCULO XX 02 Morreu a maior lenda vida do mundo fashion, sem nunca ter saído da moda...
Foto: Jean Pierre Muller/France Press Yves Saint Laurent despede-se da alta costura cercado de suas top models preferidas: Laetitia Casta, Katoucha, Claudia Schiffer… e a consagrada atriz Catherine Deneuve.
O estilista Yves Saint Laurent, que morreu na noite deste domingo, deu poder às mulheres ao criar para elas um vestuário contemporâneo, com peças de corte masculino e emancipador.
Este príncipe da moda, cuja arte repousava em sua audácia, deu adeus à alta-costura em 2002, depois de 40 anos de criação pujante porque "já não se reconhecia nessa profissão".
O homem dos óculos de armação grossa ficará nos anais da história da moda como um dos grandes estilistas do século XX e como um libertador que deu poder às mulheres, que ousou vesti-la com trajes masculinos. No sacrossanto altar da moda francesa, esse gênio alcançou maestria própria, junto com outros do porte de Paul Poiret, Christian Dior ou Coco Chanel.
O estilista, que nasceu como Yves-Mathieu Saint-Laurent em 1o. de agosto de 1936 em Oran (Argélia), dedicou 40 anos de sua agitada vida a embelezar as mulheres vestindo-as com peças que lhes deram confiança a si mesmas e muito brilho.
Aquele que seria chamado de o "Príncipe da moda", o perfeicionista, o criador de um estilo, chegou com 17 anos a Paris com os esboços de seus desenhos e um talento transbordante.
Um ano depois virou herdeiro de Christian Dior e simplificou seu nome, passando a se chamar Yves Saint Laurent, com o qual triunfou a partir de 1957, primeiro como diretor artístico da casa Dior, depois da morte de seu fundador, e mais tarde com sua própria maison.
Seu primeiro desfile, em 30 de janeiro de 1958, fascinou os clientes e a imprensa, que cairam aos pés daquele jovem míope e tímido e de suas criações. Sua coleção "Trapézio", em ruptura com as cinturas de vespa, o catapultou ao sucesso.
A partir de 1960 Yves Saint Laurent passou a sofrer muitas crises de depressão. Nessa época, a maison Dior decidiu substituí-lo por outro jovem, Marc Bohan.
Saint Laurent resolveu, então, lançar-se em vôo solitário, com a ajuda de seu amigo Pierre Bergé. Juntos, o criador e administrador, construíram um império do luxo, que abrangeu da alta-costura e do prêt-à-porter aos perfumes.
Yves Saint Laurent e o vestido noiva em Claudia Schiffer clôturant, no desfile de alta costura, coleção outono-inverso 1996-1997
Ficou conhecido então como o estilista que proporcionou uma nova liberdade às mulheres através de suas criações, especialmente o terninho com calça comprida e o famoso "Le Smoking", apresentado pela primeira vez em 1966.
No início, depurou as peças do supérfluo e se refugiou no negro até que, um dia, viajou a Marrakesh, de cujo colorido se embriagou até dominar os jogos de cores. Em algumas de suas coleção, chegou a prestar homenagem a pintores de renome universal como Mondrian (1965), Picasso (1979), Matisse (1981) e Van Gogh (1988).
"Se Chanel libertou as mulheres, Saint Laurent lhes deu poder com peças masculinas", afirmou Pierre Bergé. Peças indispensáveis no guarda-roupa feminino, como jaquetão, o smoking e o terninho com calça comprida, acrescido de blusas transparentes.
Em 1971, sua coleção inspirada nos anos 40 foi um escândalo. A referência aos sombrios anos da guerra e da ocupação foi criticada por uma conhecida cronoista americana. No entanto, o público gostou e acabou virando um de seus maiores êxitos comerciais.
Nesse mesmo ano posou nu nos anúncios de seu perfume "Homme". Seis anos depois, lançou "Opium", outro escândalo, outro triunfo.
Mas o mestre, que se autodefinia como "um provedor de sonhos e de beleza", vivia no desassossego, afastado do mundo. "Ele nasceu com uma depressão nervosa e congênita", comentou Bergé em uma ocasião.
Yves Saint Laurent se despediu do glamouroso mundo da moda em 7 de janeiro passado com uma coletiva de imprensa, a única de sua carreira. Disse então adeus à alta-costura com o orgulho de ter "sempre colocado acima de tudo o respeito em relação a esta profissão que não é de todo uma arte, mas necessita de um artista para existir".
Em sua mensagem de despedida, declarou sem puder que havia "conhecido o medo e a terrível solidão. Os falsos amigos que são os tranqüilizantes e os entorpecentes. A prisão da depressão e das casas de repouso". Confessou que, como Marcel Proust, pertencia à "magnífica e lamentável família dos nervosos (que) é o sal da terra". Também se orgulhava de ter "participado na criação de (sua) época".
Yves Saint Laurent colocou sua arte à serviço do teatro, criando figurinos e cenários.
E vestiu, como não podia ser de outra forma, estrelas como Catherine Deneuve, Zizi Jeanmaire e Claudia Cardinale.
O célebre smoking feminino originalmente criado em 1966 por Saint Laurent
Sem dúvida, o smoking feminino, apresentado pela primeira vez em 1966 com uma blusa transparente e uma calça masculina, é a marca de Yves Saint Laurent. Depois disso, o traje passou a desfilar em todas as coleções do estilista.
Entre todas as suas criações, "le smoking", como foi chamado, sinalizava uma mudança na forma como as mulheres se vestiriam dali por diante. A liberdade dada por Chanel agora ganhava poder com o novo traje e tudo o que ele representava - uma nova atitude feminina.
Para a inglesa Suzy Menkes, editora do "International Herald Tribune", o smoking foi transformador: "Hoje as mulheres andam normalmente de terno e calça comprida. Isso parece normal, cotidiano, mas na época a mulher era proibida de entrar num restaurante ou num hotel.
O smoking, usado até hoje, foi uma provocação sexual, dirigido à mulher que queria ter um outro papel."
DEMOCRATAS QUEREM SABER O QUE MULHER DAS FARC FAZ NO GOVERNO O presidente dos Democratas Deputado Rodrigo Maia está cheio de curiosidade
Foto:José Cruz/ABr
Toinho de Passira Fonte: Democratas
O partido Democratas (DEM) cobrará da Presidência da República, amanhã, esclarecimentos sobre a contratação, e a manutenção na folha de pagamentos de pessoal do governo brasileiro, de Ângela Maria Slongo, mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil.
“Precisamos saber se a mulher do representante das Farc forma parte da administração pública federal e, se a resposta for sim, quais as funções delegadas a ela pelo governo do presidente Lula”, informa o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ).
A denúncia sobre a contratação da mulher do Olivério Medina foi divulgada na coluna de Diogo Mainardi na revista VEJA. Informa o colunista que Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II em 29 de dezembro de 2006.
O marido dela é Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. O papel de Olivério Medina no Brasil, segundo Mainardi, seria "trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes".
TERERMOTO NA CHINA DURANTE O CASAMENTO A TERRA TREMEU Se não fosse trágico…
Foto: Associated Press O terremoto aconteceu exatamente na hora da cerimônia de casamento coletivo, cinco casais estavam se casando, no último 12 de maio, em Pengzhou na província de Sichuan no sudoeste da China, numa igreja mantida por missionários franceses.
Foto: Associated Press Noivos e convidados conseguiram sair da Igreja a tempo, ninguém ficou ferido, não se tendo notícia se depois do terremoto os noivos desistiram definitivamente de casar.
Foto: Associated Press A igreja, do convento, ficou completamente destruída, em conseqüência do tremor que alcançou 8 graus na escala Richter
Foto: Associated Press O templo numa foto de outubro do ano passado quando aconteciam outras cerimônias de casamento.
NEM CIÊNCIA, NEM RELIGIÃO PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO É CONSTITUCIONAL No julgamento sobre o uso de células-tronco de embriões humanos nos laboratórios, o Supremo se ateve ao direito – e fez história
Foto: Andre Dusek/AE PRESSÃO E ESPERANÇA Portadores de deficiências acompanharam o julgamento na semana passada, no auditório do STF
Carlos Graieb Fonte: Revista VEJA
Na quinta-feira passada, o Supremo Tribunal Federal concluiu um julgamento histórico e liberou o uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisas científicas. O processo havia chegado ao Supremo em 2005, suscitando uma questão mais que espinhosa: quando começa a vida? Numa iniciativa inédita, o tribunal convocou uma audiência pública em que consultou 22 estudiosos com treino em genética e neurociência. Mas havia outra visão em jogo – a da religião. Nos três anos pelos quais se estendeu a discussão em torno do caso, foi exatamente isto o que mais sobressaiu: a disputa entre ciência e fé. Seria um erro, contudo, supor que a discussão no Supremo seguiu esse mesmo script. Foi isso que a tornou memorável. Os ministros não tentaram resolver o enigma milenar da gênese da vida, quer com uma tese metafísica, quer adotando um ponto de vista científico, num assunto sobre o qual a própria ciência não tem uma palavra final. Transformaram o enigma numa questão técnica (o direito brasileiro protege a vida humana com a mesma intensidade em suas várias etapas de desenvolvimento, ou há gradações?), fizeram apenas o que deviam fazer – interpretar as leis e a Constituição – e deram uma decisão à sociedade. "Agora, pode-se é voltar ao laboratório", diz a geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, da Universidade de São Paulo. "Estamos muito atrasados em relação ao Primeiro Mundo. Precisamos trabalhar para recuperar esse atraso."
Em maio de 2005, o então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, propôs uma ação de inconstitucionalidade alegando que o artigo 5º da Lei de Biossegurança, editada dois meses antes, não poderia valer. O artigo autorizava a pesquisa com células-tronco de embriões humanos, dadas certas condições. Fonteles afirmou que "a vida humana acontece na, e a partir da, fecundação". Assim, qualquer ato que impedisse o desenvolvimento do embrião deveria ser interpretado como um atentado à vida e à dignidade da pessoa humana, dois direitos fundamentais. Quase sempre que células-tronco são retiradas de um embrião humano ele é destruído. Logo, a norma tinha de ser derrubada. No plenário do STF, Carlos Alberto Direito seguiu essa mesma lógica. Na verdade, com um pequeno passo lateral. Observando que o pesquisador americano Robert Lanza anunciara ter obtido células-tronco de embriões sem destruí-los, Direito disse que pesquisas realizadas com essa técnica seriam, sim, constitucionais. Ou seja, tentou restringir as pesquisas, mas não bani-las totalmente. (Na prática, contudo, a experimentação ficaria emperrada, porque, além de ser controvertida, a técnica de Lanza nunca foi replicada por outros.)
Direito e Fonteles são notoriamente católicos. No curso do processo, foram acusados de obscurantismo, de tentar sobrepor preconceitos religiosos à razão. São acusações injustas. Primeiro, porque o argumento da Igreja – o de que a vida é um bem sagrado, um valor absoluto e inviolável do primeiro instante até o suspiro final – não tem nada de absurdo do ponto de vista da ética. Ao longo dos séculos, inúmeras conquistas da civilização se deram graças a esse raciocínio. Em segundo lugar, porque ambos sabem que ética e direito são reinos vizinhos, mas não coincidentes. Eles não trouxeram a fé para o debate e raciocinaram de acordo com princípios do direito brasileiro. Não conseguiram, contudo, que o tribunal se alinhasse com eles.
Um dos argumentos contra a tese de Claudio Fonteles, repetido algumas vezes no julgamento, foi o de que durante a Constituinte, na década de 80, deputados tentaram incluir no texto final da Constituição uma cláusula de "proteção à vida desde a concepção", mas o projeto não vingou. Preferiu-se manter silêncio quanto ao início da vida. Com isso, a questão jurídica não seria determinar um ponto de partida para a existência, mas saber "que aspectos ou momentos da vida estão validamente protegidos pelo direito, e em que medida". Essa frase do ministro Carlos Britto, que foi relator do processo, indica a linha de raciocínio seguida pelos seis juízes que votaram pela liberação das pesquisas. Grosso modo, eles afirmaram que as leis nacionais tratam de maneira diferenciada o ser humano em suas várias etapas de desenvolvimento – embrião, feto, pessoa – e que pode haver uma gradação na maneira como se aplicam, em cada caso, os princípios da dignidade e do respeito à vida. Em razão dessa lógica implícita, o aborto quando há risco de morte para a mãe, por exemplo, já seria admitido no ordenamento jurídico brasileiro. Pelo mesmo motivo, a destruição de embriões seria justificável quando feita nos termos da Lei de Biossegurança, e tendo em vista o bem-estar e a dignidade da espécie humana como um todo. As duas ministras da Corte, Ellen Gracie e Carmen Lúcia, esgrimiram argumentos pragmáticos. Carmen Lúcia afirmou que, se não fossem empregados em pesquisas que talvez possam, no futuro, beneficiar doentes, os embriões inviáveis ou congelados de que fala a lei teriam como destino o lixo: "Lixo humano. Em vez disso, podem ser matéria utilizada em proveito da vida".
O julgamento também teve muito a ver com a defesa da liberdade de pensamento e de trabalho científico. Quase todos os ministros ressaltaram que é preciso vigiar para que as pesquisas não enveredem por caminhos bisonhos ou perigosos – como a eugenia, a mistura de células de homens e animais e a clonagem reprodutiva. Também foi comum uma certa crítica à arrogância científica. "Será razoável acreditar que a ciência tudo pode?", perguntou o ministro Direito. Eros Grau foi mais incisivo: "Este debate não opõe ciência e religião, porém religião e religião. Alguns dos que falam pela ciência são portadores de mais certezas do que os líderes religiosos mais conspícuos. Portam-se com arrogância que nega a própria ciência". O pior, segundo Grau, é que muitas dessas certezas seriam um véu para acobertar os interesses do mercado. Por trás desse tipo de discurso há um certo pensamento teórico que ficou mais claro no voto do ministro Lewandow-ski, que citou os filósofos Marx, Gramsci e Lukács para dizer que a ciência é "uma ideologia que encobre valores e interesses" e que muitas vezes "faz das pessoas mercadorias". Uma veia de pensamento obstruída pelo pior tipo de colesterol esquerdista. Embora mais brandos, Gilmar Mendes e Cezar Peluso também acharam que a Lei de Biossegurança deveria instituir um controle mais firme sobre o trabalho dos cientistas, fazendo menção a uma Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Todos os cinco propuseram acréscimos à lei – ou, dito de outra maneira, pretenderam legislar por meio de suas sentenças, adicionando cláusulas ao texto em vez de apenas interpretá-lo. Gilmar Mendes fez uma longa e enfática defesa dessa possibilidade. "Já nos livramos do dogma da atuação restritiva. Uma atuação criativa vai nos permitir suprir muitas lacunas da lei", disse ele. No julgamento das células-tronco, o STF não fez nem falsa ciência nem falsa metafísica. Mas as atribuições do Legislativo, ele pensou em usurpar. No fim, fez-se verdadeira justiça. novas condições para as pesquisas sobre células-tronco com suas sentenças.
PELA LIBERAÇÃO DAS PESQUISAS
COMO VOTARAM OS MINISTROS DO SUPREMO A minoria, no placar de 6 a 5, tentou criar novas condições para as pesquisas sobre células-tronco com suas sentenças
Carlos Ayres Britto "Como se trata de uma Constituição que, sobre o início da vida humana, é de um silêncio de morte (permito-me o trocadilho), a questão reside em saber que aspectos ou momentos dessa vida estão validamente protegidos pelo direito."
Ellen Gracie "O aproveitamento dos embriões nas pesquisas científicas com células-tronco é infinitamente mais útil e nobre do que o descarte vão dos mesmos."
Cármen Lúcia "Se os embriões não forem colocados no útero de uma mulher, eles serão descartados. E, ao descartá-los, estaríamos criando lixo humano."
Celso de Mello "Não vamos incidir no mesmo erro que o tribunal do Santo Ofício, que constrangeu Galileu Galilei, que tinha informações cientificamente corretas, mas incompatíveis com a Bíblia."
Joaquim Barbosa "A lei respeita três primados fundamentais da República: laicidade, respeito à liberdade individual e liberdade de expressão da atividade intelectual e científica."
Marco Aurélio Mello "No mundo científico, é voz corrente que as células embrionárias não são substituíveis, para efeito de pesquisa, por células adultas, uma vez que estas últimas não se prestam a gerar tecidos nervosos, a formar neurônios."
RESTRIÇÕES AS PESQUISAS
Carlos Alberto Direito "Se pelo bem praticamos o mal, se para salvar uma vida tiramos outra, sem salvação ficará o homem."
Ricardo Lewandowski " A ciência e a tecnologia, embora tenham, de modo geral, ao longo de sua história, trazido progresso e bem-estar às pessoas, não constituem atividades neutras, nem inócuas quanto aos seus motivos e resultados. Elas tampouco detêm o monopólio da verdade, da razão ou da objetividade."
Eros Grau " O embrião - insisto neste ponto - faz parte do gênero humano, já é uma parcela da humanidade "
Antonio Cezar Peluso " Os embriões congelados não são portadores de vida nem equivalem a pessoas, não vejo como as pesquisas ofendem o chamado direito à vida."
Gilmar Mendes " O artigo 5º deve ser interpretado no sentido de que permissão deve ser condicionada a prévia autorização a comitê vinculado ao Ministério da Saúde. Isso atende ao princípio da proporcionalidade.
ELEIÇÕES AMERICANAS HILLARY TEIMOSIA OU OBSTINAÇÃO Ainda não se sabe, com certeza, quem sera o cadadidato Democrata a Presidência do Estados Unidos. Tudo indica que é Obama.
Foto: Barbara Kinney Hillary em Porto Rico, como se a campanha das primárias tivessem começando hoje. P>
Toinho de Passira Fonte: Reuters, Yahoo
Hillary Clinton continua obstinadamente sua campanha, como se ainda tivesses chance de superar Barack Obama, com dificuldades financeiras, levando rasteira do partido, vendo os grandes líderes dos Democratas enfileirarem-se ao lado do concorrente e ouvindo que sua insistência só está fortalecendo a candidatura dos Republicanos.
No próximo dia 03, depois de amanhã, acontecem às últimas primárias Democratas, em Porto Rico, e sejam quais forem os resultados, mesmo que Hillary tenha esmagadora vitória, Obama estará na frente em todos os itens, voto popular, maior número de delegados e adesão de super delegados.
Isso encerraria a disputa, caso Hillary reconhecesse que não tem mais chance na convenção nacional que acontecerá nos dias 25 a 28 de agosto em Denver, Colorado, quando o Partido proclama oficialmente o seu candidato.
A maior esperança de Hillary foi por águas abaixo, ontem, quando o colegiado do Partido Democrata chegou a um acordo que permitirá a participação dos delegados da Flórida e de Michigan na convenção de agosto, mas com a ressalva que cada voto deles valerá a metade.
O partido penalizou inicialmente a Flórida e Michigan com a perda de representação na convenção por anteciparem a data de suas primárias, agora tomou essa medida salomônica, que melhora a contagem da candidata, mas não era bem isso o seu sonho.
A senadora venceu na Flórida e em Michigan, embora nem ela nem seu rival Barack Obama tenham feito campanha em qualquer dos dois estados. Na verdade o senador por Illinois nem sequer incluiu seu nome nas cédulas de Michigan.
A ex-primeira-dama lutava para que fossem considerados todos os delegados, o que a faria praticamente encostar-se a Obama. Mas apesar de não ser um resultado tão favorável, alguns delegados a mais, a encheu de esperança e teimosia.
Poucas vezes nas eleições americanas as convenções nacionais escolheram verdadeiramente o candidato. Normalmente a enorme festa, serve para consagrar o candidato já previamente escolhido, dando partida festiva para a campanha verdadeira para as eleições da Casa Branca, que acontecerá em 4 de novembro.
Pelo ímpeto ainda apresentado por Hillary, que acampou em Porto Rico, com disposição de ganhar as prévias locais, como se a campanha estivesse começando agora, não se pode esperar que ela vá abrir mão de uma possibilidade mínima, de algo acontecer, com a candidatura de Obama até a convenção, ou que ela consiga trazer para o seu lado, super-delegados do Partido ainda indecisos, ou que os que já aderiram ao adversário, mas mudem de lado, procurando virar o resultado sobre Obama, o que é definitivamente muito improvável.
A mais nova adesão em favor de Hillary foi cantor Rick Martin entusiasmado com a dedicação de Hillary aos porto-riquenhos.
MARIA RICK MARTIN (cabo eleitoral de Hillary Cliton em Puerto Rico)
NEPAL GYANENDRA, O MONARCA HUMILHADO Um rei despido de todos os seus poderes, pompas e reverências
Foto: AP O rei – antes considerado uma encarnação do deus Vishnu consulta o horóscopo e procura uma casa para morar, como qualquer mortal, se for com essa indumentária para o desfile do orgulho gay, vai fazer o maior sucesso
Um jornal de Catmandu escreveu que Gyanendra Bir Bikram Shah Dev, o deposto rei do Nepal, apesar de instado a abandonar a residência oficial a curto prazo, só tenciona fazê-lo no início de julho, momento que acaba o fim de "uma fase astrológica negativa", segundo os seus astrólogos.
O Parlamento, ao votar a abolição da monarquia e a implantação da república quarta-feira, deu ao rei - considerado uma encarnação do deus Vishnu - duas semanas para deixar o palácio. O rei já foi avisado que deve deixar o palácio real dentro de 15 dias e avisado que se não sair por bem pode sair forçado.
Gyanendra é um tirano isolado, com o palácio de Narayanhity, no centro de Catmandu, rodeado por manifestantes que o apelidavam de ladrão, enquanto os radicais pediam a sua cabeça. Assim, parece selada a sorte de um homem a quem tudo parecia sorrir, na primeira fase da vida.
Nascido em Julho de 1947, Gyanendra chegou ao poder em resultado da violência, ainda que pela mão do seu sobrinho, o príncipe herdeiro, que assassinou quase toda a família real . Mas o trono não era algo novo para Gyanendra. Fora transitoriamente rei do Nepal, aos cinco anos, quando o avô, rei Tribhuvan, foge para a Índia num momento de instabilidade.
Homem de negócios, Gyanendra é senhor de uma fortuna estimada em mais de mil milhões de euros, com ações em 35 empresas, além de outros negócios. Uma fortuna que cresceu com a morte dos familiares, e que terá agora de devolver.
Foto: Reuters No rosto desta jovem de Kathmandu pode ler-se 'Nova República Nepal'
A existência de uma forte guerrilha maoísta e da fragmentação política interna, permitiram Gyanendra quase total liberdade de ação. Em 2003 vai implantar o estado de emergência com o argumento de erradicar a guerrilha. Nomeia e despede primeiros-ministros e dissolve o Parlamento ao bel prazer. Gyanendra parecia imbatível, intocável, a própria encarnação do deus hindu Vixnu.
A guerrilha bem articulada foi lentamente, através de ataques regulares às principais cidades, controlou decisivamente boa parte do país.
O conflito provocou mais de 13 mil mortos até aos acordos de 2007.
"O tempo em que se via mas não se ouvia o monarca, está terminado", disse Gyanendra, em 2004, prevendo sua capitulação.
Palácio Narayanhity, em Kathmandu, a morada que o rei não quer abandonar
Dois anos mais tarde, o rei começa a deixar de ser visto e poucos se importam com o que diz. A sua efígie é retirada das notas, o Parlamento retira-lhe o comando das forças armadas, expurga o hino de referências à instituição real, esvazia-lhe os poderes políticos.
O editor de uma conceituada revista regional, o Himal Southasian, Kanak Mani Dixit podia escrever em Abril que Gyanendra se tornara "no homem mais humilhado da Ásia".
COLÔMBIA AVALANCHE DE TERRA MATA SETE EM MEDELLÍN
Foto: AP
Nelson Bocanegra Fonte: Reuters/Brasil Online
Pelo menos sete pessoas morreram neste sábado e outras 13 estão desaparecidas depois que uma avalanche de terra soterrou suas casas em Medellín, uma das principais cidades da Colômbia, em meio a uma forte onda de chuvasm..
O prefeito de Medellín, Alonso Salazar, calculou que cerca de 20 casas ficaram soterradas no bairro de El Socorro, situado em uma das áreas mais pobres da cidade, localizada no noroeste da Colômbia.
"É um terreno frágil. Com os níveis de precipitação que tivemos nesses dias fica completamente úmido e se transforma em uma densa massa que pressiona para baixo", disse Salazar aos jornalistas. Com ajuda de cães treinados, os grupos encarregados do resgate continuam removendo os escombros em busca dos desaparecidos.
Os mortos deste sábado se somam a outros 11 registrados pela Direção de Prevenção e Atenção de Desastres desde meados de março, quando começou a temporada de chuvas que já deixaram mais de 100 mil pessoas desabrigadas.
ECOLOGIA SA O GRILEIRO DA AMAZÔNIA Polícia Federal e Agêcia Brasileira de Informação, Abin, investigam Johan Eliasch e várias ONGs por fraudes em terras públicas ricas em ouro e diamantes, biopirataria e lavagem de dinheiro
HUGO MARQUES Fonte: Revista IstoÉ
A notícia de que o sueco Johan Eliasch, criador da ONG Cool Earth, afirmara em uma reunião em Londres que apenas US$ 50 bilhões bastariam para comprar toda a Amazônia colocou o governo brasileiro em alerta. Isso porque a declaração de Eliasch não foi um mero arroubo imperialista. Além de anunciar publicamente que já comprou 160 mil hectares de terras nos municípios de Itacoatiara e Manicoré, no Amazonas, Eliasch vem estimulando outros empresários a fazer o mesmo. O objetivo seria a “preservação da floresta” com iniciativas como a campanha de compra de créditos de carbono da Cool Earth, em que cada doador deve contribuir com 35 libras esterlinas para cada 0,5 acre (0,20 hectares). Mas uma investigação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) aponta indícios de fraude nos negócios de Eliasch. As terras que ele afirma ter comprado não estão formalmente registradas nem em seu nome nem em nome da Cool Earth. Elas são terras públicas. Parte delas pertence ao Parque Estadual do Cristalino e parte à Força Aérea Brasileira (FAB). E, curiosamente, algumas áreas que Eliasch anuncia como suas estão em regiões ricas em ouro e diamante. E, segundo a Abin, Eliasch não seria o único a praticar tais irregularidades. A Agência repassou à Polícia Federal uma série de relatórios sobre atividades de várias ONGs que atuam na Amazônia e estariam agindo de forma suspeita. Num documento mais volumoso, a Abin descreve a ação de 25 organizações estrangeiras. Em outros seis relatórios, detalha a ação daquelas com maiores indícios de suspeitas de irregularidade.
A Divisão de Inteligência Policial (DIP) da PF já começou a se debruçar sobre esses papéis. O trabalho conjunto da PF e da Abin poderá resultar na maior varredura da história sobre as atividades de organizações internacionais na Amazônia. Sob a fachada de entidades ambientais, muitas são suspeitas de biopirataria, grilagem de terras e levantamento de recursos minerais. O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, diz que o governo está preparando medidas para enquadrar essas ONGs. Tuma também desconfia dos negócios do sueco Eliasch na Amazônia. “Qual é o propósito de alguém que compra terra e não põe em seu nome? Precisamos ver se ele não é um estelionatário”, afirma o secretário.
DE OLHO Eliasch diz que comprou 160 mil hectares de florestas na Amazônia
O caso de Eliasch e da Cool Earth assusta pelas conexões e pela afinidade de suas ações com o discurso de internacionalização da Amazônia que volta a crescer no mundo. Eliasch é nada menos que o conselheiro para desflorestamento e energias limpas do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Ele também é dono do grupo Head NV, um dos grandes fabricantes de materiais esportivos, e é casado com uma brasileira, a socialite Ana Paula Junqueira. Ela, aliás, é a representante da Cool Earth no Brasil e também está sendo investigada pela Abin e pela PF. Um exemplo do respaldo que o sueco tem no Reino Unido foi um editorial elogioso publicado no Daily Telegraph dias depois que o jornal O Globo publicou, no início da semana passada, trechos do relatório da Abin que detalhava as atividades suspeitas da Cool Earth na Amazônia. Segundo o Telegraph, a iniciativa de Eliasch de comprar terras na Amazônia e estimular outros empresários a fazer o mesmo é “louvável”. Num raciocínio que parece voltar à lógica que no passado justificava o colonialismo britânico sobre a Índia e a África, o jornal sugere que apenas países com “condições de vida mais elevada” poderiam ter maior dedicação às questões ambientais. “Não é possível, diante da realidade do Brasil, obrigar fazendeiros que buscam prosperar com suas produções e a proteger a floresta. Para os brasileiros, terras improdutivas significam menos prosperidade”, escreve o diário britânico. A ONG Cool Earth tem ainda o apoio do ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, como aponta o próprio relatório da Abin. No governo Tony Blair, Miliband era o ministro do Meio Ambiente.
RELAÇÕES A socialite brasileira Ana Paula Junqueira representa a Cool Earth no Brasil e é casada com Johan Eliasch (imagem acrescentada à matéria original)
No ano passado, o governo do Amazonas Kyoquestionou Eliasch sobre as terras que teria no Estado. A resposta veio por meio do advogado Aldo de Cresci Neto, que informou ao governo tratar-se de terras que estão em nome da empresa Gethal Amazonas S.A., Indústria de Madeira Compensada. Cresci Neto, que tem escritório na avenida Paulista, em São Paulo, diz que vai se pronunciar sobre o caso na próxima semana. A Abin produziu um diagrama sobre o “esquema de controle indireto de terras”, onde estão os nomes de Eliasch e de todos os seus sócios no Brasil, conforme documentação à qual ISTOÉ teve acesso. Além de Cresci Neto, lá aparecem como controladores das terras de Eliasch os brasileiros Maria das Graças Simas Nazaré e José Carlos da Silva Júnior, sócios da Gethal, e Lúcio Pereira de Brito, da Empresa Florestal da Amazônia (EFA).
Esta cadeia de sócios inclui empresas no Exterior, como o fundo Brazil Forestry Fund Investment e o grupo Granham, Mayo van Otterloo & Corporation (GMO). Desde 2004, segundo a Abin, a Gethal vem recebendo aporte financeiro da empresa EFA, com sede em São Paulo, num total de R$ 8,6 milhões. “A forma como ocorreu a aquisição das propriedades da Gethal induz a crer que os negociantes pretendiam evitar o crivo de instituições como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, diz o relatório da Abin enviado ao Ministério da Justiça. O Ministério da Fazenda também entrou na investigação para passar a limpo as relações empresariais e os investimentos desses ongueiros internacionais, através do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que investiga lavagem de dinheiro. De acordo com o primeiro levantamento do Coaf, uma das empresas que Eliasch utiliza para registrar as terras é a Florestas Renováveis da Amazônia (Floream), que tem em seu nome 62 mil hectares. A EFA possui 54 mil hectares.
SUSPEITA Para o secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Jr., o sueco Johan Eliasch pode ser um estelionatário
Além das organizações ligadas a Eliasch, a Abin e a PF investigam outras ONGs. O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, diz que os relatórios da Abin e da DIP já foram enviados às superintendências da PF na Amazônia. Vários inquéritos poderão ser instaurados, o que depende de decisão da PF nos Estados. “Há indícios de atuação de várias ONGs em ações ilícitas de biopirataria e no trato com populações indígenas”, confirma Corrêa. “E algumas dificultam a ação do Estado na região.” Ele diz que aumentou o efetivo da PF em toda a Amazônia em 25% e tornou permanente a Operação Arco de Fogo, que vem prendendo quadrilhas envolvidas com a destruição da floresta. “Vamos checar agora a indústria moveleira, que é quem compra a madeira”, diz Corrêa. As autoridades também estão muito preocupadas com os chamados “biocosméticos”. De acordo com as investigações, algumas ONGs entram em áreas indígenas sem autorização da Funai e vendem os conhecimentos dos índios sobre plantas, folhas e raízes para os laboratórios de fármacos multinacionais. É a partir desse relacionamento que medicamentos e cosméticos retirados da fauna e da flora brasileiras acabam sendo patenteados no Exterior. Uma das ONGs que estão na mira do governo é a Amazon Conservation, dos Estados Unidos, investigada por suposto envolvimento com biopirataria.
Para um dos maiores especialistas em Amazônia no País, o delegado federal Mauro Sposito, coordenador de operações especiais de fronteira, é preciso classificar o tipo de trabalho que algumas ONGs fazem na região. “No nosso entendimento, ONG é nada mais que lobby”, diz Sposito. “E a ação de lobby não está regulamentada no Brasil.” O secretário Romeu Tuma Júnior anunciou que o Ministério da Justiça está preparando uma nova legislação para regulamentar a atuação de ONGs. Segundo o projeto, a presença de organizações estrangeiras na Amazônia dependerá de autorização dos Ministérios da Justiça e da Defesa, com prazos préestipulados. O projeto prevê ainda multas de R$ 5 mil a R$ 200 mil, cancelamento de visto e deportação de quem for pego agindo sem autorização na região. Essas mudanças estão incluídas numa revisão da Lei de Estrangeiros e em outras medidas que serão anunciadas pelo presidente Lula. O pacote jurídico será remetido pelo Ministério da Justiça à Casa Civil em 15 dias. O Ministério estuda um “controle social” das ONGs, igual ao que existe para as organizações da sociedade civil de interesse público – Oscip. Cadastradas pelo governo, as Oscips prestam contas na internet.
APOIO O Daily Telegraph defende, em editorial, a tese de Eliasch de incentivar empresários a comprar terras na região amazônica
Responsável pela elaboração de um plano de desenvolvimento de longo prazo para a Amazônia, o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, diz que a região é um caldeirão de insegurança jurídica, o que facilita a penetração estrangeira. “A Amazônia não pode ser a casa da sogra”, diz. “Quem cuida da Amazônia é o Brasil.” Mais importante do que discussões sobre a soberania nacional, diz o ministro, é a criação de um projeto de desenvolvimento nacional. “Nosso problema é a confusão e a falsa disputa entre ambientalistas e desenvolvimentistas.” Ele alerta, também, que o País não pode difundir o que chama de “paranóia espontânea”, quando o assunto é a suposta invasão estrangeira. Investimentos oriundos de interesses legítimos e legais sobre a floresta sempre serão bem-vindos. “Temos que evitar a xenofobia vazia”, alerta.
FARC E O GOVERNO LULA O NOME É ANGELA MARIA SLONGO O Palácio do Planalto contratou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil para um cargo de confiança
Imagem acrescida como ilustração por "the passira news" ao texto original O presidente Lula e suas simpatias pelas Farc, ao lado Olivério Medina, ou Padre Medina, asilado no Brasil
Diogo Mainardi Fonte: Revista Veja
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto – sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República –, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
Pausa. Respire fundo. É melhor repetir o que acabei de dizer. Pode ser que alguém tenha passado batido. É o seguinte: enquanto uma fatia do estado brasileiro cumpria a lei, prendendo um criminoso internacional, uma outra fatia – mais especificamente, Lula e seus ministros – o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada, a fim de que ela pudesse permanecer perto dele, numa chácara em Brasília, à espera do julgamento do STF, que iria decidir sobre sua extradição. Ele só saiu da prisão domiciliar no fim de março de 2007. Angela Maria Slongo até hoje continua aparelhada no Ministério da Pesca, recebendo seu salário de apaniguada, que acumula com o salário pago pelo governo do Paraná. VEJA pediu esclarecimentos sobre a escolha de seu nome para o cargo de confiança. O Ministério da Pesca informou que ela apenas mandou um currículo e foi selecionada por critérios profissionais. Simples? Simples.
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da "cúpula do governo" brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim. O papel de Olivério Medina no Brasil, de acordo com o jornal colombiano El Tiempo, era "trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes". O recrutamento de simpatizantes podia ser feito até mesmo no Ministério da Pesca. Já a troca de cocaína por armas passava por outros canais. Numa de suas mensagens sobre o tema, Olivério Medina referiu-se a um certo "Acácio", identificado como o Negro Acácio, sócio de Fernandinho Beira-Mar no narcotráfico.
Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios.
BORZEGUIM Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim
J BOSCO - O Liberl AM
MEIO AMBIENTE EM PERIGO MINISTRO DO MEIO AMBIENTE É UM BUFÃO ECOLÓGICO Até o governador do Mato Grosse ficou satisfeito com os resultados da reunião dos Governadores da Amazônia Legal e os agrados adicionais de Minc
Foto:Ricardo Stuckert/PR Carlos Minc, o ministro bufão conseguiu um índio fajuto, que não trouxe o seu "facão", para posar ao lado do presidente Lula que já se mostra enjoado de tanta bajulação ecológica
O novo ministro do Meio-ambiente Carlos Minc, acabou com as expectativas, no seu primeiro ato executivo funcional. Havia uma corrente que dizia que ele seria um desastre e outra que talvez fosse ele melhor que Marina Silva. Acertaram os primeiros.
Aquela retórica de guardião da natureza, que ninguém ia mais cortar uma árvores na Amazônia, era tudo fanfarrice ministerial.
A farra foi tão devastadora, do ponto de vista de recuo do governo, na reunião dos Governadores da Amazônia legal, que até o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, disse-se satisfeito interpretando como uma "flexibilização" das regras o fato do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ter assinado portaria que permite que nem todas as propriedades localizadas em municípios do bioma amazônico sejam punidas caso não sigam critérios ambientais.
De acordo com Maggi, a portaria beneficiará muitos municípios de seu estado. “Primeiro havia pedido a revogação do decreto, o que não ocorreu. Mas hoje ocorreu uma flexibilização das regras que vai contemplar pelo menos 70% das propriedades produtoras do estado do Mato Grosso”, disse o governador comemorando a abertura da porteira.
O governador Maggi disse que ainda que continuará pleiteando o financiamento do custeio da produção agrícola, mesmo para as propriedades que não se enquadram nas regras.
Mas o Minc ainda iria surpreender muito mais: quando anunciou para os governadores da Amazônia Legal que o governo vai destinar R$ 1 bilhão para recomposição de reservas legais na Amazônia.
Na prática, o País vai conceder crédito, a juros de 4% ao ano, segundo Minc, aos produtores que desmataram além do permitido pela legislação e são obrigados a recompor a floresta.
Mesmo os mais otimistas dos desmatadores amazônicos, não podiam esperar por uma benesse tão alvissareira.
Será uma premiação indiscriminada para aqueles que não cumpriram a lei, e desmataram sem dó nem piedade.
Os poucos que cumpriram a lei vão se sentir burlado, invejando os transgressores.
É a compensação do crime: o pessoal da moto-serra, vão ganhar um dinheiro barato, subsidiado para avançar mais no desmatamento, pois como se sabe, esses recursos nunca são bem fiscalizados, os fiscais são acessíveis e o governo fecha os olhos para os corruptos aliados.
Não satisfeito Carlos Minc também anunciou outra medida que vai beneficiar quem já desmatou ilegalmente a floresta: o Ministério do Meio Ambiente vai garantir recursos para a regularização fundiária de propriedades rurais na Amazônia que derrubou a mata.
Como se vê a Amazônia está a mercê da própria sorte, esse ministro pavão foi escolhido a dedo, para não causar nenhum embaraço, como fazia a ministra Marina Silva com a sua “mania” de proteger a floresta, a natureza a biodiversidade...
... DUKE - O Tempo MG
TURISMO PRESIDENCIAL DONA MARISA FAZ UM GIRO PELA ITÁLIA A família Silva, curte a descendência italiana de dona Marisa Letícia Rocco Casa
Foto: Site Bergamo O Presidente da Província, Valerio Bettoni, o Prefeito Camillo Andreana, alguns assessores do Conselho provincial e o presidente do Conselho Emilio Mazza e o síndico (sindico?) de Bergamo, Roberto Bruni acompanham Dona Marisa e sua patota. Pelas roupas descontraídas, os “garotos” estão loucos que acabe logo a parte oficial que justifica a viagem, para curtirem as férias sossegados. Lulinha bem que quis fugir da foto...
A primeira-dama, Marisa Letícia Rocco Casa ou Marisa Letícia Lula da Silva, mais dois filhos, uma nora e um neto viajaram à Itália cinco dias antes do Presidente, pegando uma carona numa aeronave da Força Aérea Brasileira, com a finalidade de dar um giro turístico pelo interior da Itália, visitando a terra dos seus bisavôs.
Marisa e seus familiares, entre os quais o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, (que tirou férias do seu trabalho de lobista e empresário milionário) embarcaram na noite de segunda num Boeing presidencial, com funcionários do Planalto encarregados da preparação da visita de Lula à Itália.
Os caroneiros oficiais foram em comitiva de carro até a cidade de Bérgamo. O site da Província de Bergamo relata a visita do grupo recebido pelo presidente da presidente da província, Valerio Bettoni e o Prefeito Camillo Andreana.
Valerio Bettoni entregou a dona Marisa um documento que pede atenção com o caso do italiano Nicholas Pignataro, 20 anos, oriundo de Bérgamo, que estava no Brasil em férias na cidade de Marechal Deodoro, a 28 quilômetros de Maceió e no dia 18 passado, foi encontrado morto a tiros junto com vendedor ambulante de CDs piratas e acabou enterrado como indigente porque ninguém reclamou o corpo.
Os italianos informam que a visita a província é parte de um circuito que a primeira dama faz pela Itália, com uma passagem intencional por Bergamo e a Palazzago, a terra de suas raízes.
RETRÔ COMIDA OFICIAL DA GUERRA Edição para colecionador
A famosa carne enlatada americana "Spam" da Hormel Foods comemora seus 70 anos com a uma edição especial, com uma embalagem que retroagem a 1937 quando era o alimento oficial” das forças aliadas durante a segunda guerra mundial.
Não se sabe se os colecionadores vão guardar a embalagem com a carne, ou se vão comer o conteúdo e colecionarem apenas a embalagem.
BUSH NA BERLINDA EX-PORTA-VOZ ACUSA BUSH DE ENGANAR OS AMERICANOS "A Guerra do Iraque não era necessária", concluiu, entre outras coisas, o importante ex-funcionário do governo americano, em seu livro
Foto: David Zalubowski / AP FAZENDO O GANSO: O presidente George W. Bush, brinca com os novos oficiais na cerimônia de gradução da Academia da Força Aérea em Colorado Springs, EE. UU. (Os cadetes da Força Aérea Americana, que têm por hábito de imitarem gansos)
Toinho de Passira Fontes: REUTERS, AP e The New York Times
As declarações do ex-porta-voz da Casa Branca Scott McClellan sobre o Iraque prejudicam logo a princípio o candidato republicano John McCain, defensor da invasão e favorecero democrata Barack Obama, o único presidenciável que se opôs à guerra.
Em sua obra "What Happened: Inside the Bush White House and Washington's Culture of Deception" (O que aconteceu: Dentro da Casa Branca de Bush e a cultura do engano em Washington), McClellan disse que os Estados Unidos optaram por uma agressiva "campanha de propaganda política" ao invés da verdade para justificar a invasão do Iraque.
O ex-porta-voz da Casa Branca Scott McClellan acusou o presidente dos EUA, George W. Bush de esconder a verdade para defender a guerra no Iraque em alguns trechos que foram antecipados por jornais americanos, antes do seu lançamento.
McClellan, que foi porta-voz do presidente de julho de 2003 até abril de 2006, diz que Bush governa como se estivesse em campanha.
"Isso significa nunca explicar nada, nunca se desculpar e nunca voltar atrás", disse. "Infelizmente, isso implica nunca refletir, nunca reconsiderar e nunca ceder, especialmente quando se tratava do Iraque."
Scott McClellan afirmou que mentiu quando veio a público dizer que Karl Rove e Lewis "Scooter" Libby, assessores do presidente, não estavam envolvidos no caso Valerie Plame, ex-agente da CIA cujo nome foi revelado em 2003 e desatou um escândalo político.
"Sem saber, propaguei informações falsas. E cinco dos mais altos funcionários do governo estavam envolvidos: Rove, Libby, o vice-presidente (Dick Cheney), o chefe de de gabinete do presidente (Andrew Card) e o próprio presidente."
Entre as memórias do ex-porta-voz também há uma passagem em que Bush diz que as festas que freqüentou na juventude eram tão loucas que ele não se lembrava se cheirou ou não cocaína. "Como pode alguém não se lembrar de uma coisa dessas?", escreveu McClellan.
O ex-porta-voz da Casa Branca Scott McClellan (foto) acusou também a secretária de Estado, Condoleezza Rice, de não questionar o suficiente outros altos funcionários e o presidente George W. Bush.
"Ela e o presidente (Bush) são de idéias muito parecidas em sua visão da política externa", disse McClellan à rede de televisão NBC.
Na Casa Branca "senti que (Rice) era muito complacente com seus pontos de vista (do presidente Bush) em vez de desafiar e questionar essas opiniões", disse o ex-porta-voz.
AP
Também era "complacente demais com as outras personalidades da equipe de política externa, como o vice-presidente (Dick Cheney) e o (então) secretário de Defesa (Donald) Rumsfeld", acrescentou McClellan.
Os Estados Unidos "não eram os únicos" a pensar que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa, disse Rice à imprensa em resposta às acusações feitas na biografia do ex-porta-voz da Casa Branca, sobre as quais disse que não faria comentários.
Já McClellan afirmou que se desiludiu com a forma pela qual os partidos em Washington manipulavam a verdade.
"Tudo está centrado em tentar moldar e manipular o discurso para tirar vantagem. Cada partido, cada lado tenta fazer isso. É o que Washington se tornou hoje, tentando manipular o discurso para sua própria vantagem", criticou.
"É a forma como se joga o jogo, uma batalha pelo poder e pela influência", acrescentou.
PELO TELEFONE Martinho da Vila canta com uma convidade esse samba do ínício do século passado, 1916, de autoria de DONGA e MAURO DE ALMEIDA, tido para muitos estudiosos da MPB, como o primeiro samba gravado, onde o Chefe da Polícia está promovendo um cassino. A coisa vem de longe...muito longe.
MÁFICA CARIOCA GAROTINHO, EX-GOVERNADOR, É O CHEFÃO DA QUADRILHA? Procuradoria acusa e denuncia formalmente, ex-integrantes da equipe da segurança carioca, entre eles o Deputado Estadual Álvaro Lins, além do ex-governador, como integrantes de uma organização criminosa política
Foto: Ana Nascimento/Wikpedia PROCURADORES: “Das investigações, infere-se que Garotinho, mesmo quando não exercia qualquer cargo público, tinha decisiva influência nas decisões do governo de sua esposa, em especial na escolha das titularidades das delegacias”. “A atuação da organização criminosa consolidou-se com a nomeação do ex-governador Garotinho, em abril de 2003, para o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.”
Toinho de Passira Fontes:Terra , Folha de São Paulo
O ex-governador Anthony Garotinho é apontado pelos policiais federais como o chefe político da quadrilha, ao lado do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB). Ele é descrito como “governador de fato” do Estado entre 2003 e 2006, durante o mandato de sua mulher, Rosinha Matheus, “ao menos no tocante à área de segurança pública”. O ex-governador do Rio Anthony Garotinho e o deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Álvaro Lins, ambos do PMDB, foram acusados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal de integrar uma "organização criminosa" que usou a estrutura da segurança do Rio para praticar corrupção, extorsão, facilitação de contrabando e lavagem de dinheiro com propósito de enriquecimento pessoal e arrecadação para campanhas políticas.
Lins e seis pessoas -entre familiares seus e policiais com quem trabalhou- foram presos e três outros policiais estavam foragidos. O sucessor de Lins na chefia da Polícia Civil, Ricardo Hallak, se entregou na noite de ontem. Não havia mandado de prisão contra Garotinho (denunciado sob a acusação de formação de quadrilha armada), mas agentes da PF fizeram buscas e apreenderam computadores e documentos em suas casas em Campos (norte fluminense) e em Laranjeiras (zona sul do Rio).
Num dos diálogos gravados, em 10 de novembro de 2006, Garotinho faz cobranças a Lins sobre a indicação de um delegado - nenhum dos dois ocupava cargos no governo naquele momento. Em ligação anterior, em 9 de setembro de 2006, Álvaro Lins (foto) conversa com o sogro, Francis Bullos, que havia acabado de se reunir com Garotinho. O sogro de Lins, mais adiante, diz que Garotinho o colocou para falar ao telefone com a então governadora Rosinha Matheus.
O superintendente regional da PF, Valdinho Jacinto Caetano, afirmou, sem citar nomes, alegando segredo de Justiça, que a "quadrilha" tinha um chefe político, "um chefe maior", e um chefe político-operacional, que controlava policiais. O único político denunciado foi Garotinho. De acordo com a PF e o Ministério Público, o esquema dava cobertura e proteção a empresários sonegadores de impostos e a empresários de caça-níqueis e jogos de azar. "O foco da quadrilha era nomear determinados delegados para chefiar delegacias mediante compromisso de repassar pagamento mensal", disse Caetano.
Principal alvo da PF, que o investiga há ao menos um ano e meio, Lins foi preso em seu apartamento, em Copacabana, em flagrante, após a apreensão de documentos de propriedades que seriam suas de fato, mas registradas em nome de parentes da mulher, Sissy Bullos (ela e mais três da família foram presos e denunciados), e de outras pessoas. Os bens estão sob a custódia da Justiça.
Deputado, Lins só pode ser preso em flagrante por crime inafiançável. A Folha apurou que a Justiça Federal, na decisão, afirmou ver indícios suficientes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, em "situação flagrancial". Para a PF, foi um sinal de que poderiam dar voz de prisão a ele se houvesse no apartamento elementos que confirmassem as suspeitas. "Em várias delegacias, os denunciados faziam vista grossa a condutas ilegais em troca de altas quantias", afirmou o procurador Maurício Ribeiro, segundo quem Garotinho dava respaldo político ao grupo.
"Sem sua participação, a quadrilha não conseguiria exercer as atividades ilícitas", disse. De acordo com o procurador Paulo Corrêa, Garotinho nomeava de acordo com a vontade do grupo. "Se tinham interesse em determinada delegacia, que permitiria extorquir empresários, para colocar delegado, isso tinha que passar pelo crivo de Garotinho", afirmou.
A denúncia acusa Garotinho de ter, quando era secretário da Segurança do governo de sua mulher, Rosinha Matheus, trocado o chefe da Delegacia do Meio Ambiente para favorecer o grupo. Essa substituição foi fundamental para que Garotinho fosse incluído na quadrilha. O advogado Sérgio Mazzillo confirmou que houve a substituição, mas a pedido da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Segundo ele, o delegado afastado por Garotinho está envolvido em irregularidades. O procurador Corrêa ressalvou que o governador foi denunciado por formação de quadrilha porque não há provas de participação na corrupção ou de que tenha se beneficiado financeiramente de forma direta. Para ele, o ganho do ex-governador foi "político".
De acordo com Paulo Fernando Corrêa, poocurador "sem o apoio do governador, a quadrilha não se manteria no poder na Polícia Civil"."ficou comprovado que Lins e o também ex-chefe da Polícia Civil Ricardo Halack pediam dinheiro de contraventores como Rogério Andrade, favoreciam a entrada de peças para máquinas caça-níqueis e perseguiam rivais dos bicheiros "protegidos".
GAROTINHO SE DEFENDE Uma leitora carioca nos pediu o direito da dúvida para Garotinho, dizendo que no Rio se pratica uma política selvagem, com apoio do governo federal. Já estamos duvidando.
Foto: Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem O casal Garotinho vivem um longo inferno astral
"Ontem, ao término de sua entrevista no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, o procurador da República, Maurício Ribeiro, um dos meus acusadores, repetiu três vezes a mesma expressão: “Não há provas contra o ex-governador Garotinho. Não há provas de ele tenha se beneficiado do esquema. Não há provas que ele tenha recebido dinheiro”.
Se não há provas, conforme afirma o procurador, por que criaram todo esse constrangimento a mim e à minha família, de ter nossas casas revistadas, policiais entrando com fuzil na mão?
Ao final, levaram fotos da família, a agenda do motorista, uma conta de gás, uma escritura de um imóvel (datada de 1950) pertencente a uma pessoa já falecida da família de Rosinha.
Por que me acusar de comandar uma quadrilha armada, se não há uma prova material que indique isso, depois de um ano de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal?
Como não havia maneira de me envolver, transcrevo as palavras do procurador da República, Paulo Corrêa, que trabalhou no mesmo caso: “O ex-governador foi denunciado por formação de quadrilha armada, porque não há provas de sua participação na corrupção ou que tenha se beneficiado financeiramente de forma direta”. Para ele, o ganho de Garotinho foi político.
Agora chegamos ao ponto chave. A ação é que foi política. Ninguém pode ser denunciado sem provas. É o que garante a lei, dentro do estado democrático de direito.
Sei exatamente o que está por trás disso: as eleições deste ano. Sei exatamente quem está por trás disso. As investigações mostrarão que jamais me envolvi com nenhum fato errado. Nunca recebi dinheiro de jogo de bicho ou de máquinas caça-níqueis.
Sempre pautei minha vida na defesa dos interesses do povo brasileiro, principalmente dos mais necessitados. A covardia e perseguição política a que estou sendo submetido neste momento, por interesses totalmente eleitoreiros, serão desmascaradas e a verdade virá à tona."
CARGA TRIBUTÁRIA NOVA CPMF É UM MONSTRENGO Especialistas dizem que imposto é inconsticional e o STF quando convocado vai fulminá-lo
FRANK - A Notícia SC
Toinho de Passira Fonte: O Estado de S. Paulo.
A proposta que recria em novos moldes a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) contraria a Constituição e corre risco de ser derrubada se levada ao Supremo Tribunal Federal (STF), na avaliação de especialistas.
O caráter cumulativo da cobrança, batizada de Contribuição Social para a Saúde (CSS), é o principal obstáculo para que ela seja considerada constitucional.
“A cumulatividade é um empecilho absoluto”, diz o ex-ministro da Justiça Célio Borja.
A cumulatividade da CSS significa que a nova contribuição incidiria nas transações financeiras em diversas etapas do processo produtivo. Na prática, o contribuinte arcaria várias vezes com o custo da cobrança.
Enquanto a CSS está sendo proposta como uma emenda ao projeto de lei complementar que regulamenta a emenda 29, a extinta CPMF foi criada por meio de emenda constitucional - nesse caso, a cumulatividade não é proibida.
O tributarista Ives Gandra Martins também diz que, se criada como uma contribuição social, a nova cobrança teria de ser não-cumulativa para ser criada por lei complementar.
Para o tributarista Celso Botelho de Moraes, somente uma emenda constitucional viabilizaria a CSS. Ele diz que o STF não aceitaria a criação do imposto por projeto de lei.
Já o presidente da Associação Brasileira de Direito Constitucional, Flávio Pansieri, diz que a própria CPMF deveria ter sido analisada com mais profundidade pelo STF e radicaliza:
“A CSS é tão inconstitucional quanto era a CPMF.”
LUTO PERNAMBUCANO TOINHO, DO QUINTETO VIOLADO, SE FOI O grande músico, compositor e arranjador pernambucano, foi, nordestinamente, encontrado pela morte, enquanto dormia numa rede, na varanda do seu apartamento, olhando o mar de Piedade
Faleceu aos 65 anos, na madrugada desta quinta-feita, em seu apartamento, no município de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, um dos fundadores do grupo Quinteto Violado, Toinho Alves, 65 anos, de enfarte fulminante.
Toinho, juntamente com Marcelo Melo foi um dos fundadores do grupo instrumental Quinteto Violado.
Toinho Alves nasceu em Garanhuns, em 22 de agosto de 1943, numa família de músicos: costumava dizer que aprenderá ler partituras antes de ser alfabetizado.
Tocou na tradicional Banda Municipal de Garanhuns, enquanto estudava no Colégio Diocesano, uma instituição mantida na cidade, por Monges Beneditinos, que lhe influenciaram beneficamente despertando o gosto pelo canto coral.
No Recife, exerceu a profissão de engenheiro químico antes de optar em definitivo pela música. Na primeira metade dos anos 60 criou o grupo vocal Os Bossa Norte, do qual também fizeram parte Naná Vasconcelos e Marcelo Melo.
O corpo do artista está sendo velado no hall da Prefeitura de Olinda, já foi secretario de cultura da cidade, o enterro será às 11h no cemitério Parque das Flores, em Tejipió.
Capa Primeiro Disco
O Quinteto surgiu com a proposta de misturar elementos eruditos e populares, fazendo uma música que não desvirtua nenhuma de suas origens e resulta numa rica combinação rítmica.
A pesquisa musical e a vivência dos instrumentistas forjou o repertório do grupo desde então. Toinho era o responsável pela coordenação musical dos arranjos, repertório, produção artística dos discos e direção musical dos espetáculos.
Nepal está vivendo hoje o seu primeiro dia como República após 239 anos como Monarquia. A principal solenidade do dia foi à retirada da bandeira real do principal palácio de Katmandu, a capital do país malaio. Ontem, a recém-eleita Assembléia Constituinte, demitiu o Rei Gyanendra Bir Bikram Shah Dev, 61 anos, ( foto) que estava no trono desde 2001, o décimo-primeiro rei da dinastia Shah Deva, pondo fim da monarquia por 560 votos contra quatro.
O projeto aprovado pela Assembléia estabelece que o Nepal é "uma República independente, indivisível, soberana, secular e inclusiva".
Também estabelece que os privilégios reais serão "automaticamente" cancelados. O palácio em que vive a família real deverá ser desocupado em um período máximo de 15 dias e será transformado em um museu.
O Nepal é um pequeno país asiático dos Himalaias, limitado pela China pela Índia. No país se situa o monte Everest, o pico mais alto da terra com 8.848 m, na fronteira norte com a China e foi lá também na cidade de Lumbini, onde nasceu Sidarta Gautama, o Buda.
No país que tem essa curiosa bandeira é essencialmente agrícola, e grande produtor de arroz, convivem aparentemente de forma pacífica, 12 etnias diferentes, numa das maiores densidades demográficas do continente, com 153 habitantes por quilômetro quadrado.
Por muitos anos rebeldes maoístas tentaram por vias da rebelião acabar o regime monárquico do Nepal, mas não dispunham de apoio popular, pois poucos eram os nepaleses, até 2001, que imaginavam destronar o imperador e entregar o poder aos rebeldes.
O antigo rei Birendra era querido por seu povo. Os rebeldes, pelo contrário, eram acusados de violentos e despreparados para assumir o poder.
Foto:Reuters
Foi um drama na própria família real que impulsionou a mudança, quando em primeiro de junho de 2001, o príncipe herdeiro Dipendra, totalmente bêbado e depressivo, assassinou o rei e se matou.
O tio do príncipe herdeiro, Gyanendra, foi quem subiu ao trono. Mas ele não estava preparado para a função e se deixou sucumbir.
Até 1990, o Nepal era uma monarquia absolutista, onde os partidos políticos eram proibidos, foi o penúltimo monarca o rei Birendra, que começou a distensão deixando os partidos políticos atuarem novamente e deixou que os poderes do monarca fossem reduzidos.
Com o novo rei, agora deposto, houve uma tentativa de retorno ao absolutismo, quando numa manobra dita para combater os rebeldes, começou também a perseguir os políticos de oposição, sob o pretexto de manutenção da ordem.
A rebelião então saiu das mãos dos rebeldes e atingiu todas as camadas da população até que o rei, em abril passado, sentindo-se encurralado, foi à televisão e disse que aceitaria a vontade do povo.
O povo disse o que queria ontem.
A medida foi o ponto culminante de dois anos de negociação de paz durante os quais os rebeldes comunistas nepaleses passaram de um grupo de insurgentes temidos para a principal força política nacional. Milhares marcharam, dançaram e cantaram nas ruas de Katmandu após a votação. Foram lançados fogos de artifício e havia bandeiras com dizeres contra o rei Gyanendra.
Hoje, as comemorações estavam mais contidas. Esse foi o segundo dos três dias do feriado nacional decretado para marcar a proclamação da república. Houve pequenos confrontos entre a polícia e a multidão perto do palácio real. As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Não houve até agora nenhuma manifestação de Gyanendra, de 61 anos. O monarca permaneceu em silêncio nos últimos meses, período em que se consolidava o fato de que a monarquia estava com os dias contados no país.
ANGELI - Folha de São Paulo SP
CPMF LULA, O INSÁCIAVEL Até onde vai a tara arrecadara do governo?
Toinho de Passira/Fotomontagem Lula de olho gordo no dinheiro dos trabalhadores brasileiros, vade retro...
Toinho de Passira
Ingenuamente, muitos jornalistas ficam dizendo que o Presidente Lula quer o retorno da CPMF, porque não suporta perder para as oposições e quer o imposto de novo, para mostrar quem manda no pedaço.
O Presidente está muito acima dessas vaidades burguesas, para ele o CPMF representa na verdade mais dinheiro para ele empanturrar as empreiteiras, alegrar os bancos, comprar apoios e pagar os cartões corporativos secretos.
Se junto a isso vier alguma vingançazinha, muito melhor!
SPONHOLZ - Jornal da Manhã PR
BNDES A INOCÊNCIA DE PAULINHO NÃO RESISTIU MUITO TEMPO A Polícia Federal acusa-o de ter intermediado um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a prefeitura de Praia Grande (SP, em troca, teria embolsado R$ 325 mil de propina.
Toinho de Passira/Fotomontagem Acostumado em ser chamado de Excelência, o Deputado Paulinho da Força, está últimamente sendo chamado de corrupto, mentiroso, indiciado, réu, suspeito, meliante e mafioso. Coisa das Zelites.
Ninguém mais acredita na inocência de Paulinho da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que se apresenta com teorias de que montaram um enorme complô para derrubá-lo, um modesto e inocente líder sindical. (Não existe líder sindical inocente)
O sindicalista deve estar se referindo que sabe de tanta gente pegando grana e justamente na vez dele resolveram investigar.
Talvez esteja na hora de Paulinho contratar o perito Sanguinetti para dar uma força no seu caso.
A Polícia Federal não pára de exibir provas, o Ministério Público, prepara-se para processá-lo e até o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, protocolou no Supremo Tribunal Federal um pedido de abertura de inquérito contra Paulinho.
Mas o que doeu mais, foram as declarações do corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PP-PE):
"É caso para perda de mandato. Não temos dúvidas de sua culpabilidade. A situação é gravíssima", disse Inocêncio.
Assim a Mesa Diretora da Câmara Federal, em decisão unânime, aprovou o parecer de Inocêncio e mandou que fosse aberto contra ele um processo no Conselho de Ética, visando sua cassação.
Por fim até o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), presidente do Conselho de Ética, réu em três processos no STF, também não deu refresco e nos próximos dias vai nomear um relator para começar o julgamento de Paulinho.
O inocente Paulinho tem mais ou menos 15 dias, que lhe foi concedido, por acordo, com o Presidente do Conselho de Ética, que pretende demorar duas semanas para dar início ao processo. Diante disso só lhe resta para renunciar, durante esse espaço, e ficar pronto para se eleger no próximo pleito,( depois de iniciado o processo não é mais possível renunciar) ou apostar que os seus companheiros de plenário, consigam entender o seu deslize e o perdoem, como já fizeram com o pessoal do mensalão.
De agora em diante é uma mesa de pôquer, e a mão do sindicalista Paulinho não é das melhores. Resta blefar.
ATUALIZAÇÃO: Corregedor-geral da Câmara,Inocêncio Oliveira (foto), num surto de ética, nós desconheciamos essa faceta do deputado, encaminhou ao presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) uma representação por quebra de decoro contra o recém-eleito presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, Sérgio Moraes (PTB-RS). Se o processo contra Moraes foi levado adiante e aprovado pela Mesa Diretora ele pode se ver obrigado a se afastar do cargo que acabou de assumir.
Moraes insiste em aguardar até 15 dias antes de abrir processo por quebra de decoro contra Paulinho da Força (PDT-SP) – o que vai contra o regimento do Congresso, que diz que o inquérito deve ser instalado imediatamente após o seu recebimento.
O processo contra Paulinho foi encaminhado ao Conselho de Ética na terça-feira. Moraes foi eleito na quarta. E garante que não está protelando o processo para proteger Paulinho, apenas não quer ser “leviano nas denúncias”.
CPMF O EMPURRA-EMPURRA NA CÂMARA Ao invés do debate na tribuna os deputados usaram um esquema de cartazes, que acabou esquentando o plenário
Foto: José Cruz/ABr Deputado Ronaldo Caiado (DEM/go) usando velhas prática petistas, do deboche, para irritar os governistas, que sairam da linha
Faltou pouco para a sessão da Câmara não terminar em pancadaria na nesta quarta-feira.
A confusão teve início depois que deputados da oposição apareceram no plenário com cartazes com o texto: “PT – Partido dos Tributos”, uma referência à tentativa da base aliada do governo de criar nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – agora rebatizada Contribuição Social da Saúde (CSS) o velho imposto do cheque.
O deputado Fernando Ferro (PT-PE) reagiu, voltando ao plenário com outro cartaz, contra a oposição: “PCC: Partido do Cofrinho Cheio”.
Neves, então, reagiu e levantou outra placa, com novo texto, mencionando o episódio em que um membro do PT foi preso com dólares escondidos na cueca, em 2005.
O deputado Zé Geraldo não gostou e partiu para cima do tucano.
A votação que amplia os recursos para a saúde, e da CSS foi adiada para a próxima semana. Governistas e oposicionistas discordam da criação da nova CPMF com alíquota de 0,10% sobre as operações financeiras.
DEDOS NO SEGURO POLICIA INVESTIGA QUEM CORTOU DEDO PARA GANHAR SEGURO Até agora só prenderam um vereador, mais as investigações prosseguem: a polícia diz que podem chegar muito longe
Mês passado a polícia prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema que fraudava seguradoras no interior de Santa Catarina, que amputava os próprios dedos para receber seguros. Entre os membros da quadrilha, está o vereador da cidade de Sul Brasil, Antoninho de Souza (PP/PR).
As empresas de seguro suspeitaram do alto índice de acidentes na região, sempre entre pessoas com laços de parentesco ou amizade, e acionaram a polícia. Um único agricultor, de acordo com a investigação, teve três sinistros registrados em um curto espaço de tempo. Ele teve um dedo da mão amputado, além de a casa e o galinheiro incendiados, interrogado disse que pretendia fundar um partido fajuto e se candidatar a algum cargo federal.
Segundo a polícia os golpes tiveram origem em 1995, em santa Catarina, mas as investigações começam a apontar que em outros estados, Rio e São Paulo, por exemplo, o golpe remonta há 1963. Uma prensa hidráulica da Metalúrgica Aliança entrou com um pedido de habeas corpus, pedindo um salvo conduto para não ser obrigada a falar.
As autoridades estão indo a fundo nas investigações, e dizem que além do vereador preso, acham que vão chegar a peixes graúdos, envolvidos neste ilícito, com possibilidade de alcançarem até um molusco federal.
Foto: Arquivo
“the passira news” revela que descobriu que a tal prensa, envolvida no caso, atualmente está lotada na Casa Civil, por indicação de José Dirceu. Trabalha no mesmo departamento de José Aparecido e está saindo com Erenice Guerra.
Procuramos entrevistá-la, mas ela não respondeu nossos chamados. Esse pessoal só dá entrevista exclusiva a Patrícia Poeta do Fantático.
A Ministra Dilma, porém, quando soube do nosso interesse, através da assessoria antecipou-se distribuindo uma nota declarando que nunca falou pessoalmente com a tal prensa hidráulica, e que a máquina é inocente, e é usada apenas, profissionalmente, para comprimir banco de dados de despesas secretas e exóticas da presidência.
Os advogados da prensa, pediram ao Poder Judiciário, fórum privilegiado e um salvo conduto para a prensa ficar calada, quando interrogada.
Corporativos identificou o pagamento de uma conta de R$ 112,11 para despesas de internet do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fabio Luís Lula da Silva (conhecido como Lulinha), com cartão corporativo do governo federal. A despesa consta entre os gastos não sigilosos do Palácio do Planalto com os cartões.
A denúncia foi mencionada no sub-relatório apresentado à comissão nesta quarta-feira pelo deputado Índio da Costa (DEM-RJ), que considerou o gasto como "emblemático" para comprovar o uso dos cartões corporativos "em proveito pessoal ou de terceiros".
De acordo com o sub-relatório, a conta teria sido paga por um ecônomo da presidência da República. No boleto bancário com o valor da despesa consta o nome do filho de Lula para o pagamento do portal “Universo Online”.
"Por que razão e com que direito os impostos pagos pelos contribuintes servem para custear despesas da família do presidente, despesas de terceiros que não possuem qualquer vínculo formal com a administração pública?", questionou o sub-relator.
Além daquela empresinha de R$ 15 milhões, agora estamos pagando o Universo. Esse menino está ficando caro.
FRANK - A Noticia SC
MEIO AMBIENTE SE MARINA É PELÉ, VAI VOLTAR E GANHAR A PRÓXIMA COPA Lula disse que Marina é Pelé e o novo ministro é Amarildo que subistituíu o rei na copa do Chile e ajudou o Brasil a ser bicampeão do mundo.
Toinho de Passira/Fotomontagem (Foto:Agência Brasil) Quem é o tarado da motoserra?
Ao dar posse a Carlos Minc como novo ministro do Meio Ambiente, nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o comparou ao atacante Amarildo, que substituiu Pelé na Copa do Mundo de 1962 e foi muito bem sucedido.
Com a frase, Lula elogiou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva como a maior craque no assunto, mas também deixou claro que ninguém é insubstituível no governo.
Ao se dirigir a Minc, após um longo discurso de agradecimento a Marina, Lula disse se lembrar de jogo da Copa de 1962, quando Pelé deixou o campo por uma contusão que o afastou do restante do torneio.
"Todos os brasileiros, 'otimistas' como sempre, disseram acabou, o Brasil perdeu. Aí colocaram o Amarildo, ele fez os dois gols brasileiros (no jogo seguinte, contra a Espanha), e o Brasil se transformou em bicampeão", disse Lula, sugerindo a Minc para fazer de conta que está entrando no lugar de Pelé.
Lula afirmou que o exemplo mostrou que nem Pelé era insubstituível.
Se é para falar de futebol, e fazer analogias, Lula enveredou por um caminho que suscinta muitos questionamentos:
Na copa de 1962, é verdade que Amarildo (foto) sustitituiu Pele e fez gols importantes, mas o jogador mais importante daquela Copa, não foi Amarildo, foi Garrincha, que fez gol, enloqueceu as defesas, e deixou espaços para outros finalizarem, entre eles o Amarildo.
Na Copa de 70 Pelé em boa forma, foi o jogador mais importante, não só para o Brasil, mais o mais importante da Copa do Mundo, e ainda hoje é uma lenda, um dos homens mais conhecidos do mundo, enquanto meia dúzia de aficcionados lembram que Amarildo existiu. Você lembra dele?
Visto por essa analogia, o Carlos Minc, é um reserva episódico e falastrão que sumirá na história, assim que Pelé volte a campo.
Na realidade Lula não tem a menor pratica de sustitituir Ministro que não esteja envolvido em falcatruas. Por isso não soube o que fazer na presença de Marina.
Por fim Lula brincou com o novo ministro, dizendo que em uma semana ele já falara mais que Marina em 5 anos e meio de ministério, e que para provar que não é contra a Amazônia compareceu à posse de verde, mencionando o modelo de colete usado por Minc.
O sucesso instântaneo de Carlos Minc, parece muito com aquele ôba, ôba, que Nelson Jobim fez ao tomar posse, fazendo vistorias em pistas de aeroportos e inspecionando sucuris, depois sumiu por falta de idéias novas para aparecer na mídia.
HUMBERTO - Jornal do Comércio PE
DOSSIÊ EM CANNES A MENTIRA É BAIXINHA TEM PERNAS CURTAS E USA ÓCULOS Não acreditem em nada que ela disse, que esteja dizendo ou vier a dizer...
Toinho de Passira/Fotomontagem (sobre foto Agência Brasil)
Trecho da matéria sobre a MENTIRA, de Tania Menai e Roseli Loturco, publicado na revista VEJA em 2002
Otto von Bismarck (1815-1898) dizia que "as pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra e antes de uma eleição". Bismarck entendia bem de guerra, caça, eleição e mentira. Primeiro chanceler do império alemão, patrono do sufrágio universal em seu país, foi idealizador do primeiro sistema de previdência social do mundo e um magistral manipulador de vaidades. Exageros, citações tiradas do contexto, omissões, montagens maliciosas de imagens do adversário, mentiras, falsificações e fraudes fazem parte do espetáculo eleitoral desde que as sociedades decidiram por essa forma de escolha dos governantes.
O psicólogo americano Gerald Jellison, da Universidade do Sul da Califórnia, calcula que, no decorrer de um dia normal qualquer (fora de períodos eleitorais), uma pessoa escuta, vê ou lê duas centenas de mentiras – uma inverdade a cada cinco minutos. A maioria delas são inofensivas mentiras sociais que ajudam a harmonizar as relações interpessoais no cotidiano.
"Seu corte de cabelo ficou ótimo" ou "o trânsito estava um caos, por isso me atrasei" constituem exemplos clássicos. Só uma pequena porcentagem é de mentiras que machucam ou ocasionam prejuízo material ou moral aos outros. Em tempos eleitorais, a taxa de mentira se multiplica geometricamente (veja reportagem seguinte). Mas também na vida pública existe uma gradação do potencial destrutivo das mentiras. Elas podem variar de uma omissão necessária e justificável até uma fraude com o efeito de enriquecer pessoas e grupos.
A primeira-ministra Margaret Thatcher mentiu ao negar ter dado a ordem de afundamento do navio argentino em que 400 marinheiros morreram durante a Guerra das Malvinas, em 1982.
"Um político de sucesso, com muitos anos de carreira, foi obrigado a aprender a mentir de um modo tão profissional diante das câmeras que a imensa maioria das pessoas e mesmo os profissionais do comportamento humano não são capazes de detectar seus deslizes", disse Paul Ekman, professor de psicologia da Universidade da Califórnia, considerado o maior especialista mundial em detecção de mentira, campo a que se dedica há trinta anos. Políticos se equiparam aos atores na capacidade de fingir.
Ambos o fazem por necessidade profissional. Profissionais treinados são capazes de perceber em mais de 70% dos casos, em grupos controlados de estudo, se uma pessoa comum está mentindo.
"Quando fazemos o mesmo estudo tendo como voluntários políticos e atores, a taxa de acerto cai para menos de 10%", relata o professor Ekman. No caso de atores e poetas, quanto mais completamente eles mentem, melhor fica o espetáculo para o distinto público. No caso dos políticos é outra história – e não obrigatoriamente ruim para sua biografia. No mundo político, a mentira requer uma análise mais complexa.
Para começo de conversa, a mentira política nasceu como irmã gêmea da democracia na Grécia antiga. "Em outras situações, a mentira diminui e macula a alma. Mas ela é permitida quando é proferida no interesse do Estado", escreveu o filósofo grego Platão, que viveu no século IV a.C., o dos grandes dramaturgos, poetas e políticos que lançaram as bases da civilização ocidental.
Desnecessário dizer que todas as grandes mentiras da história humana, engendradas por governantes, políticos, religiosos, líderes revolucionários e manipuladores de todos os matizes, foram colocadas em circulação em nome do interesse do Estado, do bem comum ou da liberação dos oprimidos.
Mentiras oficiais são protegidas por leis de sigilo que as mantêm longe do público em alguns casos, como nos Estados Unidos, por até 25 anos.
"A democracia é um sistema tão impressionante que produz resultados positivos, em geral, com o somatório de interesses mesquinhos", escreveu o francês Alexis de Tocqueville, historiador e sociólogo do século XIX que se encantou com o sistema político dos Estados Unidos.
Esperemos que o mesmo se aplique ao Brasil neste momento de tantas incertezas políticas e econômicas.
ELEIÇÕES MUNICIPAIS CONGRESSO AMPLIA AS CÂMARAS MUNICIPAIS Parlamentares repõem as vagas podadas pelo Poder Judiciário, em 2004, tornando legal, a quantidade de vereadores antes excessivos perante a lei
Foto: Câmara Municipal do Recife, Casa Joaquim Nabuco, atualmente com 36 vereadores
Toinho de Passira Fontes : Congresso em Foco, O Globo
A Câmara Federal, resolvendo o sério problema da “escassez de vereadores” no Brasil, aprovou emenda constitucional recriando parte das cadeiras de vereadores extintas pelo TSE em 2004, por ter descoberto excesso de integrantes nas casas legislativas municipais, acima do permitido na lei.
A desnecessária medida, acrescentará 8.043 novas vagas nas 5.562 câmaras municipais. O número de vereadores no Brasil crescerá dos atuais 51.748 para 59.791.
Os menores municípios terão nove vereadores. Os maiores, 55.
419 dos 430 deputados presentes votaram a favor. Como se trata de uma emenda constitucional, a proposta terá de ser votada novamente, em segundo turno, depois seguir para o Senado onde basta obter a adesão de 49 dos 81 senadores, também em dois turnos, para virar lei.
A emenda que alarga o número de vereadores vinha tramitando na Câmara há quatro anos e meio, como resposta desaforada dos deputados à decisão do TSE.
Parlamentar odeia quando o Poder Judiciário descobre suas falcatruas e poda-lhe as asas.
Em 2004, após o STF ter concluído que um município havia acrescido na Câmara vereadores em desproporção ao número de habitantes, como previa a lei, o Tribunal Superior Eleitoral, recalculou tudo e baixou uma resolução podando as cadeiras excessivas de vereadores.
Os parlamentares tem esse poder cínico de adequar à lei as suas necessidades pessoais, com direito a demonstração de força diante do Poder Judiciário, como se quisessem exibir mais poderes, protegendo-se de forma no mínimo deselegante, para não dizer pouco recomendável.
Não se tem notícia, que a redução do número de vereadores, tenha causado qualquer dificuldade para a administração municipal nacional.
Para disfarçar e driblar críticas, os parlamentares atrelaram na proposta, uma emenda que sujeita os gastos das câmaras de vereadores à receita tributária do município.
Para tanto, fixaram-se percentuais que variam conforme o tamanho dos municípios. O autor da fórmula, o deputado Vitor Penido (DEM-MG), diz que a despesa total dos municípios brasileiros com o custeio de seus legislativos cairá de R$ 6 bilhões para R$ 4,8 bilhões.
Obvio que nesses cálculos, não estão inclusas, as despesas causadas pelos vereadores, junto ao poder executivo que penduram na administração municipal, parentes, aliados e protegidos, na contrapartida para aprovar as leis de interesse do executivo municipal.
As câmaras são cópias reduzidas do congresso. Os prefeitos sempre acabam obtendo maioria, com a facilitação da vida dos vereadores aliados. Não sei de município, aqui em Pernambuco, que o Prefeito não tenha maioria na Câmara.
Mesmo assim, algumas Câmaras já se estão manifestando contraria a medida, não no aspecto do aumento de número de vereadores, mas na redução da capacidade de gastar com a Câmara.
O Brasil estava passando muito bem sem esses oito mil novos vereadores.
O presidente Lula reagiu à notícia sobre um empresário sueco que afirmou que a Floresta Amazônica pode ser comprada por US$ 50 bilhões. Lula disse que a Amazônia tem dono. O presidente não deve se preocupar com ele, porque esse empresário está sendo investigado pela polícia. Ele está oferecendo terras que não podem ser vendidas, como, por exemplo, a Reserva do Cristalino.
Agora, acontece que o dono da Amazônia está cuidando muito mal dela. Cerca de 62% da floresta pertencem aos brasileiros, mas os números de desmatamento são alarmantes. Só nos cinco primeiros anos do governo Lula, foram 100 mil km2. Isso é mais do que um Pernambuco.
Ontem, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais adiou a divulgação dos últimos números, porque, em vez de lutar contra o desmatamento, certas autoridades querem brigar com os números. Os dados serão divulgados com as explicações técnicas para que não ocorra mais uma briga com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi.
Não é correto o raciocínio de que o mundo não deve cobrar a proteção da Amazônia porque países ricos poluem ou já destruíram suas florestas. Se a Amazônia é nossa, é para nós que ela deve ser preservada. A Amazônia é que forma as chuvas que caem no resto do Brasil. Se o Brasil proteger sua biodiversidade, pode usar essa riqueza na produção de remédios, cosméticos, madeira de forma sustentável, produção industrial de diversos itens.
É isso que a Academia Brasileira de Ciências está propondo em um documento que será levado ao governo: um projeto de investir pesadamente em universidades, institutos tecnológicos, em formação de cientistas na Amazônia, que estudem a região para encontrar o melhor modelo de exploração das suas riquezas.
Hoje, ela está sendo ocupada por grilagem, desmatamento criminoso e até trabalho escravo, como vimos ontem numa reportagem do Bom Dia Brasil que postamos aqui no blog (vejam abaixo). Isso não é desenvolvimento.
DOSSiÊ NO PROGRAMA DO JÔ DILMA DE MUITA MENTIRAS "De tanto se repetir uma mentira, você acaba rídicula (Toinho de Passira Goebbels)
Foto: Agência Brasil Peidei mais não fui eu (pensamento do filosofo-cantor Lobão)
Toinho de Passira
Tem muita gente dizendo que Dilma mentiu no programa do Jô. Estranho que alguém se surpreenda. Desde que foi presa e se disse torturada que a Ministra não parou de mentir. Já estamos temerosos que dona Dilma Dossiêff acabe processando o governo brasileiro, responsabilizando os seus anos de cozinheira da resistência armada, pela adquirida síndrome da mentira compulsiva.
Pela entrevista Dilma não fez nada durante o tempo em que se imaginava resistindo a ditadura, não participou do roubo do cofre da amante de Ademar de Barros, não planejou nenhum assalto a banco, sua atuação era só de cozinheira de Carlos Lamarca, embora afirmasse em seguida que cozinhava muito mal.
Se nada fez, nada sabia, era só uma cozinheira, o que ele teve que esconder nas “sessões de torturas”? O cardápio de Lamarca?
Nossa opinião, é que Dilma mente também quando simula ser competente na vida pública, como foi um desastre na clandestinidade, com foi incapaz de fazer com competência alguma coisa clandestina na vida pública:
Não consegui produzir nem um dossiê descente,eu lhe foi encomendado, e perdeu o controle da meia dúzia de funcionários e computadores sobre a sua responsabilidade, na senzala que comanda no Palácio do Planalto.
Sua má obra que fora feito no intuito de chantagear a oposição, acabou voltando-se contra a criadora, que tem que continuar na sua triste sina de mentir sem parar, acumulando versões sobre versões, que já está a precisar de um banco de dados, para administrar.
Que tal uma secretaria das versões?
Conclui-se com facilidade, que Dona Dilma é tão competente como ministra como confessadamente, foi como cozinheira de terrorista.
FAÇAMOS O QUE DILMA NÃO FEZ NO PROGRAMA DO JÔ: FALAR A VERDADE
Dilma vendeu a tese furadíssima, também mentirosa, de que a guerrilha e o terrorismo foram só uma forma de resistência à ditadura. E atribuiu a própria luta ao que chamou “generosidade dos jovens”.
E continua Reinaldo adiante:
”Como se nota, essa gente só reivindica heroísmo quando pode aparecer como vítima. Num dado momento da conversa, contou que chegou a cozinhar com Carlos Lamarca. Deve ter sido realmente um momento encantador. Em 1970, ano em que Dilma foi presa, Lamarca tinha como seu prisioneiro o tenente Alberto Mendes Júnior, da PM de São Paulo. É aquela foto lá do alto. A exemplo de Dilma ao ser presa, ele também tinha 23 anos (ela faltou com a verdade no Senado ao dizer que tinha 19). Mas o tenente teve menos sorte do que a agora ministra: Lamarca e os companheiros esmagaram seu crânio a coronhadas de fuzil. Segundo a Dama de Vermelho, o assassino cozinhava muito bem. Mas esmagava crânio com ainda mais competência. Ela falou do terrorista com doce nostalgia.
Dilma também se escusou de dizer a verdade — para quê?; não havia menor necessidade — ao comentar a saída de Marina Silva. A sua versão foi de fazer inveja aos melhores momentos do estado soviético: Marina teria saído porque julgou “que o trabalho dela havia sido concluído”. Ora, nem a carta de demissão da ex-ministra permite essa ilação.
MENTIRAS OUTRA VEZ
A “entrevista” começou e terminou com o PACtóide. Revejam a fita. Dilma Rousseff afirmou sobre o programa: “quase R$ 504 bilhões [de investimento] que nós fizemos neste período”. Assim mesmo. Com o verbo no passado. Como se todo o dinheiro que se ambiciona ter para o PAC até 2011 já tivesse sido investido. Em São Paulo, disse, “o investimento chegou a R$ 8 bilhões”. De novo, com o verbo no passado. Assim como é fácil vender terrorismo como resistência, também se consegue fazer gato passar por lembre. Do que estava previsto para o PAC no ano passado, foram gastos apenas 28%. Neste ano, até meados deste mês, ridículos 0,57%. Vale dizer: o governo tem mais sete meses para tentar gastar 99,43%...
Estes números foram exibidos pela senadora Katia Abreu (DEM-TO) no dia do showzinho particular de Dilma e não foram contestados pela ministra. Nem podem. São dados oficiais, do Siafi.
Lula é o pai do PAC; Dilma é a mãe. Chamem Golias. Vamos reeditar a Família Trapo.
Um dos leitores de Reinaldo comentou:
Ora Reinaldo... você acha mesmo que o GOLIAS ia topar participar...?
Fui preso quatro vezes durante a ditadura militar inaugurada no país em 1964. Estudava jornalismo no Recife e ao mesmo tempo trabalhava em jornais. Em 1969, eu e mais vinte e poucos colegas fomos expulsos da Universidade Católica de Pernambuco, acusados de subversão. E durante um ano proibidos de estudar em qualquer outra universidade. Fiquei desempregado por algum tempo.
Eu simpatizava com a Ação Popular, uma das muitas organizações de esquerda que lutavam contra a ditadura. Mas nunca a ela me filiei - nem a nenhuma outra. Sabia que não dava para ser jornalista e militante político ao mesmo tempo - e o jornalismo me atraía mais. E não estava convencido de que o comunismo era a salvação do mundo. Não queria trocar a ditadura que nos esmagava por qualquer outro tipo de ditadura.
Todas ou quase todas as organizações que pregavam o fim da ditadura rejeitavam o modelo de "democracia burguesa" que temos hoje, aqui e na maior parte do mundo. Eu respeitava quem pensava assim, mas não estava convencido do acerto de sua opção - pelo contrário. E não via a mais remota chance de sucesso na tentativa de se derrubar a ditadura via luta armada. Ela venceria, como de fato venceu.
Parte dos jovens daquela época era "generosa", como observou, ontem, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, em entrevista ao Programa do Jô. Por generosa, entenda-se: capaz de arriscar a integridade física em defesa de suas idéias. Mas isso não quer dizer que suas idéias fossem corretas. Ou Dilma ainda acredita na "ditadura do proletariado"? Ou ainda acredita que "o poder está na ponta do fuzil"? Não creio.
Tenho horror e nojo à ditadura, como disse certa vez o deputado Ulysses Guimarães, então presidente do PMDB. E a todas as suas práticas - a suspensão dos direitos e garantias individuais, a tortura e a morte dos seus adversários. Mas por ter combatido a ditadura de 64 ao meu modo, e arrostado com as conseqüências disso, não me acho merecedor de indenizações ou de qualquer outro tipo de reconhecimento.
A glorificação dos que enfrentaram armados a ditadura pensando em substituí-la por outra revela oportunismo e a dificuldade de se abdicar de idéias carcomidas. Há nisso também muito de arrogância e de autoritarismo.
OS LUCROS DO ARCO-ÍRIS PARADA GAY ILIMITADA S.A. Diversidade sexual rende dividendos para paulistanos
Foto: Agência Estado
Toinho de Passira Fontes: Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Estadão e Veja Online
Cinco milhões de pessoas, gays, lésbicas, simpatizantes, vacilantes, metaforseantes e recém saídos dos armários, transformaram a Parada do Orgulho Gay, em São Paulo, neste domingo, num grande negócio, que introduz na cidade, num único fim de semana cerca de R$ 180 milhões, comemorado pela rede hoteleira, que registra ocupações recordes a cada ano, neste ocupou-se 86% das 46 mil vagas existentes, e que começa a transformar São Paulo, numa point para o pessoal alegre do mundo, com eventos e opções de diversões diversas durante todo o ano.
A parada deste ano atraiu 327.000 turistas para São Paulo, 5% deles estrangeiros. A edição deste ano pode ter gerado uma média de 13.500 empregos diretos e indiretos, e mobilizado 52 setores da economia.
De acordo com a SPTuris, feita no ano passado, o perfil do público é equilibrado entre homens e mulheres, e predominam os participantes entre 25 e 39 anos (39,5%), seguido pelos de 18 a 24 anos (39%). Entre os entrevistados, 49% se declararam homossexuais; 37% heterossexuais; 8,6% bissexuais e 1,4% transexuais.
Foto: Reinaldo Marques/Terra ALEGRIA RUBRO-NEGRA: "Não queremos apenas a curiosidade folclórica ou antropológica, mas, sim, nossos direitos", afirmou Zanini, o organizador do evento, o que parece impossível, com o visual e a alegria dos desfilantes
O coordenador-geral da Parada Gay, Manoel Zanini, diante dos lucros contabilizados pelo evento para a cidade, que segundo ele(a) teve módicas despesas R$ 1 milhão, com um retorno de centenas de vezes mais.
"Com uma taxa de retorno dessa magnitude, sugiro que as ações da Parada devam ser negociadas na Bolsa de Valores", afirmou Zanini.
O coordenador comparou a Parada Gay ao movimento das “Diretas Já” uma série de manifestações a favor da eleição direta para presidente que levou milhões de brasileiros para as ruas entre 1983 e 1984.
Examinado o que é necessário para entrar na Bolsa de Valores, observamos que não será difícil ao pessoal da “Parada Gay”:
Terão que abrir o capital, ou seja, lançar ações na Bolsa de Valores, fazer balanços amplos e auditados e pagar dividendo aos acionistas.
Foto: Agência Estado
A única decepção com a parada neste ano, é que Marta Suplicy, não foi vaiada pelos integrantes da marcha. Analistas explicam que o fato não ocorreu, pois a maioria dos participantes não é da cidade de São Paulo, (muito argentino, gaúchos e torcedores rubros negros) que nem conhecem a dita senhora, que sabiamente para ser confundida, usou um visual dúbio, que enganava melhor que os travestis de Ronaldinho.
Foto: Vinicius Pereira
GALINHA ARCO-IRIS: Tudo que Ronaldinho pega, ou pega Ronaldinho vira ouro, Andréia Albertini, (foto)celebridade instantânea, goza de grande prestígio, depois das dificuldades iniciais,foi destaque na Parada Gay e já fez um filme, onde traça e é traçada por um jogador dentuço e tem contratos para mais outras películas, sob o mesmo tema, embora diga que depois vai ampliar sua lista de celebridades, revelando outros clientes célebres e enrustidos.
PETROBRAS MAL GERIDA GOVERNO ANUNCIA REFINARIA POLÍTICA NO MARANHÃO Não precisa ser técnico, basta perguntar: se fosse a Petrobras uma empresa privada, construiria alguma refinaria no Maranhão?
Fotos: José Cruz e Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr SARNEY-LOBÃO: Você deixaria sua Refinaria de Petróleo nas mãos desses dois?
Toinho de Passira Fontes: O Globo, Gazeta Mercantil, Agência Brasil
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, começou a alardear que o Maranhão receberá a nova e maior refinaria da Petrobras no país, um investimento astronômico, feito à "toque de caixa", as vésperas das eleições municipais, pronta a alavancar a sua própria candidatura ou alguém abençoado por Sarney, ao governo daquele estado nordestino.
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli,(foto) tentou reagir, pelo anúncio açodado, antes da conclusão dos estudos, mas foi silenciado pelo Presidente Lula.
Atribui-se a John Davison Rockefeller, um dos maiores magnatas do petroleo nos Estados Unidos, a frase de que s gtsdr que o 10º melhor negócio do mundo, era uma empresa de petroleo totalmente desorganizada, mas o melhor negócio de todos no mundo era uma empresa de petroleo totalmente organizada.
A Petrobras é a 20ª maior companhia do ramo petrolifero do mundo, por isso vem aguentando a má administração petista, sem abalos aparentes na atualidade, mas que mais tarde, irá dificultar a vida da petrolifera, por ter sido obrigada a tomar decisões polítcas estaparfúdias, ao invés de ser gerida profissionalmente.
Durante 30 anos Pernambuco investiu no Porto de Suape, um ousado projeto baseado na integração porto-indústria, idealisado pelo govenador Eraldo Leite, em 1978, envolvendo grandes áreas destinadas a um parque industrial, com infraestrutura própria e apoio programado de estradas e ferróvias, que a pratir do seu cais, alcança a malha viária de distribuição produtiva de todo o país.
Desde que o senador Marco Maciel, foi governador de Pernambuco, 1979 -1982, que se pleiteava uma refinaria para Suape, pelas suas grandes condições portuárias e de capacidade de instalação industriais.
Foto: Arquivos Suape Tancagem da Petrobras em Suape
A construção foi protelada durante todos esses anos, e só no ano passado começou a sair do papel, com inauguração improvável para 2010, apesar de ainda se criticar a escolha pelos riscos de impacto ambiental marítimo, com riscos permanentes para as ricas biodiversidades das áreas de maguesais que circundam a área e por Prenambuco, não produzir uma chícara de petroleo, gerando custos para trazer para a refinaria de Suape, o petroleo produzido noutros estados, com a Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Do alto de sua ignorância Edison Lobão, macomunhado com Sarney, na calada da noite, anunciam a maior refinaria de petroleo do Brasil, um investimento de US$ 10 bi, um monstrengo que iria, coso venha a ser realmente construída capaz de produzir, duas vezes mais que as maiores que operam no País, que giram em torno de 200 mil barris de óleo diariamente.
Lobão no anúncio açodado, sem combinar com a Petrobras, demonstra o primeiro rasgo de incompetência, quando com ares de grande gerente, afirmou:
"As decisões finais estão sendo tomadas para a compra da terra, de modo que a construção possa começar no primeiro trimestre de 2009", acrescentou.
Comprova-se que não se sabe ainda, aonde no Maranhão vão por a tal refinaria, com a dica do Ministro, todos os terrenos viáveis para a instalação tiveram os preços elevados as nuvens.
Não nos podemos surpreender se no próximo passo descobrir-se que o local ideal, para a implantação da refinaria, seja em terras dos Sarneys, por uma espetacular e lucrativa coincidência.
Durante os estudos de viabilidade para a construção da refinaria que tecnicamente acabou em Pernambuco, nenhuma vez o Maranhão foi citado como possível local adequado para a construção. Até porque o de porto do Itaqui em São Luiz é modesto, inadequado para o ramo do Petróleo, e vai exigir investimentos descomunais, no próprio cais, no molhe e na infra-estrutura para se adaptar a nova possível atividade.
Muito menores investimentos seriam necessários para instalação da refinaria no Ceará, por exemplo, com uma infra-estrutura portuária, muito superior, ou em Natal, no Rio Grande do Norte, uma região carente de investimentos, produtora de petróleo e localizada no ponto mais setentrional das Américas, eqüidistante dos mercados europeus e africanos e no centro do nordeste, capaz de escoar sua produção, regionalmente com mais coerência estratégica.
Não imaginem os maranhenses que somos contrários ao progresso do simpático estado nordestino, o único de colonização francesa. Estamos preocupados, com a influência dessa dupla funesta, Sarney - Lobão, mais o aprendiz de feiticeiro, Lobinho filho que se aboleta no senado, investigado de plantar laranjas, que vão manipular com falsas promessas de progressos, os resultados eleitorais nas suas direções.
Foto: Agência Brasil Lula e Chávez brincando de lançar pedra fundamental em Pernambuco
Acreditem quem em menos de 30 anos, tais investimentos, se é que ocorreram, chegarão ao Maranhão. Que em Pernambuco, Lula já lançou umas dez pedras fundamentais para a construção da Refinaria, que no momento, é uma lenta terraplanagem, que não se sabe bem se vai prosperar.
Por outro lado, esse tipo de progresso deve ser visto com mito cautela, pois, temos a exemplo, a produção de cana de açúcar no nosso estado, que escraviza o trabalhador rural e acabou com os mananciais da zona da Mata, matou os principais rios que emolduravam o Recife, o Beberibe e o Capibaribe, e enriqueceu apenas uma elite incompetente, que viveu e ainda vive, mamando nas tetas dos bancos oficiais, prometendo um progresso e desenvolvimento que nunca chega ao trabalhador, nem ao povo.
O porto de Suape, construído num tempo em que a palavra Ecologia, não era nem conhecida, foi erigido, em mar profundo, sobre uma área de arrecifes e próximo a manguezais aonde possivelmente várias espécies de tubarões vinham anualmente se acasalar.
Como o berçário natural foi destruído eles invadiram as nossas praias, e agora comem surfistas e banhistas e espantam os turistas das principais praias do Recife.
Isso é o progresso.
EXPORTAÇÃO VERGONHOSA EUROPA TEM 75 MIL PROSTITUTAS DO BRASIL As meninas estão espalhando a língua portuguesa pelo continente, e tem até prostituta brasileira falsa no mercado, cada vez mais ávido da sexualidade da profissional do sexo brasileira
Numa matéria da Agência Estado para o estadão reporta-se que “em ruas de prostituição de Genebra, na Suíça, português é língua corrente. Nos classificados de jornais europeus, apresentar-se como “brasileira” costuma render mais clientes e programas mais caros. Não por acaso estrangeiras fingem ser do País para competir pela atenção dos homens.”
Estimativas da Organização Internacional de Migrações (IOM), agência ligada à ONU, apontam quase 75 mil prostitutas brasileiras trabalhando hoje na Europa. E esse número só cresce.
“Espanha, Holanda, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria são os principais destinos”, diz a entidade. E o total de mulheres que deixam o Brasil é bem superior ao de homens.
Na Itália, dos 19 mil brasileiros vivendo legalmente no País em 2000, 14 mil eram mulheres, na sua grande maioria profissionais do calçadão italiano.
Dados do governo espanhol apontam existência de 1,8 mil prostitutas brasileiras no país e 32 rotas de tráfico de mulheres. Muitas usam Portugal como porta de entrada e praticamente todas chegam ao continente com documentos falsos.
Reportagem do jornal escocês Scottish Daily Record apontou envolvimento de cerca de cem gangues e grupos mafiosos no tráfico de sul-americanas à Europa. E, uma vez lá, elas são mantidas, até de forma violenta por causa de dívidas, pelos agentes que facilitaram suas viagens.
“Quando fui trazida para a Europa, nem sabia onde ficava a Suíça. Sabia apenas que ia ganhar muito dinheiro porque aqui os homens gostam da gente. Banqueiros suíços adoram brasileiras”, conta, orgulhosa, a cearense Daisy” - diz o jornal .
O número de brasileiras é tão grande que algumas chegam a cargos de chefia em associações locais. Edna da Silva foi eleita na quinta-feira integrante do Comitê Executivo da Aspasie, entidade que luta pelos interesses das prostitutas em Genebra.
“Tenho 49 anos e saí do Brasil com 20 para trabalhar na indústria do sexo. Nunca vi tanta brasileira trabalhando no ramo como agora. Há uma leva impressionante.”
Algumas chegam a montar casas de prostituição.
Em Zurique, um edifício de três andares no bairro do Paquis é ocupado por 40 brasileiras. Elas pagam aluguel simbólico pelos quartos e têm alimentação no local - uma cozinheira baiana garante feijoada aos sábados. Mas são obrigadas a deixar pelo menos metade do que recebem nas mãos da dona, um travesti.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas para exploração sexual transformou-se num dos negócios mais rentáveis do mundo - US$ 28 bilhões por ano.
Nas próximas semanas, uma campanha suíça combaterá o tráfico de latino-americanas. Segundo a imprensa local, elas estariam sendo contratadas por R$ 100 mil para casar com supostos terroristas de Bangladesh para garantir-lhes visto. A denúncia foi feita por uma ex-prostituta brasileira.
SEGREDO DE JUSTIÇA ESCÂNDALO RENAN CALHEIROS: UM ANO DE IMPUNIDADE Perdeu um pouco da empáfia, é verdade, mas continua circulando por aí, amigo de lobistas, a seduzir jornalistas, a curtir amizades com o planalto e a criar super-bois em Alagoas
Toinho de Passira/Fotocharge A hiper-gigante pizza do Renan
Toinho de Passira Fontes: G1 , Estadão, VEJA
Passado exatamente um ano do escândalo envolvendo uma amante e o lobista de uma grande empreiteira, o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) livrou-se de seis representações - cinco arquivadas e uma nunca levada ao Conselho de Ética. O inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto, que tramita em segredo de Justiça, ainda não teve resultados práticos.
A denúncia foi feita em 25 de maio de 2007 pela revista Veja, que informava a existência de contas pessoais do cacique alagoano - então um político influente, com acesso fácil ao Palácio do Planalto - pagas por um lobista da empresa Mendes Júnior. Até a pensão de uma filha fora do casamento, com a jornalista Mônica Veloso, seria custeada pelo amigo.
O senador negou, mas a artilharia se seguiu nos meses seguintes, após a confirmação de tudo por Mônica.
Ao todo, Renan virou alvo de seis acusações: 1) ter contas pagas pela Mendes Júnior; 2) atuar em favor da Schincariol na Receita Federal e no INSS; 3) uso de laranjas na compra de duas rádios e um jornal; 4) arrecadação em ministérios do PMDB; 5) espionagem de dois senadores da oposição em Goiás; 6) autoria de emenda que destinou R$ 280 mil à empresa fantasma de ex-assessor.
RELEMBRANDO O COMEÇO DO RENAN-GATE
No começo a Veja disse que a presença de Zuleido Veras na relação dos presos, da Operação Navalha da Polícia Federal, que pode levar a operação policial a revelar ramificações ainda mais cabeludas – o que parece ter colocado em situação de pânico algumas autoridades em Brasília na semana passada. O empreiteiro, há quase duas décadas, dedica-se a aproximar-se de pessoas poderosas em Brasília. Suas ligações mais notórias são com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Eles se conhecem há trinta anos, mas a relação se intensificou durante o governo Collor.
O empreiteiro já foi visto despachando numa sala na residência oficial do presidente do Senado.O que ele fazia por lá? O senador admite que é amigo do empreiteiro e diz que ele não freqüenta sua casa, mas "talvez já tenha ido uma ou outra vez". Talvez.
Na semana seguinte Veja encostou o alagoano nas cordas quando disse que “o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, tem sido instado a explicar suas relações com o empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama.
O senador tem dito que são apenas conhecidos, mas são mais do que isso. Em 1990, o empreiteiro bancou sorrateiramente a campanha do senador ao governo de Alagoas e, embora tenha terminado em derrota, a eleição serviu como marco de uma amizade sólida. Sólida mesmo, a ponto de o empreiteiro freqüentar a residência oficial do presidente do Senado.
A situação de Renan Calheiros, porém, é mais complicada do que sua intimidade com Zuleido Veras. É que o senador tem outro amigo explosivo no submundo da empreita que, tal como Zuleido, freqüenta sua casa e, tal como Zuleido, é seu dileto amigo.
O amigo de alta octanagem é Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior, uma das maiores do país. Nos últimos anos, Gontijo, mais do que um amigo, tem se apresentado no papel de mantenedor do senador. VEJA apurou os laços financeiros entre os dois:
O lobista da Mendes Júnior coloca à disposição do senador um flat num dos melhores hotéis de Brasília, o Blue Tree. O flat, número 2 018, é usado para compromissos que exijam discrição. Está em nome de Cláudio Gontijo.
• O lobista da Mendes Júnior pagou, até março passado, o aluguel de um apartamento em Brasília para o senador. O imóvel tem quatro quartos e fica em uma área nobre da capital federal. O aluguel saía por 4.500 reais.
• O lobista pagava 12.000 reais mensais de pensão para uma filha do senador, de 3 anos de idade. A pensão foi bancada por Cláudio Gontijo de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado.
• O lobista ajuda nas campanhas do senador Renan Calheiros e nas de sua família. Já ajudou o próprio senador, seu filho e seu irmão.
Tal como Zuleido, Gontijo opera nas sombras. Oficialmente, ele é assessor da Diretoria de Desenvolvimento da Área de Tecnologia da Mendes Júnior há quinze anos. Na realidade, sua função é defender os interesses da empresa junto ao governo. A Mendes Júnior constrói aeroportos, metrôs, linhas de transmissão de energia e estradas.
CANNES BRASILEIRA SANDRA CORVELONI - MELHOR ATRIZ A atriz, atuante no teatro paulista, também como diretora, desconhecida do grande público, foi premiada, em Cannes, por atuação no filme 'Linha de Passe', de Walter Salles e Daniela Thomas
Foto: Divulgação Cannes se emocionou com a interpretação de Sandra, que entre outras atrizes consagradas desbancou Angelina Jolie, que chegou ao festival, como favorita absoluta ao prêmio
Toinho de Passira Fontes: G1, Reuters, Estadão
A atriz paulistana Sandra Corveloni (foto) venceu no 61.º Festival de Cannes o prêmio de melhor atriz pelo filme Linha de Passe , de Walter Salles e Daniela Thomas.
Ela não foi ao Festival com a equipe do filme por ter perdido, recentemente, o filho que esperava. Sandra estava grávida de 5 meses e sua filha se chamaria Ana Clara. A atriz tem um filho de 5 anos. A Palma de Ouro, prêmio máximo do evento, foi para o filme francês Entre Les Murs(Entre as Paredes), dirigido por Laurent Cantet.
Destaque também para o pernambucano Tião também saiu vencedor da 61.º edição do festival, com o prêmio “Olhar Novo” (Regard Neuf) na Quinzena dos Realizadores pelo curta-metragem Muro.
Formada em teatro pela PUC-SP, Sandra Corveloni é atriz do Grupo Tapa, dirigido por Eduardo Tolentino, desde 1998. No próximo domingo, o espectador poderá conferir sua atuação na telinha, pois ela integra o elenco do teleteatro O Telescópio, peça de Jorge Andrade, dirigida por Eduardo Tolentino, na série Direções, da TV Cultura. O programa vai ao ar às 23 horas. Na atração, ela faz o papel de Leila, a filha do patriarca que provoca conflito ao voltar ao campo, à fazenda do pai, para discutir sua herança.
Sandra é quem assina ainda a co-direção da peça Amargo Siciliano, de Pirandello, que está em cartaz no Viga Espaço Cênico, em São Paulo.
No Tapa, participou como atriz em dezenas de peças, entre elas Moço em Estado de Sítio, de Oduvaldo Viana Filho, Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, Rasto Atrás, de Jorge Andrade, Major Bárbara, de Bernard Shaw e Órfãos de Jânio, Millôr Fernandes. E, também no Tapa, dirigiu As Viúvas de Artur, espetáculo que unia três peças curtas de Artur de Azevedo.
"Estou muito emocionado", diz Eduardo Tolentino. "Modestamente, porque não gosto de desafiar os deuses, eu antecipei que ela ganharia um grande prêmio internacional".
Foto: divulgação Sandra Corveloni numa cena do filme "Linha de Passe"
"Estou explodindo de felicidade. Esse prêmio é bom para todos, bom o teatro, para o cinema brasileiro. É especial por várias circunstâncias, é o sol que se abre, essa magia que acontece onde existe empenho, dedicação, generosidade, sensibilidade e inteligência, tudo que Sandra possui", diz Zecarlos Machado, ator que contracenou com Sandra no teatro em peças como Major Bárbara e Contos de Sedução, ambas montagens do Tapa.
A atriz Bárbara Paz, que contracenou com Sandra também em Contos de Sedução, teve uma reação emocionada quando recebeu a notícia do Prêmio
"Eu não acredito! Vou chorar (e chora). É maravilho e merecidíssimo. Depois de tudo o que aconteceu com ela. Ela nem pôde ir. Ela é uma grande atriz. Finalmente terá o reconhecimento que merece. Lembro de uma história que ela me contou: ela chorou quando vestiu pela primeira vez um figurino do Grupo Tapa feito pela Lola Tolentino, porque não tivera um vestido tão bonito.
Sandra tem uma história de vida muito simples. Quase desistiu de fazer teatro muitas vezes, pela dificuldade de sobreviver, um problema que é de muitos atores de teatro. Eu disse para ela: você não vai poder ir, mas lá em Cannes todo mundo vai ficar perguntando: quem é essa atriz maravilhosa? E quando terminar o festival, você vai estar super conhecida. Eu disse isso e estou muito feliz", disse Bárbara.
Sandra Corveloni é a segunda brasileira a receber o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, considerado um dos maiores e mais charmosos eventos de cinema mundial.
Há 22 anos, Fernanda Torres 1986, foi premiada pelo filme Eu Sei Que Vou te Amar,(foto cartaz) de Arnaldo Jabor. Curiosamente, também Fernandinha também não pode receber o prêmio, pois estava protagonizando a novela “Selva de Pedra” da Rede Globo, e a emissora não permitiu que ela se ausentassse do Brasil, pra não atrasar as gravações.
Houve quem dissesse que a não ida da brasileira, acabou por não repercutir na sua carreira, a vitória de tão importante prêmio. Esperamos que o fênomeno não se repita com Sandra Corveloni.
Não podemos deixar de observar que os filmes de Walter Sales, sempre estão a mercer algum destaque internacional. Lembrar que Fernanda Montenegro, concorreu ao Oscar, com sua personagem no filme de Sales, “Central do Brasil” e que dois anos depois, teve o seus filme “Diário da Motocicleta”, foi indicado para o Oscar nas categorias melhor roteiro adaptado (José Rivera) e acabou vencendo como a melhor canção ("Al Otro Lado Del Río", de Jorge Drexler), a primeira vez que uma música em espanhol ganhava o prêmio.
CANNES JASMINE LAFITTE NO TAPETE VERMELHO No festival do cinema frances, sempre acontecem essas mostras paralelas para deleita dos fotógrafos e alegria de blogueiros tarados
Foto: Reuters
Ninguém sabe quem é exatamente a starlettre Jamine Lafitte que desfilava no tapete vermelho do 61º festival de Cannes, quando aconteceu esse incidente que não passou em branco, devido à vasta comunidade de blogueiros idiotas, existente atualmente na web.
Um blogueiro espanhol chegou a por uma enquete, perguntando se foi o vento que levantou a saia da moça, ou se foi ela de propósito, que ergue o vestido: um daqueles importantes debates, que poderão salvar a humanidade.
Um blog português na maior deselegância comentava que a moça poderia estar prejudicando a camada de ozônio, devido a odores de bacalhau. (um horror!)
Por fim, uma jovem comentarista de blog português, Minerva Mcgonagall reclamava das atrizes, que ultimamente teimavam em não usar calcinhas, dizendo em bom português luso:
"Porque é que estas raparigas acham que lhes fica bem sair à rua sem roupa interior? Parece que é moda, acho que é algum protesto contra as fábricas de cuecas..."
LUTO JEFFERSON PÉRES SEPULTADO COM HONRAS MILITARES E ACLAMAÇÃO POPULAR Multidão de amazonenses homenageou cumpungido o grande líder
Foto: Arnoldo Santos - Portal terra Cadetes da PM do Amazonas conduzem o féretro com Jefferson Peres
Toinho de Passira Fonte: Agencia Estado, Portal Terra
O corpo do senador Jefferson Péres (PDT-AM) foi sepultado com honras militares e ao som do Hino Nacional, no cemitério São João Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus, no fim da tarde. O caixão do parlamentar foi levado ao cemitério em carro aberto do Corpo de Bombeiros, num percurso de quatro quilômetros, em cortejo fúnebre que reuniu centenas de veículos. Péres sofreu um enfarte fulminante na manhã de sexta-feira.
O corpo do senador havia sido velado por 27 horas no salão principal do Centro Cultural Palácio Rio Negro, em Manaus, antiga sede do governo do Amazonas. Antes da saída do cortejo fúnebre, o arcebispo metropolitano de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, conduziu a celebração de uma missa. Logo após, a urna funerária com o corpo de Péres foi lacrada pelo vice-presidente da República, José Alencar (PRB), e pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB) e conduzido por cadetes da Polícia Militar do Amazonas, até um veículo do Corpo de Bombeiros.
Após percorrer quatro ruas da capital amazonense, a urna funerária do senador foi recebida no cemitério São João Batista, por uma guarda de honra, composta por um pelotão da Polícia Militar do Amazonas, que saudou o féretro com uma salva de tiros, e apresentação de armas, dentro do cerimonial funeral das Forças Armadas, para ilustres autoridades mortas no exercicio de seus cargos ou mandatos.
Do alto de um helicóptero eram lançadas flores e rosas sobre a multidão que acompanhou o enterro e respeitoso silêncio.
Durante o sepultamento, músicos da Coordenação Amazônica das Religiões de Matrizes Africanas homenagearam o parlamentar com canto de candomblé ao som de berimbau.
"Que a semente deixada por este homem, cujo corpo desce ao ará, germine no solo corrompido da política brasileira, e outros nomes surjam para que a nação não seja vilipendiada pelos maus políticos oportunistas que infectam a Câmara Federal e o Senado", discursou o líder religioso Alberto Jorge, que representou minorias como negros e homossexuais, defendidas pelo senador Jefferson Péres.
No momento do enterro, o quarteto de cordas da Orquestra Filarmônica do Amazonas ainda tocou a música "Ave Maria de Schubert".
A ESCOLHA DO POVO
Toinho de Passira
Jefferson Peres com sua inesperada e fulminante morte contribuiu, pelo tipo de pessoa especial que foi, pelo político extraordinário que conseguiu ser, para que nação comprovasse e manifestasse que está em busca de pessoas como ele, para dirigir os seus destinos e que não estão apáticos diante do descalabro que virou regra para definir a vida política nacional.
O seu povo amazonense o tratou morto, como o havia tratado em vida, como se fora um pop star, um ídolo a mover multidões, saudosa da sua existência frutífera, pelas ruas de Manaus.
Conhecendo-se a miudeza física, as feições sisudas e pouco atraentes, o jeito tímido e reservado, do senador Jefferson Peres, nos surpreende a sabedoria popular, que conseguiu ver na grandiosidade do seu caráter e retidão de vida, a verdadeira beleza humana, digna de reverências e saudades compungidas.
O silêncio da massa popular a acompanhar o féretro sobre o caminhão do corpo de bombeiros, tornou-se uma grande oração coletiva, como se estivesse a ouvir sua voz corajosa, a enfrentar os poderosos na defesa dos humildes e da honradez, sem em nenhum instante pensar na comodidade pessoal, nas vantagens particulares, rotineiramente honrando e ensinando a verdadeira graça e abençoada obrigação de ser representante do seu povo.
Como último gesto, cantaram para Jefferson Peres, a plenos pulmões, o Hino Nacional Brasileiros, como reconhecimento do seu heroísmo, tombado morto no campo de batalha da moral, indignado e ofendido com os traidores da Pátria, alvejado pelos ímpios e torpes pares que o envergonharam até a prostração final.
José Jefferson Carpinteiro Peres, o político brasileiro, Jefferson Peres, morreu ensinando e despertando o povo, para buscar e exigir dos políticos brasileiros, a obrigação de trilhar, caminhos semelhantes aos seus.
O povo fez a sua escolha, pelos limpos de espíritos, guardiões dos bons propósitos e inspiradores das gerações futuras.
Como se vê o mundo não está perdido. Lá junto ao Criador, Jefferson Peres há de alegra-se ao ver o reconhecimento dos amazonenses em particular e dos brasileiros em geral, que tiveram a honra de conhecê-lo e a chance de admirá-lo.
Jefferson, com a sua morte, pôs de novo na moda a honestidade, a simplicidade, a discrição, a coerência e a coragem cívica.
Que Deus o abençoe!
FARC CONFIRMAM MORTE DE MARULANDA A confirmação não demorou, aconteceu hoje por volta das 9:30h, horário local, em desacordo com os hábitos dos guerrilheiros, surpreende também não se incomodarem em confirmar tudo que fora dito na Nota Oficial, comprovando que o governo colombiano tem informantes confiáveis entre os rebeldes criminosos
Foto: El Espectador
Segundo o jornal Colombiano El Espectador o guerrilheiro Timoleón Jiménez “Timocheko”, através de um vídeo divulgado pela ela emissora venezuelana Telesur As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) confirmaram a morte Manuel Marulanda Vélez, 78 anos, chefe da organização também conhecido como “Tirofijo” (tiro certeiro), segundo a agência Telam.
O guerrilheiro “Timochenko” confirmou ainda tudo que já havia sido comunicado pela Nota Oficial do governo colombiano, que a morte ocorreu em 26 de março e de ataque cardíaco. O número 1 das Farc e foi um dos fundadores do grupo armado, em 1964. Sua morte foi a terceira de um membro do secretariado no último mês de março. No dia 1º, Raúl Reyes morreu em um bombardeio de militares colombianos em território equatoriano. Uma semana depois, Iván Ríos foi assassinado por um guarda-costas.
Foto: El Espectador
Por fim, o guerrilheiro Timoleón Jiménez, confirmou, como havia sido previsto pelas autoridades da Colômbia, Guillermo León Sáenz, (foto acima) que tem o nome de guerra Alfonso Cano, é o novo líder da guerrilha. (Veja detalhes da matéria num texto abaixo, do começo do dia)
PARAGUAI - ITAIPU FERNANDO LUGO DIZ A AGÊNCIA LUSA QUE BRASIL E ARGENTINA EXPLORAM SEU PAÍS O ex-bispo católico procura apoio internacional, via a agência portuguesa, fazendo-se de vítima e ameaçando vender parte da energia excedente ao Uruguai
Foto: José Cruz/ABr Fernando Lugo, ainda candidato, fala à imprensa em Brasília
O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, em entrevista à Agência Lusa, acusou os governos de esquerda, Brasil e Argentina, " dos dois países vizinhos de "explorarem economicamente" o seu país. O ex-bispo eleito é da linha de Evo Morales, e Hugo Chávez, que utiliza-se de um terrorismo verbal, vitimando-se para obter vantagens nas negociações, sem respeitar tratados, contratos e acordos.
"Somos um dos maiores produtores de energia elétrica do mundo e por isso mesmo vamos renegociar os contratos que temos com o Brasil na barragem de Itaipu e com a Argentina em Yacyretá", afirmou Lugo em Montevidéu, onde esteve negociando com o presidente uruguaio Tabaré Vasquez.
Lugo criticou o contrato de fornecimento de energia que mantém com os governos brasileiro e argentino. "Não podemos continuar sendo explorados economicamente por países que têm governos de esquerda e que dizem estar lutando por uma América Latina mais próspera e democrática, como é o caso do Brasil e da Argentina".
Falando especificamente de Itaipu, Lugo afirmou ter “certeza” de que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva acabará renegociando o contrato entre os dois países, uma vez que, segundo ele, alguns ajustes já terão de ser feitos. O governo brasileiro, entretanto, não admite a renegociação, e especialistas defendem “revisão zero” como forma de criar uma segurança jurídica no setor elétrico na região.
O Brasil paga US$ 400 milhões (R$ 661,5 milhões) por ano ao Paraguai por essa energia. Se o governo de Fernando Lugo conseguir chegar a um entendimento com os presidentes Lula e Cristina Kirchner, a receita poderá aumentar em até US$ 1,8 bilhão.
O governo brasileiro sempre cumpriu a risca o tratado de Itaipu, firmado em 1973, que se tornou uma das mais importantes fontes de receita, da combalida economia paraguaia.
O Paraguai devia agradecer ter conseguido essa fonte de riqueza, sem ter gasto um centavo. Os dois países firmaram um contrato, aprovado pelo congresso de ambos, que seria válido por 50 anos, acabará em 2023, quando deverá ser firmado novo acordo com agenda livre.
Por enquanto está valendo que cada um dos países tem direito à metade da energia produzida na usina binacional. No entanto, o Paraguai utiliza apenas cerca de 5% da parte que lhe cabe. O restante é necessariamente vendido ao Brasil, por força do tratado.
Foto: Sky Scraperpage
Itaipu continua sendo a maior Hidroelétrica do mundo e só terá uma rival capaz de destroná-la, que será a Hidrelétrica de Três Gargantas na China, quando estiver com toda a sua capacidade instalada. Porém mesmo assim, Itaipu continuará como sendo a de maior capacidade de geração, visto que o regime hidrológico do rio Paraná apresenta maior fluxo de água que o Rio Yangtzé, chinês
Em números Itaipu gera em média, por ano, 92.000 Gigawatts-hora (uns 20% da energia elétrica consumida no Brasil). O mercado interno paraguaio tem direito a 50% da energia produzida em Itaipu, mas só absorve 10% (devido ao tamanho pequeno de sua população e economia). O resto é repassado ao Brasil ao preço de custo de produção, atualmente ao valor de US$ 2,80.
Na verdade apesar de contratualmente o Paraguai estar obrigado a vender a energia ao Brasil, os valores não fazem parte do tratado e podem ser renegociado, sem se tocar em nenhuma clausula. Por sinal o último valor foi negociado há apenas três anos, e segundo especialistas, esta dentro dos valores cobrados pelo mercado.
O pior, é que tendo todos os argumentos nas mãos, o governo Lula teve vergonha até agora, de enfrentar os arroubos de valentia do Presidente eleito e teme-se que por fim, ceda mais do que da conta, como fez com a Bolívia.
O pior, é que qualquer reajuste favorável ao Paraguai, vai refletir no custo da energia do Brasil, que anda assombrado com o fantasma da inflação, que receberia um substancial reforço inconveniente com o aumento da tarifa energética.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), vai ao cerne da questão quando diz:
"O tratado tem que ser respeitado para evitar precedentes e eventualidades negativas. Mesmo porque o acordo é bastante generoso para o Paraguai", destaca.
Ele ressalta outros aspectos do tratado, como o compromisso do Brasil em arcar com empréstimos contraídos para a construção da usina. “Itaipu que vale atualmente US$ 60 bilhões.
Circunstancialmente, "o Paraguai tem um patrimônio de US$ 30 bilhões sem ter contribuído para a construção da usina. Eles não entraram com um tostão. Não contribuem efetivamente para a amortização da dívida. O Brasil banca tudo praticamente sozinho, ou seja, este acordo é muito generoso com o país vizinho”, concluiu Gadelha.
CORRUPÇÃO MINISTÉRIO AJUDA ONG QUE CONTRATA PEDETISTA Secretário do ministério do trabalho condicionou Escolha de ong à contratação de militantes do PDT
Foto: Fotos Cristiano Mariz, Alan Marques/Folha Imagem Sede do Icep, ONG que aceitou contratar dirigentes do PDT para abocanhar convênio do ministério, e o secretário Ezequiel: correligionários e parentes
Ricardo Brito Fonte: Revista VEJA
Em sua edição anterior, VEJA revelou como a Força Sindical e seu tentáculo político, o PDT, aparelharam o Ministério do Trabalho. É o mesmo grupo acusado pela Polícia Federal de penetrar nas estruturas de poder do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. O presidente da Força Sindical e deputado pelo PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, suspeito de ter recebido propina da quadrilha, disse o que todo político diz quando é flagrado em traficâncias – que é "vítima de uma implacável perseguição política". O PDT qualificou a reportagem de "leviana" e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que "não faz negócio" na pasta (veja entrevista abaixo). Na semana passada, apareceu um caso lapidar, que ilustra em cores vivas o tipo de trabalho que os sindicalistas da Força e os apaniguados do PDT andam fazendo na Esplanada dos Ministérios. Um dos principais secretários da pasta, que também vem a ser dirigente do PDT e sindicalista ligado à Força, fraudou um processo de seleção para beneficiar uma ONG que iria qualificar jovens pobres de Brasília. Em contrapartida, exigiu que a entidade se comprometesse a contratar militantes do partido e seus familiares. A ONG topou – e venceu a disputa.
O responsável pela fraude chama-se Ezequiel Nascimento e é secretário de Políticas de Emprego, um dos cargos mais importantes da estrutura do ministério. Ele fez carreira no sindicalismo de Brasília e se filiou ao PDT, partido pelo qual foi candidato ao Senado nas últimas eleições. Derrotado, descolou uma boquinha no Ministério do Trabalho. Primeiro, foi assessor especial do ministro Carlos Lupi até que, em fevereiro passado, foi promovido ao atual posto. A secretaria comandada por Ezequiel é o sonho de todo sindicalista da Força: gerencia um orçamento de 19 bilhões de reais e faz convênios com entidades "sem fins lucrativos". Em dezembro do ano passado, quando ainda era assessor de Lupi, Ezequiel soube que o Icep, uma ONG de Brasília que já prestava serviços para a pasta, estava interessado na concorrência que iria contratar uma entidade para coordenar o programa de qualificação de jovens no Distrito Federal. O sindicalista convocou o presidente da ONG, Sueide Miranda, para uma conversa reservada em sua sala, no 3º andar do ministério. "Queremos escolher sua entidade para ser a âncora do programa, mas você vai ter de acomodar algumas pessoas do nosso grupo", disse Ezequiel ao presidente do Icep. "Eu aceitei as condições", admitiu a VEJA Sueide Miranda, admitindo a fraude (Foto)
No dia 27 de dezembro, três semanas depois da reunião com o sindicalista, a ONG faturou o convênio, estipulado em 3,5 milhões de reais. No dia seguinte, o ministério liberou a primeira parcela: 350 000 reais. Assim que o dinheiro pingou na conta da entidade, conforme o combinado, Sueide foi ao gabinete do secretário para buscar os currículos dos apadrinhados. Pelo acerto, o pedetista nomearia 27 dos 43 profissionais que trabalhariam no programa. Entre os indicados pelo sindicalista estavam seus dois sobrinhos, além de dois dirigentes do PDT em Brasília. Todos foram contratados. VEJA teve acesso a cópias de e-mails enviados por Ezequiel ao presidente da entidade nos quais o sindicalista, já como secretário, remetia nomes e os respectivos currículos para os cargos. Quando o presidente da ONG reclamou que muitos dos apaniguados nem sequer apareciam para trabalhar, Ezequiel, segundo ele, simplesmente deu de ombros. O resultado é que o programa degringolou e os profissionais abandonaram a ONG. Eis aí um exemplo do famoso "sindicalismo de resultados" da Força: cerca de 2 000 jovens, todos pobres e desempregados, vão ficar sem acesso à qualificação a que tinham direito – e que foi paga com dinheiro público.
Ouvido por VEJA, o secretário comportou-se como um bom quadro da Força e do PDT: "Não indiquei ninguém para o Icep". Depois, confrontado com os e-mails, reconheceu ter enviado as mensagens. "Mandei os currículos porque a entidade era muito fraca", disse, sem explicar por que, então, havia contratado uma entidade tão ruinzinha. O secretário também afirmou que os técnicos do ministério identificaram irregularidades graves na execução do convênio, o que já ocasionou a suspensão dos repasses. Só fez isso, porém, depois de receber o pedido de esclarecimento da reportagem. O caso revela quanto é tênue a fronteira financeira entre o partido, a central sindical e seus representantes no ministério. Na semana passada, aliás, soube-se que Luiz Fernando Emediato, presidente do Codefat, outro órgão do ministério, assinou como testemunha um patrocínio de 1,32 milhão de reais do BNDES à ONG Meu Guri, presidida pela mulher de Paulinho e investigada pela polícia por irregularidades. Emediato trabalha no ministério, é contratado como consultor da Força Sindical e, durante as campanhas políticas, dá uma mão aos candidatos do PDT.
"NÃO FAÇO NEGÓCIO À FRENTE DO MINISTÉRIO"
Gervásio Baptista/ABr Carlos Lupi, ministro do Trabalho: "Não existe direcionamento na escolha das entidades"
Diego Escosteguy Fonte: Revista VEJA
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está na berlinda há seis meses, desde que a Comissão de Ética da Presidência da República determinou que ele escolhesse entre o cargo e o comando do PDT. Lupi achava normal acumular os dois postos. Em março, o ministro finalmente licenciou-se da presidência do PDT. Mal se viu livre de um problema, Lupi foi logo atropelado por outros. Nos últimos meses, multiplicaram-se as evidências de que ONGs ligadas ao PDT receberam dinheiro do ministério. Agora a coisa ficou pior. Com a descoberta da Polícia Federal de que havia uma quadrilha ligada a gente graúda do PDT e da Força metida em traficâncias no BNDES, os olhos se voltam para o trabalho de Lupi e de seus colegas sindicalistas. Na semana passada, Lupi recebeu VEJA e negou que o ministério tenha se transformado em um paraíso para sindicalistas mal-intencionados.
Por que o PDT e a Força Sindical são tão próximos? A relação com a Força Sindical é estritamente política. Não existe cofre clandestino do PDT com a Força Sindical. Posso garantir que o PDT nunca recebeu um centavo da central. Por isso não há nenhuma espécie de gangue sindical atuando aqui. Não faço negócio, faço política. Meu imposto de renda e o da minha mulher estão à disposição.
Por que o senhor assinou convênios com entidades ligadas ao PDT e à Força Sindical? A escolha das entidades obedece a critérios técnicos. Por outro lado, o ministro não tem condições de saber em detalhes tudo o que se passa aqui dentro. São inúmeros convênios, contratos. Mas tenho compromisso com a fiscalização. Se houver algo irregular, peço que me comuniquem, para que eu possa mandar apurar.
O senhor já descobriu algo irregular? Nos últimos meses, mandei cancelar sete convênios, todos com indícios de irregularidades ou falhas na contrapartida. É importante frisar que a Controladoria-Geral da União nos ajuda a fiscalizar os convênios.
Na semana passada, VEJA revelou o teor de e-mails trocados entre sindicalistas e Luiz Fernando Emediato, presidente do Conselho Deliberativo do FAT e consultor da Força Sindical, nos quais se descobre que ele usava a estrutura do ministério para defender os interesses da central.
O senhor vai apurar isso? Vamos averiguar. Considero o Luiz Fernando Emediato uma pessoa séria, competente na gestão do FAT. Se ele tiver feito algo de errado, deverá responder por isso.
Qual a natureza da sua relação com o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho? Temos uma relação político-partidária. Eu fui um dos que sondaram Paulinho para que ele se filiasse ao PDT. Ele é uma referência na defesa dos direitos dos trabalhadores. Acredito que seja inocente. Sou conselheiro do BNDES e acho muito difícil alguém conseguir fazer algo errado ali.
MUNDO MELHOR MORREU CHEFE GUERRILHEIRO MARULANDA, LÍDER DAS FARC A notícia foi divulgada em nota oficial pelo governo colombiano
NA REVISTA COLOMBIANA "SEMANA" O ANÚNCIOU DA MORTE: Pedro Antonio Marín, ou Manuel Marulanda Vélez, "Tirofijo" (Tiro certeiro), causou morte e destruição por 60 anos, sem nunca ter logrado o poder, seu objetivo de guerrilheiro. Surpreendentemente, morreu velho e, provavelmente, de morte natural, (como seu avô, um combatente da guerra dos mil dias), após, toda uma existência perseguido por balas e bombardeios, chegando a ser anunciado como morto e ressuscitado, em várias ocasiões, até ser convertido no guerrilheiro mais velho do mundo.
A notícia vem sendo divulgada há dias, como especulação, mas hoje à tarde em um comunicado oficial o Governo Colombiano, através do Ministério da Defesa, confirmou que tomou conhecimento através de diferentes meios de inteligência militar de que Antonio Marín, aliás ‘Manuel Marulanda o Tirofijo’ o principal cabeça das Farc está morto.
‘Tirofijo’ morreu em 26 de março passado, às 18h30min, precisamente, dizem os militares colombianos, seguros da informação.
A causa da morte, ainda não foram totalmente confirmadas, embora já se soubesse que o velho guerrilheiro sofresse de um câncer de próstata, as notícias dão conta de que teria morte de natural, provavelmente uma parada cardíaca fulminante e que até já designaram como seu sucessor Alfonso Cano.
Mas o Ministério da Defesa colombiano, complementa, que no dia em que aconteceu o falecimento de Marulanda, foram realizadas em três diversas regiões do país operações de bombardeios, em locais, segundo informações poderia estar abrigado o guerrilheiro morto. Pondo como uma das hipóteses a possibilidade dele ter sido abatido pelo fogo do exército colombiano.
As Farc ainda não se manifestaram sobre o caso. “Esperamos que, como é de costume, as Farc não neguem a verdade, neste caso a morte de Tirofijo. Se disserem que nossa informação não está correta, que provem”, diz o texto lido por Moreno e escrito em nome do ministério da Defesa.
Para os militares do governo colombiano, porém, tanto faz que a morte Marulanda tenha sido motivada por um bombardeio ou por causas naturais, mas o fato representa o mais duro golpe que sofreu este grupo terrorista, por ser o velho Marulanda quem mantinha coeso esse sangrento grupo criminoso, ligado ao trafico de entorpecentes e a indústria do seqüestro, por mais de 40 anos.
Mas após quatro décadas de combate, a guerrilha têm sido enfraquecidas pela campanha do presidente Álvaro Uribe, que assumiu a presidência desde 2002, apresentando como meta de governo combater a guerrilha e mantém até o presente, altos índices de popularidade no país, contando com o apóio estratégico dos Estados Unidos.
Com pouco apoio popular, as Farc têm sido empurradas de volta para florestas e montanhas remotas, mas os rebeldes ainda são uma força poderosa em algumas áreas, ajudados pelos recursos obtidos com o tráfico de cocaína.
Vários comandantes importantes das Farc foram mortos ou capturados recentemente, enquanto o mais antigo grupo guerrilheiro da América Latina enfrenta crescente pressão militar e deserções. (Desde então, estima-se que mais de 9 mil guerrilheiros tenham desertado e dois integrantes do secretariado das Farc, Raúl Reyes e Ivan Ríos, foram mortos.)
Tentativas de negociar a libertação de reféns das Farc, incluindo a política franco-colombiana Ingrid Bettancourt, continuam em impasse diante da demanda dos rebeldes pela desmilitarização da zona rural para que as negociações prossigam
Ao ser consultado sobre onde poderia estar Marulanda, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse à revista colombiana Semana:
"Alfonso Cano", cujo verdadeiro nome é Guillermo León Sáenz, um antropólogo colombiano quase sexagenário, será presumivelmente o novo chefe máximo da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A morte de "Tirofijo", à qual se soma a do porta-voz oficial e número dois das Farc "Raúl Reyes", abatido no dia 1º de março em um bombardeio de tropas colombianas em território equatoriano, impulsionou a ascensão de "Cano".
"Cano", com 31 anos, que estudou antropologia, na Universidade Nacional de Bogotá é considerado um dos ideólogos das Farc e Antropologia e atualmente é o chefe político do Bloco Ocidental e membro do Secretariado (chefia máxima) das Farc.
Antes de ingressar nas fileiras da guerrilha, pertenceu ao Partido Comunista Colombiano e foi seu "comissário político".
Desde o ano 2000, é o responsável pelo Movimento Bolivariano da Nova Colômbia, um projeto político da principal guerrilha colombiana.
"Alfonso Cano", de barba muito espessa e óculos redondos, tem 47 ordens de captura e uma "circular vermelha" da Organização Internacional da Polícia Criminal (Interpol) sob acusações de rebelião, terrorismo, homicídio e seqüestro.
Representou as Farc nos diálogos frustrados com o Governo do presidente César Gaviria (1990-1994) em Caracas e na localidade mexicana de Tlaxcala, em 1991 e 1992.
Outros chefes das Farc na linha de comando são Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez"; Jorge Briceño Suárez, conhecido como "Mono (Macaco) Jojoy"; Rodrigo León Londoño ou "Timochenko"; e Milton de Jesús Toncel Redondo, conhecido como "Joaquín Gómez".
Esta semana, o exército colombiano informou que "Cano" estaria "cercado" em uma zona limítrofe entre o sul e o centro oeste do país.
NÃO SOFRO DE DIEGOMAINARDICE Mainardi odiaris se visse o seu texto ilustado com Sabrina Sato e sua pinta, mas tem tudo a ver com o que ele está dizendo no texto
Foto: Blog da Sabrina
Diogo Mainardi Fonte: Revista VEJA
O que eu sabia sobre Sabrina Sato: ela participa de um programa de TV. Agora sei também que ela tem uma pinta na testa. Mais ainda: sei que ela desistiu de tirar a pinta. Esse foi o fato que atraiu o maior número de leitores da Folha Online, alguns dias atrás. A nota era acompanhada por uma fotografia de Sabrina Sato sorridente, com sua pinta na testa. Pinta é um negócio nojento. Tire a pinta, Sabrina Sato.
A TV está sendo progressivamente esvaziada pela internet. Pela primeira vez, no Brasil e no resto do mundo, a TV perde público. Os espectadores desligam seus aparelhos e migram em massa para o computador, passando mais tempo na internet. E qual é o principal assunto na internet? A TV. No caso, a pinta na testa de Sabrina Sato. Ou, pouco antes, igualmente entre as notícias mais lidas da Folha Online, o choro de Deborah Secco num programa de auditório.
Além de ler sobre a TV, a platéia da internet faz comentários atarantados sobre a TV. Assim como faz comentários atarantados sobre todos os outros temas. A internet é como o teatro de José Celso, em que a platéia é chamada para o centro do palco e se torna protagonista do espetáculo. Amadoristicamente, cada um desempenha seu próprio papel, improvisando um comentariozinho desimportante aqui, outro ali. O mundo se transformou num gigantesco Teatro Oficina, onde se encena um espetáculo infinito de José Celso, do qual ninguém pode fugir. Trata-se de um pesadelo bem mais medonho do que qualquer distopia totalitária imaginada por George Orwell ou Aldous Huxley. Quero minha dose de "Soma"!
Umberto Eco criou a fantasia demagógica do "lector in fabula", em que o leitor é estimulado a participar do romance com suas idéias, transformando-se, ele mesmo, em autor. A internet é isso: um monte de maus leitores dotados de más idéias que cismam em interagir com maus autores. É o território dos opinionistas que opinam sobre a opinionice de outros opinionistas. É a água parada onde prolifera a diegomainardice hemorrágica.
Pode parecer um contra-senso, mas eu nunca sofri de diegomainardice. Só opino porque é meu trabalho. Se desse, eu desligaria imediatamente o computador e passaria o resto do dia estatelado na cama, na frente da TV, assistindo a um programa de culinária, um seriado americano, um torneio de golfe ou uma comédia antiga com Alberto Sordi. O que eu tenho a opinar sobre o programa de culinária ou o seriado americano? Alegremente, nada. A TV é minha droga da felicidade, meu sedativo, meu "Soma". Desde que eu fique distante de Sabrina Sato e de sua pinta na testa. Ela faz aflorar um monte de idéias em minha mente, todas elas rabiosas e incongruentes, transportando-me para o palco do Teatro Oficina, onde José Celso e sua platéia encenam eternamente a Guerra de Canudos. E agora? Como a gente sai daqui?
FANTASMA MINEIRO HÉLIO COSTA CONFIRMA QUE SEU FILHO ERA FANTASMA Descoberto o filho do Senador Ministro Hélio Costa pediu demissão, o pai coruja acha que isso é sinal de caráter
Foto: Elza fiuza/ABr Hélio Costa e um novo conceito de caráter irreparável
Toinho de Passira Fonte: Folha de São Paulo
O ministro Hélio Costa (Comunicações) divulgou nota na qual confirma que seu filho Eugenio Alexandre Tollendal Costa não prestou nenhum serviço ao então senador Duciomar Costa (PTB-PA), prefeito de Belém, nem ao senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
Segundo o ministro, Eugenio trabalhou em seu gabinete quando era senador, "para planejar, desenhar e abastecer" sua home page.
Em conversa com a Folha, na quarta-feira, Eugenio disse que não estava lotado no gabinete do pai "por motivos óbvios". A Folha revelou que, desde 13 de junho de 2003, ele é funcionário-fantasma no gabinete de Ribeiro, que vai exonerá-lo.
Costa disse que Eugenio "foi transferido do seu gabinete para o do senador Duciomar para prestar o mesmo trabalho", mas o projeto não prosperou. Costa disse que não "tratou mais do assunto" com Duciomar desde que saiu do Senado e que o filho decidiu pedir demissão porque "é um jovem de caráter irreparável".
O ministro quer dizer que o jovem passar cinco anos recebendo do senado sem trabalhar, não é irregular, desde que ninguém descubra.
Se logo depois de descoberto, o filho pedir demissão, demostra ser um jovem de cárater irreparável.
Ministro o senhor está educando seu filho muito mal, sugerimos para melhorar o caráter irreparável do seu filhão, que ele devolva os R$ 158.967,60, que percebeu sem trabalhar, antes que o Ministério Público o enquadre por improbidade, que coincidentemente, significa falta de caráter, imoralidade ou safadeza, pois isso vai ajudá-lo quando for processado.
BODAS DE OLIVEIRA CASAL PRESIDENCIAL COMEMORA 34 ANOS DE CASAMENTO A festa no Palácio da Alvorada confundiu-se com uma reunião Ministerial com desfile de caros oficiais e autoridades diversas
Foto: Presidencia da Reúb A foto oficial do casal no Palácio da Alvorada
Toinho de Passira Fontes: Folha de São Paulo - Mônica Bargamo, Estadão e Globo
O jantar comemorativo das Bodas de Oliveira do Casal, Lula – Letícia, no Alvorada estava previsto para começar ás 20h30 mas acabou atrasando pois Lula esta brincando de inventar uma ONU para a América do Sul.
Marisa Letícia casou pela primeira vez aos 19 anos. Ficou viúva quando estava grávida de quatro meses do seu filho Marcos. O marido, motorista de táxi, foi morto em uma tentativa de assalto. Quando conheceu Lula, em 1973, ele também era viúvo. Lula e Marisa tiveram juntos três filhos.
Dos 50 casais convidados a festa dos 34 anos de casamento do casal presidencial 21 eram Ministros, além do vice-presidente, José Alencar e do casal governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que foi a Brasília especialmente para o evento.
A imprensa destacou que enquanto o Palácio do Planalto não deu nenhuma informação sobre a festa, argumentando que se tratava de um compromisso particular, alguns ministros insistiram em considerar o evento um compromisso de trabalho, pelo menos nove deles foram à festa em carros oficiais, entre eles o controlador-geral da União, Jorge Hage.
Ninguém sabe quem pagou as despesas, e Blog Coturno Noturno, diz que possívelmente essas são despesas de segurança máxima, que podem afetar a segurança do goveno. Bem que podiam fazer a CPI das Bodas de Lula, e chamar Dona Marisa par depor, só assim ouviriamos a sua voz.
Casamento civil do sindicalista Lula e da costureira Marisa há 34 anos atrás.
STEVE SACK, Minnesota, The Minneapolis Star-Tribune
ELEIÇÕES AMERICANAS OBAMA E A AMÉRICA LATINA O senador não sabe o que está dizendo
Foto:Eric Thayer/The New York Times Obama protegido por agente de origem latina e negros do FBI, na sua viagem à Flórida
Os jornais brasileiros alardearam que finalmente o candidato a presidência dos Estados Unidos, provável indicado do Partido Democrata, Barak Obama, finalmente havia falado da America Latina, e até comentam que haveria um sopro inovador na maneira de abordar a questão por parte do Senador em campanha.
Quando se vai ler o texto, vê-se que Obama resolveu falar do tema, pois estava se dirigindo a uma comunidade latina na Florida, exatamente a parte do eleitorado, que historicamente ligado aos democratas, demonstraram seguidamente preferir a candidata Hillary Clinton.
Certo que o apoio latino a Hillary, é herança do governo de Bill Clinton, adorado pelos emigrantes, e do temor, dos imigrantes em geral e dos hispânicos e brasileiros em particular, de que os trabalhadores negros americanos, sejam fortalecidos num provável governo Obama, tanto por empatia da afro descendência, quanto pelo significativo apoio eleitoral.
A grande maioria dos negros norte americanos acha-se prejudicados com o espaço ocupados pelos imigrantes, que abocanham parte do mercado de trabalho do país, que lhes seriam destinados, concorrendo em vantagem por aceitar condições de trabalho e salários aviltantes.
O jornais mais importantes dos Estados Unidos e da Flórida em particular, nem dão destaque das pílulas da política planejada por Obama na sua fala aos latinos, embora a citem no bojo da matéria, mas para eles o importante é a abordagem do candidato em relação a Cuba.
Pouco se espera da política do senador Obama, até porque há poucas chances dele vir a ser presidente americano, e se confirmado pelos Democratas, perderá vergonhosamente para o republicano McCain, por motivos que analisaremos posteriormente.
Barak Obama é um orador de frases de efeito, dessas que são capaz de empolgar um auditório do Baú da Felicidade, mas de conteúdo desprovido de consistência, superficial como um jingle, ou uma declaração de amor de um galã de subúrbio.
Mesmo em relação a Cuba, não exibe nada de novo, a não ser uma disposição de dialogar com o atual presidente Raúl Castro, mas com uma agenda cheia de exigência a mudanças na política de direitos humanos na ilha e outras cobranças que por certo inviabilizará esse diálogo.
De novo, disse que iria facilitar o envio de bens e dinheiro e visita aos cubanos à Cuba, atualmente a esmagadora maioria dos cubanos que moram em Miami, não freqüentam a ilha onde nasceram temendo ficar preso por lá, mas se fosse aceitos, poderiam sofrer represálias ou até ter o visto negado pela migração americana ao retornar.
Quanto aos bens e dinheiro, os cubanos americanos da Flórida fazem verdadeira ginástica para enviar dólares, já que o governo americano, impõe um histórico embargo econômico e político a Cuba, e a sua grande maioria transfere os dólares que lhe sobra nos states, numa dispendiosa triangulação, com o envio do dinheiro ao México, para depois ser transferido para os parentes na ilha. A transação é facilitada pelo governo cubano, pois esses recursos representam importante aporte, de dinheiro estrangeiro, injetado na economia do país de Castro.
Quanto a America latina propriamente dita, em nossa opinião, Obama é tão bem informado quanto qualquer governante americano das últimas décadas, ou seja, nada sabe e não se interessa.
Adam Nadel—AP/Wide World Photos Cubanos na Flórida, Estados Unidos
A frase de efeito foi à mudança da ordem de um velho chavão da política externa americana, inventada pela esquerda latina, atribuida ao ex-embaixador do Brasil em Washington e ex-chanceler brasileiro, general Juracy Magalhães (1905-2001), segundo a qual "o que é bom para os EUA é bom para o Brasil".
Obama falou:
“Minha política para as Américas será guiada por um princípio simples: o que é bom para os povos das Américas é bom para os Estados Unidos".
Não se sabe bem o que isso pode significar em termos práticos.
Sobre a América do sul, afirma que, caso vença as eleições, implantará uma nova política de alianças, mas o que diz nada muda da política atual: diz que apoiará a Colômbia em sua luta contra as Farc e dará prioridade à segurança regional.
Culpou a política da atual administração americana na região pela aproximação do governo venezuelano de Hugo Chávez com o Irã, por exemplo, mas disse ainda que em relação à Venezuela, buscará, antes de qualquer diálogo diplomático sério, uma "prestação total de contas" da relação mantida entre o Governo de Chávez, "está sendo muito prejudicial para a região”, por seu envolvimento com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com certeza se referindo aos documentos encontrados no computador do guerrilheiro Reyes que comprovam envolvimento do venezuelano com a guerrilha.
Ou seja, pelo declarado nada muda, ou até muda para pior.
E o Brasil?
Obama citou o nosso país no meio de uma frase, quando defendia que os Estados Unidos devem reconhecer que sua segurança e prosperidade estão ligadas ao futuro das Américas.
O senador por Illinois explicou que tal princípio implica “em não medir o sucesso apenas através de acordos entre os governos, mas tambémpela esperança das crianças nas favelas do Rioe a segurança da polícia na Cidade do México...”
Só isso. Para Barak Obama, nós somos um monte de crianças faveladas a espera de esperanças que seriam enviadas pelo governo norte americano.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse no Brasil, que qualquer um que suceder ao atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, "não poderá ser pior" que este.
"Não há como piorar" o atual nível das relações dos Estados Unidos com a América Latina, disse o governante.
É difícil que alguém venha a piorá-lo. Portanto, seja quem for que vença as eleições, (...) inclusive (o republicano John) McCain, acho que pior que Bush não poderá ser. Não conseguiria ser, creio eu", acrescentou Chávez.
O presidente venezuelano considerou um "sinal muito interessante" que exista "um despertar (...) no seio da sociedade dos Estados Unidos, porque não é possível pensar que seja um povo de imbecis que serão enganados tanto e por tanto tempo".
"O fato de mais de 80% (dos americanos) rejeitarem seu presidente é um sinal interessante", opinou Hugo Chávez.
ENRIQUECIMENTO SUSPEITO Senador José Maranhão (PMDB-PB) tem questionada variação patrimonial de 580% entre 1998 e 2006
Foto: IstoÉ DECLARAÇÃO Os documentos entregues pelo senador José Maranhão (à dir.) mostram o enriquecimento e determinam o valor de R$ 0,00 a quase 30 mil cabeças de gado
Fonte: Revista IstoÉ
Nos próximos dias a Associação Nacional de Defesa da Administração e do Erário Públicos, do Meio Ambiente, do Consumidor e do Cidadão da Paraíba (Andar) fará uma reunião para definir o encaminhamento ao Ministério Público de denúncia contra o senador José Maranhão (PMDB-PB). Tendo como base as declarações de renda apresentadas pelo próprio senador à Justiça Eleitoral, a entidade entende que houve enriquecimento ilícito do parlamentar, que teria aumentado seu patrimônio em cerca de 580% entre 1988, ano em que se elegeu governador da Paraíba, e 2006. Em outubro do ano passado, a Andar apresentou a mesma denúncia à Corregedoria do Senado, mas a representação acabou arquivada. “O caso foi arquivado porque houve o entendimento de que a representação só poderia ser feita por partido político. Esse arquivamento, portanto, não pode ser visto como salvo-conduto do senador”, diz o presidente da Andar, João Batista Machado Alves Júnior. “Esse exorbitante aumento patrimonial certamente não se deu por conta da remuneração percebida pelo exercício dos cargos públicos”, afirma Alves Júnior, na representação entregue ao Senado.
Os documentos apresentados por Maranhão à Justiça Eleitoral mostram que em 1988 ele possuía um patrimônio avaliado em R$ 2,1 milhões. Em 2002, depois de governar a Paraíba por quatro anos, Maranhão se elegeu senador para um mandato que só termina em 2011. Na ocasião, apresentou uma declaração de bens com o patrimônio avaliado em R$ 6,4 milhões. Em 2006, Maranhão voltou a se candidatar ao governo do Estado e acabou derrotado pelo tucano Cássio Cunha Lima. No documento entregue à Justiça Eleitoral, ele afirmou ser o dono de um patrimônio avaliado em R$ 7,4 milhões. “O problema é que, além da enorme variação patrimonial, o senador relaciona ser o proprietário de 28.290 cabeças de gado, não contabilizadas em reais”, afirma Alves Júnior. Segundo ele, se for dado a esse gado o valor de mercado, o patrimônio de José Maranhão saltaria para R$ 35,3 milhões.
O senador afirma que vem de família rica e que seus bens têm origem definida e lícita. A Andar e aliados do governador Cunha Lima, no entanto, afirmam que não estão questionando a riqueza do senador, mas sim a variação de seu patrimônio e também o fato de ele ter zerado o valor do gado que está distribuído por 11 fazendas na Paraíba e em Tocantins. Sobre o valor zero dado às quase 30 mil cabeças de gado, Maranhão afirma que não o fez na declaração à Receita porque não havia espaço para declarar o valor, mas que o fato seria corrigido oficialmente.
LUTO SENADOR JEFFERSON PERES MORRE AOS 76 ANOS O líder do PDT no Senado morreu às 6h30 desta sexta, em sua residência em Manaus, vítima de um enfarte fulminante.
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado Um dos mais honrados e sério dos políticos brasileiros, pessoa rara: digno, comedido, audaz, franco, culto, sincero e brilhante, vai fazer muita falta ao Brasil
O corpo do Senador Jefferson Péres (PDT-AM), está sendo velado no Palácio Rio Negro, em Manaus. O enterro deve ocorrer amanhã após a chegada do filho do senador que mora nos Estados Unidos.
Senador Jefferson Péres morre aos 76 anos em Manaus Péres morreu na casa onde morava, no bairro de Adrianópolis. O senador passava o feriado de Corpus Christi com a família.
Ele nasceu em 19 de março de 1932, em Manaus. Professor e advogado, ocupava vaga no Senado desde 1995, e exercia seu segundo mandato na Casa. Ele era filiado ao PDT desde o início de 1999.
Péres participou, na década de 50, da campanha "O Petróleo É Nosso" e, em 1988, foi eleito para seu primeiro cargo público: o de vereador em Manaus, cargo para o qual foi reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua cadeira no Senado.
Ele também foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na chapa do também senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Péres era o líder da bancada do PDT no Senado.
HOMENAGENS
O Senado Federal aprovou hoje requerimento de pesar e decretou luto de três dias pela morte do senador.
Depois de uma rápida sessão de homenagens ao líder do PDT, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), suspendeu os trabalhos da Casa Legislativa como previsto pelo regimento interno em caso de morte de parlamentares e encaminhou condolências à família de Péres.
O governo do Estado do Amazonas também decretou luto oficial por três dias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, divulgou uma nota lamentando a morte do senador.
"O MEU DESALENTO É PROFUNDO" Dircurso do Senador Jefferson Péres, dizendo que abandonaria a vida pública após o fim do mandato desenganado com a a atividade política (28 de agosto de 2006)
"Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esta Tribuna para manifestar o meu desalento com a vida pública deste País
Gostaria de estar aqui discutindo, como fez o Senador José Jorge, a respeito das riquezas naturais do Brasil, com as quais ele tanto se preocupa, e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País.
Senador José Jorge, poderíamos não ter um barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das potências mundiais em termos de desenvolvimento.
O Japão não tem nada. Não tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada disso, Senador Antonio Carlos, e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico, mas também humano.
O que está faltando mesmo a este País e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.
Vejam que País é este. Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque estamos em recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado.
Estamos aqui no faz-de-conta. Como disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta. Estamos fingindo que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar. Estou em Manaus há quase um mês, recebendo, sem fazer nada para o Congresso Nacional, pelo menos.
Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente "como o é" um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu neste País e este Presidente está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É desinformação da população? Não, não é.
Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão, ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo. Então, votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não, parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte. Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado.
Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância. Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada! Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas, Senador Antonio Carlos Magalhães!
Um compositor dizer que “política é isso mesmo, fez o que deveria fazer”, o outro dizer que “política é meter a mão na ‘m’”! Um artista, em qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte dela, é o povo conivente com isso.
E pior, pior ainda: os artistas estão fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários - isso é a putrefação moral deste País - , e o povo vai reconduzir o Presidente porque “política é isso mesmo”.
Tenho quatro anos de Senado. Não me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o mandato que o povo do Amazonas me deu, não vou silenciar. Ele pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo destituído.
O que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de profunda indignação. A classe política já nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo. Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei.
É a pior legislatura da qual já participei, Senador Antonio Carlos Magalhães. Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro, com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria, infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca vi. O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo. Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever.
Não teria justificativa dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar, não!
Um País que tem um Congresso desse, que tem uma classe política dessa, que tem um povo... Senador Antonio Carlos Magalhães, dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da população que compactua com isso? É lamentável. E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não. É parte da elite, inclusive intelectual.
Compactuam com isso é porque são iguais, se não piores. Vou continuar nessa vida pública? Para quê, Senador Antonio Carlos Magalhães? Eu louvo V. Exª, que é um pouco mais velho do que eu e vai continuar ainda. Mas, para mim, chega!
Vou continuar pelejando pelos jornais e por todos os meios possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública deste País, depois de 2010, não quero mais! Elejam quem vocês quiserem! Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.
O meu desalento é profundo. Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal. Infelizmente, eu gostaria de estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou não votos pouco me importa. Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado com ela.
Com sua figura miúda, exercia no Senado o papel de contraponto. Oferecia à platéia a certeza de que a Casa não abergava apenas uma súcia de picaretas.
O mandato de Jefferson Péres findaria em fevereiro de 2011. Ele não agüentou até lá. Pena. Tinha a petulância da honestidade. (Blog do Josias de Souza)
Perde o país, perde o Congresso, perde seu partido.
Jefferson Peres era uma das últimas referências éticas do Congresso Nacional, num momento em que a ética parece ser artigo em extinção na política brasileira.
Homem sério, sisudo mesmo, econômico nos gestos e nas palavras, Jefferson Peres destoava da tendência à teatralidade que marca os políticos brasileiros.
Teve atuação destacada em CPIs, sempre moderado, sensato, porém sempre severo e intransigente na defesa da coisa pública. (Lúcia Hippolito)
JEFFERSON PÉRES - AO PERDER, VENCEU
Que tal ser derrotado por Jáder Barbalho (PMDB-PA) na eleição para presidente do Senado em 2001?
Jefferson Péres (PDT-AM) foi.
E que tal ser derrotado pela maioria dos seus pares quando recomendou no ano passado a cassação do mandato de Renan Calheiros (PMDN-AM), acusado de ter se valido de um lobista de empreiteira para pagar despesas da ex-amante?
Jefferson também foi.
Eleito senador em 1994 pelo PSDB, abandonou o partido contrariado com os elevados gastos com publicidade do governo Fernando Henrique Cardoso.
Apoiou a eleição de Lula em 2002. Inconformado com o escândalo do mensalão e a reeleição anunciada de Lula, anunciou em discurso histórico que abandonaria a política em 2010 tão logo terminasse seu segundo mandato de senador.
Foi candidato a vice-presidente da República em 2006 na chapa de Cristovam Buarque (PDT).
Jefferson perdeu a maioria das batalhas políticas que travou ao longo da vida - pela ética, pela seriedade na vida pública, pela preservação da Amazônia.
Porque sempre se manteve do lado do bem, sai da vida como referência de homem íntegro e digno.
Quer dizer: ao fim e ao cabo, venceu. (Blog do Noblat)