Porrada! Porrada!

Não sei nem o que dizer...

Carta psicografada ajuda a inocentar ré por homicídio no RS

Duas cartas psicografadas foram usadas como argumento de defesa no julgamento em que Iara Marques Barcelos, 63, foi inocentada, por 5 votos a 2, da acusação de mandante de homicídio. Os textos são atribuídos à vítima do crime, ocorrido em Viamão (região metropolitana de Porto Alegre).

O advogado Lúcio de Constantino leu os documentos no tribunal, na última sexta, para absolver a cliente da acusação de ordenar o assassinato do tabelião Ercy da Silva Cardoso.

Polêmica no meio jurídico, a carta psicografada já foi aceita em julgamentos e ajudaram a absolver réus por homicídio.

Matéria completa:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u122179.shtml

Porrada por Ricardo Mann

 

4Jun2006 - 14:18 | ( 8 ) pessoas querem me pegar lá fora

18Abr2006 - 19:00 | ( 0 ) pessoas querem me pegar lá fora

10... 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... 1... ZERO!!!

Um brasileiro no espaço

Falta pouco para o lançamento da nave, mas vou repassar umas poucas informações que me foram divulgadas há pouco:

1. A ida do Marcos Pontes era parte de um acordo em que o Brasil produziria peças para um dos módulos da ISS (Estação Espacial Internacional); em contrapartida, a ida do astronauta brasileiro à ISS seria gratuita.

2. O Brasil passou vexame pois, após repetidos atrasos, teve que admitir não possuir tecnologia para a produção das peças; o parque industrial brasileiro simplesmente não tem a precisão necessária para a produção delas

3. Após gastar mais alguns milhões de dólares para tentar obter a tecnologia e, mesmo assim, não conseguir produzir o prometido, a ida do Pontes de gratuita se tornou paga (coisa de uns 10 milhões de dólares).

4. Finalmente, o pacote de experimentos que ele vai levar tem pouco/nenhum valor científico ou industrial; quase tudo poderia ter sido feito em Terra ou por outros meios mais baratos (e automáticos) do que enviar um astronauta. O cara vai até mesmo cultivar feijõezinhos, coisa que qualquer criança de colégio faz no algodão molhado. Aliás, esse experimento em particular foi sugestão de colegiais, mesmo (não é sacanagem, é verdade).

Boa Sorte Astronauta!

Boa sorte povo brasileiro...

Ricardo Mann

 

29Mar2006 - 23:03 | ( 11 ) pessoas querem me pegar lá fora

Já que o blog está um pouquinho parado, publico o artigo que meu professor escreveu para o Jornal O Povo, daqui de Fortaleza. O autor propõe alguns critérios para se definir qual foi o “melhor” governo: Lula ou FHC.

 

Qual o melhor governo?

André Haguette

 

A conversa com um amigo na cantina do curso de Ciências Sociais versava sobre o desempenho da administração da prefeita Luiziane quando meu amigo disse: ''Aliás não é somente a administração da Luiziane que não deslanchou, o governo do Lula está uma tristeza. Mas mesmo assim, é melhor do que o de FHC''.

 

Ontem à noite, ao encontrar um outro amigo, funcionário do Banco do Nordeste, provoquei: ''Como vai o representante da única instituição petista que funciona?''. Em vez de agradecer o elogio, o amigo acusou o golpe: ''André, não é bem assim, o governo Lula vai muito bem...etc.''. Evidentemente que esse tipo de conversa e discussão vai se multiplicar com a proximidade das eleições. Afinal cada eleitor haverá de fazer um juízo de valor para decidir seu voto.

 

Como sociólogo, devo perguntar quais critérios devem ser utilizados para avaliar um governo e poder dizer, com alguma dose de acerto, quais são os melhores? A resposta a esta indagação não é fácil e não creio que ela seja única. Os governos não ocorrem em situações nacionais e internacionais idênticas. Iniciar um governo com uma inflação de 90% ao mês ou iniciá-lo com uma inflação de 7% exige decisões diferentes e, portanto, méritos diferentes. Da mesma forma, governar num momento de crises econômicas internacionais defere de governar numa situação de crescimento generalizado. Coisa certa, o uso de indicadores econômicos e sociais levando em conta os diferentes contextos é uma necessidade. Por exemplo, um crescimento econômico de 3% pode ser muito ou pouco dependendo do contexto. A mesma coisa pode ser dita sobre um crescimento econômico bem distribuído entre as diversas classes sociais e um crescimento concentrador. Ademais, as decisões governamentais raramente (ou nunca) beneficiam a todos, cabendo perguntar a quem este ou aquele governo beneficia mais?

 

Mas de uma forma geral, creio ser possível dizer que um governo é bom quando vence grandes dificuldades (uma hiperinflação, por exemplo) ou quando promove grandes avanços em indicadores econômicos e sociais, ao mesmo tempo. Digo ao mesmo tempo, pois um crescimento econômico elevado levando a uma grande concentração de renda e riqueza não poderá ser qualificado de bom ou ótimo. Também os governos, necessariamente, acertam e erram. Por exemplo, JK provocou desenvolvimento, abriu o Brasil à indústria, interiorizou a economia, mas produziu um aumento da dívida pública, elevou a inflação e provocou corrupção. Foi ou não um grande governo?

 

Como julgar então o governo Lula, de uma forma honesta e com certa isenção de espírito? Certamente analisando os indicadores econômicos e sociais ao mesmo tempo, colocando-os no contexto da economia internacional, tentando descobrir a quem, de fato, seu governo beneficiou mais. A qual resposta chegará quem fizer isso?

 

* * *

 

Detalhe: esse meu professor é declaradamente um admirador da social-democracia. Segundo ele, "os maiores progressos que a humanidade já viu foram conquistados, em democracias, por governos social-democratas".

 

Copiado/colado por Artur

8Mar2006 - 23:55 | ( 2 ) pessoas querem me pegar lá fora

CPI confirma mensalão e inclui mudança de partido no esquema

21 Dec 2005 09:52

 

BRASÍLIA, 21 de dezembro (Reuters) - A CPI dos Correios apresentou relatório parcial nesta quarta-feira reforçando a existência do mensalão e ampliando seu conceito. A comissão define, oficialmente, que o esquema foi usado não somente para compra de apoio no Congresso, mas também para cooptar parlamentares a mudarem de partido. (...)

 

Reportagem completa

21Dez2005 - 14:09 | ( 4 ) pessoas querem me pegar lá fora

RICARDO MANN

Deixo aqui um pequeno trecho do "Guia do Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams. Um verdadeiro manual de sobrevivência para quem deseja se aventurar pelo Universo, mas serve para qualquer terráqueo que ainda tenta desvendar os mistérios que nos rondam diariamente:

"O principal problema – um dos principais problemas, pois são muitos - , um dos principais problemas em governar pessoas, está em quem você escolhe para fazê-lo. Ou melhor, em quem consegue fazer com que as pessoas deixem que ele faça isso com elas.
Resumindo: é um fato bem conhecido que todos os que querem governar as outras pessoas são, por isso mesmo, os menos indicados para isso. Resumindo o resumo: qualquer pessoa capaz de se tornar presidente não deveria, em hipótese alguma, ter permissão para exercer o cargo. Resumindo o resumo do resumo: as pessoas são um problema.
Então esta é a situação que encontramos: uma sucessão de presidentes galáticos que curtem tanto as diversões e bajulações decorrentes do poder que muito raramente percebem que não estão no poder.
E, nas sombras atrás deles – Quem?
Quem pode governar se ninguém que queira fazê-lo pode ter permissão para exercer o cargo?"

 

4Dez2005 - 00:45 | ( 14 ) pessoas querem me pegar lá fora

PLANTÃOPORRADA!

 

 

 

Relator de CPI diz que houve repasse de recurso irregular a parlamentares (mas fica nisso).

 

"De acordo com o deputado, houve 'coincidência temporal entre o maior volume de parcelas financeiras transferidas e as votações no plenário da Câmara dos Deputados de especial interesse do governo'. Ele afirmou ainda que, apesar disso, não pode considerar essas coincidências como prova nas investigações.

 

'A despeito de indicações que possam resultar do exame dos gráficos ou dos sinais que aparentemente possuam de correlação de causa e efeito, é arriscado acolhê-los como elementos de prova de recebimento de vantagens financeiras indevidas. Muitas dessas matérias foram encaminhadas ao Congresso pelo governo anterior ou delas derivaram como complemente, por iniciativa do atual, e nessa condição mereceram não só o apoio ostensivo como os votos da oposição'. " (Folha Online)

17Nov2005 - 23:22 | ( 7 ) pessoas querem me pegar lá fora

Quando Brown Dirty Cowboy e
Captain Fantastic dominaram o universo

Sobre heróis e vilões nos dias de hoje

William Mendonça

Lembro-me sempre do título de um disco antológico de Elton John quando leio as últimas de George W. Bush, o aiatolá norte-americano, e Tony Blair, o verdadeiro rei da Inglaterra. O disco é "Captain Fantastic & The Brown Dirty Cowboy", que fazia referência à parceria entre Elton John e Bernie Taupin e já é um clássico. Chego a sentir remorsos quando faço essa associação - mas não consigo evitar.

George W. Bush, por razões óbvias, é o próprio Brown Dirty Cowboy, uma estranha mistura de xerife com fundamentalista religioso. Chris Rock, o humorista negro americano que é um crítico ácido do "american way of life", afirma que a massa do povo de seu país é composta por gente mediana ou medíocre. O problema, segundo ele, é que "um negro mediano vai viver uma vida inteira de privações e preconceito, enquanto um branco medíocre é o presidente do EUA".

Bush encarna todos os meus nojos fundamentais. É como uma grande barata branca, que nem parece viver no lixo - mas vive. Diz que o programa nuclear da Coréia do Norte é "intolerável" sentado sobre o maior arsenal atômico do universo. Diz que vai levar democracia ao Iraque - na base da porrada. Diz que vão salvar a Amazônia, mas continua incentivando as casas de madeira que levaram ao desmatamento das florestas temperadas de lá. Melhor fazem os japoneses, que comem com seus pauzinhos mas não implicam com a floresta de ninguém.

Para que o dito Bush se hospedasse em um hotel de Brasília, recentemente, todos os moradores da "vizinhança" foram "evacuados", o que, aliás, diz bem a situação do povo brasileiro.

Já Tony Blair é o Captain Fantastic, com pose de bom moço - aquele jeito que a gente conhece bem dos filmes de 007, muito charme só pra ferrar com você. A gente assiste a algum discurso do cara e vem logo a imagem de um Peirce Brosnam. Pela pose britânica ele até poderia ser o líder da dupla, mas deu azar de que os EUA estão no comando do universo conhecido.

Enquanto ajuda causas humanitárias, como o Live 8 e o perdão da dívida de vários países da África, Blair mantém as tropas britânicas onde os EUA exigem e libera a polícia de Londres para atirar primeiro e perguntar depois - que o diga a alma do brasileiro Jean Charles de Menezes, onde quer que esteja. A Scotland Yard, que já foi um mito de polícia perfeita, agora atira para matar com armas proibidas pela Convenção de Genebra.

Não se pode culpar o regime democrático pelo surgimento destas "bestas-feras" em seus países. Por aqui surgiu uma "besta-besta-mesmo!", que não viu e não sabe da corrupção em seu governo, e até eu votei nele. Mentiras, às vezes, são muito convincentes. E as ditaduras são como um matadouro para onde vai primeiro o boi que esperneia.

O que tira a esperança do mundo é que Brown Dirty Cowboy e Captain Fantastic, posando de democratas, estejam transformando o planeta Terra em uma ditadura como, digamos, a do Imperador Ming no Planeta Mongo - apenas para uma referência óbvia aos quadrinhos. Bush e Blair são vilões na pele de heróis, coisa antiga nos quadrinhos, mas são rasos, sem discurso, sem magia. Não provocam ódio - a não ser na massa islâmica inflamada por fundamentalistas e oprimida pelo Grande Satã. Causam, quando muito, apenas desprezo.

Pensei até em compará-los ao Darth Sidious, o Imperador, e a Darth Vander - mas me recuso a acreditar que Bush e Blair tenham a intensidade de algum dos vilões de Guerra nas Estrelas. Nem mesmo do Jabba The Hutt.

17Nov2005 - 21:16 | ( 3 ) pessoas querem me pegar lá fora

Um aplauso a quem questiona os comerciais da Coca Cola!!

 

Está em divulgação o novo comercial do xarope de cocaína mais conhecido do mundo. O mote é valorizar àqueles que “não têm medo de experimentar o novo”.  Como procurarei demonstrar, trata-se de uma propaganda extremamente agressiva.

 

Em primeiro lugar, vincula-se o ato de consumir coca light (argh!) com o de ser corajoso, independente, sincero, objetivo. Indiretamente (ou subliminarmente, como preferirem) as características inversas - e negativas - são atribuídas a quem não procede da forma descrita no comercial: inclusive àqueles que não escolhem o tal produto.

 

Entretanto, esse tipo de agressão ao consumidor é bastante comum na publicidade. O que me chamou a atenção neste comercial (bem como em um outro, também recente) foi o ataque ao ato de pensar. O locutor pede aplausos a “quem não finge diante de um quadro”, porque, no exemplo em questão, trata-se apenas de “um quadrado negro”. Esse quadrado se trata, é certo, de um exagero a fim de caricaturizar àquelas obras cujo conteúdo é difícil de se abstrair. Para capturar o sentido de um objeto artístico é necessário, bem sabemos, pensar, refletir, estimular o senso crítico e estético. A mente preguiçosa limita-se apenas ao explícito, atribuindo-lhe um juízo precipitado e sem profundidade. Ao interligar tal postura à independência, coragem, sinceridade, está-se invertendo os papéis: O “ócio” intelectual não é a causa muito menos o efeito destas características. É, isso sim, com  reflexão, raciocínio e pensamento com quem tais características mantém essa relação causa/efeito. As posturas de “liberdade” que porventura as pessoas “intelectualmente ociosas” pretendem adquirir são apenas comportamentos determinados pela mídia os instituições igualmente “alienáveis”. Alienação não é exatamente o que o senso comum – e mesmo o bom senso – chama de “liberdade”.

 

Um comercial mais antigo tinha proposta semelhante. Dizia que, para as pessoas otimistas e determinadas, “o copo está sempre meio cheio”. Elas não se perguntariam, portanto, se um copo com água pela metade está meio cheio ou meio vazio. Sabemos que tal questionamento é uma pergunta “clássica” e mesmo caricatural do ato de filosofar. A filosofia, aqui, é apresentada como fútil, um comportamento de quem não é otimista ou determinado. Mais uma vez, percebemos como a “inversão de papéis” é hábil e sutilmente construída em apenas 30 segundos.

 

Usei, neste pequeno “móculo” (como diria Djalma Jorge), expressões e conceitos que mereceriam explicação mais detalhada, a fim de se evitar más interpretações do texto. De qualquer modo, como isto não é um ensaio a ser publicado na Carta Capital, vou deixar assim mesmo.

 

 

Mal-traçadas linhas mal-traçadamente mal-traçadas por Artur

edit: 15 dias após a publicação, finalmente o erro mais grotesco que o mundo virtual já viu foi corrigido: troquei o "difícel" por "difícil".

16Nov2005 - 22:23 | ( 5 ) pessoas querem me pegar lá fora

Sei que existem cristãos coerentes com o que diz a Bíblia e com os ensinamentos de Jesus Cristo. A estes todo o respeito, mas leiam o folheto abaixo e digam o que acham.

Alguém se habilita?

Ricardo Mann

 

13Nov2005 - 15:46 | ( 5 ) pessoas querem me pegar lá fora

ONDE ESTÁ A HONESTIDADE?

Seja onde estiver ela já se perdeu há muito tempo.
A corrupção na polícia, por exemplo, já foi retratada no 
primeiro samba gravado que se tem notícia. Em 1917!

(...) O chefe da polícia pelo telefone manda me avisar Que na carioca tem uma roleta para se jogar (...) Pelo telefone - Música de Donga e letra de Mauro de Almeida Já os esquemas de mensalão, caixa 2, propinoduto e outras
gatunagens inspiraram o mestre Noel Rosa. Em 1933!
Onde está a honestidade? Você tem palacete reluzente Tem jóias e criados à vontade Sem ter nenhuma herança nem parente Só anda de automóvel na cidade E o povo já pergunta com maldade: "Onde está a honestidade?" O seu dinheiro nasce de repente E embora não se saiba se é verdade Você acha nas ruas diariamente Anéis, dinheiro e até felicidade E o povo já pergunta com maldade: "Onde está a honestidade?" Vassoura dos salões da sociedade Que varre o que encontrar em sua frente Promove festivais de caridade Em nome de qualquer defunto ausente E o povo já pergunta com maldade: "Onde está a honestidade?"

Não parece que foi ontem?


Não fiquei decepcionado com a vitória do NÃO, da mesma forma que não ficaria entusiasmado com a vitória do SIM. O que me incomoda são os motivos escusos por trás do referendo. Quem sobreviver verá.
RICARDO MANN

26Out2005 - 22:32 | ( 10 ) pessoas querem me pegar lá fora

EXTRA! EXTRA!

 

CARO SOLITÁRIO LEITOR, NANACONACO VAI SAIR DANDO PORRADA, CLICHÊS E  CARNAVAIS !!

 

 

Sempre é um desafio escrever um post, principalmente em blog novo. Não sei se começo do início, do meio ou do fim. Mas do meio sempre é mais fácil. Fora que existe uma discórdia, de outro mundo (tecnologia tem hora que é de outro mundo)  uma série de danos, vexames  e troca de ofensas entre eu este incrível instrumento que sempre fala por último.

 

Este novo desafio  faz retornar ao meu produto de fantasia, aos olhares macabros, fantasmas escondidos, pensamentos alucinados, e é por isso que meus textos sempre terão um “ar” de exorcismo  fúnebre e instalá-los nos meus rascunhos engavetados, dissertações da faculdade,  bilhetinhos de lanchonete, nos poemas rejeitados, nas críticas ao acaso não será fácil.

É assim que me sinto ao ganhar um pedaço aqui no Porrada, uma atriz tentando dominar um palco ou uma professora tentando dominar a língua.

 

E quanto ao “computadô”, sei não “mermão”, isso aqui talvez não tem  algo “dotromundo” como falei no início não, esse “troço” de operações científicas, matemáticas...

...Tem é macumba no meio!

22Out2005 - 19:57 | ( 8 ) pessoas querem me pegar lá fora

 

Já que estou em minoria, reservo-me o direito de escrever um pouco mais.

 

Como afirmam os defensores da proibição, uma porcentagem enorme das mortes por armas de fogo é fruto acidentes domésticos, brigas de trânsito e discussões entre vizinhos. Sem dúvida é uma questão que deve ser estudada e combatida. Entretanto, não posso tolerar que o governo concentre tantos esforços como estes...

 

- Ampla campanha de entrega voluntária de armas de fogo, não sendo dirigido ao qualquer tipo de pergunta sobre a origem da arma;

- Organização de um referendo;

- Campanhas publicitárias;

- Gastos significativos com todo o projeto. Oficialmente estariam em torno de 270.000.000,00  (link).

 

... em um programa que TALVEZ resolva esse problemas, e simplesmente se “esqueça” de direcionar esforços tão grandes ou ainda maiores no combate aos “tubarões” da violência: o crime organizado. O poder dos traficantes cria verdadeiras cidades cujas leis são apenas a vontade dos líderes do tráfico. Nessas cidades, os moradores tornam-se reféns dessa nova constituição legitimada pela força e um número crescente de jovens entra no mundo das drogas e da agressão. Enquanto esse poder não for combatido, a chamada violência continuará causando estragos.

 

Infelizmente a proposta da proibição da venda legal de armas não apresentou, para mim, eficácia na desestruturação do crime organizado. Não acredito que os diversos métodos dos “tubarões da violência” para conseguir suas armas seja afetado com a comentada proposta, na medida em comprar armas ilegalmente é rotina para eles. A corrupção na polícia, no exército e em outros setores contribui bastante para tanto. Além disso, sabemos que esses "peixes grandes" da violência têm o apoio de "tubarões" de outra área: a política.

 

Certamente não é questão de menor importância o combate à violência e assasinato entre vizinhos e motoristas, e a prevenção de acidentes domésticos ocasionados por armas. Entretanto, a omissão diante dos problemas mais difíceis e perigosos é imperdoável. Não se discutiu até o momento - e nem se mostrou disposição em levantar posteriormente essa discussão - a questão do crime organizado. É em forma de protesto a essa omissão que decidi por votar “NÃO”. Respeitoso a todos que optaram a votar “SIM”, considero, por parte do governo, uma hipocrisia levantar uma tema como o combate ao porte de armas e deixar de lado aqueles que mais se beneficiam e causam estragos com o comércio de armas.

 

Tomemos como exemplo o tráfico de drogas. Sua proibição (link) não impede a ação dos traficantes. Os malefícios do narcotráfico são, como bem sabemos, duramente sentidos pela sociedade. Isso demonstra que a proibição do tráfico de drogas foi ineficaz. Desarticulando-se as quadrilhas do narcotráfico, não se possibilitando a circulação das drogas, seria, a meu ver, um método com maiores possibilidades de obter êxito, justamente por não ser possível comprar drogas sem ter a quem comprá-las.

 

Encaro a questão das armas de forma semelhante. Enquanto o chamado crime organizado não for desarmado (e,claro, preso), o acesso a armas ilegais não vai acabar. Continuaremos a ver nas favelas, morros e periferia, jovens esbanjando orgulhosos as armas a eles presenteadas. O tráfico de armas, alimentado pelo próprio crime organizado, poderá ser mais intenso, enriquecendo ainda mais esses grupos. E a polícia nada fará, porque esses jovens não pertencem ao Brasil, mas ao intocável mundo dos traficantes.

 

A respeito da eficácia da proibição sobre os crimes entre vizinhos e motoristas, bem como sobre os acidentes domésticos: Não foi mostrado qual a porcentagem de armas obtidas legalmente envolvidas nessas ocorrências. Caso a maioria tenha sido adquirida de forma ilegal, seria necessário demonstrar de que forma se daria o combate, assegurando que, excepcionalmente, uma lei seria plenamente obedecida no Brasil.

 

É preciso deixar claro que não estou de acordo com todos os argumentos apresentados pela campanha “Voto NÂO”. Meus motivos para apertar o número 1 são os expostos acima. Da mesma forma não discordo inteiramente do discurso dos que votam sim. É um tema importante e que não deve ser esquecido, desde que não se pesque os peixes pequenos da violência e se permita a ação impune dos tubarões.

 

Confesso que me é bastante desconfortável escolher a mesma opção de parlamentares de partidos como PL, PMDB, PTB, PFL, PSDB... mas os motivos, creio, não são os mesmos.

 

ARTUR

20Out2005 - 09:29 | ( 2 ) pessoas querem me pegar lá fora

A covardia dos políticos não pode justificar minha própria covardia

ESSE REFERENDO É UMA MERDA!

Pra começo de conversa, sou absolutamente CONTRA O REFERENDO - essa estratégia ridícula que o governo e o congresso criaram para disfarçar sua covardia em ares de democracia. Mobilizar todo um país para dizer SIM ou NÃO sobre um projeto que ninguém conhece é absurdo, irresponsável. As pessoas vão votar movidas por paixões e não baseadas na validade técnica da proposta.

O referendo é uma excrescência política – afinal, se é pro governo começar a perguntar ao povo se pode fazer qualquer coisa, vou exigir, como cidadão, que pergunte se eu aprovo o índice de reajuste do salário, se eu quero pagar a CPMF, se o Zé Dirceu deve ser cassado, seu eu sou contra ou a favor do aborto, da eutanásia, do casamento entre homossexuais, da energia nuclear, dos transgênicos, da transposição do São Francisco ...

A gente elege deputado, senador, presidente e toda essa malta de profissionais da exploração humana – sabendo que eles vão roubar, usar o dinheiro público, fazer caixa 2 em campanha, etc – apenas para que eles tomem decisões. Na teoria, o Congresso representa um quadro aproximado da divisão ideológica, filosófica e religiosa da população. Já o Executivo está lá porque foi eleito por MAIORIA ABSOLUTA dos votos, e recebeu, portanto, carta-branca para agir dentro da Lei.

E o que eles fazem? Não decidem, não têm peito de fazer valer um projeto que eles mesmos aprovaram, e jogam o assunto nas costas do povo, que, desinformado, vira joguete da mídia e de interesses escusos.

No final, colocarão a culpa sobre o povo – até porque, acredito, tanto o SIM quanto o NÃO estão longe do ideal e longe da realidade. São abstrações. O desarmamento nunca acontecerá, de fato, mesmo que o SIM vença o referendo. E a violência não vai aumentar ou diminuir se o NÃO sair vitorioso. A violência está na mente humana, na sociedade humana, na vida humana. Custo a crer que ela acabe algum dia ...

Cheguei a pensar em não votar, mas concluí que a covardia dos políticos não podia justificar a minha covardia. Sou um cidadão que ainda acredita no poder do voto, e vou votar. Além disso, me dei ao trabalho de conhecer o projeto que devemos vetar ou aprovar.

Dito isto, quero afirmar que sou um pacifista. Sou contra as armas, não uso e não usaria. Já estive sob a mira de uma arma, em um assalto, e agradeci a Deus que nenhum dos 40 passageiros do ônibus em que estava tivesse uma arma. Tiroteio é terra de ninguém e eu podia não estar aqui agora expressando a minha opinião devido a uma bala perdida (ou achada).

Só por isso, eu voto SIM – sob protesto!
WILLIAM MENDONÇA

16Out2005 - 17:49 | ( 5 ) pessoas querem me pegar lá fora

Vão tirar o direito do cidadão de comprar uma arma. Qual o próximo direito que vão tomar?

Espero que seja o de roubar, pois me parece que é lícito.

Roubar é proibido. Drogas são proibidas. Matar é proibido. Armas são fabricadas com um único intento: MATAR. E matar NÃO é um direito que o cidadão dispõe. O Estado DEVE tirar esse "direito" de qualquer cidadão, de bem ou de mal.

O maior argumento contra o desarmamento se refere ao mercado ilegal que abastece os traficantes de drogas. Para princípio de conversa: por que existe o tráfico de drogas? Porque há consumidores que querem cheirar, fumar, picar, ficar doidões, curtir um barato... São estes é que financiam o tráfico e não adianta vir com a hipocrisia de que os usuários não financiam. FINANCIAM SIM!! Os traficantes assaltam bancos para comprar mais armas, mas a usada no assalto é adquirida com o dinheiro do usuário que compra, ou manda comprar drogas. "Ah! Mas o álcool e o fumo são drogas que matam e são legais !" Problema de quem usa! Os fabricantes de bebidas alcoólicas e fumo não precisam matar a balas para venderem seus produtos. Há proibições também para o álcool e o fumo (propaganda, patrocínios, dirigir embriagado, venda a menores, etc.). Partimos da premissa de que essas leis devam ser cumpridas.

"Não combinaram o desarmamento com os bandidos", mas nem dá. Isso já está combinado desde que existe lei. Manter a venda de armas vai fazer com que eles agora cumpram a lei?

Precisamos de um PRIMEIRO PASSO para combater o crescimento da violência. Mesmo que num primeiro momento não hajam resultados positivos. Mesmo que se tropece, é preciso INICIAR uma mudança, nunca deixar as coisas como estão.

A proibição do comércio de armas não é a solução definitiva, é apenas um ponto de partida. Será necessário redobrar o combate ao comércio ilegal, pois é até capaz do cidadão comum se abastecer nele. Os bandidos cometem abusos independente se o cidadão está armado ou não. Sempre cometeram. Não têm nada a perder. Não ligam nem para as próprias vidas! Combater a corrupção na Polícia é algo que também terá que ser feito para reverter esta situação.
Tudo isso já acontece com o cidadão armado. Continuar a portar uma arma em casa NÃO mudará nada.

Não foi a propaganda do SIM, nem os artistas Globais que fizeram minha cabeça. Parti apenas de minha própria ética. E quem não gostou que vá me pegar lá fora.

No braço, é claro, que armado não vale.

RICARDO MANN

16Out2005 - 17:42 | ( 10 ) pessoas querem me pegar lá fora

A Turma

Artur Alves
Ricardo Mann
William Mendonça
Nara dos Anjos

e aumentando...

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