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..........."the passira news"
.......................................Blog do Toinho de Passira
OPINIÃO Democracia em perigo
” O episódio da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge Caldas Pereira, de três pessoas ligadas de alguma maneira ao partido ou ao candidato oposicionista e, mais grave, da sua filha, mostra que diversas agências da Receita Federal são utilizadas para práticas criminosas, não apenas a de Mauá, que se transformou em um local onde se compra e se vende o sigilo de qualquer um. “
Charge : ANGELI – Folha de São Paulo (SP)
Merval Pereira Fontes: Blog do Noblat
A face mais dura do aparelhamento do Estado brasileiro por forças políticas está sendo revelada nesse episódio da quebra do sigilo fiscal da filha do candidato do PSDB à Presidência da República. Em um país sério, o secretário da Receita já teria se demitido, envergonhado, ou estaria demitido pelo seu chefe, o ministro da Fazenda Guido Mantega. E alguém acabaria na cadeia.
Ao contrário, o secretário Otacílio Cartaxo tentou até onde pôde minimizar a situação, preferindo despolitizar o caso e desmoralizar sua repartição.
Ao mesmo tempo surgem de vários lados do governo tentativas de contornar o problema, ora atribuindo à própria vítima a culpa da quebra de seu sigilo fiscal, ora sugerindo que uma disputa política dentro do próprio PSDB poderia ter gerado a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra.
Uma análise muito encontradiça entre os políticos governistas é de que as denúncias, tendo aparecido em período eleitoral, perdem muito de sua credibilidade e de seu poder de influenciar o voto do eleitor, ficam com sabor “eleitoreiro”.
Como se essa fosse a questão central. Pensamentos e atos de quem não tem espírito público.
O aparelhamento político da máquina pública não ocasiona apenas a ineficiência dos serviços, o que fica patente em casos como o dos Correios, outrora uma empresa exemplar e que se transformou em um cabide de empregos que gera mais escândalos de corrupção do que seria possível supor.
Dessa vez a revelação de que a Receita Federal transformou-se em um balcão de negócios onde o sigilo fiscal dos cidadãos brasileiros está à venda, seja por motivos meramente pecuniários, seja por razões políticas, coloca em xeque uma instituição que, até bem pouco tempo, era respeitada por sua eficiência e pelo absoluto respeito aos direitos dos cidadãos.
O episódio da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge Caldas Pereira, de três pessoas ligadas de alguma maneira ao partido ou ao candidato oposicionista e, mais grave, da sua filha, mostra que diversas agências da Receita Federal são utilizadas para práticas criminosas, não apenas a de Mauá, que se transformou em um local onde se compra e se vende o sigilo de qualquer um.
O sigilo de Verônica Serra foi quebrado na agência de Santo André, numa demonstração de que se vulgarizou a privacidade dos contribuintes brasileiros.
Não terá sido coincidência que, além de Verônica, os nomes ligados ao PSDB que tiveram seu sigilo fiscal quebrado - Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado - sejam personagens de um suposto livro que o jornalista Amaury Ribeiro Junior estaria escrevendo com denúncias sobre o processo de privatizações ocorrido no país durante o governo de Fernando Henrique.
O jornalista fazia parte do grupo de comunicação da campanha de Dilma Rousseff, subordinado a Luiz Lanzetta, e os dois tiveram encontro com um notório araponga tentando contratá-lo para serviços de espionagem que incluíam grampear o próprio candidato tucano à Presidência.
Além da denúncia do araponga, delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, feita no Congresso, outro ator do submundo petista surgiu nos últimos dias denunciando manobras criminosas nas campanhas eleitorais.
Wagner Cinchetto, conhecido sindicalista, afirmou ao “Estado de S. Paulo” e à revista “Veja” que o núcleo envolvido com a violação de sigilo fiscal de tucanos na ação da Receita é uma extensão do grupo de inteligência criado em 2002 por lideranças do PT.
Ele diz ter certeza de que os mesmos personagens atuam nos dois episódios.
Revelou que o escândalo que levou ao fim a candidatura de Roseana Sarney em 2002 foi montado por esse grupo petista para incriminar o então candidato tucano à Presidência, José Serra, que foi considerado responsável pela denúncia pela família Sarney.
Até mesmo um fax teria sido enviado ao Palácio do Planalto para dar a impressão de que a Polícia Federal havia trabalhado sob a orientação do governo de Fernando Henrique.
No caso atual, os diversos órgãos do governo envolvidos na apuração -Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Fazenda -tiveram atuação leniente, e foram os jornais que descobriram rapidamente que a procuração era completamente falsa, desde a assinatura de Verônica Serra até o carimbo do Cartório do 16oTabelião de Notas de São Paulo, onde aliás Verônica nunca teve firma.
Não basta a Receita dizer que por causa de uma procuração está tudo legal. Não faz sentido que qualquer pessoa que apareça em qualquer agência da Receita Federal com uma procuração possa ter acesso a dados sigilosos.
Aliás, o pedido em si não faz o menor sentido. Então o contribuinte que declara seu imposto de renda não tem uma cópia? Agora, que quase todo mundo declara pela internet, como não ter uma gravação da declaração? A funcionária da Receita que achou normal a apresentação da procuração deveria ter desconfiado de alguma coisa, pelo menos do fato de uma pessoa que declara seu imposto de renda na capital de São Paulo mandar um procurador a uma agência de Santo André para ter acesso a uma cópia.
O contador Antônio Carlos Atella Ferreira admitiu que foi ele quem retirou cópias das declarações de IR de Verônica Serra na agência da Receita Federal em Santo André, mas alega que fez isso por encomenda de uma pessoa que “queria prejudicar Serra”.
Mais uma história mal contada.
E tudo leva ao que aconteceu em 2006, quando um grupo de petistas ligados diretamente à campanha de Aloizio Mercadante e à direção nacional do PT foi preso em flagrante tentando comprar um dossiê, com uma montanha de dinheiro vivo, contra Serra, candidato ao governo de São Paulo, e Alckmin, o candidato tucano à Presidência.
O presidente chamou-os de “aloprados”, indignado nem tanto com o episódio em si, mas com a burrice de seus correligionários que acabaram impedindo que ganhasse a eleição no primeiro turno.
Hoje o caso é mais grave, pois envolve um órgão do Estado que deveria proteger o sigilo de seus cidadãos.
O que menos importa é se a repercussão do caso influenciará o resultado da eleição.
O grave é a ameaça ao estado de direito embutida nesse uso da máquina pública para chantagem eleitoral.
*Acrescentamos subtítulo e ilustração ao texto original
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 SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)
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ELEIÇÕES 2010 "É isso que fazem as ditaduras", afirma Monica Serra
Mulher do tucano José Serra, a psicóloga Monica Serra duvida da inocência da petista Dilma Rousseff na violação do sigilo de sua filha, Veronica. Monica diz que não se conformará com a responsabilização de servidores. Quer que a investigação seja aprofundada até os mandantes
"Quero ir até o fim. Quero saber quem é o mandante." - disse a psicóloga Monica Serra
Toinho de Passira Fontes: Folha de São Paulo
Em entrevista a jornalista Catia Seabra do Jornal Folha de São Paulo, Monica Serra, esposa do presidenciável José Serra, deu uma entrevista irretocável onde exibe sua indignação: “Peço que deixem minha família em paz.”
Folha - Como reage à quebra do sigilo de Veronica? Monica Serra - Coisa de quem não tem família, um atentado à democracia que tanto custou aos brasileiros. Temos uma vida limpa, valores, princípios. E o governo deixa as portas abertas para essa quadrilha banalizando tudo. Todos têm que se sentir ameaçados. Já sofremos com duas ditaduras. [No Chile], vi meu filho, de nove meses, com um cano de arma na cabeça. É isso que fazem as ditaduras. Ameaçam os filhos. O que estão fazendo com a Veronica é para atingir o Zé, me atingir. Peço que deixem minha família em paz.
Segundo o governo, há uma procuração. Ela desconhece. Vão dizer qualquer coisa. Provem. Isso é um crime. Não vou me conformar em dizer que é uma simples funcionária, coitada. Quem é o mandante?
E o argumento de que há um balcão de compra? Desculpas estapafúrdias. Você acha que o povo é ingênuo? Estão tratando todo mundo como bobo.
Como havia notícias, nunca suspeitaram de violação? Quando tem campanha, fazem esse tipo de coisa. Nunca tinha chegado tão longe. Havia ameaças, ouvir dizer. Mas eu não tinha visto.
Sente-se ameaçada? Eu e o Brasil. As instituições não estão funcionando e querem culpar uma funcionária. Não levam em conta que está acontecendo só com pessoas ligadas ao PSDB. Querem que a gente acredite e dê atestado de quê? Quero respeito com minha família. Não admito uma coisa dessas. Já que as instituições não estão funcionando, vamos admitir que estamos numa ditadura disfarçada.
Acha que a Dilma sabe? Você espera que se diga "eu não sabia de nada" mais uma vez? Tem que respeitar um pouco os neurônios que as pessoas têm.
Veronica está chateada? Ela acha isso um absurdo. É vítima de um crime cometido pelo Estado. O Estado tem a posse dos dados dos cidadãos para mantê-los sob sigilo. Não vamos aceitar que banalizem a questão botando a culpa em duas ou três pessoas. Quero ir até o fim. Quero saber quem é o mandante. Isso é o que importa.
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ELEIÇÕES 2010 Turma da Dilma falsificou assinatura da filha de Serra
Revoltado com as manobras ilegais e criminosas do Partido dos Trabalhadores que violaram o sigilo fiscal de membros do PSDB e da sua filha Verônica Allende Serra, tendo inclusive gerado um documento falso, o candidato José Serra disse que o PT é um partido fascista e sem caráter
Fotomotagem Toinho de Passira
 A chefona dos falsificadores, Dilma “Dossiêff” e o documento com a assinatura falsa da filha de Serra, que a sua turma gerou, para tentar beneficiá-la. Não é de se estranhar, afinal o seu staff é liderado por figura como o quadrilheiro José Dirceu e o chefão do lixo de Ribeirão Preto Antônio Palocci
Toinho de Passira Fontes: Ucho Info , Estadão
O PT e o staff da campanha da candidata Dilma “Dossiêff” começam a tropeçar no caso da violação do sigilo fiscal de Verônica Allende Serra, empresária e filha do presidenciável tucano José Serra.
Logo após o PT informar que a própria Verônica Serra pedira a quebra do seu sigilo fiscal à Receita Federal do Brasil, o candidato do PSDB afirmou que se tratava de mais uma mentira de um governo que se adotou a mitomania como cartilha do cotidiano.
Na tarde desta quarta-feira (1), o tabelião Fabio Tadeu Bisognin, responsável pelo 16º Tabelião de Notas de São Paulo, afirmou que enviará ofício ao juiz corregedor da 2ª Vara de Registros Públicos, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, informando que constatou fraude no documento que faz parte da sindicância da Receita Federal que apura a violação de sigilo fiscal de integrantes do PSDB.
O documento analisado por Bisognin, supostamente assinado pro Verônica Serra, é uma solicitação à Receita Federal para que providencie cópias das declarações de renda da filha do candidato do PSDB, referentes aos exercícios de 2007 a 2009.
A suposta assinatura da filha de José Serra aparece no documento com firma reconhecida pelo 16º Tabelião, que não tem em seus arquivos cartão de assinatura de Verônica Serra.
“Não é autêntico. Não foi feito no 16º Cartório de Notas, é falso, ela não tem firma depositada neste cartório”, afirmou Fabio Tadeu Bisognin.
Durante entrevista, Bisognin disse os funcionários da Receita Federal poderiam identificar a fraude. “Se eles tiverem padrões do meu reconhecimento de firma verdadeiro, eles, possivelmente, têm condições, inclusive porque meu nome está errado”, declarou.
Resumindo, o Brasil está a um passo de se transformar na versão continental de Cuba, com direito a detalhes truculentos importados da vizinha Venezuela.
Em reação indignada o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez na noite de ontem o seu mais duro discurso de oposição ao governo Lula. O tucano classificou o PT e a presidenciável Dilma Rousseff como inimigos da liberdade e da democracia.
"Quando os tiranos ou candidatos a tiranos desejam subjugar uma sociedade, começam restringindo a liberdade", afirmou no Encontro com Prefeitos, organizado pela campanha tucana. "Aqueles que foram de esquerda e que hoje não são nem isso nem aquilo são mais para fascistas", completou.
Em discurso inflamado, Serra evocou o caso do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que teve o sigilo bancário quebrado em 2006 após denunciar a participação do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em reuniões com lobistas em uma casa em Brasília, onde haveria festas e partilha de dinheiro.
O candidato tucano relacionou a violação dos dados de Francenildo com o vazamento de informações fiscais de pessoas ligadas a sua campanha e de sua filha, Verônica.
"Quando se viola o sigilo bancário de um caseiro, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo fiscal de uma filha nossa, viola-se a Constituição", afirmou Serra.
Foto: Reuters
 "Não perguntem jamais quem é o Francenildo. O Francenildo são vocês. O Francenildo somos todos nós. Nunca passei nem vou passar a mão na cabeça de malfeitores", bradou José Serra
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 ADAM ZYGLIS - Buffalo News (EUA)
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ESTADOS UNIDOS - IRAQUE Guerra do Iraque acabou para os americanos?
O governo americano encerrou oficialmente sua missão de combate no Iraque à meia-noite de terça-feira. Na cerimônia militar formal que marca o fim das operações de combate, o secretário de Defesa Robert M. Gates, disse que só a história poderá julgar se o envolvimento dos EUA na guerra de sete anos valeu a pena e o custo
Foto: Doug Mills/The New York Times
 O presidente dos Estados Unidos declarou nesta terça-feira oficialmente encerradas as operações de combate dos EUA no Iraque e afirmou que “é hora de virar a página” em relação ao conflito e se concentrar no combate interno de recuperar a economia
John Simpson Fontes: BBC Brasil , The New York Times, BBC Brasil
Em fevereiro de 2003, às vésperas da invasão do país pelas tropas americanas, um importante aliado do então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, escreveu em um jornal britânico:
"Este é o nosso momento de Império". E seguiu argumentando que os britânicos não tinham o direito de criticar os Estados Unidos por fazer o que eles próprios haviam feito com tanto entusiasmo um século antes.
Mas o momento imperialista dos Estados Unidos não durou muito. E agora, sete anos mais tarde, o país é criticado por quase tudo o que acontece no Iraque.
Foto: Stefan Zaklin/European Pressphoto Agency
 MORRENDO LONGE DE CASA - No último 30 de agosto, o Departamento de Defesa informou que 4.427 militares americanos morreram em combate desde o início da Operação Liberdade do Iraque em 2003, enquanto mais de 32 mil foram feridos no conflito a grande maioria deles depois que o presidente Bush declarou "missão cumprida" em 01 de maio de 2003.
A opinião pública está dividida igualmente entre os que estão felizes com a partida americana e os que os criticam por sair tão cedo, deixando o Iraque vulnerável a mais violência sectária.
Como sempre ocorre em ocupações, o invasor - nesse caso, os Estados Unidos - não consegue fazer nada certo, nem mesmo sair do país ocupado.
A maioria dos argumentos favorável à invasão em 2003 se esvaziaram.
Foto: Goran Omasevic/ Reuters.
 DERRUBAR SADDAN FOI FÁCIL - Após três semanas de enfrentamentos, as tropas americanas avançaram sobre Bagdá. Em um gesto simbólico, no dia 9 de abril de 2003, soldados americanos derrubaram uma estátua de Saddam Hussein no centro da cidade, ovacionados por iraquianos. Saddam fugiu e se escondeu, mas acabou preso e condenado a forca pela “justiça iraniana”.
Muitos iraquianos aprovaram a derrubada de Saddam Hussein. De acordo com uma pesquisa feita pela BBC em 2004, 50% consideraram a invasão uma liberação. Outros 50% consideraram a operação uma ocupação.
Hoje, no entanto, é difícil encontrar quem veja os Estados Unidos como um amigo ou mentor do Iraque.
E a derrubada de Saddam Hussein não provocou, como previam os defensores da invasão, um efeito dominó em prol da democracia nos países do Oriente Médio.
Muito pelo contrário: a posição dos Estados Unidos no Oriente Médio foi visivelmente erodida.
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ELEIÇÕES 2010 MARCO MACIEL 256 – SENADOR
Toinho de Passira vota assim e recomenda
Fotomontagem “thepassiranews”
Fonte: Marco de Pernambuco |
OPINIÃO Festa na véspera - O salto alto de Dilma
O salto alto não é só dela, Dilma, a síndrome das favas contadas se espalha por todo o seu entorno, por isso já começaram a brigar os generais de cada uma das bandas: Antonio Palocci e José Dirceu. Da última vez que brigaram, os dois caíram.
Foto: Reuters
 Dilma contando com o ovo que ainda está dentro da galinha
Míriam Leitão e Alvaro Fonte: Blog de Mirian Leitão
Então é isso? Uma eleição cuja campanha começou antes da hora acabou antes que os votos sejam depositados na urna? A vencedora de véspera já estendeu a mão, magnânima, à oposição; seus dois maiores caciques começaram uma briga intestina; cargos são distribuídos entre os partidos da base e os assessores já preparam os planos e projetos. Fala-se do futuro como inexorável.
O quadro está amplamente favorável a Dilma Rousseff, mas é preciso ter respeito pelo processo eleitoral. Se pesquisa fosse voto, era bem mais simples e barato escolher o governante. Imagina o tempo e o dinheiro poupado se pesquisas, 30 dias antes do pleito, fossem suficientes para o processo de escolha? A estrutura da Justiça Eleitoral, as urnas distribuídas num país continental, mesários trabalhando o dia inteiro, computadores contando votos; nada disso seria necessário. Mas como eleição é a democracia num momento supremo, respeitá-la é essencial. Os que estão em vantagem, e os que estão em desvantagem, não podem considerar o processo terminado porque isso amputa a melhor parte da democracia, encerra prematuramente o precioso tempo do debate e das escolhas.
Dilma já sabe até o que fará depois de ser eleita, como disse na sexta-feira: “A gente desarma o palanque e estende a mão para quem for pessoa de boa vontade e quiser partilhar desse processo de transformação do Brasil.” Os jornalistas insistiram, ela ficou no mesmo tom: “Estendo a mão para quem quiser partilhar. Eu não sei se ele (Serra) quer. Você pergunta para ele, se ele quiser, perfeitamente.” Avisou que se alguém recusasse, não haveria problema: “Pode ficar sem estender a mão, como oposição numa boa que vai ter dinheiro.” Já está até distribuindo o dinheiro público.
Feio, muito feio. Por mais animador que seja para Dilma os resultados da pesquisa — e deve ser difícil segurar a ansiedade — ela deveria pensar em algumas coisas antes. Primeiro, que falta o principal para ela ganhar: o voto na urna. Segundo, que o eleitor muda de ideia na hora que quer, porque para isso é livre. Terceiro, que, novata em eleição, deve seu sucesso a fatores externos a ela: o presidente Lula, o momento econômico e a eficiência dos seus marqueteiros. Aliás, o marketing de Dilma tem sido tão eficiente em aparar todas as arestas de sua personalidade que criou uma pessoa que nem ela deve conhecer.
O salto alto não é só dela, a bem da verdade. A síndrome das favas contadas se espalha por todo o seu entorno, cada vez mais desenvolto. Por isso já começaram a brigar os generais de cada uma das bandas: Antonio Palocci e José Dirceu. Da última vez que brigaram, os dois caíram. A disputa dos partidos da base de apoio pelos cargos públicos, como se fossem os despojos da guerra já vencida, é um espetáculo que informa muito sobre valores, critérios e métodos do grupo.
A desenvoltura do já ganhou é tanta que até o presidente Lula, dono da escolha autocrática de Dilma, parece meio enciumado e reclamou que já falam dele no passado. E avisou: “Ainda tenho caneta para fazer muita miséria.” A declaração inteira é reveladora: “Tem gente que fica falando aqui como se eu já tivesse ido embora, mas ainda tenho quatro meses e alguns dias de governo. Alguns falam como se eu já tivesse ido. Tem gente que se mata para ser presidente por um dia e ainda tenho quatro meses e alguns dias. Ainda tenho a caneta para fazer muita miséria nesse país.”
O sentimento é um perigo. O presidente Lula já está fazendo miséria. Atropelou o calendário eleitoral, zombou das multas na Justiça, pôs o governo que dirige para trabalhar pela sua candidata como se a máquina pública fosse um partido político.
Há uma lista enorme de misérias econômicas que o governo Lula tem feito nesse final dos tempos. Os gastos foram inchados, aumentos salariais ao funcionalismo já foram concedidos no próximo orçamento, restos a pagar se aproximam dos R$ 100 bilhões, projetos são precipitados sem análise de risco, o Tesouro vai emitir uma montanha de dívida para capitalizar a principal estatal. Enfim, o governo no finalzinho não lembra em nada o comedido início. Aliás, a razão da briga entre os generais José Dirceu e Palocci é exatamente esse ponto: se é melhor ter uma cara de austeridade, ou continuar fazendo miséria.
O curioso da insegurança que bateu no presidente Lula é que foi ele mesmo que explicitou o clima de “fui” na campanha de Dilma Rousseff com aquele filmete do: “entrego em suas mãos.”
Na sexta, Dilma disse mais: “Meu projeto político é ficar quatro anos. Na próxima eleição, digo o resto do projeto.” Então ela já começou a pensar na eleição de 2014? Mas pelos cálculos petistas, a história brasileira está decidida até 2022. É Dilma, agora. Depois, Lula em dois mandatos. Está tudo decidido para os próximos doze anos. O país teria assim um período de 20 anos de governo petista.
Quando Dilma brigou com Palocci em 2005 e disse que o projeto de zerar o déficit público era rudimentar, ela usou a conhecida expressão de Garrincha: “Falta combinar com os russos.” Agora, falta combinar com os brasileiros.
*"Festa na véspera" é o título original da coluna de Miriam Leitão **Acrescentamos subtítulo, foto e legenda, ao texto original
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 IQUE- Jornal do Brasil (RJ) *A última charge impresa no Jornal do Brasil
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BRASIL - LUTO "Jornal do Brasil", a última edição
Hoje o Jornal do Brasil circula pela última vez como jornal impresso. Dívidas levaram ao fim do diário, de 119 anos, que já foi a maior referência do jornalismo brasileiro. A marca será mantida em versão on-line. Rio de Janeiro que já chegou a ter 18 jornais em circulação, seguindo tendência de redução do número de diários como nos EUA, agora tem apenas dois O Globo e O Dia
 Detalhe da última primeira página impressa do Jornal do Brasil
Toinho de Passira Fontes: Folha Online , Ultimo Segundo, Estadão, Jornal do Brasil, Olinto Vieira Blog
O texto de Marcelo Bortoloti na folha noticia que a última edição impressa do "Jornal do Brasil", um dos mais antigos diários do país, circula hoje. A partir de amanhã, o jornal terá apenas uma versão on-line.
Criado em abril de 1891 pelo escritor Rodolfo Dantas, o "JB" ajudou a definir os rumos da imprensa brasileira.
Por sua Redação passaram jornalistas como Janio de Freitas, Marcos Sá Corrêa e Zózimo Barroso do Amaral, além de escritores que assinavam colunas regulares, a exemplo de Manuel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade.
O jornal vivia há décadas em crise financeira, com dívidas trabalhistas crescentes e queda na circulação.
Atualmente, na gestão do empresário Nelson Tanure, que arrendou o uso da marca por 60 anos, tinha dificuldade para manter seu custo operacional (cerca de R$ 3 milhões por mês) diante da queda na circulação e de um passivo estimado em R$ 100 milhões em dívidas.
 O famoso e cultuado caderno B, do Jornal do Brasil, no dia da morte do Rei do Baião, dizia que sem Luiz Gonzaga, o Brasil não conheceria o sertão nordestino. Noutro dia triste, cultua a Memória da Musa negra brasileira, Clementina de Jesus
Em 2008, o "Jornal do Brasil" tinha uma tiragem média de 95 mil exemplares diários. Este ano, caiu para 20 mil.
Para a versão digital, o jornal pretende manter uma equipe de 150 jornalistas e profissionais da área comercial e administrativa.
Em comunicado a seus leitores, o jornal diz que se tornará o primeiro veículo 100% digital do país. A versão on-line para assinantes custará R$ 9,90 mensais.
Hoje, ao meio-dia, no centro da cidade, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro fará um ato contra o fim da versão impressa, com a participação de ex-funcionários do "JB".
O jornal nasceu como um veículo monarquista em pleno regime republicano. Chegou a ser empastelado no primeiro ano por sua cobertura favorável a D. Pedro II. Nessa época, tinha em seus quadros nomes como Joaquim Nabuco e Rui Barbosa.
Em 1959, realizou uma revolucionária reforma gráfica e editorial. Além da diagramação mais limpa e moderna, passou a trazer um noticiário claro e objetivo.
 No próprio Jornal do Brasil impresso o anúncio da versão exclusivamente digital a partir de amanhã
Com o fim da edição impressa do Jornal do Brasil, o Rio de Janeiro segue a tendência de grandes cidades americanas de reduzirem o número de diários. Desde 2008, 166 jornais fecharam as portas nos Estados Unidos, de acordo com números do Paper Cut, um blog americano que acompanha o mercado editorial do país.
A situação nos Estados Unidos é grave. O que se discute é se grandes cidades americanas continuarão tendo um jornal impresso de grande circulação. Em São Francisco, o San Francisco Chronicle, fundado em 1865, quase parou de circular em 2009 por causa de um grande endividamento, o que deixaria uma das cidades mais importantes do país sem um grande jornal.
 Registros históricos no Jornal do Brasil: a morte de Nara Leão, a posse de Sarney diante de enfermidade de Tancredo Neves e a morte de PC Farias o mafioso tesoureiro da campanha de Fernando Collor a presidente da República
O JB já foi um ícone para o Rio de Janeiro. No fim dos anos 1980, vendia mais de 180 mil por dia de semana e 250 mil aos domingos.
Em seu período áureo, conviveu com outros grandes competidores. Nos anos 1950, antes da cidade perder o status de capital federal, circulavam 18 jornais - 13 matutinos e cinco vespertinos, que juntos somavam uma tiragem diária de 1,2 milhão de exemplares. Isso significava 2,5 exemplares para cada habitante - o Rio tinha cerca de 3 milhões de habitantes.
Os únicos sobreviventes dessa lista são O Globo e O Dia, este último que teve seu controle transferido para o grupo português Ongoing em abril deste ano. Há outros títulos na cidade, embora populares e/ou gratuitos. Hoje, todos esses jornais vendem cerca de 500 mil exemplares por dia - pouco mais de um exemplar para cada 12 habitantes.
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As vendas de jornais no Brasil crescem abaixo da evolução do Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro semestre de 2010, a circulação diária de jornais cresceu 2%, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC). Entre janeiro e junho deste ano foram vendidos 4,25 milhões de exemplares por dia, graças a ascensão dos jornais populares e gratuitos. Em 2009, a circulação de jornais teve queda de 3,5%. Entre os 20 maiores, a queda foi de 6,9%. O Jornal do Brasil é responsável por edições memoráveis da história da imprensa brasileira, principalmente no período da ditadura militar. Ficou famosa sua edição de 14 de dezembro de 1968, sobre o AI-5. Para burlar a censura imposta pelos militares, publicou na primeira página, uma fictícia previsão do tempo. "Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38º em Brasília. Mín.: 5º, nas Laranjeiras." Na mesma edição, à direita, uma chamada para uma efeméride: "Ontem foi o Dia dos Cegos". Também ficou famosa a primeira página do dia seguinte ao golpe militar no Chile, em 1973. Para driblar a censura brasileira que proibia manchetes sobre episódio, o JB fez uma edição sem títulos garrafais, nem fotos. Na primeira página, com o lugar da manchete em branco, foi publicado um longo texto sobre a morte de Salvador Allende, emoldurada apenas pelo serviço de classificados.
 Registros históricos no Jornal do Brasil: a implantação do Regime Militar no Brasil, a morte do poeta brasileiro, Carlos Drummond de Andrade e a do guerrilheiro argentino Che Guevara
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ELEIÇÕES 2010 Lula esbraveja: “-Vou fazer “miséria” até fim do mandato”
O presidente ameaça fazer literalmente o que lhe dê na telha, nesses meses que restam do seu governo. Além de soar como uma ameaça as instituições democraticas, sugerem promessas obscenas as empreiteiras e companheiros aboletados nas tetas federais, e por fim um ataque de "fim de festa" aos cofres públicos. Portanto aguardemos o assalto final...
Charge de HUMBERTO – Jornal do Comércio (PE)
Toinho de Passira Fontes: Portal Terra , O Globo, Estadão
Em comício no Marco Zero de Recife, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (27) o tom de "despedida" dado ao evento. Segundo ele, ainda lhe restam quatro meses e nesse tempo "ainda tem muita tinta na caneta para fazer miséria nesse País!"
Os organizadores do comício previam uma presença de dez mil pessoas no evento, mas segundo a Polícia Militar apenas duas mil estavam no local. Claramente constatou-se que a maioria dos presentes era de militantes trazidos em ônibus especiais de vários pontos da região metropolitana do Recife.
A mensagem do presidente ébrio, com a caneta cheia de tinta, disposto a fazer “miséria” foi visto por muito como mais um deboche irresponsável, mas não foi. Essa frase vociferada pelo presidente é mais que um recado é uma ameaça ao país e uma promessa aos “aliados” interesseiros, para se empenharem mais na campanha.
Lula diz aí que se as empreiteiras não continuarem a regar os cofres da campanha de sua candidata, ele pode desistir retaliar suspendendo obras, ao mesmo tempo que pode ainda criar mais benesses aos companheiros que estão vendendo a alma para tentar eleger a guerrilheira.
Mais que isso, Lula está dizendo até para si mesmo, que definido o seu sucessor, seja ele quem for, ele terá muita tinta na caneta e pelo menos dois meses pela frente, para fazer tudo que lhe dê na telha, sem as amarras de prestações de contas políticas imediatas.
Não se pode imaginar o tamanho do assalto que pode ocorrer contra os cofres públicos, o tamanho do constrangimento que pode causar a política externa brasileira e um ataque sem precedentes contra os direitos democráticos do país.
Esperem ver Lula, nesses meses finais, completamente despido das conveniências políticas, sem as mascarás da desfaçatez, a expor a sua verdadeira abjeta e desprezível face.
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ELEIÇÕES 2010 PRISCILA KRAUSE 25222 – Deputada Estadual
Toinho de Passira vota assim e recomenda
Fotomontagem “thepassiranews”
Fonte: Blog de Priscila |
ELEIÇÕES 2010 Briga de quadrilha: Dirceu sabota Palocci
Começou a briga pela divisão do butim. O chefe da quadrilha do mensalão tenta queimar o filme do chefão da máfia do lixo de Ribeirão Preto, a “cosa nostra” do PT está em polvorosa procurando abrir espaços numa possível nova administração da guerrilheira Dilma Rousseff. Na verdade estão brigando pelo ovo que ainda se encontra na cloaca da galinha
Foto: Arquivo
DIRCEU EXIBINDO AS MAGUINHAS - Após combater possível ida do rival para coordenar futuro governo, ex-chefe da Casa Civil quer impedir que ele retorne à economia
Toinho de Passira Fonte: Estadão
A matéria do Estadão assinada por Wilson Tosta e Vera Rosa, diz que a 35 dias da eleição de 3 de outubro e confiantes na vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno, os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci disputam os rumos de eventual novo governo comandado pelo partido. Depois de emitir sinais contrários à possível indicação de Palocci para a Casa Civil, Dirceu luta agora para impedir que ele volte a ditar os caminhos da economia, a partir de 2011.
Os dois "generais" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reeditam a queda de braço que travaram no primeiro mandato do PT para definir a fisionomia do governo. Abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, e cassado pela Câmara, Dirceu vislumbra perda de influência se Palocci - ex-ministro da Fazenda - assumir a Casa Civil sob Dilma.
A preocupação não é à toa: cabe ao ministro da Casa Civil coordenar a equipe, o que lhe dá muito poder e pode torná-lo candidato natural ao Planalto. Foi o que ocorreu com a própria Dilma, puxada para o cargo após a queda de Dirceu. Nove meses depois, em março de 2006, Palocci também caiu, no rastro da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Embora se movimente nos bastidores para evitar que o antigo colega vire uma espécie de "primeiro-ministro" de Dilma, Dirceu sabe que pode perder a aposta. Motivo: Palocci é um dos principais coordenadores da campanha e, além de tudo, tem Lula como padrinho. O plano do presidente é reabilitar o ex-titular da Fazenda na cena política.
Se Palocci for para a Casa Civil, o grupo de Dirceu - que quer empurrar o deputado para o Ministério da Saúde - espera uma "compensação". Sob o argumento de que "o governo Dilma não pode ter a cara do ajuste fiscal de Palocci", aliados do ex-chefe da Casa Civil defendem, agora, a permanência de Guido Mantega (PT) na Fazenda em dobradinha com "alguém de esquerda" no Planejamento.
Apesar das críticas ao "conservadorismo" do Banco Central, Dirceu não deverá se opor à manutenção de Henrique Meirelles, na cota do PMDB, desde que Palocci fique distante da seara econômica e Mantega não saia da Fazenda. Meirelles, porém, não pretende continuar no BC.
Mesmo com rachas internos, a corrente do PT Construindo um Novo Brasil (CNB) - integrada por Lula, Dirceu e pelo presidente do partido, José Eduardo Dutra - emplacará as principais indicações do petismo no eventual governo Dilma.
Nem todos da CNB, no entanto, falam a mesma língua. Palocci, por exemplo, também é da CNB, antigo Campo Majoritário, mas atua de forma independente e quase não tem ligação com a cúpula partidária.
Dirceu, ao contrário, procura frequentar todas as reuniões da corrente e do Diretório Nacional. Ex-presidente do PT, mantém um canal de comunicação com os militantes por meio de seu blog e tem papel discreto na campanha.
O fogo amigo contra Palocci ganhou força há uma semana, depois de notícias dando conta que Dilma recorreria à tesourada nos gastos logo no início de eventual governo.
"Podemos assumir o compromisso de uma meta de inflação mais ambiciosa, sem um maior custo de política monetária. As condições estão dadas para, gradualmente, baixar a meta de inflação", disse Palocci, em entrevista publicada pelo Estado, na segunda-feira, no segundo caderno da série Desafios do Novo Presidente. "É um compromisso fiscal muito forte, porque Dilma vai se comprometer com nível de endividamento, além da meta de superávit."
Dilma já havia indicado, em maio, o desejo de reduzir a meta de inflação. Fez o comentário durante encontro com investidores promovido pela BM&F-Bovespa, em Nova York. Detalhe: Palocci estava com ela na viagem. Depois que o ex-titular da Fazenda passou a mexer no vespeiro da economia, porém, o grupo de Dirceu intensificou o bombardeio longe dos holofotes.
"O que esse cara quer? Uma nova Carta aos Brasileiros?", perguntou um interlocutor do ex-ministro da Casa Civil, numa referência ao documento divulgado por Lula, na campanha presidencial de 2002, para acalmar o mercado financeiro.
Em conversas reservadas, Dirceu tem dito que vai brigar pela "embocadura" de um possível governo Dilma. Nunca esteve nos planos de sua sucessora na Casa Civil - e nem dele próprio - qualquer tarefa oficial antes do veredicto do Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão.
Dilma e Dirceu, de toda forma, se dão bem. Além de deixar com ela o labrador Nego, que apareceu no primeiro programa de TV, o ex-ministro sempre entra em cena quando é preciso desarmar crises, principalmente entre aliados nos Estados.
Quando é perguntado sobre Dirceu, Palocci abre um sorriso. "Mesmo no governo, ele nunca fez todas as maldades que vocês diziam, mas levava a fama", diz.
*”Dirceu tenta barrar avanço de Palocci” é o título original da matéria do Estadão ** Acrescentamos subtítulo, foto e legenda, ao texto original
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CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS
CHRIS BROWNE - Hagar, o horrível 015


Veja arquivo das publicações anteriores de HAGAR
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ESTADOS UNIDOS - CELEBRIDADE Paris Hilton é presa portando cocaína
A socialite mais uma vez envolvida com entorpecentes. Desta vez acabou presa na noite desta sexta-feira, em Las Vegas, acusada de posse de cocaína, quando voltava para casa com seu namorado
Foto: Las Vegas Metropolitan Police Press / Associated Press
 DESCONTRAÍDA - Fotos de Paris Hilton e o namorado, Cy Waits, divulgadas pela Polícia de Las Vegas, constantes do registro criminal. Paris parece não ter ficado nem um pouco constrangida com o incidente. Posou para as fotos policiais com um sorriso nos lábios e um olhar malicioso
Toinho de Passira Fontes: Reuters , TMZ, G1, La Times Blog, People
Paris Hilton, de 29 anos, foi presa, na madrugada desta sexta, 27, após ser abordada por um policial no trânsito, que encontrou uma quantidade não especificada de cocaína em sua bolsa.
Em julho, a socialite foi presa em duas oportunidades após ser flagrada com maconha: em Ajaccio, na ilha francesa da Córsega, e na África do Sul, após o jogo entre Brasil e Holanda, embora tenha conseguido se livrar de mais implicações.
Nesse incidente de Las Vegas, o carro em que a socialite e o namorado, o gerente da boate, Cy Waits, estavam foi parado pela polícia, que suspeitou do cheiro de maconha que havia no veiculo. Durante a vistoria, foi encontrada uma quantidade não divulgada de cocaína na bolsa de Paris.
Os dois foram encaminhados para o centro de detenção de Clark County. Paris e Waits foram soltos na manhã deste sábado (28), após pagarem fiança.
Mais tarde, ela postou uma mensagens, descontraídas pelo Twitter sem mencionou a prisão. Primeiro postou: "Na cama vendo Family Guy. Amo esse programa. É tão hilário. Stewie é meu favorito :) amo seu sotaque". Uma hora depois, Paris escrevou de novo: "indo para a cama. Sonhos doces a todos".
Segundo o site TMZ.com, o qual citou fontes próximas, Paris Hilton negou que a bolsa contendo a cocaína pertencesse a ela.
Hilton, bisneta de Conrad Hilton, fundador da rede hoteleira homônima, trabalhou como modelo, cantora, atriz, estilista e estrela de reality show. Ela possui negócios multimilionários que exploram seu nome, como linhas de vestuário, fragrâncias e vinhos.
Em 2007, ela passou três semanas em uma prisão de Los Angeles por violar liberdade condicional por dirigir bêbada.
Foto: Coleman Rayner/News of the World

Paris Hilton se mantém no topo das celebridades criando pequenos escândalos, como esse quando foi “flagrada”, em julho passado, fazendo topless em um passeio de iate, próximo à Ilha Elba, na Itália. Veja mais fotos do paparazzo Coleman Rayner, mostrando Paris no Iate fazendo topless.
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ELEIÇÕES 2010 Estão escondendo os violadores do sigilo na Receita
A sindicância que a Receita Federal abriu para apurar a grave violação do sigilo fiscal dos tucanos, mais esconde que revela os verdadeiros autores da gravíssima fraude. Os fatos é que os dados de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, entre outros, foram parar num dossiê que passou pelas mãos de membros da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. O episódio derrubou o jornalista Luiz Lanzetta, que deixou a campanha da petista Dilma Rousseff por ligação com o caso.
Fotomontagem Toinho de Passira
FAZENDO-SE DE BESTA - A candidata Dilma finge que não foi o pessoal do seu comitê que encomendou a quebra do sigilo fiscal dos adversários pela Receita Federal
Toinho de Passira Fontes: Estadão , O Globo
A análise das 450 páginas da sindicância da Receita Federal sobre a violação de sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três pessoas ligadas ao comando do partido mostra que o órgão tem poupado os servidores suspeitos de envolvimento no caso.
O processo revela contradições entre o que disseram esses servidores e o que informam os documentos apresentados. Há também casos de omissões das autoridades nos interrogatórios sobre o acesso e a violação dos dados, ocorridos na delegacia da Receita Federal em Mauá, no ABC paulista. A Receita não contestou sequer a informação de que as senhas dos funcionários eram permutadas por causa "da grande demanda de requisições judiciais", apesar de os tucanos não terem base tributária em Mauá nem serem alvos, naquelas datas, de nenhuma ordem jurídica de quebra de sigilo.
Um dos fatos que sugerem displicência dos interrogadores é que os funcionários foram ouvidos antes que a corregedoria tivesse recebido a perícia nos computadores - que comprova o acesso às informações dos tucanos. Outro, que só foram questionados sobre Eduardo Jorge, ficando livres de perguntas sobre o acesso às declarações de renda de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Preciado, todos vinculados ao alto escalão do PSDB.
Presentes. Outra constatação diz respeito à folha de ponto dos servidores. Ela indica que eles estavam trabalhando no período de abertura e impressão dos sigilos fiscais. Embora seja preenchido por mera formalidade, à mão, e dentro de um mesmo padrão de horário, esse documento é assinado e rubricado por funcionários e pela chefia sob a frase "chefia e empregado confirmam e declaram ciência à frequência do mês". Não houve, da parte dos encarregados de investigar a invasão, nenhum questionamento quanto a isso.
Pelo conjunto de depoimentos colhidos até agora, ninguém sabe quem usou a senha nem o computador utilizado para abrir e imprimir, em sequência e no mesmo dia, os dados fiscais dos tucanos. Essa operação em cadeia, que enfraquece a versão de motivação funcional para os acessos, foi revelada pelo Estado na quarta-feira.
As senhas, segundo os funcionários, ficavam anotadas num "risque-rabisque" nas mesas de trabalho. Solicitados a ajudar na investigação, técnicos da Receita alegam à Corregedoria que é difícil saber se alguém desligou ou não o computador usado durante a operação de consulta aos dados fiscais.
Em depoimento no dia 27 de julho, a servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos afirmou que estava fora da Receita no período em que as declarações de renda dos tucanos foram consultadas, entre 12h27 e 12h43 do dia 8 de outubro de 2009. É dela o computador usado para abrir e imprimir os dados sigilosos. Adeildda contou que "por volta" de 11h50 daquele dia deixou o trabalho para almoçar com o marido, retornando às 13h05. Segundo afirmou, ia comemorar o aniversário de casamento. Documento oficial da Receita, a folha de frequência, assinada pela própria servidora, diz que ela saiu às 11h30 para o almoço e retornou às 12h30. Portanto, oficialmente, estaria presente na hora em que as declarações de renda estavam sendo abertas, inclusive a de Eduardo Jorge, ocorrida às 12h43.
Outra senha. Indagada sobre essa saída da colega fora de hora, a servidora Ana Maria Cano, também suspeita de ligação com o episódio, disse recordar-se do fato, mas não da data. Ana Maria e Adeildda foram as funcionárias que tiveram acesso à senha usada para abrir os dados fiscais dos tucanos. Elas receberam o código de outra colega, a servidora Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. Em depoimento no dia 27 de julho, Antonia também negou envolvimento no episódio. Sua folha de ponto informa que também ela cumpria expediente quando os dados foram abertos.
Antonia afirmou ter repassado a senha às colegas por causa da "grande demanda de requisições judiciais". Negou ter recebido qualquer pedido para abrir os dados de Eduardo Jorge, que nem tem seu domicílio tributário em Mauá, assim como os dos demais alvos das consultas.
Os dados de Eduardo Jorge foram parar num dossiê de campanha que passou pelas mãos de membros da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. O episódio derrubou o jornalista Luiz Lanzetta, que deixou em junho a campanha da petista por ligação com o caso.
*“Suspeitos de violar sigilo de tucanos são poupados em sindicância da Receita” é o titulo original da matéria de Leandro Colon para o Estadão **Acrescentamos subtítulo, foto - legenda, e acrescentamos comentários adicionais ao texto original
SERRA COBRA EXPLICAÇÕES DE DILMA
Foto: Reuters
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse que a petista Dilma Rousseff, tem que dar explicações ao Brasil sobre o vazamento de dados da Receita Federal envolvendo três pessoas ligadas ao seu partido. Disse ainda que o episódio tem caráter eleitoreiro e beneficia diretamente a candidatura da ex-ministra.
”- Este é um crime contra a Constituição, com finalidade eleitoral. A candidatura e a candidata se beneficiam dele. A Dilma Rousseff tem que dar explicações ao Brasil sobre quem são os responsáveis pelo crime, pois o país precisa se defender disso – comentou Serra, lembrando ter sido alvo também do Dossiê dos Aloprados, na eleição de 2006, quando petistas foram flagrados com recursos que seriam usados para elaboração de um documento que seria usado contra o PSDB a época.
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CUBA Cuba liberta dissidente filho do ex-vice presidente da Ilha
Juan Juan de Almeida, o dissidente cubano, conseguiu finalmente autorização para se juntar a sua mulher e filha em Miami. Há sete anos luta para deixar o país, para se tratar de uma doença degenerativa nos Estados Unidos. Chegou a ser preso por tentar sair ilegalmente. Ele é filho de um importante líder revolucionário cubano, o falecido ex-vice presidente de Cuba Juan Bosque
Foto: Café Fuerte
 ABRAÇO DA LIBERDADE: Juan Juan Almeida recebe, em Miami, o emocionado abraço da esposa Consuelo Quesada e da sua filha, Indira
Pascal Fletcher - Reuters Fontes: Geración Y , Reuters, Face Book de Juan , Reuters, Estadão, Noticias R7, ANSA Latina, Café Fuerte
O filho dissidente de um herói da Revolução Cubana chegou aos Estados Unidos depois de as autoridades cubanas terem autorizado sua saída do país, após sete anos durante os quais foi proibido de viajar, informou a mídia de Miami nesta sexta-feira.
Juan Juan Almeida, advogado de 43 anos é filho do comandante Juan Almeida Bosque, que morreu em setembro de 2009, teria tido sua saída da ilha comunista autorizada após greve de fome e a mediação do cardeal católico cubano Jaime Ortega.
Almeida, que foi detido brevemente em 2009 por tentar deixar Cuba ilegalmente e fez greve de fome para reivindicar a permissão de deixar o país, reencontrou sua mulher e filha no aeroporto de Miami na quinta-feira, num voo vindo do México.
Foto: Arquivo
 Juan Almeida Bosque, o pai, considerado o terceiro homem da Revolução, era vice-presidente de Cuba quando faleceu ano passado, aparece ao lado de Fidel Castro nas fotos históricas da Revolução cubana dos anos 50
Juan Juan disse aos jornalistas que seu objetivo em sair de Cuba visava ficar com sua família e receber tratamento médico nos EUA da sua doença reumática degenerativa.
Na ocasião criticou duramente o presidente cubano Raúl Castro, companheiro de seu falecido pai na revolução cubana de 1959 liderada pelo ex-presidente Fidel Castro, por não ter permitido que partisse antes.
Foto: Getty Images
 Quando Juan Bosque faleceu, recebeu honras militares e um pomposo sepultamento. Juan Juan Almeida, o filho, foi impedido pelas autoridades cubanas de participar dos funerais públicos
"Raúl Castro é o principal responsável - mas não o único - por eu não ter podido sair de Cuba nos últimos sete anos para receber o tratamento médico que necessito", disse ele em declarações reproduzidas pelo site cafefuerte.com, de Miami, que divulga assuntos relacionados a Cuba.
Na capa do seu livro uma foto de Juan, aos 5 anos, vestindo uniforme militar e segurando um fuzil de assalto, ao lado do atual presidente cubano Raúl Castro. |
Os cubanos precisam de autorização para deixar a ilha, e pessoas que ocupam cargos relacionados à segurança ou que sejam economicamente estratégicas podem ser impedidas de viajar, especialmente se existirem suspeitas quanto a sua lealdade ao governo comunista da ilha. O Miami Herald informou que Almeida agradeceu a igreja católica cubana por interceder em seu favor. Almeida escreveu um livro, "Memórias de un Guerrillero Cubano Desconocido", publicado na Espanha, que lança um olhar irônico sobre sua vida como membro da elite política cubana. Sua autorização para deixar o país acontece em um momento em que o governo cubano está no meio do processo de libertar 52 prisioneiros políticos, sob um acordo alcançado com o cardeal Ortega e a Igreja católica. Os prisioneiros estão sendo soltos em grupos, sob a condição de que deixem a ilha e viagem para a Espanha. A comunidade internacional aplaudiu a soltura dos presos, que se seguiu a meses de críticas intensas feitas ao governo cubano depois da morte de um dissidente em uma greve de fome e o assédio movido por partidários do governo contra mulheres familiares dos prisioneiros que realizaram passeatas de protesto pacíficas.
Foto: Getty Images
Juan Juan de Almeida, ainda em Cuba, momentos depois de ter recebido do departamento de migração cubana, a ordem de deixar o país. Mesmo doente ele estava numa greve de fome líquida desde 15 de junho
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Conseguiu O blog cubano Generación Y falando da partida de Juan Juan de Cuba. A blogueira Yoani Sánchez comentando a greve de fome, feita por ele e que motivou sua saída: “...nos restam os ossos, a pele, as paredes do estômago para reclamar no terreno frágil dos nossos corpos os direitos que nos tiraram.”
Foto: Geración Y
 Juan Juan Almeida, junto a família, a filha Indira e a esposa Consuelo Quesada, em imagem exclusiva do Geración Y
Fonte: Geración Y
O dia em que Juan Juan Almeida anunciou o começo da sua greve de fome foi como reviver o pesadelo que havíamos tido com o longo jejum de Guillermo Fariñas. Os amigos, que o amam, disseram-lhe: “Essa é a pior das decisões”, certos de que ninguém iria agüentar os rigores da inanição nem as autoridades iriam ceder ante sua rebeldia de intestinos vazios. Afortunadamente, nos enganamos. Resultou que o genial JJ – como os mais próximos o chamam – não só estava disposto a jogar com o governo um jogo de resultados imprevisíveis, disposto a imolar-se por todos nós, por aqueles que em repetidas ocasiões tiveram negada a possibilidade de viajar para fora deste arquipélago.
O quarentão jovial nos deixa uma lição dolorosa, porém eficaz, pois mesmo: embora não tenhamos urnas para votar diretamente nos que nos governam, nem tribunais que aceitem uma demanda por maltrato policial, muito menos caminhos através dos quais um cidadão possa denunciar as restrições migratórias que o incomodam no território nacional, nos restam os ossos, a pele, as paredes do estômago para reclamar no terreno frágil dos nossos corpos os direitos que nos tiraram.
*Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto |
*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas e fizemos comentários adicionais ao texto original
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Zélia Duncan & Jazz Sinfônica canta“Doce De Coco” de Hermínio Bello de Carvalho e Jacob do Bandolim
DOCE DE COCO Hermínio Bello de Carvalho e Jacob do Bandolim
Venho implorar Pra você repensar em nós dois Não demolir o que ainda restou pra depois Sabes que a língua do povo É contumaz, traiçoeira Quer incendiar desordeira atear fogo ao fogo Tu sabes bem quantas portas tem meu coração E dos punhais cravados pela ingratidão Sabes também quanto é passageira essa desavença Não destrates o amor Se o problema é pedir, implorar Vem aqui, fica aqui Pisa aqui neste meu coração Que é só teu, todinho teu, o escurraça E faz dele de gato e sapato E o inferniza e o ameaça Pisando, ofendendo ,o desconsiderando O descomposturando com todo vigor Mas se tal não bastar O remédio é tocar Esse barco do jeito que está Sem duas vezes se cogitar Doce de coco, meu bombocado Meu mau pedaço de fato és um esparadrapo Que não desgrudou de mim. |
ELEIÇÕES 2010 “Vote em Tiririca pior do que está não fica”
Contando com o deboche do eleitor, o palhaço Tiririca lançou-se candidato a Deputado Federal pelo PR de São Paulo. Os slogns da sua campanha não deixam dúvidas que o candidato conta com a falta de respeito do eleitor, para com a eleição para se eleger. Um deles diz: “...o que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto.” Não esquecer que Tiririca é mais um aliado de Dilma, quem sabe não ganha um ministério(?)
Foto: do portal de campanha de Tiririca
 VOTE NO ABESTADO - Tiririca fazendo campanha em São José dos Campos “Quero ajudar os mais necessitados, inclusive a minha família”. “Você está cansado de quem trambica, vote no Tiririca” – diz o candidato no vídeo do guia eleitoral
Toinho de Passira Fontes: Blog do Bastos , Folha de São Paulo, Portal de Campanha Tiririca
O repórter Fernando Gallo, da ‘Folha de S. Paulo’, entrevistou Francisco Everaldo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, candidato à Câmara dos Deputados pelo PR de São Paulo.
Quais são as suas propostas de campanha? - Tô trabalhando pelos nordestinos, pelas crianças e desfavorecidos.
- Mas tem algum projeto concreto que você queira levar para a Câmara? - De cabeça, assim, não dá pra falar. Mas tem uma equipe trabalhando por trás. A gente tem os projetos que tão elaborados, tá tudo beleza.
- Sabe o que o PR propõe, como se situa na política? - Cara, com sinceridade, ainda não me liguei nisso aí. O meu foco é nessa coisa da candidatura, e de correr atrás. Caso seja eleito, aí a gente vai ver.
- Na propaganda eleitoral você diz que não sabe o que faz um deputado. É piada? - Eu fiz mais na piada. Porque é esse lance mesmo do Tiririca.
- Mas o Francisco sabe o que faz um deputado? - Com certeza. Estudei para esse lance, conversei muito com a minha mãe. Eu sei que elabora as leis e faz vários projetos acontecerem, né?
- O que você conhece sobre a atividade de deputado? - Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer. - Até agora você não conhece nada sobre a Câmara?
- Não, nada.
- O slogan “pior do que tá não fica” é um deboche? - Não. É a realidade. Pior do que tá não fica.
- Você pretende se vestir de Tiririca na Câmara? - Não, de maneira alguma.
- Teme ser tratado com deboche? - Não, cara. Tô entrando de cabeça, de coração. Tô querendo fazer alguma coisa. Mesmo porque eu sou bem resolvido na minha profissão. Tenho minha vida feita.
- Em quem votou para deputado na última eleição? - Nunca votei. Sempre justifiquei meu voto.
Veja o vídeo promocional da campanha do Tiririca
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 AROREIA – O Dia – (RJ)
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ELEIÇÕES 2010 Garotinho, mais um chefe de quadrilha apoiando Dilma
Deve aumentar as afinidades entre o ex-governador do Rio e a candidata Dilma Rousseff, depois que procuradores federais acusam Garotinho de chefiar quadrilha armada. José Dirceu está morrendo de inveja e cheio de ciúmes
Foto: Blog do Bastos
 FARINHAS DO MESMO SACO:Dilma, a ex-guerrilheira, toda sorrisos com seu aliado, o quadrilheiro, Garotinho
Toinho de Passira Fontes: Folha de São Paulo , O Globo, Blog do Bastos, Blog do Garotinho
Enquanto o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, candidato a deputado Federal e aliado de Dilma Rousseff, esperneia por ter sido condenado pela Justiça Federal do Rio a dois anos e seis meses de reclusão por formação de quadrilha, dizendo-se perseguido, os procuradores federais estão entrando com um recurso pedindo para aumentar a pena.
Para os Procuradores da República o ex-governador e ex-secretário de Segurança Anthony Garotinho, deixou de ser condenado por formação de quadrilha armada, agravante que pode dobrar a pena de dois anos e seis meses por formação de quadrilha a que o político foi sentenciado.
A Procuradoria da República havia denunciado o ex-governador em maio de 2008 por "garantir politicamente a manutenção" de um grupo na chefia da Polícia Civil que não reprimia jogos de caça-níqueis no Rio, além de promover corrupção e lavagem de dinheiro.
Esse grupo era comandado, segundo a Procuradoria, pelo ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins, condenado a 28 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e também formação de quadrilha.
Lins esteve à frente do cargo na administração de Garotinho, entre o fim de 2000 e início de 2002, e na gestão de Rosinha Garotinho (2003 a 2006), mulher do ex-governador. Em 2006, ele foi eleito deputado estadual, mas acabou cassado em 2008 devido às acusações.
A pena do ex-governador foi transformada em duas punições: prestação de serviço à comunidade, ainda a ser definido, e proibição de exercer cargo público e mandato eletivo. Cabe recurso.
A Procuradoria informa ainda que foram condenados os ex-policiais civis Alcides Campos Sodré Ferreira (cinco anos e nove meses), Daniel Goulart (dois anos), Fábio Menezes de Leão (quatro anos e seis meses), Mario Franklin Leite de Carvalho (11 anos e três meses) e Ricardo Hallak (sete anos e nove meses). Eles teriam sido colocados em cargos da polícia para beneficiar a máfia de caça-níqueis.
Mas no entendimento do procurador Leonardo Cardoso de Freitas, se Garotinho e o ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins dividiam o comando da quadrilha , não faz sentido que apenas Lins tenha sido condenado por formação de quadrilha armada:
Caso a Justiça aceite a tese do Ministério Público Federal (MPF), as penas de Garotinho, Ricardo Hallak - sucessor de Lins na chefia de Polícia Civil -, do ex-delegado Daniel Goulart e dos ex-inspetores Alcides Campos Ferreira, Fábio Menezes de Leão, o Fabinho, e Mário Franklin de Carvalho, o Marinho, podem aumentar em até três anos.
Como se vê entre os aliados de Dilma proliferam chefes de quadrilhas, Garotinho, José Dirceu e por aí vai.
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Quadrilheiros e guerrilheiras são muito sem vergonhas
Imagem captada diretamente do Blog do Garotinho
 O texto está ainda lá, cheio de malícia e deboches contra Dilma, sua atual aliada. Nós não temos porque não acreditamos nele.
Garotinho nem sempre morreu de amores por Dilma, a quem chama hoje de antiga companheira do PDT. No dia 23 de dezembro de 2008, uma nota em seu blog contava alguns casos sobre um passado de Dilma que ele considerava, bastante sombrio, com uma imagem da ficha guerrilheira da atual companheira. Diz até que ela iria precisar de ” muito mais do que uma plástica para alcançar o seu objetivo de chegar à presidência”.
Veja que quem está dizendo isso é uma aliado de Dilma.
É bem verdade, que época, Garotinho ainda estava no PMDB e pensava na presidência da República. Agora batalha para ser Duputado Federal, da linhagem dos fichas sujas. Hoje, esqueceu tudo e foi perdoado por ela, podemos dizer que ele são por assim dizer dois sem-vergonhas.
Veja a Nota de Garotinho sem tirar nem por:
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Ano novo, vida nova
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Em 1969, a guerrilheira Estela, da organização VAR – PALMARES, de Carlos Lamarca participou do assalto ao cofre do ex-governador paulista Adhemar de Barros, no Rio de Janeiro, de onde foram levados US$ 2,5 milhões. Não acreditava em Deus e estava na luta armada.
Em 2009, portanto 40 anos depois, vai surgir uma nova Estela, na verdade a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Este ano Dilma aposentou os óculos e passou a usar lentes de contato. Por orientação do presidente Lula, agora está mais sorridente e até diz que crer ou não em Deus é uma questão filosófica.
Mas se preparem para a nova Dilma, que só deve aparecer em público nos primeiros dias de 2009. No fim-de-semana, sem fazer alarde, a ministra Dilma Rousseff (a guerrilheira Estela) se internou na clínica mais cara de cirurgia-plástica de Porto Alegre e o bisturi entrou em ação.
Fez plástica no rosto e no pescoço para ficar com aparência mais jovial. Seguiu os passos de seu antecessor no cargo de ministro da Casa Civil, o “comandante Daniel”, codinome do companheiro José Dirceu na época da ditadura, que também quis ficar mais jovem e fez implante de cabelo.
Mas é bom não esquecer que vai precisar muito mais do que uma plástica para alcançar o seu objetivo de chegar à presidência. | |
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ESCÓCIA Sean Connery completa 80 anos
Ele foi o primeiro ator a representar o personagem de James Bond, o agente 007, no cinema, depois transformou-se num dos mais importantes atores da história recente do cinema, com mais de 60 filmes no currículo, embora não tenha entrado num set de filmagem desde 2003.
Fotos Divulgação
 O astro visto aqui em 1964, incorporando James Bond e, em 2007, numa festa em Los Angels
Toinho de Passira Fontes: Estadão , News Scotsman, Portal Terra, Daily Mail
Thomas Sean Connery, o sir Sean Connery, completou 80 anos nesta quarta-feira (25). Um dos maiores atores de Hollywood, o veterano acumula mais de 60 filmes no currículo. Vários são da série 007, na década de 1960 e 1970, na qual interpretou o primeiro James Bond, o agente secreto mais famoso do mundo.
O astro teve sua primeira oportunidade na carreira artística em um musical. Nesta época, ele foi o terceiro colocado no concurso de Mister Universo, que lhe abriu portas para os palcos e televisão. Chegou a fama internacional por James Bond. De lá pra cá não parou mais. Um detalhe é que Sean Connery começou a perder os cabelos aos 21 anos e em todos os filmes de James Bond atuou de peruca.
Connery comemorou seu 80º aniversário em sua casa em Lyford Cay, nas Bahamas. Seus patrícios sonham que ele volte a residir na Escócia. Ele diz que só voltará quando seu país estiver inteiramente independente do julgo inglês. |
Connery nasceu em Edimburgo, na Escócia. Após abandonar seu personagem mais famoso, estrelou outros grandes sucessos como O Nome da Rosa, Os Intocáveis, Indiana Jones e a Última Cruzada, Highlander II - A Ressurreição, Armadilha, A Liga Extraordinária (seu último filme), dentre outros. Venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em Os Intocáveis, com Kevin Costner e Robert de Niro, em 1987, em uma cerimônia em que foi aplaudido de pé. Por sua contribuição às artes cinematográficas e ao Império Britânico, o ator foi intitulado sir pela Rainha Elizabeth II, em 2000. Connery se mantém afastado dos cinemas desde A Liga Extraordinária (2003), que apesar do sucesso entre o público, foi considerado um fracasso comercial. Para justificar o sumiço, ele afirmou que estava se dedicando a escrever um livro sobre sua vida. O astro foi casado por onze anos com a atriz australiana Diane Cilento, com quem teve um filho. Foi um relacionamento conturbado, o que levou a atriz a escrever uma autobiografia relatando que o ator era um péssimo marido. Desde 1975, o veterano está casado com a artista franco-tunisiana Michelline Roquebrune. James Bond foi a principal inspiração para que os diretores George Lucas e Steven Spielberg criassem o herói Indiana Jones. Em sua homenagem, Connery foi o escolhido para viver o pai do herói em Indiana Jones e a Última Cruzada, interpretado por Harrison Ford. Lucas disse na época que o astro foi o homem que inspirou a criação do filme, o que o deixou muito honrado. Outra curiosidade é que Sean Connery foi a principal escolha dos diretores para participar de filmes como Matrix e O Senhor dos Anéis, mas se recusou por não entender os roteiros. É considerado até hoje, de acordo com pesquisas de várias revistas, um dos homens mais sexy do mundo.
Foto: Divulgação
Cena do filme “From Russia with Love” contracenando com Daniela Bianchi. Durante a sua infância, ele trabalhou como leiteiro, pedreiro, polidor caixão, modelo nu e salva-vidas. Ele tem duas tatuagens pequenas em seu braço direito, uma diz "Scotland forever", a outra "Mum and Dad." (Papai e mamãe). Ambas foram feitas quando serviu na Marinha aos 16 anos de idade. Lembrar que James Bond, o personagem, também é da marinha. Veja Sean Connery, no papel de James Bond, nos momentos iniciais do sucesso Goldfinger
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CHILE Mineiros chilenos ficarão no subsolo até o Natal
“Tirem-nos logo deste inferno”, pedem mineiros presos, após desabamento de uma mina, no interior do Chile, ao seu presidente. O que eles não sabem é que os técnicos declararam, que a previsão mais otimista, é que eles sejam resgatados no final do ano
Foto: Getty Images
 As imensas máquinas de perfuração trabalham na operação de resgate para libertar 33 mineiros presos em San Esteban, na mina de ouro e cobre, no estado de Copiapó, 800 km ao norte de Santiago. Um trabalho que requer muita perícia e paciência.
Toinho de Passira Fontes: Estadão , La Terceira, The New York Times
O presidente chileno, Sebastián Piñera, conversou na terça-feira por um interfone com alguns dos 33 mineiros soterrados a 688 metros de profundidade numa mina do Chile há 19 dias, que lhe pediram para ser resgatados "deste inferno" o mais rápido possível e não ser abandonados.
Luis Urzúa, um chefe de turno que está liderando o grupo, contou a Piñera o que aconteceu no dia 5, quando ocorreu o acidente. Em seguida, ele fez um emotivo apelo: "Estamos esperando que todo o Chile faça força para que nos tirem daqui no dia 18", festa nacional que este ano coincide com o bicentenário.
Foto: Hector Retamal/AFP-GettyImages
 O presidente Piñera exibe feliz uma mensagem dos mineiros, que a principio se imaginava tivessem morrido
"Vocês não estarão sozinhos nem um só momento. O governo e todo o país estará com vocês. Quero que saibam que suas famílias serão acompanhadas e apoiadas", disse Piñera. Mais reconfortados, os mineiros chegaram a brincar com o presidente e pedir uma garrafa de vinho.
A perfuratriz Strada 950, que deve cavar o duto para resgatar os mineiros chegou ontem ao local do desmoronamento. Com isso, tem início uma nova fase no drama dos mineiros, que, segundo as autoridades, não se encerrará em menos de quatro meses. Esse é o tempo estimado para que a máquina abra um duto de aproximadamente 70 centímetros de diâmetro, pelo qual serão içados os mineiros.
Foto: Martin Bernetti/AFP-Getty Images
 O governo sugere que os parentes dos 33 mineiros que voltem aos seus afazeres, pois sua presença no local, só faz tumultuar os trabalhos e causam stress aos operários soterrados.
Ontem, especialistas analisaram a topografia do terreno e começaram a preparar a plataforma de concreto que sustentará a máquina de 30 toneladas, que pode escavar de 8 a 15 metros por dia. O engenheiro Andrés Sougarret, que comanda os trabalhos, disse que a perfuração deve começar em dois dias. Até o momento, duas sondas atingiram a galeria onde os mineiros estão. Uma terceira deve chegar em breve ao local.
"A primeira sonda será para a entrega de alimentos. A segunda, para nos comunicarmos. A terceira, permitirá uma melhora na ventilação", disse o engenheiro, que confirmou que o problema de ventilação é a razão pela qual os mineiros não estão usando o refúgio de emergência, como se supunha.
Os 33 mineiros ficaram presos após um desabamento, no dia 5. No domingo, após 17 dias sem contato e com poucas esperanças de encontrar alguém com vida, uma sonda retornou à superfície com um bilhete exibido pelo presidente Sebastián Piñera: "Estamos bem, no refúgio, os 33." No primeiro contato - uma câmera captou imagens de nove deles -, os médicos se surpreenderam com as boas condições de saúde. Eles contaram que comiam duas colheres de atum, meia xícara de leite, um biscoito e dois pêssegos em calda a cada 48 horas, mas que a comida acabaria ontem.
Foto: La Tercera
 O kit de sobrevivência, que os médicos e especialistas estão enviando aos mineiros, através de tubos. Alimentos, álcool gel, comprimidos de omeprazol, escovas de dentes, colírios etc.
Imediatamente, os médicos enviaram uma solução com glicose, comprimidos de omeprazol, para evitar úlceras, álcool em gel para impedir infecções causadas por fungos, escovas de dentes, colírio e curativos oculares, já que muitos se queixaram de irritação em razão da poeira.
Para coordenar as ações, o próprio ministro da Saúde, Jaime Mañalich, foi ao local. Ele disse que a dieta dos mineiros deve ser rigorosamente controlada para que ninguém engorde tanto a ponto de não passar pelo buraco que será aberto e produza o mínimo possível de excrementos. Todos deverão fazer exercícios abdominais para suportar a subida.
Outra preocupação é o estado psicológico dos mineiros, que ainda não sabem que terão de esperar até o Natal para ser resgatados. O governo confirmou que pediu ajuda à Nasa, agência espacial dos EUA, pois, segundo Mañalich, "a situação dos mineiros é semelhante à dos astronautas que ficam meses enclausurados em estações espaciais". A Nasa não descarta a possibilidade de enviar um especialista em alimento de astronautas ao Chile.
Foto: Roberto Candia/Associated Press
 Crianças e adultos sofrem e fazem parte do drama dos seus parentes presos na mina
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ELEIÇÕES 2010 Verdade sobre Pernambuco exposta no Jornal Nacional
Em alguns poucos minutos, o Jornal Nacional exibiu dados sobre Pernambuco que não estão nas campanhas eleitorais. Com o Brasil, Pernambuco é mostrado na TV, pelos partidos que governam o estado e o Brasil, como a oitava maravilha do mundo. Como Dilma, a mentira tem pernas curtas
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ELEIÇÃO 2010 Frangos tiram Maluf da eleição?
Embora tramitem contra o deputado Paulo Maluf processos diversos, de coisas cabeludas, como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, remessa ilegal para o exterior, nada disso tem atrapalhado a sua vida política. Porém, uma pequena condenação, por superfaturamento, na compra de frangos, nos tempos em que era prefeito, acabou por tirá-lo da disputa pela reeleição para Deputado Federal, por enquanto, enquadrado pela Lei da Ficha Limpa.
Fotomontagem Toinho de Passira sobre foto de Lalo de Almeida/Folha Imagem
 Paulo Maluf: “Só Deus me tira da vida pública”. “Eu tenho 43 anos de vida pública e não tenho nenhuma condenação penal”. “Eu continuo candidato na certeza de que fui o homem publico que mais realizou por este Estado”. “Ninguém tem a ficha mais limpa que eu no Estado de São Paulo”.
Toinho de Passira Fontes: Folha de São Paulo , Zero Hora, Congresso em Foco
Por quatro votos a dois, os juízes do TRE decidiram enquadrar o deputado Paulo Maluf (PP-SP) na Lei da Ficha Limpa
Os magistrados consideraram que a condenação no TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo pelo suposto envolvimento em uma compra de frangos superfaturada pela prefeitura da capital paulista à época em que Maluf era prefeito serve como argumento para barrá-lo.
O presidente do tribunal, Walter de Almeida Guilherme, que votou contra Maluf, disse no julgamento que a Lei da Ficha Limpa “é um avanço para a moralização dos hábitos políticos, pouco antes de votar pelo indeferimento”.
Em nota enviada à imprensa, a assessoria do deputado diz: Paulo Maluf teve dois votos a favor, no julgamento do TRE, de dois eminentes juizes. A matéria, portanto, é controversa.
Os advogados de Maluf vão recorrer ao TSE, conforme permite a lei. Paulo Maluf é candidato a deputado federal.
O julgamento da candidatura de Maluf nesta segunda começou com a apresentação de uma impugnação ao registro da candidatura de Maluf com base na Lei da Ficha Limpa feita pela Procuradoria Eleitoral e pelo advogado Adib Abdouni, que também defende o delegado Protógenes Queiroz (PC do B), candidato a deputado federal, fez uma comparação entre os dois: “é a caça e o caçador”.
Na última sexta-feira (20), o juiz do TRE-SP Mário Devienne Ferraz suspendeu a propaganda de Protógenes a pedido de Maluf. A propaganda mostrava a prisão de Maluf em 2005, que aconteceu durante uma investigação conduzida pelo delegado da Polícia Federal.
Maluf foi impugnado pela lei aprovada neste ano, que considera “fichas-sujas” os políticos condenados por órgãos colegiados da Justiça, em geral cortes estaduais.
A impugnação foi motivada pela condenação no Tribunal de Justiça de São Paulo por suposta participação em uma compra de frangos superfaturada. Ao todo, ele responde a quatro procedimentos criminais no STF --um inquérito e três ações penais.
O mais antigo deles, a ação penal 458, começou na Justiça de São Paulo em 2001 e poucos se arriscam a dizer quando será concluído. Refere-se à acusação do Ministério Público de São Paulo de que Maluf, à frente da prefeitura paulistana (1993-1996), fraudou o orçamento para gastar mais no seu último de governo, deixando para o seu sucessor um rombo de R$ 1,2 bilhão.
Os outros casos tiveram origem em investigações do Ministério Público que apontaram desvios de recursos públicos da construção do túnel Ayrton Senna e da Avenida Roberto Marinho.
Um deles levou à prisão preventiva de Maluf por 40 dias em 2005.
No último dia 27 de julho, o TJ-SP rejeitou um recurso da defesa de Maluf, que buscava cassar a condenação do congressista pela suposta participação no caso dos frangos.
Não se pode comemorar com satisfação total esse embaraço malufista, como tantos outros, ele vai obter uma liminar e concorrer ao pleito. Esse imbróglio todo só vai ser julgado depois das eleições.
 A ficha de Maluf é mais suja que poleiro de frangos
Tememos que essa euforia de fazer valer a lei da “Ficha Limpa” para barrar os candidatos condenados por um colegiado, que já colocou centenas de políticos condenados, disputando eleições sob liminar, com uma espada sobre a cabeça, com sério risco de ver sua diplomação como candidato ser negada, venha a se transformar numa enorme frustração popular.
Até agora o Supremo Tribunal Federal debruço-se sobre o tema. A Lei da ficha limpa, em nossa opinião, infelizmente, tem vícios que pode fazê-la ser considerada inconstitucional pelos ministros do STF.
Ainda o STF pode alterar a forma como ela vem sendo interpretada pelos TREs do país, alegando que só poderão ser considerados “ficha suja”, os que forem condenados após a sua promulgação.
No momento a Lei vem fazendo estragos na tropa dos “fichas sujas” em todo o país.
Segundo o site “Congresso em Foco”, os dados embora parciais, já são alentadores: O TRE do Ceará barrou 29 candidaturas, Rondônia, com 24, Minas Gerais (16), Pará (12) e Paraíba (12), Rio de Janeiro (11), Acre (10), São Paulo (60) e Alagoas (7). O Espírito Santo, Goiás e Paraná têm seis candidatos barrados cada. Já os tribunais de Mato Grosso, Piauí e Rio Grande do Sul negaram, individualmente, o registro de cinco candidaturas. Encerram a lista Mato Grosso do Sul (4), Santa Catarina (4), Amapá (3), Bahia (3), Distrito Federal (3), Pernambuco (3), Tocantins (3) e Sergipe (2).
Muita gente falta ainda ser julgada, o que poderá ocorrer só depois das eleições. O frustrante é que candidato como Paulo Maluf que é puxador de votos, tendo concorrido ao pleito, mesmo impedido de assumir o mandato, pela Lei da Ficha Limpa, os seus votos servirão para eleger deputados da sua legenda.
Destaque-se que caso ficasse sem mandato, Paulo Maluf perderia o “foro privilegiado” e começaria a ser julgado em qualquer tribunal, não apenas no STF, o que poderia ser devastador para ele.
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 ANGELI- Folha de São Paulo (SP)
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ESTADOS UNIDOS Movimento Internacional do Go Topless
Mulheres protestam pelo direito de andar em publico de peito nu, como os homens
Foto: Natasha Garyali/Voice of Santa Monica
 Mulheres do do Go Topless desfilando em Miami. O detalhe é que os homens que apóiam o movimento desfilam vestindos de sutiãs.
Toinho de Passira Fontes: Anorak , Voice of Santa Monica, Laweekly, Midia News, Blog de Sidney Rezende, Go Topless
Neste domingo, em várias cidades americanas ocorrem passeatas de mulheres, na chamada “Topless Parede”, ou “Go Topless”, que reivindica desde 2007 o direito de sair na rua da mesma forma como os homens, ou seja, sem camisa.
Foto: JamesCastle/Flickr

O movimento é sério e exige, assim como o direito já conseguido de votar, o de caminhar com “as tetas ao léu”, como dizem os portugueses, sem serem importunadas.
Por que os homens podem ficar com o peito exposto e as mulheres ao fazerem estão sujeitas a prisões e processos?
Como era de se esperar, diante de um movimento dessa envergadura toda a equipe do “thepassiranews” com o maior entusiasmo apóia o movimento. Inclusive assinou a petição de apoio no site do Go Topless, e recomendo que se acesse e apoie o movimento.
Foto: Natasha Garyali/Voice of Santa Monica

Sem sombra de dúvidas esse tema deve entrar no debate dos presidenciaveis. Os futuros parlamentares poderia também sugerir que apoiavam o movimento do Go Topless no Brasil.
Foto: Natasha Garyali/Voice of Santa Monica
 É importante, mais que a reforma tributária e a reforma política que o nosso parlamento transforme essa justa pretensão feminina em lei, permitindo que as mulheres, dos outros, fiquem em público sem sutiã.
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BRASIL – RIO DE JANEIRO Manhã de medo na Cidade Maravilhosa
Uma perseguição policial acabou com a invasão de um grupo de bandidos, num um hotel de luxo, em São Conrado, onde havia 1.500 hospedes entre os quais 300 estrangeiros. Os bandidos fizeram 35 reféns, mas acabaram se rendendo após negociação. Apesar do medo e do pânico, apenas uma pessoa morreu, uma mulher, que pertencia ao grupo de traficantes. Obviamente por causa desses fatos a violência no Rio acabou virando manchete nos jornais e sites de todo o mundo
Foto: El Pais/AFP
 IMAGEM DO RIO - Essa foi a imagem do Rio exibida pelos principais sites do mundo. O hotel Intercontinental transformado em zona de guerra.
Toinho de Passira Fontes: O Globo , Extra, BBC Brasil, The New York Times, O Globo, El Pais, Chicago Tribune
O Estado do Rio de Janeiro é um dos mais violentos do Brasil, registra a cada ano mais de 40 mil assassinatos, gerando uma taxa anual de 23,8 homicídios a cada 100 mil habitantes, na América latina só perde para a Caracas, na Venezuela.
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Dissipado os primeiro momentos após o dia de violência vivido no Rio de Janeiro, no último sábado, quando bandidos perseguidos pela polícia, entraram no Hotel Intercontinental, um cinco estrelas, em São Conrado, começam a surgir versões que tenta explicar o estranho incidente, comentando pelos mais importantes órgãos de imprensa do mundo. Segundo o jornal O Globo, uma operação não autorizada pelo comando da Segurança Pública feita por 12 policiais militares, para tentar prender o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o ”Nem”, chefe do tráfico nas favelas do Vidigal e da Rocinha, estaria por trás da manhã de terror vivida neste sábado por centenas de turistas e moradores de São Conrado. Os policiais do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 23º BPM (Leblon) foram informados da presença do bandido na Favela do Vidigal, ainda de madrugada. O traficante “ “Nem”” estaria em uma festa acompanhado de ao menos 60 traficantes armados com fuzis, metralhadoras e pistolas. Ele chegou à favela por volta de 5h, anunciando bebida de de graça para os cúmplices e moradores. Ao deixar a comunidade, às 7h15m, os policiais - todos à paisana - tomaram um dos acessos da Avenida Presidente João Goulart, principal ligação entre a Avenida Niemeyer e o alto do morro, e ficaram esperando, escondidos.
Foto: Cleber Junior/Extra
 BANDIDOS PRESOS NA OPERAÇÃO: - Esses são os bandidos que haviam feitos reféns e foram presos pela polícia, após negociação e as armas que conduziam
Surpreendidos pelos PMs, “Nem” e seu bando, que seguiam em comboio para a Favela da Rocinha, reagiram a tiros. A intensa troca de tiros aconteceu por volta das 7h30m.
Moradores do Vidigal confirmaram que “Nem” e seus cúmplices estavam numa festa no alto da favela, no final da Avenida João Goulart, uma das principais ruas da comunidade. Segundo fontes do GLOBO, “‘Nem” e seus cúmplices obrigaram a dois motoristas de Vans, do Vidigal, que os transportassem até a Rocinha, quando o grupo cruzou com policiais militares e começou o tiroteio.
Segundo o coronel Paulo Henrique Moraes, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), há suspeitas de que “Nem” tenha se ferido durante o confronto, mas a polícia não sabe de seu paradeiro.
Na ação, 35 pessoas foram feitas reféns. Entre elas havia cinco hóspedes estrangeiros do Hotel Intercontinental.
Foto: Domingos Peixoto/O Globo
 Adriana Medeiros, que tinha um mandato de prisão expedido pela Justiça e trabalhava para o tráfico da Rocinha foi a única vítima fatal do confronto
Duas pessoas ficaram feridas. Elas foram socorridas e levadas para o Hospital Miguel, Couto na Gávea.
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CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS
CHRIS BROWNE - Hagar, o horrível 014



Veja arquivo das publicações anteriores de HAGAR
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BRASIL O machão Dado Dolabella continua batendo em mulher
Agora foi legalmente expulso de casa por agressão a sua esposa, com que é casado há menos de um ano e com quem tem um filho de oito meses. Há apenas 16 dias, o ator foi condenado por empurrões que machucaram Luana Piovani e a camareira Esmê
Foto: Revista Contigo
 VIOLENTO SÓ COM MULHERES - Nunca se soube que Dado Dolabella tenha se envolvido numa briga com gente do tamanho dele. Só bate em mulher.
Toinho de Passira Fontes: O Dia , Extra, Virgula, Extra
O músico e ator Dado Dolabella voltou as manchetes por seu comportamento troglodita. Mais uma de suas vítimas buscou o amparo da justiça, para se proteger de suas agressões. A juíza da 1ª Vara de Família da Barra da Tijuca, Maria Cristina de Brito Lima, determinou que ele saísse de casa com base no pedido feito pela sua mulher, a publicitária Viviane Sarahyba, que o acusa de agredi-la, pondo fim a um casamento que durou 11 meses.
Na decisão da magistrada, pesou o fato de, há 16 dias, o artista já ter sido condenado a dois anos e nove meses de prisão, em regime aberto, por ter agredido a ex-namorada Luana Piovani e a camareira Esmeralda de Souza, a Esmê.
“O réu costumeiramente comporta-se de maneira agressiva com mulheres, sendo, inclusive, recentemente condenado pela agressão sofrida por uma de suas ex-namoradas”, afirmou a juíza.
A magistrada escreveu ainda que, no pedido de separação de corpos feito por Viviane, ela apresentou “farta documentação que comprova que vem sofrendo agressões físicas” de Dado. “Determino o afastamento do lar conjugal de Carlos Eduardo Bouças Dolabella Filho, podendo ele retirar do local e levar consigo apenas seus bens de uso pessoal e documentos”, ordenou.
 O casamento de Dorabella e Viviane Sarahyba só durou 11 meses, agredida a mulher pediu separação de corpos.
No entanto, o advogado da publicitária, Sérgio Arthur Calmon Du Pin e Almeida, garantiu que Viviane não vai criar problemas para Dado na polícia. “Ela não registrou queixa na delegacia e não pretende mover qualquer processo sobre agressão contra o Dado. O que ela deseja agora é um acordo. Ninguém tem sede de litígio e, sim, de paz”, afirmou.
Dado teria agredido Viviane durante as brigas do casal, que aconteciam por Viviane reclamar de festas do ator que varavam a madrugada. De acordo com amigos, ele chegou a jogar a mulher na piscina depois de uma discussão. Segundo o advogado, Viviane está triste com a separação e vai ficar com o filho do casal, que tem apenas oito meses. “É um momento de luto”, disse Calmon.
Dado Dolabella vive dizendo que deseja propagar a paz, mas sua história nega isso. As acusações de agressão feitas pela mulher, Viviane Sarahyba, são só o episódio mais recente de uma novela repleta de cenas de socos e pontapés.
Foto: Arquivo
 Duas das vítimas de Dorabella, Luana Piovani e Wanessa Camargo
O primeiro relacionamento amoroso que lhe trouxe problemas foi com Wanessa, filha de Zezé di Camargo. Em uma briga na rua, em 2002, ele foi fotografado puxando os cabelos da cantora.
Luana Piovani moveu processo contra ele, também por agressão, na época em que namoravam. No último dia 4, o resultado: Dado foi condenado a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto. A camareira da atriz, Esmeralda de Souza, processa o ator pelo mesmo motivo.
Devido as atitudes grosseiras de Dado, a atriz Andreia Horta, não aceita mais gravar cenas com ele |
Ao ser entrevistado por João Gordo na MTV, em 2003, protagonizou momentos lamentáveis de troca de xingamentos e agressões. O episódio virou fenômeno na Internet. Na ocasião, levou uma marreta ao programa e destruiu parte do cenário. Até com a Velha Guarda da Portela ele teve problemas. Alterado depois de ter bebido demais, insultou integrantes da escola, atrasou o desfile e impossibilitou que vários membros desfilassem no Carnaval de 2005. Na Rede Record, emissora em que é funcionário, o ator também teria causado problemas durante as gravações da novela ‘Chamas da Vida’. Ele e a atriz Andreia Horta se desentenderam e não aceitaram mais gravar cenas juntos. Está na hora de algum psiquiatra aconselhar Dado parar de se vingar das mulheres, por inveja da sua condição feminina, começar a se relacionar sexualmente com homens como ele, com quem poderá trocar socos e carinhos à vontade. Se Viviane Sarahyba resolver processá-lo por agressão ele pode perder o benefício, da prisão em regime semi-aberto, e passar uma temporada recolhido na cadeia. Quem sabe, por lá, não encontra um amor a altura de seu comportamento.
| Dona Esmê: 'Todo mundo sabe que ele bateu em outras namoradas'
Dona Esmê, de 65 anos, machucada por Dollabela ao tentar ajudar Piovani a se defender das agressões dele Foto: Custodio Coimbra/Ag. O Globo |
Esmeralda de Souza, a camareira agredida por Dado Dolabella, falou sobre a condenação do ator a 2 anos e 9 meses de detenção em regime fechado, por agredir a idosa e sua ex-namorada, Luana Piovani. Dona Esmê, como é conhecida, mostrou não ter papas na língua quando o assunto é o ator da Record. Ao ser perguntada se achou a pena do ator pesada demais, ela foi categórica: “Pesada é a mão dele, que empurrou e machucou Luana e quebrou meus dois pulsos.” Esmê se rasgou em elogios a Luana: “Ela é uma mulher de fibra e coragem. E foi a única que teve a coragem de denunciar o Dado. Todo mundo sabe que ele bateu em outras namoradas, que preferiram ficar caladas. A Luana, não”, disse, sem querer citar os nomes das exs agredidas. Esmeralda completou anteontem 65 anos e, durante a conversa com a coluna, lembrou dos três meses em que ficou com os dois braços engessados por conta da agressão de Dado. “Não pude trabalhar por três meses. As consultas médicas foram pagas pela produtora Primeira Página, que fez a peça ‘Pássaro da noite’, que a Luana encenou. Agora, as 12 sessões de fisioterapia quem pagou fui eu. Quando eu tive que fazer aplicações de raio laser, preferi parar porque era caro demais”, conta. Dado, que ganhou um prêmio de R$ 1 milhão da Record, não ajudou em nada no tratamento. “Recebi um ramalhete de flores dele com um cartão. Pedi para jogarem as flores fora e dei o cartão para o meu advogado. No cartão, ele dizia que eu não conhecia ele, que ele era uma boa pessoa. Ele que não me conhece. Eu já sabia da fama dele há muito tempo.” E Dona Esmê continua: “Eu escutei no meio artístico que a Pepita (Rodrigues, mãe de Dado) estava me ajudando no tratamento. Isso não é verdade. Isso nunca aconteceu.” Na última sexta, Francis Piovani, mãe de Luana, visitou dona Esmê. “Ela só me deu um longo abraço. E não precisou me dizer mais nada.” A pergunta que não quer calar: Por que raios os advogados de dona Esmê não pediu uma indenização de Dado para pagara o tratamento de Don Esmê? Por que Luana Piovani não bancou o tratamento da corajosa senhora, que investiu contra Dado tentando proteger a estrela global e foi arremessada longe, pelo machão Dolabella?
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BRASIL Belo Monte será 'uma vergonha'?
*Belo Monte vai custar quase uma Itaipu e mais vai gerar anualmente menos de um quarto do que Itaipu produz. É o pior projeto na história de aproveitamentos hidroelétricos no Brasil. Uma vergonha para a engenharia brasileira. Uma espoliação aos cofres públicos, uma agressão a natureza, uma vitória das empreiteiras. Não é por acaso que o Greenpeace a apelidou de “Belo Monte de Merda”. Essa é mais uma herança maldita do governo Lula.
Foto: Reuters
 *Uma vista aérea da aldeia da tribo Bacajá , da etnia Chicrin, nas margens do rio Bacajá, um dos afluentes do rio Xingu, a 220 km de Altamira, Pará. Natureza, homens e bom senso, agredidos pela presença inconveniente da improdutiva e desnecessária da quarta maior barragem do mundo, em tamanho, mas uma das menos produtivas do país.
Washington Novaes Fonte: Estadão
O projeto de implantação da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, torna ainda maior a perplexidade diante da indiferença, surdez mesmo, com que os órgãos do governo federal envolvidos no projeto recebem as numerosas exigências de esclarecimentos que a sociedade tem feito.
Na sexta-feira da semana passada, enquanto índios, ribeirinhos, pequenos agricultores e pescadores, além de especialistas da Universidade do Pará, manifestavam sua inconformidade com o projeto - e chegavam, os acadêmicos, a afirmar que ele não é necessário nem mesmo em termos de energia -, anunciava o Ministério de Minas e Energia (amazônia.org, 13/8) que o contrato de concessão para a "usina de 11.233 MW" pode ser assinado ainda este mês, ou seja, antes mesmo que o Ibama conceda a licença de instalação.
Também se anunciava que o contrato de concessão com 11 construtoras - agora incluindo três das maiores do País - "terá seu valor reduzido em cerca de R$ 4 bilhões, para R$ 15 bilhões" (Estado, 15/8). Ou seja, o valor estimado da obra já passou de R$ 9 bilhões para R$ 15 bilhões, para R$ 19 bilhões, para R$ 30 bilhões e agora retorna a R$ 15 bilhões.
Que precisão! Quanta confiabilidade desperta no cidadão que paga impostos e no contribuinte dos fundos sociais que bancarão os custos!
Em artigos anteriores neste espaço já foram mencionados muitos argumentos que questionam a obra. A começar pela sua desnecessidade, deduzida de estudo da Unicamp/WWF que mostra a possibilidade de o Brasil poder ganhar metade da energia que consome hoje se fizer programas de conservação e eficiência energética, redução das perdas nas linhas de transmissão e repotenciação de geradores antigos.
A subestimação dos custos ambientais, sociais e financeiros da obra na licitação. A superestimação - apontada por um painel de 38 especialistas - do potencial da usina, onde a produção poderá cair para apenas 1 mil MW na estiagem. A destinação de praticamente toda a energia ao setor de eletrointensivos exportados, que exige subsídios.
O próprio Ipea, que pertence ao governo federal, em seu Boletim Regional, Urbano e Ambiental de julho de 2009, questiona projetos como esse, que não contribuem "para reduzir desigualdades regionais e sociais, não internalizam todos os custos, contribuem para o inchaço de cidades desprovidas de infraestruturas, para o desflorestamento, para perdas da diversidade biológica e cultural, para redução do fluxo hídrico, para a geração de contaminantes do solo, da água e do ar".
Nada disso comove. O ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão chegou a atribuir a "intenções demoníacas" tais questionamentos. E o presidente da Empresa de Pesquisas Energéticas, Maurício Tolmasquim, continua a afirmar (Estado, 28/7) que o País precisa agregar 63 mil MW à sua potência instalada, em cinco anos - embora o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues diga (Estado, 11/6) que o Brasil desperdiça energia equivalente a três usinas de Belo Monte com o não-aproveitamento do bagaço de cana.
Agora, mais um grave questionamento. A edição de junho/julho de 2010 do Jornal do Instituto de Engenharia de São Paulo traz, em duas páginas, uma "Opinião" na qual afirma que "a construção do referido aproveitamento hidrelétrico está longe de ser do interesse nacional". Com base em números expostos pelo engenheiro Walter Coronado Antunes, ex-presidente da Sabesp e ex-secretário de Obras e Meio Ambiente do Estado, mostra o boletim que em anos de vazões mínimas, nos meses de julho a dezembro, estas podem ficar entre 444 m3 e 1.417 m3 por segundo; nos anos de vazão média, nesses mesmos meses, elas podem situar-se entre 1.066 m3 e 3.730 m3 por segundo.
Surge o primeiro problema, já que é preciso manter vazão mínima de 1 mil m3/segundo no leito original do Rio Xingu para "assegurar a sobrevivência das populações ribeirinhas indígenas e não indígenas ali radicadas". Para tanto será indispensável que funcionem seis máquinas da casa de força complementar, com o uso de vazão total de 1.920 m3/segundo. Mas as vazões previstas tanto para anos de vazão média quanto de vazão mínima não asseguram a manutenção do fluxo mínimo do rio necessário para aquelas populações.
Chega-se a um quadro complicado: "Nos anos de vazões médias a casa de força complementar, nos meses de agosto a novembro, será obrigada a gerar energia com todas as suas turbinas, a plena carga, para manter as vazões aceitáveis ambientalmente no trecho morto da Grande Curva do Rio Xingu"; nesses meses "a casa de força principal não terá água para funcionar nenhuma turbina (estarão parados os 18 grupos de turbinas-geradores, no total de 11 mil MW)"; por isso, "nos anos em que ocorrerem vazões mínimas, Belo Monte será desastroso; durante oito meses a água não será suficiente para acionar a plena carga nem mesmo a casa de força complementar; ficarão paradas todas as unidades geradoras da casa de força principal, com 11 mil MW de potência instalada, durante esses oito meses"!
E a "conclusão final" é de que, com o custo de implantação de Belo Monte chegando a pelo menos três quartos do custo de implantação da Usina de Itaipu, mas gerando "apenas um quarto da produção anual de Itaipu (...), não é possível viabilizar-se a construção do aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte, em razão da sua baixíssima produtividade, sem que o Tesouro Nacional seja levado a investir, a fundo perdido, por meio das empresas públicas que compuserem a parceria público-privada que for vencedora do leilão e operação do pior projeto de engenharia da história de aproveitamentos hidrelétricos do Brasil e talvez da engenharia mundial. Uma vergonha para nós, engenheiros".
É grave, muito grave. Não podem continuar sem resposta os questionamentos. Principalmente este, partindo de um órgão que expressa pensamento da engenharia.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda, ao texto original
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ELEIÇÕES 2010 A verdade sobre Dilma, a verdadeira
Está é a candidata quando ainda tentava funcionar sem marqueteiro
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Brasil Prefeito baiano inventa enchente e recebe verba federal
O prefeito de Guaratinga, cidade baiana, a 390 km de Salvador, Ademar Pinto Rosa do PMDB, decretou situação de emergência no município, obteve assim R$ 2 milhões de recursos federais, que aplicou em obras que seriam tocadas sem licitação, quando foi desmascarado pelo promotor, que constatou que não chove forte na cidade há mais de cinco meses
Foto: Arquivo
 Chuvas encantadas que só o Prefeito peemedebista Ademar Pinto, viu
Toinho de Passira Fontes: A tarde , Rede Imprensa Livre, O Globo
Na cidade baiana de Guaratinga praticamente não choveu em junho, mas o Prefeito do município, Ademar Pinto Rosa do PMDB, alegou que a cidade sofreu enchentes entre os dias 15 a 17 de junho e decretou situação de emergência.
Segundo o Ministério Público, a fraude foi cometida para obter R$ 2 milhões de recursos federais, aplicados em obras a serem feitas sem licitação.
A tramóia só foi descoberta porque o promotor Bruno Gontijo Teixeira desconfiou e pediu informações ao Instituto Nacional de Meteorologia, que confirmou que o volume de água no período, na região, foi praticamente zero.
Foto: Joá Souza/Agência A Tarde
 Ponte sobre o córrego do Maitá, foi declarada atingido pela enchente mas está danificada há anos, dizem os moradores
A situação de emergência foi decretada no dia 22 de julho. Segundo o prefeito, a chuva forte - de 280 milímetros - caiu nos dias 15, 16 e 17 de junho, causando deslizamento de encostas, alagamento de ruas, destruição de residências, riscos de desabamentos, destruição de pontes, bueiros e estradas vicinais. Segundo o Inmet, não choveu no dia 15, nem no dia 17 e no dia 16 foi de apenas 0,2 mm.
"Chuvas que não existiram', diz o promotor."Tudo não passou de um engodo".
Ruas do centro da cidade, incluídas entre as obras, nunca tiveram calçamento ou saneamento básico. Uma moradora diz que não chove forte no local há alguns meses.
Foto: Arquivo
 A área do município de Guaratinga pertencia à Capitania de Porto Seguro, criada pela Coroa Portuguesa em 1534
A empresa contratada sem licitação foi a J.A.C.L. Construções Ltda-EPP. O contrato previa a reconstrução de 10 casas, duas pontes e 50 km de estradas vicinais, além de recuperar seis mil metros quadrados de calçamento. Para o promotor, "pode-se perceber com muita clareza que a decretação do 'estado de emergência' é um falacioso argumento para a realização da fraudulenta dispensa licitatória".
O MP ajuizou contra o prefeito uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Se condenado, ele terá de ressarcir os valores e poderá ter seus direitos políticos suspensos.
A prefeitura está liminarmente proibida de fazer uso do recurso por determinação do juiz Tibério Coelho Magalhães, titular de Guaratinga. O magistrado acatou ação civil pública do Ministério Público Estadual (MP-BA) e determinou, dia 5 deste mês, que o contrato da prefeitura com a empresa JACL Construções Ltda. EPP, que realizaria as obras de recuperação das áreas que teriam sido danificadas, fosse suspenso.
Foto: Luciano Pereira
 EXPERTALHÃO - O prefeito Ademar Pinto Rosa do PMDB, já foi flagrado tentando se dá bem, anteriormente: o Tribunal de Contas dos Municípios, mandou que ele devolvesse o dinheiro gasto com publicidade autopromocional, R$ 10 mil, feita com verba do município no exercício de 2009.
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VENEZUELA A censura aos jornais venezuelanos
Ontem, um dos principais jornais da Venezuela, El Nacional, estampava na primeira página um espaço em branco onde estava escrito a palavra censura. Há um mês das eleições legislativas, a justiça impede que a violência no país, seja registrada pela imprensa, pois este é um dos pontos mais prejudiciais ao governo Chávez, que segundo as pesquisas, corre sérios riscos de perder a maioria legislativa no pleito do próximo mês. A ordem foi judicial, mas todo mundo sabe que o presidente Chávez está por trás de mais essa excrescência
Primeiras páginas do jornal “El Nacional”
 EL NACIONAL - Primeira página do dia 13 de agosto, com estarrecedora foto de cadáveres e a primeira página de ontem, 19 de agosto, censurada pela justiça de Chávez
Toinho de Passira Fontes: AFP , EPA, Jornal do Brasil, Misionlandia, El Nacional, Folha Online, Folha Online, Portal Terra, Veja, Tal e Cual
O jornal venezuelano El Nacional acatando a decisão de um tribunal de Caracas não publicou informações ou fotos sobre episódios de violência. Optou por deixar espaços em branco em sua edição desta quarta-feira, preenchidos apenas pela palavra "censurado" impressa em letras vermelhas.
"Estamos censurados. Isso é inconstitucional e atenta contra a liberdade de expressão", protestou Miguel Henrique Otero, editor de El Nacional em uma entrevista.
A decisão do tribunal 12 de Caracas, emitida na véspera, proíbe ao jornal "a publicação de imagens, informações e publicidade de qualquer tipo de conteúdo com sangue, armas, mensagens de terror, agressões físicas que aticem conteúdos de guerra e mensagens sobre mortes e assassinatos".
Foto: El Nacional
 A POLÊMICA FOTO - Vários corpos espalhados pelo necrotério. A legenda dizia: Mortos sem dignidade.
A decisão aconteceu pouco dias depois de El Nacional, duro crítico do governo, ter colocado em sua primeira página uma polêmica foto que mostrava inúmeros corpos no necrotério de Caracas.
"Se aqui houvesse uma foto, vocês veriam um pai chorando por um filho que morreu", afirma a legenda de um dos espaços em branco publicados na edição de hoje.
Outra sentença do mesmo tribunal estende a proibição a todos os meios impressos do país de publicar por um mês "imagens violentas, sangrentas, grotescas, acontecidos ou não, que de uma forma ou outra vulnerem a integridade psíquica e moral das crianças".
"Promovem a censura na imprensa", afirmou na manchete o jornal Tal Cual, que também publicou nesta semana na primeira página a polêmica foto do necrotério de Caracas.
Em Caracas, há 50 mortes violentas a cada final de semana e em todo o país os assassinatos foram mais de 16.000 em 2009, segundo cifras extraoficiais que tornam a Venezuela no país mais violento da região.
O tema está no centro do debate político nos últimos dias, ante as cruciais eleições legislativas de 26 de setembro, nas quais o governo aspira manter pelo menos dois terços da maioria, embora essas pretenções periguem de acordo com as pesquisas.
Segundo a sentença, a imprensa escrita "deve abster-se de realizar publicações de imagens violentas, sangrentas, grotescas, que de uma forma ou de outro vulnerem a integridade psíquica e moral das crianças".
A Defensoria do Povo e o Conselho de Direitos da Criança anunciaram igualmente que abririam ações judiciais contra El Nacional.
Foto: Reuters
 O presidente Chávez aparentemente não teria nada a ver com a censura, que teria sido de origem judicial, mas a promiscuidade do governo e o poder judiciário é tal, que ninguém tem dúvidas que a justiça agiu por ordem do presidente para determinar a proibição.
Chávez também se referiu à fotografia do necrotério e às críticas pela crescente insegurança na Venezuela, ao afirmar que "há uma manipulação politiqueira e pornográfica do tema da violência e da criminalidade".
"Este tema da violência, do crime, converteu-se num fator antirrevolucionário de peso", acusou Chávez, insistindo em que o "problema da segurança é um assunto mundial".
Há alguns dias, o presidente também criticou a transmissão no canal CNN do documentário "Os guardiões de Chávez", realizado por uma televisão espanhola, que falava da violência em Caracas e a suposta presença de guerrilheiros colombianos na Venezuela.
Não é a primeira vez que Chávez enfrenta a imprensa. Em 2007, a popular emissora de televisão RCTV saiu do ar porque o governo não renovou sua concessão e, há um ano, trinta emissoras de rádios foram fechadas pela mesma razão.
Da mesma forma, a justiça iniciou recursos administrativos contra o canal de notícias Globovisión, que Chávez chama de "terrorista midiático", e ameaçou fechá-lo em várias oportunidades.
O governo de Chávez não publica cifras da violência há anos e é a imprensa que todas as semanas divulga estatísticas baseando-se no número de corpos que chegam aos necrotérios do país.
 O editor do jornal Nacional, Miguel Henrique Otero, disse que a intenção da polêmica era a de "causar um choque para que as pessoas reajam ante a violência".
"Sua publicação chamou a atenção da sociedade, de uma maneira gráfica e oportuna, sobre uma realidade que se tornou cotidiana", considerou David Natera, presidente do Bloco da Imprensa Venezuelana, que agrupa os donos de jornais e revistas.
Diante da polêmica criada, vendo o presidente Chávez que a censura estava mais lhe prejudicando que as fotos, determinou que o tribunal voltasse a trás. Assim o Tribunal 12 de Mediação e Substanciação de Caracas "deixou sem efeito" a medida preventiva que tinha tomado na terça-feira passada "no que se refere a todos os meios impressos", mas a manteve para o diário Tal Cual, de Caracas.
O editor do jornal El Nacional, Miguel Henrique Otero, assegurou em entrevista que a proibição continua para todas as publicações, o que "viola a Constituição e o direito à liberdade de expressão".
O Editorial do jornal Tal e Cual, de hoje, resume a questão dizendo que “todas as pesquisas de opinião dos últimos anos, registraram que o principal problema que preocupa a população venezuelana é crescente inseguridade. As estatísticas de homicídios, seqüestros, furtos e roubos indicam que estamos diante de uma situação muito complexa que precisa ser abordada com seriedade”
 O chargista Weil, do jornal venezuelano "Tal e Cual", retrata Hugo Chávez como um coturno falante
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ESTADOS UNIDOS – IRAQUE Brigadas de combate dos EUA deixam o Iraque
As últimas tropas de combate dos Estados Unidos no Iraque estão deixando o país ocupado, antes do previsto para sua retirada. A última brigada já atravessou a fronteira que separa o Iraque do Kuwait, cerca de sete anos após a invasão liderada pelos norte-americanos, para derrubar o ditador iraquiano, Saddam Hussein. Com a saída desse grupo, os Estados Unidos que ocupou o país desde 2003, quando teve início a “Operação Liberdade Iraquiana”, considera a missão de combate no Iraque, terminada, embora 50 mil militares ainda vão permanecer no país.
Foto: Maya Alleruzzo/Associated Press
 A 4ª Brigada da 2ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, nas primeiras horas desta quinta-feira, começou a travessia da fronteira Iraque-Kuwait
Toinho de Passira Fontes: AFP , DCI, The New York Times, Opera Mundi, Iraq Body Count, BBC Brasil
A última brigada de combate dos Estados Unidos deixou o Iraque nesta quinta-feira, mas 50.000 soldados americanos permanecerão no país para treinar as Forças Armadas iraquianas.
"Os últimos soldados cruzaram a fronteira por volta das 6H00 (0H00 de Brasília)", declarou à AFP o tenente-coronel Eric Bloom, porta-voz militar americano, quase sete anos e meio depois da invasão liderada por Washington e após a morte de centenas de milhares de pessoas.
"É a última brigada de combate, o que não quer dizer que não existam mais tropas de combate no Iraque", acrescentou o porta-voz.
"Ainda restam alguns dias para limpar e preparar os equipamentos, alistá-los para o envio e depois partir para os Estados Unidos", completou Bloom.
Foto: Maya Alleruzzo/Associated Press
 Os 360 veículos e 1.200 soldados precisaram de dois dias para viajar até a fronteira a partir de Camp Liberty, nas proximidades de Bagdá, e Camp Taji, na zona norte da capital. Os outros 4.000 oficiais já haviam deixado o país de avião.
O capitão Russell Varnado, de Camp Arifjan, uma base 70 km ao sul do Kuwait, indicou à AFP que as tropas se preparam para retornar em breve para casa, mas sem revelar a data precisa.
O Kuwait abriga, no deserto perto da fronteira com o Iraque, vários acampamentos militares americanos e uma base naval, que foram utilizados durante a invasão do Iraque em 2003.
Quase 56.000 soldados americanos continuam no Iraque, mas o número vai cair a 50.000 até 1º de setembro.
Foto: David Leeson
 O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que está cumprindo sua promessa eleitoral de terminar a guerra no Iraque e completar a retirada de milhares de soldados do país. "Ao final desse mês, teremos tirado 100 mil soldados do Iraque e nossa missão de combate terminará".
. Nesta data, Washington dará por encerrada a missão de combate e passará a uma de treinamento e assessoria das tropas iraquianas. A missão americana mudará seu nome de "Operação Liberdade Iraquiana" para "Operação Novo Amanhecer".
Os 6.000 soldados restantes estão espalhados por todo o país, segundo a capitã Sarah Baumgardner, porta-voz do exército.
"Continuaremos com nossa retirada responsável até alcançá-la em 1º de setembro", afirmou o general Stephen Lanza ao canal MSNBC.
Lanza destacou que o objetivo passará "de operações de combate para operações de estabilização".
Foto: Reuters
 A operação "Liberdade Iraquiana" começou em 20 de março de 2003 durante a Presidência de George W. Bush com a justificativa de que o regime do falecido ditador Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. Na época, a ONU (Organização das Nações Unidas) não apoiou a invasão norte-americana e grande parte da comunidade internacional condenou a guerra.
Os 50.000 militares americanos que permanecerão no Iraque deverão deixar o país no fim de 2011 em virtude de um acordo assinado pelos dois países em novembro de 2008.
O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, destacou a MSNBC o que chamou de "momento histórico", mas ressaltou que o compromisso de Washington no Iraque é sólido e de longo prazo.
ONG Iraq Body Count, calcula que entre 97 mil e 106 mil iraquianos morreram desde a invasão. |
"Não o fim de algo, e sim uma transição para algo diferente", declarou Crowley, no momento em que a emissora exibia imagens de veículos blindados cruzando a fronteira.
O conflito no Iraque, que matou a 4.400 americanos e resultou em gastos de um trilhão de dólares, tem um "custo elevado", segundo Crowley.
Em um documento com data de 18 de agosto, disponibilizado no site da Casa Branca, o presidente Obama celebra o fim da missão de combate, sem fazer referência à data de saída das últimas unidades de combate.
A O comandante do Estado-Maior iraquiano, general Babaker Zebari, advertiu que a retirada total do exército americano no fim de 2011 será prematura, porque na opinião dele as forças nacionais não terão condições de garantir plenamente a segurança do país antes de 2020.
A retirada acontece no momento em que o Iraque passa por uma profunda crise política: cinco meses depois das eleições legislativas, os dois principais partidos políticos não chegam a um acordo para formar um novo governo.
Foto: Associated Press
 De acordo com o exército norte-americano, 4.419 membros foram mortos em combate no Iraque
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PROGRAMA ELEITORAL SERRA É MAIS SAÚDE PARA OS BRASILEIROS
Só pelo programa de saúde, José Serra merece ser eleito presidente do Brasil. Mais ele pretende fazer muito mais pelo nosso país
Em cada canto do Brasil tem realização de José Serra. O melhor Ministro da Saúde que o Brasil já teve está pronto pra cuidar de novo da saúde dos brasileiros. Foi ele quem tirou do papel os genéricos, quem criou os Centros de Reabilitação para portadores de deficiência e os mutirões da saúde em todo o Brasil. O Brasil já sabe: Serra Presidente é mais saúde pros brasileiros.
Fonte: Blog Democratas |
OPINIÃO Segunda ameaça
“Como a História já cansou de demonstrar, democracia não significa apenas eleições periódicas. A manipulação da vontade do eleitor, o uso de meios ilícitos, o abuso do governante ameaçam a liberdade, tanto quanto um ato institucional.” – diz Mirian Leitão
Foto: Reuters
 *O governo Lula está usando a máquina pública para tentar se perpetuar pondo no seu lugar a companheira guerrilheira. “Isso mina, desqualifica e põe em perigo a democracia”
Miriam Leitão Fonte: Coluna de Mirian Leitão
O Brasil perderá esta eleição, independentemente de quem vença, se ficarem consagrados comportamentos desviantes assustadoramente presentes na política brasileira. Uso de um fundo de pensão para construir falsas acusações contra adversários, funcionários da Receita acessando dados protegidos por sigilo, centrais de dossiês montados por pessoas próximas ao presidente.
A cada eleição, fatos estarrecedores têm sido aceitos como normais na paisagem política, e eles não são aceitáveis. Quando a Polícia Federal entrou no Hotel Ibis, em São Paulo, em 2006, e encontrou um grupo com a extravagante quantia de R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo tentando comprar um dossiê falso, havia duas notícias.
Uma boa: a PF continuava trabalhando de forma independente.
A ruim: pessoas da copa, cozinha, churrasqueira e campanha do presidente da República e do candidato a governador pelo PT em São Paulo estavam com dinheiro sem origem comprovada e se preparando para um ato condenável.
A pior notícia veio depois: eles ficaram impunes.
Nesta eleição, depoimentos e fatos mostram que estão virando parte da prática política, principalmente do PT, a construção de falsas acusações contra adversários, o trabalho de espionagem a partir da máquina pública, o uso político de locais que não pertencem aos partidos.
As notícias têm se repetido com assustadora frequência.
O verdadeiro perigo é que se consagre esse tipo de método da luta política. A democracia não é ameaçada apenas quando militares saem dos quartéis e editam atos institucionais.
Ela corre o risco de avacalhação para usar palavra recente do presidente Lula, quando pediu respeito às leis criminosas do Irã.
Sobre o desrespeito às leis democráticas brasileiras, Lula não teme processo de avacalhação pelo visto. A Receita Federal não presta as informações que tem o dever de prestar sobre os motivos que levaram seus funcionários a acessarem, sem qualquer justificativa funcional, os dados da declaração de imposto de renda do secretáriogeral do PSDB, Eduardo Jorge.
Nem mesmo explica como os dados foram vazados de lá. Se a Receita não divulgar o que foi que aconteceu, com transparência, ela faz dois desserviços: sonega ao país informações que têm o dever de prestar antes das eleições; mina a confiança que o país tem na instituição, porque sua direção está adiando, por cumplicidade eleitoral, a explicação sobre o que houve naquela repartição.
Nas últimas duas semanas, a Veja trouxe entrevistas de pessoas diretamente ligadas ao governo e que trabalham em múltiplos porões de campanha.
O que eles demonstram é que aquele grupo de aloprados do Ibis não foi um fato isolado. Virou prática, hábito, rotina no Partido dos Trabalhadores. Geraldo Xavier Santiago, ex-diretor da Previ, contou à revista que o fundo de pensão, uma instituição de poupança de direito privado cuja função é garantir a aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil, era usada para interesses partidários. Com objetivos e métodos escusos.
Virou uma central de espionagem de adversários políticos.
Agora, é o sindicalista Wagner Cinchetto que fala de uma central de produção de espionagem e disparos contra adversários; não apenas tucanos, mas qualquer um que subisse nas pesquisas.
Esse submundo é um caso de polícia, mas há outros comportamentos de autoridades que passaram a ser considerados normais nas atuais eleições. E são distorções.
Não é normal que todos os órgãos passem a funcionar como ecos do debate eleitoral, usando funcionários pagos com os salários de todos nós, estruturas mantidas pelos contribuintes. Todos os ministérios se mobilizam para consolidar as versões fantasiosas da candidata do governo ou atacar adversários, agindo como extensões do comitê de campanha. Isso é totalmente irregular. Na semana passada, até o Ministério da Fazenda fez isso. Um relatório que é divulgado de forma rotineira, virou palanque e peça de propaganda, com o ministro indo pessoalmente bater bumbo sobre gráficos manipulados para ampliar os feitos do atual governo e deprimir os do anterior.
O que deveria ser técnico virou politiqueiro; o que deveria ser prestação de contas e análise de conjuntura virou peça de propaganda.
Um governo não pode usar dessa forma a máquina pública para se perpetuar; órgãos públicos não são subsedes de comitês de campanha; fundos de pensão não são central de fabricação de acusações falsas; o governo não pode usar os acessos que tem a dados dos cidadãos para espionar. Isso mina, desqualifica e põe em perigo a democracia. Ela pressupõe a neutralidade da máquina mesmo em momentos de paixão política. Nenhuma democracia consolidada aceitaria o que acontece aqui. A Inglaterra acabou de passar por uma eleição cheia de paixões em que o governo trabalhista perdeu por pouco, mas não se viu lá nada do que aqui está sendo apresentado aos brasileiros com naturalidade, como parte da disputa política.
Crime é crime. Luta política é um embate de propostas, estilos e visões. O perigoso é essa mistura. Como a História já cansou de demonstrar, democracia não significa apenas eleições periódicas. A manipulação da vontade do eleitor, o uso de meios ilícitos, o abuso do governante ameaçam a liberdade, tanto quanto um ato institucional.
*Acrescentamos subtítulo, imagem e legenda ao texto original
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BRASIL George Soros livrou-se das ações da Petrobras
Temeroso do futuro da petrolífera brasileira, o maior investidor do mundo, vendeu todas as ações da empresa. Os papeis comuns da Petrobras representavam a maior participação de uma única empresa no fundo de Soros e valiam 405 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2010. O fundo de Soros já foi o maior investidor privado individual na Petrobras. Do início do ano até ontem, as ações preferenciais da Petrobras desvalorizaram 23%.
Foto: Getty Images
 DESMONTANDO A PETROBRAS - O uso irresponsável da estatal para fins políticos, pelo governo Lula, abrigando companheiros sem qualificação, em postos chaves da petrolifera, numa gestão, considerada pelos investidores como temerária, acabaram por desacreditar um dos maiores patrimônios brasileiros
Toinho de Passira Fontes: Estadão , Portal Exame, Brasil Economico, Folha de São Paulo, The New York Times, Reuters, Estadão, SOS Pré-Sal
As incertezas sobre a capitalização da Petrobras levaram o bilionário americano George Soros a se desfazer de todas as suas ações da estatal brasileira. Em relatório enviado à Securities and Exchange Comission (SEC, a comissão de valores mobiliários americana), o Soros Fund Management declarou que em 30 de junho não tinha mais nenhum papel da companhia em sua carteira.
O fundo de Soros já foi o maior investidor privado individual na Petrobras, mas vinha reduzindo sua participação desde o início do ano. Em dezembro, tinha 36,8 milhões de ações da estatal, por meio de American Depositary Receipts (ADRs), o equivalente a 1,45% no capital social da companhia. No balanço entregue à SEC, em março, estava com 14,9 milhões de ações, o equivalente a 0,17% do capital social.
A empresa era tida também como maior aposta do fundo comandado pelo megainvestidor, diante da potencial valorização após a descoberta do pré-sal. Desde o início do ano, porém, as ações da Petrobras acumulam queda de mais de 23%, por causa de dúvidas no mercado sobre a capitalização. Na semana passada, o banco UBS rebaixou os papéis da empresa, recomendando a investidores que os vendam.
Foto: Reuters
 PULANDO FORA - George Soros não acredita mais no futuro da Petrobras
O húngaro George Soros(foto), hoje radicado nos Estados Unidos, ficou conhecido na década de 90 pelas suas atividades enquanto especulador, e chegou a ganhar US$ 1 bilhão em um único dia apostando contra o Banco Central da Inglaterra.
Nos Estados Unidos, ficou famoso por ter doado montantes elevados para tentar que o presidente George W. Bush não fosse reeleito.
George Soros, anunciou em dezembro, que vai investir US$ 1 bilhão do seu próprio dinheiro em tecnologia de energias limpas, a fim de combater as mudanças climáticas, informou o jornal britânico "The Guardian".
Ele também vai criar uma organização para táticas sobre emissões, que vai receber um investimento anual de US$ 10 milhões nos próximos dez anos.
Apesar do porta voz da Soros Fund Management, ter se negado a comentar o assunto, para não afundar ainda mais a empresa, o sinal que o investidor está nos mandando é que a, desastrada gestão política, está pondo em risco, a maior empresa estatal do país e a quarta maior petrolífera de capital aberto do mundo.
 SÍMBOLO DA NOVA PETROBRAS - O navio plataforma P-33 exibe claros sinais de corrosões, foi interditada por oferecer sérios riscos de Segurança
A deterioração da Petrobras ocorre a olhos vistos. Enquanto busca bilhões no mercado para se capitalizar, e empreender a aventura do pré-sal, as notícias sobre ela, são cada vez mais preocupantes. O jornal Valor econômico, noticiou que o nível de endividamento da Petrobras está muito perto do limite de 35% autoimposto pela companhia. Ao fim do segundo trimestre deste ano, o indicador ficou em 34,74%, conforme os dados de dívida líquida e patrimônio líquido divulgados pela estatal.
As agências de classificação de risco já disseram que o índice de 35% não é mágico. Mas os principais executivos da Petrobras usaram esse limite diversas vezes para defender a urgência da capitalização da empresa, prevista agora para setembro. O argumento é que a nota de crédito da companhia ficaria ameaçada caso essa barreira seja rompida.
Em menos de um mês, três plataformas da Petrobras instaladas na Bacia de Campos, no norte do estado do Rio de Janeiro, apresentaram problemas. O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense informou nesta quarta que a plataforma P-31, no Campo de Albacora, tem falhas de segurança e de conservação, o que colocaria em risco a vida dos petroleiros que trabalham na unidade.
Na semana passada, a plataforma P-33 foi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a P-35 sofreu um princípio de incêndio.
Depois de denunciar o estado de má conservação da P-31, o diretor de comunicação do Sindipetro NF, Marcos Breda, afirmou que a intenção é dar segurança aos trabalhadores e revelou que o sindicato quer a interdição da unidade.
“Há vários problemas na P-31, inclusive nas tubulações de óleo e gás, que precisam de reparos definitivos e não provisórios. Temos uma série de denúncias sobre a deterioração dos equipamentos também. O caso é semelhante ao da P-33. Além disso, existe a possibilidade de interdição da plataforma, pois o pedido do sindicato foi nesse sentido.”
Nesta segunda-feira, 12 plataformas da Petrobras aderiram à operação padrão de segurança “Chega de Contar com a Sorte”, promovido pelo Sindipetro do norte fluminense. Durante a operação, os trabalhadores fazem todos os procedimentos de segurança, antes de qualquer atividade na empresa.
 PETROBRAS À DERIVA - Essa é mais uma herança maldita a ser deixada pelo governo Lula.
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Alceu Valença canta "Como dois animais” de Alceu Valença
COMO DOIS ANIMAIS Alceu Valença
Uma moça bonita De olhar agateado Deixou em pedaços Meu coração Uma onça pintada E seu tiro certeiro Deixou os meus nervos De aço no chão...
Mas uma moça bonita De olhar agateado Deixou em pedaços Meu coração Uma onça pintada E seu tiro certeiro Deixou os meus nervos De aço no chão...
Foi mistério e segredo E muito mais Foi divino brinquedo E muito mais Se amar como Dois animais...
Meu olhar vagabundo De cachorro vadio Olhava a pintada E ela estava no cio E era um cão vagabundo E uma onça pintada Se amando na praça Como os animais...
Uma moça bonita De olhar agateado Deixou em pedaços O meu coração Uma onça pintada E seu tiro certeiro Deixou os meus nervos De aço no chão...
Foi mistério e segredo E muito mais Foi divino brinquedo E muito mais Se amar como Dois animais...
Meu olhar vagabundo De cachorro vadio Olhava a pintada E ela estava no cio E era um cão vagabundo E uma onça pintada Se amando na praça Como os animais Se amando na praça Como os animais... |
ELEIÇÕES 2010 Na estante de Dilma o livro do anti-Lula Diogo Mainardi
Dilma deu uma entrevista no cenário onde grava o seu programa eleitoral. É uma sala decorada por estantes e livros distribuídos casualmente para dar a entender que a candidata tem o hábito da boa leitura. A jornalista Denise Madueño, do Estadão descobriu na falsa coleção de livros, um exemplar de “Lula é minha Anta”, do jornalista Diogo Mainardi, o mais ferrenho e odiado critico dos petistas. Não é uma maravilha?
Foto: Elza Fiúza/ABr
 A candidata no cenário cheio de livros, para simular intelectualidade , acabou virando vexame
Toinho de Passira Fontes: Coturno Noturno , Blog do Reinaldo Azevedo, Veja
o livro de Mainardi, flagrado pelo fotógrafo Celso Júnior, da Agência Estado, entre os livros do cenário de Dilma |
Lula é minha Anta, o livro do crítico mais mordaz e ácido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e considerado inimigo número um dos petistas na imprensa, jornalista Diogo Mainardi, tem espaço garantido no cenário do programa de TV da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Entre Mutações, o livro autobiográfico da atriz norueguesa Liv Ullmann, a preferida do diretor Ingmar Bergman, e um exemplar da Constituição brasileira, o livro de Mainardi está exposto em um dos móveis que compõem a sala de uma casa montada no estúdio de gravação do programa eleitoral da candidata petista. O leitor que escolher o livro de Mainardi na “biblioteca” da sala de Dilma encontrará trechos críticos a Lula e ao governo que a petista pretende herdar. “O Brasil já era ruim antes de Lula. Com ele ficou ainda pior”, diz um dos textos do livro. O cenário de gravação do programa se parece com uma casa da “nova classe média”, na definição feita pela candidata em entrevista no estúdio no fim de semana. Os livros estão dispostos com cuidadosa displicência em meio a objetos de decoração e porta-retratos. A literatura é variada. Dos Estados Unidos, com o escritor ganhador do Prêmio Nobel William Faulkner e do livro Armas, Germes e Aço, do vencedor do prêmio Pulitzer Jared Diamond, à Inglaterra de Shakespeare. A historiadora Juliet Barker está presente com o livro Agincourt, sobre a guerra travada entre dois exércitos desiguais em 1415, com vitória da Inglaterra. Os temas vão de moda à economia, passando por livros didáticos de geografia, matemática, química, biologia e enciclopédias. Nas estantes da sala, há muitos livros sobre arte, um guia da Espanha, uma coleção de seis livros com contos de Machado de Assis, uma edição especial da obra infantil completa de Monteiro Lobato, poemas de Manuel Bandeira, o best seller O Símbolo Perdido, de Dan Brown, em meio a livro de informática para concurso público. Reinaldo Azevedo no seu blog diz está enciumado, por não ter sido encontrado entre os exemplares da biblioteca, o seu “O País dos Petralhas”? A está altura está revisando todas as estantes, olhando os livros enquanto demitem o cenógrafo, que comprou livro a metro e espalhou pelas prateleiras.
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Trecho do Livro “LULA É MINHA ANTA” de Diogo Mainardi
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Passei o ano todo amolando Lula. Dediquei-lhe mais de trinta artigos. Prometi derrubá-lo em 2005. Fracassei. Prometo derrubá-lo em 2006. Chegaram a atribuir motivos ideológicos à minha campanha contra o presidente. Não é nada disso. Tentei derrubá-lo por esporte. Há quem pesque. Há quem cace. Eu não. Prefiro tentar derrubar Lula. Ele é minha anta. Ele é minha paca. O fato é que atirei tanto, e em tantas direções, que acabei atingindo um monte de alvos. Virei o cacique Cobra Coral do parajornalismo.
O cacique Cobra Coral é um espírito que, segundo aqueles que o encarnam, conseguiu prever o 11 de Setembro, o tsunami, a data exata do ataque americano a Bagdá e o paradeiro da filha de Silvio Santos. Como se não bastasse, ele está à frente da Tunikito Corporation, que usufrui benefícios fiscais para atuar no ramo dos seguros de vida e no do aluguel de automóveis importados. Eu não tenho automóveis importados para alugar. Mas ninguém pode dizer que não previ a ruína de Lula.
2005 acabou. O que vai sobrar deste ano, felizmente, não é a canalha política, e sim a história pessoal de cada um de nós.
MINHA VIDA DE COIOTE
Lula é o Papa-Léguas. Eu sou o Coiote. Por quatro anos, imitei o desenho animado. Recorri a todas as artimanhas para capturar a presa: catapultas, foguetes, patins a jato, elásticos gigantes, tintas invisíveis, rochas desidratadas, comprimidos de terremoto. Nada deu certo. Lula sempre conseguiu escapar. E depois de escapar, como o Papa-Léguas, grasnou aquele estridente bip-bip em minha orelha, assustando-me e fazendo-me cair num abismo, em geral com uma pedra de dez toneladas na cabeça.
O maior achado do desenho animado de Chuck Jones é sua absoluta essencialidade. Os dois protagonistas, mudos, confrontam- se num panorama deserto, onde só há pedras e cactos, cujos espinhos terminam invariavelmente fincados na pele do Coiote. O Papa-Léguas é uma besta primária, um oportunista microcéfalo perfeitamente adaptado ao seu meio, que sabe apenas fugir e se esquivar das ciladas preparadas pelo Coiote. O Coiote, por sua vez, é a caricatura do humanista otário que acredita no triunfo da racionalidade, do conhecimento, do engenho humano, da lei, do progresso social, da tecnologia. E é repetidamente punido por causa disso. Se o Coiote é Lamarck, o Papa-Léguas é Darwin. Se o Coiote é o humanista Settembrini, o Papa-Léguas é o jesuíta Naphta. Se o Coiote é Bouvard e Pécuchet, o Papa-Léguas é a tempestade que devasta sua lavoura.
A comicidade do Coiote e do Papa-Léguas não está na variedade das piadas. Pelo contrário: está no repisamento infinito da mesma piada. O Coiote prepara uma armadilha. O Papa- Léguas passa incólume por ela. O Coiote se revolta e cai na própria armadilha. Quando se recupera de seus efeitos calamitosos, prepara outra armadilha, num ciclo interminável.
Chuck Jones definiu o Coiote como um fanático, citando o filósofo George Santayana, para quem “um fanático é aquele que redobra seu empenho quando já esqueceu seu objetivo”. Foi a fórmula que, semana após semana, tentei plagiar aqui na coluna. Com Lula no papel do Papa-Léguas e eu, no do Coiote. Chuck Jones dirigiu episódios do desenho animado de 1949 a 1965. Eu resisti bem menos. Depois de quatro anos, com dezenas de artigos sobre o Papa-Léguas lulista, o esquema se desgastou. No ano que vem, mudo definitivamente de assunto. Até lá, espero concluir algumas das histórias a que me dediquei no último período: do meu processo contra Lula, que já está no STF, à denúncia de que ele possui uma conta num paraíso fiscal. Da ação popular que pretendo mover contra a empresa de seu filho, que arrendou ilegalmente um canal de TV, à revelação de novos casos de financiamento ilícito ao PT.
O resultado de meu esforço será o mesmo de sempre. O Papa- Léguas passará por mim a toda velocidade, buzinando seu bipbip. Eu, estupidamente, tentarei descobrir o que deu errado em meus planos e, de uma hora para outra, me verei caindo num abismo. Mas não ria. Porque você cairá junto comigo. |
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ELEIÇÕES 2010 Dilma esconde seu passado de terrorista e assaltante?
Quando é conveniente a guerrilheira e candidata Dilma diz que participou da luta armada pela redemocratização do país, que foi presa e torturada. Uma matéria da revista Época, desta semana, revela que a guerrilheira, além dos dois maridos oficiais em três anos, não confirma não desmente sua participação em assaltos, atos terroristas, no roubo ao cofre de Adhemar de Barros e se, nesse período teve contato com organizações de esquerda de outros países da América Latina, como, por exemplo, as FARC
Foto: Getty Images
 Cheira mal, o passado guerrilheiro da candidata Dilma, por isso ela o esconde com tanta determinação
Toinho de Passira Fonte: Época
Segundo a revista Época, entre 1967 e 1970, pelos processos da Justiça Militar, a estudante Dilma Rousseff combateu os militares, no poder, como uma das líderes de uma das organizações que pegaram em armas contra o Governo
Em outubro de 1968, o Serviço Nacional de Informações (SNI) produziu um documento de 140 páginas sobre o estado da “guerra revolucionária no país”. Registrava a atividade de grupos de esquerda promovendo ações armadas contra o regime. O relatório lista assaltos a bancos, atentados e assassinatos.
Em Minas Gerais, o SNI se preocupava com um grupo dissidente da organização chamada Polop (Política Operária). O texto afirma que reuniões do grupo ocorriam em um apartamento na Rua João Pinheiro, 82, em Belo Horizonte, onde vivia Cláudio Galeno Linhares. Entre os militantes aparece Dilma Vana Rousseff Linhares, descrita como “esposa de Cláudio Galeno de Magalhães Linhares (‘Lobato’). É estudante da Faculdade de Ciências Econômicas e seus antecedentes estão sendo levantados”.
Durante os cinco anos em que essa máquina funcionou com maior intensidade, de 1967 a 1972, a militante Dilma Vana Rousseff (ou Estela, ou Wanda, ou Luiza, ou Marina, ou Maria Lúcia) se casou duas vezes, militou em duas organizações clandestinas que defendiam e praticavam a luta armada, mudou de casa frequentemente para fugir da perseguição da polícia e do Exército, esteve em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, adotou cinco nomes falsos, usou documentos falsos, transportou armas e dinheiro obtido em assaltos, aprendeu a atirar, deu aulas de marxismo, participou de discussões ideológicas, foi presa, diz ter sido torturada, processada e encarou 28 meses de cadeia.
Hoje candidata do PT à Presidência da República, Dilma fala pouco sobre esse período. ÉPOCA pediu, em várias ocasiões nos últimos meses, uma entrevista a Dilma para esclarecer as dúvidas que ainda existem sobre o assunto.
Todos os pedidos foram negados. Na última sexta-feira, a assessoria de imprensa da campanha de Dilma enviou uma nota à revista em que diz que “a candidata do PT nunca participou de ação armada”.
“Dilma não participou, não foi interrogada sobre o assunto e sequer denunciada por participação em qualquer ação armada, não sendo nem julgada e nem condenada por isso.
Dilma foi presa, torturada e condenada a dois anos e um mês de prisão pela Lei de Segurança Nacional, por ‘subversão’, numa época em que fazer oposição aos governos militares era ser ‘subversivo’”, diz a nota.
Ou seja, oficialmente Dilma não participou da luta armada e foi presa apenas porque era da oposição. Querem enganar quem? Segundo a revista Época Dilma foi denunciada, criminalmente, por chefiar greves e assessorar assaltos a banco.
Claro que se o passado guerrilheiro e terrorista de Dilma fosse glorioso e respeitável, estaria nas primeiras páginas de sua biografia e não escondido nos escaninhos nebulosos do seu passado impublicável.
A revista Época elenca algumas dúvidas na trajetória de Dilma, que gostaria de esclarecer, mas não obteve resposta:
1. Dilma estava armada no momento em que foi presa? 2. Que tipo de treinamento com armas ela fez? 3. Que papel Dilma teve no roubo do cofre de Adhemar de Barros? 4. Qual foi a extensão do papel de Dilma na organização de assaltos a bancos? 5. Como foi a participação do Congresso da VarPalmares? 6. Qual foi o envolvimento de Dilma nas greves operárias de Minas Gerais de 1968? 7. Dilma teve contato com organizações de esquerda de outros países da América Latina? 8. Dilma se arrepende de alguma atitude tomada naquele período? | Veja o texto completo publicado na revista Época |
HAITI - BRASIL Viúvas dos militares mortos lutam por direitos
Governo ainda não pagou as indenizações, aprovadas pelo congresso, as viúvas dos militares brasileiros mortos no Haiti. Entregues a própria sorte, estão indo a justiça, em busca dos direitos de indenizações junto a seguradoras que funcionam dentro dos quartéis, que se negam a considerar que os militares morreram de morte
Foto: Ricardo Stuckert/PR
 DESCASO COM AS FAMILIAS DOS HERÓIS - Presidente Lula durante cerimônia de honras fúnebres aos militares mortos no cumprimento do dever na Missão de Paz no Haiti, distribuindo medalhas, bandeiras e promessas ainda não cumpridas.
Toinho de Passira Fontes: ”thepassiranews” , Blog do Noblat
Num texto de Elio Gaspari, no Jornal “O Globo”, vê-se que o governo Lula sempre tão caridoso e prestativo com as vítimas estrangeiras de terremotos e catástrofes, não tem o mesmo cuidado, presteza e consideração quando estão envolvidas famílias brasileiras, como por exemplo, os filhos e viúvas dos militares que foram vitimados no terremoto no Haiti.
Comenta o jornalista que “..se o companheiro Obama fizer com as viúvas e os filhos dos soldados mortos nas suas guerras o que o governo de Nosso Guia está fazendo com as famílias dos 18 militares que morreram no terremoto do Haiti, sua carreira política estará encerrada.
Diante da catástrofe que matou 230 mil pessoas, os hierarcas de Brasília foram marqueteiramente impecáveis. Lula chorou durante a cerimônia da chegada dos primeiros esquifes, foi ao Haiti, percorreu ruínas e deu uma ajuda de US$ 15 milhões aos desabrigados. Além disso, anunciou que indenizaria com R$ 500 mil cada família de militar morto, mais um auxílio de R$ 510 mensais por filho em idade escolar. A iniciativa foi votada no Congresso e sancionada em junho.
Passaram-se sete meses da chegada dos mortos ao Brasil e dois da sanção. Cadê? Nenhuma viúva ou órfão recebeu um só centavo. Nem previsão há. Cada militar tinha direito a uma indenização de US$ 50 mil das Nações Unidas, sob cuja bandeira também serviam. Receberam no início de abril.
O Exército deu às viúvas o amparo devido e elas recebem pontualmente as pensões a que têm direito. Apesar disso, elas tinham mais a sofrer. Seus maridos pagaram regularmente por uma apólice de seguro de grupo vendida pelo Bradesco, por intermédio da Poupex, vinculada à Fundação Habitacional do Exército. Instituição privada, presidida por um general (da reserva), utiliza dependências militares para atender sua clientela. Confunde-se indevidamente com a instituição.
Na hora de receber o seguro, as viúvas foram informadas de que o contrato não previa pagamento em caso de terremoto. Por deferência do Bradesco, cada família receberia entre R$ 100 mil e R$ 250 mil, como se os maridos tivessem sofrido morte natural. Como um enfarte na praia. Elas sustentam que eles morreram num acidente, a serviço do país. Nesse caso, o valor do seguro dobra. Meu marido morreu fardado, diz uma senhora.
O Comando do Exército e o Bradesco (lucro de R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre) estão diante de uma encrenca. Primeiro, porque surgiram quatro viúvas valentes que resolveram lutar pelos seus interesses. Até aí, jogo jogado, pois a seguradora sustenta que seu direito é melhor que o delas e, se não estão satisfeitas, recorram à Justiça. Elas informam que pretendem fazer exatamente isso, até porque o caso foi enriquecido por uma curiosidade: dois militares mortos tinham apólices individuais das seguradoras do Itaú e da Amil. Nenhuma das duas opera dentro de quartéis, nem associa seu nome ao Exército. Ambas entenderam que seus clientes tiveram morte acidental, pagaram o que julgaram devido e não há queixas em relação a elas.
No governo do companheiro Obama, nada disso aconteceria, porque nenhum presidente dos Estados Unidos é maluco a ponto de permitir que se vendam ilusões financeiras em quartéis. Uma das coisas que melhor funcionam na burocracia americana é o seu Departamento de Veteranos, que não se mete com seguradoras privadas.
Vale lembrar que numa reportagem publicada pela revista britânica “Economist” , mês passado, está registrado que os recursos gastos pelo Brasil em ajuda humanitária e desenvolvimento no exterior podem chegar a US$ 4 bilhões por ano. O que até foi considerado um exagero.
* *”As viúvas dos militares do Haiti vão à luta” é o título original do texto de Elio Gaspari Acrescentamos comentários iniciais, imagem com legenda, título e subtítulo
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Roberto Carlos canta no Cassino do Chacrinha "Cama e Mesa” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos
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CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS
CHRIS BROWNE - Hagar, o horrível 013


Veja arquivo das publicações anteriores de HAGAR
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BRASIL Lula manda pescadores pescarem brioches
Para o presidente, os pescadores afetados por hidrelétrica devem substituir rios por tanques, deixando ecologistas apopléticos, mostrando como ele está distanciado da realidade do povo, só faltou citar a Rainha Maria Antonieta
Fotomontagem Toinho de Passira
 Maria Antonieta Lula da Silva
Toinho de Passira Fonte: Folha de São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que alegar prejuízo à população de peixes de um rio e aos pescadores não é mais um argumento válido para se impedir a construção de uma hidrelétrica por que a tecnologia permite hoje que se criem peixes em tanques e açudes.
"Às vezes um companheiro comenta o seguinte: eu moro na beira do rio, eu vivo de pesca e vai acabar todos os peixes do rio [se uma hidrelétrica for construída]. Hoje isso já não é mais verdade. Hoje o crescimento do conhecimento cientifico e a tecnologia moderna permitem que você crie qualquer tipo de peixe em qualquer lago, em qualquer tanque, em qualquer açude."
Lula fez a declaração durante visita às obras da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho (RO). O presidente argumentou ainda que criar peixes em cativeiro é mais rentável do que pescá-los na natureza.
"Quando uma dourada desova, de um milhão de ovas que ela coloca os predadores comem 999 mil, às vezes sobra 1, às vezes sobra 10, às vezes 15. A natureza trata de fazer com que outras espécies comam as ovas", disse
"Quando você cria isso num laboratório, de 10 mil ovas você pode fazer nascer 9.000 peixinhos. O produto reprodutor é muito mais seguro", completou.
Lula comparou ainda as vantagens da tecnologia usada na criação de peixes com o parto humano em um hospital. "A gente vai no hospital e faz um parto seguro com médico e enfermeira, ou a gente tinha o parto como eu nasci, no tempo da parteira, às vezes sem nenhuma assistência. A probabilidade de morrer era muito maior."
Primeiro há de se lamentar a competência da parteira de Caetés que o deixou sobreviver.
Depois há de se comentar que quando se parte para criar peixes em laboratório e se despovoam um rio. Algumas centenas de milhares de espécies que vivem de comer as ovas do peixe vão desaparecer. Quando não se completa o circulo vital, acaba ficando só uma besta, como Lula ensinando pescador a pescar, sem lembrar que para usar essa tecnologia, os pobres pescadores, vão ter que possuir terras para construir os açudes, contratar técnicos e comprar tecnologia.
Na verdade Lula está convivendo demais com os grandes empresários, pensando com os empreiteiros que constroem hidroelétricas, em qualquer lugar pensando apenas no lucro, esquecendo-se de como são e como vivem os pescadores artesanais. Só faltou imitar a rainha francesa, Maria Antonieta - mulher de Luís XVI, rei da França, que disse num momento burguês, bem mal interpretado:
"Se o povo está com fome e não tem pão, que coma brioche!" - Logo depois perdeu a cabeça na guilhotina.
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OPINIÃO O retorno de Fidel Castro
O texto que a blogueira cubana Yoani Sánchez escreveu para o Washington Post, sobre esse retorno do velho ditador a cena política e ao notíciario em Cuba
Foto: Reuters
 O velho Fidel, sem carisma, sem vitalidade, sem poder, não mete mais medo
Toinho de Passira Fontes: The Washington Post , Generacion Y, Shrif Images
A notícia do retorno de Fidel Castro à vida pública, após quatro anos de ausência, despertou fantasias e inquietações especialmente porque sua reaparição inesperada ocorre justamente no momento em que se aguarda com mais desespero as reformas do seu irmão Raúl, que herdou todos os seus cargos desde julho de 2006.
A volta dos famosos costuma se repetir com freqüência, tanto na vida real como na ficção, trate-se de Dom Quixote ou Casanova, King Kong, Elvis Presley ou Juan Domingo Perón. Também é recorrente a desilusão de quem comprova que todas aquelas coisas que se vão, como as andorinhas de Becker, não voltarão, ao menos como costumávamos recordá-las. Fidel Castro não está isento desse caráter frágil que o remake tem, dessa cota de desespero que se percebe nos que insistem em regressar.
Este ancião balbuciante de mãos trêmulas, nada tem a ver com aquele militar troncudo de perfil grego que de uma praça, onde um milhão de vozes recitava seu nome, proclamava leis que não haviam sido debatidas com ninguém, perdoava vidas, anunciava fuzilamentos ou pregava o direito dos revolucionários a fazerem a revolução. Pouco ficou do homem que durante horas ocupava a programação televisiva e mantinha no ar, do lado de cá da tela, todo um povo.
O grande improvisador de outros tempos reúne-se agora numa pequena sala de teatro com um público de jovens, lendo para eles um resumo das suas últimas reflexões - já publicadas na imprensa - e ao invés de induzir aquele pavor que fazia tremer os mais bravos, provoca na melhor das hipóteses uma terna compaixão. Uma jovem jornalista lhe faz uma pergunta complacente e demonstra publicamente um desejo: Deixe-me dar-lhe um beijo. O que aconteceu com aquele abismo que nenhuma audácia se atrevia a saltar?
Um sinal significativo de que a volta de Fidel Castro aos microfones não é bem vista é que nem sequer seu próprio irmão quis lhe fazer eco em seu mais recente discurso ante o parlamento, dos sombrios augúrios que lançou sobre a inevitabilidade de um próximo conflito militar, cujo cenário pode ser a Coréia do Norte ou Iran e cujo desenlace fatal será - segundo seus vaticínios - a conflagração nuclear. Muitos analistas apontam o fato de que o Líder Máximo apenas se digna a olhar os inumeráveis problemas do seu país, limitando-se a ver a palha no olho alheio, sejam os problemas ambientais do planeta, o esgotamento do capitalismo como sistema ou estas recentes predições bélicas. Outros observam em sua aparente indiferença pelo acontecer cubano, um sinal velado de descontentamento. Se o César não aplaude, algo anda mal, mesmo que não censure. Torna-se impensável que ele não esteja inteirado do apetite por mudanças que hoje devora a classe política cubana e seria muito ingênuo acreditar que ele o aprovaria. Tantos anos pendentes dos gestos das suas mãos, da forma com arqueia as sobrancelhas ou dos ritos das suas orelhas, os fidelólogos agora o supõem imprevisível e temem que o pior possa acontecer se lhe ocorrer falar alto contra os reformistas frente às câmeras da televisão.
Talvez por isso o impaciente bando de novos lobos não queiram avivar a ira do velho comandante, perto de fazer 84 anos. Os que das esferas do poder pretendem que se façam mudanças mais radicais, aguardam escondidos sua próxima recaída. Enquanto os que se preocupam autenticamente com a sobrevivência do processo se alarmam ante o perigo que representa o evidente declínio do mito que durante cinquenta anos personificou a revolução cubana. Por que não fica tranquilo em casa e nos deixa trabalhar? Pensam alguns, sem sequer ousar sussurar.
Havíamos começado a recordar-lhe como algo do passado, que era até uma nobre forma de esquecê-lo; muitos estavam se dispondo a lhe perdoar seus erros e fracassos para colocá-lo em algum pedestal cinzento da história do século XX, onde seu rosto - retratado em seu melhor momento - já aparecia junto aos mortos ilustres. Repentinamente saiu exibindo impudicamente seus achaques e anunciando o fim do mundo, como se quisesse nos convencer de que a vida depois dele carecerá de sentido.
Durante as últimas semanas, aquele que foi chamado de Um, o Máximo Líder, o Cavalo, ou com o simples pronome pessoal ELE, apresentou-se despojado do seu outrora subjugante carisma, para nos confirmar que aquele Fidel Castro - afortunadamente – embora esteja mais uma vez no noticiário, felizmente, nunca mais voltará.
Foto: Sharif El-Hamalawi
 Cuba continua lembrando cenário de filme dos anos 50. Essa foto foi feita há seis anos.
*Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto **Acrescentamos subtítulo imagens e legendas
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ISRAEL - PALESTINA Mulheres israelenses arriscam-se em defesa de palestinas
Algumas mulheres israelenes, estão dispostas a enfrentar a lei do seu país, e os cuidados de segurança para minorar o sofrimento das palestinas, proibidas de sair, pelo governo de Isarael da Palestina, em ato de desobediência civil
Foto: BBC Brasil
 Daphne Banai levou mulheres palestinas para conhecer o mar pela primeira vez
Toinho de Passira Fontes: BBC Brasil
Em um ato premeditado de desobediência civil, mulheres israelenses violaram a chamada Lei de Entrada em Israel, que proíbe a entrada de palestinos, e "contrabandearam" mulheres palestinas para passear em Tel Aviv, expondo-se ao risco de uma pena de dois anos de prisão.
"Quando uma lei é desumana e racista, desobedecer torna-se uma obrigação moral", disse à BBC Brasil Daphne Banai, uma das israelenses que participaram do ato de protesto.
"Enquanto os israelenses, inclusive os colonos, podem circular livremente em toda a região, os palestinos ficam presos em enclaves cercados por muros e pontos de checagem", afirmou.
Segundo as autoridades israelenses, as restrições à entrada de palestinos em Israel têm o objetivo de evitar atentados.
A proibição tornou-se praticamente hermética durante a segunda Intifada (levante palestino) que começou no ano 2000, depois de uma série de atentados suicidas realizados em grandes cidades israelenses.
Daphne, de 61 anos, contou que o passeio com as mulheres palestinas foi um dos dias "mais emocionantes e felizes" de sua vida.
"Senti uma sensação de libertação naquele dia", disse Daphne. "A ocupação e o enclausuramento da população palestina em enclaves na Cisjordânia me fazem sentir em uma prisão", disse.
"Desafiar a lei e trazer as mulheres palestinas para passear em Tel Aviv e ver o mar me fez sentir uma sensação de liberdade por um dia", disse.
"Acho que a ocupação coloca não só os palestinos, mas tambem nós, os israelenses, em uma prisão."
O desafio à proibição generalizada à entrada de palestinos em Israel começou com um ato isolado da escritora Ilana Hamermann.
Em maio deste ano, a escritora, de 66 anos, publicou um artigo no jornal Haaretz, relatando que havia "contrabandeado" três mulheres palestinas, em seu carro, para dentro de Israel, e as levado para ver o mar em Tel Aviv.
"Eu já faço isso há muitos anos, 'contrabandeio' amigos palestinos pois não reconheço a legitimidade da ocupação, dos muros, das cercas e dos pontos de checagem que Israel instalou na Cisjordânia", disse Ilana à BBC Brasil.
"Essas limitações à liberdade dos palestinos não contribuem para a segurança dos israelenses, muito pelo contrário, acho que é essa política de ocupação que nos coloca em risco", afirmou.
Passeio inclui almoço de confraternização em restaurante em Israel |
O gesto simbólico de Ilana comoveu mais onze mulheres israelenses, que seguiram seu exemplo e há alguns dias publicaram um anúncio assinado na imprensa local, declarando que haviam violado a lei, de maneira premeditada, e levado 12 mulheres e 5 crianças palestinas, para passear em Tel Aviv.
A operação foi cuidadosamente planejada e houve dois encontros preliminares com as mulheres palestinas, antes do passeio.
De acordo com Daphne, as mulheres palestinas, habitantes de duas aldeias próximas a Jerusalém, na Cisjordânia, sabiam que estavam assumindo o risco de serem presas pelas tropas israelenses.
Para conseguir passar pelos vários pontos de checagem no caminho, elas se disfarçaram de israelenses e não vestiram as roupas tradicionais palestinas, retirando inclusive o véu com o qual geralmente cobrem os cabelos.
"Para todas as mulheres envolvidas, tanto as israelenses como as palestinas, nosso passeio foi, antes de tudo, um ato politico", disse Daphne.
"Mas acabou sendo também um ato de prazer. Comemos juntas em um restaurante em Jaffa, fomos à praia de Tel Aviv, passeamos pela cidade e ao entardecer as levamos de volta para suas aldeias, passando por Jerusalém", conta.
Daphne relatou que, para as palestinas, o momento mais forte do passeio foi quando viram o mar pela primeira vez.
"A vida toda elas sofrem restrições à sua liberdade de movimentação, e ver aquela imensidão livre e sem fronteiras que é o mar gerou uma emoção e uma sensação de libertação, que só uma pessoa enclausurada pode sentir", afirmou.
Publicando esse ato de desobediência civil, as mulheres esperam gerar um debate na sociedade israelense sobre os limites da obediência e sobre o significado de leis que vigoram no país.
O grupo de direita Fórum Juridico em Prol da Terra de Israel entrou com uma queixa contra Ilana Hamermann junto à Procuradoria Geral da Justiça que, por sua vez, encaminhou o processo à policia.
A pena pela violação da Lei de Entrada em Israel pode chegar a dois anos de prisão.
As participantes israelenses estão dispostas a pagar o preço da violação da lei.
"Para isso estou disposta a ficar dois anos na prisão", afirmou Daphne.
Ilana e Daphne relataram que, desde a publicação do anúncio, receberam dezenas de telefonemas de outras mulheres israelenses, que querem participar do próximo "passeio".
"Depois da visita a Tel Aviv, as palestinas que participaram me disseram que milhares de palestinas estariam dispostas a fazer parte do próximo projeto, pois não aguentam mais a situação atual e querem aderir a atos de desobediência civil junto com mulheres israelenses", disse Ilana. |
ELEIÇÕES 2010 Debate em Pernambuco: a polarização Jarbas – Eduardo
O primeiro debate entre os candidatos a governador de Pernambuco, como no âmbito federal, centrou-se no confronto entre os dois candidatos mais bem postos nas pesquisas, o senador Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos. Foi um bate rebate de ironias e leves acusações mútuas, sem baixar o nível. O detalhe é que Jarbas em nenhum momento citou o nome de José Serra. O senador levou leve vantagem, pela sua retórica mais contundente, mas nada que possa mudar a situação vexatória nas pesquisas.
Foto: Blog do Jamildo
 Jarbas começa dizendo que Pernambuco pode mais e quanto sua gestão de governador levantou Pernambuco
Toinho de Passira Fontes: Diário de Pernambuco , Blog do Jamildo
O primeiro debate da campanha para governador de Pernambuco, promovido pela TV Clube ontem à noite, foi marcado pelo confronto acalorado e direto entre o candidato à reeleição Eduardo Campos (PSB) e o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Os dois trocaram acusações em muitos momentos. Começaram o programa de forma amistosa, mas pouco se olharam durante o embate. Jarbas elevou o tom das críticas na abertura do programa e apontou supostas "falhas" de Eduardo na área de saúde. Eduardo citou o Tribunal de Contas para sustentar que encontrou o estado em 2006 (pós-governo Jarbas) com um déficit de R$ 213 milhões, apontou Jarbas como autor do fechamento da Escola Técnica Agamenon Magalhães Etepam (escola técnica que foi reaberta por ele posteriormente) e fez questão de mostrar Jarbas como candidato de oposição, crítico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em cada frase de um e de outro, percebia-se que as farpas estavam acompanhadas de uma carga histórica. Algumas eram diretas; outras, claras.
"O que foi feito a partir de1º de janeiro?", perguntou Jarbas, falando da data da posse de Eduardo.
"Eu reabri uma escola que seu governo fechou", respondeu, referindo-se à Escola técnica Etepam e aproveitando para comentar "o extraordinário momento" econômico vivido por Pernambuco.
Foto: Blog do Jamildo
 Jarbas bate e Eduardo ironicamente ri.
"Ele quer inverter. Quer dizer que recebeu um governo desajustado", replicou Jarbas. Foi assim na maior parte do tempo. Um batia, o segundo rebatia e, entre uma frase e outra, citavam obras ou mencionavam posturas adotadas no passado.
Eduardo soube aproveitar parte do tempo para valorizar principalmente a conquista de empregos gerados a partir de investimentos como a refinaria e o estaleiro de Suape.
Também participaram do debate os candidatos Sérgio Xavier (PV), Roberto Numeriano (PCB), Edilson Silva (PSol) e Jair Pedro (PSTU). O candidato do PRTB, Anselmo Campelo, informou ontem durante o dia que desistiu de disputar a eleição. O debate foi mediado pelo jornalista e apresentador da TV Clube, Eduardo Bandeira, e contou ainda com as participações de três jornalistas do grupo Diários Associados: o editor de política do Diario de Pernambuco, Marcos Seabra; a repórter do caderno de Vida Urbana, Tânia Passos, e o repórter da TV Clube, Ciro Guimarães.
Edilson Silva focou sua atuação em questionamentos destinados ao governo no tema educação. Sérgio Xavier priorizou a defesa de seu projeto de desenvolvimento sustentável e aproveitou para destacar o nome da candidata à presidente do seu partido, Marina da Silva. Eduardo Campos foi outro que citou a sua candidata presidencial - Dilma Rousseff (PT). Jarbas Vasconcelos não fez menção ao candidato que apoia, o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB). |
VENEZUELA – COLOMBIA Venezuela e Colômbia de mãos dadas
A mudança radical no discurso do presidente venezuelano, Hugo Chávez, em relação à Colômbia não foi movida apenas por um desejo de paz. A recessão na economia local, a proximidade das eleições legislativas e a forte pressão internacional levaram Chávez a ceder no encontro com seu colega colombiano, Juan Manuel Santos, que também deseja começar seu governo sem esse embaraço e deu a mão a Chávez.
Foto: Getty Images
 Chavez e Manuel Santos, amigos para sempre?
Toinho de Passira Fontes: Estadão , Publico, Semana
Em pouco mais de quatro horas, o Presidente venezuelano Hugo Chávez e o homólogo colombiano Juan Manuel Santos puseram fim as diferenças entre os dois países e restabeleceram relações diplomáticas e comerciais. Foi um "voltar de página" desejado pelos dois, quando a Venezuela se prepara para as eleições legislativas de Setembro e Santos quer começar da melhor forma o seu mandato presidencial.
O encontro entre Chávez e Santos ocorreu na terça-feira em Santa Clara, a cerca de 950 quilômetros de Bogotá, um local emblemático para a Venezuela e a Colômbia.
Foi ali, na Quinta de San Pedro Alejandrino, que, em 1830, morreu o herói da independência da América Latina Simón Bolívar.
Foto: EFE
Chávez chegou com um ramo de flores para a ministra dos Negócios Estrangeiros colombiana, María Ângela Holguín, e a primeira coisa que fez foi felicitar Juan Manuel Santos pelo seu aniversário - fez 59 anos.
O Presidente colombiano, por sua vez, trazia à janela do avião que o transportou as bandeiras da Venezuela e da Colômbia.
Chávez foi recebido com honras militares e disse que a Venezuela quer alcançar a paz com a Colômbia "custe o que custar". Após o encontro com Santos, garantiu que o Governo venezuelano "não apoia, não permite nem permitirá a presença de guerrilheiros ou terroristas na Venezuela" e pediu que o seu Governo não seja acusado de "apoiar" a guerrilha ou o narcotráfico na fronteira.
Caracas decidiu romper relações diplomáticas com Bogotá a 22 de Julho, quando a Colômbia, ainda com Álvaro Uribe na presidência, acusou a Venezuela junto da Organização dos Estados Americanos (OEA) de acolher cerca de 1500 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Foi o culminar de um difereça que já se arrastava desde 2009, quando o Governo colombiano assinou com os Estados Unidos um acordo para a cedência de sete bases militares.
A Colômbia é o principal aliado dos EUA na região e Chávez um dos maiores críticos em relação a Washington.
Foto: EFE
 O presidente venezuelano, Hugo Chávez, junto a chancelar colombiana, Maria Angela Holguín, com as flores, no aeroporto de Santa Marta.
O mais surpreendente é que o presidente venezuelano , tenha recuado sobre as declarações bombásticas que sempre fez sobre o acordo militar celebrado no ano passado entre Washington e Bogotá. Disse que a Colômbia é "soberana" para cooperar com quem quer que seja.
Apesar dos analistas considerarem que as diferenças ideológicas dificilmente se irão esmaecer, o acordo agora alcançado será benéfico para os dois países. Um dos objetivos é restabelecer as trocas comerciais de cerca de US$ 7 bilhões por ano, que haviam se reduzido para um quarto.
A Venezuela tem eleições legislativas marcadas para 26 de Setembro, Chávez pretende melhorar a sua popularidade e o restabelecimento das trocas comerciais com a Colômbia, com a compra de alimentos baratos que contribuirão para conter a inflação, poderá ajudar. Do outro lado da fronteira também há vantagem em normalizar as relações com Caracas, que é o segundo parceiro econômico da Colômbia. Além disso, há vários empresários colombianos à espera de receber o pagamento de dívidas do Estado venezuelano de cerca de 800 milhões de dólares.
"É do interesse dos dois restabelecer as ligações comerciais", disse à BBC Sandra Borda, professora na Universidade dos Andes em Bogotá. "Podem recorrer a essa questão para criar entendimento antes de avançarem para questões mais complicadas, como a segurança na fronteira", adiantou. Por causa desta diferença, as trocas comerciais entre os dois países caíram mais de 70 por cento.
Foto: Reuters

Neste encontro, foi também decidida a criação de cinco comissões de trabalho dedicadas às relações comerciais, integração econômica, desenvolvimento social na fronteira, infra-estruturas e segurança. A ministra dos Negócios Estrangeiros colombiana irá a Caracas a 20 de Agosto e Juan Manuel Santos também já anunciou que José Fernando Bautista será o novo embaixador na Venezuela.
No final do encontro, Chávez mostrou a Juan Manuel Santos a sua satisfação: "Disse-me que eliminou a palavra "guerra" do seu dicionário. Pois eu também, Presidente."
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Caetano Veloso canta "Você é linda” de Caetano Veloso
Você É Linda Caetano Veloso
Fonte de mel Nos olhos de gueixa Kabuki, máscara Choque entre o azul E o cacho de acácias Luz das acácias Você é mãe do sol A sua coisa é toda tão certa Beleza esperta Você me deixa a rua deserta Quando atravessa E não olha pra trás
Linda E sabe viver Você me faz feliz Esta canção é só pra dizer E diz Você é linda Mais que demais Vocé é linda sim Onda do mar do amor Que bateu em mim
Você é forte Dentes e músculos Peitos e lábios Você é forte Letras e músicas Todas as músicas Que ainda hei de ouvir No Abaeté Areias e estrelas Não são mais belas Do que você Mulher das estrelas Mina de estrelas Diga o que você quer
Você é linda E sabe viver Você me faz feliz Esta canção é só pra dizer E diz Você é linda Mais que demais Você é linda sim Onda do mar do amor Que bateu em mim
Gosto de ver Você no seu ritmo Dona do carnaval Gosto de ter Sentir seu estilo Ir no seu íntimo Nunca me faça mal
Linda Mais que demais Você é linda sim Onda do mar do amor Que bateu em mim Você é linda E sabe viver Você me faz feliz Esta canção é só pra dizer E diz |
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 HUMBERTO- Jornal do Comércio (PE)
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ENTREVISTA José Serra no Jornal Nacional A serenidade de quem é competente, tem experiência e fala por si mesmo.
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 SPONHOLZ- Jornal da Manhã (PR)
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OPINIÃO Em nome dos fatos
A colunista Mirian Leitão demonstra que algumas declarações da candidata Dilma, durante sua entrevista no Jornal Nacional, são deslavadas e desnecessárias mentiras
Foto : Captura de vídeo
 A candidata Dilma e o hábito de mentir, agora em rede nacional, no horário nobre
Toinho de Passira Fontes: Miriam Leitão
Inflação fora de controle quem enfrentou foi o Plano Real. O acumulado em 12 meses estava em 5.000% em julho de 1994. Quando a inflação subiu em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique, pela incerteza eleitoral criada pelo velho discurso radical do PT, ficou em 12%. Ela foi reduzida pelo instrumental que o PT havia renegado. Isso é a História. O resto é propaganda e manipulação.
O PT e o governo Lula têm dito que receberam o país com descontrole inflacionário e a candidata Dilma Rousseff repetiu isso na entrevista do Jornal Nacional. O interesse é mexer com o imaginário popular que lembra do tormento da inflação. A grande vitória contra a inflação foi conquistada no governo Itamar Franco, no plano elaborado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, como todos sabem. Nos primeiros anos do governo FH houve várias crises decorrentes, em parte, do sucesso no combate à inflação, como a crise bancária. Foi necessário enfrentar todas essas ondas para garantir a estabilização.
Nada daquela luta foi fácil. A inflação havia derrotado outros cinco planos, e feito o país perder duas décadas.
Todos sabem disso. Se por acaso a candidata Dilma Rousseff andava distraída nesta época, o seu principal assessor Antonio Palocci sabe muito bem o que foi que houve. Ele ajudou a convencer os integrantes do partido a ter uma atitude mais madura e séria no combate à inflação. O PT votou contra o Plano Real e fez oposição a cada medida necessária para consolidar a nova ordem. As ideias que o partido tinha sobre como derrotar a alta dos preços eram rudimentares.
Em 2002, a inflação subiu principalmente nos dois últimos meses, após a eleição.
A taxa, que havia ficado abaixo de 6% em 2000, subiu um pouco em 2001 e ficou quase todo o ano de 2002 em torno de 7%. Em outubro daquele ano, o acumulado em 12 meses foi para 8,5%. Em novembro, com Lula eleito, subiu para 10,9% e em dezembro fechou em 12,5%. É tão falso culpar o governo Fernando Henrique por aquela alta da inflação — de 12,5% repita-se, e não os 5.000% que ele enfrentou — quanto culpar o governo Lula pela queda do PIB do ano passado, que foi provocada pela crise internacional.
Recentemente, conversei com um integrante do governo Lula que, longe dos holofotes e da campanha, admitiu que essa aceleração final foi decorrente do fato de que a maioria dos empresários não acreditava que o governo Lula fosse pagar o preço de manter a estabilização.
Esse foi o mérito do PT. Foi ter contrariado seu próprio discurso, abandonado suas próprias propostas, por ter percebido o valor da estabilização. Esse esforço foi liderado por Palocci e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A inflação entraria numa rota de descontrole que poderia até ter destruído o esforço feito durante os oito anos anteriores se o governo Lula tivesse persistido nas suas propostas. A História foi essa e não a que a candidata Dilma Rousseff apresentou.
No caso da dívida, também a versão apresentada em palanque é diferente dos fatos. Por medo do governo Lula houve fuga de capitais e dificuldade de renovação de empréstimos a empresas brasileiras. Na negociação com o FMI, o Brasil acertou um empréstimo em que quase todas as parcelas seriam liberadas no governo Lula. Era para garantir um começo mais fácil para a nova administração. A conquista da confiança na condução econômica pela dupla Palocci-Meirelles fez com que a maior parte do dinheiro do Fundo nem fosse sacada porque os financiamentos voltaram. No final de 2008, houve de novo uma drástica suspensão do crédito externo para empresas brasileiras, mas não se pode culpar o governo Lula por isso. Como se sabe, foi a crise bancária americana e europeia. Com alguns números se pode construir versões fantasiosas, ou se ter a coragem de dizer a verdade, mesmo em época eleitoral, para não negar o mérito do passado, e mostrar o que se avançou.
Há virtudes na política econômica do começo do governo Lula. Nos últimos tempos há muitos defeitos também. Mas o importante agora é constatar que não é verdade que o país tenha crescido abaixo da média dos outros durante o governo Lula por culpa do governo anterior. O Brasil cresceu 1% em 2003. Depois cresceu forte em 2004. Nos anos de 2005 e 2006 o PIB variou 3,16% e 3,9% e o mundo crescia bem mais.
Não é possível responsabilizar o governo anterior por isso, evidentemente. Depois de crescer 6% e 5% em 2007 e 2008, o Brasil teve uma pequena queda do PIB, de 0,19%, no ano passado, por causa da crise externa e não de qualquer erro do governo Lula. Um número melhor do que o da Rússia, e abaixo dos outros Brics.
Enfim, a História é o que a História é. Essas distorções da realidade de época de campanha são tentativa de manipulação da opinião pública. Ofendem a memória e a inteligência das pessoas.
Seria preferível que a candidata governista falasse da boa notícia de que em 2010 o país cresce forte, com inflação baixa, e criando emprego. E não que menosprezasse as vitórias de países menores ou que falsificasse tão grosseiramente os fatos recentes da História do Brasil.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original
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