Toinho de Passira comenta noticiário nacional-internacional com personalíssimo humor, ilustrados com charges e fotomontagens próprias e dos maiores chargistas nacionais e internacionais.
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PERNAMBUCO Recife envergonhado – diz o Blog PEBodycout
O blog que registra todos os assassinatos no estado, reporta-se ao crime que vitimou Alcides do Nascimento Lins, de 22 anos, estudante de biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco, filho de uma catadora de lixo, analfabeta, que passou no vestibular em 1º lugar, morto por engano, na porta de sua residência, no ano de sua formatura
Foto: MID Comunicação Alcides estrelou a campanha para o Vestibular 2010 da UFPE da MID Comunicação
O blog PEBodycout, que informa diariamente os assassinatos no estado de Pernambuco, registra que hoje foram mortas 16 pessoas, neste mês 66, e no ano, que se iniciou há pouco, 386.
No registro da morte de Alcides do Nascimento Lins, o Blog comenta que a ”Vítima teria sido morta por engano. Dois homens invadiram a casa do jovem à procura de dois vizinhos dele, identificados como Tiago e Wilton (Saúba), e o mataram. Estudante passou em primeiro lugar entre os alunos de escolas públicas no vestibular de 2007 para o curso de biomedicina. Foi garoto propaganda do manual da Covest de 2010.
O enterro de Alcides no cemitério de Santo Amaro, foi reportado por todos os meios de comunicação, pois ele se tornou um símbolo de superação e alegria, alvo de reportagens à época da aprovação e de retorno a mídia neste instante de tragédia.
No texto de Igor Maciel, da TV Jornal, publicado no Blog do Jamildo a revolta do jornalista com a morte do símbolo e o que está errado na política de segurança pública.
SIMBOLISMO PATOLOGICO
Foto : Captura de video Alcides do Nascimento Lins em sua casa durante entrevista para o Fantástico
Ontem foi enterrado, em uma cova simples no cemitério de Santo Amaro, o símbolo de que alguma coisa está errada no combate à violência.
Alcides do Nascimento Lins, de 22 anos, era estudante de biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco.
O rapaz, por sinal, nasceu para simbolizar. Primeiro veio ao mundo como símbolo de pobreza. Filho de uma catadora de lixo, no Recife, em uma família numerosa e sem a presença do pai. Infância pobre, com limitações sérias, inclusive à mesa, por falta de alimento.
Sempre incentivado pela mãe, tornou-se símbolo de superação. Estudou durante toda a vida no ensino público. Superava a falta de estrutura e de professores com empenho e força, sem nunca ter deixado de trabalhar para ajudar a família. Superação que lhe deu fama.
Em 2006, passou em primeiro lugar no vestibular para biomedicina da UFPE. Era um dos melhores alunos de toda a Universidade. Além de estudar, trabalhava em dois estágios e já sustentava a família com o dinheiro que juntava. Com muito esforço conseguiu ajudar uma irmã a estudar e na semana passada comemorava a aprovação dela, também, no vestibular da Federal.
Mas o destino de Alcides era ser símbolo. E depois de simbolizar a superação para a falta de estrutura do ensino público e para a pobreza, faltava ao jovem simbolizar a condição refém dos brasileiros diante da violência.
Só que para ser um símbolo da violência é preciso ser vencido e não vencê-la. Era preciso levar dois tiros na cabeça, por engano. Não que o revólver tenha disparado sozinho, não foi por acidente. As balas apenas tinham outro endereço. Talvez ele já tivesse tudo planejado e nem sabia.
Assim como um atleta que não sabe a hora de parar, como um ator que não sabe quando deixar o palco. Alcides não sabia deixar de ser símbolo.
Torço para que os criminosos não sejam presos. É isso mesmo, parece loucura, mas é a minha torcida. Porque, se eles forem presos, o Governo vai colocá-los em uma plataforma, apresentá-los à população sedenta por vingança e dar o caso por encerrado. A imprensa se satisfaz e amanhã voltamos a falar em carnaval novamente.
O esforço de Alcides terá sido em vão. E os criminosos serão presos de qualquer forma, podem apostar, sejam eles os verdadeiros ou não. Estamos àsvésperas do carnaval, tudo que não se quer é manchar o brilho e a segurança da festa. Depois que o caso for resolvido, Alcides deixa de ser símbolo e se transforma em mais um número.
Um número, igual aos 18% usados para indicar que estamos vencendo a luta contra a violência.
Um número a mais ou a menos. Números pouco importam para a mãe de Alcides, catadora de lixo. Ela nem sabe ler ou escrever.
Alcides não acontece todos os dias. É símbolo. Desses que não são inventados. Daqueles que orgulha, que faz todo mundo repensar a vida, as oportunidades, os acertos, os erros. Alcides é história boa, daquelas que enche um livro inteiro, que faz a gente querer contar todos os detalhes para o taxista, o porteiro, os colegas de trabalho, para todo o mundo.
Morador da Vila Santa Luzia, na Torre, filho de uma ex-carroceira, tirou fino da miséria e passou no vestibular de Biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Passou bem. Foi primeiro lugar entre os alunos das escolas públicas. Não fazia outra coisa. Só estudava e frequentava o grupo jovem da Igreja da Torre. Deixou a mãe louca de felicidade. E a Vila Santa Luzia também. As mães de lá ganharam um rosto para mostrar aos filhos. "Tá vendo aquele ali. Passou no vestibular."
Aos 22 anos, Alcides ganharia o diploma em setembro. Iria fazer mestrado e depois doutorado. Mas ele morava no Recife. Foi o bastante para levar dois tiros na cabeça. Estava estudando à 1h da sexta-feira. Arrastado de casa por dois homens numa moto. Morreu na frente da mãe e das três irmãs. Queriam matar outro.
Encontrei com a mãe dele, dona Maria Luiza, hoje pela manhã. Ainda estava vestida de orgulho, com o jaleco branco do filho. Faltava bem pouquinho para ela dizer ao mundo que era mãe de um biomédico. Pouquinho para dizer que não era mais uma. Contou todo o sofrimento. Disse que ainda se agarrou com os assassinos. Mas não teve jeito. Conseguiu evitar apenas o terceiro tiro. Os dois primeiros já haviam interrompido o seu maior sonho. Maria Luiza voltou a ser mais uma. Hoje é 8 de fevereiro e 386 mães choraram, apenas neste ano, a morte de um filho.
ELEIÇÕES 2010 PT quer inventar um Itamaraty sindical
O Partido dos Trabalhadores quer inventar o Conselho de Política Externa, como forma de tentar permanecer no poder, após o fim do governo Lula, com o objetivo de não largar as tetas federais e de atanazar a vida do próximo governante
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Marco Aurélio Top Top Garcia inventou esse cargo esdrúxulo de Assessor Internacional do Presidente, quer continuar dando as cartas depois que Lula se for, vai ser difícil
A cúpula do Partido dos Trabalhadores quer ampliar a influência do partido sobre a política externa brasileira com a criação de um conselho federal. O órgão teria caráter oficial e funcionaria paralelamente ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), que sempre foi o único responsável por formular e executar a política externa do país.
Se bem, que temos agora aquele Assessor para Assuntos Internacionais, Marcos Aurélio Top Top Garcia, que já funciona, desastradamente, como um Itamaraty paralelo.
Mas os insaciáveis petistas, estão querendo introduzir mais gente no trem da alegria diplomático.
Pela proposta, o conselho seria integrado por representantes de ONGs, sindicatos e movimentos sociais — redutos tradicionais da militância do partido.
Sua criação é um dos itens do documento “A política internacional do PT”, que será votado no IV Congresso Nacional da legenda, entre os dias 18 e 21.
Elaborado pela Secretaria de Relações Internacionais do PT, o texto sugere o nome do órgão: Conselho Nacional de Política Externa. Ele é apresentado como um “organismo consultivo com participação social”, a exemplo dos que já existem em áreas como saúde e educação.
A aproximação incluiria convites a representantes das entidades para acompanhar diplomatas de carreira em eventos no exterior. Prá que?
O PT também quer que o governo federal convoque uma conferência nacional de relações exteriores, nos moldes de encontros recentes que geraram polêmicas nas áreas de comunicação e direitos humanos.
A proposta de resolução do PT foi discutida em debate sobre política externa realizado na sede nacional do partido, no fim de semana em Brasília. Participaram o ministro de Assuntos Estratégicos, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e Marco Aurélio Top Top Garcia, (olha ele aí de novo) assessor especial do presidente Lula e coordenador do programa de governo da candidatura a presidente da ministra Dilma Rousseff.
Responsável pela redação do texto, o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, disse que não poderia revelar detalhes sobre composição e funcionamento do conselho: — Isto é uma proposta feita no debate. É recente e não há nenhum tipo de detalhamento desta proposta, portanto não tenho como te responder, disse ao Globo.
Segundo Pomar, a conferência nacional de política externa não seria realizada em 2010, último ano do governo Lula. O encontro, portanto, só aconteceria após a eleição presidencial.
Ou seja, quando a Ministra perder as eleições, vão engatilhar esse monstrengo, visando continuar pendurado nas tetas.
Como última observação basta dizer que o documento “Defende Cuba e as conquistas sociais da Revolução Cubana e a entrada da Venezuela no MERCOSUL.
A admiração e a simpatia dos petistas pelas ditaduras chega a ser comovente.
VENEZUELA Chávez expropria edifícios para demonstrar poder
Antes de começar seu programa televisivo, o presidente Chávez passeando pelo centro de Caracas, resolveu expropriar construções e desalojar comerciantes, de edifícios que considera históricos, utilizando um dispositivo constitucional, que lhe permite apoderar-se de qualquer propriedade privada, sem maiores explicações
Foto: Reuters CAPRICHOS DE DITADOR: Chávez olhava para o edifício e exclamava: "Exproprie-se!".
No prelúdio do programa "Alô, Presidente", deste domingo, o presidente Hugo Chávez, enquanto caminhava pela Praça Bolívar, como um senhor feudal andando pela sua propriedade, acompanhado de sua filha María Gabriela e um grupo de seguidores, chamados de "guardiões do Libertador", determinou a expropriação de pelo menos quatro edifícios que considerou histórico.
"O que é aquele edifício?", perguntou Chávez à equipe de governo que o acompanhava.
"Um edifício privado de uma joalheria", recebeu como resposta para, imediatamente, exclamar: "Exproprie-se!".
"E este outro o que é?", voltou a questionar.
"Me disseram que aqui viveu (o libertador Simón) Bolívar recém casado. Exproprie-se!", prosseguiu.
Assim, Chávez pediu a expropriação de pelo menos três edifícios de propriedade privada no centro da capital.
Foto: Jornal 2001 Hotel La Catedral, um dos quatro imóveis expropriado pelo presidente venezuelano
"Temos que transformar isto em um grande centro histórico", concluiu.
“Não é possível que estes edifícios, com tanta história, com tanto legado, estejam ocupados por comerciantes. Isto é de todos os venezuelanos, é um centro histórico que devemos resgatar”, sublinhou Hugo Chávez sem precisar quantas propriedades vão ser alvos de expropriação.
Por outro lado explicou que os varejistas e restaurantes não podem ocupar as construções que circundam a Praça Bolívar e que alguns edifícios datam da era colonial e, portanto, devem ser propriedade e geridos pelo governo.
Hoje os comerciantes, e moradores dos edifícios, foram compelidos a começar a deixar as construções, segundo o jornal 2001 de Caracas.
Aparentemente não há nenhum plano formal do que fazer com as construções, apenas sugestões do que poderia ser feito, talvez museus, albergues ou instalar repartições públicas. Conclui-se que o fato foi mesmo decisão irresponsável e improvisada, do Presidente ditador venezuelano, Hugo Chávez, apenas um mote para dar início ao seu programa televisivo.
Foto: Jornal 2001
Os comerciantes instalados no Edifício La Francia pedem uma explicação ao governo federal, sem compreender como de uma hora para outra, perderam suas instalações, alguns deles comerciavam no local, há 45 anos.
"Estamos arrumado às coisas, porém, não sabemos a aonde vão nos levar, afirmou Rafael Garrido, proprietário de uma joalheria.
O editorial do Estadão pulveriza o discurso de sucesso do Programa do Governo, feito com a intenção de tentar demonstrar que a Ministra Chefe da Casa Civil era uma boa administradora, o tiro saiu pela culatra, ficou provado exatamente o contrário
Por qualquer critério isento que se examinem os números da execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentados na quinta-feira pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff ? sua principal gestora, batizada pelo presidente Lula como "mãe do PAC" ?, a conclusão é decepcionante. Sua execução é lenta, o que torna muito duvidoso que seja concluído no prazo previsto. A utilização de certos indicadores mascara seu baixo nível de execução. Seus principais resultados são frutos de programas e projetos de empresas estatais e privadas que seriam executados com ou sem ele. A necessária melhora na qualidade do gastos do governo, que deveria ser um de seus principais efeitos sobre a gestão financeira do setor público, não ocorreu até agora e não deverá ocorrer no último ano de sua vigência.
O PAC é um fracasso que, mesmo assim, a ministra-candidata transformou, com o entusiasmado apoio de seu mentor político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na principal peça de propaganda de sua campanha eleitoral lançada antes do prazo previsto pela legislação. Ao longo deste ano, seguramente muito será dito pelo governo sobre esse programa, mas o eleitor precisará estar atento para não ser enganado.
A ministra anunciou que, do total de R$ 638 bilhões em investimentos no período 2007-2010 previstos no PAC, R$ 403,8 bilhões, ou 63,3%, tinham sido aplicados até o fim do ano passado. É um dado enganoso. Se se considerar apenas as ações efetivamente concluídas, o resultado é bem menos animador. Em 36 meses de execução do PAC, nas obras encerradas foram aplicados R$ 256,9 bilhões, ou seja, 40,3% do total.
Isso significa que, por ano, o governo executou, em média, 13,4% do total. Para concluir o PAC no prazo, teria de executar 60% neste ano de 2010, ou seja, teria de multiplicar por 4,5 o ritmo da execução do programa. Mesmo que, como assegura a ministra, o governo tenha aprendido a gerir melhor o programa, não parece crível que consiga elevar tanto assim o ritmo, pois isso exigiria da atual gestão uma competência que ela nunca mostrou ter.
Do valor de R$ 403,8 bilhões anunciado pela ministra como realizado, é preciso destacar uma gorda parcela, de R$ 137,5 bilhões (34% do total), que nada tem a ver com obras, pois é formada por empréstimos habitacionais a pessoas físicas. São recursos oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, do FGTS, do FAT e de outras fontes públicas.
Esses recursos são utilizados, em geral, na compra de imóveis usados, pois as políticas do governo para esses fundos privilegiam esse tipo de negócio. Economistas do setor privado observam que, ao contrário das vendas de imóveis novos, as de imóveis usados não resultam necessariamente na geração de emprego ou renda, como é o objetivo do PAC. Daí a estranheza com relação ao uso desses dados, o que pode ter sido feito apenas para inflar os resultados.
Outra parcela importante refere-se aos investimentos das estatais, de R$ 126,3 bilhões (31%). A Petrobrás responde pela maior fatia desses investimentos, que seriam feitos pelas estatais com ou sem o PAC, pois eles são elementos essenciais do planejamento estratégico dessas empresas.
A terceira fatia mais importante corresponde aos investimentos das empresas privadas, de R$ 88,8 bilhões (ou 22% do total), e sobre eles o governo nada pode decidir. Há, ainda, as contrapartidas dos Estados e municípios (R$ 11,1 bilhões, ou 3%) e os financiamentos (R$ 5,1 bilhões, ou 1%).
A fatia do PAC que cabe exclusivamente ao governo do PT, originária do Orçamento-Geral da União, totalizou apenas R$ 35 bilhões, 9% do que a ministra anunciou ter sido executado. Esses números mostram que, apesar de tudo que tem anunciado e apesar do PAC, o governo continua a investir pouco, bem menos do que as necessidades do País.
O padrão do gasto oficial, dominado pelas despesas de custeio, continua ruim para a economia brasileira e para os cidadãos. Melhorá-lo exige a redução dos gastos correntes, mas as despesas que mais crescem no governo Lula são com o funcionalismo, razão pela qual, tirante o PAC, é pequena a fatia que sobra para investir.
Em resumo, o PAC, mal gerido, está longe de suas metas.
Ani Lorak canta "Shady lady” de Hensley, Box,Byron e Kerslake
Ani Lorak é a Shakira da Ucrânia, neste clip cantando em ingles "Shady lady”, a interpretação que a consagrou no festival da Eurovisão em 2008
ELEIÇÕES UCRÂNIA Viktor Yanukovych é o vitorioso
Como a derrota de Yulia Tymoshenko, a atual primeira ministra e candidata a presidente a Ucrânia pode estar dando uma guinada em direção a influencia de Moscou e afastando-se da União Europeia
Foto: AFP O VITORIOSO: O líder do Partido Regiões da Ucrânia, Viktor Yanukovich, provável vencedor das eleições e novo presidente da Ucrânia
O candidato da oposição na Ucrânia, Viktor Yanukovych, de posições favoráveis a Moscou, venceu as eleições presidenciais, em segundo turno, realizadas neste domingo no país, de acordo com pesquisas boca de urna.
Yanukovych pode ter derrotado a primeiro-ministra do país, Yulia Tymoshenko, por uma margem estreita de 3% a 6% - mais apertado do que ele esperava.
Foto: Reuters SEÇÃO ELEITORAL: Eleitor é identidicado na mesa eleitoral em Lutava a 100 km de Kiev
O chefe de campanha de Tymoshenko disse que ainda é cedo para falar em derrota e alegou que houve muitas irregularidades na votação.
O atual presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, foi derrotado já no primeiro turno das eleições.
Yanukovych foi candidato presidencial nas eleições anteriores, em 2004, onde foi descoberta a existência de fraudes para o favorecimento de sua candidatura, o que deu início aos protestos que caracterizaram a chamada "Revolução Laranja".
Foto: AFP OS DERROTADOS: A primeira ministra Yulia Tymoshenko que pleiteava ser presidente e o presidente Viktor Yushchenko que a apoiava
O correspondente da BBC sugere que o resultado das urnas pode indicar a desilusão de alguns ucranianos com o não cumprimento das promessas feitas durante o movimento, que indicava para o país um caminho de aproximação com o Ocidente.
Os resultados preliminares do pleito só devem ser divulgados na manhã de segunda-feira.
As meninas do FENEM mais uma vez protestaram As nossas amigas ucranianas sempre que protestam protestaram causam reboliço, nós estamos apoiando todas as suas causas e torcemos para que elas protestem sempre
O momento mais importante do segundo turno das eleições da Ucrânia, neste domingo, foi quando o grupo de a ativistas do grupo feminista ucraniânio "FEMEN", amigas do Passiranews, tiraram a roupa para protestar contra a "manipulação do sistema democrático" .
O protesto aconteceu em Kiev, capital da Ucrânia, logo após a abertura dos locais de votação para o segundo turno da eleição presidencial
Com gritos de "Este é o fim da democracia", as mulheres tiraram a blusa e foram expulsas do local de votação.
As ativistas disseram a jornalistas que estavam protestando contra o "fim da democracia'' na Ucrânia, e não especificamente contra Yanukovich ou a favor de sua rival, a primeira-ministra Yulia Tymoshenko.
Após o protesto as meninas do FEMEN voltam para casa agasalhadas contra o frio ucraniano, nem parecendo as ousadas ativistas de pouco tempo atrás As ativistas do grupo FEMEN são conhecidas por seus protestos ousados, que geralmente atraem grande atenção da mídia local e internacional. O grupo, formado em sua maioria por estudantes universitárias.
IRÃ Ahmadinejad ordenou enriquecimento de urânio a 20%
O Presidente iraniano está blefando abertamente com a comunidade internacional, que não sabe como fazer para impedi-lo de produzir a sua bomba atômica. Suas declarações de continuar negociando, são falsas, como é um embuste sua proposta de permitir que o urânio seja enriquecido fora do país, inclusive no Brasil, está apenas ganhando tempo
Foto:Reuters Com esses oculos protetores, usados para visitar a exposição iraniana de Ciência e Tecnologia Laser, Ahmadinejad está apto a sair no cordão das “virgens de Olinda”. Tem aiatolá que é cego
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, diante das cameras, bem ao estilo do seu aliado Hugo Chávez, ordenou neste domingo, 7, ao presidente do Organismo da Energia Atômica, Ali Akbar Salehi, que inicie o processo de enriquecimento de urânio a 20%, em discurso transmitido pela televisão estatal.
"Iniciem o enriquecimento do urânio a 20%, enquanto nós estamos dispostos a negociar para a troca de combustível nuclear".
A este respeito, Ahamdinejad se referiu ao prazo de dois meses dado pelo Irã ao Ocidente para resolver a queda-de-braço nuclear e reiterou que seu país "está disposto a dialogar sobre a troca de combustível nuclear". "Nós começamos (o enriquecimento) embora o caminho da negociação continue aberto", destacou.
Além disso, revelou que os cientistas iranianos conseguiram desenvolver uma tecnologia que permite enriquecer o urânio através da técnica laser. "O laser permite separar os átomos, o que significa que pode servir para enriquecer o urânio com o grau que um queira... Mas por enquanto não pensamos utilizar este método de enriquecimento", explicou. "Para enriquecer o urânio temos centrífugas que se Deus quiser poderemos utilizar para enriquecer 20% e ser auto-suficiente", detalhou.
As declarações do presidente abrem um novo capítulo na inflamada queda-de-braço que o Irã mantém com grande parte da comunidade internacional por causa das suspeitas levantadas por seu programa nuclear.
Países como Estados Unidos, Israel, França, Alemanha e Reino Unido acusam o regime iraniano de esconder, sob seu esforço atômico civil, um projeto de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de um arsenal nuclear, alegação que o Irã rejeita.
O conflito se agravou no final do ano passado depois que Teerã rejeitou uma proposta de Washington, Paris e Moscou para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo tempo depois enriquecido a 20%, nas condições necessárias para manter operacional seu reator nuclear civil na capital.
Em uma aparente mudança de postura, Ahmadinejad assegurou na terça-feira passada que seu país não tem problema algum para enviar o urânio ao exterior. A declaração conseguiu abrir de novo a brecha entre as grandes potências, e em particular entre Washington e Pequim, que mantêm posturas divergentes sobre a polêmica.
Os EUA pressionava há meses para conseguir que todos os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas respaldem um endurecimento das sanções políticas e econômicas ao regime dos aiatolás. Esta mesma semana, o Departamento de Estado americano pediu ao Irã para deixar de lado a incerteza e dar uma resposta definitiva e precisa à questão.
A China assinalou que as palavras de Ahmadinejad significam que ainda existem possibilidades de conseguir uma saída diplomática à crise. No entanto, parece que o presidente iraniano aposta pelo discurso mais duro. "Utilizam a tecnologia para subjugar os povos. Acreditam que a ciência é monopólio seu", acrescentou nesta segunda-feira, com a prepotência de sempre.
ELEIÇÕES 2010 Nossa que lindo! Dilma Rousseff no Superpop
A candidata ministra foi ao programa de Luciana Gimenez, na Rede TV, fazer uma fritada, mas com a mesma eficiência que dirige o PAC enganou-se e acabou fazendo apenas ovos mexidos: esqueceu de untar a frigideira e fez o programa, já tão pouco visto, ter o pior IBOPE do ano
Foto: Divulgação alterada por Toinho de Passira A anã do lado esquerdo, parecendo um menino recém saída da FEBEM, é Dilma Rousseff levando o programa de Luciana Gimenez para além do fundo do poço, para o pré-sal do IBOPE
Perguntou Luciana Gimenez para Dilma Rousseff, na RedeTV, durante o programa SuperPop desta quinta-feira, querendo elevar o nível da entrevista.
─ É aquele negócio em 3D, né? Respondeu Dilma Rousseff para Luciana Gimenez, num dos momentos mais culturais da entrevista.
Sem querer ofender a ministra e já ofendendo, por várias vezes, tivemos a nítida sensação, durante o programa, que Luciana Gimenez é mais “culta e inteligente” que a guerrilheira pretensa candidata a presidente da Republica. E olha que não é fácil descer tanto na escala intelecto cultural.
Junto de Luciana, com seu penteado de menino fugido da antiga FEBEM, também se conclui que a ministra jamais conseguiria obter um filho de Mick Jagger, o roqueiro iria preferir encarar o colega Keith Richards.
O jornal Estado de São Paulo, destacou que a Ministra gosta de envolver todo mundo quando fala, querendo comprometer o resto da humanidade com os sues comentários pessoais sempre no plural: “Nós temos a missão de…”, “nós temos a obrigação de…”, “a diferença do passado para agora é que nós fizemos…”. Só faltou dizer “Nós mentimos sempre...”
Não se pode condenar Luciana Gimenez pelo fracasso de audiência, convidou até Amaury Jr, que usa mais botox que a ministra, para fazer perguntas.
Mas os mais interessantes questionamentos foram os feitos pela própria Luciana: “O que aconteceu no apagão? Caiu o fio?”.
Enquanto a ministra respondia o IBOPE do SUPERPOP de Luciana Gimenez despencava. Segundo o colunista do UOL Ricardo Feltrin: “A exibição dos dotes culinários da virtual candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no programa “Superpop”, anteontem, fez o programa repetir a menor média de ibope registrada do ano. A atração terminou a noite em 5º lugar --atrás de Globo, Record, SBT e Band--, quase empatada com a TV Cultura.
A média de ibope do programa de Luciana Gimenez foi 1,7 e o pico, 3,1 pontos. O pior momento do programa ocorreu às 22h19, Gimenez chegou 0,6 ponto de audiência, exatamente no momento em que a ministra esteve na cozinha.
Isso tudo por culpa de Dilma, que se negou a desfilar de lingerie que é o único momento em que o programa sempre aumenta a audiência.
Por outro lado, a produção é responsável pelo fracasso de Dilma Rousseff elaborar com sucesso o difícil e sofisticado prato de fritada a que se propôs. Não conseguiram obter o principal ingrediente solicitado pela ministra: ovos de tucano paulista.
BRASIL – ESTAD0S: Luciana Gimenez quer substituir Oprah
Isso na é uma piada, a suposta apresentadora brasileira do canal Rede TV, Luciana Gimenez, está tentando se lançar no mercado americano, com a pretensão, nada modesta, de substituir a milionária e influente, Oprah Winfrey, que anunciou, por decisão pessoal, o fim do seu programa, para o fim do próximo ano (veja post abaixo)
Foto: Arquivo do Programa Superpop Luciana a esquerda no comando do Superpop, o desfile de lingerie para ajudar no IBOPE, os americanos irão gostar?
Se você nunca viu falar em Luciana Gimenez e também nunca assistiu ao seu defectível programa, Super Pop, nem nunca sintonizou a invisível RedeTV!, você não está perdendo nada. Só estamos divulgando essa noticia pela nossa vocação incontida em divulgar futilidades e por ela ter entrevistado a ministra, veja post acima.
Vamos começar do básico: quem é Luciana Gimenez?
Luciana Gimenez, 35 anos, ficou momentaneamente famosa, em 1998, por ter tido a coragem de engravidar do roqueiro Mick Jagger, ou seja, deu uma com ele, sem usar preservativo, uma verdadeira roleta russa.
Gimenez fez carreira de modelo fora do país, de onde saiu desde que tinha 17 anos. Comparada as “Marias Chuteiras” do futebol, ela era uma “Maria Roqueira”, disposta a ganhar fama ao lado de estrelas pop do rock internacional, levando-os para o leito.
Entre as suas presas, segundo a imprensa, esteve o roqueiro inglês Rod Stewart, que conseguiu escapar ileso.
Foto: Arquivo Gimezez fazendo caras e bocas e com o maridinho
Há quatro anos, Luciana Gimenez, 1.81m, casou com o baixinho Vice-presidente da RedeTV!, Marcelo de Carvalho, 1,70m o que garantiu a permanência do seu programa no ar.
A coluna “Zapping”, do jornal “Agora São Paulo” contou que Luciana Gimenez gravou o piloto de um programa em inglês.
Inspirado em Oprah Winfrey, o “Luciana Gimenez Show” teve entrevistas com psicólogos, falando sobre problemas de pessoas comuns. Quem dirige a atração é Marcelo de Carvalho e a idéia é vender o programa para emissoras americanas.
A “apresentadora” espera que as negociações devam ser ajudadas pelo fato de ter um filho com Mick Jagger…
Se Oprah souber disso ou se suicida ou desiste de acabar com o programa.
ESTADOS UNIDOS: Oprah Winfrey confirma fim de programa de TV em 2011
A menina negra, pobre e gorducha do Mississippi, rejeitada inclusive, pelos pais adolescentes, tornou-se a mulher mais rica e uma das mais influentes do mundo, seu programa “Oprah Winfrey Show” é visto diariamente por 7 milhões de americanos. Pesquisas detectaram que o apoio de Oprah a Barack Obama foi considerado crucial para a campanha do então candidato à Presidência. Suas empresas faturaram 275 milhões de dólares, no ano passado
Foto: Reuters A emoção na hora do anúncio e apromessa de programas cada vez melhores até o último
A apresentadora de televisão americana Oprah Winfrey, 54 anos, confirmou em novembro do ano passado, que seu programa de televisão acabará em setembro de 2011, depois de 25 anos no ar.
O anúncio emocionado da apresentadora foi feito ao vivo na edição de sexta-feira, 20, do “Oprah Winfrey Show”.
“Eu amo este programa, e amo o bastante para saber quando é hora de dizer adeus”, afirmou à apresentadora.
Depois do final do programa, a apresentadora deve passar mais tempo se dedicando ao seu canal de televisão, o Oprah Winfrey Network (OWN).
Winfrey afirmou ainda continuará trabalhando com sua equipe de produção para encontrar novas maneiras de entreter, informar e manter sua audiência para os programas até o último deles em 2011.
O programa, transmitido diariamente pela rede CBS, é uma espécie de instituição da mídia americana, com uma média diária de 7 milhões de expectadores.
Nascida a 29 de Janeiro de 1954 no Mississipi, filha de um casal adolescente que nunca casaram, nasceu quando seu pai estava nas Forças Armadas e a mãe abandonou-a após o parto. Passou os seis primeiros anos de vida aos cuidados da avó materna. Com 3 anos já sabia ler e tinha uma grande habilidade para recitar versos da Bíblia. Na escola era rejeitada pelos colegas, por ser obesa e por ter uma inteligência acima da média.
Foto: Arquivo A célebre entrevista com Michael Jackson na terra do nunca, a casa do cantor nunca havia sido filmada por dentro , é o quarto evento em audiencia na TV americana com uma platéia recorde de 100 milhões de pessoas.
Com 6 anos a mãe voltou para ficar com ela. Aos 9 anos foi passar férias a casa de uma tia e acabou sendo molestada por um primo. A partir dai entrou numa vida boemia, até que aos 14 anos engravidou. Uma semana depois de dar à luz, o bebê faleceu. Desorientada, roubava em casa e foi mandada para um centro de correção, do qual foi expulsa. Passou então a viver com o pai, sob uma educação rígida.
Aos 17 anos por acaso foi visitar uma rádio local, onde a convidaram a ler um texto e acabou contratada para apresentar o noticiário. Dois anos depois, quando estava na Universidade do Tennessee, foi à primeira mulher negra a ser contratada, nos Estados Unidos, como âncora, de notícias da TV de Nashville.
Mal se formou continuou a carreira em Baltimore onde ganhou um “talk show” matinal. Quando completou 32 anos, em 1984, começou a apresentar o "A.M. Chicago", o embrião do “Oprah Winfrey Show”. O programa, dois anos depois, já era um sucesso nacional, vendido para várias emissoras independentes, até que se tornou rapidamente e se mantém até hoje, como o programa de entrevistas de maior audiência nos Estados Unidos.
Foto: Associated Press Reuniu recentemente no programa Evander Holyfield e Mike Tyson, os dois boxeadores haviam se visto da última vez quando Tayson mordeu a orelha de Holyfield no ringue
Nesses 25 anos de sucesso, o Oprah Winfrey Show é visto em 132 países por mais de 115 milhões de pessoas do planeta.
Oprah acredita que seu sucesso como entrevistadora se deve ao fato de conseguir comunicar-se com as pessoas, como se estivesse falando com amigos, identificando-se com algumas situações, reagindo sempre com verdadeira emoção e naturalidade.
Foto: Arquivo Outro fato marcante, na história do programa, ocorreu em 2004, quando Oprah distribuiu carros Pontiac G6 para toda a platéia, totalizando 276 veículos doados pela Pontiac como parte de um acordo publicitário
Antes do programa, já se destacara por ter interpretado Sofia, no filme “A Cor Púrpura” de Steven Spielberg, em 1985, quando foi indicada ao Oscar.
A sua paixão pela representação e o desejo de trazer qualidade aos projetos de entretenimento, levaram-na a abrir a produtora HARPO, que em 1988 adquiriu toda a responsabilidade pelo programa.
Cada vez mais influente, a sua marca “Oprah Book Club”, tem transformado vários livros em best sellers.
Foto: Fundação Oprah
Dedicou-se também a causas humanitárias, abrindo um colégio modelo para jovens pobres na África do Sul, atráves de um fundação que leva seu nome.
Decididamente ajudou na integração do negro americano e principalmente da negra americana a se sentir mais respeitada e orgulhosa da sua condição racial.
Foto: Reuters
Quando Barack Obama ainda era uma promessa, disputando com Hillary Clinton uma vaga para disputar a presidência pelos Democratas, o apoio de Oprah, fez a sua candidatura dar uma guinada vitoriosa. Mesmo não participando intensamente da campanha, detectou-se nas pesquisas, que as pessoas lembravam sempre do seu apoio e consideravam isso um fator positivo para o candidato. A equipe de Obama chamava esse fenômeno de “fator Oprah”.
Foto: Associated Press Convidada especial, na posse do presidente americano Barack Obama, acompanhada do namorado, seu companheiro há 20 anos Steadman Graham.
Depois da vitória Obama convidou Oprah para ocupar a sua vaga de Senador no Congresso americano, ela não aceitou.
Oprah está sempre sozinha nas capas de sua revista, essa é uma de suas marcas registradas, abriu duas raras exceções, com a primeira dama Michelle Obama e com a assumida homossexual e comediante Ellen DeGeneres, que passou um ano pedindo, ao vivo, no seu programa, para sair na capa da revista
Recentemente Oprah Winfrey foi considerada a pessoa mais influente no mundo, dentro do showbiz, e 44ª em todo o planeta.
O império de Oprah Winfrey que inclui revistas, um programa de rádio e, a partir do próximo ano, uma rede de televisão, não vai deixar que ela saia de cena totalmente, nem que deixe de influenciar com suas opiniões e posicionamentos, a opinião pública mundial, embora o “Oprah Winfrey Show” deixe de existir.
“White Black Boys” Do filme Hair, dirigido Miloš Forman, 1979, adaptado de um musical de Gerome Ragni e James Rado, com músicas de Galt MacDermott, sucesso da Broadway, que entre outras coisas criticava o militarismo e a guerra do Vietnam
POLÊMICA Militar gay deve procurar outro ramo, diz general
Sabatinado no senado para ocupar uma vaga no Superior Tribunal Militar, o general Cerqueira Filho disse que comandantes gays não têm os atributos necessários para exercer o comando, principalmente em atividades de combate.
Foto: José Cruz /Ag Senado O general Cerqueira disse que a vida militar pode “não se ajustar ao comportamento desse tipo de indivíduo”
A repercussão das declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, que disse não considerar o homossexualismo compatível com o trabalho nas Forças Armadas, apimentou o debate sobre a presença de gays no serviço militar.
Indicado para ocupar uma vaga no Superior Tribunal Militar, Cerqueira Filho respondendo uma pergunta do Senador Demóstenes Torres, Presidente da Comissão de Constituição de Justiça do Senado, que sabatinava o militar, disse disse que comandantes gays não são obedecidos pelas tropas porque não têm os atributos necessários para exercer o comando, principalmente em atividades de combate.
"Não é que eu seja contra o homossexual, cada um tem que viver sua vida", disse o general. "Entretanto, a vida militar se reveste de determinadas características que, em meu entender, podem não se ajustar ao comportamento desse tipo de indivíduo."
As declarações causaram polêmica e foram criticadas pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, que considerou "discriminatórios" os comentários de Cerqueira Filho.
Os sargentos Laci Marinho de Araújo e Fernando Alcântara de Figueiredo, acabaram deixando o exército após terem assumindo publicamente o relacionamento
De volta aos holofotes, o assunto dividiu opiniões. Questionado sobre o assunto, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que existe um debate no governo sobre a admissão de gays nas Forças Armadas.
O general teve o seu nome aprovado em votação secreta na Comissão de Constituição de Justiça do Senado, na votação secreta, a indicação ainda será submetida ao Plenário em regime de urgência.
Enquanto isso a polêmica segue ...
O ex-sargento do Exército Fernando de Alcântara Figueiredo, envolvido no primeiro caso assumido de um casal gay na história das Forças Armadas brasileiras, atualmente integrante da ONG Tortura Nunca Mais e do Instituto Ser, classificou a declaração do general Cerqueira Filho como "retrógrada e infeliz" e disse que o militar "está muito mal informado".
"Isso mostra que ele desconhece a história. Alexandre, o Grande, era homossexual e a tropa obedecia. Trabalhei 15 anos nas Forças Armadas e nunca fui desrespeitado", afirmou. Alexandre, o Grande, foi rei da Macedônia há mais de 2.300 anos e é lembrado por sua habilidade em estratégias militares por ter comandado uma das maiores expansões territoriais do mundo antigo. Algumas fontes históricas e filmes sobre a época relatam a homossexualidade de Alexandre.
Cena do filme Alexandre, o Grande, o general que é citado sempre como um grande guerreiro e estrategista militar, pelos movimentos gays
O ex-sargento também afirmou que há diversos casos de homossexualismo nas Forças Armadas, mas os militares temem assumir. "Meu caso não é específico e isolado, tem várias demandas desse tipo e precisamos trazer isso para a sociedade, que a intransigência é coisa comum nas Forças Armadas. (...) Numa situação de batalha, o meu sangue como homossexual é tão importante quanto o de um heterossexual. O que dita o caráter não é a vida íntima. É muita hipocrisia. Eu mesmo conheço generais que são homossexuais."
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota nesta quinta-feira (4) na qual condena as declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho. "É lamentável que este tipo de discriminação ainda continue existindo nos dias de hoje nas Forças Armadas brasileiras", disse o presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante.
O presidente da Ordem acrescentou que para a carreira militar o que se deve exigir é disciplina, treinamento e a defesa do país, nos termos da Constituição, independentemente de sua opção sexual. “A defesa do país tem que ser feita por homens e mulheres preparados, adestrados e treinados para este fim, independente da opção sexual de cada um."
Foto: Arquivo O Ministério da Defesa britânico autorizou a participação de militares fardados na Parada do Orgulho de Londres, em 2008. Foi a primeira vez em que membros do Exército, Marinha e Aeronáutica poderam usar seus uniformes em uma manifestação gay no Reino Unido
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), com sede em Curitiba (PR), também criticou a declaração. O presidente da entidade, Toni Reis, disse ainda que a capacidade de liderança de uma pessoa não está na sua sexualidade. "É uma fala equivocada, discriminatória. A autoridade de uma pessoa não está em qual lado ela sente prazer , mas na sua capacidade de liderança. Eu conheço diversos heterossexuais que não têm capacidade de liderança."
Para Reis, o general precisa "rever seus conceitos". "Ele está indo contra a Constituição Federal, que diz que todos são iguais."
Há riscos do general não ser aprovado no plenário do senado, se a votação demorar, pois os movimentos gays vão fazer um lobby sufocante nos próximos dias.
'Don't ask, don't tell', a lei militar gay dos Estados Unidos
A polêmica sobre homossexuais nas Forças Armadas não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, o tema está em discussão no governo. O secretário de Defesa do país, Robert Gates, disse nesta terça-feira diante do Senado que um grupo de trabalho vai estudar a possível anulação de uma lei de 1993 que proíbe o ingresso de homossexuais nas Forças Armadas do país.
O anúncio foi feito durante audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado. O secretário afirmou que a revisão da lei vai considerar o impacto que teria a sua anulação. O chefe do Estado Maior conjunto Michael Mullen disse à mesma comissão que apoia a suspensão, acrescentando que "isso é o que se deve fazer".
A legislação atual, conhecida como 'Don't ask, don't tell', proíbe que soldados gays e lésbicas assumam sua homossexualidade, bem como que eles sejam questionados sobre isso. É a primeira audiência sobre o tema no Congresso desde que a lei entrou em vigor.
Em alguns lugares do mundo, como Maluí na Africa, o homosexxualismo chega a ser crime, com pena de 14 anos de reclusão. Dois cidadãos muluienses foram presos por terem realizados uma cerimônia de casamento gay, em dezembro passado.
No Irã ser gay é crime sujeito a pena de enforcamento, nem precisa ser militar
Os gays do Irã vivem sob constante ameaça não apenas da polícia e do governo, como também da sociedade, disse à BBC Brasil, uma organização iraniana que luta pelos direitos dos homossexuais.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou, em uma palestra em Nova York, que não havia homossexuais no Irã. Lá os homossexuais são condenados a morte.
Segundo o ativista Arsham Parsi, diretor executivo da IRQO (Iranian Queer Organization), de acordo com a lei islâmica Sharia, os homossexuais podem ser perseguidos e condenados à morte por apedrejamento, forca, corte por espada ou sendo jogados do alto de um penhasco. Um juiz da corte islâmica decide como ele deve ser morto.
O problema dos gays assumido não está apenas nas forças armadas, não se tem notícia de nenhum Presidente da OAB, por exemplo, que fosse gay assumido. Mesmo no meio artístico, muito mais liberal em tudo, de quando em quando, alguém assume a condição de gay, depois de ter passado a vida toda fingindo que era etéreo, para não perder papeis e não ser discriminado no meio.
No Congresso Nacional Brasileiros, os gays parlamentares, na sua grande maioria, escondem-se. Mesmo Clodovil, quando vivo e deputado, nunca assumiu a defesa da causa gay, como parlamentar.
Recentemente a atriz e humorista negra americana, Wanda Sykes, (foto) ao assumiu publicamente sua homossexualidade aos 45 anos e disse no Programa de Ophra que era mais fácil ser negra, que ser gay, registrando que a discriminação sexual era maior que o racismo.
ELEIÇÕES 2010 Economist: Serra é o possível futuro presidente
A influente revista inglesa diz que o governador de São Paulo exagera na demora de se lançar candidato a presidência do Brasil e isso pode lhe custar a vitória
Detalhe do Portal da revista “The Economist” com a matéria sobre José Serra
A revista traça um perfil bastante favorável de Serra, relembra seu passado de líder estudantil, sua passagem importante no Governo Fernando Henrique, nos Ministérios do Planejamento e principalmente no da saúde, onde fala na vitoriosa briga de quebra de patente contra os grande laboratórios e do projeto de distribuição de medicamento aos portadores de HIV.
Lembra que Serra depois de perder a eleição para Lula, construiu um perfil de grande administrador como prefeito e governador de São Paulo, sem deixar de citar as criticas que vem recebendo por não ter melhorado as condições de infra estrutura para enfrentar as fortes chuvas que causaram inundações, deslizamentos de terra e desmoronamento de estradas, resultando em cerca de 70 mortes.
Josias de Souza comentando o artigo diz que a Economist, acredita que o “desenvolvimentista” Serra não está, do ponto de vista ideológico, muito longe de Dilma.
Mas o candidate tucano estaria mais propenso a levar adiante reformas necessárias à melhoria do service publico e à aceleração da economia.
Dilma, também apresentada como “administradora capaz”, é vista pela Economist como pessoa “ainda menos carismática que seu rival”.
Por isso, de acordo com a conclusão da revista, os índices de Serra nas pesquisas podem subir tão logo ele comece a fazer campanha.
Mas em resume aconselha que apesar de ser líder na disputa, para manter a liderança deve começar imediatamente a campanha
Conclui dizendo:
Serra precisa lançar-se candidato e sair em campanha, “se quiser evitar ser lembrado como o melhor presidente do Brasil nunca teve.
Josias de Souza comenta que o texto da publicação britânica até parece coisa encomendada pela turma do DEM e pela cada vez mais impaciente cúpula do PSDB.
Serra faz ouvidos moucos para as críticas. Mas um grão-demo ouvido pelo repórter brincou: "Ele talvez seja sensível à matéria da Economist..."
"...A crítica é a mesma. Mas agora foi feita em inglês, uma língua que tucano adora".
VENEZUELA Chávez 11 anos no poder e sem disposição de sair
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, lembrou que tem 55 anos de idade ao comemorar hoje os 11 anos como governante, previu que aos 66 estará a 22 no poder, mas que seria "demais" chegar aos 77 anos na Presidência, totalizando 33 de Governo
Foto: Associated Press Na solenidade de posse do novo vice-presidente, Elías Jaua diante dos ministros e seguidores, prometeu que os "yankees" nunca mais vão governar a Venezuela
Dia da Dignidade Nacional. É assim que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e seus simpatizantes se referem à data de hoje, feriado nacional desde que ele assumiu o poder, há 11 anos. O objetivo é comemorar o aniversário de seu nascimento no cenário político. Há 18 anos, Chávez deu início a sua revolução bolivariana, tentando dar um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez.
Na terça-feira, dia 2 de fevereiro, o presidente celebrou, com um discurso de várias horas, o 11 aniversário do governo bolivariano. Mas as palavras de Chávez não conseguiram abafar a crise. Depois de sofrer quatro baixas no governo na última semana, terça-feira foi a vez de o ministro do Turismo, Pedro Morejón, pedir demissão.
- Tenho 55 anos e 11 como presidente. Nos próximos 11 prometo me cuidar um pouco mais e, se vocês quiserem, dentro de 11 anos eu terei 66; e, se Deus quiser, 22 na presidência. Depois disso, mais 11 anos seriam demais - brincou, rindo,rindo, antes de ouvir como resposta um sonoro "não!" vindo da plateia.
Foto: Associated Press
"Celebramos apenas 11 aninhos. É um menino ainda o nosso Governo. É uma menina a nossa revolução", exclamou, revelando que recentemente um padre recomendou que cite o apóstolo São Paulo e dizer: "Vou consumir-me com gosto ao vosso serviço."
Desde o fim do ano passado, a Venezuela adota medidas de racionamento de energia em função das secas. Chávez desistiu de limitar o consumo de energia elétrica em Caracas ciente do "impacto indesejável" na opinião pública.
Mas, para especialistas, o racionamento na capital é iminente. Em Caracas, a população não sofre com apagões, mas há nas ruas muitos cartazes pedindo que os venezuelanos poupem energia. Quem desembarca à noite na cidade percebe casas, ruas e estradas com pouquíssima luz.
A água já é racionada em vários cantos da capital, em dias alternados de acordo com o bairro.
A tarefa do Presidente não está fácil, com um aumento do descontentamento em relação ao seu Governo. A crise energética, a falta de água e a insegurança, são as bandeiras da oposição, abraçadas pela maioria da população insatisfeita.
Chávez precisa uma vitória clara nas próximas eleições legislativas, no meio do ano para poder calar os críticos e continuar governando sem redeas, como vem fazendo até agora.
VENEZUELA – CUBA Repressor político cubano será assessor de Chávez
O temido comandante cubano Ramiro Valdéz, responsável pela criação da "G-2", o serviço secreto repressor cubano, foi trazido pelo presidente venezuelano, sob a desculpa de assessorar na crise energética venezuelana. Sabe-se que o novo assessor importado não tem familiaridade com o setor elétrico, seu negócio mesmo é repressão política e censura na internet
Foto: Reporter360 Qual a verdadeira missão do temido Comandante cubano Ramiro Valdéz como assessor de Chávez?
Hugo Chávez disse que são estúpidos aqueles que criticam a vinda do Comandante Ramiro Valdéz para assessorar a Venezuela visando tirar o país da crise. Os críticos retornam que a assessoria é risível, uma vez que os cubanos sofrem racionamento permanente, o que leva a concluir que talvez o assessor venha ensinar os venezuelanos a conviver com o racionamento.
A trajetória política do ministro de Informática e das Comunicações de Cuba, Ramiro Valdez, convidado pelo governo de Hugo Chávez para combater a crise energética venezuelana, não revela experiência alguma no setor elétrico, informa o jornal "El Nacional". Por isso, o convite aumenta as suspeitas sobre sua eventual assessoria à censura da internet, principal destaque de Valdéz em Cuba.
Alguns alertas já foram feitos na quarta-feira por especialistas em eletrônicas e por cubanos exilados.
O dissidente cubano que vive em Madri Carlos Alberto Montaner, disse à Rádio União que "Ramiro Valdez não tem a mínima ideia de como solucionar uma crise elétrica na Venezuela porque se soubesse teria feito em Cuba. Ele sabe muito é de repressão".
"Acredito que (Valdez) ama ver os outros sofrerem", disse Huber Matos à revista francesa L'Express. Matos, dissidente cubano que ficou preso 20 anos na ilha e hoje vive nos Estados Unidos, disse que o ministro presenciou como ele era torturado, quando Valdez se passava por prisioneiro, quando na verdade era agente do G2.
O presidente do Instituto da Memória Histórica de Cuba em Miami, Pedro Corzo, disse que "como ministro de Tecnologia, Valdez controla a censura na internet em Cuba". Já o analista político venezuelano afirmou que "é ridículo que o país esteja nas mãos dele".
Chávez anunciou que o ministro Valdez chegou à Venezuela para liderar uma comissão técnica a fim de enfrentar a crise elétrica, junto com outros profissionais cubanos especialmente foi autorizados por Fidel Castro.
COMANDANTE CUBANO CONTRA TWITTERS VENEZUELANOS
Foto: Associated Press LIGADOS PELA WEB: a presença maciça de jovens, principalmente universitários, nas manifestações anti-Chávez coordenadas pelos twitters, smart phones, etc
"Contra Esteban: marcha em CCS." "Tas ponchado a CH, o popstar." É com esses códigos que se comunicam os usuários do Twitter na Venezuela para protestar contra Hugo Chávez.
Explicando: Esteban, na gíria local, é algo como "Zé Mané" no Brasil. E é assim que o presidente é chamado desde a publicação, na semana passada, de uma história em quadrinhos satirizando-o como Esteban no jornal "Tal Cual".
CCS é a abreviatura de Caracas e CH ou popstar são usados para se referir a Chávez.
"Tas ponchado" - a frase mais dita pela oposição estudantil que vai às ruas da Venezuela - se refere a um jogador perdendo a chance de marcar numa partida de beisebol, o esporte mais popular do país.
A exemplo do que houve em Teerã após as eleições iranianas, o Twitter virou a ferramenta mais importante de mobilização política do país. O estudante de comunicação da Universidade Católica de Caracas Gabriel Bastidas, de 19 anos, é um dos mais ativos contribuintes: twitta, retwitta e avisa a todos sobre reuniões e atos de protesto.
A estimativa é que haja 90 mil estudantes twitteiros na Venezuela. O fenômeno é causado pelo grande número de usuários de smart phones no país, segundo o especialista em redes sociais Luís Carlos Díaz, do centro Gumilla de Novas Tecnologias:
- A Venezuela tem o maior número de usuários de Blackberry per capita na América Latina. Há pelo menos um milhão de aparelhos numa população de 28 milhões, o que dá mobilidade no acesso à internet. Duas das três empresas de telefonia celular ainda não foram nacionalizadas, aumentando a competividade. Os serviços de Blackberry são bons - afirma.
Nas ruas e no metrô de Caracas, é grande a quantidade de jovens com o aparelho nas mãos. Na terça-feira, os twitteiros venezuelanos mostraram seu poder: o Sindicato Nacional dos Jornalistas sugeriu aos usuários da ferramenta usar a frase "Venezuela: zona de desastre para o exercício da liberdade de expressão, #FreeVenezuela" em suas páginas. A ação conquistou o terceiro lugar no termômetro mundial de popularidade do site.
Esse certamente é o principal motivo do novo assessor cubano na Venezuela, o sinistro censor Ramiro Valdéz.
BRASIL Novas cédulas do real estão cheias de tecnologia
Mantendo o bom gosto da discrição e do formato, as novas cédulas do dinheiro brasileiro, são exemplos do que há de mais avançado na tecnologia de produzir papel moeda no mundo, dificultando a vida dos falsificadores e facilitado a vida dos deficientes visuais, foram elaboradas de tamanhos diferentes, de acordo com o valor, para evitar enganos. Só falta a gente conseguir ganhar
Fotomontagem Toinho de Passira O Banco Central de Passira já lançou a sua versão das novas cédulas
As novas cédulas de R$ 50 e R$ 100 foram lançadas nesta quarta-feira (03) pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, começam a circular ainda no primeiro semestre deste ano, segundo informou o Banco Central. As notas de menor valor – de R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 20 – serão trocadas gradualmente até 2012.
O lema da campanha de lançamento é “O Real Ficou ainda Mais Forte”. As cédulas são assinadas por Guido Mantega e Henrique Meirelles.
As novas cédulas de real vão atender à demanda dos deficientes visuais e terão tamanhos diferentes e marcas em relevo que facilitam a identificação tátil.
Divulgação Banco Central
Elas também terão recursos gráficos mais sofisticados que vão protegê-las de falsificação. Foram mantidos os elementos que já existiam, como a marca dágua, e outros foram redesenhados para facilitar a identificação e dificultar a falsificação.
“A população não precisa ir ao banco para trocar as cédulas. Elas [as atuais e as novas] vão conviver conjuntamente [até todas serem recolhidas], disse Meirelles.
Nas notas de R$ 50 e R$ 100, que serão lançados até junho deste ano, foram incluídas faixas holográficas diferentes. Segundo o BC esse é um dos elementos mais sofisticados contra falsificação.
A substituição será feita aos poucos. No primeiro semestre de 2011 serão lançadas as cédulas de R$ 10 e R$ 20. Todas as novas cédulas estarão circulando até 2012.
EUA – BRASIL A missão do perigoso novo embaixador americano
O embaixador Tomas Shannon assume a embaixada americana em Brasíla, com a missão primordial de prepara a visita do presidente Obama ao Brasil. Vai elaborar textos de tratados comerciais e de posicionamento político dos dois países em conjunto com o Itamarati. É bom ficar de olho, pois aliada a sua fama de diplomata experiente une-se a de jogar pesado e ganhar sempre. Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras, sentiu na carne sua atuação.
Na quinta-feira (4), o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, apresentará oficialmente suas credenciais ao Presidente Lula, e já na ocasião anunciará juntamente com o Itamarati, a visita do presidente americano Barack Obama, ao Brasil, no segundo semestre deste ano, bem em cima das eleições presidenciais no Brasil.
Para alinhavar os detalhes, ainda neste semestre a secretaria de estado americano Hillary Clinton também virá ao Brasil, dentro de uma estratégia de aproximação política e comercial.
Na segunda-feira, 01, aconteceu a cerimônia de confirmação de Shannon no cargo, no prédio do Departamento de Estado, em Washington (Estados Unidos). A solenidade reuniu cerca de 300 pessoas – entre parlamentares, representantes do governo e diplomatas. No discurso, Hillary destacou o papel do Brasil. Segundo a secretaria de Estado, o presidente Lula exerce um papel de liderança regional na América Latina.
Thomas A. Shannon Jr., chamado pelos americanos como Tom Shannon, é um diplomata experiente e conhecedor da America Latina, como teórico é mestre e doutor em política pela universidade de Oxford. Nos últimos quatro anos serviu como o Secretário de Estado Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental.
Já serviu na embaixada americana em Brasília e na Venezuela nos fins dos anos 90.
Foto: Orlando Sierra/AFP/El Heraldo Zelaya feliz recebe o embaixador Tom Shannon, na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, pensando que estava abraçando um aliado, levou um drible
A última proeza de Thomas Shannon foi ter convencido Manuel Zelaya, confinado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, Honduras, a assinar um tratado que praticamente oficializou o governo de Roberto Micheletti, tido até então pelos Estados Unidos como golpista, e ter aberto a possibilidade, depois confirmada, do reconhecimento americano da legitimidade das eleições presidenciais em Honduras.
Quando da assinatura do acordo, Thomas Shannon foi saudado pelos partidários de Zelaya, como sendo o salvador do presidente deposto. Alguns até pediriam que o americano autografasse os chapéus dos zelaystas que consideravam o momento como histórico.
Depois decepcionado, Manuel Zelaya descobriu que o acordo só lhe prejudicava e protestou com uma carta ao governo Obama.
Muito gente estranhou o fato de Manuel Zelaya, ter assinado uma acordo tão estranho e desfavorável. Os jornais de Honduras e da Espanha, disseram que o americano havia enganado o ex-presidente hondurenho, com um “pacto secreto para sua restituição” um engodo que tapeou o ingênuo hondurenho.
Um denuncia mais grave partiu do correspondente do jornal espanhol, La Vanguardia, ao firmar ter tomado conhecimento, atráves de autoridades hondurenhas, que para conseguir aprovação de Zelaya, num acordo que tinha muitos pontos que lhes eram desfavoráveis, o subsecretario americano Thomas Shannon havia “convencido” o presidente deposto a assinar, depois de mencionar a possibilidade de Héctor Zelaya, filho do Presidente deposto, que se encontra nos Estados Unidos, está correndo risco de ser indiciado por narcotráfico.
Hector Zelaya e Lulinha da Silva, filhos calcanhares de Aquiles
A experiencia está dizendo que o cara joga pesado, sabe ganhar e é do time dos americanos e não respeita nada para vencer. Por essas e por outras, é de bom alvitre que o Presidente Luis Inácio Lula da Silva e o seu herdeiro Lulinha ponham, desde já, as respectivas barbas de molho.
O presidente do senado tripudia e abusa do povo brasileiro, fingindo-se inocente e puritano, abrigando-se em pronunciamentos moralistas, que nada tem a ver com o que ele representa na política brasileira, uma afronta que seria até cômica se não fosse tão trágica
Fotomonagem Toinho de Passira Talvez o poderoso Sarney esteja falando dos códigos de ética e da moralidade da máfia, dos quadrilheiros, das gangs
No instante que declarou aberto os trabalhos do Congresso neste ano, o senador José Sarney (PMDB-AP), - o patrono dos trambiqueiros, dos apadrinhadores, dos nepotistas, o senhor absoluto do uso da coisa pública em benefício próprio, o enriquecedor ilícito mor, o cara de pau supremo - sem nenhum pudor, pregou a ética, a moralidade, como exigência primeira do trabalho parlamentar.
- Nosso trabalho exige a sedimentação de uma consciência moral de nossas responsabilidades, a obstinada decisão de não cometer erros, de jamais aceitar qualquer arranhão nos procedimentos éticos que devem nortear nossa conduta: transparência, moralidade, eficiência e trabalho – disse sem pestanejar.
Na verdade Sarney está roubando, (opa!) o estilo do presidente Lula que fala da corrupção do governo federal como se não tivesse nada com isso. Quem sabe algum incauto não possa imaginar que eles são realmente sérios e éticos, arriscam.
Foi nesse espírito que na semana de natal ao fazer um balanço das atividades do Senado em 2009, o mesmo senador José Sarney (PMDB-AP) acabou cunhando a frase do ano.
“O ano de 2009 no Senado terminou brilhantemente” – disse Sarney impunemente.
Para que ninguém esqueça o senador José Sarney, que ora vos fala em ética e moralidade passou ao longo de 2009 acusados de toda a espécie sortilégios éticos e políticos. Não podemos esquecer o escândalo dos mais de 500 atos secretos do Senado, que serviram para nomear parentes e amigos, além de criar privilégios para servidores e senadores, sob a sua batuta. Familiares e afilhados políticos do próprio Sarney foram beneficiados por essas medidas, que resultaram em inquéritos na Polícia Federal e no Ministério Público.
Veio à luz também as fraudes da Fundação José Sarney, no uso de dinheiro público, desviados da fundação para os bolsos dos Sarneys e outras tramóias cabeludas, que resultaram em 11 pedidos de investigações no conselho de ética. É verdade que essas investigações acabaram em pizza, mas ainda exalam um odor nauseabundo pelos corredores da casa.
A coisa ficou tão séria que até o performático senador Eduardo Suplicy exibiu um “cartão vermelho” ao presidente Sarney.
Talvez sejamos nós que não estamos entendendo esses discursos: Sarney possivelmente fala em moral e ética da máfia, das gangs e em ano brilhante, para a corrupção e a impunidade no senado e no Brasil como um todo.
Sei não. Acho que deviam abrir outro processo de cassação contra Sarney, por falta de decoro parlamentar, por mentir presidindo o Congresso Brasileiro, ou pelo menos pelo excesso de uso de cara de pau.
Absolutamente incrível. Conheça o "The Voca People". Um grupo teatral israelense que mistura beat box, performance teatral, tudo sem nenhum instrumento. Apenas com a garganta.
HUMBERTO- Jornal do Comercio (PE)
ELEIÇÕES 2010 Ciro insiste em candidatura à presidência
Na volta aos trabalhos do Congresso e depois de pesquisa demonstrando que perdeu pontos na corrida presidencial, o deputado Ciro Gomes disse que seu propósito é disputar a sucessão do presidente Lula. Ele afirmou que são mínimas, perto de zero, as chances de aceitar o apelo do presidente Lula para disputar o governo de São Paulo.
Depois de um rápido abraço em Antonio Palocci, no cafezinho da Câmara, Ciro disse que pretende levar sua candidatura à presidência até onde der -”até outubro, às urnas”, disse – e argumentou que há espaço para sua candidatura na corrida presidencial, dentro do campo de apoio ao presidente Lula. Palocci anunciou ontem que não disputará o governo de São Paulo, vaga que o PT oferece a Ciro Gomes.
– Pretendo ser candidato à presidência e explorar as riquezas e complexidades de uma eleição em dois turnos. Acho que posso ter participação importante, pois valoriza o eleitor dando-lhe mais uma alternativa e não aquele voto por negação, do tipo voto neste porque não gosto daquele. Acho que só eu posso fazer o discurso do conservar o rumo extraordinário traçado pelo presidente Lula, com a necessidade indispensável de renovação – disse ele.
A declaração de Ciro ocorre no momento em o presidente Lula, segundo aliados, estaria convencido de que sua estratégia é a de ter uma única candidatura no campo governista, de modo a polarizar a disputa entre PT e PSDB – “nós contra eles”, tem dito Lula-. Ciro parece não concordar com a avaliação de Lula.
– É indisfarçável que sou aliado de Lula, mas o trato como líder político e não como mito. Assim, discordo da avaliação dele. Alguns o tratam como mito, como santo, como inquestionável… disse Ciro, acrescentando que não recebe recados do presidente sobre a estratégia eleitoral, mas conversa diretamente com ele. Na última conversa que tiveram, segundo Ciro, ficou “apalavrado” que sua candidatura seria mantida até março, pelo menos, para nova conversa, mas ele pretende mantê-la.
Anote aí, no próximo sábado dia 6, as ruas de Casa Forte e Poço da Panela, serão invadidas, mais uma vez, com o frevo e a alegria da tradicional e sempre renovada troça carnavalescas mista “Pisando na Jaca”, que está convidando todo mundo para participar... nós vamos!
A troça carnavalesca PISANDO NA JACA anuncia sua saída a partir das 15 horas em frente à Delicatessen Delícias da Praça, ao lado da igreja de Casa Forte. Mantendo uma tradição de 14 anos de folias.
Os clarins de momo vão invadir as ruas de Casa Forte e do Poço da Panela, anunciando a passagem da troça carnavalesca que mantém as tradições das autênticas agremiações pernambucanas arrastando multidões.
O frevo pernambucano autêntico e tradicional, com orquestra de frevo acompanhando o estandarte, é a garantia da direção da troça, segundo o seu porta voz Cláudio Couceiro d´Amorim, que nos enviou esse convite email.
No local da saída estarão vendendo camisas com a gravura acima, inspirada na Mama África, coisa fina e de bom gosto, que custará apenas R$20,00 e se destina a ajudar com as despesas da troça, pagamento do salário do porta voz e ao merchandising do Passiranews.
Arregimentem amigos e familiares e comecem com o alongamento dos pés pois a animação vai ser de arrombar!
Ao contrário do governo brasileiro, que faz questão de ressaltar os avanços alcançados no desenvolvimento do país a partir dos resultados obtidos nestes sete anos, sem olhar o que foi feito anteriormente, a visão generalizada aqui em Davos é que o país está em um processo de desenvolvimento contínuo que pode ser contado em duas décadas, o que só dá solidez às conquistas.
O professor John Coatsworth, reitor da escola de Negócios Internacionais da Universidade Columbia, em Nova York, um historiador especializado em economia da América Latina, ressaltou essa continuidade do processo de desenvolvimento do Brasil chamando a atenção para os fatores que, na sua opinião, impediram que o país continuasse seu ritmo de crescimento registrado no início do século 20.
Para Coatsworth, o Brasil parou seu crescimento, obtido ao longo dos 80 anos iniciais do século 20, devido basicamente ao protecionismo adotado como política de governo nos anos 1930, e ao descontrole da inflação durante décadas seguidas.
Fernando Henrique reconhecido como o gerador do desenvolvimento do Brasil
Sem dizer claramente, o professor de Columbia situou o encontro do Brasil com seu futuro em decisões de governos recentes: a abertura da economia, iniciada no governo Collor e aprofundada na gestão de Fernando Henrique, e no controle da inflação obtido com o Plano Real.
O Brasil, na verdade, já teve crescimentos sustentados do PIB de níveis asiáticos: de 1950 a 1959, média de 7,15%; de 1960 a 1969, média de 6,12%; e de 1970 a 1979, de 8,78%.
Ao analisar o crescimento de nossa renda per capita, o empresário Paulo Cunha mostra num estudo que, até 1980, o Brasil cresceu mais que a média mundial: de 1900 a 1980, a renda per capita brasileira cresceu em média 3,04%, enquanto a renda mundial cresceu 1,92%.
* O período de maior crescimento foi o de 1950 a 1980, quando o país cresceu em média 4,39% sua renda per capita, para um crescimento médio mundial de 2,83%.
Nesse período, o Brasil figurou entre os dez países mais dinâmicos do mundo.
** O ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tentar rebater elegantemente uma provocação em um dos debates sobre ser a política econômica do governo Lula uma mera repetição da do governo de Fernando Henrique Cardoso, apresentou números do crescimento da economia nos últimos anos.
Disse que a média dos oito anos do governo Fernando Henrique foi de 2,5% de crescimento do PIB, enquanto o governo Lula caminha para o dobro.
Há, no entanto, nuances nesses números. O crescimento médio da economia brasileira nos cinco primeiros anos do governo Lula, por exemplo, foi de 3,8%, colocando o Brasil em 35º lugar em uma relação com 39 países emergentes feita pela Austin Ratings.
A partir de 2007, o Brasil entrou em um crescimento anual em torno de 5%, mas outra vez há que se relativizar esse sucesso. Mesmo o crescimento de 6,1% de 2007 coloca o Brasil em desvantagem se considerados todos os países do mundo.
Em 2008, o país cresceu 5,1%, mas, em 2009, o crescimento será próximo de zero, ou mesmo negativo. Se se confirmar a previsão do governo de crescer 6% este ano, é possível que a média final de crescimento do governo Lula seja próxima de 4%.
Um crescimento menor, por volta de 5%, por exemplo, levaria a média do governo Lula para um patamar por volta de 3,5%, que esteve sempre abaixo da média do crescimento mundial, com o agravante de que os primeiros anos do governo Lula, antes da crise internacional, foram os mais prósperos do mundo nos últimos anos.
Um ponto positivo, que foi destacado pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é o de que o "crescimento potencial" do Brasil, que, no início do governo Lula, era de cerca de 1,5%, hoje já está por volta de 5%, o que mostra a evolução dos investimentos públicos e privados, e a melhoria dos fundamentos econômicos.
Outra questão importante que foi levantada nos debates das perspectivas futuras do Brasil foi a competitividade da economia em relação ao mundo globalizado.
O Fórum Econômico Mundial, como faz todos os anos, lançou um ranking de competitividade dos países. A China continua predominando entre as grandes economias em desenvolvimento, se posicionando entre as 30 economias mais competitivas do mundo.
Entre os outros Brics, Brasil e Índia também registraram avanços, enquanto a Rússia perdeu nada menos que 12 posições. O Brasil ganhou oito posições, ultrapassando o México pela primeira vez no relatório, depois de ter superado a Rússia no ano anterior.
A melhora na competitividade brasileira, segundo o estudo do Fórum, embora o país esteja em 56o, superado na América Latina pelo Chile e pela Costa Rica, é fruto do setor empresarial "inovador e sofisticado", do tamanho de seu mercado interno e da melhora na estabilidade macroeconômica.
Outras características vantajosas do Brasil são ter um dos mercados financeiros mais desenvolvidos na região e um setor de negócios diversificado, com significativo potencial para a inovação.
O estudo do Fórum Econômico Mundial aponta falhas que precisam ser corrigidas: o ambiente institucional, a estabilidade macroeconômica, a eficiência dos produtos e os mercados de trabalho.
Além, é claro, do sistema educacional precário.
Ricardo Hausmann, (foto) venezuelano e ex-ministro de governos da era antes de Chávez, e opositor claro do atual regime, hoje professor na Universidade Harvard, cobrou uma posição do Brasil em defesa dos princípios democráticos na região.
Uma consequência do reconhecimento do aumento da capacidade de influência do Brasil no mundo, a partir do princípio de que o país tornou-se, de fato, o líder regional indiscutível.
Mas isso traz também responsabilidades políticas que muitas vezes não têm correspondência nas atitudes do governo.
Em 2008, segundo os números oficiais do IBGE, a média de seis anos era, mesmo, de 4,2%. O problema está naquele asterisco de 2009. Se for preenchido com ZERO, já será uma boa notícia. Isso significa que, em 2009, a média de crescimento caiu de 4,2% para 3,6%.
Para que a da era Lula seja mesmo de 4,2%, o Brasil terá de crescer, neste ano, 8,4%. Acho que Mantega pode tirar o cavalo da chuva.
No auge da honestidade, seria obrigado a admitir que o Brasil, no governo FHC, cresceu a uma taxa superior à média mundial; no governo Lula, inferior.
E com uma diferença: os seis primeiros anos de Lula viram o melhor tempo da economia mundial em décadas; os seis de FHC, um dos piores.
O Passiranews comenta:
No período de maior crescimento da história do Brasil, segundo a matéria acima, trinta anos com a renda per capita brasileira crescendo quase o dobro da mundial, vinte e seis deles, 1964 a 1979, o país era governado por esses cidadãos generais: Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo (fotos).
Será que é isso que a comissão da verdade criada pelo governo Lula quer constatar?
Parece que nos vinte seis anos que os militares governaram o Brasil, além de ouvir mentiras de Dilma Rousseff eles também governaram o país com competência, apesar da esquerda festiva guerrilheira ter tentado atrapalhar. Um detalhe, nenhum deles ficou milionário.
Também não gostamos de governos não eleitos pelo povo, mais gostamos da verdade, mesmo que seja incomoda.
***Ao texto original de Merval Pereira acrescentamos fotos e legendas
HAITI Americanos detidos como seqüestradores de crianças
Religiosos Batistas foram presos na fronteira com a República Dominicana tentando sair do país com 33 crianças supostamente órfãs sem a documentação necessária
Foto: Reuters O grupo de missionários batistas, acusado de tentar retirar ilegalmente 33 crianças do Haiti, nega as acusações de tráfico infantil e diz que estava tentando ajudar órfãos vulneráveis a fugir das terríveis condições deixadas pelo terremoto de 12 de janeiro
Autoridades haitianas interrogaram nesta segunda-feira dez missionários norte-americanos que foram detidos sob suspeita de tentar retirar ilegalmente 33 crianças do devastado país caribenho.
Um promotor visitou os norte-americanos na sede da polícia de Porto Príncipe. O grupo foi detido na noite de sexta-feira, tentando cruzar a fronteira com a República Dominicana em um ônibus.
Os missionários batistas negam as acusações de tráfico infantil e dizem que estavam tentando ajudar órfãos vulneráveis a fugir das terríveis condições deixadas pelo terremoto de 12 de janeiro.
O caso pode ter consequências diplomáticas no momento em que os Estados Unidos comandam uma enorme operação de auxílio para ajudar as vítimas do terremoto, e entidades humanitárias norte-americanas despejam milhões de dólares em donativos ao Haiti.
Autoridades haitianas dizem que os missionários presos, cinco homens e cinco mulheres, não tinham documentos autorizando a retirada das crianças nem comprovando sua condição de órfãs.
A ministra das Comunicações, Marie-Laurence Lassegue, disse que, diante dos danos nas instalações judiciais locais, é possível que os norte-americanos sejam julgados nos EUA.
Foto: Reuters As 33 crianças que estavam no ônibus foram temporariamente colocados em um orfanato nos arredores de Port-au-Prince, que é responsável pelo SOS Children's Villages, uma ONG austríaca
O cônsul-geral norte-americano no Haiti, Donald Moore, disse que os missionários "estão sendo processados segundo o sistema penal haitiano" e não comentou sobre um eventual contato das autoridades locais para que o caso seja transferido para o Judiciário dos EUA.
A polícia afirmou que várias das crianças haviam sido voluntariamente entregues pelos pais aos missionários. Uma mulher, que disse ser mãe de cinco das 33 crianças, contou na delegacia que um pastor local lhe aconselhou a entregar os filhos, já que eles teriam uma vida muito melhor no exterior.
Os norte-americanos admitem não ter a documentação necessária para tirar as crianças do país e dizem que tentavam instalá-las em um orfanato que estão montando na vizinha República Dominicana.
Foto: Reuters Algumas dos norte-americanas envolvidas no suposto sequestro de crianças no Haiti falam à imprensa de dentro de uma delegacia em Porto Príncipe
O primeiro-ministro Jean-Max Bellerive, que diz ter recebido denúncias de tráfico infantil e até tráfico de órgãos depois do terremoto, chamou os norte-americanos de "sequestradores", mas admitiu a possibilidade de que eles tenham cometido um erro involuntário ao tentarem de boa fé ajudar as crianças.
Foto: Getty Images "Alguns pais eu sei que já deram os seus filhos a estrangeiros", Adonis Helman, 44, disse à Assiciated Press "Eu estive pensando em como eu vou escolher um que eu possa dar - provavelmente o meu mais novo".
A Coca Cola usa a repercussão que pode causar a web, para divulgar o seu mais novo comercial feito exclusivamente para internet. Ao invés de custos milionários com TV e mídia impressa, o YouTube é desta vez o único meio de publicidade do filmete. Espontâneo, mundial e gratuito.
Claro que a genialidade do vídeo e o inusitado da idéia, apesar de não ser inédita, faz com que o fenômeno tome forma.
De repente, nós também estamos divulgando o comercial de forma gratuita e de bom grado, pois além de tudo ele se tornou notícia, com um milhão de acessos nos primeiros dias de exibição, além do rastilho de propagação nos tweets e posts em blogs.
As imagens são de uma máquina de refrigerante incomum, colocada em uma universidade com várias câmeras ocultas voltadas para ela.
A máquina surpreendia os clientes com acontecimentos inusitados como soltar garrafas sem parar, entregar pizzas, sanduíches e até um buquê de flores aos estudantes.
A equipe instalou secretamente no campus da "Queens of St. John's University", em Nova York, as câmeras ocultas e a máquina da felicidade, durante a noite.
A produção é da agencia Definition 6 e o vídeo foi dirigido por Paul Iannacchino Jr., produzido por Todd Morris, teve como diretor executivo de criação John Harne, Diretor de fotografia Sean Donnelly e diretor executivo Blakely Blalock
A campanha, foi chamada de “Máquina da felicidade”
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VENEZUELA "Chávez tás ponchao"
O coronel Hugo Chávez não é mais aquele. Estão contra ele fenômenos incontroláveis como o mercado de petróleo em baixa, o fenômeno El Niño, que impede chover em Caracas e o povo que se cansou da sua forma de "governar". A retirada do ar, da única emissora de televisão que lhe fazia alguma oposição, parece ter sido a gota d”água que fez a paciência popular transbordar em definitivo, exatamente num ano em que haverá eleição para o novo parlamento
Foto: Reuters O jargão do beisebol aplicado ao presidente Chávez, que já errou a cota suficiente para sair de cena, ou do jogo
“A destruição da Venezuela é um projeto que tem consumido todas as energias de Hugo Chávez e seu plano de poder nacional-populista.” - diz a Revista Veja nesta semana e complementa- "Reconheça-se que, infelizmente, ele tem sido bem-sucedido.” "A economia foi à lona com nacionalizações e congelamento de preços." O Judiciário foi completamente engolido. Persistentemente minados, todos os organismos de estado seguiram o mesmo rumo.”
Hugo Chávez só permite na Venezuela imprensa a favor. Quando ainda era forte sua popularidade, em 2007, tirou do ar o canal mais popular do país, a RCTV, por manter uma opinião editorial independente.
A RCTV migrou para a televisão por assinatura, mas o coronel não se conformou e na semana passada, fechou outra vez a RCTV , sob a acusação de que a TV a cabo não transmitia os seus pronunciamentos, incluindo aí, o seu intragável programa de domingo, que nem tem hora para começar, nem para acabar.
A medida atingiu outros cinco canais em situação semelhante, mas três já retornaram ao ar, após aceitar transmitir os pronunciamentos e o programa de Chávez.
Para um caudilho com ele, não há lógica de falar na televisão e todo o país não ficar diante da tela vendo suas gabolices.
A medida levou a população as ruas, em protesto. Um estudante da oposição e outro a favor de Chávez acabaram morrendo nos confrontos que se seguiram em Caracas.
Foto: Reuters As tacadas de Chavez são cada vez menos eficientes e causa menos temor. Por isso ele está sendo posto fora de jogo
A última novidade desagradável para Chávez, foi um slogan indesejável, criado não se sabe por que gênio da propaganda da oposição: “Chávez tás ponchao” (Chávez está fora) , que é uma expressão do jargão do beisebol, o mais popular esporte nacional e a única coisa de origem americana que o coronel não tentou extinguir e até gosta de dar umas tacadas.
“1, 2, 3…Chávez tás ponchao!” Seria o mesmo que dizer que o batedor, devido a três “strikes” perdidos estaria eliminado da partida.
Os “strikes” em questão são bem outros, e bem mais que três, podem o ser racionamento de luz e água, a criminalidade descontrolada, a corrupção, a falta de liberdade, o desabastecimento no país, onde falta até papel higiênico.
“1, 2, 3… Chávez tás ponchao!” foi gritado, por exemplo, pela grande maioria dos espectadores que assistiam no estádio universitário de Caracas, no último dia 24 a final do campeonato entre Caracas e Magallanes, onde também se protestou contra o fechamento de RCTV, veja no YouTube
A revista Veja lembra que como todo caudilho o Hugo Chávez gosta que manda em tudo, “o tempo todo, que faz brilhar o sol e faz chover. Embora, ultimamente, o assunto chuva seja delicado.
Foto: Reuters No protesto pelo fechamento da RCTV, em Caracas, a exibição de outros problemas, como o racionamento de água
Se a atual estiagem continuar, o setor elétrico da Venezuela caminhará para o colapso total. Os venezuelanos já sofrem com apagões constantes e podem literalmente mergulhar nas trevas.
Preocupado em ajudar países camaradas como Bolívia, Cuba e Nicarágua, o governo Chávez não investiu em novas usinas hidrelétricas e termelétricas. Além disso, todas as companhias de eletricidade que caíram sob a praga da gestão chavista tiveram queda na produção por falta de manutenção, corrupção e aumento escandaloso do número de funcionários.
As falhas internas do setor elétrico eclodiram com a repetição do fenômeno climático El Niño, que secou as represas. Se não chover até maio, a hidrelétrica de Guri, que responde por 60% da geração nacional, precisará desligar as turbinas.
No pior cenário, o país poderá ter eletricidade dia sim, dia não. Tripudiando sobre as dificuldades da população, Chávez propôs o "banho socialista" de três minutos e prometeu contratar cientistas cubanos para bombardear as nuvens e fazer chover nos lagos das hidrelétricas.
"Vou lá de avião e, se uma nuvem me atravessar o caminho, eu lanço um raio nela!", bradou com o habitual histrionismo. Até agora, não produziu nem garoa.
Foto: Reuters Favela de Petare, Caracas As dezenas de assassinatos a cada final de semana em Caracas, são apenas a ponta de um problema do crime que mostram as pesquisas é a principal preocupação dos venezuelanos diariamente.
Na verdade, os racionamentos que vêm sendo aplicados pelo governo preocupam tanto quanto a escalada da criminalidade. Caracas é, hoje, a segunda cidade mais perigosa do mundo. E a população tenta de todas as formas conviver com essa realidade evitando sair de casa no horário noturno.
Para a revolução bolivariana de Hugo Chávez, o crime é produto da falta de oportunidade do cidadão, diz o texto de Gustavo Gantois, enviado especial do portal Ultimo Segundo, a Caracas.
O conceito, que foi atropelado pela queda do comunismo na União Soviética, ainda ganha sobrevida com os programas sociais do governo.
Foto: Reuters A futura mamãe venezuelana é examinada por uma médica cubana num dos Centros de Diagnostico Integral, uma boa idéia que só deu certo na verdade na propaganda oficial
. O problema é que eles não têm dado resultado. As Missões, ponta de lança dos programas, estão sendo dilapidadas pela falta de planejamento. A Missão de Barrio Adentro era originalmente administrada por cerca de 30 mil médicos cubanos. Muitos desses postos de saúde agora estão fechados e o restante com uma grave falta de pessoal.
“Os cubanos estão indo embora”, explica Felix, um assistente social que reluta em dar o sobrenome com medo de represálias do governo chavista. “Eles não recebem salário em dia e ainda são vítimas da criminalidade desenfreada”.
Chávez criou um lugar pior do que Cuba para se viver.
Imagina-se que essa situação caótica e descontrolada vá eclodir, nas eleições para a Assembleia Nacional, marcada para setembro.
Foto: Reuters Os estudantes universitários são os maiores adversários do presidente venezuelano
Desde 2005, quando a oposição se absteve das eleições legislativas em protesto pelos abusos, os representantes do povo se limitam a aplaudir as loucuras de Chávez. Agora, no entanto, pesquisas mostram que apenas um em cada três venezuelanos pretende votar em um candidato indicado pelo presidente.
A máquina assistencialista vai ter de esquentar. Com a desvalorização da moeda nacional, no início do ano, ela ganhou fôlego. Mas a manobra também deve empurrar a inflação para perto dos 40% e diminuir o poder aquisitivo da população em 12% neste ano.
Há o temor que se vendo ameaçado o coronel aperte mais o regime.
Foto: Associated Press A violenta policia de choque de Chávez não intimida mais os manifestantes
Neste domingo, no seu programa de rádio, Hugo Chávez elogiou as Forças Armadas da Venezuela e disse confiar que eles saberão conter os abusos da oposição. A ameaça velada do coronel demonstra que ele está se sentindo acuado, pela força do povo, que está gritando cada vez mais alto ao seu redor: “Chávez tás ponchao.”
Cerca de 10 mil pessoas participaram de uma manifestação no enclave russo de Kaliningrado, na região do Báltico e outras tantas em Moscou, para exigir a renúncia do primeiro-ministro, Vladimir Putin, por causa da alta do custo de vida e do desemprego.
Esta foi uma rara demonstração de descontentamento com o líder do governo, que é popular na Rússia.
Boris Nemtsov, líder do movimento oposicionista Solidariedade, disse à rádio Eco, de Moscou, que as pessoas estavam protestando contra "um aumento de 25 a 30 por cento" nos serviços públicos e o elevado desemprego. Ele afirmou que a manifestação foi organizada por partidos políticos, incluindo o Comunista.
Foto: Reuters Protestos em Vladivostok, leste de Moscou
"Acredito que isto seja um prenúncio de eventos que provavelmente ocorrerão em toda a Rússia", disse.
As autoridades russas costumam aumentar os preços de habitação, transporte, água e eletricidade depois do Ano Novo. Isso pode provocar inflação, que alcançou 1,7 por cento nos primeiros 25 dias de janeiro, excedendo as previsões oficiais.
Apesar dos sinais de recuperação, a Rússia permanece mergulhada em uma crise econômica, tendo o PIB se contraído 8,9 por cento no acumulado de um ano e o desemprego alcançado 8,2 por cento em dezembro.
Foto: Associated Press Mesmo ferido pela repressão policial jovem continua a participar do protesto em Moscou
O governo russo despejou bilhões de dólares na economia e vem apoiando regiões e cidades afetadas pela crise.
As pesquisas confirmam que Putin, ex-presidente do país e ex-integrante do serviço de inteligência russo, atual primeiro ministro, continua popular na Rússia.
Um levantamento realizado este mês pela VTsIOM mostra 54 por cento de aprovação a ele, o mais elevado entre os políticos russos. O presidente Dmitry Medvedev obteve 42 por cento de apoio.
Foto: Getty Images Polícia arrasta membro do Partido Nacional Bolchevique durante o comício no centro de Moscou
Pode ser, porém, que essa popularidade toda, esteja começando a ruir devido aos resultados da economia.
HONDURAS Lobo toma posse e país volta à normalidade
Apesar de não ter sido reconhecida por alguns, inclusive o Brasil, a eleição e posse do presidente eleito de Honduras, Porfirio "Pepe" Lobo, prestigiada por representantes dos Estados Unidos e de vários outros países, põe o pequeno país centro americano de volta a normalidade democrática, tão questionada nos últimos seis meses
Foto: Associated Press Porfirio Lobo, o novo presidente de Honduras, ao primeira dama Rosa Elena, no momento da posse, recebendo a faixa presidencial das mãos do presidente do Congresso Juan Orlando Hernandez
Porfirio "Pepe" Lobo tomou posse, nesta quarta-feira, 27, como novo presidente de Honduras, mais de seis meses após o então líder Manuel Zelaya ser deposto do cargo.
A faixa presidencial foi entregue pelo presidente do Congresso, Juan Arnaldo Hernández, em uma cerimônia no Estádio Nacional de Tegucigalpa, de acordo com o cerimonial e as tradições locais, que contou com a presença de representantes de 30 países, 35 mil assistentes e uma barreira de segurança formada por cinco mil soldados e policiais.
Em seu primeiro discurso como presidente, Lobo apelou a uma "necessária e indispensável" reconciliação com a comunidade internacional. Agradeceu ao presidente da Costa Rica, Óscar Arias, "por ter se interessado (...) numa solução justa e pacífica" para a crise; ao presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, um dos protagonistas no acordo que facilitou a saída de Zelaya do país e à Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade de que Honduras foi suspensa após a deposição de Zelaya.
Foto:El Heraldo A cerimônia de posse no estádio nacional de Tegucigalpa
El Heraldo Disse, ainda, que seu mandato durará quatro anos, "nem um dia a mais, nem um dia a menos". Roberto Micheletti, que tomou posse após a deposição de Zelaya, não assistiu à cerimônia de posse.
- Acabamos de sair da pior crise política de nossa história democrática, mas conseguimos evitar todos os grandes perigos que afrontavam nossa nação - disse Lobo.
Foto: El Heraldo
Minutos após a posse, o novo presidente sancionou o decreto aprovado na véspera pelo Congresso, que concedeu anistia ao presidente deposto Manuel Zelaya de crimes políticos, como a violação da Constituição por tentar realizar uma consulta popular que abriria caminho para sua reeleição.
O Decreto de anistia, porém, também perdoou qualquer deslize político que se tenha cometido nos incidentes que o tirou do poder, não incluiu, porém, os comandantes militares que foram absolvidos pela Suprema Corte, acusados pelo crime de expatriação de Zelaya.
A medida, no entanto, que entra em vigor 20 dias depois de publicada no Diário Oficial, não inclui outras acusações feitas contra Zelaya e seus ministros, como corrupção, mal uso de verba pública e enriquecimento ilícito.
Assim ele continua processado e ameaçado de prisão se circular pelo país.
Eleito em 29 de novembro, num pleito que não foi reconhecido pelo Brasil e por outros governos latino-americanos, "Pepe" Lobo informou que ex-candidatos presidenciais serão nomeados para o Ministério do Trabalho, Felícito Ávila; Cultura, Bernard Martínez; e para o Instituto Nacional Agrário (INA), Cesar Ham.
Foto: Reuters Pela primeira vez, como presidente, Porfirio Lobo canta o Hino Nacional de Honduras
Lobo, de 61 anos, é agricultor e dono de terras na enorme província de Olancho, ao leste de Honduras fazendo fronteira com a Nicarágua. O presidente vem de uma família rica de fazendeiros e é administrador de empresas graduado pela Universidade de Miami.
Foto: El Heraldo O Ministério formado por Porfírio Lobo, para governar o país
Ao assumir a Presidência, Porfirio Lobo tem o desafio de governar um país dividido e isolado internacionalmente. Sua prioridade é por fim à crise política instalada após a deposição do então presidente, Manuel Zelaya, em 28 de julho de 2009.
Zelaya deixa finalmente a embaixada do Brasil
Foto: Reuters O novo presidente de Honduras acompanhou Manuel Zelaya até Aeroporto Internacional Toncontín, em Tegucigalpa, feliz como quem embarca a sogra numa viagem sem volta
Duas horas após o novo dirigente ter recebido a faixa presidencial, Zelaya deixou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa por volta das 15h (19h de Brasília), onde passara os últimos 128 dias, sob forte escolta e driblando o assédio da imprensa.
Numa caravana, o ex-presidente rumou para a base aérea da capital, onde embarcou para a República Dominicana num bimotor da Embraer. Antes de partir, entregou ao chefe da embaixada, Francisco Catunda, uma carta de agradecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio durante a crise.
O ex-presidente pedira que seus simpatizantes, que organizavam uma manifestação de despedida, desobstruíssem as vias de acesso à embaixada e se concentrassem nas proximidades da base aérea.
Foto: Associated Press Os partidários de Zelaya dão adeus ao ex-presidente que foi para o exílio
Para sair da embaixada brasileira rumo ao exílio, sem ser preso, Manuel Zelaya precisou que o novo presidente eleito, Porfirio Lobo, concedesse um salvo conduto especial, pois a justiça hondurenha ainda o quer alcançar por crimes de corrupção e enriquecimento ilícito.
O novo presidente, na verdade, estava louco para ver Zelaya fora do país, o que representa uma complicação a menos, e até o acompanhou ao aeroporto, entre prestigiando e se certificando que o incomodo ex-presidente ia mesmo sumir no horizonte.
O plano do coronel Hugo Chávez de ter um aliado incondicional em Honduras não deu certo, ao contrário, sua presença exagerada interferindo no governo hondurenho acabou prejudicando o seu aliado, que acabou perdendo o poder, com seis meses de antecipação.
As diversas manobras do coronel Chávez, de fazer presidente deposto voltar ao poder, como a de plantá-lo na embaixada brasileira, não resultou em nada.
Foto: Micheletti ao sair da missa celebrada no seu último dia de governo, foi aplaudido pela multidão e posou para fotos com partidários
O povo hondurenho deu seguidas mostras de preferia ser governada por Roberto Micheletti (foto) um velho político experiente, que conseguiu conduzir, debaixo de um tiroteio político internacional, o seu país até as eleições e a possível volta a normalidade, libertando-o das mãos de Manuel Zelaya e da influencia externa de Hugo Chávez.
Lula assessorado por Celso Amorim e principalmente por Marco Aurélio Top Top Garcia, foi um fantoche nas mãos de Hugo Chávez, durante todo o incidente. Até agora procura uma saída honrosa para mudar de opinião.
Apesar de ter se dirigido inicialmente para a República Dominicana as informações que se tem, é que Manuel Zelaya, pretende fixar residência de exilado no México.
Foto: Diario Libre Nessa luxuosa mansão em São Domingos, protegido por militares, bem mais discretos que o exército hondurenhos, Zelaya está hospedado com sua família. O endereço é dos mais nobres rua Hatuey 42, Los Cacicazgos, São Domingos,Republica Dominicana
Bebeto e Seu Jorge cantam "Eu bebo sim” de Luís Antônio
SPONHOLZ- Jornal da Manhã (PR)
RECIFE Excesso de destilados fez pressão de Lula subir
Dilma Rousseff e Franklin Martins estão querendo transformar mais um porre presidencial, numa estafa por excesso de trabalho. A versão é de um cinismo espetaculoso. Todo mundo sabe que Luis Inácio Lula da Silva, jamais trabalhou
Foto: Ricardo Stuckert/PR Lula na Sinagoga em Recife, acendendo velas para os judeus, com a mesma mão que acendera para Ahmadinejad
Não é a primeira vez que Lula fica embriagado em Pernambuco. Nós do “Passiranews” já constatamos isso inúmeras vezes. As afinidades entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campo e o presidente Lula vão muito além de convergências políticas. Cada encontro é uma celebração etílica-política como se aquelas fossem os últimos litros de Dimple 20 anos, do planeta.
Para Lula vir a Pernambuco é como dá uma passadinha no boteco preferido. Por isso vem ao estado tão amiúde, para praticar o seu esporte favorito ao lado de um jovem amigo com os mesmos hábitos de conversar sobre política esvaziando litros de maltes envelhecidos na escócia.
Durante à tarde, o presidente Lula, já esboçava alguns sintomas de sua “estafa”. Sob efeito alcoólico sua excelência participou da cerimônia em memória dos mortos no holocausto, na histórica sinagoga Kahal Zur Israel , na Rua do Bom Jesus, em Recife, a mais antiga das Américas, numa jogada para limpar a barra do nosso presidente diante de Israel, antes de sua próxima visita a região da Palestina.
Lula chegando ao Hospital Português em Recife, já quase refeito, por ter tomado soro glicosado no percurso. Captura de vídeo feito pelo telefone
O presidente saiu-se com uma afirmação surpreendente diante de uma platéia judaica com representantes de vários países que assistia o discurso com formal frieza.
"Mostrei ao presidente do Irã que é impossível negar o Holocausto, que 60 milhões de vidas foram perdidas na Segunda Guerra Mundial em combates, em enfrentamentos de parte a parte. Mas que os 6 milhões de judeus não foram mortos em combates, foram exterminados", disse Lula
Trata-se de uma traição ao aliado iraniano, pois tal citação nunca foi registrada em nenhum dos comunicados oficial conjuntos da visita do presidente Ahmadinejad, a Brasília. Lula ganhou aplausos fáceis dos judeus, mas vamos esperar até que o iraniano saiba disso.
Terminado o périplo demagógico de solenidades, o presidente foi para o Palácio do Campo das Princesas, onde ficou mais de quatro horas dialogando etilicamente com o governador do estado Eduardo Campos. Ainda no Palácio passou mal, e chegou a se convocar a equipe médica do hospital português, que sempre fica em alerta, quando o presidente vem ao Recife.
Os médicos, segundo o blog do Jamildo, acabaram sendo dispensados, para em seguida, serem chamados de novo, desta vez em caráter de urgência urgentíssima.
Dentro do aerolula, de portas fechadas, pronto para levantar vôo do Recife com destino a Davos na Suíça, o presidente teria passado mal novamente e o médico que o acompanha nas viagens, Dr. Cléber Ferreira, aferiu sua pressão e constatou que além das tonturas, ânsias de vômitos e dores no peito, o presidente estava com uma pressão 18/12.
Pelos sintomas, sua Excelência poderia estar à beira de um infarto, de um aborto ou de um coma alcoólico. Mais tarde foram afastadas as duas primeiras hipóteses.
Depois de tomar um tubo de soro glicosado o presidente ficou totalmente curado, lépido, fagueiro e risonho, pronto para outra. O resto foi encenação do marketing presidencial.
Foto: Agência Brasil Dilma Rousseff, devido a sua ampla experiência, foi escalada para mentir inventando a história de excesso de trabalho e a vida atribulada de Lula, comparando ao rali Paris Dacar, deveria ter comparado a Oktoberfest.
Foto: Warner divulgação da série House A equipe que atendeu Lula disse que está tudo bem, pelo menos por enquanto, recomendou que ele se afastasse da bebida e do PMDB
Roberta Sá & Roberto Silva cantam "Falsa Bahiana” de Geraldo Pereira
SPONHLZ
ELEIÇÕES 2010 Lula “alto nível” chama Sérgio Guerra de babaca
O presidente gastou, parte da sua primeira reunião ministerial do ano, para ofender o presidente do partido da oposição, dando-lhe o título de babaca, para em seguida sugerir que ninguém deve baixar o nível da campanha presidencial, exceto ele, é claro
No blog Radar de Lauro Jardim o registro de que na reunião ministerial de ontem, Lula fez um discurso curto, de quinze minutos, mas cheio de ruídos eleitorais. Disse palavrão, nada de novo, mandou recados e falou muito sobre eleições. Em determinado momento, sem ter nem prá que, disse:
-Esse babaca do Sérgio Guerra (presidente do PSDB) não sabe o que está falando quando diz que nada acontece de bom no Brasil.
Respirou e prosseguiu:
- Espero que a eleição não seja de baixo nível. Mas pode ser que seja, porque a oposição está sem discurso. E eu sei o que é ser candidato sem discurso.
Como é impossível supor que Lula tenha feito um discurso diante de 40 ministros imaginando que não vazasse, fica claro que o presidente queria que essa frase fosse publicada.
Em relação o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, nada justifica um tratamento deste nível por parte de um presidente da República a um dirigente do maior partido da Oposição em plena reunião ministerial - não era um botequim, afinal.
Lula que já falou “merda” num palanque, agora manda um “babaca” numa reunião com seus ministros. Mais contraditório ainda foi clamar em seguida por uma eleição “que não seja de baixo nível”. – comenta Jardim.
Até agora Sérgio Guerra não soube responder Lula, disse ao Blog do Noblat que "Em respeito ao presidente da República do Brasil não darei a resposta que ele merece, e que eu gostaria de dar”.
Para Lauro Jardim, do Radar, disse:
- "O presidente é conhecido por não controlar seu vocabulário e pela enorme capacidade de não refletir sobre o que diz. O melhor que ele tem a fazer é respeitar a lei e parar com a campanha antecipada".
É por respostas assim que Lula ousa chamar o presidente tucano de “babaca”.
Se os tucanos e Democratas vão entrar para jogar com Lula com luvas de pelica e cair nessa de campanha cheios de nível e educação, sem responder a altura "o boca suja de Garanhuns", o título de babaca vai ser estendido a toda oposição.
Com se diz por aqui por Pernambuco: “Formiga sabe que roça come”.
Cadê que Lula chama Jarbas Vasconcelos de feio? E olha que seria uma verdade.
Em clima de comoção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta quinta-feira (21) na homenagem aos soldados brasileiros mortos no Haiti pelo terremoto que atingiu o país no último dia 12. Ele lembrou a coragem dos militares que fizeram parte da Missão de Estabilização das Nações Unidas no país, chamando-os de "bravos soldados do Exército Brasileiro". Durante a cerimônia de honras fúnebres, na Base Aérea de Brasília, o presidente citou e agradeceu a cada um dos 18 mortos.
O presidente conferiu a Medalha do Pacificador com Palma, aos militares mortos, que é a comenda que distingue aqueles que mesmo em tempo de paz, pratica atos de bravura e agradeceu nominalmente a cada um deles.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O caixões permaneceram no centro de um hangar na base aérea, cobertos com a bandeira do Brasil e com as fotos dos militares sobre eles. Os familiares receberam as condolências do presidente Lula e da primeira-dama Marisa Letícia.
Lula chegou ao local acompanhado da primeira-dama e de diversos ministros. Os presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney, além do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, também participaram da cerimônia.
Os dois coronéis João Eliseu Souza Zanin e Emílio Carlos Torres dos Santos, mortos no terremoto do Haiti, foram promovidos post mortem a General-de-Brigada Combatente.
O corpo do 18º militar que estava desaparecido, do major Márcio Guimarães Martins, foi localizado na madrugada de ontem, mas continuava no Haiti. O governo tentava junto à Organização das Nações Unidas (ONU) acelerar a liberação do corpo do militar, que era oficial do Comando da Brigada de Infantaria de Paraquedistas, do Rio de Janeiro.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Quando a Banda Militar executou o Hino Nacional, na Base Aérea de Brasília, familiares e amigos das vítimas do tremor de terra foram tomados pela emoção, a exemplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de Lula, o vice-presidente José Alencar e os presidentes do Congresso Nacional, José Sarney, da Câmara dos Deputados, Michel Temer, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, participaram da cerimônia. A maioria dos ministros também esteve na solenidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (21) um projeto de lei que autoriza o governo a indenizar as famílias dos militares mortos no terremoto do Haiti em R$ 500 mil. A medida prevê ainda o pagamento de uma bolsa educação de R$ 510 para os dependentes dos soldados, que terão direito ao benefício até completarem 24 anos.
Foto: José Cruz/ABr
Antes da cerimônia oficial, os familiares e amigos tiveram um momento reservado para se despedir das vítimas do terremoto. Depois da cerimônia os corpos foram trasladados por cinco aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para as cidades onde serão sepultados.
Discurso do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Cerimônia de honras fúnebres aos militares mortos no cumprimento do dever na Missão de Paz no Haiti
Há momentos em que as palavras se tornam frágeis diante da brutalidade dos fatos.
A tragédia que se abateu sobre o Haiti, no dia 12 de janeiro de 2010, foi um desses episódios em que o destino cego e implacável parece ter assumido as rédeas da condição humana.
Nosso coração, que já estava partido pelo sofrimento desse povo-irmão, de raízes africanas como as nossas, recobriu-se duplamente de luto e dor nos dias que se seguiram.
Vinte brasileiros que se dedicavam à difícil tarefa da reconstrução haitiana perderam a vida em Porto Príncipe, no derradeiro testemunho do seu compromisso com a redenção do país.
Entre eles, estavam dois civis: nossa querida Zilda Arns, médica, pediatra, criadora da Pastoral da Criança, símbolo da fé brasileira na cooperação para a justiça social; e o diplomata Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da Missão de Paz da ONU no Haiti, que já emprestara sua experiência de 40 anos em situações de conflito no Kosovo e na Libéria.
Estavam lá, também, os 18 bravos soldados do Exército Brasileiro que tombaram cumprindo a mais nobre missão humanitária já efetivada pelas nossas Forças Armadas.
Estou falando de destemidos compatriotas que chegaram ao Haiti levando a seguinte mensagem àquela gente sofrida: “Vocês não estão sozinhos. Viemos aqui em nome do Brasil. Trazemos segurança para suas famílias, trazemos paz. Trazemos remédios, solidariedade e, acima de tudo, o respeito do povo brasileiro ao povo haitiano”.
Cada um desses homens reafirmou, durante sua vida, a vocação pacífica e solidária da nação brasileira. Sem nunca perder a firmeza e a coragem necessárias para combater a violência e a criminalidade que tanto assolavam o Haiti, nossos militares sempre souberam conviver harmoniosamente com a população local, e ganhar a sua estima.
O soldado brasileiro nunca foi confundido com invasores estrangeiros. Muito pelo contrário: foi a sua mão amiga que criou a confiança mútua entre a Força de Paz das Nações Unidas e os justos anseios da sociedade haitiana.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por terem nos representado assim, com o sacrifício da própria vida, quero dizer, em nome do Brasil e dos brasileiros:
Obrigado, General-de-Brigada João Eliseu Souza Zanin.
Obrigado, General-de-Brigada Emílio Carlos Torres dos Santos.
Obrigado, Coronel Marcus Vinicius Macedo Cysneiros.
Obrigado, Tenente-Coronel Francisco Adolfo Vianna Martins Filho.
Obrigado, Terceiro-Sargento Antônio José Anacleto.
Obrigado, Terceiro-Sargento Felipe Gonçalves Júlio.
Obrigado, Terceiro-Sargento Rodrigo Augusto da Silva.
Minhas senhoras e meus senhores,
Peço a Deus que permita mantermos sempre na memória a lembrança e o exemplo de nossos bravos compatriotas. E que Ele amenize este doloroso momento pelo qual passam todos os seus familiares.
Muito obrigado.
Foto: Ricardo Stuckert/PR O presidente e a primeira dama, dona Marisa, cumprimentaram os parentes dos militares mortos no Haiti.
O estilista Samuel Cirnansck no São Paulo Fashion Week 2009 reinventou a mulher objeto ou a moda utilitária, criando entre outras a mulher escrivaninha, a mulher almofada e abaixo pode ser ver exemplos de mulheres abajures.
Qual é mulherada?Não vão reagir? Se isso fosse idéia da turma do “thePassiranews” iam nos chamar de machista, porco chauvinista e exigir retratação.
Foto: Associated Press - Reuters
Como é Cirnansck vejam o que disse a comentarista Maria Beatriz Gonçalves, da Revista Criativa, sobre esse desfile:
"A inspiração de Samuel Cirnansck para sua coleção inverno 2010 foi o designer de móveis inglês Thomas Chippendale, um dos grandes responsáveis pela popularização dos móveis então criados apenas para reis e rainhas na Londres de 1700.
Na passarela a inspiração se transforma em muita renda, couro falso, tapeçaria, bordados em pedraria e paetês em vestidos e casacos belíssimos.
E vai muito além dos elementos que remetem à estética da época e ao design destes objetos: Samuel decidiu ousar e criar peças como a “mulher-mesa” e a “ mulher-divã”, além de um vestido todo revestido com plástico siliconado e das cúpulas e lustres inteiros no topo da cabeça das modelos que acrescentam um pouco de drama ao desfile."
Onde esses comentaristas de desfiles vão buscar inspiração para essas tiradas surrealistas?
Estamos mudando fisicamente de sede, em caráater emergencial.
O caos de livros, roupas e apetrechos espalhados por centenas de metros quadros de desorganização, impede qualquer ato inteligente.
Desde o final do ano, quando soubemos que o edifício da nossa sede estava sob a ameaça de ruir, nossa criatividadezinha desabou.
Como tratar do terremoto e do soterramento alheio se o nosso telhado ameaça cair?
Tentamos disfarçar funcionando a meio vapor, mas não está dando mais para prosseguir.
Assim que um pouco de ordem se instalar voltaremos com carga total.
Podemos retomar a qualquer momento, sem aviso prévio, mas nossa previsão diz que isso só acontecerá por volta do dia 26 de janeiro, Quizás, Quizás, Quizás!
Vamos sentir mais saudades de vocês do que vocês da gente.
Por enquanto curtam o pessoal genial do "Buena Vista Social Club"
Omara Portuondo e Ibrahim Ferrer acompanhados do pianista Roberto Fonseca cantam “Quizás, Quizás, Quizás!” de Osvaldo Farrés
HAITI Os americanos são os novos donos do Haiti
Nesta segunda chegaram 10 mil soldados ianques em Porto Príncipe, mais navios hospitais, milhares de médicos e enfermeiros. Obama quer exibir uma invasão militar americana positiva. Politicamente, porém, a estratégia ainda não apresentou efeitos reais de controle da situação caótica e criou sérios embaraços diplomáticos com as tropas da ONU estacionadas no país, lideradas pelo exército brasileiro há cinco anos
Foto: Arquivos Plano Brasil Os americanos chegaram aos borbotões
Ninguém pode rejeitar a ajuda americana, pois tudo que puder melhorar a situação dos haitianos é bem vindo, mas não está pegando bem diplomaticamente a esmagadora intervenção. Como se uma força intervencionista estivesse dominando militarmente outra, pela superioridade numérica e tecnológica.
Não se estar levando em conta a experiência no terreno e os melindres de uma tropa de sete mil homens, 1.200 deles do Brasil, a Minustah” (a missão de paz da ONU), treinados, eficazes e orgulhosos do trabalho de pacificação que realizavam até então no Haiti.
O presidente americano, Barack Obama, assumiu o controle da situação no Haiti, sem entendimentos prévios com o presidente Lula do Brasil, que tem a responsabilidade comando da Força de Paz no país há cinco anos. Apesar do presidente brasileiro, ter feito contato com o americano na primeira hora, demonstrando sua disposição de estar à frente da coordenação das ações no país caribenho, que militarmente estava, por incumbência da ONU, sob o seu controle militar.
O presidente brasileiro sempre ávido pelas luzes dos refletores internacionais, bem que merecia, desta vez, um pouco mais de respeito, por parte do seu colega americano. Obama tem feito um jogo duplo, citando o Brasil como importante na ação do Haiti, enquanto tira o controle da situação do comando brasileiro, numa manobra que em muito se assemelha a atuação da diplomacia americana na Conferencia do clima em Copenhague.
Se na luta em defesa do planeta, a imprensa não registrou que o presidente americano, manobrou conspiratoriamente para não deixar o Brasil liderar o encaminhamento das negociações, mesmo pagando o preço da conferencia fracassar, nessa nova situação, desde sexta-feira, já se fala em uma tensão diplomática entre os EUA e o Brasil.
Foto: Getty Images Em grosso modo foi uma invasão militar de solidariedade americana
Essa briga de egos presidenciais, onde a razão, nestes últimos acontecimentos, esteja com o governo brasileiro, resulta no prolongamento do sofrimento do povo haitiano, que apesar da inigualável mobilização internacional de ajuda, ainda não recebe de forma adequada alimentos, assistência média e proteção social.
O Brasil não fez nada de errado para sofrer essa intervenção e perder o comando das ações que vem exercendo com eficácia há cinco anos. Se o Haiti não está melhor humanamente, foi devido à falta de atenção internacional ao drama humano vivido naquele país, com os piores índices humanos do planeta.
No primeiro momento do terremoto, até contrastando com a morosidade em intervir em catástrofes dentro do Brasil, o governo Lula, mobilizou-se de forma correta e não se omitiu em continuar com a responsabilidade de manter a segurança social no Haiti.
O Ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim e os comandante do exército, general Enzo Peri e da marinha, Júlio Soares de Moura Neto chegaram ao território haitiano no dia seguinte à ocorrência do terremoto. Um gesto inclusive, temerário, pelos riscos de envolver de uma só vez, três importantes autoridades gestoras da defesa brasileira, numa região com riscos de sofrer novos abalos sísmicos.
Na ocasião, fugindo da nossa característica, até elogiamos o gesto do ministro Jobim, que como Chefe da Defesa foi prestar solidariedade aos militares brasileiros, e erguer a moral da tropa que perderá 17 companheiros na catástrofe.
Foto: Reuters Americanos residents no Haiti ou de origem haitiana sendo evacudados de volta aos Estados Unidos, nos aviões da Força Aérea que haviam trazidos doações
O terremoto destruiu a torre de controle do aeroporto de Porto Príncipe, mas a tropa de paz da ONU, mesmo de forma precária, assumiu o controle da situação, apoiando técnicos haitianos e até a quinta-feira, conseguiram controlar a intensa movimentação aérea que passou a acontecer com a chegada de ajuda humanitária de inúmeras partes do mundo.
C 130 Hércules da FAB, como esses, com suprimentos e equipes de resgates, foram impedidos de pousar
Sem a ninguém consultar, nem o presidente do Haiti, que está instalado, nas dependências do próprio aeroporto, por ter sido o palácio do governo, destruído, nem os comandantes militares brasileiros, inclusive o ministro da defesa, os americanos chegaram com equipamentos e assumiram o controle absoluto do aeroporto de Porto Príncipe.
O vexame tornou-se mais evidente, quando cinco aeronaves da FAB que fariam transporte de mantimentos, equipes de resgate e autoridades, três tiveram que pousar, na quinta-feira, em Santo Domingo (República Dominicana), o país vizinho, porque ao se aproximar do Haiti, não receberam autorização para pouso em Porto Príncipe, apesar de estarem levando equipes de apoio, suprimentos para a tropa e doações de medicamentos aos haitianos,
No caso, as Forças Armadas Brasileiras, estavam sendo impedidas de apoiar suas tropas que tinham a responsabilidade de manter a ordem social no Haiti, por determinação da ONU.
A situação ficou tão crítica, que a FAB mandou dois aviões regressarem ao Brasil (estavam a meio caminho do Haiti) e aguardassem em Boa Vista, Roraima, a permissão americana, para só então dirigir-se a capital haitiana.
Foto:Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Ao desembarcar na sexta-feira no Brasil o ministro de Defesa, Nelson Jobim (foto) chegou criticando asperamente o controle dos EUA sobre o aeroporto de Porto Príncipe. Jobim disse que a decisão foi "unilateral" dos norte-americanos, sem que outros países fossem consultados. Afinal, até o vôo que lhe trouxe ao Brasil, teve que ficar esperando permissão dos americanos, para sair de Porto Príncipe. O ministro das relações exteriores do Brasil, Celso Amorim, teve que fazer uma ligação para a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, tentando destravar a situação. “Hillary prometeu que ia reforçar a instrução ao comando militar americano para se coordenar com a Minustah” (a missão de paz da ONU).
Depois disso, Amorim falou à imprensa, tentando amenizar os incidentes, afirmando que a secretária de Estado dos EUA esclareceu que as forças americanas vão cumprir funções essencialmente humanitárias, sem interferir na segurança pública do país, já que isso é a função da Minustah. O ministro disse que Hillary reconheceu a liderança do Brasil na recuperação do Haiti, blá, blá, blá.
Foto: Associated Press Hillary no Haiti com René Préval, fechando acordo para controlar o país
Demonstrando que a intenção é mesmo de controle total, neste mesmo sábado, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou a Porto Príncipe, de surpresa, em um avião de carga da Guarda Costeira dos EUA, que transportava ajuda humanitária e reuniu-se com o presidente haitiano, René Préval.
Após proclamações diplomáticas de ajuda humanitária, a secretaria assinou um memorando de entendimento "entre os dois países, dando a Força Aérea americana a autonomia para dirigir o tráfego aéreo no aeroporto internacional de Porto Príncipe e a marinha americana de controlar as principais docas da cidade.
Agora é oficial, só entra e sai do Haiti quem os americanos quiserem “e priu”!
CHILE - ELEIÇÃO Oposição vence no Chile com Sebastián Piñera
O candidato da super popular presidente Michelle Bachelet, perde as eleições, apesar do seu empenho em alavancar a candidatura do apadrinhado, o ex-presidente, Eduardo Frei
Foto: Reuters O novo presidente eleito do chile, o bilionário Sebastián Piñera, acompanhado de sua esposa Cecilia e seu filho Sebastian, comemora a vitória.
O empresário Sebastián Piñera, venceu as eleições no Chile, para Eduardo Frei, o candidato governista e ex-presidente do Chile, solucionando a dúvida das pesquisas dos últimos dias que apresentava os candidatos como tecnicamente empatados.
O resultado final favoreceu Piñera 51,6% e Frei 48,38%, uma diferença de apenas 3 pontos percentuais. No primeiro turno Sebastián Piñera saiu com 14 pontos a frente de todos os candidatos.
A candidatura de Freire ganhou oxigênio depois que a presidente Michelle Bachelet que conta com 80% de apoio popular, dedicou-se intensamente a campanha e o candidato independente, terceiro colocado no primeiro turno, Marco Enríquez-Ominami, apresentou o seu apoio, mas não foi suficiente.
Foto: Reuters Festa em Santiago do Chile, para os partidários de Piñera
Esta é a primeira derrota da Concertación, a esquerda chilena, em vinte anos e também após quatro governos consecutivos, incluído os quatro últimos da presidente Michelle Bachelet.
A vitória de Piñera, da Coalición por el Cambio (Frente para a Mudança), marcara o retorno da direita para ocupar a cadeira no Palácio presidencial La Moneda.
Foto: La Nacion
O jornal La Nacion usou do pretexto de explicar que alguns eleitores depois de votar teriam ido à praia, para exibir essa moça de biquíni no litoral de Santiago. Algo completamente fora de contexto numa cobertura político eleitoral.
O Congresso negou-se a debater Lei de Anistia, uma tentativa de resolver a crise que se arrasta desde junho, o presidente Roberto Micheletti, vira "primeiro herói nacional do século 21" e os militares que mandaram Zelaya de pijama para fora do país, estão sendo julgados pela Suprema Corte e Zelaya continua hospedado na embaixada do Brasil, dizendo que está tudo errado
Foto: Reuters O povo protestou diante do Congresso de Honduras, para que não fosse aprovada a lei de anistia, querem que Zelaya seja julgado pelos crimes de que é acusado. O Congresso deixou para os novos parlamentares
Depois de seis meses de uma crise política e institucional que afetou a economia e deixou o país isolado da comunidade internacional, esperava-se que Honduras desse um passo importante a caminho da normalidade, com a aprovação da Lei de Anistia, que poderia perdoar todos os crimes cometidos desde a deposição de Manuel Zelaya, em junho, e ajudar a estabilizar o país para o início do governo do novo presidente, Porfírio “Pepe” Lobo, que assume o cargo no dia 27.
Foto: El Heraldo
O Congresso de Honduras, porém, achou que não havia tempo, para discutir o assunto antes do final de seus mandatos e deixou para os novos congressistas, que tomam posse em 25 de janeiro essa tarefa.
O vice-líder da bancada do oposicionista Partido Nacional, Antonio Rivera, cujo partido terá a maioria do próximo Congresso, disse que "não se chegou a um acordo" sobre a iniciativa dos setores organizados, que ele atribuiu à existência de "confusão" sobre os efeitos da anistia política.
"Acho que se manejou mal desde o início, não se deixou claro, confundiu-se anistia com impunidade e corrupção, e ao final a percepção foi que estávamos a preparando um perdão para tudo", disse o deputado do partido de Porfirio "Pepe" Lobo, o novo presidente eleito que toma posse no dia 27 de janeiro.
Foto: El Heraldo O presidente Roberto Micheletti recebeu a placa de reconhecimento por serviços prestados a nação, das mãos de Adolfo Facussé, presidente da Associação Nacional da Indústria de Honduras
A "vitória" dos adversários de Zelaya é cada vez mais cristalina. Na noite de segunda-feira (11), o presidente interino do país, Roberto Micheletti, foi homenageado pela Associação Nacional de Industriais de Honduras, que o declarou "o primeiro herói nacional do século XXI" por "defender a democracia e a liberdade em Honduras".
No evento compareceram representantes de vários os setores que apoiaram a saída de Zelaya – congressistas, militares, empresários e outros membros da sociedade civil. Todos prestaram homenagens ao político que, como presidente do Congresso, enfrentou Zelaya, e liderou o movimento para tirá-lo do poder.
Em conjunto, a perda de força de Zelaya ocorrida após a mudança de posição da diplomacia dos Estados Unidos e a consagração do vasto grupo contrário ao ex-presidente – simbolizada pelo prêmio dado a Micheletti – reduziu muito o tamanho da crise, mas não conseguiu encerrá-la por completo.
O debate da lei de anistia estava cercado por polêmicas, onde se afirmava que o Congresso não teria legitimidade para aprová-la, por estarem os congressistas do atual parlamento, dando anistia a si mesmo.
Foto: La Prensa
O procurador-geral hondurenho, Luis Alberto Rubi, (foto) pediu a prisão dos seis membros do Estado Maior por quatro anos por violação da Constituição local, que veta a deportação de cidadãos hondurenhos (o que foi feito com Zelaya, mandado para a Costa Rica).
O presidente da Suprema Corte, Jorge Alberto Rivera, presidiu, no dia 14, a primeira audiência do processo contra os seis chefes militares: o subchefe do Estado-Maior Conjunto, generais Romeo Vásquez e Venancio Cervantes, respectivamente; os chefes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Força Aérea, general Luis Javier Prince, e da Força Naval, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez; e pelo inspetor-geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar.
O juiz Jorge Rivera, presidente do Supremo hondurenho, no fim da audiência, emitiu a ordem que impede os réus de deixar Honduras e ordenou que os seis oficiais se apresentassem todo mês para assinar o livro de registro na secretaria do Supremo.
Foto: Reuters Zealya diz que tem dez dias para decidir se espera a posse do novo governo para sair do país ou se fica pagando para ver a nova situação
Para Zelaya, a anistia seria “a segunda etapa do golpe”. “Eles (o governo Micheletti) querem se livrar das acusações de que cometeram um crime político sem precedentes neste país”, disse Zelaya na segunda-feira (11). Para ele, o julgamento dos militares não passa de uma “farsa” para “dar impressão de legalidade junto à comunidade internacional”. O ex-presidente afirma que, uma vez iniciado o julgamento dos militares, ele seria interrompido com a aprovação da anistia, e nenhum deles seria punido.
Foto: Associated Press A anistia, não agradava nem Zelaystas, nem Michelettistas, assim entrou em compasso de espera
Ao mesmo tempo em que Zelaya protesta, seus adversários reclamam da mesma Lei de Anistia, como conta o jornal La Tribuna. As organizações civis União Cívica Democrática e Resistência Nacional, favoráveis à destituição de Zelaya, se manifestaram contra a lei na segunda-feira (11). Aos gritos de “castigo aos corruptos”, pediram que Zelaya e membros do seu governo sejam julgados por crimes de corrupção que teriam cometido.
Se a Anistia acontecesse como estava se imaginando, feito as pressas pelo congresso, Zelaya ia sair lucrando, pois no dia que fosse aprovada a anistia, ia poder sair andando pela porta de frente da embaixada do Brasil e começar a atanazar a vida do novo presidente, quando seu destino natural, será o exílio ou a cadeia.
Agora com a decisão do Congresso a situação de presidente hospede do Brasil, voltou para a estaca zero, ou melhor, piorou e muito, pois um congresso de maioria oposicionista, não vai lhe conceder benesses.
O futuro de Zelaya resume-se em passar o resto da vida “preso” na embaixada do Brasil, ou vai acabar pedindo asilo político, possivelmente ao governo Lula e nunca mais vai se ouvir falar dele.
Nesta edição, VEJA traz uma reportagem (veja post abaixo) sobre um assunto que, desde o fim do ano passado, está presente no noticiário e ao qual você, leitor, talvez não tenha prestado atenção suficiente: a crise detonada pelo lançamento do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos. Sim, já estamos no terceiro programa. O primeiro foi lançado em 1996 e o segundo, em 2002, ambos no governo de Fernando Henrique Cardoso. A ideia de ter um programa desses, atualizado de tempos em tempos, surgiu depois que o Brasil presidiu o comitê de redação da Conferência Mundial de Direitos Humanos, realizada em Viena, em 1993, que legou uma orientação nesse sentido aos países participantes. A primeira versão, com 228 itens, propunha basicamente ações capazes de proteger índios, negros, crianças, detentos ou pessoas submetidas a trabalho forçado, entre outros grupos. Uma de suas consequências foi a criação da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Seis anos depois, em 2002, o segundo programa trazia 518 metas, mais específicas e detalhadas. Incluía melhorar a vida de dependentes químicos e portadores do vírus HIV, por exemplo.
O terceiro plano, feito sob os auspícios do secretário Paulo Vannuchi e assinado pelo presidente Lula, elevou o número de ações programáticas para 523. O catatau conta com seis eixos, 25 diretrizes e 82 objetivos estratégicos. Como só quem participou de sua confecção o leu antes, as reações foram surgindo ao longo dos dias que se seguiram ao seu lançamento. Descobriu-se que foram contrabandeadas para o programa propostas estarrecedoras, inconstitucionais. Uma delas revoga a Lei da Anistia, de 1979, conquista da sociedade brasileira que permitiu o retorno ao estado de direito depois de duas décadas de regime militar. Outra contém claras ameaças à liberdade de imprensa. Uma terceira limita o papel da Justiça nos conflitos entre proprietários e invasores de terras - o que favorece estes últimos e representa um atentado contra o direito à propriedade. E por aí vai. A maneira como o programa foi elaborado está errada, evidentemente. Ninguém ouviu os reais interessados. Espera-se, agora, que o Congresso tenha a sabedoria de dividir esse calhamaço em partes a ser analisadas minuciosamente, visto que tanto aprová-lo como rejeitá-lo por inteiro renderiam grandes problemas mais à frente. Que se acate o que é direito humano, de fato, e se enterre o que não passa de proselitismo, revanchismo e tentação autoritária
GOLPE DOS DIREITOS HUMANOS O que o Congresso não pode deixar passar
Eles têm outros planos - Por trás do polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos está a recorrente tentativa dos radicais do governo de impor medidas autoritárias. Só que agora esse pessoal mira o futuro pós-Lula
Foto: Ed Ferreira/AE MANDOU PARAR ATÉ CERTO PONTO Lula diz que assinou o documento sem ler os itens mais sensíveis, mas só mudou um e manteve quase todos. Dilma silenciou
Existem algumas obsessões que perseguem o governo Lula desde seu início e, ao que tudo indica, continuarão a existir até o fim. Em dezembro passado, o presidente assinou um decreto lançando o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos – um calhamaço de propostas com o nobre objetivo de pautar ações oficiais para proteger minorias e grupos em risco, como índios e quilombolas.
O plano, porém, foi concebido nos moldes de um cavalo de troia. Escondida no corpo das medidas de apelo humanitário, há uma série de propostas que, de tão absurdas, provocaram desentendimentos e protestos de vários setores da sociedade, incluindo uma crise dentro do próprio governo. Os ministros militares, por exemplo, ameaçaram renunciar aos cargos diante da possibilidade de revogação da Lei da Anistia, de 1979, um pacto político e social que permitiu a transição da ditadura militar para a democracia sem maiores confrontos. Diante das pressões, Lula decidiu alterar o trecho do decreto que previa a criação de uma comissão com poderes para apurar e punir os militares envolvidos em crimes durante o regime dos generais.
A decisão contornou a revolta na caserna – e apenas isso. O restante do plano continuou intacto.
O MENTOR DA CRISE Sob os auspícios de Vannuchi, lançou-se o programa que causou atrito com os militares, os produtores rurais e a Igreja Católica
Elaborado sob os auspícios do secretário Especial dos Direitos Humanos do governo, Paulo Vannuchi, ex-militante de um grupo terrorista dos anos 70, o plano continua ameaçando a liberdade de imprensa e protegendo invasores de terras, além de proibir a exibição de símbolos religiosos em lugares públicos e legalizar o aborto.
Embora seja amplo e muitas vezes vago, o PNDH não é apenas uma simples carta de intenções, sujeita a delírios de toda natureza, como alguns representantes do governo tentam fazer crer com o objetivo de minimizar as críticas.
A diferença entre o PNDH e outro projeto qualquer é que ele chega ao Congresso assinado pelo presidente da República. É, portanto, uma proposta do governo, analisada pelo governo, que conta com o aval do governo.
O peso, evidentemente, muda. Os parlamentares podem alterá-la ou remetê-la para o lixo, mas não é isso que normalmente ocorre. Pontos significativos dos dois programas anteriores foram implementados, como a criação da lei que tornou inafiançável o crime de tortura, a retirada do foro especial para policiais que praticam crimes comuns e o combate ao trabalho infantil – só para citar alguns exemplos.
E foi contando com a simpatia natural pelo tema dos direitos humanos que o governo resolveu inserir os contrabandos ilegais no texto.
A manutenção desses planos é um compromisso dos países que participaram da Conferência Mundial da ONU sobre o tema, em Viena, em 1993. No encontro, foram traçadas as diretrizes gerais de proteção aos direitos humanos e inclusão social.
O documento do governo Lula é o terceiro elaborado pelo Brasil. Os dois primeiros foram editados em 1996 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em linhas gerais, os planos até se parecem nas questões pertinentes ao assunto.
A diferença é que o PNDH petista decidiu enveredar por caminhos acidentados. A repercussão de várias de suas propostas foi tão ruim que o presidente Lula se viu obrigado a admitir ter assinado o decreto sem ler os pontos mais sensíveis. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem cabe analisar o conteúdo de tudo o que vai parar na mesa do presidente, também se esquivou de responsabilidade – que foi integralmente empurrada para o gabinete do secretário Paulo Vannuchi.
Lula, de fato, pode não ter lido o documento. Dilma, muito envolvida com a campanha presidencial, pode ter deixado escapar os absurdos. O que o governo não pode é fazer de conta que tudo não passou de mal-entendido, de um exagero.
Desde o início do governo, o presidente Lula atua como um dique de contenção do PT e de seus esquerdistas mais furibundos. Entregou a eles núcleos periféricos de poder e, assim, os manteve distantes das decisões sobre temas vitais, como a política econômica e os programas sociais, segredos do sucesso de seu governo.
"Com milhares de cargos à disposição na administração pública, em fundos de pensão e em estatais, até o mais empedernido partido socialista, se precisar, vira neoliberal", explica o cientista político Rubens Figueiredo. Foi dessa maneira que Lula acalmou o ímpeto dos radicais durante sete anos.
REAÇÃO NO CAMPO Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, reagiu contra a proteção a invasores de terra no programa
A receita valeu até hoje, mas a aproximação do fim do governo fez com que esses grupos, até por questão de sobrevivência política, deixassem o estado de letargia.
O PNDH é um exemplo. Ele propõe apurar os crimes dos militares, mas nada fala sobre as execuções perpetradas pelos terroristas de esquerda.
"Uma boa parte do PT é ressentida com Lula por não ter sido protagonista do seu governo. Como não dá mais, prepara o terreno para o futuro", afirma um dos coordenadores da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff, preocupado com o cerco que já se avizinha. Dilma não tem a mesma liderança nem a autoridade de Lula dentro do partido. Também não terá a sua popularidade. Por fim, é dona de uma biografia mais ideológica do que a do presidente. Ela, inclusive, integrou um grupo que participou da luta armada contra o regime militar, da qual Lula manteve distância estratégica. Os radicais acreditam que, caso Dilma seja eleita, encontrarão no seu governo um porto mais seguro – e um caminho mais livre para agir.
Ao que parece, contudo, a ministra não está satisfeita com esse pessoal. Mais magra e bronzeada após uma temporada em um spa no Rio Grande do Sul, na terça-feira, durante a primeira reunião do ano do comando de sua campanha, Dilma reclamou muito da polêmica criada por Paulo Vannuchi e pediu ao futuro presidente do PT, José Eduardo Dutra, que controle os radicais do partido para evitar qualquer tipo de problema.
Em público, porém, ela silenciou sobre o Programa de Direitos Humanos. Assim como Lula, a ministra tem procurado se mover de olho na bússola eleitoral. A avaliação de sua equipe é que não valeria a pena criar neste momento um fato que pudesse decepcionar o eleitorado mais à esquerda. Isso está de acordo com a estratégia política geral que vai nortear o comportamento de Dilma até sua saída do governo, que deve acontecer em abril. A principal recomendação é que ela evite justamente entrar em temas polêmicos.
Ainda assim, ela permanece ministra. A Casa Civil é responsável por analisar a legalidade e a constitucionalidade de todos os projetos do governo antes de enviá-los à Presidência. Deve também resolver divergências e conflitos de interesse entre ministérios.
Apesar disso, o Programa de Direitos Humanos passou pela mesa da ministra e chegou às mãos de Lula com vários focos de atrito entre setores do governo, como os que envolveram Paulo Vannuchi e o ministro Nelson Jobim, da Defesa, no caso dos militares; e os ministros Guilherme Cassel, da Reforma Agrária, e Reinhold Stephanes, da Agricultura, no caso das invasões de terra. Independentemente das conveniências eleitorais, seria muito bom para o país saber o que Dilma pensa a respeito.
Como é feita uma lei
Na contramão da frase antológica do chanceler alemão Otto von Bismarck (1815-1898) – "As leis são como as salsichas. O melhor é não ver como são feitas" –, explica-se aqui como elas são produzidas no Brasil. Os pontos polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos não têm aplicação imediata, pois serão enviados ao Congresso como projetos de lei.
Da chegada de um projeto ao Legislativo até a sua aprovação, há um longo caminho. Existem hoje nos escaninhos do Congresso mais de 1 300 projetos em tramitação. No ano passado, deputados e senadores aprovaram 101 propostas. Ou seja, menos de 8%.
Há duas razões para isso: a pouca relevância da maioria das proposições e o complexo trâmite pelo qual um projeto passa até ser aprovado. Há quatro maneiras de uma lei ser proposta: pelo Executivo, pelo Judiciário, pelos próprios deputados e senadores ou por iniciativa popular. No ano passado, 58 leis aprovadas tiveram origem no próprio Congresso, contra 43 do Executivo.
O Judiciário não conseguiu aprovar nenhum projeto, e a única proposta de iniciativa popular apresentada, a que proíbe a candidatura de políticos de ficha suja, não chegou a ser votada.
Produzir uma lei é um processo demorado. Quando o projeto é apresentado na Câmara dos Deputados ou no Senado, o presidente da Casa avalia sua importância para nomear um relator e definir o calendário de tramitação.
Os projetos significativos passam por comissões temáticas, nas quais são minuciosamente analisados, para depois seguir para o plenário, onde são necessários, no mínimo, 257 deputados ou 41 senadores para pô-los em votação. Se forem a plenário, sua aprovação requererá maioria simples.
A exceção são os projetos que modificam o texto da Constituição. Para serem sancionados, eles precisam dos votos de três quintos dos parlamentares – 308 deputados e 49 senadores. Toda proposição aprovada na Câmara vai para o Senado, que é a Casa revisora. Se os senadores também a aprovarem, sem modificações, a lei será enviada ao presidente da República, que ainda poderá vetá-la. É esse caminho que o plano de direitos humanos petista terá ainda de percorrer – e que certamente vai servir para decantar tudo o que foi feito como as piores salsichas de Bismarck.
Foto:Daniel Castellano / Agência de Notícias Gazeta do Povo OLHAR DE NETA: A neta, Sabrina, no velório da avó, Zilda Arns, um olhar infantil cheio de sublimação e saudade
Metade dos haitianos tem menos de 18 anos. São crianças. A médica Zilda Arns dedicou sua vida às crianças. Salvou incontáveis vidas no Brasil, espalhava seu trabalho pelo mundo, morreu no país que mais precisava de ajuda. O Haiti é o país mais pobre do Ocidente, diz o Banco Mundial. Sobre essa extrema privação é que aconteceu a devastação de um terremoto histórico
O Brasil tem tido sabedoria, estratégia, autoridade na condução dos trabalhos da missão da ONU no Haiti. Com sabedoria, estratégia e solidariedade, Zilda Arns construiu uma rede poderosa de voluntários que se espalhou pelo Brasil salvando vidas.
Foto: Antônio Cruz/ABr General Heleno, transformou a missão da Força de Paz, numa força de solidariedade
Quando a missão brasileira chegou ao Haiti, em 2004, a maior preocupação da ONU era com as gangues formadas por ex-integrantes das forças armadas haitianas que haviam sido extintas em 1994. E foi nesse ponto que os militares brasileiros começaram a trabalhar, segundo me contou ontem o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, primeiro comandante da Missão da ONU: — Nosso primeiro trabalho foi neutralizar os ex-militares, fomos prendendo, dissuadindo, desarmando e dissolvendo os grupos.
Depois, foi preciso mostrar coragem.
— Nós entrávamos nas áreas de conflito, numa cidade quase completamente favelizada que é Porto Príncipe, mas saíamos logo depois.
Os integrantes das gangues diziam que nós tínhamos medo deles, e assim evitavam que a comunidade cooperasse conosco.
Decidimos ocupar a primeira grande favela, Belair, que ficava perto do Palácio Presidencial — esse que acaba de ruir. Isso mostrou aos bandidos que não tínhamos medo e fortaleceu nossa relação com a população.
Depois, fomos para Cité Soleil — conta.
Mas tudo mudou mesmo quando chegou a companhia de engenharia do Exércio e começou o trabalho de reconstrução de hospitais, escolas, casas.
— Não era esse o nosso trabalho, mas diante da carência de tudo, fomos ganhando a confiança da população assim, construindo, fazendo poço artesiano, refazendo o destruído — diz o general.
Foto: Divulgação/Pastoral da Criança Na foto com índios Yanomamis, em Roraima. Numa aldeia, no Tocantins, foi homenageada, dançou e recebeu um apelido carinhoso dos índios xerentes: Smikidí, pássaro pequeno que voa alto e longe
A médica Zilda Arns foi chamada pelo irmão, na época cardeal de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, porque ele tinha tido uma ideia: — Zilda, você não quer pensar como a Igreja poderia ensinar às mães a preparar o soro caseiro? Porque se elas tomassem soro, não morreriam com diarreia.
Então eu pensei: quero multiplicar a informação — me disse doutora Zilda numa entrevista.
Ela foi organizando um método para essa multiplicação de informações: treinando voluntárias, educando as mães, organizando grupos, montando rede. As informações que foram sendo multiplicadas eram sobre como preparar o soro caseiro, como e por que manter o aleitamento materno, como preparar a mistura que fortalecia as crianças.
Foto: caritas internationalis Escombros da Igreja Sacré Coeur de Tugeau, Haiti, em cuja casa paroquial Zilda Arns proferiu uma palestra antes de morrer
O Brasil, nesse período, por ações de voluntários como Zilda Arns, e atuação governamental, derrubou fortemente a mortalidade infantil. Mesmo assim, as estatísticas mostram que o trabalho que ela estruturou, a partir daquela conversa com Dom Paulo em 1982, fez diferença.
Hoje, a mortalidade infantil brasileira é de 22 em cada 1.000 crianças nascidas vivas. Nas áreas onde a Pastoral da Criança atua, é de 11 por mil. E o espantoso é que a Pastoral atua justamente nas áreas mais pobres do país.
O Haiti tem números terríveis. Metade do país é de analfabetos, 80% dos haitianos são pobres, destes, 50% estão em estado de pobreza absoluta.
Só 30% de luz elétrica, só 20% das casas têm água encanada.
O país já foi vítima da mais sangrenta das ditaduras de Papa Doc cuja polícia matou 30 mil pessoas.
É atingido por inundações, como a de 2004, em Gonaives, que deixou mais de dois mil mortos, ou os furacões de 2008.
O que mostra a presença dos brasileiros no Haiti, e a vida de Zilda Arns, é que a tragédia social não é invencível.
Com método, objetivos e solidariedade, ela pode ser derrotada. Hoje é um desses momentos em que os sentimentos se misturam.
Orgulho dos brasileiros que morreram levando paz e solidariedade a um país devastado.
*Acrescentamos fotos e legendas ao texto de Miriam Leitão
A história de Zilda Arns, para renovar a esperança
Contar a história de Zilda Arns dá esperança de que os dramas da pobreza podem ser vencidos e vidas de crianças podem ser salvas. De que é possível enfrentar problemas que parecem sem solução, e usando armas simples: solidariedade, soro caseiro e informação.
Vejam abaixo o programa Espaço Aberto especial, em homenagem a Zilda Arns, porque em momentos como este, é preciso renovar a esperança.
BRASIL Multidão emocionada comparece ao velório de Zilda
O corpo da missionária brasileira está no Palácio das Araucárias, a sede do governo do Paraná onde milhares prestarão homenagens a grande brasileira
Foto: Albari Rosa/Agência de Noticias Gazeta do Povo
O velório de Zilda Arns Neumann, a médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, ocorre no Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná.
A visitação ficou suspensa por duas horas, retornando ao público após as 15 horas, para a realização de uma missa reservada à família e amigos próximos, celebrada por Dom Geraldo Majela Agnello, que trabalhou em parceria com a missionária na fundação da Pastoral da Criança, na década de 1980.
Dom Geraldo Magela classificou a morte de Zilda Arns como um sinal divino, por ela ter morrido em uma missão de paz em um país tão pobre como o Haiti.
Uma multidão, que não para de crescer, formam fila na porta do Palácio das Araucárias espera a vez de passar junto ao caixão de Zilda. As pessoas emocionadas, inclusive crianças, rezam o Pai Nosso, enquanto aguardavam para entrar.
As liberação da fila foi feita pela sobrinha-neta de Zilda, Caroline Arns, que conduziu os primeiros visitantes ao caixão. O primeiro grupo de pessoas que entrou era composto por voluntários da Pastoral da Criança, que choravam muito e entoavam músicas religiosas ao passar pelo corpo da médica.
Um espaço está reservado no estacionamento do Palácio Iguaçu para receber caravanas com centenas de ônibus, vindos de diversos estados. Eles trarão seguidores, fiéis e colaboradores da Pastoral da Criança pelo país.
Em nota, a família de Zilda Arns agradeceu todas as manifestações e palavras de conforto e solidariedade. Segundo os familiares, seria o desejo dela que no lugar de coroas de flores, fossem feitas doações para o trabalho da Pastoral da Criança.
Quem quiser fazer contribuições deve acessar o site www.pastoraldacrianca.org.br.
Ainda no Palácio das Araucárias, está programada para as 14 horas a missa de corpo presente da médica. O culto será exibido em telões na Praça Nossa Senhora de Salete - situada nas proximidades do Palácio das Araucárias - para que a população também possa acompanhá-lo, e pela internet, em um link que será disponibilizado no site da Pastoral da Criança. Após a celebração haverá o sepultamento no Cemitério da Água Verde, em cerimônia restrita aos familiares.
Zilda morreu na terça-feira (12), aos 75 anos, vítima do forte terremoto que abalou o Haiti. A médica havia chegado em Porto Príncipe no último domingo (10) para um encontro com bispos e realizaria, às 10h desta quarta-feira, uma palestra sobre a Pastoral da Criança na Conferência Nacional dos Religiosos do Caribe. Na quinta-feira, teria um encontro com representantes de ONGs. A viagem de volta ao Brasil estava prevista para esta sexta-feira (15).
Rosângela Altoé, da Congregação Imaculada Conceição, contou nesta sexta-feira (15) que estava a 3 metros da doutora Zilda Arns quando ocorreu o terremoto no Haiti. Zilda e cerca de 20 pessoas estavam se preparando para sair do edifício quando ocorreu o terremoto.
Segundo Rosângela, a fundadora da Pastoral da Criança ia descer uma escada quando foi derrubada pelo tremor de terra. Elas estavam no terceiro andar do prédio. “Aconteceu um estrondo, como se fosse uma bomba, e ela caiu. Na parte em que eu estava a laje cedeu e eu fui deslizando”, contou.
A freira descreve que conseguiu pular sobre as paredes desmoronadas. De acordo com ela, do barulho forte até a igreja ruir passaram-se menos de 30 segundos e todo o processo de desabamento deve ter durado de 5 a 7 minutos.
Zilda Arns estava junto a um padre missionário, que sobreviveu. “Ela deu um passo em direção à escada, ele para o outro lado”, afirmou Rosângela. A freira disse que, após Zilda ter caído, ela não a viu mais e acredita que ela tenha sido atingida pelos destroços do teto que desabou.
A médica tinha terminado uma palestra para missionários, religiosos e padres e estava muito alegre, segundo conta a freira. “Ela ficou bastante tempo respondendo a todas as perguntas, porque vimos que eles estavam com muita sede de aprender. A alegria dela era muito grande”, disse.
O corpo de Zilda Arns foi resgatado pelo Corpo de Paz do exército brasileiro, após o padre que estava junto com ela ter informado o local exato do acidente. A esposa do embaixador brasileiro, que estava em Porto Príncipe, foi quem acionou as forças.
Foto: osé Cruz/ABr Dilma está mais preocupada com a aparência que com a competência, voltou das férias de fim de ano, com o rosto inchado de botox e correções faciais
Acuado pela ampla reação contrária ao Programa Nacional dos Direitos Humanos ? criticado até por ministros ?, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recuar para evitar custos políticos maiores, mas procurou poupar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata à Presidência da República. Ela é, no entanto, pelo menos tão responsável quanto o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pelo embaraço causado ao presidente.
De certo modo, sua responsabilidade é maior, porque cabe à Casa Civil a avaliação final de qualquer projeto encaminhado ao chefe do governo. Segundo informação daquela Pasta, só os aspectos legais do programa foram analisados. Isso equivale à confissão de uma falha.
É função do gabinete civil não só a "verificação prévia da constitucionalidade e da legalidade dos atos presidenciais", mas também a "análise do mérito, da oportunidade e da compatibilidade das propostas, inclusive das matérias em tramitação no Congresso Nacional, com as diretrizes governamentais". Não é preciso pesquisar a legislação para descobrir esses dados. Tudo isso está nas páginas da Casa Civil, facilmente acessíveis pelo site do Palácio do Planalto.
Não tem sentido, em termos administrativos, lançar sobre o secretário Paulo Vannuchi toda a responsabilidade pela desastrosa publicação do decreto sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos. O secretário fez um péssimo trabalho em todos os sentidos ? muito ruim como projeto para o País e politicamente custoso para o governo ?, mas o texto foi submetido a uma instância intermediária, antes de chegar ao chefe de governo. O presidente alegou ter assinado sem ler. Não explicou se o fez por aversão à leitura, mas, de toda forma, deve ter confiado no trabalho de seus auxiliares. Se confiou, errou.
Com esse escorregão, a ministra Dilma Rousseff demonstrou de forma irrefutável seu despreparo para mais um cargo federal. Já havia mostrado sua inépcia ao chefiar o Ministério de Minas e Energia, onde sua gestão foi abaixo de inexpressiva. Chamada para a Casa Civil, foi desde o início poupada, pelo presidente, de toda a responsabilidade pela articulação política.
Foi-lhe atribuída a gerência dos investimentos federais e, em 2007, o presidente Lula entregou-lhe a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mais que isso, ele a nomeou "mãe do PAC". Mais uma vez a ministra demonstrou sua inépcia gerencial, desmentindo novamente sua injustificável fama de executiva.
No ano passado ? o de melhor desempenho na execução das obras ? o Tesouro desembolsou apenas 65% do valor previsto no orçamento para o programa. Além disso, pouco mais de metade do total desembolsado correspondeu a restos a pagar. Mas o presidente Lula ainda não está saciado. Persistente, decidiu proporcionar à ministra Dilma Rousseff a oportunidade invejável de exibir sua inépcia no posto mais alto da administração nacional, a Presidência da República.
Se Lula tiver sucesso, terá contribuído de forma notável para a revisão do Peter Principle, divulgado em 1969 pelo professor Lawrence Johnston Peter: "Numa hierarquia, todo funcionário tende a subir até seu nível de incompetência." Na formulação revista, ampliada e já comprovada em parte, a ascensão pode continuar por níveis de incompetência cada vez mais altos e mais perigosos para a organização ? ou, neste caso, para o País.
Não se sabe se Lula conseguirá transferir para sua candidata prestígio suficiente para permitir sua eleição. Neste momento, ele está empenhado em transferir-lhe um de seus atributos mais invejáveis, semelhante à propriedade principal das panelas teflon. Graças a essa propriedade, nenhum escândalo grudou em sua figura e nenhum erro importante maculou sua imagem, pelo menos perante uma grande parcela dos cidadãos.
Ao isentar a chefe da Casa Civil de responsabilidade pelo desastroso decreto, Lula procura transformá-la numa candidata igualmente imune a prejuízos de imagem. Na terça-feira, por exemplo, ele a conduziu ao primeiro grande evento eleitoral de 2010, em Brasília, perante uma plateia de prefeitos, governadores e parlamentares. A cerimônia teve até beija-mão, protagonizado pelo presidente do Congresso, senador José Sarney. Foram liberados na ocasião R$ 3 bilhões para prefeituras, destinados ao programa de habitação popular. Um grande investimento, sem dúvida ? pelo menos na candidatura oficial.
*Acrescentamos foto e legenda
HAITI A morte desnecessária dos militares brasileiros
Sobe para 14 o número de militares brasileiros mortos, no Haiti, e como tem ainda quatro desaparecidos e dois com ferimentos graves, esse número pode crescer ainda mais, o que fazem os brasileiros tão longe de casa?
Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr Haitianos atendidos ontem, à noite, por militares brasileiro na base da missão de Paz, em Porto Príncipe
Atualmente o Brasil tem em torna de 1.266 militares e lidera a Força de Paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército. Um esforço impar, o emprego de pessoal técnico despesas de milhões, riscos de baixas, como essas que aconteceram, apenas por que o Governo Lula, quer por que quer que o Brasil, tenha uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Por sinal essa bandeira foi levantada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, num tom político e sóbrio, sem esse ôba, ôba, de novo rico querendo entrar na área reservada aos poderosos, nem que seja por uma entrada clandestina facilitada pelo leão de chácara corrompido.
O Brasil, como a maioria das nações do mundo, poderia estar chegando agora no Haiti para prestar socorro e solidariedade, não precisava estar entre as vítimas.
O esforço, o dinheiro e agora vidas, gastos nas ruas de Porto Príncipe, estão fazendo falta nas batalhas internas do Brasil.
Agente fica com inveja da pronta solidariedade, da pronta presença e até do minuto de silêncio, que o presidente com tanto empenho dedica aos irmãos haitianos, coisa que se esquece de fazer com os irmãos cariocas, gaúchos, cearenses, mineiros, etc., pois ao que parece, esses últimos não rendem manchetes internacionais.
Nos tempos de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil participou com contingentes e recursos dentro das nossas possibilidades, solidariedade, aos povos do mundo. Por essa época, o governo brasileiro indicou duas vezes Dona Zilda Arns e a “Pastoral da Criança” ao prêmio Nobel da Paz.
No momento em todas as oportunidades, usando o clima, como em Copenhague, ou a dor dos atingidos por uma catástrofe, como os irmãos haitianos, o ego flamejante de Lula, o filho do Brasil, procura protagonizar ações eletrizantes, sonhando ele mesmo conseguir, por esses atalhos, pouco recomendáveis, a consagração mundial.
O coronel do Coturno Noturno, sublinhou, oportunamente, ontem, o fato da nota oficia, de solidariedade do Governo Brasileiro, ter posto os militares mortos em segundo plano, quando diz: :
“... transmito meu pesar e minha total solidariedade ao povo haitiano e à família das vítimas brasileiras, civis e militares, em especial de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa e conselheira do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Que Deus dê conforto a todos neste momento doloroso".
Coturno Noturno diz que Dona Zilda jamais assinaria essa nota, e comenta:
“Para ela, jamais existiria este "em especial". Todos são iguais, especialmente quando morrem em pleno trabalho em prol dos Direitos Humanos. Os quatro militares que morreram junto com ela teriam o mesmo tratamento dela, se ela viva estivesse, em qualquer situação. Mas vá esperar sensibilidade de um governo que odeia os seus militares.”
Na matéria transcrita parcialmente, no post de ontem, do Estadão em homenagem a Dona Zilda Arns, deixamos de transcrever um texto, pois gostaríamos que a homenagem não tivesse nenhum caráter político, mas fazemos agora:
No depoimento de Dona Zilda, sobre a convivência com 15 ministros da saúde, nos 20 anos de existência da “Pastoral da Criança” ela elogia desde Alceni Guerra, que foi ministro de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Ministro da Fazenda de Itamar Franco e mais tarde José Serra, Ministro da Saúde, do govern FHC, mas quando comenta sobre o atual governo de quem ganhou um “especialmente” depois de falecida, elegantemente comenta:
No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, as verbas não foram ainda reajustadas, mas o pagamento está em dia. "Lula, que escancarou a fome no Brasil, um problema que talvez muita gente não conhecia, mandou o ministro Tarso Genro me convidar para participar do Conselho de Segurança Alimentar e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social", disse a Dra. Zilda.
Ou seja, o governo Lula, tão mão aberta para ONGs suspeitas, manteve a “Pastoral da Criança”, sem reajustes, ao mesmo tempo que convidava a ilustre brasileira, para um cargo, sem poder de mando, tentado aproveitar-se do seu prestígio.
Por uma questão de justiça, louvamos as últimas atitudes do ministro da Defesa Nelson Jobim, tanto no ato dos incidentes do Decreto dos Direitos Humanos, como agora, que sem pestanejar, viajou para o Haiti, com o comandante do exército, para de fato ajudar, os necessitados e apoiar os militares que lá estão em missão de Paz.
Por fim, nossas homenagens aos brasileiros militares e civis mortos no Haiti e os que vivos ainda estão tabalhando, em condições precárias, por solidariedade aos irmãos hondurenhos. Nossos agradecimentos e reverêcias, também, as famílias de todos eles, que dividem pela soliridariedade seus entes queridos, com os que deles necessitam.
O Ministério da Defesa relacionou os 11 militares brasileiros mortos após um terremoto em Porto Príncipe, capital do Haiti.
Integrantes do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena (SP)
- 1º Tenente Bruno Ribeiro Mário, - 2º Sargento Davi Ramos de Lima, - 2º Sargento Leonardo de Castro Carvalho, - 3º Sargento Rodrigo de Souza Lima - Cabo Douglas Pedrotti Neckel, - Cabo Washington Luis de Souza Seraphin, - Cabo Ari Dirceu Fernandes Junior - Soldado Tiago Anaya Detimermani, - Soldado Felipe Gonçalves Julio - Soldado Rodrigo Augusto da Silva - Soldado Antônio José Anacleto, - Soldado Kleber da Silva Santos
Do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins (SP).
- Subtenente Raniel Batista de Camargos,
Do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília - Coronel Emilio Carlos Torres dos Santos
O comunicado informa também que quatro militares continuam desaparecidos:
- Coronel João Eliseu Souza Zanin, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília (DF) - Tenente coronel Marcus Vinícius Macedo Cysneiros do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília (DF) - Major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho do Departamento-Geral do Pessoal, sediado em Brasília (DF) - Major Márcio Guimarães Martins do Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, sediada no Rio de Janeiro (RJ).
Dos 14 militares feridos, dois serão repatriados para o Brasil e dois foram estão internados na República Dominicana, país vizinho ao Haiti.