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TATIANA SALEM LEVY




             MEMÓRIAS DE UMA TÍMIDA ESCRITORA

Tatiana Salem Levy. O nome da escritora ficou marcado em minha memória muito antes que eu tivesse acesso ao texto dela. Na época da publicação da antologia 25 mulheres que estão fazendo a literatura brasileira (Record), organizada por Luiz Ruffato, alguém mencionou esse nome que nunca esqueci.

Recentemente, tive a oportunidade de entrevista-la, na livraria Argumento, no Leblon, no Rio de Janeiro, enquanto tomávamos água mineral. Em pouco mais de uma hora de conversa, pude conhecer um pouco da tímida e bem-humorada escritora, que tem rosto de menina e experiência de gente graúda.

Tatiana tem dois livros publicados: A Experiência do Fora (Relume Dumará) e A Chave de Casa – este último foi publicado em Portugal pela editora Cotovia e no Brasil pela editora Record. Além disso, possui graduação, mestrado e doutorado em literatura e também é tradutora de francês – a jovem traduziu a biografia da filósofa alemã Haanah Arendt.

 

Gostou? Leia a entrevista!
 

CLICK(IN)VERSOS – Qual a expectativa em relação a lançamento do seu livro no Brasil?

 

TATIANA SALEM LEVY - Expectativa eu não tenho, mas, na verdade, tenho vários desejos. Quero que o livro encontre vários leitores, esse é o maior desejo. Quando acabo de escrever um livro eu me distancio dele. Daqui a pouco vou estar desapegada da ‘A Chave de Casa’. Mas volta e meia alguém escreve um e-mail dizendo que gostou do livro. Tenho pensamentos apaixonantes por livros.

 

CLICK(IN)VERSOS - O que te apaixona?


TATIANA SALEM LEVY - O inesperado. Algo diferente que me coloca em contato com o outro. Seu eu citar alguma coisa que me apaixone, já não vai ser possível eu me apaixonar. Paixão sempre pega a gente de surpresa.

 

CLICK(IN)VERSOS – O que é A Chave de Casa?

 

TATIANA SALEM LEVY - As pessoas têm que ler o livro para achar a resposta. Sempre que alguém me perguntam eu não respondo. Só respondo quando estou numa festa, já meio bêbada... (RISOS) Esse livro é uma tentativa de resgatar a herança e escolher, diante do que se recebe, aquilo que vale a pena.

 

CLICK(IN)VERSOS – Por que a atração pela memória?

TATIANA SALEM LEVY
- Porque acredito que viagens e memórias podem dar ‘pano para manga’. A questão da imigração sempre foi muito presente na minha casa. Em algum momento eu achei que tinha que recontar essa história, para poder viver a minha história.  Acho que é uma história minha, mas muitas pessoas têm histórias parecidas. E também acredito que há memórias que nascem com a gente. Por exemplo, eu não conheci os meus avós.

CLICK(IN)VERSOS – É uma homenagem aos seus avós?

 

TATIANA SALEM LEVY - Não sei... Simplesmente achei que essa herança familiar dava uma história, que podia tocar outras pessoas. Herdei deles o gosto pela viagem, conhecer outros lugares e outras culturas.

 

CLICK(IN)VERSOS – Você já morou na França e nos EUA. O que você guarda desses lugares?

TATIANA SALEM LEVY – Eu destacaria principalmente a situação do estrangeiro. Eu gosto de ver o outro com um olhar diferente. Em outro país nós agimos mais como espectadores, observamos mais. Foi ótimo para escrever. Mas isso também tem várias complicações, que mostram que realmente você é um estrangeiro. O lugar que está mais ligado com o meu campo de interesse é Paris, toda a minha leitura teórica é dos franceses.


>>> LEIA A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA, AQUI!

6Dez2007 - 01:55 | ( 9 ) comentários
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