À flor da pele...
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Bem vindo à um fragmento de minh'alma
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Problematização Como posso pensar em tantas coisas, e minha cabeça simplesmente não explodir? Cheguei a um ponto que não consigo mais voltar, as idéias se ligam como uma rede de conhecimento, tanta informação que estou paralisada não consigo sequer balbuciar, Pierre Levi descreveria isso como a problematização para elevar a potência do ser e criar o novo, o hibrido, aquilo que ainda não tem nome. Tamiris Bockmann
Em tempos ouvindo: I'am Yours
Tradução: Eu Sou Seu Bem, você fez bonito comigo e pode apostar que eu senti Mas eu não hesitarei mais, não mais Bem, abra sua mente e veja como eu Ouça a música e no momento poderá cantar comigo Então eu não hesitarei mais, não mais Eu passei muito tempo verificando minha língua no espelho Acho que o que estou dizendo é que não há razão melhor Então eu não hesitarei mais, não mais Abra sua mente e veja como eu Então, não por favor, não por favor, não por favor, não I'm yours (tradução) 15Mai2009 - 22:43 | Por Tamiris Bockmann | ( 4 ) comentários
Capitulo I Recomeço Parte I Não sei exatamente onde estou e nem para onde estou indo... A única certeza que tenho é que o ar fica cada vez mais gélido, posso sentir a brisa me abraçar, sinto como se o último sopro de vida restasse em meu corpo, o caminho é longo, a névoa é densa não vejo além de meus passos, apesar de estar habituada com a estrada, sinto que há algo diferente de seus pinheiros e de sua terra batida a baixo de meu tênis, como se as folhas de inverno caíssem fora de ritmo e o vento a cortar meu rosto cortasse algo além disso, não há mais ninguém na estrada, e um barulho entre as arvores me faz lembrar disso, aperto o passo e minha respiração fica mais forte, sempre achei fascinante o calor que expelimos misturar-se entre a névoa.Nem sempre é fácil recomeçar, e pra mim, não tem sido. Até hoje não entendo o que aconteceu tudo bem que não entendo boa parte de minha vida, meus pais se divorciaram, morava com meus avós eram pessoas adoráveis, sempre depois do colégio em dias de frio como esse, minha avó me esperava com uma xícara de chocolate quente, estou próxima da cidade mais uns cinco minutos e chego à casa de meus tios, lá as coisas são bem diferentes cada um por si, e ninguém comenta o que o correu na cidade onde eu e meus avós morávamos, dizem que tive sorte de estar longe de casa, que os terroristas não perdoaram nem mulheres e nem crianças, outro barulho estranho entre as arvores, preciso andar de pressa, uma lágrima escorre de meus olhos e caí vagarosamente no chão ao ritmo descompassado das folhas, de repente um farol alto vem em minha direção cubro os olhos lagrimados com a mãe o carro para, uma música familiar vai sumindo e levando minha mente junto, vejo vultos correndo em todas as direções, gritos , sangue... -Vovô! Vovó!Vovó, o que está acontecendo? -Corra, suba para o sótão e não saia de lá até eu mandar- Meu Avô me disse isso pegando a arma que minha avó passava por cima da mesa esbarrando em meu chocolate quente e derramando pela mesa. Mais gritos de socorro e desespero se ouviam e eu imóvel vendo o chocolate escorrer, Minha avó desesperada gritava comigo para que eu subisse que os terroristas estavam chegando, ela me puxou pelo braço subiu as escadas de madeira que rangiam a cada passo, tudo estava lento como se não seguisse o ritmo do acontecimento o frenesi do desespero. Acordei quando minha avó me jogou contra a parede no final do corredor e abriu no teto a porta do sótão e puxou a escada cheia de pó e me empurrou contra ela dizendo suba, obedeci no mesmo instante. Subi a escada e quando me virei para lhe dar a mão e puxá-la para cima, o alçapão se fechou, e eu engasguei com a poeira, quando dei por mim, meus avós estavam lá embaixo e eu presa em um sótão que só abria por fora, entrei em desespero com os gritos e barulhos que viam de fora, queria ajudá-los, queria fazer algo, mas não conseguia,um estrondo pude sentir a estrutura da casa tremer, e meu avô falando talvez tenha sido suas ultimas palavras: - Santo Deus! Quem é você- perguntava meu avô apontando a arma para o ser que estava em sua frente- O que você quer? Monstro fique longe dela, não faça isso - a voz cada vez mais esganiçada – Não, não – Eu queria fazer alguma coisa, mas não sabia o que, meu celular a policia onde está meu celular deslizei a mão pelo jeans e o encontrei em meu bolso quando fui discar ouvi meu avô gritar -Desgraçado, você não podia matar meu amor, vou te matar nem que seja a ultima coisa que eu faça – Meu coração gelou minha avó não podia estar morta, comecei a bater na porta para tentar abri-la e ver que minha avó estava viva – Mas quem quer que seja que estava com meu avô ouviu minhas tentativas de tentar abrir a porta e passou pela cozinha -deixe-a em paz- Meu avô atirou, foi o pior som que já ouvi, gritei apavorada não sabia o que estava acontecendo, o ser virou-se para meu avô e disse -Insolente vai pagar com a vida e com um gesto o arremessou longe, neste mesmo momento mais três entraram pela casa, não era possível ver os seus rostos, pois além de terem muito sangue, estavam com capas que lhes cobriam o corpo e o rosto. -Ela está aqui – perguntou o primeiro a entrar, o que já estava na casa consentiu com a cabeça e seu olhar marcou a porta do sótão, não ouvi o barulho velho da escada, mas também não conseguia ouvir meu choro, não conseguia distinguir o que era real, a mobília velha do sótão os raios do sol que cortavam o sótão através das frestas do telhado anunciando o crepúsculo. Só ouvi um deles dizendo que teria de ser rápido, então pensei que morreria rápido e poderia encontrar meus avôs... -Você está perdida? A luz me cegando eles arrombaram a porta e um raio muito claro de luz invadiu o quarto então pensei, é isso estou morta... -Olá garota? Você está perdida? Tem alguém aí? Quando pude enxergar melhor estava novamente na estrada parada na frente de um carro que estava diminuindo o seu farol alto e o rapaz dentro do veículo estava falando comigo. -Perdida... Não, não estou -Você quer uma carona? -Não, não quero obrigada, vou a pé. -será que você pode então andar? Você está parada na frente do meu carro te uns cinco minutos – Não sei dizer o quanto, mas devo ter ficado tão rosada quanto os olhos dele eram azul uma tonalidade que nunca tinha visto antes. – Ah! Sim, desculpe-me- dei licença para ele passar, ele sorriu serenamente para mim e seguiu a estrada, eu também segui o meu caminho, cheguei na cidade onde meus tios moram, tão pequena quanto a que eu morava. Mas a casa era diferente e a cidade também. 23Fev2009 - 22:31 | Por Tamiris Bockmann | ( 3 ) comentários O natal vem vindo, vem vindo o natal!!!!
Realizando um sonho...Realmente existe!!! Caravana da Coca-cola na parada iluminada de copacabana 2008
23Dez2008 - 08:40 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários Cidade sem nome
Percorro a Cidade Sem Nome Por entre a multidão À procura de um som angélico Sem rosto nem emoção Passo o muro e caio no abismo Percorro as vielas sem rumo nem destino Buracos negros cavados no chão Por seres desesperados Entoando uma canção Embalo dormente do corpo pendente Possuído pela sombra do vício presente
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Bem aventurados sejam Legião Urbana,Paulo Ricardo e Biquini Cavadão 24Out2008 - 17:57 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
do Lat. lascivu Tua loucura me fascina, 7Out2008 - 20:53 | Por Tamiris Bockmann | ( 5 ) comentários
O passado... Os anos passam e a lembrança faz uma questão absurda de entrar na cabeça sem nem bater na porta. Ela entra e resolve ficar. Acomoda-se e pede um café. Nos faz lembrar de detalhes, de roupas, de cheiros, de sabores, de momentos. Por um momento. Ela mexe e remexe. Se sacode um pouco pra trazer recordações mais antigas. Não pergunta se queremos lembrar ou se preferimos esquecer. Ela faz o que estiver afim de fazer. Tamiris Bockmann 1Out2008 - 11:25 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
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