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À flor da pele... 

                     
                                                                           
 
 
 
 

 

 

 

Bem vindo à um fragmento de minh'alma

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 


 

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                                Problematização  

      Como posso pensar em tantas coisas, e minha cabeça simplesmente não explodir? Cheguei a um ponto que não consigo mais voltar, as idéias se ligam como uma rede de conhecimento, tanta informação que estou paralisada não consigo sequer balbuciar, Pierre Levi descreveria isso como a problematização para elevar a potência do ser e criar o novo, o hibrido, aquilo que ainda não tem nome.

                                                 Tamiris Bockmann 

 

Em tempos ouvindo: I'am Yours

 

 

Tradução:

Eu Sou Seu

Bem, você fez bonito comigo e pode apostar que eu senti
Eu tentei ficar frio mas você é tão quente que me derreti
Eu caí por entre as fendas, agora estou tentando voltar
Antes que o frio passe, eu estarei dando o meu melhor
E nada me deterá a não ser intervenção divina
Reconheço que é minha vez novamente de ganhar algo e aprender algo

Mas eu não hesitarei mais, não mais
Isso não pode mais esperar, eu sou seu

Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você encontrará amor, amor, amor

Ouça a música e no momento poderá cantar comigo
Uma pacífica melodia..
É nosso direito divino ser amados, amados, amados, amados, amados.

Então eu não hesitarei mais, não mais
Isso não pode mais esperar, tenho certeza
Não há necessidade de complicar, nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu

Eu passei muito tempo verificando minha língua no espelho
E me inclinando para trás só para tentar vê-la melhor
Meu hálito embaçou o vidro
Então eu desenhei um novo rosto e ri

Acho que o que estou dizendo é que não há razão melhor
Para se livrar da vaidade e apenas ir com o ritmo
É o que pretendemos fazer
Nosso nome é nossa virtude

Então eu não hesitarei mais, não mais
Isso não pode mais esperar, eu sou seu

Abra sua mente e veja como eu
(Não hesitarei)
Abra seus planos, e caramba, você é livre
(Não há mais, não mais)
Olhe dentro do seu coração e você verá amor, amor, amor
(Isso não pode mais esperar, tenho certeza)

Então, não por favor, não por favor, não por favor, não
não há necessidade de complicar
(O nosso tempo é curto)
Porque o nosso tempo é curto
(Este é o nosso destino)
Isto é, trata-se, este é o nosso destino
Eu sou seu

I'm yours (tradução)
Jason Mraz
Composição: Indisponível

15Mai2009 - 22:43 | Por Tamiris Bockmann | ( 4 ) comentários

Capitulo I

Recomeço

Parte I                     

          Não sei exatamente onde estou e nem para onde estou indo... A única certeza que tenho é que o ar fica cada vez mais gélido, posso sentir a brisa me abraçar, sinto como se o último sopro de vida restasse em meu corpo, o caminho é longo, a névoa é densa não vejo além de meus passos, apesar de estar habituada com a estrada, sinto que há algo diferente de seus pinheiros e de sua terra batida a baixo de meu tênis, como se as folhas de inverno caíssem fora de ritmo e o vento a cortar meu rosto cortasse algo além disso, não há mais ninguém na estrada, e um barulho entre as arvores me faz lembrar disso, aperto o passo e minha respiração fica mais forte, sempre achei fascinante o calor que expelimos misturar-se entre a névoa.Nem sempre é fácil recomeçar, e pra mim, não tem sido.

                    Até hoje não entendo o que aconteceu tudo bem que não entendo boa parte de minha vida, meus pais se divorciaram, morava com meus avós eram pessoas adoráveis, sempre depois do colégio em dias de frio como esse, minha avó me esperava com uma xícara de chocolate quente, estou próxima da cidade mais uns cinco minutos e chego à casa de meus tios, lá as coisas são bem diferentes cada um por si, e ninguém comenta o que o correu na cidade onde eu e meus avós morávamos, dizem que tive sorte de estar longe de casa, que os terroristas não perdoaram nem mulheres e nem crianças, outro barulho estranho entre as arvores, preciso  andar de pressa, uma lágrima escorre de meus olhos e caí vagarosamente no chão ao  ritmo descompassado das folhas, de repente um farol alto vem em minha direção cubro os olhos lagrimados com a mãe o carro para, uma música familiar vai sumindo e levando minha mente junto, vejo  vultos correndo em todas as direções, gritos , sangue...

-Vovô! Vovó!Vovó, o que está acontecendo?

-Corra, suba para o sótão e não saia de lá até eu mandar- Meu Avô me disse isso pegando a arma que minha avó passava por cima da mesa esbarrando em meu chocolate quente e derramando pela mesa. Mais gritos de socorro e desespero se ouviam e eu imóvel vendo o chocolate escorrer, Minha avó desesperada gritava comigo para que eu subisse que os terroristas estavam chegando, ela me puxou pelo braço subiu as escadas de madeira que rangiam a cada passo, tudo estava lento como se não seguisse o ritmo do acontecimento o frenesi do desespero. Acordei quando minha avó me jogou contra a parede no final do corredor e abriu no teto a porta do sótão e puxou a escada cheia de pó e me empurrou contra ela dizendo suba, obedeci no mesmo instante.

Subi a escada e quando me virei para lhe dar a mão e puxá-la para cima, o alçapão se fechou, e eu engasguei com a poeira, quando dei por mim, meus avós estavam lá embaixo e eu presa em um sótão que só abria por fora, entrei em desespero com os gritos e barulhos que viam de fora, queria ajudá-los, queria fazer algo, mas não conseguia,um estrondo pude sentir a estrutura da casa tremer, e meu avô falando talvez tenha sido suas ultimas palavras:

- Santo Deus! Quem é você- perguntava meu avô apontando a arma para o ser que estava em sua frente- O que você quer? Monstro fique longe dela, não faça isso - a voz cada vez mais esganiçada – Não, não – Eu queria fazer alguma coisa, mas não sabia o que, meu celular a policia onde está meu celular deslizei a mão pelo jeans e o encontrei em meu bolso quando fui discar ouvi meu avô gritar

-Desgraçado, você não podia matar meu amor, vou te matar nem que seja a ultima  coisa que eu faça – Meu coração gelou minha avó não podia estar morta, comecei a bater na porta para tentar abri-la e ver que minha avó estava viva – Mas quem quer que seja que estava com meu avô ouviu minhas tentativas de tentar abrir a porta e passou pela cozinha

-deixe-a em paz- Meu avô  atirou, foi o pior som que já ouvi, gritei apavorada não sabia o que estava acontecendo, o ser virou-se para meu avô e disse

-Insolente vai pagar com a vida e com um gesto o arremessou longe, neste mesmo momento mais três entraram pela casa, não era possível ver os seus rostos, pois além de terem muito sangue, estavam com capas que lhes cobriam o corpo e o rosto.

-Ela está aqui – perguntou o primeiro a entrar, o que já estava na casa consentiu com a cabeça e seu olhar marcou a porta do sótão, não ouvi o barulho velho da escada, mas também não conseguia ouvir meu choro, não conseguia distinguir o que era real, a mobília velha do sótão os raios do sol que cortavam o sótão através das frestas do telhado anunciando o crepúsculo. Só ouvi um deles dizendo que teria de ser rápido, então pensei que morreria rápido e poderia encontrar meus avôs...

-Você está perdida? A luz me cegando eles arrombaram a porta e um raio muito claro de luz invadiu o quarto então pensei, é isso estou morta... -Olá garota? Você está perdida? Tem alguém aí? Quando pude enxergar melhor estava novamente na estrada parada na frente de um carro que estava diminuindo o seu farol alto e o rapaz dentro do veículo estava falando comigo.

-Perdida... Não, não estou

-Você quer uma carona?

-Não, não quero obrigada, vou a pé.

-será que você pode então andar? Você está parada na frente do meu carro te uns cinco minutos – Não sei dizer o quanto, mas devo ter ficado tão rosada quanto os olhos dele eram azul uma tonalidade que nunca tinha visto antes. – Ah! Sim, desculpe-me- dei licença para ele passar, ele sorriu serenamente para mim e seguiu a estrada, eu também segui o meu caminho, cheguei na cidade onde meus tios moram, tão pequena quanto a que eu morava.

Mas a casa era diferente e a cidade também.

23Fev2009 - 22:31 | Por Tamiris Bockmann | ( 3 ) comentários

O natal vem vindo, vem vindo o natal!!!!

Realizando um sonho...Realmente existe!!!

Caravana da Coca-cola na parada iluminada de copacabana 2008

 

 

23Dez2008 - 08:40 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários

Cidade sem nome

 

Percorro a Cidade Sem Nome

Por entre a multidão

À procura de um som angélico

Sem rosto nem emoção

Passo o muro e caio no abismo

Percorro as vielas sem rumo nem destino

 

Buracos negros cavados no chão

Por seres desesperados

Entoando uma canção

Embalo dormente do corpo pendente

Possuído pela sombra do vício presente

 

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Tamiris Bockmann

4Nov2008 - 07:34 | Por Tamiris Bockmann | ( 2 ) comentários

Múmias

 

Bem aventurados sejam
Aqueles que amam
Essa desordem
Nós viemos a reboque
Este mundo
É um grande choque
Mas não somos desse mundo
De cidades
em torrente
De
pessoas em corrente...

Errar não é humano
Depende de quem erra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...(4x)

Viemos preparados
Prá almoçar soldados
Chegamos atrasados
Sumiram com a cidade
Antes de nós
Mesmo assim
Basta esquecê-la
No outro dia
Transformando
em lataria
Tudo
que estiver
Ao nosso alcance...

Errar não é humano
Depende de quem erra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...(4x)

Chega de marra
Chega de farra
Chega de guerra
Quem nunca falha
Fala, erra
Sorte, joga
A primeira pedra
Aqui na terra
Bicho que pega
Fica violento
Meu raciocínio
Transformado
Em racionamento
que talento
É minha forma
De reprodução
Corta câmera, corta luz
Que eu continuo
em ação
Aproveitando
Nossa
liberdade de expressão
Renato Russo, eu, Suave
E o Biquini Cavadão...

Bem aventurados sejam
Os senhores do progresso
Oooooohhhhhhhhhhhhhhh!!
Esses senhores do regresso...

Errar não é humano
Depende de quem erra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...(4x)

Vivendo só de guerra
Vivendo só de guerra
Viemos espalhar discórdia
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra
Conquistar muitas vitórias
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra
Conquistar muitas derrotas
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...

Legião Urbana,Paulo Ricardo e Biquini Cavadão

24Out2008 - 17:57 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários

do Lat.  lascivu

Tua loucura me fascina,
Teus lábios me provocam,
Úmidos e lascivos
Espreitam meu anseio
Fascino, suor, doçura
Desejo, o mais puro.
Sem pudor, sem culpa 
A pele em total sinestesia
A alma nua,flerta com a aurora
O segredo na caixa de pandora
Hora vai, hora retorna...
                                       Tamiris Bockmann

 

7Out2008 - 20:53 | Por Tamiris Bockmann | ( 5 ) comentários

 

O passado...

        Os anos passam e a lembrança faz uma questão absurda de entrar na cabeça sem nem bater na porta. Ela entra e resolve ficar. Acomoda-se e pede um café. Nos faz lembrar de detalhes, de roupas, de cheiros, de sabores, de momentos. Por um momento. Ela mexe e remexe. Se sacode um pouco pra trazer recordações mais antigas. Não pergunta se queremos lembrar ou se preferimos esquecer. Ela faz o que estiver afim de fazer.
    
Reclamar? Não acho certo. Resmungo e penso "pra que isso?". Mas ela faz com que o sorriso se esboce e eu mesma me responda "para isso!". Para lembrar que a vida é feita sim do passado que foi construído pedacinho por pedacinho para ser o que hoje chamamos de presente,ou futuro. Para lembrar que por mais que momentos ruins tenham acontecido eles foram necessários para fazer de mim a fortaleza frágil que hoje sou.
     Foi preciso chorar para hoje sorrir. Foi preciso segurar firme para hoje não cair. Foi preciso ficar cega para hoje enxergar. Foi preciso levar um tombo para hoje eu levantar. E se por acaso lágrimas quiserem cair para mostrar um passado de dor, de decepções e de tormentos, falo que sou mais forte e que já perdoei, já o venci e me reconstruí.
    O passado ficou no passado. Num lugar gostoso de se ficar. E se ele quiser virar presente faz a vida se atormentar. "Fique aí, é melhor" digo a ele sutilmente. Obediente? Ele é. Fica lá nas páginas da vida. Nas lembranças esquecidas que o tempo não pode apagar. Desesperado, ele sabe, que presente não pode se tornar por ser um passado tão passado que os dias lhe fez virar.

                     Tamiris Bockmann

1Out2008 - 11:25 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários

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