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24Mai2008 - 21:04 | Por Mell| ( 0 ) comentários Revista e pensamento
Ágatha Lemos É impossível reconstruir as primeiras revistas femininas do Brasil sem citar a sua primeira versão periódica: os jornais. A imprensa feminina surge no Brasil na segunda metade do século XIX e a primeira do século XX, sob um contexto de mutações não só político-econômicas, mas principalmente sociais que começam a alterar a posição homem-mulher. Apesar do confinamento pessoal feminino, a mulher começa a expressar, publicamente, o que pensa e não o que a sociedade espera que ela pense. Houve vários jornais dirigidos por homens e com a participação de mulheres, dedicados aos assuntos de interesse feminino. Houve também os que foram dirigidos e produzidos apenas por mulheres, realmente. Mas o primeiro deles a marcar a história da imprensa feminina foi O Jornal da Senhoras, fundado em 1º de janeiro 1852 no Rio de Janeiro, pela argentina Joana Paula Manso de Noronha - alguns historiadores dizem que foi fundado pela baiana Violante Bivar (ver a seção Identidade). Além de moda, literatura e belas artes, o jornal tinha como objetivo, por meio da crítica, abordar a necessidade da emancipação da mulher. Em 1862, surgia outro jornal, um periódico dominical, também no Rio de Janeiro, por Júlia de Albuquerque Sandy Aguiar. Era o Belo Sexo. Sua tônica estava na orientação religiosa e no progresso social da mulher. Em São Paulo, em 1863, Josefa Álvares de Azevedo lança o jornal A Família, dedicando-se a oferecer instruções que fizessem a mulher "prendada". Echo das Damas, fundado por Amélia Carolina da Silva Couto, no Rio de Janeiro, que aparece cinco anos mais tarde, segue a mesma linha do A Família: iniciar a mulher nos deveres de esposa e mãe. O Sexo Feminino, de 1875, foi mais um jornal fundado por outra mulher, Francisca Senhorinha da Motta Diniz. Este falava da educação como um todo: física, moral e intelectual. É publicado em Nova Iorque, 1881, o jornal A Mulher, por duas brasileiras que não puderam fazer faculdade no Brasil, visto que o estudo superior era privilégio dos homens somente. Ambas, vão estudar nos Estados Unidos, onde a mulher já tinha mais espaço. Em 1897, a valorização da mulher é exposta através das linhas de A Mensageira, em São Paulo (1897); Revista Feminina, também em São Paulo (1914) - o primeiro periódico feminista de circulação nacional - e a revista A Violeta em Cuiabá (1916). Além destas primeiras produções do século XIX, a imprensa feminina continua progredindo. Na década de 20, do século XX, a revista Única marcou época. Foi a primeira a ser dirigida por uma mulher - Francisca Vasconcelos Bastos Cordeiros - e a primeira a ser assinada diretora-proprietária. O magazine tratava de literatura, arte, elegância, sociologia e ainda tinha sessão de moda. As revistas Brasil Feminino, dirigida por Ivete Ribeiro e Fon-Fon, sua concorrente, crescem neste cenário já mais ambientalizado à literatura voltada para o feminino. Enquanto a primeira incentivava o trabalho fora de casa, apesar de não reivindicar posições sociais, a segunda iniciava as honras às magras e demonstrava ousadia ao explorar, mesmo que sutilmente, a sensualidade em suas propagandas. Nesta mesma época, as mulheres podiam ler e ver fotos de casamento em Vida Doméstica. Outros tópicos como cinema, rádio entre outros são discutidos da década de 50 em diante. A revista Lady, de 1956 pauta a política, a moda, as receitas e os conselhos "emocionais". Mas, as necessidades de uma dama foram melhores elaboradas em edições posteriores, com a chegada da revista Claudia. Esta conseguia conciliar beleza, moda e culinária com política, sexo e cultura. Ela incorpora a contemporaneidade e os argumentos de tantas vozes femininas. Causa repercussão; é vastamente aceita. Este é um raso histórico das revistas femininas. Hoje são muitas as letras que se empenham em discorrer sobre a mulher. O fato de ter havido a iniciativa em escrever e ler sobre seus interesses foi, sem dúvida, um avanço no crescimento e destaque feminino que chegam aos nossos dias com força maior. Cada revista em cada época declara a mentalidade vigente. As revistas de hoje têm o seu valor de informação em vários níveis, mas é preciso observar, que as indagações existenciais das mulheres são mais maduras do que pensávamos. É imprescindível o bom senso na hora de planejar uma próxima edição. A profundidade dos sentimentos de uma mulher e o seu desejo de ter vontade própria não devem ser, simplesmente, distribuídos em testes ou esboçados em simetrias perfeitas. Escrever sobre mulher exige lucidez. Chega de exaltações extravagantes e liberalidade saturada. Também é desnecessário colocar equilíbrio nas matérias através de um retorno aos modelos patriarcais de mulher.
17Abr2008 - 03:16 | Por Mell| ( 0 ) comentários
As mulheres dos anos 50 e 60 Algumas frases, encontradas na Internet, revelam muito bem a evolução vivida pelas mulheres nos últimos 40 anos. Confira algumas: - Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. - Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto. - A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. - A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. - Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de caírem cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. - A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara. - Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. - É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. - Lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza. 17Abr2008 - 01:56 | Por Mell| ( 0 ) comentários olá pessoal,
voltei e cheia de novis. casei, meu marido foi pra portugal e em breve estou indo tb...espero logo, morar em alguns lugares deste mundão. legal voltar para meu modesto blog, onde posso postar o material lega que recebo dos amigos. em breve, teremos nosso blog, eu e alvaro, para postar nossas aventuras na europa. para começar, fotos do casório. abraços.
E ATÉ O NOSSO PRÓXIMO RE-CASÓRIO EM 5 ANOS. COM MAIS FOTOS E SHOW DE BLUES.
2Abr2008 - 00:22 | Por Mell| ( 0 ) comentários AMIGOS,
ESTOU DE FÉRIAS MAS VOLTO EM BREVE PARA POSTAR NOVOS TEXTOS.
vou casar e volto depois do dia 15 de fevereiro. BJUS. MELL -------------''---------------''------ Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
19Jan2008 - 18:08 | Por Mell| ( 0 ) comentários
13Nov2007 - 18:39 | Por Mell| ( 2 ) comentários “Trata-se de um Brasil que a gente não conhece. As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias , desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução. Pra começar o mais difícil de se encontrar por aqui é roraimense. Pra falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável; tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 Km), existe um trecho de aproximadamente 200Km (reserva indígena de Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde. Nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos), para que os mesmos não sejam incomodados. DETALHE: Você não passa se for brasileiro. O acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Dos 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI. E pásmem, americanos entram na hora que quiserem; se você não tem uma autorização da FUNAI, mas tem dos americanos, então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas quase ninguém fala português. É comum na entrada das reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americanos tipo nerds caçando borboletas e joaninhas para catalogá-las, mas, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçú, açaí, camu-camu, etc., medicinais ou componentes para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar Royalties para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da amazônia. Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É, os americanos irão acabar tomando conta da Amazônia... e em todas elas ouvi a mesma resposta em diferentes palavras. Irei reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: - Irão não, meu filho, tu não sabe mas tudo aqui já é deles. Eles comandam tudo... Você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam!!! Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra. Aqui vai ser a mesma coisa. A dona é bem informada, não?! O pior é que segundo a ONU, o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm nome de nação indígena, o que pode levar os americanos a alegar que estão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivo de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois, essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês (isso pode causar um incidente diplomático). Pergunto inocentemente às pessoas, porque os americanos querem tanto proteger os índios? E a resposta é absolutamente a mesma: - Porque as terras indígenas, além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO! Parece que as pessoas contam essas coisas como num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal... Podemos ter certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Será que podemos fazer alguma coisa? Texto de: Juliana Moreira
12Nov2007 - 17:40 | Por Mell| ( 0 ) comentários
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