|
"Palavras apenas, palavras pequenas..." | ||||
|
Na estante:
"Romeu e Julieta", William Shakespeare Na telona:
"P.S. - I love you" Na vitrola:
"Halo", Beyoncé Outras palavras:
|
Amor, I love you
Hoje é Dia dos Namorados, mais um data criada para fomentar o consumo das massas. Antes de qualquer romantismo, o que vale é o quanto é gasto. Celebro o Natal e a Páscoa, porque são feriados religiosos; o Ano Novo, porque marca uma mudança e adoro um grande festa; dias das mães e dos pais, porque eles merecem. Dia dos Namorados é a melhor data para encontrar restaurantes cheios e filas nos motéis. Programa de índio, sim, senhor! Sugiro uma celebração caseira, com um belo jantar, um bom vinho e o quentinho de um edredon. O resto fica por sua conta.
Não costumo usar aqui o esquema Ctrl + C / Ctrl + V, mas achei este texto bem legal. Acho até que vou fazer um quadro com ele, hehehe... AVISO PARA QUEM VISITAR MINHA CASA 1. Lembre-se de que os cachorros vivem aqui. Você não. 2. Se você não quer pelos de cachorros em suas roupas, fique longe dos móveis. 5. É da natureza deles tentar cheirar você. Por favor, sinta-se à vontade para cheirá-los também. 7. Para você, eles são cachorros. Para mim são filhos adotivos, que são pequenos, andam de 4 e não falam tão claramente. Eu não tenho nenhum problema com nenhum desses pontos. E você?
Ciranda de pedra As pessoas me cansam. Ou eu me canso das pessoas, não sei. O fato é que de tempos em tempos, a convivência constante com as mesmas amizades me deixa de saco cheio. Sempre fui assim, desde os tempos de criança. Aí, dava um tempo, dizia que não estava a fim, esperava a saudade bater, e depois voltava para os amigos, como se nada tivesse acontecido. E não acontecia mesmo, exceto pra mim. Sempre achei isso meio estranho, mas acredito que faça parte do processo de transformação que estamos sempre passando. Um dia estamos bem, outros não. Os amigos continuam os mesmos. O engraçado de hoje pode tornar-se o inconveniente de amanhã, a meiguinha vira a chata, o tranquilo fica insosso e a extrovertida passa a ser excessiva. Tô numa fase dessas, em que os papos não mudam e os programas também não. Será que só eu preciso de novidades? Definitivamente, preciso expandir meu círculo de amizades.
Síndrome de Mumm-Ra Ainda me surpreendo com o fato das pessoas tentarem fugir do inevitável. Minha admiração mais recente está relacionada à velhice e a busca incessante da eterna juventude. Talvez por medo de encarar a proximidade da morte, muitos tentam a todo custo manter-se jovens, como se a conservação da aparência física pudesse retardar ou mesmo reverter a degeneração celular inerente a todo ser humano. E nessa onda, encontram-se as mais diversas celebridades, das quais quero destacar Madonna e Suzana Vieira. A primeira gasta horas em exercícios e yoga, tratamentos facias e botox, tem um preparo físico invejável e mais sex appeal que muitas garotinhas. A segunda, não tão "enxuta", mas muito bem conservada para seus sessenta e seis anos, também abusa das práticas de beleza e cirurgias plásticas, além de ostentar uma inacreditável alegria de viver. Elas são bonitas, ricas e "poderosas", mas negam-se a assumir suas condições de mulheres maduras, e desfilam por festas e tablóides exibindo garotões de vinte e poucos anos. Brinquedinhos novos numa clara troca de favores. Nada me convence que nessas relações exista algo mais que a vontade de sentirem-se jovens e ainda desejadas. Talvez não haja nem diálogo! Não critico exatamente a diferença de idade. Aliás, não vejo qualquer problema nisso. O estranho é quando pessoas vividas, experientes, lapidadas pelo tempo, apresentam um comportamento que mais condiz com o de seus jovens companheiros. Se há algo que a vida nos ensina é que o tempo não para e tentar manter a mesma imagem e estilo de vida de trinta anos é expor-se ao ridículo. Há quem afirme que Madonna e Suzana Vieira podem tudo. Mas será que realmente devem?
Bono e eu Qualquer semelhança com um tal livro não é mera coincidência, pois o Bono em questão, assim como o Marley, não é um cantor, mas um cachorro. Pois é, agora tenho um cachorro. Não é irlandês, não salvar o mundo (apenas o próprio rabo) e mal late, quiçá cantar. Mas não precisa de um banda ou hits de sucesso para fazer este que vos escreve mais feliz. Desde criança, sempre quis ter um cachorro. Infelizmente, meus pais nunca tiveram paciência para cuidar de um, afinal, quando se é criança, o trabalho fica mesmo é pra os pais. Já um pouco maior, mudamos para um apartamento com carpete. Inviável, né?! Aliás, nunca entendi direito essa do carpete, pois tenho rinite alérgica e cheguei, inclusive, a tomar vacinas quando bebê tamanha era minha insuficiência respiratória. Será que eles queriam se livrar de mim aos poucos??? Aí, veio o Bono. Quem acompanhou as últimas e esporádicas publicações pode até pensar - como sei que muitos amigos devem ter pensado - que estamos querendo substituir algo ou suprir uma carência. Pode ser, mas não é apenas isso. Foi a união de duas vontades, minha e da Michele, em ter um cão e a necessidade de distrairmos nossas mentes nos meses que estão por vir. Um amor redirecionado, mas original. O coitado veio com carrapatos! A compra foi barata, mas vai sair mais caro que parece... E daí? Afinal, nada paga a alegria daquele ser, expressa num incansável abanar de rabo (um cotoquinho!), pela simples presença dos seus donos. Como dizem, um cão é o único amor que o dinheiro pode comprar. "It´s a beautiful day!"
Calmaria Depois da tempestade, vem a calmaria. E permaneço pensativo. Em silêncio. Admirando o horizonte, à espera do desconhecido. Já sabia que 2009 traria grandes novidades, mas, ingenuamente, só contava com as melhores. E como as rochas, aguento a surra das ondas; firme, mas desgastado. Dizem que os melhores poetas são forjados pela dor e o sofrimento. Sinceramente, não vale a pena. Em tempo: sái daquele emprego que me consumia (inclusive aos sábados) e fui convocado para outra matrícula no Estado. Agora, sou funcionário público em tempo integral. E não uso mais gravata!!! Espero ter mais tempo para o blog...
Que amor é esse???
Hoje choro. Choro a perda de um bebê que nem cheguei a conhecer, mas com apenas seis semanas de existência, ocupou um espaço inacreditável em meu coração. Choro só, separado pela burocracia que não permitiu que estivesse ao lado de minha esposa num momento tão difícil como este. Ela lá, no hospital; eu aqui, em frente ao computador. Ambos a chorar. Já me sentia pai, e este sentimento não há como apagar. Planos, sonhos, decoração, escolha dos nomes e até dos possíveis padrinhos. Tudo adiado. Certamente - e nisso tenho plena fé e certeza -, outro virá. Mas não o mesmo. Esta vidinha se foi e deixou este imenso vazio em nossos corações. Exagero, alguns dirão, mas não para aqueles que amam. E, assim, continuo a chorar.
Poucas e boas Paes ganhou as eleições. E agora? Votei nele nos dois turnos. No primeiro, para evitar a vitória de Crivella, já que ele era o único que parecia estar em tais condições. Gabeira foi mesmo uma surpresa. E no segundo, por considerar que tinha as melhores propostas para os professores. Levando-se em consideração que é discípulo de Serginho Mallandro Cabral, não deve cumpri-las. Mas... é ver o que acontece. Fazia tempo que Município, Estado e Governo Federal não jogavam no mesmo time. Quem sabe, né? Sexta-feira foi Halloween. Mais uma tradição americana que adotamos sem qualquer motivo ou pudor. E só pra variar, adaptamos à nossa maneira. Aqui não há doces e travessuras, mas bailes por toda a cidade, repletos de bruxas com micro-vestidos e vassouras na mão. Enfim, tudo é motivo pra festa e pegação. Semana passada, a costureira apareceu lá no trabalho. Na primeira visita, consegui escapar, mas agora não teve jeito. Em breve, roupa social e gravata. WHY, GOD??? WHY?????? Terça-feira (dia estranho, né?), os norte-americanos vão escolher quem será o homem mais poderoso do mundo pelos próximos anos. Tudo indica que será Barack Obama, mas ainda acho difícil acreditar que o conservadorismo estadunidense aceite um negro como seu governante. E se “aceitar”, por quanto tempo??? Já houve rumores de uma tentativa de assassinato. Fato ou jogada de marketing, há tanto em jogo, ainda mais levando-se em consideração as últimas eleições, que deve-se suspeitar até da própria sombra. Massa faz a pole no GP Brasil. Vamos torcer para que novamente tenhamos um motivo de orgulho na Fórmula 1. Faz tempo que não temos um herói nacional em quem possamos depositar nossa confiança na certeza de momentos de alegria, mesmo que temporária. Ops, quase me esqueci do Lula... Já ouviram falar em Jonas Brothers? É a nova mania entre as adolescentes. Banda originária do filme “Camp Rock” - na esteira do sucesso de “High School Musical” - formado por três irmãos filhos de um pastor, adeptos do celibato. Usam até um anel para exibir sua opção. O som é água-com-açúcar, meloso demais e totalmente teen. Não me agrada. Mas, num mundo extremamente sexualizado, vale a mensagem dos garotos. Sem mais, FUI!
Mais um regresso Há uns dois ou três dias estava visitando anonimamente alguns blogs amigos e li no do A.Gil algo sobre como é difícil deixar isso aqui de lado com uma lista de favoritos como a que se tem. Pois é, concordo plenamente. Mesmo sendo quase um fantasma virtual, sinto falta desse espaço e me prometo, continuamente, que vou retornar. Bom, mais uma vez estou espanando a poeira e, quem sabe, volto de vez. É ler para crer. Minha vida é fazer descobertas. Algumas óbvias, outras nem tanto, mas não perco o prazer em persegui-las. A mais recente é a de que realmente não nasci para o serviço privado. Se há uma coisa da qual sempre tive pavor é a obrigação de “cumprir meta”. Isso é algo que te pressiona e escraviza. Sou professor, minha função é pedagógica, minhas preocupações deveriam ser os alunos e o cotidiano da sala de aula. Departamento financeiro é outro departamento. Ah, e outra coisa que me apavora: trabalhar de gravata e roupa social! Agora, adivinha como é o meu uniforme??? Quero meu jeans e meu All Star de volta!!! Não quero parecer ingrato, mas o sonho já acabou. E já percebi estou lá apenas de passagem. Ponto. Desde a última postagem, já completei a idade de Cristo quando morreu (saudade dos clichês?) e comemorei dois anos de casamento. Como o tempo voa! Conheço casais que não conseguiram sequer chegar ao primeiro ano, mesmo após mais de dez de relacionamento. A convivência é um desafio e tanto, mas que vale a pena a cada segundo. “Vivendo a aprendendo a jogar”, alguem já cantou um dia. E olha que a dona encrenca aqui não tem gênio fácil, não, hein! Mas como eu amo essa neguinha! Hehehe... Para quem não é muito chegado em futebol, assim como eu, o domingo é o pior dia para assistir à TV. Se for por assinatura, é só reprise da programação da semana e aqueles filmes que você já viu infinitas vezes - “O Diário de Bridget Jones”, “De repente 30”, “O Último Samurai”, “O Senhor dos Anéis”... Na TV aberta é Eliana, Faustão, Raul Gil e... Silvio Santos! Sim, o Dono do Baú tem conquistado alguns minutos da minha atenção na programação dominical. A maneira sutil – mas nem tanto – como ele ironiza o público e os convidados e o domínio que tem da platéia são fascinantes. Não há dúvida de que ele é realmente o maior comunicador da TV brasileira. E pensar que minha mãe já sabia disso há mais de vinte anos. Se alguém souber onde posso compra um boneco da Liga da Justiça, agradeço a informação. Mas tem que ser do grande, aquele de vinte e cinco centímetros, e não é de qualquer herói, tem que ser do Batman. Nas lojas só encontro da Mulher Maravilha e, por conta disso, ainda estou devendo o presente de Dia das Crianças do afilhado. Alguém viu um boneco do Morcegão por aí? Tem mais, mas, por hoje, é só. FUI! Tirando a poeira É, essa bodega tá mesmo abandonada! Então, resolvi passar por aqui só para tirar a poeira, dar uma atualizada e escrever o qualquer coisa; sem compromisso, sem requinte e sem revisão. E também sem um assunto. A veia do magistério tá pulsando, logo, é por aí que vou começar, com uma daquelas constatações mais que óbvias. É notório que existem muitas diferenças entre o ensino público e o privado,e dizem que a maior delas é a qualidade. Na verdade, isso é só o pretexto para atrair mais clientes – leia-se alunos –, pois para os diretores, o que conta mesmo é freqüência e adimplência. Qualidade é só detalhe. Professor bom é aquele que mantém a sala cheia e os alunos satisfeitos. O aprendizado é só conseqüência. Não sei se sou privilegiado, mas nas escolas públicas onde trabalhei, a coisa era séria e o utópico ideal de uma sociedade melhor sempre norteou nossos projetos e atividades. Infelizmente, ideais não pagam contas. Falando na escola, dia desses viajei em um trem que me fez pensar que estava em Tóquio: novo, prateado, por dentro todo branco, assentos forrados com tecido verde e – pasmem! - ar condicionado. E um silêncio... Nada de ambulantes! Quase fui até à estação final só para aproveitar um pouco mais. Mudando de assunto, hoje recomeça mais uma novela do Manoel Carlos no “Vale a pena ver de novo”. Será? Não é o tipo de folhetim que me atrai. Muito simples, muito cotidiano e, por isso, de fácil identificação com o público. Acho chato, meio monótono. Há sempre uma Helena, um doutor Moretti e algum personagem devoto de Santa Rita de Cássia. Nada de mistério, grandes vilões ou assassinatos. Prefiro mesmo o mundo de Gilberto Braga, onde ou se é muito bom ou muito mal. E por que será que toda novela da Globo tem que começar com uma morte? Minha mãe não gostava de começo de novela por causa disso. Já eu, quando ainda podia e tinha paciência para acompanhar alguma, só gostava do começo e do final. Aquela “barriga” do meio eu dispensava. Pois é, todos os bons feriados já se foram, os próximos cairão no final de semana. Depois do meu aniversário – nove de setembro tá chegando! - só espero mesmo o Natal. Gosto dessa data. Coisa bem familiar, todos reunidos, comendo e bebendo sem pudor nem discrição, crianças abrindo presentes, e a fatura do cartão só vem no ano seguinte mesmo. É festa, e disso eu gosto. Semana que vem faço trinta e três. Parece que estou ouvindo alguém falar “a idade de Cristo!”. Na verdade, Cristo é bem mais velho que isso, mas é uma referência legal. Além disso, é um número ímpar, que eu acho mais legal que os pares. Os ímpares não se completam totalmente, tem sempre algum sobrando, são irregulares, nada certinhos. Gosto disso. Ah, falando em números, faço um apelo para que alguém me ajude a decifrar este mistério: por que nos relógios de ponteiro que tem algarismos romanos o quatro não é escrito corretamente, ou seja, IV, mas sim IIII ??? Percebi isso num relógio de praça e achei que estava errado, mas depois verifiquei na vitrine de uma relojoaria e isso se repete. Por quê? Por quê? Por quê? Aguardo respostas. Qualquer dia, eu volto. Abraços, FUI!
| |||