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Escrever Ou Não

 

Tem uma turma que pensa que eu demoro demais para atualizar este pequeno espaço...

Possa ser...

Em tempos de real time e 140 caracteres, ficar mais de um dia sem atualizar um blog com novidades, das mais fúteis às mais interessantes, importantes ou coisa que o valha, parece ser um contrasenso.

Possa ser...

É que este espaço é tão, tão despretensioso, que nem contador pra saber quantos acessos tem por dia ele possui. E se, por vezes, coloco no twitter (@babi_int para quem quiser seguir) o aviso de post novo, é para um dúzia de seis gatos pingados que além da audácia de seguir-me ainda têm a empáfia de acreditar que o que escrevo possa um dia mudar o mundo.

Não, meus caros, não escrevo para revolucionar nada. Fosse assim (buemba!Novidade bombástica!), meus mais de duzentos escritos já teriam virado livro. O caso é que o mundo já anda muito cheio de lixo literário que não diz nada. Pois é. Tem  gente que não tem filhos pra não por mais um porcariazinha no mundo. Faço isso com meus escritos. Quando eu morrer e não tiver mais vontade própria, quem sabe o que escrevi não se transforme em "obra póstuma"? Por enquanto, deixo a literatura para quem sabe escrever e para quem acredita que sabe.

Minha maior virtude é querer escrever para me emocionar. Para arrancar de mim esse fogo selvagem que me consome até que se consuma sozinho em letras e garatujas num papel qualquer. Hoje tive a grande sorte de estar em frente ao computador, mas normalmente escrevo até em guardanapos finos de boteco, papeizinhos avulsos e o que mais aparecer. Claro, não vem pra cá porque não é esse o objetivo.

Aliás, nem sei porque me explico. Ou por que escrevo... Talvez apenas desabafo, apenas... escrevo.

Minha paixão e maldição.

Escrever.

 Pra quê, MELDELS?

É que o olhar não sabe dizer o que a mente enxerga. E as mãos não sabem descrever o que o cérebro quer dizer. É tudo uma confusão difusa e disforme. E mesmo assim há quem saiba transferir para "maltraçadas linhas" palavras que só o coração compreende.

Enfim, você que se deu ao trabalho de ultrapassar os 140 caracteres do meu twitter, obrigada, Amado Acompanhante. No final, é para você mesmo que escrevo.

6Ago2010 - 17:01 | ( 0 ) comentários
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Alegria de Viver

 

 

Lalita tem nos ensinado muita coisa muito boa.

Tenho aprendido a ter mais paciência com o outro e a olhar com cuidado para a necessidade de alguém que ainda não sabe das coisas. A ignorância hoje tornou-se motivo de reflexão profunda sobre como posso sanar essa ignorância sem humilhar, brigar, reclamar ou simplesmente escarnecer do ignorante. Ainda falta muito pra trilhar porque ainda não sei agir da mesma forma com os adultos. Mas tenho tentado olhá-los com os mesmos olhos com que vejo minha filha.

Outra coisa impressionante que tenho aprendido é como é fácil ser feliz. É preciso SER feliz antes que a própria felicidade venha. É preciso atraí-la como às abellhas para o mel. É preciso ser doce e simples como o açucar. Tão simples e vulnerável, mas que atrai a tudo e todos. Lalita é assim.

Muita gente tem me falado que ando muito calada, quieta. Justo eu que sempre tive o apelido "A Festa". Mas alguma coisa mudou. E, na verdade, estou numa fase contemplativa da minha vida. Claro que surto e volto ao "normal" de vez em quando.

Escutar os amigos, o meu melhor amigo, a minha filha, tem me ajudado a perceber coisas que antes eu não tinha (não dava) tempo pra ver.

Nossa sapequinha já entrou na fase de tocar o terror. E isso tem me feito rir mais. Até a minha risada mudou. Está mais galhofa. Antes, mal saía o som, e quando saía eu logo começava a tossir. Tinha que fazer muita força.

Mudar o meu sentimento para um expressar maior gratidão, alegria e reconhecimento por cada minúsculo momento de alegria e de milagres tem me feito perceber que o que há de ruim só acontece em 20% do tempo. Eu é que focava só nesses 20%. Otimismo? Não sei. Motivos pra ser otimista normalmente não existem. Mas motivos para saber que as coisas, más e boas, passam e o melhor é não ser passado por elas, tem aos montes.

Estou tentando mudar o meu sentimento de fastio por um pouco mais de encanto e prazer. Daí, descobri o que estava acontecendo. E lembrei que eu estava focando nas coisas erradas. Pior: estava focando nas coisas.

Mas, no final, só o que importa mesmo são as pessoas e o que fazemos delas.

Tanto que, este ano, completamos cinco anos de casamento. Mas a comemoração não foi como planejamos há tantos anos. Foi ainda melhor. Nós comemoramos um amor fortalecido e verdadeiro. Nós comemoramos desde o início do mês, com algumas fugidinhas deliciosas e inesquecíveis, com carinhos inesperados, com a presença de Lalita nos enchendo de beijos e de carinho, com passeios simples e tão deliciosos. E no final, o que mais importou e me deixou feliz, foi o que nós, pessoas que se amam mutua e verdadeiramente, fizemos dos nossos dias juntos. Continuamente.

Eu não preciso de nada mais que isso. Sinceramente, gostaria de me dedicar mais (integralmente) à essas pessoas valiosíssimas na minha vida, porque já me dediquei demais a outras coisas e pessoas. No entanto, procuro fazer bem aquilo que está ao meu alcance fazer.

 

27Jul2010 - 13:48 | ( 0 ) comentários
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Nossa Princesinha

 

 

Nossa Princesinha

 

 

21Jul2010 - 12:19 | ( 0 ) comentários
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