Blog - T5 - Música e Algo Mais

 Dia de baile no Humaitá Pra Peixe



No último dia do Humaitá Pra Peixe na sala Baden Powell, em Copacabana, no Rio de Janeiro, o público (que podia escolher quanto queria pagar pelo ingresso!) encheu o teatro para ver Brasov e Canastra no palco. Juntos!

Duas baterias, por vezes sincronizadas, metais fantásticos e muita presença marcaram a apresentação inovadora que mostrou o melhor dos trabalhos das duas bandas. Ao mesmo tempo!

Algumas pessoas (e esse algumas era um número considerável) assistiram ao show de pé, com muita empolgação, inventando coreografias para acompanhar o swing que rolava no palco.

Neste show, Rodrigo Barba (ex – ou stand by – Los Hermanos) já assumiu a bateria do Canastra, no lugar de Marcelo Callado, atual baterista da Do Amor.

Os uniformes opostos das duas bandas (ternos do Brasov e camisas floridas do Canastra) compunham uma harmonia heterogênea que só deixava a apresentação ainda mais interessante.

Como de costume, a galera do Brasov puxou uma cover de Roberto Carlos: "Falando Sério". Depois, a banda seguiu no repertório do "rei" e atacou de "Além do Horizonte".

Em um clima de latinidade, o Brasov fez caipirinhas no palco e ofereceu à platéia, que aceitou na hora!

Os dois grupos reunidos conseguiram instalar um baile na sala Baden Powell. Descontraídos, brincaram com os nomes das duas bandas, dizendo que eles formavam o Branastra e o Canastrov.

Começam então as participações especiais. A primeira foi da artista performática Silvia Machete, que chegou esbanjando sensualidade com seu vestido de franjas super curto e seu bambolê habitual. A artista fez a galera delirar ao sacar e guardar coisas na sua calcinha e enrolar um baseado. Tudo isso sem parar de girar seu bambolê, que deslizava da cintura para o pescoço em fração de segundos. Silvia terminou sua entrada triunfal no palco soltando bolhas de sabão com a boca.

Durante o show inteiro os músicos brincavam uns com os outros, faziam piadas e deixavam o clima de festa cada vez maior.

A segunda participação especial da apresentação foi do ex-baterista do Canastra e atual Do Amor, Marcelo Callado, que começou sua participação cantando o sucesso sertanejo "Talismã".

A terceira participação especial da noite foi do músico Alberto Continentino, tocando baixo, em uma cover de "Masculino e Feminino", de Pepeu Gomes. Logo depois os músicos seguiram o show com cover de Sidney Magal: "Meu Sangue Ferve por Você".

A quarta e última participação especial da noite foi da cantora Érika Martins, que entrou no palco para acompanhar o Canastra em dois blues.

Depois de tocar o jingle das Piscinas Tony, cada integrante do Brasov virou sobre a cabeça, garrafas de água, continuando o show molhados.

Os músicos puxaram aquela musiquinha que costumava apresentar os jurados do programa "Show de Calouros", de Sílvio Santos, para aprsentar cada integrante das bandas e as participações especiais. Depois saíram do palco sob acalorados aplausos e pedidos de bis. Voltaram para mais duas músicas e encerraram a festa na Baden Powell em grande estilo.

Leia esta matéria também no site da Cidade Web Rock.

Por Vanessa Amaral


28Jan2008 - 16:06 - 0 comentários




 Música brasileira com muita personalidade


Raphael Gemal pode ser um nome ainda pouco conhecido, mas é questão de tempo para figurar nos principais palcos brasileiros. O músico, que já tocou ao lado de Rodrigo Maranhão, Edu Krieger, Rubinho Jacobina e Pedro Holanda, no grupo Mafuá, fez um belo show na noite de estréia do Humaitá Pra Peixe 2008 e conversou com o blog Top5, no camarim da Sala Baden Powell, em Copacabana.

Confira a entrevista:

Top5 - Quando você começou a fazer música e por que você tomou essa decisão?

Raphael Gemal – Eu comecei a fazer música ainda bem pequeno. Minha mãe tocava piano, então ainda garotinho, eu fiz uma musiquinha no piano, ficava batucando em bacias, sempre fui ligado em música. Só mais tarde eu comecei a aprender violão sozinho, com uns 15/16 anos. Fiquei obcecado pelo violão, comecei a tocar muito e a compor também, entrei para a faculdade de música da UNIRIO e não parei mais. Eu sou um pouco compulsivo com música. Componho muito, tenho sempre milhões de idéias musicais na cabeça. 

Top5 - De onde vem a paixão pela música brasileira?

Raphael Gemal – Quando eu era pequeno eu só escutava música brasileira. Na época, eu só ouvia a rádio Nacional. Minha mãe sempre escutava em casa Roberto Carlos, Benito de Paula, todo o tipo de música, do brega ao chique. Com as músicas internacionais eu não me identificava muito porque não entendia as letras. Mais tarde, eu comecei a conhecer mais e hoje gosto muito de música internacional também, mas a minha preferência é pela música brasileira. 

Top5 - Antes de ter a sua carreira solo, você teve outros trabalhos com outras bandas. Fale um pouco sobre isso.

Raphael Gemal – Quando eu entrei para a faculdade de música da UNIRIO, eu era meio sozinho, porque na minha família não tinha músicos, então eu entrei querendo conhecer pessoas do meio musical, formar bandas, tocar junto. E, na faculdade, tinha uma matéria chamada Música de Câmara, que você tem que se juntar com pessoas para fazer grupos e depois apresentar. Foi aí que aconteceu o meu primeiro grupo musical, chamado Tamanduá. Depois foram acontecendo outros grupos, desvinculadas da faculdade. Eu toquei no grupo Mafuá, que foi feito com pessoas que hoje em dia são muito reconhecidas como Rodrigo Maranhão, Edu Krieger, Rubinho Jacobina, Pedro Holanda, participei também, por quase dez anos, de um grupo vocal chamado Equale, toquei no grupo O Bonde, que participou de um festival de uma rádio francesa e passou para a final. Depois, o grupo acabou e um amigo meu, que é um grande músico também, o Carlos Pontual, que hoje toca guitarra na banda do Nando Reis, me ajudou a produzir o meu disco (auto-intitulado, lançado de maneira independente em 2002). Agora eu estou aí, fazendo shows, quando dá. Porque não é fácil conseguir um lugar para tocar.  


Top5 - Quais são as principais influências e inspirações para o seu trabalho?

Raphael Gemal – Eu tenho várias influências. Milton Nascimento, Chico Buarque, todos os grandes da MPB. A minha inspiração vem não sei muito bem de onde. Eu pego o violão, faço um acorde e começo a cantar alguma coisa, aí vou trabalhando aquela idéia. As músicas surgem na minha cabeça, às vezes quando eu estou deitado, sei lá, vou fazendo (risos). As coisas vão saindo naturalmente. Acho que vem mesmo do meu repertório, de tudo que eu já ouvi até hoje. Às vezes sai com uma cara, às vezes sai com outra, mas sempre tem a minha assinatura ali, o meu jeito de compor.

Por Vanessa Amaral


27Jan2008 - 12:50 - 0 comentários




 Superguidis e Érika Martins tiram platéia das cadeiras


No primeiro dia da terceira semana de Humaitá Pra Peixe, na Sala Baden Powell, em Copacabana, Rio de Janeiro, o público aguardava curioso pelo show da banda gaúcha Superguidis. Alguns fãs mais fervorosos começaram a assistir ao show já de pé, ignorando os assentos do teatro.

O grupo de Porto Alegre começou a apresentação mostrando um rock puro e cheio de personalidade. A banda faz um som genuíno, difícil de ser comparado, mas dá para perceber alguma influência do melhor do rock dos anos 90. Ao mesmo tempo que fazem um rock potente, não deixam de ter pegada pop e ares de indie.

Com instrumentais fortes e um vocal muito bem afinado e incisivo, o Superguidis fez um show tecnicamente admirável e conseguiu arrancar acompanhamento da platéia, que fez questão de responder muito bem a cada acorde feito pelos músicos com palmas e gritinhos.

A banda gaúcha terminou o show para cima, disparando hits e fazendo a platéia sair do chão. Depois da despedida, o público não deixou que o Superguidis fosse embora. Então, o grupo, que nem chegou a sair do palco, já foi logo começando seu bis, com uma música menos agitada, mas tão energética quanto o show inteiro. O grupo terminou a apresentação deixando a platéia satisfeita.


Depois, mais gente chegando e, assim como no show anterior, ficando de pé mesmo. Os fãs de Érika Martins & Telecats são ainda mais ousados, ocupam a parte da frente, entre as cadeiras e o palco, para ver ainda mais de perto o show da cantora, que ficou conhecida quando ainda era vocalista da extinta Penélope e pela participação que fez na música, “A Mais Pedida”, da também extinta Raimundos.

Érika já entrou no palco muito aplaudida por uma platéia empolgada. Fazendo um electro rock dançante, que lembra o som das boates rock n’ roll da década de 80, a cantora abriu o show com muita energia. Logo na segunda música, veio um sucesso da Penélope, “Namorinho de Portão”.

Com um figurino cheio de glamour, Érika impôs sua presença usando muita originalidade e simpatia, com direito a descida do palco para cantar no meio do público. Sua voz doce e potente comandou uma apresentação impecável.

No trabalho solo de Érika Martins, ao lado dos Telecats, consegue-se perceber alguma influência também de rock a billy e jovem guarda. Um pouco dessa influência deve vir de outro projeto do qual a cantora participa, Lafayette e Os Tremendões, que une músicos da cena independente carioca ao grande tecladista da Jovem Guarda, Lafayette, que fez uma belíssima participação no show de Érika, tocando um piano de cauda para acompanhar a cantora na música “Outra Vez”, de Roberto Carlos, executada em piano e voz.

Depois, Érika disparou outro sucesso da Penélope, “Holiday”. E seguiu com o show em clima de festa. O músico Gabriel Thomaz, da banda Autoramas, que é marido da cantora, participou do show, assumindo o baixo no lugar de Carla Kieling, ao lado de Érika, Márcio Ribeiro (bateria) e Bjorn Hovland (guitarra).

Depois de anunciado o fim da apresentação, o público pediu bis e a banda permaneceu no palco para mais uma música: o sucesso “A Mais Pedida”, que Érika gravou junto com os Raimundos, encerrando o show no melhor estilo rock n’ roll.
   

Por Vanessa Amaral


19Jan2008 - 16:33 - 0 comentários




 Columbia lança disco com casa cheia no HPP


Com ingressos esgotados na pequena sala do espaço Oi Futuro, no Flamengo, Rio de Janeiro, o Columbia lançou o seu primeiro disco da carreira, “O Que Você Não Quis Dizer”. A platéia, atenta e ansiosa, aguardava o começo do show ocupando todos os lugares. Alguns sentados no chão, em charmosas almofadas vermelhas, e outros se espremendo em pé mesmo, nos cantinhos. Afinal, para os fãs, qualquer lugar vale a pena para ver o Columbia tocar.

Chegada a hora do espetáculo, Bruno Andrade (guitarra), Bruno Durão (baixo) e Fred Mendes (bateria) entraram no palco e começaram a primeira música. A vocalista, Fernanda Marques, entrou depois, já na hora do começo de seu vocal, e foi recebida por muitas palmas.

Logo, o Columbia já foi mostrando a sua sonoridade certeira de um pop rock que conquista pela simplicidade sincera. A voz potente, mas doce, de Fernanda dá ainda mais brilho ao estilo que a banda defende tão bem.

Na terceira música da apresentação, o grupo fez uma pausa na mostra de seu disco para fazer cover de Coldplay, tocando “Yellow”, com direito a luzes amarelas, assim como a banda britânica faz em seus shows. Depois, prosseguiu com uma apresentação muito bem amarrada e executada com esmero. Algumas músicas depois, mais uma cover, entremeada a uma música do próprio Columbia. Desta vez foi Oasis, “Champagne Supernova”.

Incentivadas por Fernanda, algumas pessoas levantaram, dançaram e cantaram ao som da música “Nove Horas” e a participação da platéia, que até este momento era ainda tímida, começou a ficar mais calorosa. Mais tarde, outra cover no repertório: “Santa Chuva”, de Marcelo Camelo, gravada originalmente pela cantora Maria Rita.

Columbia terminou o show com “Amanhã”, primeiro single do disco a ganhar um clipe. Enquanto a banda tocava a música, o vídeo, dirigido por Henrique Sauer e estrelado pela atriz Natália Lage, era exibido em um telão ao fundo do palco. Acompanhado por um coro de vozes, o grupo encerrou a apresentação e deixou o palco sob fortes aplausos e pedidos de bis.

De volta ao palco, Columbia executou mais duas músicas e finalizou definitivamente o show com a balada “Imperefeito”, que não está no disco, e foi embora deixando a platéia satisfeita e com gostinho de “quero mais ainda”.

Por Vanessa Amaral


18Jan2008 - 00:27 - 0 comentários





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