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CANÇÃO DO VERISSIMUS Canticum Verissimi Porque a vida é para ser cantada... Quia vita cantanda est...
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EU VOLTEI, AGORA PRA FICAR
Depois de muito tempo, meus caros, voltei. Mais precisamente, seis meses depois... Seis meses... Muita coisa aconteceu: alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, empates (por que não?), dúvidas, certezas, disposições, cansaços... O tempo tem passado muito rápido. Mesmo assim, podemos ver quanta coisa fazemos em tão pouco tempo. Ou quanta coisa nos é imposta a fazer nesse mesmo pouco tempo. Acho que terei um pouquinho mais de tempo para "cantar" mais por aqui. Fui cobrado. "Cadê suas músicas?", uns diziam; "Desistiu de cantar?", outros indagavam. Minha resposta era sempre a mesma: "falta tempo". Por hora, canto algo que, se não representa todo esse tempo ausente, serve para ilustrar um pouco o momento. Ao menos para introduzir as músicas que estão por vir...
Bom... Até os próximos acordes (desta vez, mais breves). P.S.: Também cantarei Bruna, lógico! 1Ago2006 - 12:47 | ( 10 ) comentários NÃO COMENTAREI NADA (APENAS CANTAREI)
NALGUM LUGAR (Zeca Baleiro, Augusto de Campos, E. E. Cummings) Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
1Fev2006 - 02:16 | ( 7 ) comentários Olá, galera! Sábado à noite em casa e eu no micro: coisas cada vez mais raras de acontecer. Conforme o combinado, Paralamas...
O LONGO CAMINHO PARALÂMICO (ou "Meus amigos mandam muito bem") Há pouco tempo, no trabalho, um amigo me perguntou, sabendo que eu gosto muito de Paralamas, qual era meu disco preferido deles. Comecei a destacar a beleza de "Nove Luas", as misturas de "O Passo do Lui", "Big Bang" e "Bora Bora", o maravilhoso compilado de "Arquivo", a energia ao vivo de "Vamo Batê Lata", o requinte ao vivo de "Acústico", o tom de anacrônica nostalgia de "Cinema Mudo", o maravilhoso "Hey Na Na" e não consegui definir nada. É tudo muito bom. Assim como os não lembrados "Selvagem", "Uns Dias – ao vivo" e o recente "Hoje". Deixei claro, a meu amigo, que gosto de tudo deles.
No entanto, não posso negar que tenho um carinho muito especial por "Longo Caminho". Não vou cair no clichê de dizer que é por causa da retomada dos Paralamas após o acidente de Herbert. Cada música me atrai de tal forma que, mais uma vez, posso confirmar uma tese: Herbert é meu amigo e compõe muita coisa legal para mim. 7Jan2006 - 23:55 | ( 3 ) comentários Após vários dias de silêncio, o que me permitiu até descobrir que o silêncio é um parâmetro musical (valeu, Márcio!), estou de volta. Nesse tempo, pude ir pensando no que postar. Em breve, vocês acompanharão. Vem aí, PARALAMAS: música à parte em minha vida. Enquanto isso... QUANDO A MÚSICA SÓ FEZ SENTIDO NAQUELE EXATO MOMENTO... Nesse tempo de silêncio, fiquei imaginando o que cantar para você, leitor, quando voltasse. Até já tinha o conteúdo arrumado no campo de minhas idéias (sim, só no campo das idéias, pois tenho aprendido a escrever sem rascunhar). No entanto, por ocasião do Natal, algo não poderia ser deixado de lado. Tinha de ser o próximo post. Apresento-lhes a música... Peraí! Não sei seu nome! Aceito sugestões...
Pois bem! Era quarta-feira (a missa no sábado) e precisávamos de uma música para o momento de Ação de Graças. Pensávamos, pensávamos e não conseguíamos escolher uma música que se adequasse. Peguei o papel e a caneta, e comecei a escrever a letra. Depois, coloquei a melodia. Ao final, quando ensaiamos, acertamos as vozes e tudo mais, fiquei com a impressão: "caramba, não tive inspiração nenhuma; essa música está puramente humana; música sendo feita assim NÃO FAZ SENTIDO..." Entretanto, era a música que tínhamos e, ensaiada, até que ficara bonita. Mas não tinha, em meu coração, aquele "algo mais". Não fazia efeito. Era só mais uma música bonita. Sábado à noite. Minutos antes da missa de Natal começar, lembro-me de ter virado para Deus e dito: "O que tivemos para dar foi essa música. Ainda não senti nada com ela, mas faça valer a pena!" Quem esteve na missa em minha paróquia viu como foi o momento de Ação de Graças (após o momento belíssimo do canto de comunhão em várias línguas): a igreja toda apagada e, de repente, o padre expõe o Santíssimo para a assembléia. Cena admirável! E nós cantando essa canção que, naturalmente, era executada de forma bem progressiva, com as vozes crescendo em alguns momentos. Tudo muito belo, muito intenso, muito rico! Enquanto cantava, ia me lembrando do que pedi, e fui percebendo, diante de tal cena, que ela começava a FAZER SENTIDO para mim... Hoje vejo que também levamos ouro, incenso e mirra naquela noite... D. Verissimus P.S.: Meu aniversário passou. Pais, namorada, amigos, pizza, conversa, presentes... Que chegue logo 26/12/2006! 31Dez2005 - 01:40 | ( 2 ) comentários Para quem chega agora, vale a pena olhar o post anterior a este e entender todo o contexto, aproveitando que ainda estamos nos acordes iniciais desta canção a que tenho me dedicado. Seu ritmo ainda é incerto, visto que apenas uma semana e um dia depois é que outra nota foi inserida. Enfim, cante comigo...
SEM INSPIRAÇÃO, CANTAR...
Há uma chuva insistente lá fora. É o tal panorama de quando não vemos o lindo céu já falado aqui e cantamos assim mesmo. Para alguns, essa chuva seria inspiração. Pra falar a verdade, muita inspiração! Para outros (leia-se "Verissimus"), ela "inspira falta de inspiração". Ainda que justificando a redundância, é possível cantarmos sem inspiração (se quiserem entender como não vendo o lindo céu, compreenderei). Cantemos canções já conhecidas, meio batidas, mas que sempre ajudam nossa alma. Intencionalmente ou não, quero cantar. Quero cantar a beleza da água fina que cai desde a manhã deste dia (fique registrado aqui que, ao me levantar e olhar a janela, já não chove; lamento, mas agora não posso parar de escrever sobre um dia chuvoso que para mim se traduz por falta de inspiração – incrível paradoxo). Quero cantar a beleza da criança pequena que hoje me pareceu tão inocente. Quero cantar a vitória do homem que, com dificuldades, conseguiu chegar ao final – valeu, pai! Quero cantar também a criança de colo que ontem, com seus lindos olhos azuis acima de bochechas cor de rosa, me deu vontade de ser pai pela "enésima" vez. Quero cantar a pizza com recheio de amigos e amor também de ontem à noite. Quero cantar o banho, tomado de manhã, da (mesma) chuva que cai (ou caía; já não sei) hoje. Quero me cantar... Repare como já são canções conhecidas. O que importa? Diga-me se não são verdadeiras, belas, ricas... Se não acha, creio que você precisa cantar mais... Até o próximo acorde... D. Verissimus P.S.: Tenho a impressão de que este acorde foi algo como um mi menor. Particularmente, um dos meus preferidos de se fazer em um violão... 11Dez2005 - 16:24 | ( 3 ) comentários
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