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Rodrigo Souza Leão Viviane Mosé
Tatiana Salem Levy Valéria Piassa Polizzi
Márcio-André Ana Paula Maia
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Foto: Tomás Rangel Lucas Viriato de Medeiros não se considera poeta. Mas foi através da poesia e da militância poética que o autor se tornou conhecido. Editor do jornal ‘Plástico Bolha’, que publica autores jovens e veteranos, Lucas Viriato prossegue com o projeto literário sobre o Oriente, iniciado em 2006. O livro ‘Memórias Indianas’ (Íbis Libris), sua estréia no universo oriental, surgiu a partir de um convite de viagem à Índia. Sem ‘planejamentos’, nasceu ‘Retorno ao Oriente’ (7Letras), novo registro da experiência no leste do mundo. O jovem escritor segue os passos de mestres como Oswald de Andrade e Drummond. E tem o aval do poeta Paulo Henriques Britto e da editora Isabel Diegues. Estudante de Letras da Puc-Rio, Lucas Viriato faz ioga, estuda Sânscrito e traduz - sem pressa - o livro sagrado dos hinduístas, ‘Bhagavad Gîtâ’. E garante que não é rigoroso: “Sou vegetariano conveniente, como peixe e tomo cerveja. Há sempre o perigo de a pessoa ficar zen, chata, sem inquietação. É a falta que nos movimenta. Temos que cultivar o equilíbrio e o desequilíbrio”. Nosso encontro aconteceu no café do Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro. Devido ao caótico trânsito da cidade, atrasei uma hora para chegar ao local marcado. Mas o entrevistado foi paciente, a conversa fluiu entre viagens, poesia e muita literatura. ORIENTE-SE CLICK(IN)VERSOS – Você é autor dos livros ‘Memórias Indianas’ (Íbis Libris) e ‘Retorno ao Oriente’ (7Letras) Por que o interesse pela cultura oriental? LUCAS VIRIATO – Eu fui levado para essa cultura, convidado por minha mãe para fazer ioga. E outras pessoas me convidaram para conhecer um templo Hare Krishna, surgiu espontaneamente. Por vários pontos diferentes da vida a Índia foi chegando até mim. A minha professora de ioga me convidou para ir ao Sul da Índia, essa foi minha primeira viagem. Não havia uma viagem pronta na cabeça, me apaixonei. Tudo é chocante, principalmente sair do Ocidente. A viagem à Índia representou chegar a uma cultura complexa, estruturada e milenar, muito diferente da nossa. CLICK(IN)VERSOS – O projeto sobre o Oriente tem continuidade? É uma trilogia? LUCAS VIRIATO – Muita gente me cobra isso. Já tenho até um nome: ‘Índia Derradeira’. (RISOS) Isso ia ser forçar a barra. As viagens para Índia foram convites. CLICK(IN)VERSOS – O que é a Índia? LUCAS VIRIATO – É a chance de sair um pouco de si. CLICK(IN)VERSOS – O que mais impressionou nessas viagens à Índia? LUCAS VIRIATO – Acho que estar fora do Ocidente. Tudo lá é diferente. CLICK(IN)VERSOS – E o Brasil? LUCAS VIRIATO – É muito mais impressionante do que a Índia. Somos mais plurais. CLICK(IN)VERSOS – Antes das viagens você tinha alguma relação com a literatura? LUCAS VIRIATO - Sim. Sempre escrevi muito antes de ter qualquer relação com o Oriente. Eu fazia um jornalzinho para cobrir os assuntos da minha casa: as viagens dos meus pais... Era um jornalista que cobria o cotidiano. (RISOS) A relação com a escrita é muito maior. Escrever sobre a viagem foi um convite feito por uma professora da Puc-Rio: Marília Rothier Cardoso – ela fez o prefácio do meu segundo livro. Quando eu contei que estava indo à Índia, ela disse: ‘Que sensacional! Poderíamos estudar literatura de viagem... ’ Ela me deu ‘Memórias Sentimentais de João Miramar’ do Oswald (de Andrade), um livro de viagem. Então, o meu trabalho de Literatura Brasileira II foi escrever sobre a viagem à Índia. CLICK(IN)VERSOS – Como surgiu a segunda viagem à Índia? LUCAS VIRIATO – Eu já tinha feito um ano de ‘Plástico Bolha’, com muito trabalho. Fui fazer uma viagem para Europa e fiquei de saco cheio, então decidi ir para Nova Deli. Fui para o consulado da Índia em Paris e tirei um visto. Depois fui para Londres, comprei uma passagem e fui para a Índia. Não era um plano fazer uma segunda viagem. Mas prometi escrever o segundo livro se conseguisse fazer essa viagem. CLICK(IN)VERSOS – De onde surge o interesse por literatura? LUCAS VIRIATO – Não veio tanto dos meus pais. Eles não fizeram faculdade, são comerciantes. Mas se interessam por ler, têm uma relação de ‘telespectador’ da literatura. É uma coisa minha, não sei. Era mais interesse pela escrita do que pela leitura. Mas estou sempre lendo alguma coisa. LEIA A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA, AQUI!
11Fev2009 - 17:03 | ( 5 ) comentários
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