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O Blog Cobras & Lagartos promete muitas novidades essa semana. Você poderá baixar os capítulos da novela, além de ler os resumos dos capítulos e muito mais. Não Percam!!!

23Abr2006 - 21:04 | ( 18 ) comentários

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COBRAS & LAGARTOS TERÁ 3 CDS SIMULTÂNEOS

Com Cobras e Lagartos, pela primeira vez serão lançados três CDs de uma mesma novela ao mesmo tempo. Segundo Wolf Maya, diretor da trama, a produção tenta engatar simultaneamente os já tradicionais nacional e internacional e mais um terceiro com quase 20 músicas daquelas que você nunca compraria no mesmo CD.

- Será formado por músicas que você nunca ouviria em lugar nenhum e que você adora e que o povo ouve, principalmente lá no Saara. No dia-a-dia do centro comercial, tem a Rádio Saara que toca música sem parar - sertanejo, axé, forró, rap, funk, todo o tipo de música. É uma trilha muito divertida, muito curiosa, conta Wolf.

22Abr2006 - 15:11 | ( 1 ) comentários

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ENTREVISTA: JOÃO EMANUEL CARNEIRO 2

TV Globo/João Miguel Júnior

Autor de Cobras e Lagartos, próxima novela das sete da Globo que estréia na próxima segunda-feira, dia 24, João Emanuel Carneiro se prepara para uma rotina pesada. Pretende acordar às 11h e escrever até a hora da novela. Depois, vai assistir à novela, editar o capítulo e ainda sair à noite.

Todo esse pique não é energia de principiante. Apesar de Cobras ser a segunda novela de João Emanuel Carneiro (ele estreou em 2004 com Da Cor do Pecado), o autor tem grande experiência com roteiros de filmes premiados como Central do Brasil (1998) e mais recentemente Deus é Brasileiro (2003) e A Dona da História (2004). Na tevê, o autor foi colaborador nas minisséries Os Maias (2001) e A Muralha (2000).

O nome Cobras & Lagartos, surgiu quando João Emanuel percebeu que havia “muita gente terrível na trama”. Na linha dos personagens venenosos, o protagonista Foguinho, interpretado por Lázaro Ramos, não pode ser lá considerado um mocinho. Mas também não é um vilão.

- Ele é um Macunaíma que tem empatia, mas que tem também um lado do safado, do esperto, do romântico, do mentiroso e do sobrevivente. É um pouco ético e um pouco antiético também, diz o autor, que, em material cedido pela Globo, conta um pouco sobre a trama e antecipa o enredo no bate-papo abaixo.

Qual o tema central de Cobras & Lagartos? O que você destacaria na trama?
João Emanuel Carneiro: É a história de um homem, dono de uma loja de luxo, que está doente e, ao descobrir que vai morrer, não sabe para quem vai deixar a herança, já que tem uma sobrinha, a quem ama muito, e outros sobrinhos e parentes que são cobras. O conflito aumenta quando ele descobre que o noivo da sobrinha adorada é um pulha. A partir daí, ele se dá conta que, antes de morrer, deve dar uma de cupido e achar um outro noivo, alguém com um coração de ouro para a sobrinha.

Como o humor aparecerá na trama? Que personagens darão este toque à novela?
JEC: O humor estará representado no Foguinho – ele é dramático, mas também é bem-humorado -; na Ellen, uma vilã palhaça; na família do Serafim e da Eva. Temos também o Ramirez, pai agiota do Foguinho, que é casado com a Shirley e quis limpar o sangue tendo filhos brancos.

Em toda boa novela, há uma boa história de amor. Como ele estará representado na trama?
JEC: No amor de dois músicos que se apaixonam. Ele, de uma classe social mais baixa, e ela, uma mulher que tem problemas porque não pode ter filhos. Ela é ainda uma mulher devotada a um homem que diz ser doente e que é um pulha. De certa maneira, Bel é também uma mulher que nega o tempo todo a felicidade e a possibilidade do amor. Já Duda é um jovem romântico inveterado e também um rapaz empreendedor, o que vai fazer também com que Omar o considere a pessoa ideal para ser noivo da sobrinha dele e candidato a ser dono da Luxus.

Você mencionou certa vez que Bárbara, a vilã de Da Cor do Pecado, foi inspirada “nas pessoas interesseiras que você conheceu pela vida e nas mulheres que tiveram frieza suficiente para dar o golpe do baú”. Pode-se
TV Globo/João Miguel Júnior
dizer que a Leona vem da mesma fonte de inspiração de Bárbara?
JEC: Acho que a Leona é diferente da Bárbara porque a vilã de Da Cor do Pecado tinha uma dimensão trágica, de doença, desvio, que a Leona tem menos. Leona é mais fria, calculista. A grande loucura está mais no Estevão que, no fundo, é um apaixonado pela Leona. E, quando um vilão se apaixona, ele é movido pela emoção. É diferente de um vilão de carteirinha.

É a primeira vez que você está trabalhando com Wolf Maya? Como está sendo esta parceria?
JEC: O Wolf é estimulado, é um artista de circo e traz uma energia muito grande e uma vontade maravilhosa de trabalhar o tempo todo. E ele também entende muito de dramaturgia, o que eu acho muito interessante. Ele é um criador, um contador de histórias junto comigo.

22Abr2006 - 15:09 | ( 0 ) comentários

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VISUAL NOVO

Para criar o visual dos personagens, a supervisora de caracterização Marina Beltrão foi buscar referências em livros sobre cinema, revistas atuais, publicações importadas e catálogos de moda. Há sete anos trabalhando na TV e com uma vasta experiência no cinema, ela conta com uma equipe de 15 profissionais, todos dedicados a fazer o que Marina mais ama: transformar as pessoas.

Para dar vida a Omar Pasquim, personagem de Francisco Cuoco, Marina fez um corte de cabelo diferente no ator, colocou aplique e lentes de contato azuis, mantendo o tom branco do cabelo. Mas, para mostrar que ele é milionário e que, num belo dia, pode se dar ao luxo de ir à praia sem avisar, ela simulou bronzeamento na pele do artista, através de maquiagem, misturando duas bases. Para o público poder diferenciá-lo quando usa seu disfarce de faxineiro, Marina lhe deu um bigode, uma peruca escura, clareou o tom da pele e retirou as lentes, deixando o personagem com a cor natural dos olhos do ator. “É como se o Omar colocasse uma lente e se maquiasse para se transformar em Pereira”, explica.

Clareamento, alisamento, aplique etc

Outros atores tiveram que mudar o visual para compor seus personagens. Taís Araújo, intérprete da alpinista social Ellen, para ter um ar mais moderno, ao estilo da cantora Beyoncé, clareou, alongou e alisou o cabelo. Carolina Dieckmann, por sua vez, pintou o cabelo de loiro-branco e ganhou aplique para ficar com mais volume. Por ser vilã, recebeu uma maquiagem mais pesada, um olho mais escuro. “Leona, na verdade, é uma grande gatona. Por isso, desenhamos um olho mais para gata, um estilo meio batgirl, mais escuro”. Mariana Ximenes, assim como Carolina, também colocou aplique, mas clareou só um pouco o cabelo. Cléo Pires, para viver a rebelde Letícia, fez um corte e também clareou o cabelo.

Bigode descolorido

Já na ala masculina, Marina, para dar um aspecto de queimado de sol ao personagem Foguinho, optou por descolorir o cabelo e o bigode de Lázaro Ramos. Leonardo Miggiorin, o vaidoso Tomás, fez um corte moderno, clareou o cabelo e ganhou lentes azuis.

A caracterização tornará bastante evidente a diferença entre os personagens pobres do Saara e os ricos da Luxus. “A maquiagem do núcleo do Saara é mais naturalista e, às vezes, mais carregada, dependendo do personagem”, finaliza Marina.

21Abr2006 - 12:49 | ( 0 ) comentários

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ENTREVISTA: JOÃO EMANUEL CARNEIRO

Uma crítica bem-humorada ao consumo desenfreado, vilões peçonhentos, comédia de sobra, núcleos inusitados, personagens que são cópias fiéis da vida real, e, claro, muito romantismo em Cobras & Lagartos! Quem garante tamanho entretenimento é o autor da trama, João Emanuel Carneiro. À frente do texto de uma novela pela segunda vez - sua estréia no gênero foi com Da Cor do Pecado, em 2004 – ele é veterano, no entanto, em roteiros de filmes consagrados e premiados como “Central do Brasil” (1998), “O Primeiro Dia” (1998), “Castelo Rá-tim-bum” (1999), “Orfeu” (1999), “Cronicamente Inviável” (2000), “O Filho Predileto” (2001), “A Partilha” (2001), “Seja o que Deus Quiser” (2002), “Redentor” (2003), “Cristina quer Casar” (2003), “Deus é Brasileiro” (2003) e “A Dona da História” (2004). Na entrevista abaixo, João Emanuel conta tudo sobre sua nova empreitada na teledramaturgia com Cobras & Lagartos. Confira!

Como você definiria Cobras & Lagartos?
Como uma fábula humanista. Talvez o Foguinho, personagem de Lázaro Ramos, seja quem mais vai dar à novela esta característica. Ele não é nem o mocinho, nem o vilão. Ele é um Macunaíma que tem empatia, mas que tem também um lado do safado, do esperto, do romântico, do mentiroso e do sobrevivente. É um pouco ético e um pouco antiético também.

Qual o tema central de Cobras & Lagartos?
É a história de um homem, dono de uma loja de luxo, que está doente e, ao descobrir que vai morrer, não sabe para quem vai deixar a herança, já que tem uma sobrinha, a quem ama muito, e outros sobrinhos e parentes que são cobras. O conflito aumenta quando ele descobre que o noivo da sobrinha adorada é um pulha. A partir daí, ele se dá conta que, antes de morrer, deve dar uma de cupido e achar um outro noivo, alguém com um coração de ouro para a sobrinha.

Como surgiu a idéia de escrever Cobras & Lagartos?
Acho que veio de vários livros que li. E também do desejo de fazer uma novela que tivesse como cenário uma loja de superluxo. Acho que a novela tem uma crítica a este consumo desenfreado, a esta banalidade e futilidade, mas também tem junto o fascínio. É uma crítica que é também um pouco fascinada por todo este universo. Em termos conceituais, o que me levou a contar esta história foi o fato de as pessoas darem cada vez mais valor ao consumo. Hoje em dia, o que eu vejo são as pessoas vivendo numa escravidão: elas têm que comprar roupas caríssimas e trabalhar para comprar um carro caro. Não havia antes essa preocupação exagerada com a moda, grifes e marcas de carro. Não existia a necessidade de se comprar tanto. Essa novela é também um pouco sobre isso. Sobre essa escravidão, o “eu tenho e você não tem”, uma necessidade de aceitação através disso. As pessoas investem mais na aparência do que na intimidade.

Como você chegou ao nome Cobras & Lagartos?
O nome Cobras & Lagartos veio quando eu percebi que tinha muita gente terrível nessa novela. Eram muitos os personagens venenosos. Mas tem os que são realmente terríveis, como a Leona e o Estevão, e a Ellen, que é uma vilã palhaça, uma espécie de Marylin Monroe interesseira. Mas também há, até por contraposição, muitos personagens com valores éticos e bonitos. Esta novela acredita muito nos personagens. Eles são verdadeiros, eles existem. Não se trata de uma paródia. Ela é um drama e uma comédia. 

Como o humor aparecerá na trama?
O humor estará representado no Foguinho – ele é dramático, mas também é bem-humorado -; na Ellen, uma vilã palhaça; na família do Serafim e da Eva. Temos também o Ramirez, pai agiota do Foguinho, que é casado com a Shirley e quis limpar o sangue tendo filhos brancos. Tem ainda mais comédia com o Nicolas e o Geléia, que são filhos da Silvana e do Orã, que está desaparecido, e com a falida Milu, com sua empregada Marilene e seu filho metrossexual Tomás. Tem muito humor na novela, mas é balanceado. O começo da novela é até mais dramático, mas depois a novela vai ficando mais colorida, anárquica e barroca.
 
Em toda boa novela, há uma boa história de amor. Como ele estará representado na trama?
No amor de dois músicos que se apaixonam. Ele, de uma classe social mais baixa, e ela, uma mulher que tem problemas porque não pode ter filhos. Ela é ainda uma mulher devotada a um homem que diz ser doente e que é um pulha. De certa maneira, Bel é também uma mulher que nega o tempo todo a felicidade e a possibilidade do amor. Já Duda é um jovem romântico inveterado e também um rapaz empreendedor, o que vai fazer também com que Omar o considere a pessoa ideal para ser noivo da sobrinha dele e candidato a ser dono da Luxus.

Em que você se inspirou para criar a sofisticada loja Luxus?
Em várias lojas sofisticadas que existem pelo mundo afora.
 
Por que você decidiu ambientar diversos núcleos da novela no Saara do Rio de Janeiro?
Porque eu sempre achei o cenário ideal para uma novela. O movimento, a cor, a própria arquitetura e a vida daquele lugar são incríveis. Uma babel de gente diferente, de cultura e de alegria!

Por que abordar o tema perfumaria?
Eu gosto muito de perfume e acho que este romantismo do cheiro tem muito a ver com o romantismo da Bel e do Duda, que é delicado e, ao mesmo tempo, é evanescente, sutil, assim como os cheiros. E o universo dos cheiros - como um perfume é feito por uma pessoa, tem a cara de uma pessoa ou não, como pode ser a memória daquela pessoa - é também muito interessante e nunca foi abordado em novelas. Acho isso muito romântico. Deixa uma marca.

Como está sendo a parceria com Wolf Maia?
Estou adorando trabalhar com o Wolf. O Wolf é estimulado, é um artista de circo e traz uma energia muito grande e uma vontade maravilhosa de trabalhar o tempo todo. E ele também entende muito de dramaturgia, o que eu acho muito interessante. É muito bacana você ver uma pessoa que é de direção, mas, tecnicamente falando, não é só de direção. Ele é um criador, um contador de histórias junto comigo. Ele participa de tudo, dá idéias de cenas, me sugere coisas, é um leitor muito aplicado e acaba sendo também um primeiro espectador.

Qual a sua rotina de trabalho?
Desta vez pretendo acordar às 11h e escrever até a hora da novela. Depois, vou assistir à novela, editar o capítulo e sair à noite!

20Abr2006 - 22:24 | ( 0 ) comentários

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