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         História da Mídia Sonora 

                                              cinema, música, rádio e televisão

Pelo professor Moacir Barbosa de Sousa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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CURRÍCULO LATTES DO PROFESSOR

http://lattes.cnpq.br/8257262777893274

 

 

 HISTÓRIA DA MÍDIA SONORA (1)

Em 1904, o sanitarista Osvaldo Cruz (1872-1917) se encontrava em meio a uma campanha pela melhoria das condições sanitárias do Rio de Janeiro. Além de promover a vacinação contra a peste bubônica, Osvaldo Cruz desencadeou uma guerra aos ratos, cruzada esta que lhe valeria uma onda de caricaturas e inspirou canções populares. Os funcionários designados para essa guerra tinham a obrigação de apresentar, pelo menos, 150 ratos por mês, sob pena de demissão. Acima da cota, embolsavam 300 réis por animal abatido. Para envolver a população na campanha, as autoridades passaram a oferecer a qualquer cidadão uma recompensa em dinheiro. Surgiram os "ratoeiros", que saíam às ruas comprando os bichos a preços baixos, para em seguida  revendê-los à Diretoria Geral de Saúde Pública, que pagava 200 réis por unidade. Alguns espertos passaram a criar ratos para revendê-los e outros foram capturá-los nas cidades vizinhas. O mais famoso desses "empreendedores" foi um cidadão conhecido por Amaral, que soltou nas ruas uma equipe de ratoeiros a seu serviço. O governo terminou devendo tanto dinheiro ao "negociante", que ele foi detido e interrogado. Declarou que "comprava ratos, sim, mas ratos cariocas, procriados, nascidos e apanhados aqui no Rio". O assunto rendeu a música Rato, Rato, Rato, de Casimiro G. Rocha (pistonista do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal) e Claudino Manoel da Costa, lançada no carnaval de 1904.  Na sua orquestração, os metais "rasgam" a palavra rato, rato.

 

  LINKS PARA EMISSORAS

Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Rádio Cultura AM de São Paulo

Rádio Cultura FM de São Paulo

Rádio da Universidade de Columbia

Rádio Publica de Abilene

Live365

Rádio web da UFSC

 Rádio da Universidade de Columbia, EUA

  Rádio Sky Fm, EUA

Links para rádios

 

 

 

 HISTÓRIA DA MÍDIA SONORA (2)

Os primeiros discos da indústria fonográfica do Brasil, no início do século passado, eram gravados por meio mecânico - não havia ainda microfones, amplificadores, mixers e toda a parafernália tecnológica da atualidade. Um disco virgem de 78 RPM era colocado em um gramafone e dava-se corda. Os cantores "berravam" diante do cone do aparelho para deixar algum áudio gravado. Os acompanhamentos eram, geralmente, violões, pois não havia como colocar uma grande orquestra em frente ao citado aparelho. Antes de iniciar a gravação, um locutor (também aos "berros") anunciava o nome da música e o detentor dos direitos (no Brasil, nessa fase, a Casa Edison). A finalidade do anúncio era para que os técnicos de som em Berlim, que prensavam e etiquetavam os discos, identificassem os títulos das músicas gravadas em cada lado e não se enganassem no ato de colocar os selos dos discos. As matrizes dos discos viajavam durante meses, de navio, entre o Brasil e a Europa, em porões sem o devido tratamento; muitos chegavam quebrados no destino.

 

 

Jairo Severiano e  Zuza Homem de Melo no livro A canção no tempo:  85 anos de música brasileira – 1901-1957 contam que o gênero “brega romântico” da atualidade teria nascido com os primeiros sucessos de Anísio Silva, em 1957, passando pelas músicas estilo dor-de-cotovelo de Antônio Maria interpretadas por Nora Ney.  É um gênero filho direto do bolero de Gregório Barrios e das necessidades de se fazer entender pelas empregadas domésticas como em Interesseira, Alguém me disse e Devolva-me, por exemplo. Anísio Silva morreu aos 68 anos de idade, de ataque cardíaco, a 18 de fevereiro de 1989, no Rio de Janeiro. Nasceu na Bahia e na década de 40 iniciou a carreira artística nas Rádios do Rio de Janeiro, consolidando o estilo romântico de sucesso nas décadas seguintes. Em 11 anos de carreira gravou 37 discos. Foi o primeiro artista brasileiro a ganhar um disco de ouro em 1960, com a música Sonhando Contigo.

 

Da coluna Rádio Atividades, escrita por Armando Miguéis, na Revista Radiolândia, nº 181, de 21 de setembro de 1957:  "Existem meninas que desmaiam ouvindo a voz do seu astro predileto. Há, por sua vez, aquelas que deixam seu cantor com as calças na mão. Tem, ainda, as que, dizendo-se fans incondicionais deste ou daquele artista, vivem amolando quanto astro exista na constelação radiofônica. Algumas, por sinal, dão cada fora! Foi o que aconteceu com Ari Barroso. Certa jovem, um tanto espivitada, foi apresentada ao conhecido  e consagrado autor. Quem fez a apresentação teve o cuidado de afirmar: - Este é o famoso compositor de Aquarela do Brasil. E a jovem: - Ah! o senhor também pinta, é?"

Ari Barroso morreu no carnaval de 1964. Doente, internado no hospital, recebeu a visita do amigo e parceiro Luiz Peixoto, com quem compôs o clássico Maria (Maria/o teu nome principia/na palma da minha mão/e cabe bem direitinho/dentro do meu coração). Peixoto usava um par de sapatos  que tinha acabado de comprar  (alguns sapatos novos antigos rangiam bastante quando a pessoa andava).  Ao entrar no quarto do hospital, encontrou Ari Barroso deitado de costas para a porta. Procurando não fazer barulho, aproximou-se da cama do doente, fitou-o durante algum tempo e, pensando que ele estava dormindo, voltou-se para sair (com o sapato fazendo barulho). Na porta, ouviu Ari Barroso falar: - Puxa, Peixoto, isso é lá sapato que se use para se visitar um moribundo?

 

O Edifício Balança, mas não cai e outros "humores da televisão"

 

O programa Zorra Total revive um dos quadros de maior sucesso daquele famoso programa de humor do rádio, transformando o Primo Pobre e o Primo Rico nas primas, uma pobre e a outra rica. O Balança, mas não cai foi uma criação original de Max Nunes para a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, irradiado nos anos de ouro do rádio brasileiro. O humor de Max Nunes era do tipo: "Mulher: - querido, vamos festejar amanhã nossas bodas de prata. Queres que eu mate um frango? Marido: - e que culpa tem o frango?"

Em 1958, na televisão, um tipo olhava para a câmara e dizia: "-câmera, close! I had a thousand of women...auau...auau. Câmeras, agora recuem porque o perigote das mulheres está de partida." E com um enorme pente, o Zé Bonitinho penteava o também enorme topete. O personagem continua na Praça da Alegria, ainda sob a criação do ator Jorge Loredo.

 

A música brasileira inspirada pelo contexto sócio-cultural

 

Em 1958, correu um boato no Rio de Janeiro de que a carne de boi consumida no Estado e em Minas Gerais estava contaminada por uma enorme quantidade de porções de uma vacina de hormônios femininos. Joaquim Ferreira dos Santos, no livro Feliz 1958 - o ano que não devia terminar  diz que: "Generalizou-se entre os machos cariocas o medo horripilante [...] de que o até então pacato e viril cidadão, após ingerir um acém, um filé, subitamente adquirisse, ainda na mesa de refeição, alguma característica graciosa da identidade fêmea." Assim, os compositores Paquito, Romeu Gentil e José Gomes compuseram a marchinha carnavalesca Boi da Cara Preta, cantada por Jackson do Pandeiro, que dizia: "Coitado do Valdemar/Está dando o que falar/Comeu carne de boi falou fino/E deu pra se rebolar/Mas que azar."

 

Esses antigos músicos da noite!

 

No livro acima citado, o autor recorda que o produtor de shows Miele chega ao restaurante La Fiorentina, na zona Sul do Rio de Janeiro, um grande ponto de encontro de artistas da época. Lá, encontra o amigo Luís Carlos Vinhas, pianista da noite, e nota que a camisa de Vinhas estava toda suja de batom. Preocupado, indaga como o amigo iria se explicar para a mulher, em casa. Vinhas não se fez de rogado; pegou o prato de espaguete ao sugo que estava comendo e jogou todo o conteúdo em cima da camisa. O molho confundiu-se com o batom, mas sujou todo o smoking do artista. Diante do ar espantado de Miele, Vinhas observou: "É melhor perder o smoking do que perder a mulher."

 

 

              LIVROS DO PROFESSOR MOACIR BARBOSA

(Org. por José Marques de Melo, Maria Cristina Gobbi e Luciano Sathler. Participação com artigo "Rádios Comunitárias: uma luz no fim do túnel?)

(Org. por Doris Fagundes Haussen e Mágda Cunha. Participação com a pesquisa "As primeiras transmissões de rádio na Paraíba"

(Org. por José Marques de Melo e Osvando J. de Morais. Participação com o artigo "O tamanho do fosso: a distãncia entre o mercado e a academia."

E-BOOK: "E o rádio?" (ver dados no curriculo Lattes)

 

26Jul2010 - 23:25 | ( 1 ) comentários

 

                                                         

         Primeiro merchandising da telenovela brasileira

Segundo o jornalista e publicitário Hélio Kaltman (Revista de Comunicação, ano 3, nº 9, 1987, pg. 23), o primeiro merchandising nas novelas ocorreu em O Semideus, no ar em 1978/1979, cuja trama girava em torno de Hugo, estrelado por Tarcísio Meira, que se acidentava na explosão de uma lancha. Milhões de espectadores especulavam: Hugo morreu, Hugo está vivo, Hugo ficou deformado com a explosão. Na época, Kaltman trabalhava na agência Caio Domingues e Associados, que detinha a conta do Banco Halles (anos depois fechado pelo Banco Central). A produção da novela foi até a agência e propôs a gravação de uma cena na qual o personagem de Tarcísio Meira reaparecia com o rosto deformado por queimaduras, para trocar um cheque no Banco Halles. A agência aceitou, com a condição de que fosse colocado um cartaz do Halles para captação de fundos de investimento. A produção da novela global confirmou, se fosse pago uma quantia pela inseção do cartaz. Tudo acertado, conta Kaltman:

"O diretor, Walter Avancini, preocupado com detalhes, não admitiu ser interrompido por estranhos como nós. Tivemos de explicar a um câmera que o enquadramento do cartaz de propaganda do Halles estava pago e se tratava de um negócio entre o cliente, a agência e a emissora[...] Avancini foi para dentro do caminhão de externas e a cena começou a ser gravada até que um grito estalou nos microfones: - 'Tira esse negócio daí!

Depois de muito impasse, a equipe da agência de propaganda foi conduzida ao interior do caminhão de externas. " Ninguém me avisou nada dessa história de aparecer cartaz", disse Avancini. Novas discussões, até que o diretor da novela concordou. Diz Kaltman: "Hugo reapareceu na novela, gloriosamente, com um cartaz do Halles fazendo um fundo não muito discreto".

Sucesso mesmo fez o jornalzinho do banco, ao desvendar em primeira mão o grande mistério da novela.

24Mar2009 - 18:55 | ( 0 ) comentários

 

 

30Dez2008 - 20:04 | ( 0 ) comentários

“Me Tarzan...you Jane” (2)

Edgar Rice Burroughs nunca gostou da adaptação feita para o cinema do seu personagem. Tarzan era inteligente e intelectualizado. Falava 27 línguas, e sua cultura estava caracterizada na passagem em que ele dizia a Jane: “Vim através das idades, do passado nebuloso e distante, do covil do homem primitivo para reclamar você.”

O Tarzan dos Macacos foi publicado pela primeira vez em outubro de 1912 na revista All Story e em 1914 foi publicada em livro, vendendo no primeiro ano mais de um milhão de exemplares.

Em 1918, Hollywood levou Tarzan para as telas na interpretação de Elmo Lincoln. O primeiro filme foi feito nos bayous da Louisiana e rendeu mais de um milhão de dólares. Em 1932 a Metro Goldwyn Mayer produziu Tarzan, o homem-macaco, estrelado pelo nadador olímpico Johnny Weissmuller, que protagonizou 15 filmes. A chegada do som ao cinema trouxe o famoso grito de triunfo de Tarzan, e para isso, os técnicos da Metro produziram algo especial: mixaram trilhas com o rosnar de um cachorro, o dó de um soprano em velocidade reduzida, a passagem rápida de um arco nas cordas de um violino e o grito natural do próprio Weissmuller.

Foram 24 livros de Tarzan escritos por Burroughs e traduzidos em 30 idiomas. Quando ele morreu, em 1950, o Times de Los Angeles comentou: ”Poucos escritores alcançaram um público maior, mas ele era destituído de pretensões artísticas. Não cursou nenhuma universidade e jamais esteve na África [ele tinha uma enorme biblioteca sobre a África e dizia que tinha visto o continente através de olhos experimentados melhor do que se estivesse ele próprio lá]. Dizia que escrever para ele era uma fuga – uma fuga da miséria”.

Aos 67 anos, Edgar Rice Burroughs serviu na guerra do Pacífico como correspondente para o jornal Advertiser, de Honolulu. Dizem, assim, que ele pôde viver muitas das aventuras que imaginou nos livros de Tarzan.

 

23Mai2008 - 18:56 | ( 0 ) comentários

“Me Tarzan...you Jane” (1)

O autor das aventuras do homem-macaco era filho de um major do exército americano. Por causa disso, Edgar Rice Burroughs cresceu sonhando com glória e feitos militares. Foi reprovado na Academia Militar de West Point e serviu no famoso Sétimo Regimento de Cavalaria dos Estados Unidos, do general Custer. Ao sair do exército, para sobreviver, ofereceu-se para fazer conferências sobre viagens. Mais tarde ele escreveu sobre esta fase: “Se eu tivesse me acomodado, Tarzan nunca existiria. Às vezes, a melhor sorte que se pode ter é a má sorte”.

Nos primeiros anos como escritor de aventuras, Burroughs imaginava uma história e a concluía em menos de dois meses. Antes, tinha passado por ocupações diferentes e fracassado em todas. Quando o segundo filho nasceu, teve de empenhar as jóias da esposa. O primeiro livro, produzido no escritório, depois do expediente, às escondidas, intitulou-se Sob a lua de Marte, foi publicado em capítulos na revista All Story Magazine, rendendo a “fortuna” de 400 dólares. Tentou um romance histórico intitulado O Proscrito de Torn, sumariamente rejeitado pelos editores.

Sua nova idéia baseou-se no Livro do Jângal, de Kipling (que inspiraria Mowgly, o menino lobo) e The Darkest Africa, de Stanley. Juntou a esses elementos a lenda de Rômulo e Remo, que foram amamentados por uma loba e fundaram Roma. A história era simples: John Clayton (Lorde Greystoke) e a esposa foram abandonados pela tripulação de um navio num litoral da África em 1888. A esposa do lorde estava grávida vindo a falecer depois do nascimento da criança, um menino, e o marido, atacado por um feroz macaco gigante, também morreu. O menino foi amamentado por uma macaca, sobreviveu e foi adotado por uma tribo antropóide, ficando conhecido como Tarzan (pele-branca). Anos mais tarde, um professor americano e sua filha, chamada Jane, foram abandonados na selva por uma tripulação de piratas. Tarzan, a esta altura rei da tribo, salvou-os e participou de muitas aventuras com eles. Quando Jane volta para a civilização, Tarzan, apaixonado, a segue, porém renuncia ao amor depois que Jane o troca por outro.

Burroughs experimenta poesia na sua obra, numa cena em que Tarzan, ainda menino, se debruça na margem de um lago juntamente com um macaco amigo e mirando-se na água compara sua “fenda minúscula à guisa de boca e os dentes brancos, insignificantes” com “os beiços grossos e presas poderosas” do primo ao seu lado.

 

25Abr2008 - 19:16 | ( 0 ) comentários

O GÊNIO DO FREVO

Capiba, ou Lourenço da Fonseca Barbosa, nasceu a 28 de outubro de 1904 em Surubim, Pernambuco, e faleceu a 31 de dezembro de 1997 e Recife. Em 1912 fazia parte da Banda Lira da Borborema, que era regida pelo pai, Severino Athanásio. Formou diversas orquestras, entre elas, a Jazz Band Acadêmica, a mais famosa, em 1931. Formou-se em Direito em 1938 e foi funcionário do Banco do Brasil. Aos 14 anos compôs a Suite Nordestina para piano. Em 1970, com o lançamento do movimento Armorial por Ariano Suassuna, compôs Sem Lei nem Rei e em 1984 A Grande Missa Armorial. Escreveu dezenas de frevos que foram imortalizados em interpretação de Claudionor Germano: Oh Bela, Juventude Dourada, Madeira que cupim não rói, Casinha Pequenina, Morena da cor de canela. Além dos frevos, sua marca registrada, compôs dois grandes sucessos, Maria Bethânia e Serenata Suburbana. Sua última composição data de 1974. Os maiores nomes da música popular brasileira gravaram suas composições: Carlos Galhardo (que foi o primeiro a levar o frevo de Capiba para o Rio de Janeiro), Nelson Gonçalves, Mário Reis, Carmélia Alves, Ciro Monteiro, Odete Amaral e Aracy de Almeida. Com mais de 200 músicas no currículo, Capiba afirmava que nunca viveu da música, e sim na música. Aposentado do Banco do Brasil, atribuía a sua disciplina diária ao período em que trabalhou na instituição. Segundo SEVERIANO e MELLO (1998, p. 233) Maria Bethânia teria sido feita por encomenda de Hermógenes Viana, diretor do Teatro dos Bancários, a Capiba em 1943. Em 1945, ao passar por Recife, Nelson Gonçalves cantou-a no Rádio. Um lojista de Recife insistiu junto à RCA para que Nelson gravasse a canção, comprometendo-se a comprar pelo menos 200 discos. Contam ainda que um marinheiro americano embriagado tocou o disco Maria Bethânia dezenas de vezes ininterruptas, na eletrola do bar Gambrinus, localizado na zona portuária de Recife. Irritados, os freqüentadores do bar quebraram a eletrola, o disco e espancaram o marinheiro.

 

10Mar2008 - 19:11 | ( 0 ) comentários

O RADIOJORNALISMO ESPORTIVO

Nicolau Tuma começou no Rádio em 1930 por concurso para locutor na Rádio Educadora Paulista. Em 1932 tomou parte da Revolução Constitucionalista pela Rádio Record, de São Paulo, ao lado de César Ladeira. Foi vereador de São Paulo pela UDN em dois mandatos, 1947 e 1951. Foi deputado federal também pela UDN em 1958, 1962 e 1966. O Código Nacional de Trânsito, de 1966, é de sua autoria. Foi o primeiro narrador esportivo do rádio brasileiro.

 

Geraldo José de Almeida, morreu de câncer na vesícula aos 58 anos de idade, no dia 16 de agosto de 1976, em São Paulo. Aos 17 anos de idade estreou como locutor esportivo, depois de ganhar um concurso para locutor comercial na Rádio Record, do qual tomaram parte mil candidatos. Criou as expressões lindo, lindo, lindo; que é que é isso, minha gente; mata no peito e baixa na terra; ponta de bota, seleção canarinho do Brasil, craque café (Pelé); garoto do Parque (Rivelino); mineirinho de ouro (Tostão).

10Mar2008 - 19:01 | ( 0 ) comentários

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