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≈ idéias tortas ≈
Eu sou como eu sou
*** da garoa, dos dias cinzentos a base de chocolate quente e café. Música a todo instante, todas. Memória, sempre presente. História, vivida. Azeitonas, caldos, cheiros, cores. Amigos, muitos, admirados profundamente. Risadas aleatórias, choros abafados no escuro do quarto. Uma menina do ABC que vaga por muitos caminhos. Muitos. Sobretudo, torta: o ombro dói, mas ainda tende para a esquerda. Escoliose, disse o médico. Tenho adoração pelos analgésicos, que amenizam a dor cotidiana, dor de corpo e dor de alma. Poderia, mas não. E estou, aqui. Torta. adoro falar... de-vo-ro informação, cadê? *** pq eu não sambo mais em vão... |
12Mai2009 - 17:06
Não há uma novela, um personagem que você saberá toda a trajetória e do qual tomará partido. Há fragmentos, movimento, barulho, violência, encontros e principalmente desencontros no decorrer dos minutos da Avenida Dropsie. 15Mar2009 - 08:53
(terça de carnaval, retorno de viagem pela serra gaucha, no esquema polenta-vinho-tarantela) na tv, a apuração dos votos do carnaval paulista: NO QUESITO SAMBA ENREDO, Vai Vai, nota 10 e os meus vizinhos gritam e batem palmas, em coro com a transmissão da globo. (quando eu digo que minha vida daria uma boa série, ninguém acredita) 24Fev2009 - 16:20
da precoce crise dos 30: “telma, acho que você precisa encontrar amigos da sua idade” Descobri que tenho mais assunto do que eu queria com as minhas colegas de trabalho. Percebi que não, depois da meia noite eu não funciono direito. Que não tenho paciência para a conversa tola e para a fofoca inútil. Entendi que não tem jeito, eu gosto de discutir política na mesa do bar sim, que eu sou mais feliz na sala de cinema que na balada. Já desencanei de ler Boa Forma ou Criativa, mas ainda insisto na Piauí e na Folha dominical. Tenho cultivado plantas muito bem, uma até deu flores. Tenho ciúme do que é meu e não empresto mais quase nada. Cada coisa tem o seu lugar e a mania ganha corpo. Quero um cachorro preguiçoso em casa a me esperar depois do trabalho. Acho que estou ficando velha. 18Fev2009 - 17:38
... e daí que dessa vez doeu só um pouquinho de nada. Virar as costas para o moço numa rodoviária enlouquecida as vésperas do natal teve um gosto de até logo. Pq é até logo mesmo, pq na minha carteira tem um boleto dizendo que a poltrona 17 do ônibus com destino a fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina do dia 27/12 é minha. Eu não tenho dor nas costas já faz um tempo. Quem me conhece sabe o quão torta eu sou, e que isso não é só frase de efeito. Sabe que eu “travo”, que eu sinto dor e sobrevivo a base de relaxante muscular. Mas estranhamente passou. É bom até dizer isso bem baixinho para que o meu corpo não escute e não se rebele. Mas não dói mesmo. E apesar do ano de cão que eu tive, com a incerteza sobre meu cargo na prefeitura de SP e depois com a certeza de ser uma trabalhadora da periferia, apesar do meu desengano e da percepção de que eu não sou tão forte quanto eu acreditava, da certeza de que não, eu não estou preparada para dar aula na periferia, não, não sei se a gente pode tudo aquilo que nos ensinaram lá no magistério, apesar das crises familiares, da irmã adolescente, dos pais que depois de velhos resolvem trocar de lugar comigo nas incertezas sobre a vida, ainda assim, não dói. Pq ele me equilibra. Eu já acreditei em amores perfeitos. E eu sei que o meu está longe disso. Sei que não somos certeza. Mas ainda assim me equilibra. O mundo já não me dói. E o próximo ano eu iniciarei numa família que não é a minha, numa terra que não me viu nascer. Pq eu finalmente terei dois cargos numa escola só, pq eu terei tempo para estudar, pq eu terei tempo de cozinhar. Para ele. E finalmente, aos 27, eu posso afirmar: está tudo, tudo bem. 21Dez2008 - 22:59
Da série "o grande mal da experiência estética" do moço. à partir de hoje, na mariantonia 4Dez2008 - 14:21
“Deus botou a gente nesse planetinha do caralho. Do caralho do Pequeno Príncipe. Aí ele falou: Meu amigo, tudo isso é seu. Tem ali uma plantinha de merda que dá um fruto gostoso. Ali tem uma vaquinha de bosta que dá leite. E tem trigo pra fazer pão. Até aí tudo bem, não é?” Lourenço Mutarelli, A Arte de Produzir Efeiro Sem Causa 29Nov2008 - 18:31
Michel, meu querido Eu sei que vc não me quer. Alias, quem você quer? Sei que por muito tempo eu te quis. Corri feito louca, quase bati em meia dúzia de socialites decadentes que fizeram o favor de esgotar os ingressos pra te ver no teatro, acabando com as chances da forasteira aqui te conquistar e te levar pra passear pelas areias de Copa. Não te quero mais, mas matarei a saudade dos teus encantos em breve... 23Nov2008 - 09:09
até ontem eu era uma mulher equilibrada 14Nov2008 - 19:14
eu quero férias (pq essa história de passar 15 horas do meu dia entre trabalho&transporte já deu. de verdade) 11Nov2008 - 19:09
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