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Tudo novo... De novo!
8Jan2010 - 11:13 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
Far far
Distante distante, está esta garotinha Ela está rezando para que algo aconteça com ela Todo dia ela escreve palavras e mais palavras Só pra expressar os pensamentos que ficam flutuando por dentro E ela é forte quando os sonhos vem, porque eles Levam ela, cobrem ela, eles estão todos sobre A realidade que parece distante agora, mas não vá
Como pode você ficar do lado de fora? Há uma bela bagunça por dentro Como pode você ficar do lado de fora? Há uma bela bagunça por dentro Oh oh oh oh
Distante distante, está esta garotinha Ela está rezando para que algo bom aconteça com ela De tempos em tempos há cores e formas Atordoando os olhos dela, fazendo cócegas nas mãos Eles inventam prara ela uma nova palavra com Céus em óleo e rios de aquarela Mas não fuja ainda Por favor não vá oh oh
Como pode você ficar do lado de fora? Há uma bela bagunça por dentro Como pode você ficar do lado de fora? Há uma bela bagunça por dentro
Respire fundo e mergulhe Há uma bela bagunça por dentro Como pode você ficar do lado de fora? Há uma bela bagunça Bela bagunça por dentro Oh bela, bela
Distante distante, está esta garotinha Ela está rezando para que algo grande aconteça com ela Toda noite ela ouve uma bela música estranha Está em toda parte em lugar nenhum para esconder Mas se isso desvanece, ela implora "oh senhor não tire isso de mim, não tire", ela diz
Eu acho que terei que fazer isso nascer fazer isso nascer Eu acho, eu acho, eu acho que eu tenho que dar a luz à isso Eu acho que tenho, tenho que fazer isso nascer Está uma bela bagunça por dentro e em todo lugar
Então agite você mesma agora profundamente Mais profundo do que você jamais ousou Mais profundo do que você jamais ousou Há uma bela bagunça por dentro Bela bagunça por dentro
Yael Naim
21Dez2009 - 20:14 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
Estas alegrias violentas têm fins violentos Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora Que num beijo se consomem.
Romeu e Julieta, Ato II Cena VI Shakespeare.
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16Dez2009 - 19:17 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários

Não Vale A Pena
Ficou difícil Tudo aquilo, nada disso Sobrou meu velho vício de sonhar Pular de precipício em precipício Ossos do ofício Pagar pra ver o invisível E depois enxergar
Que é uma pena Mas você não vale a pena Não vale uma fisgada dessa dor Não cabe como rima de um poema De tão pequeno Mas vai e vem e envenena E me condena ao rancor De repente, cai o nível E eu me sinto uma imbecil Repetindo, repetindo, repetindo Como num disco riscado O velho texto batido Dos amantes mal-amados Dos amores mal-vividos E o terror de ser deixada Cutucando, relembrando, reabrindo A mesma velha ferida E é pra não ter recaída Que não me deixo esquecer
Que é uma pena Mas você não vale a pena
Maria Rita
8Dez2009 - 07:12 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
Mea Culpa
Kyrie eleison Christe eleison
Je ne dors plus(The time hascome) Je te desire(The time has come) Prends moi Je suis a toi Mea culpa
Je veux aller au bout de me fantasmes Je sais que c'est interdit Je suis folle. Je m'abandonne Mea culpa
Kyrie eleison Christe eleison
Je suis la et ailleurs Je n'ai plus rien Je deviens folle Je m'abandonne Mea culpa
Je ne dors plus Je te desire Prends moi Je suis a toi
Kyrie eleison Christe eleison
Je suis la et ailleurs Je veux tout Quand tu veux Comme tu veux Mea culpa
Kyrie eleison
Enigma
1Dez2009 - 11:25 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
Um olhar sobre a juventude, através do Consumo e do filme
Footloose:
O papel do consumo, modificou-se, antes não passava da compra e venda de produtos, hoje vai além da mercantilidade. O ato de consumir é mais complexo do que se pode imaginar, o ser humano consome para dizer algo para alguém, com o consumo nós definimos o nosso estilo de vida, ou seja, nós somos aquilo que consumimos. As pesquisas revelam que em épocas de festas como o natal muitos gastam o valor que recebem a mais nessa época do ano, com futilidades, coisas desnecessária para a sobrevivência. Muitas vezes ao fazer isso o cidadão perde o seu dinheiro tentando alcançar o suposto “status” que determinado produto lhe oferece, mesmo que ele não seja original. Isso significa que a maneira como consumimos nos difere das pessoas, determinado produto pode sugerir determinado perfil, sendo que o modo como consumimos o produto, também diz muito do nosso intimo, uma pessoa com muito dinheiro que queira comprar um “Rolex” (relógio), em sua maioria só vai fazê-lo, por que as pessoas imaginam o quão poderosa essa pessoa pode ser financeiramente para obter tal mercadoria. Ou seja, o consumo serve para nos diferenciar e para que possamos nos comunicar uns com os outros. O consumo vem fortalecer a globalização, além de comprarmos produtos sólidos, passamos a consumir culturas, músicas, idéias e etc. Começamos a ter muito em comum com pessoas que não sabemos se quer a existência, para isso damos o nome de “sociedades transnacionais” onde compartilhamos diversos códigos. Sem o consumo não existiria a globalização, pois a mesma, nada é além de um grande mercado de produtos sólidos(bens materiais) e culturais(músicas, idéias e etc). Como falar de consumo sem citar a juventude? Ambos estão intrinsecamente ligados , eles coexistem no mesmo tempo e espaço. As mídias, as publicidades, as músicas, tudo entoa um estilo de vida e uma autenticidade que só os jovens possuem, essa incitação que os meios de comunicação promovem referente a formação de personalidade dos jovens e dos adolescentes, serve para organizar a sociedade, permitindo a criação da multidão, ou seja uma sociedade heterogênea, mas com grandes grupo hegemônicos, que permitem o comércio explorar de maneira mais especifica o público hora em questão. Em Footloose vemos uma juventude, que antes do acidente da ponte, tinha acesso a uma cultura transnacional, ou seja, eles ouviam músicas, liam livros, assistiam a programas de TV, de diversos países, cidades e etc. Após o acidente os cidadãos da pequena cidade generalizaram o que aconteceu jogando a culpa na música, a partir desse momento eles foram proibidos de dançar, de ouvir música, pois a mesma os encaminhavam para o caminho da perdição “sexo, drogas e violência”. A pequena cidade não fez diferente da mídia, que taxa os jovens em rebeldes e os divide em tribos.
Ren McCormack recém chegado a uma sociedade totalmente alheia do mundo, depara-se com as dificuldades de aceitação, e para participar de determinado grupo, ele passa por situações que o leva a provar seu valor diante dos demais, ou seja ele passa a consumir as idéias e ideais dessa pequena cidadezinha. Mas ele não consegue abrir mão da sua autenticidade, ele ama música e ama dançar, Footloose, diferente de outros filmes retrata a juventude com outra estética, apesar de Ren junto com a Ariel e seus amigos transgredirem regras(dançado e ouvindo música) ele vem para conceituar a juventude não de maneira homogênea e sim deixa claro que cada ser tem sua peculiaridade, que não se pode dizer que todos os jovens são rebeldes sem causas. No caso a juventude de Footloose teve uma causa justa para lutar, que era o direito de ouvir música, sem ser rotulado ou discriminado por isso. O filme apesar de incentivar que os jovens sejam autênticos, ele também sincretiza uma padrão de juventude, pode-se observar marcas e situações que o filme liga diretamente com a juventude, como o allstar surrado, o copo de Coca-Cola, o tênis nike, a comida de fast food, a música. O filme deixa claro a falta de auto preservação, o jovem tem alto potencial suicida, o que é demonstrado duas vezes pela personagem Ariel, a cena do caminhão em que uma das meninas tenta passar do carro para o outro enquanto uma caminhão vem na direção do carro sendo que a mesma até brinca com a situação, deixando para se jogar para dentro do carro no ultimo instante e o outro momento seria, seria a cena da linha do trem. Ariel Moore tem muita necessidade de provar que ela é mais do que a filha do pastor da pacata cidade, que é diferente do homem que está punindo a juventude, por um acidente do destino,mas como sempre ela possui mais do seu pai do que ela imagina. Footloose é um diferencial, um filme totalmente conceituador de juventude, ao mesmo tempo que a padroniza, ele diz que não devemos abrir mão daquilo que nos faz bem, ou seja para sempre sermos nós mesmo.
Tamiris Bockmann
30Nov2009 - 19:23 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
Teatro dos Vampiros
Não quero ser um pedaço de carne em seus lençois quero a quimera ardente de tua pele Quero o desejo insano de teus pecados Mas quero a doçura do vinho E o frescor de seus abraços Quero além dos aromas das videiras Quero ser possuída por inteira
Que o enigma de pandora, Pulse, viva... Quero tudo no descompasso, Vermelho, intenso, Amargo... Quero tudo do avesso Veneno, intenso desejo...
Mas existe o medo.. De morrer em seu sorriso de não sentires mais a escência que pulsa em meus sentidos que transcede os meus sonhos que enlouquece-me
Ah! o seu sorriso quero deleitar-me na melodia que salta de seus lábios Quero toca-los Quero que sinta minha boca contra a sua e que sinta que são sagrados Quero que sinta, que você os corrompe Mas no final... Não quero morrer em seus lábios...
Tamiris Bockmann
29Nov2009 - 20:53 | Por Tamiris Bockmann | ( 0 ) comentários
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