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Momento de Florescer 

O que é o ciúme?

Se há ciúme, não há amor.

 

 

Osho,

 

 

sempre que você fala de nossos defeitos e fraquezas, geralmente menciona a raiva, o sexo, o ciúme. A raiva e o sexo parecem bastante claros e diretos, mas há alguma confusão sobre o que é exatamente o ciúme, e é mais difícil chegar à raiz disso. Poderia nos falar sobre o ciúme?

 

Sim, falo mais sobre raiva e sexo, e menos sobre o ciúme, pois este não é uma coisa primária; é secundário. O ciúme é uma parte secundária do sexo. Sempre que você tem um desejo sexual em sua mente, uma manifestação sexual em seu ser, ou se sente sexualmente atraído por alguém, o ciúme entra em cena porque você não está amando. Se você ama, o ciúme não aparece. Tente entender a coisa toda. Sempre que você está ligado sexualmente, fica com medo, pois, na verdade, o sexo não é um relacionamento, e, sim, uma exploração, uma utilização. Se você está apegado a uma mulher ou a um homem sexualmente, fica sempre com medo de que essa pessoa possa ir embora com outra. Não há um relacionamento real. É apenas uma exploração mútua. Vocês estão explorando um ao outro, mas não amam, e vocês sabem disso; por isso têm medo. Esse medo torna-se ciúme, e você começa a não permitir certas coisas. Começa a vigiar. Toma todas as medidas de segurança para que o homem não possa olhar para outra mulher. Só o olhar já é um sinal de perigo. O homem não deve falar com outra mulher, pois falar... E você sente medo de que ele possa ir embora. Então, você fecha todos os caminhos, todas as possibilidades de o homem ir com outra mulher, ou de a mulher ir com outro homem. Você fecha todos os caminhos, todas as portas.

Mas aí surge um problema. Quando todas as portas são fechadas, o homem torna-se morto, a mulher torna-se morta, ambos tornam-se prisioneiros, escravos, e não se pode amar algo morto. Você não pode amar alguém que não é livre, pois o amor só é belo quando é dado livremente, voluntariamente, quando não é tomado, pedido, forçado. Primeiro você toma medidas de segurança. Então a pessoa torna-se morta, como um objeto. Um amado ou amada podem ser pessoas, mas a esposa ou o marido tornam-se objetos para serem vigiados, possuídos, controlados. E quanto mais você controla, mais está aniquilando, pois a liberdade é perdida. E a outra pessoa pode ficar ali por outras razões, mas não por amor, pois como você pode amar alguém que o possui?

Você sente que essa pessoa é um inimigo. O sexo cria o ciúme, que é secundário. Portanto, a questão não é como eliminar o ciúme. Você não pode eliminá-lo, pois não pode eliminar o sexo. A questão é como transformar o sexo em amor... então, o ciúme desaparece. Se você ama uma pessoa, o próprio amor é garantia e segurança suficiente. Se você ama uma pessoa, sabe que ela não pode ir com mais ninguém. E se ela for, foi. Nada pode ser feito. O que você pode fazer? Pode matar a pessoa... mas uma pessoa morta não serve para muita coisa. Quando você ama alguém, confia que ele não vai embora com ninguém. Se ele vai, é porque não há mais amor, e nada pode ser feito. O amor traz essa compreensão. Não há ciúme. Portanto, se há ciúme, saiba que não há amor. Você está fazendo um jogo; está escondendo o sexo atrás do amor. O amor é apenas uma fachada; a realidade é o sexo.

Na Índia, como o amor não é permitido absolutamente, os casamentos são arranjados e existe um tremendo ciúme. O marido e a esposa nunca se amam, estão sempre com medo, e sabem que tudo é um acordo, um arranjo. Eles foram arranjados pelos pais, pelos astrólogos, eles foram arranjados pela sociedade. A esposa e o marido nunca foram consultados. Em muitos casos, eles nem se conhecem, nunca se viram. Então existe medo. A esposa tem medo, o marido tem medo, e ambos ficam se espionando. Qualquer possibilidade de amor é perdida. Como o amor pode crescer no medo? O casal pode viver junto, mas isso não é realmente viver junto. Os dois apenas se toleram juntos, tentam levar a vida juntos, de alguma forma.

É algo utilitário. E, a partir daí, pode-se dar um jeito nas coisas, mas o êxtase não é possível. Você não pode celebrar e festejar. O casamento torna-se um peso a ser carregado. Assim, o marido está morto antes de morrer, e a mulher está morta antes de morrer. São duas pessoas mortas, vingando-se uma da outra, pois cada uma pensa que a outra a matou. Vingança, ódio, ciúme - e tudo se torna muito feio. No Ocidente, um tipo diferente de fenômeno está acontecendo, mas que, no fundo, é o mesmo que no Oriente, só que no outro extremo. O casamento arranjado foi eliminado, e isso é bom. Não é uma instituição que valha a pena conservar. Mas ao eliminá-la, o amor não surgiu. Apenas o sexo tornou-se livre. E quando o sexo é livre, você está sempre com medo, pois é um arranjo temporário.

Você está com uma mulher hoje. Amanhã ela pode estar com outra pessoa, e ontem estava com outra, ainda. Apenas esta noite ela está com você. Como esse relacionamento pode ser íntimo e profundo?

Pode ser apenas um encontro de superfícies. Não se pode penetrar um no outro, pois isso requer amadurecimento, requer tempo. Requer profundidade, intimidade, um viver junto, um estar junto. Um longo tempo é necessário. Então as profundezas de cada um se abrem, e podem dialogar... Mas o que acontece normalmente é apenas um conhecimento superficial. No Ocidente, você pode encontrar uma mulher no trem, fazer amor, e deixá-la em qualquer estação. Ela não se importa, pode não vê-lo nunca mais, pode nem saber o seu nome.

Se o sexo torna-se uma coisa tão trivial, apenas um assunto do corpo, onde superfícies se encontram e se separam, sua profundeza permanece intocada. E você está perdendo algo - algo importante e muito misterioso - pois você toma consciência de sua própria profundeza apenas quando alguém a toca.

Somente através do outro você se torna consciente do seu ser interior. Apenas num relacionamento profundo o amor de alguém ressoa em você, e dá vida à sua profundeza. Somente através do outro você descobre a si mesmo. Existem dois meios de se descobrir: um é a meditação - sem ninguém, você busca suas profundezas. O outro é o amor - com alguém, você busca suas profundezas. A outra pessoa se torna a raiz, a causa para você penetrar em si mesmo. O outro cria um círculo. E os dois amantes ajudam um ao outro. Quanto mais profundo o amor, mais os amantes se sentem profundos. Seus seres interiores se revelam. Desse modo não há ciúmes. O amor não pode ser ciumento. É impossível. O amor é sempre confiante. E se algo acontece que vem quebrar sua confiança, você tem de aceitar.

Nada pode ser feito a esse respeito, pois qualquer coisa que você faça irá destruir o outro. E alguém que realmente ama o outro, é incapaz de destruí-lo. A confiança não pode ser forçada. O ciúme tenta forçá-la. O ciúme tenta obrigar você a fazer todo o esforço para que a confiança seja mantida. Mas a confiança não é algo para ser mantido. Ela existe ou não existe. E eu digo que nada pode ser feito a esse respeito. Se existe, você pode ir adiante; se não existe, é melhor separar-se da outra pessoa. Não lute, pois estará perdendo o seu tempo, a sua vida. Se você ama alguém, e há um encontro profundo dos dois seres, isso é bom e belo. Mas se esse encontro não está acontecendo, separem- se. E não crie nenhum conflito ou luta por causa disso, pois nada será conseguido através de luta, e seu tempo será perdido, e sua capacidade de amar prejudicada. Você poderá repetir tudo de novo com outra pessoa. Se não há confiança, separem-se. E quanto mais cedo, melhor. Para que você não se destrua, não se prejudique. E sua capacidade de amar permaneça viva e fresca, e você possa amar outra pessoa.

Se esse não é o momento, se esse homem ou essa mulher não serve para você, separem-se, mas não se destruam mutuamente. A vida é muito curta e as possibilidades são muito precárias. Podem ser destruídas. E, uma vez danificadas, não há como repará-las. No que diz respeito ao amor, tanto ainda tem de ser feito por todos e tão pouco tempo resta para fazê-lo. Não desperdice sua energia com lutas, ciúmes, conflitos. Separe-se, e faça isso de uma forma amigável.

Procure em outro lugar, procure uma pessoa que irá amar você. Não fique preso à pessoa errada, que não lhe serve. Não fique com raiva. Isso não adianta nada. E não tente forçar uma confiança. Ninguém pode forçá-la; isso nunca acontece. Você perderá tempo e energia e talvez acorde quando nada mais puder ser feito. Separe-se. Ou confie, ou vá embora. O amor sempre confia. E se ele acha que a confiança não é mais possível, ele simplesmente vai embora de uma forma amigável. Não há conflito nem luta. O sexo cria o ciúme. Encontre, descubra o amor. Não faça do sexo a coisa básica. Ele não é a coisa básica. A Índia perdeu muito com os casamentos arranjados.

O Ocidente está perdendo com o amor livre. A Índia perdeu o amor, porque os pais eram muito calculistas e interesseiros. Não permitiam que seus filhos se apaixonassem. Isso é perigoso; ninguém sabe aonde pode levar... Eles eram muito astutos e, por causa da astúcia, a Índia perdeu toda a possibilidade de amor. No Ocidente, eles são muito rebeldes, muito jovens; não são astutos e, sim, infantis. Fizeram do sexo algo gratuito, disponível em qualquer lugar: não há necessidade de ir fundo para descobrir o amor; goze o sexo e fique por aí mesmo. Por causa do sexo, o Ocidente está perdendo. Por causa do casamento interesseiro, o Oriente perdeu. Mas, se você está alerta, não precisa ser oriental, nem ocidental. O amor não é oriental, nem ocidental. Tente descobrir o amor dentro de você.

O amor é um estado de ser. Seja amoroso. Torne-se amoroso. E se você amar, mais cedo ou mais tarde aparecerá uma pessoa para você, pois um coração amoroso acaba encontrando outro coração amoroso. Isso sempre acontece. Você encontrará a pessoa certa. Mas se você for ciumento, não encontrará; se você só quer sexo, não encontrará; se quer apenas segurança, não encontrará. O tornar-se amoroso é um caminho perigoso... e só os que têm preparo e coragem podem trilhá-lo. E eu digo o mesmo para o caminho da meditação - ele é só para os corajosos. E há apenas dois caminhos para se chegar ao Divino: meditação e amor. Descubra qual é o seu caminho, qual pode ser o seu destino.

 

 

 

Osho, Roots and Wings

Raízes e Asas

Tradução: Sw. Anand Goloka

8Set2006 - 18:10 | ( 2 ) comentários

 

 

Constantemente, nos perdemos em pensamentos, que por vezes estão nos levando ao passado – saudade / saudosismo, ou ao futuro – ansiedade. Porém, a maioria de nós dificilmente está vivenciando o momento presente. E, como podemos desfrutar plenamente o presente, se temos uma série de fatos e angustias passadas, das quais não queremos nos despojar? Ou ainda: sem os sonhos maravilhosos e fantásticos de projeções futuras dentro do nosso mundinho ideal, no qual somos perfeitos, e nele tudo podemos e conseguimos?

Quando éramos crianças, não agíamos assim. Brincávamos, e fazíamos planos para apenas um dia. Lembro-me de que eu pensava mais ou menos assim:- De manhã vou a escola, à tarde vou brincar com as minhas primas, depois vou pular corda, e “à noitinha”, faço a lição...

Era assim que eu agia, e seguia tudo a risca. Meus pensamentos todos se conectavam ao momento presente, e por isso que a infância, é, geralmente, uma fase mágica para a maioria das pessoas. Naquele tempo, não tínhamos preocupações, mágoas, e nem saudades. Não precisávamos carregar o mundo nas nossas costas... nossos ombros eram molinhos, não tínhamos tensão alguma. Se algo nos magoava, chorávamos, mas logo em seguida, estávamos novamente fazendo uma brincadeira.

Por esse motivo, a criança é um ser maravilhoso e no intento de reaprendermos a nos conectar com o momento presente, ela nos servirá de exemplo e de inspiração. Observe as crianças e remeta-se ao seu passado. Tente se lembrar de como você era quando criança. Com certeza você era menos preocupado, mais criativo, mais ativo... vivia intensamente cada dia da sua vidinha. Resgate a sua criança interior e permita-se saborear a vida. E por favor pessoal, não me venham com essa de “os problemas”. Temos problemas porque criamos os problemas. Ninguém é vítima de nada, não acredite em vitimismos, coitadismos, destino... Seja o senhor da sua vida, permita-se conduzi-la para o seu melhor. Se ficar nessa de coitadinho, com certeza, você acabará se tornando uma pessoa chata, frustrada e infeliz. Sempre de mal humor, desagradável, e não é a isso que a Terapia Floral pretende lhe trazer... quem quer se utilizar desse processo terapêutico, precisa estar tão despojado de preconceitos, esperanças em futuros fantasiosos, e apegos ao passado, quanto uma criança. Sei que, colocando as coisas dessa forma, pode parecer muito simples, ou ainda, pura falácia. Mas eu não gosto de falácia, gosto de ação. O que coloco aqui são, na maior parte, minhas próprias experiências de vida. Pra quem ainda não acredita, pergunte a alguém que me conheça, como eu era até a um ano atrás, e como estou agora. Quem me conhece, sabe o salto quântico que dei! Estou longe da perfeição, e nem pretendo um dia chegar nesse estágio, mas garanto-lhes: está mais fácil para mim conviver comigo mesma!

Para convivermos bem com o nosso semelhante, e com o nosso mundo, primeiramente, precisamos estar bem com a gente mesmo. É necessário estarmos em paz! Quando aparecem as datas comemorativas vejo as pessoas desejando tantas coisas umas para as outras, na melhor das intenções evidentemente, mas é difícil alguém desejar paz. Desejam, dinheiro, sucesso, amor... esquecem da paz e da saúde, que são os bens mais preciosos, porque são,  por assim dizer, de primeira necessidade.

Saúde e paz, é a condição primordial para que a gente consiga as outras coisas, como sucesso, amor (relacionamento afetivo de qualidade), amigos, compreensão. Saúde e paz estão ligados, não se separam. Se você está e paz, tem saúde, se tem saúde, deveria esta em paz. Porque não pode haver quem se considere saudável não estando em paz, porque se assim for, o corpo pode estar aparentemente saudável, mas a cabeça e o coração, já estão doentes e saúde envolve essas três esferas: corpo, emoções e pensamentos. Não dá pra separar as coisas. Não adianta tomar remédio pra sinusite, se você não resolver na sua mente e coração, o conflito emocional que desencadeia a doença... é sério! Estou falando em PSICONEUROIMUNOLOGIA, também conhecida por PSICISSOMÁTICA, ou ainda, METAFÍSICA DA SAÚDE, assunto de extrema importância desde os fins do século passado, uma vez que une diferentes áreas do conhecimento: FILOSOFIA, MEDICINA, FÍSICA, QUÍMICA, PSICOLOGIA, SOCIOLOGIA, etc.

Antes de duvidar do que eu digo, por favor, dá uma olhada no google, para saber do que estou falando. Ceticismo idiota, aquele que tudo nega, sem ao menos se questionar, sem ao menos levar uma busca positiva pela análise e comprovação dos fatos não nos leva a lugar algum. Só nos deixa feito um papagaio repetindo o tempo todo: - eu não acredito nisso, não acredito naquilo, só acredito no que posso ver... as ondas de rádio, televisão, celulares, aparelhos de raio-X, tomografia computadorizada, são todas invisíveis, e você sabe que elas existem e influenciam o meio ambiente. Quer mais que o ar que respiramos, que é invisível, e ainda assim, o alimento mais precioso do ser humano? Me diga: quanto tempo o Sr. Cético sobrevive sem respirar? Entendam uma coisa: Quanto mais sutil, mais necessário. Aprendi isso numa aula do curso de Reiki.

Eu também já fui cética! O meu ceticismo me levou à desenvolver o tal do espírito científico, que nada mais é do que não aceitar verdades prontas, nem meias verdades. Como dizia o gênio Albert Einsteim, criador da mecânica quântica: Concentre-se em conhecer, não em acreditar.

Apelo para a sua compreensão, nunca pela sua credulidade.

Mas, voltando ao assunto sobre a importância de se viver no momento presente, quero colocar ainda algumas últimas considerações.

É importante vivermos no presente, porque dessa forma, conseguiremos concentrar a nossa energia para produzir algo de bom e de produtivo, seja essa produção para nós mesmos, ou para a humanidade. Sem concentração, a nossa ação não se estabelece, perdemos um trabalho importante, um momento importante, por estarmos perdidos em devaneios, ou remoendo problemas antigos. Estando no presente, estamos inteiros, ativos e aptos e exercer a tarefa para a qual nos destinamos, e após cumprirmos nossa tarefa, saberemos saborear o nosso descanso, que se reflete numa noite bem dormida, numa viagem bem aproveitada ou numa reunião com amigos e pessoas queridas de forma prazerosa.

Quantas vezes a gente sai pra viajar e esquece de deixar em casa os problemas? Vamos dançar e não conseguimos nos soltar porque guardamos dentro de nós uma dor; uma raiva... vai trabalhar e não consegue, porque fica pensando nos problemas domésticos... no fillho que está na escola, na roupa que não lavou, na comida que não fez...?

Viver no momento presente é livrar-se de PRÉ ocupações, e ficar apenas com ocupações, fazendo uma coisa de cada vez, cada uma a seu tempo... sem estresse, sem pânico, sem loucura. Se é hora de cuidar do filho, ótimo, cuide do seu filho, e faça isso muito bem, esse momento é sagrado. Aproveite para aprender lições preciosas com o seu filho. Se é hora de trabalhar, pois bem, concentre-se, porque dessa forma você pode chegar mais cedo em casa e vai poder lavar a roupa e fazer a comida! Se saiu pra dançar, dance! Se saiu pra amar, pelo amor do “Chefão” AME! Não fica brigando e falando de problemas! O amor também é nutritivo, faz muito bem a saúde!

Espero ter conseguido passar para vocês o “espírito da coisa”... o quanto é importante estabelecermos uma conexão com o momento presente, uma vez que esse tempo é o único que existe. O passado já foi... o futuro ninguém conhece! Estabelecer planos, metas e objetivos é uma coisa, agora, viver preso no mundo de expectativas é outra. Alías, isso é assunto para um outro texto!

28Ago2006 - 00:28 | ( 3 ) comentários

A terapia Floral e o Auto-amor feminino

 

 

O Auto-amor, ou auto-estima, é uma questão de extrema importância nesses últimos tempos. Assim sendo, também é de extrema urgência prestarmos os devidos esclarecimentos sobre o que vêm a ser, efetivamente, esse sentimento. Em especial para as mocinhas, moças, mulheres, senhoras e senhoritas. Pois bem: o Auto-amor passa bem longe da atitude de simplesmente passar diante de um espelho e ficar “se achando” a gostosona. Mulheres, isso aí não é Auto-amor! É puro exibicionismo, ou seja, é mais uma forma falsa e artificial de chamar a atenção! E por esse motivo é que existem tantas mulheres bonitas, mas que estão sozinhas. Porque são apenas bonitas por fora. Não cuidam da cabeça, e muito menos do coração, ao entregá-lo nas mãos do primeiro que se dispõe a passar alguns momentos com elas.

É triste. Vejo mulheres se arrumando, comprando roupas caras, fazendo mil coisas no cabelo, cirurgias plásticas, somente para agradar o outro, para olhar para o espelho e ter uma falsa de sensação de auto-estima, do tipo: sou bonita, logo me amo.

Não é por aí! Mas não é por aí mesmo!

Auto-amor é, em primeiro lugar, respeito e admiração para consigo mesma. É ter percepção de si, é dar-se o devido valor, é não contrariar as vontades do seu coração por conta de outra pessoa. É algo tão fácil e simples que, quando esse sentimento é vivenciado, liberta a pessoa, lhe trazendo serenidade, brilho nos olhos e uma beleza interior tão sincera, tão transparente, que o exterior fica bonito e atraente por conseqüência natural.

Auto-amor é conhecer os seus próprios limites e respeitá-los, é cuidar do próprio corpo para que ele tenha saúde, não para que ele seja apenas bonito para agradar aos olhos do mundo. Seu corpo deve, sobretudo, agradar à você, que é dona dele, e para tanto, ele deve funcionar bem. Sem rinites, sinusites, celulite (brincadeira), ou seja, sem doenças crônicas, que dizem respeito a conflitos emocionais não resolvidos. Sem TPM, obesidade, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, dor de barriga, espinhas. Sem estresse, sem loucura, sem prisão de ventre. Prisão de ventre simboliza a prisão interior da qual somos cativos, por nossos medos, desejos e orgulho. Fica tudo duro como pedra e não sai de jeito nenhum!

Vamos largar essa vida a base de laxante, calmante, e pó-compacto para disfarças as olheiras de noites mal dormidas, por conta de nossa mente tagarela que não nos deixa um instante em paz, nos dizendo que temos que ter: marido rico, emprego bem remunerado, sucesso, carro do ano e corpão bonito. Isso tudo não é a sua vontade, é a vontade da sociedade, é o modelo de felicidade que o capitalismo criou e que a televisão vende para vocês. Esse lixo todo vai pra o seu subconsciente, e você acha que é normal desejar tudo isso e pior: é normal ser infeliz por não ter nada disso, e passar o seu dia inteiro na mesa do escritório perdida em devaneios, ao invés de executar o trabalho que está sendo paga para fazer.

Felicidade não depende de nada disso, aliás, felicidade não depende de nada a não ser de você mesma, a não ser do seu bom relacionamento com a sua intimidade, do quanto você se ama, do quanto é carinhosa com consigo, dos erros que você se permite cometer, sem se tornar cativa do seu próprio censor interno.

A terapia floral pode te levar a esse maravilhoso auto-descobrimento, a esse processo fantástico que a levará a descobrir potencialidades maravilhosas que estavam adormecidas dentro de você, e para as quais você não vinha dando ouvidos, porque só prestava atenção ao que os outros pensavam sobre você, em especial, para o quê os homens pensavam sobre você.

Te convido a um desabrochar. Busque o seu lótus interno e mostre ao mundo a Flor maravilhosa que você é, sem necessitar dizer nada, estando até mesma vestida de chita e chinelo de dedo. A real beleza está em ser você mesma, está em trazer a sua alma para o mundo, está em fazer o que você veio destinada a fazer pela humanidade.

12Ago2006 - 21:44 | ( 2 ) comentários

Sugestões de Leitura

O site Somos Todos Um, tem ótimos textos sobre a Terapia Floral, em especial, indico a leitura dos textos da Thais Accioly.

Abaixo colocarei dois links: o primeiro contém a descrição das 38 essências do Dr. Bach, e o segundo, tem a página com os textos maravilhosos escritos pela Thais. Vale a pena também conferir a monografia dela, pela Escola de Enfermagem da USP. Acessando qualquer artigo da Thais, ná pagina tem um link para consultar a monografia dela. É um trabalho emocionante! Bom passeio!

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=1137

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/categoria2.asp?categoria=40&tipo=4&aut=173&p=1

12Ago2006 - 21:38 | ( 0 ) comentários

Terapia floral não é aspirina

 

 É a partir desse jargão criado por mim mesma, que inicio a minha explanação sobre os benefícios que a Terapia Floral pode nos proporcionar. Devo deixar claro que grande parte do meu conhecimento provém de minha própria experiência. No ano de 2005, iniciei com os florais de Bach uma espécie auto-terapia, na tentativa de acionar o meu “Curador Interno”. Mentira! Vou jogar limpo! Na verdade, comecei a utilizar os florais de Bach porque andava muito nervosa e emocionalmente desequilibrada, por uma série de ocorrências em minha vida pessoal. Somente posteriormente, descobri que na verdade, a Terapia Floral nos faz acessar o nosso “Curador Interno”, ou seja: o potencial de cura latente em todo o ser humano. É bárbaro isso. Todo o ser humano tem em si, intrinsecamente, esse potencial de cura maravilhoso!

Bom, vou parar um pouco com o meu entusiasmo, e considero que ele nem cabe ainda num primeiro momento dessa explanação. Deixo para você comprovar o que digo por experiência própria. Todavia, devo fazer uma ressalva de importância muito significativa: Terapia Floral não é Aspirina, ou seja, essa modalidade de tratamento não atende a interesses imediatistas e simplistas. Utilizar-se dos florais como processo terapêutico requer constância e paciência, porque, sobretudo, os florais irão lhe proporcionar uma relação de intimidade para consigo mesmo.

Os remédios criados por Dr. Bach não foram feitos de flores por acaso. A flor tem toda uma simbologia mística e esotérica e ocupa grande espaço nas filosofias orientais. Acho que vocês já devem ter lido ou ouvido falar sobre o Lótus do Autoconhecimento. Pois bem, é mais ou menos isso que os florais nos proporcionam: um florescimento, um desabrochar de talentos, sentimentos e paz que nunca seriamos capazes de imaginar que pudessem existir dentro de nós.

Mas, paradoxalmente, nem tudo são flores no caminho do autoconhecimento. Por vezes, vamos nos deparar com nossa face obscura, ou seja, nossos monstros, sombras, medos, e lados feiosos que habitam as profundezas do nosso inconsciente, e que fazemos de tudo para esconder até mesmo de nós mesmos. E por esse motivo aconselho que quando a alma do buscador tiver que atravessar o vale das sombras, que tenha força e coragem; que não desista, porque somente após tomarmos consciência das nossas dificuldades, e somente quando formos capazes de mensura-la, é que se abrirá perante nós a possibilidade de vencer os obstáculos que surgirão pelo caminho.

9Ago2006 - 23:43 | ( 1 ) comentários

Quem sou Eu?

Samanta Costa

Brasileira, solteira, 26 anos - SP/SP

Graduanda do curso de História, pela FFLCH - USP e pesquisadora sobre Florais e Terapias Alternativas.

Nesse espaço...
Abordarei assuntos relativos à Terapia Floral, falarei das minhas experiências pessoais, e citarei alguns estudos de caso.
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