|
| |
|
Verborrágicos! na Imprensa
- InterTV Cabugi, RNTV 1ª Edição, Sábado 08/09/2007. Entrevista Ao Vivo com Tullio Andrade sobre sua classificação no prêmio nacional Monteiro Lobato.
- Rede Tropical, Jornal da Tropical, Sábado 08/09/2007. Matéria com Tullio Andrade sobre o prêmio Monteiro Lobato.
- InterTV Cabugi, RN TV 2ª Edição, quinta-feira 11/07/2007. Matéria sobre a umplementação dos textos em MP3. Repisada eno Cbugi Comunidade de domingo, 15/07/2007.
Veja o Vídeo!
- Revista Papangu. Março de 2008
No princípio, eram todos Verborrágicos Escolher a palavra exata, reunindo frases coerentes em contextos factíveis, encadeando as idéias numa seqüência empolgante, formando frases, orações e períodos. Fechar o ciclo, utilizando o parágrafo. Recomeçar o processo. Ser analógico. Olhar à frente. Preparar o leitor para o que virá a seguir. E assim, jovens escritores natalenses se reúnem para decidir o que será escrito, como se um desafio literário temperasse aquele grupo inquieto, os Verborrágicos. Toda a produção literária dos Verborrágicos é publicada no blog homônimo (www.verborragicos.myblog.com.br), cujo objetivo é criar um referencial de literatura local, um espaço no qual os novos escritores possam se “reunir” e se fortalecer na busca por sua inserção no mercado literário, criando uma singela “vitrine da nova literatura potiguar”, como o grupo se define. Atualmente, a trupe literária dos Verborrágicos é composta por Cefas Carvalho, Pablo Capistrano, Cosme Ferreira, Kalina Paiva, Rodrigo Medeiros e Tullio Andrade (foto). Porém, além desses escritores, qualquer pessoa com qualidade literária pode publicar seus textos de forma gratuita no site, sem que aconteça nenhum tipo de seleção ou censura. “Encontramos na internet um lugar alternativo, barato e de grande alcance para divulgar o trabalho da gente, já que o mercado editorial estava muito fechado”, ressaltou Túlio Andrade, o mentor do grupo. Conforme Tullio Andrade, a cada semana, são publicados textos de novos talentos e, paralelamente, é alimentado um banco de dados com contatos para eventuais mediações entre patrocinadores ou interessados em conhecer os trabalhos divulgados. Além de apresentar os textos dos Verborrágicos, o site traz matérias jornalísticas sobre a área cultural, editais de concursos literários, dicas de leitura com resenhas de livros, manual do escritor com dicas sobre como escrever melhor e orientação a respeito de registro de obras e direitos autorais. O trabalho que os jovens literatos têm feito vem chamando a atenção da imprensa, rendendo várias reportagens sobre seus afazeres, tendo seu reconhecimento em maio do ano passado, pelo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), um projeto do Governo Federal que mapeia as principais iniciativas de estímulo a leitura no País. A satisfação dos Verborrágicos ficou estampada no orgulho de terem sido encontrados pelos organizadores do projeto PNLL. “Essa é uma prova q1ue nosso trabalho está funcionando atém dos limites do Estado”, disse Túlio. Para participar do projeto dos Verborrágicos não há qualquer tipo de custo ou seleção. Basta que os autores enviem um e-mail com seus textos e contatos. Essa é a forma mais democrática encontrada para atender a todos sem que haja qualquer tipo de discriminação de estilo, sexo e idade. Quanto à comunidade, os leitores possuem um canal direto onde podem opinar livremente sobre cada texto sem que haja nenhum tipo de censura. No entanto, é necessário criar condições estruturais de maior qualidade. Atualmente, o projeto funciona de maneira independente como forma de blog, limitando bastante as possibilidades de serviços que podem ser oferecidos. Assim, a maior meta para esse ano é a transformação deste espaço inicial em site propriamente dito. Segundo Tullio Andrade, é necessário criar parcerias ou conseguir patrocínios para que o grupo possa arcar com os custos que envolvem esse processo, tais como contratar um web-designer, registrar o domínio do site, pagar um servidor de hospedagem do site etc.
Produção literária em mp3
Os Verborrágicos já lançaram dois volumes virtuais com seus textos em forma de E-Books contendo os mais diversos autores com seus diferentes estilos e gêneros literários como crônicas, romances, contos e poesia. A novidade é que os livros podem ser apreciados em arquivos de áudio mp3, disponível para download no site do grupo. Os livros também podem ser baixados em formato pdf para a leitura. Conforme Tullio Andrade, a idéia surgiu em junho do ano passado, a partir de uma visita a um site de uma fundação de apoio aos deficientes visuais. “A idéia me parecia muito condizente com a proposta dos Verborrágicos porque visava democratizar o acesso a literatura, sem restrições”, explica o escritor, dizendo que conseguiu um programa para converter de texto para áudio. Entre as principais vantagens do novo formato, Tulio Andrade cita a praticidade de poder armazenar os arquivos em tocadores de mp3 e celulares para ouvir os textos em qualquer lugar. De acordo com o escritor, o novo formato vem preencher uma lacuna causada pela aceleração do ritmo das pessoas que não têm tempo para leitura. “É uma forma de continuar consumindo a literatura produzida no Estado adaptada a nova realidade nos dias de hoje”, disse. Porém, mesmo com toda tecnologia empregada para disseminar seus textos, o líder dos Verborrágicos afirma que os áudios-books não irão substituir os livros tradicionais. “Quando a pessoa lê um livro no papel, há toda uma atmosfera imaginária do cenário, do enredo e dos personagens. Acredito que os arquivos de áudios podem perder um pouco desse clima. Por outro lado, se ganha com um alcance maior do texto”, enfatiza.
O verbo rasgado de Tullio Andrade
Natalense da gema, o jovem escritor é jornalista graduado nos quadros da UFRN e criador do grupo dos Verborrágicos, quando começou suas incursos literárias em 2006, divulgando os novos talentos literários potiguares. Participou de vários concursos literários, nos quais conquistou o 5º lugar no concurso de crônicas “Rubens Braga”, da Academia Cachoeirense de Letras, rendendo uma cadeira como membro correspondente e todo ano, ele publica na revista anual da Academia. Em 2004, Tullio Andrade foi semifinalista do “Concurso de Redação da Fundação Assis Chateaubriand e em 2005, ganhou Menção Honrosa no Concurso de Contos do Portal Cá Estamos Nós. Em 2007, Túlio ganhou ainda Menção Honrosa no concurso “Paulo Leminski”. “Participo dos concursos como uma alternativa para suprir a falta de recursos. “Os concursos dão uma visibilidade muito grande e cria uma cadeia de influencias”, explica. Ainda em 2007, o escritor foi classificado em 2º lugar no concurso nacional “Monteiro Lobato de Literatura Infantil”. O prêmio é promovido pelo SESC do Distrito Federal. Foram 191 escritores inscritos. Após uma seleção dos 15 melhores autores, três foram escolhidos para disputar a grande final. Entre eles, o verborrágico Tullio Andrade. O conto vencedor é “Uma aventura diferente” que visa incentivar as crianças ao hábito de leitura. O conto “Uma aventura diferente” é o primeiro trabalho do autor voltado para o público infantil. O enredo conta as aventuras de um garotinho que não gosta de ler. O que Beto gosta de verdade são os jogos eletrônicos. Segundo o autor, a idéia do livro é incentivar a leitura nas crianças. “O personagem acaba caindo nas páginas de um livro e a partir daí vai ajudar as letras a vencer um vilão. Com isso, ele acaba descobrindo palavras e aprendendo coisas novas”, reflete o autor. Tullio Andrade já tem três livros escritos, porém nenhum deles foi publicado. O obstinado escritor chegou a conseguir a aprovação do livro intitulado “Perto do Chão”, que retrata a invasão do bando do cangaceiro Lampião à cidade de Mossoró, na lei de incentivo “Djalma Maranhão”, mas teve grandes dificuldades para captar recursos junto a patrocinadores. “Falta a sensibilidade dos patrocinadores para criar oportunidade para quem está começando”, desabafa. O romance “Perto do Chão” são os relatos contidos num diário de uma personagem sem rosto e sem nome que morava em Mossoró na época e narra suas visões do fatídico dia 13 de junho de 1927, quando o bando de Lampião atacou a cidade. Tullio garante que o livro traz uma versão nova e polêmica sobre a morte do cangaceiro Jararaca. “No início do livro, o cangaceiro Jararaca assassina o filho dessa personagem. Então, a narrativa é sobre a busca de vingança por parte dela até matar o bandido”, revela. O outro romance do jovem Verborrágico que está no prelo chama-se “Morte Absoluta”, criado quando Túlio leu o poema de Manoel Bandeira com o mesmo título e que se baseia nas indagações que os versos deixaram na cabeça do autor. “Como seria se eu existisse e as pessoas não saber que eu existia? É um livro bastante reflexivo. Não vou falar em filosofia”, reflete. Em plena sintonia com a nova literatura potiguar, Tullio se diz apaixonado pela obra de Nísia Floresta, porém é leitor preferencial de seus contemporâneos como Carlos Fialho, Pablo Capistrano, Cefas Carvalho, entre outros. “Estou descobrindo aos poucos o pessoal da velha guarda da literatura potiguar e estou encantado com tanta qualidade literária. Ao mesmo tempo, descubro que nossos escritores ainda não são valorizados e reconhecidos pelos prórpios potiguares”, lamenta.
***
(Matéria publicada no Portal “NoMinuto.com”, editoria “Cultura”, quinta-feira 13/09/2007, às 18h 37min).
A cerimônia de escolha do vencedor será realizada no dia 16 de outubro. Foram 191 escritores inscritos. Após uma seleção dos 15 melhores autores, três foram escolhidos para disputar a grande final. Entre eles, o verborrágico Tullio Andrade. Durante a solenidade será lançado, ainda, o livro contendo os quinze primeiros colocados no concurso, selecionados por 10 jurados, entre autoridades, especialistas e escritores de livros infantis, como Guido Heleno e Jô Oliveira. O conto Uma aventura diferente é o primeiro trabalho do autor voltado para o público infantil. Ele conta as aventuras de Beto, um garotinho que não gosta de ler. O que ele curte mesmo é de jogos eletrônicos. Segundo o autor , a idéia do livro é incentivar a leitura nas crianças. "Ele acaba caindo nas páginas de um livro e a partir daí vai ajudar as letras a vencer um vilão. Com isso, ele acaba descobrindo palavras e aprendendo coisas novas", explica Tullio Andrade. O escritor possui três livros escritos, mas nunca publicados. Tullio Andrade chegou a conseguir a aprovação de um projeto na lei de incentivo, mas passa dificuldades para captar recursos junto a patrocinadores. "Quem escrevia muito bem poesia, tinha que fazer prosa. Quem tinha facilidade de escrever para adultos, escreveu para crianças", revela Tullio. De acordo com o escritor, a inscrição no concurso não passava de uma forma de ser analisado de forma isenta. Tullio Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e tem marcado sua atuação na literatura potiguar com a idealização do grupo de escritores Verborrágicos!. "Há dois anos a gente tem o blogger. Ele é atualizado semanalmente e qualquer autor pode publicar seus textos. Nós não tínhamos espaço para publicar nossos textos, então criamos esse site. Ele é uma forma de dar apoio a quem está começando", comenta o escritor. As conquistas de Tullio Andade não são de hoje. Ele obteve uma menção honrosa no concurso de contos do Portal Cá Estamos Nós, em 2005, além do quinto lugar (Menção Honrosa) no 5° Concurso Rubem Braga de Crônicas, promovido pela Academia Cachoeirense de Letras (ACL), tamém em 2005, e que lhe valeu um lugar na ACL como Membro Correspondente.
***
Outras Matérias com os Verborrágicos!
- Potiguar Notícias, editoria “Arte e Cultura”, 15/03/2007: Túlio Andrade e a luta pelos Verborágicos- Revista PREÁ. Nº 18, Maio-Junho 2006 - Pg. 44)- Site: Conheça o RN: "Escritores potiguares ganham apoio para saírem do anonimato"Potiguar Noticias, 30/04/2006: "VERBORRÁGICOS: grupo literário virtual nas paradas"
|
(Matéria publicada no www.estadao.com.br, editoria”arte e lazer”, sexta-feira, 03 de julho de 2009) Chico e Hatoum reconhecem semelhança entre seus livros A reunião de dois gigantes da literatura brasileira, Chico Buarque e Milton Hatoum, na noite desta noite, na 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, não foi exatamente um debate, como estava programado, mas um verdadeiro encontro, no sentido mais amplo da palavra. Nele, ambos reconheceram semelhanças extraordinárias em seus respectivos livros. Num caso único de simbiose na literatura contemporânea brasileira, dois livros, "Órfãos de Eldorado", de Milton Hatoum, e "Leite Derramado", de Chico Buarque, estavam sendo pensados ao mesmo tempo com um objetivo muito parecido: usar a memória centenária de um narrador para traçar um panorama histórico do País. O livro de Hatoum foi publicado antes e Chico revelou que, ao ler a história de Estiliano, personagem criado pelo escritor amazonense, sua reação foi: "Diabos, esse cara copiou meu livro". Depois se deu conta que "Leite Derramado" não tinha sequer título e ainda estava sendo escrito. Hatoum teve reação semelhante quando saiu o livro de Buarque: "Mas essa é a história que eu contei para o Chico". Não se trata de plágio, evoque-se. Os dois realmente contaram histórias um para o outro em ocasiões anteriores, esqueceram-se delas, voltaram a lembrar e adaptaram episódios que lhe pareceram mais interessantes. No caso de Hatoum, a recomendação da editora escocesa que lhe encomendara a novela tinha sido clara: queria que fosse baseada num mito amazônico. Uma novela condensada. Buarque não tinha qualquer compromisso com a editora brasileira de ambos, a Companhia das Letras. Passou um ano e meio pesquisando e lembrando histórias contadas pelo pai, o historiador Sérgio Buarque de Holanda - ele confessa que nunca foi um bom leitor de história. Como Hatoum, buscou a concisão e revelou que poderia ter escrito uma novela de 20 páginas, não fosse seu narrador um homem centenário cuja memória já está mais prejudicada de que a de Delphine Seyrig no filme "O Ano Passado em Marienbad", de Resnais. Na velhice, como diz o velho narrador de Chico, "a gente dá para repetir casos antigos" e, na fosse tão falha a memória do carcomido aristocrata à beira do túmulo, ele não precisaria de 150 páginas para contar como mudou a história do Brasil neste último século para que tudo permanecesse exatamente igual, do preconceito racial à corrupção. Chico brincou com o amigo Hatoum, lembrando que esse narrador lhe azucrinou a vida durante um ano e meio, tirando seu sono e deixando ao escritor como herança uma perna quebrada. Assustado como a ficção tomava conta de sua vida real, o cantor e compositor deve ter encurtado a novela para se livrar do velho narrador azarento. "Guimarães Rosa também engavetou um livro sobre um velho habitante de um casarão", lembrou Chico, citando "A Fazedora de Velas", que o autor de "Grande Sertão: Veredas" conservou durante anos no fundo de uma gaveta. "Rosa ficou com a mesma doença do seu velho e depois reconheceu o casarão que ele imaginou numa viagem a Minas". Chico, admite, encurtou o livro por precaução, ou por acreditar na observação de Octavio Paz evocada por Hatoum, de que o romancista é o biógrafo de espectros. "Fiquei um ano e meio ouvindo a voz do meu narrador e foi difícil me despir dele, porque, apesar de seus preconceitos, acabei tendo certa empatia por ele", revelou Chico, numa noite de surpreendente verborragia, ele que detesta entrevistas e odeia falar de seus livros. Mais de 800 pessoas disputaram um lugar na Tenda dos Autores, em Paraty, para ouvir Chico Buarque e Milton Hatoum num debate mediado pelo professor de literatura Samuel Titan Jr., que falou das semelhanças entre os livros e das referências adotadas por cada um deles, Hatoum enumerou algumas: Mario de Andrade, Manuel Bandeira, Kaváfis e Mário Sá-Carneiro. Chico teria demorado mais: só pelo navio criado por ele em "Leite Derramado" desfilam figuras históricas como Santos Dumont, Josephine Baker e o arquiteto da modernidade, 4Jul2009 - 18:34 | ( 0 ) Comente essa notícia (Matéria publicada no http://br.noticias.yahoo.com, quarta-feira, 17/06/2009) Twitter se transforma em literário com obra de Ulisses Qua, 17 Jun, 04h35 NOVA YORK (Reuters) - O site de rede social Twitter tornou-se intelectual com uma apresentação do romance de 1922 "Ulisses", de James Joyce. PUBLICIDADE Dois apaixonados por "Ulisses", o projetista de videogames Ian Bogost, do Instituto de Tecnologia da Georgia, e seu colega Ian McCarthy preferiram usar o site de uma maneira culturalmente interessante, mais do que como apenas um serviço que deixa usuários enviarem mensagens de 140 caracteres, conhecido como "twitar". Eles surgiram com a ideia de recriar um capítulo de "Ulisses" no Twitter. Eles escolheram o capítulo 10, Wandering Rock, que é famoso por mostrar os eventos entrelaçados de 19 personagens andando pela Dublin central em sua rotina diária. Bogost e McCarthy registraram 54 personagens do romance como usuários do Twitter e adaptaram o capítulo em uma ampla série de declarações em primeira pessoa de 140 personagens ou menos, usando um software especialmente para automatizar a apresentação. No dia 16 de junho, ou Bloomsday, o dia em que a ação ocorre em 1904 no romance, todos estes personagens enviam mensagens sobre o que estão fazendo no momento correto da ficção. Bogost disse que a performance ocorreu tranquilamente, apesar de poucos problemas técnicos significarem que alguns personagens não estariam disponíveis para enviar mensagens. "Eu acho que o projeto mostra uma nova luz ao Twitter ao misturar passagens atuais com estas de personagens do século passado", disse Bogost em seu blog, www.bogost.com. "Para o uso literário a longo prazo do Twitter, esta é certamente uma opção viável e interessante." Todo ano o Bloomsday é celebrado no país natal de Joyce, Irlanda, e em outras regiões falantes de inglês no mundo, com fãs de Joyce e estudantes geralmente delineando novamente as ações dos personagens. (Reportagem de Belinda Goldsmith) 26Jun2009 - 10:22 | ( 0 ) Comente essa notícia |