Blog de ANGELHORSE - MyBlog
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SEXO e REGALO

As luzes apagadas,
amada amiga,
as portas fecharam
verdadeira amiga,
a quem chamaremos
no escuro,
querida amiga?

Os sonhos caídos por terra,
aonde encontrar o homem puro?
a aventura no verão encerra
o período do poder
na luxúria,
a fúria dos céus
e dos magos

desperta o povo, teus
os passos morrem no eco,
damas sobem saindo dos lagos,
nada é novo, seco
a alma no fogo do escândalo,
o padre vândalo
rouba a fé da criança

mas, do assassino a mãe afiança
o passo, jumentas
oferecem sexo e regalo
ao dono do revólver,
o sol dorme anjo
despido do sonho é galo
o trem enferruja, é só ver,

 na rua sem saída,
querida amiga, fuja,
o dia marcado
desperta briga
entre raças,
o melhor é amar-se além da conta
só assim a mulher aparece pronta.

Apagadas as luzes
querida amiga,
armaremos nossos limites
extrapolados no amor
sem costumes, amiga
no sexo e na fidelidade, quites
na valor da fadiga, da carne o nexo.

Trarei-te sob o sol do deserto
água fresca e amor louco,
pouco o escuro que entende a fé,
é gua de um alazão rebelde,
estouro e festa passagens,
estrada enoite, vagagens,
o melhor é fazermos o amor sem maldade.

1Jul2007 - 11:24 | ( 0 ) comentários

LOBO SOLITÁRIO


Você sabe, você sabe o que está
acontecendo, acontecendo, não é
lobo, lobo solitário? nesta
casa assombrada a fé

move as escadas, move, move as escadas
a caveira no piano, no piano
segue, segue os passos da minha amada
a cartola enfeitada com a rosa, insano

meu sorriso faz tremer a lua sangrenta,
lua, te chamo eco ecoando na floresta,
lobo de uma estrada chuvosa, lobo, aguenta
a só solidão espreitando na flores o sexo da fêmea, nesta

rua o lobo, lobo solitário sabe o quê?
que os tempos mudam, permanece no jogo
o que esconde o punhal na ilusão de quem vê,
olhos no escuro não piscam, o mundo é logo

eu sou o lobo solitário, menina, a noite
encantada estende a estrada e eu disparo,
pelo amor da mulher não importa o raio açoite
bato na porta do céu - o diferente é tão caro

solitário o lobo espera a fêmea no sereno
enterrando o focinho no astros,
ouço o grito do beija-flor obsceno
como um lírio refletido no lago, castro

a fero ferocidade mergulhando nos seios
que alimentam além do sexo o desenho
da melodia e amante sem receio
preparo devaneios para entregar-te o que tenho
21Jun2007 - 14:18 | ( 0 ) comentários

RAINHA dos AUTOMÓVEIS

É chegado o momento de tudo acabar.
Sem gestos ou palavras. Acabar.
Como o Adeus dos arquivos e dos mandatos.
Acabados beijos abraços,
morto o sexo na garganta profunda do crepúsculo
- lúcida potra idolatrada nas flechas de fogo
dos anjos fanáticos do prazer adolescente.
Vá. Os carros esperam na esquina.
Vá. Desejos brutais sangram dentes.
A pele flutuando sem corpo. Rainha dos automóveis.
Rainha dos automóveis e da geléia máscula
escorrendo nos dedos da noite solitária.
O defunto envia mensagens
pelas bolhas na piscina.
O caso chegou ao fim.
O vazio reina.
As respostas nos pátios desertos atestam: o santo e a loucura foram embora.
Ir. Comigo as ruas ficam maiores.
Ir. Jornada de erros.
Me espere.
Em vão. Caminho só,
nu de emblemas
e adjetivos.
Não sou o semeador dos teus mistérios.
Greves. Quilombos oníricos.
Tranqüilidade má.

O que você queria? Sinto prazer na solidão,
a sereia motorizada alastra-se do sexo estradeiro nas entranhas,
entope as praias de paixões decepadas.
Escolhi viver como desertor.
Livre sentimento ou memória.
Livre do sangue.Livre das pessoas.
Livre das coisas. Sem objetivo ou desejo.
Vejo movimento nas sombras.
Você entende? Diga que sim.
Não me esqueça apenas.
Estou longe. Corrigindo o Tempo.
Não me perderei no mar. Nem me matarei.
Vou seguir o eco do crepúsculo
onde o amor é uma estrela rodeada
de anjos psicodélicos.

20Jun2007 - 16:31 | ( 0 ) comentários

FANTASMAS BARBADOS

 

Trens fantasmas atravessam as entranhas do Olimpo, pululantes de mortos-vivos,

cobertos pelas carrancas doidivanas dos fumadores de carências industrias,

bato, bato, bato palmas nos portões da falência imponente,

cujos apitos-carnavalescos esparramam loucas bichonas

felaciando nos bancos das praças como se fossem trepadeira invadindo

os halloweens escorregadios no meio das coxas das ninfestas.

 

Aonde estão os visionários, libertadores, gurus, revolucionários que levitavam?

Alguém escapou da insanidade do pessimismo mercantilista?

 

Existem piratas nos mares fora do delírio,

ou a esperança é finda?

 

Avancemos na estrada, eqüestres das motocicletas,

injetando o fogo das nossas espadas de anjos vociferantes

pelas goelas de menininhas safadas, que içam a bandeira

da putaria na moral rasteira dos padrecos do ufanismo babador de ovo do Poder.

 

Dancemos aonde outros marcham, atirando crânios e flores pelas escadarias,

bebemos, bebemos, e a eternidade não abre a porta,

exiba-se o sexo emberebado no meio da rua

mordendo as bundas tatuadas das madames bem-pagantes,

o tempo é dúvida decidida.

 

Gurus peidorrentos baforejam charutos enrolados da maconha otária dos incautos,

num epílogo vigarista e bêbado, assexuado na tara pela mulher,

tirano no medo, fumegando fantasmas barbados de miséria,

porque a divisão do universo entre a mulher e o motor louco

desmonta o esqueleto dos dinossauros da consciência oficial.

20Jun2007 - 15:23 | ( 0 ) comentários

ELEGIA do HEAVY-METAL
Cidade conquistada pelas multidões de garotos famintos
e criminosos criminosos de paixões mal encaradas
de paixão torturada
assassinos (nnoss!) ( nnoss!)
imundice bairros dopados fumegam cores nervosas
a polícia passa de olhos baixos
por toda a parte a violência imperiosa
submete lojas e supermercados
a violência
apenas divina
Garotos matam o tempo carregando o estandarte do crepúsculo
sangrado de metalurgia e vício (o deserto!) (o deserto!) (o deserto!)
engraxates falando por dígitos louvam ao Deus
atravessando rodovias de informática e crack
construindo paraísos diários sem intervalo
e devorando nossas veias até rasgar os espíritos
como um furacão de navalha
hibernando no sadismo
Garotos lindamente assassinos promíscuos deuses reinando tarados
nas praças sórdidas das noites democráticas!!!
carros-vampiros devoram pedestres mastigando até o nó das gravatas
ainda sonhamos abater a Estátua da liberdade num leilão
mas a falência uiva em nossas portas
e um Sodoma de números gelados
desaba sobre o agora
e o Anjo Vingador da Carestia
lambe a espada de fogo manchada do sangue degolado dos operários
numa greve de engasgar o silêncio,
minha linda, o cotidiano é apenas o motor dos carimbos
que envolvem o mundo nos negócios da escuridão
19Jun2007 - 17:52 | ( 1 ) comentários

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