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Intervalo para apresentação Sou Limoca. Que é nome de gente, mas nem tanto. É nome da minha gente virtual, que não é gente ao todo. Links interessantes Amigos
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Esse formato é em branco. Sem htmls, que é o jeito moderno de contemplar a folha em branco. É a negação das tipografias e dos modelos de diagramação.
É a vontade de começar tudo de novo. Assim: voltei.
7Fev2008 - 23:00 | ( 3 ) comentários
Agosto, o mês do desgosto.
Reza a lenda que o mês de agosto não é um mês onde reina a sorte. Agosto, o mês do desgosto. No hemisfério Norte esse mês é feito fevereiro. Por aqui, ainda não é primavera. Supertições e rimas postas de lado, como foi o seu agosto? 24Ago2007 - 16:52 | ( 2 ) comentários
Alberto para Letícia (sobre Letícia) Ah, a Letícia! Ela é tão, mas tão... não sei dizer... doce... compreensiva. A pessoa mais linda que um homem poderia querer do lado. Independente, trabalhadora e, ao mesmo tempo, super feminina. Ela me faz me sentir bem, completo. E não é como as outras mulheres com quem eu havia me relacionado. Letícia não é mulher de criar caso. Não discute a relação, não fica de bico à toa, pensando bem, ela nunca fica de bico. Letícia me ama e me entende, eu tenho certeza. Eu agradeço a Deus todos os dias por ter me dado essa benção dos céus que é Letícia. Letícia para Alberto (sobre Alberto) Alberto é um cara legal. Apareceu pra mim na nossa hora certa: dividíamos a mesma necessidade de ter alguém do lado. Ele diz que me ama e até me escreve poemas sobre isso, mas eu, sinceramente, não acredito. Não sei por que ele insiste. Já disse pra ele que amor só complica a vida, experiência própria. Nunca tratei ele mal, com ele, nunca me irritei. Ele é a minha segurança, sei lá, minha comodidade. João para Letícia (sobre Letícia) Letícia é uma menina blasé, toda dada a dar desculpas pras coisas. Dessa gente da classe média que leu pouco de psicanálise, mas age como se os clichês, postos em palavras melhores, fossem o suficiente para nomear os nossos sentimentos. Ela é confusa, carente, mas é orgulhosa demais, sabe? Ficava feliz em não me ligar, queria não precisar de mim e media o meu amor sempre menor que o dela. Letícia para João (sobre João) João tinha cheiro de melancia e era macio feito macarrão que passa do ponto, molinho, molinho. Adorava comê-lo. Que seu carboidrato se dissolvesse em leite açucarado, branco, na minha boca. João mexeu com os meus sentidos. Fez-se em mim, valor maior do que eu mesma. Me irritou como ninguém! E aparecia nas minhas lembranças nos momentos menos propícios: tava eu lá a cuidar da louça e João me invadia por trás, tapando a minha boca pra me impedir de gritar socorro. João não me deixou saída senão amá-lo até a morte. A minha morte, é claro, porque morre-se mais quando se arrasta amor. 18Mai2007 - 12:59 | ( 13 ) comentários
"Um Pierrô apaixonado
Carnaval. de J. Carlos
Acabou chorando, Acabou chorando
A Colombina entrou no botequim Bebeu, bebeu, saiu assim, assim Dizendo: Pierrô cacete Vai tomar sorvete Com o Arlequim
Um grande amor Tem sempre um triste fim Com o Pierrô aconteceu assim Levando esse grande chute Foi tomar vermute Com amendoim"
(Marchinha de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres) Pra mais folia: "Máscaras" de Menotti Del Picchia 13Fev2007 - 02:32 | ( 0 ) comentários
Conservo a minha pena por necessidade
Aprendi que devemos prestar um serviço à humanidade que existe em cada um de nós. Àqueles camonianos que provocaram náuseas na minha mãe e no mais da gente que vê pouca presteza no seu feito de entregas de quase séculos à questão crucial da primeira edição de Os Lusíadas, fica aqui a minha reverência. Nutro empatia até mesmo por aqueles que se dedicam a pensar o dinheiro, que entra, sai, volta, dá piruetas e que, até hoje, eu mesma ainda não entendi que sentido isso tem em suas vidas, mas os acolho. Todavia não consigo amar com total devoção àqueles que escrevem por dinheiro ou por fama. Eu tento. Tento mesmo enxergar naturalidade nisso. Nessa profissão como outra qualquer, a de escritor. Até as prostitutas eu entendo que vendam os seus corpos, que lhes cabem e que lhes são de direito deles usufruir, mas não entendo quem fabrique idéias e sentimentos com rótulos e preços certos. A escrita continua sendo pra mim uma coisa visceral. Que me desculpem os que dependem dela para viver, não pensem que eu faço pouco tipo de sua ocupação. Farei exatamente como vocês quando eu estiver crescida. Hei de ganhar meu pão com o que eu faço de melhor. Assim será, sem dúvida, escrevendo. Mas que cá fique registrada a minha promessa: minha escrita precisa continuar partindo de dentro. De outra forma, morro. Esqueço do meu sustentáculo literário, dos anos tantos e tão restritos a isso. Me mato! Como bem disse Champfleury, se algum dia me trair com pouca função pessoal pro meu texto, meus poucos amigos hão de jogar fora a minha pena que não terá mais serventia. Eu mortinha, terei menos forças pra atirar minha tinta pra fora do caixão. Enveneno-me do chumbo que houver no nanquim ou do sangue azul da caneta esferográfica, mas não presto papel ou empresto meu texto corrido em troca de nada. Nem mesmo de tranqüilidade. 11Fev2007 - 01:52 | ( 1 ) comentários
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