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...Sing In Silence...
-um minuto de silêncio-

"As coisas são como são e não como deveriam ser - e muito menos como gostaríamos que elas fossem"

 
ïBetween The Velvet Lies, There's A Truth That's Hard As Steelð

Finalmente, prontifico-me agora à mostrar-lhes meu pequeno ensaio sobre o amor. Não, não estou falando daquele amor doce e suave, meloso e bonitinho... Estou falando do amor com espinhos, do amor que ao mesmo tempo é frio como gelo e quente como o Sol. Agora, saindo das comparações, analogias e metáforas, vamos aos fatos (se é que eles existem).
O amor é aquele sentimento travesso e inquieto, aquela loucura de precisar de outra pessoa, podendo causar o frio na espinha ou o calor corporal. Esse sentimento leva à tudo. Casamentos, traições, nascimentos ou mortes. Em vários casos, esses e diversos outros eventos relativamente comuns do dia-a-dia são afetados por essa praga sem cura que à tanto tempo vem empurrando a sociedade.
Não pensem, por favor, em apenas uma forma de amar. Não pensem que estou aqui, falando sobre marido e mulher, namorada e namorado, macaco e macaca. Nada disso.
Afinal de contas, como já se vê entitulando um livro de Vinícius de Moraes: Amar, verbo intransitivo. Assim, não interessa o quê, nós amamos. O ser humano ama.

Embora até agora tenha tido uma visão tecnicamente negativista sobre o amor, não desmereço esse sentimento, não. À ele devo muito, e sempre vou dever. Sem o amor, muito do que é hoje estudado, não seria conhecido. Sir Isaac Newton, por exemplo. Se não amasse a física, não teria estudado tanto, e assim, não teria descoberto a lei da gravidade. Eu mesmo devo muito do que sei ao amor, e no presente momento, esse mesmo amor me alegra profundamente. Como é bom! Que felicidade é essa, aquela que provém do amor correspondido!
Claro que, como tudo que é bom, esse sentimento possui seus contras, já que pode gerar obsessividade, ciúmes, e uma série de fatores desagradáveis aos quais podemos nos aprofundar lendo qualquer livrinho de auto-ajuda. O amor é o sentimento que mais sofre preconceito no mundo. Muitas vezes é mal-interpretado, muitas outras é desacreditado ou desconfiado. Porém, aos machões de plantão, vai aqui um recado que ouvi na música The Ruins Of My Life, do Sonata Arctica: "Love is a game for the weak to play, they said. I loved and love made me many times stronger."

O grande problema do amor, é a variedade de ramificações que dele podem sair, dependendo da mentalidade de cada pessoa. Muitas pessoas odeiam porque amam, e por ai vai, nessas ambigüidades complexas que, quem sabe um dia, possamos chegar perto da explicação. Por falar em ambigüidade, acabo de pensar: Feliz porém triste, será o dia em que o amor for compreendido pela ciência.
Claro, com certeza será ótimo saber como tratar desse sentimento, o que fazer, o que não fazer, como evitar, como se aprofundar... Enfim...
Porém, infeliz será aquele que reparar pela primeira vez, que o amor terá deixado de ser uma emoção. Se não há mistério, não há interesse. Se não há interesse, não há progresso. E se não há progresso... Bem, tirem suas próprias conclusões.
Infeliz e evidentemente, não sou o senhor da razão e nem o mestre da verdade, logo, sintam-se livres leves e soltos para discordar de tudo aquilo que aqui citei. Assim como tudo mais no mundo, o amor é uma questão de ponto de vista.

Para acabar esse post patético, façamos uma pequena homenagem à todos aqueles que considero. Aos meus amigos, família, e namorada, à quem amo incondicionalmente.
So long.

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9Out2005 - 03:36 | ( 0 ) comentários
 

 
ïI Saw The Colors Too Bright, Not Knowing That I Was Blindð

Assim como proposto antes, me ponho aqui, agora, falando sobre a cegueira... Não, não é aquela cegueira da qual sofria Ray Charles ou Stevie Wonder... É aquela cegueira que todos nós sofremos... Da incapacidade de enxergar o que acontece à nossa volta... Da névoa negra chamada egoísmo, que está em torno de cada um.
Essa névoa é de uma densidade tão impressionante, que não vemos nem mesmo o mendigo que sofre logo ao lado. Claro, não estou dizendo que devemos todos adotar um vagabundo, arriscar esse nosso precioso dinheirinho com um alguém cuja única fonte de renda vem DOS OUTROS que trabalham para o dinheirinho DELES. Sim, é um ciclo. E o problema NÃO SE RESOLVERÁ com mais dinheiro, infelizmente.
É como diz um verso na música "Abandoned, Pleased, Brainwashed, Exploited" da banda Sonata Arctica: "Throw money at the problem, and it will remain"...
De qualquer modo, acredito que, mesmo se pudéssemos ver, ou sentir na pele todo o sofrimento do mundo, não faríamos nada. É um FATO, uma ESTATÍSTICA: O mundo TEM DINHEIRO para acabar com TODA A POBREZA existente. Porém, assim como o socialismo, o fim da pobreza só funciona no papel.

Particularmente, não acredito em Deus. Mas se existe uma figura maior, por que não resolver esse probleminha? Talvez o ser humano seja cego por natureza, e não funcionaria com a plena visão dos fatos. Uma outra frase seria o título deste post, também da banda Sonata Arctica: "This blindness, this blessing, the hope of mankind"... Talvez essa cegueira seja o elemento X que salva o ser humano da cada vez mais próxima extinção.

Apesar de todos (quase todos) termos duas pernas, dois braços, uma cabeça e um coração, temos um fator que é SEMPRE diferente. O pensamento.
Sim, o pensamento! Aquele caldinho sujo que apodrece nos nossos cérebros. Acontece que os pensamentos são diferentes entre si, formando personalidades e caráteres dos mais variados.
Se fôssemos iguais, não haveria problema, a pobreza não existiria e as classes sociais também não. Porém, é daí que vem a ganância, o egoísmo, o ódio e os outros sentimentos que aparecem em qualquer show beneficente.

O futuro da humanidade, não cabe à mim descobrir, e nem tentar adivinhar... Seguindo a frase de uma outra banda chamada Stratovarius: "Don't look for the future, don't live in the past, just take it day by day cause life goes fast".
Sim, eu tenho muitas frases... Elas são o meu guide-line de reflexão, portanto devo muito à elas.

Infelizmente, eu também sou um ser humano. Essa coisinha limitada e cheia de frescuras, que usa apenas 10% de sua capacidade mental. Portanto, também não sou nenhum filósofo para tirar meus pensamentos do nada, eu apenas os levo à frente. O ser humano também tem preguiça de pensar.
Eu não.
E aí?
So long.

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21Set2005 - 19:11 | ( 0 ) comentários
 

 
ïOne Rose For The Memory Of The Innocenceð

Eu não sei, eu realmente não sei o que dizer... Talvez falte O2 em meu cérebro, ou talvez seja a Coca-Cola falando por mim, mas a rebeldia alucinada contra o mundo agora se apresenta em estado crítico... Eu não sei por que, apenas percebi, mais uma vez, o quanto TUDO é ridículo... Seja o político ladrão desviando sua culpa na televisão, seja o garoto que nega seus erros para a mãe ou o pai... A verdade é que a inocência total não existe... Pelo menos assim creio...
Não penso que seja possível uma pessoa errar, e não ter a menor consciência do mal que seu ato tenha causado... É simplesmente improvável... Mesmo o louco ou o doente se esconde atrás de seus complexos quando pensa ter feito o mal à alguém, e as pessoas -ponhamos normais- se desviam da própria culpa por meio do cinismo, sarcasmo, ou mesmo a bela, pura e simples CARA-DE-PAU.

Também não quero que alguns amigos, ou conhecidos meus, pensem nisso como indireta, uma vez que EU MESMO não me excluo desse fato tão despercebido na sociedade. Lá no fundo, todos temos consciência do que fazemos! E não venham dar uma de espertos, me falando coisas como "um sonâmbulo não tem consciência de seus atos"... Acontece que, mesmo o sonâmbulo, nunca faz NADA que não queira fazer... Apenas passa para outro estado de consciência, onde a razão deixa de existir, e o subconsciente toma o controle. O corpo humano possui dezenas de centenas de milhares (ou infinitos) estados de consciência que, creio nunca serem descobertos, mas o fato é que eles existem, sem sombra de dúvida... Quantos casos não há, por aí, de pessoas que se lembram do que ocorreu na sala do hospital, ENQUANTO ESTAVAM EM COMA? Quantos outros casos não há, de pessoas que dizem ter saído do corpo durante o sono? Não sou espírita, nem médium, portanto não posso me aprofundar no assunto, simplesmente por medo de falar bobagem... Apenas encaro os fatos.

Para não perder o hábito, preciso colocar em destaque meus questionamentos pessoais, que nunca me faltaram e nunca faltarão... Roubando uma frase clássica da série The X-Files (ou, Arquivo X): "A verdade está lá fora"...
Embora eu veja essa frase em outro contexto, ela não deixa de ser verdade, quem sabe, em ambos... Acontece que o ser humano nunca encontrará a plena sabedoria olhando apenas para o próprio umbigo, e isso também é fato.
Mas enfim, o assunto dessa vez não é o egoísmo, nem a falta de visão do ser humano, mas sim a falsa inocência presente em todos nós. Por que fazemos isso? Qual o propósito da verdade mascarada? Seria isso defesa do organismo? Seria isso o orgulho subconsciente?
Não esperem que eu lhes dê a resposta, uma vez que sei à respeito disso tanto quanto um cego sabe a cor dos próprios olhos.

O que já me leva à um outro tópico, que por muito tempo refleti e ainda não me satisfiz com minhas próprias observações... É a cegueira, não literalmente, claro. Mas essa cegueira que nós criamos, de não querer ver... O ser humano, no nascimento, fura os próprios olhos... Quem sabe assim a dura verdade não é amenizada? O próximo post será à respeito disso... Creio que eu vá faze-lo ainda hoje...
Ultimamente estou em um fluxo de leitura, que não pretendo parar tão cedo. Acabei hoje o livro Os Crimes ABC, de Agatha Christie e embora não seja meu tipo favorito de livro, assim como TUDO mais que leio, me faz refletir sobre vários aspectos... O próximo livro que tenho interesse em ler é Ensaio Sobre A Cegueira, de José Saramago... Quem sabe eu não faça uma dessas visões pseudo-filosóficas sobre ele também?
Quem sabe...
So long.

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17Set2005 - 22:19 | ( 1 ) comentários
 

 
ïLife's Not That Beautifulð


Agora a pouco eu me encontrava lendo "Memórias de Um Amante Desastrado" de Groucho Marx, e percebi que, apesar do humor incontestavelmente avançado e simples, e da inconveniência que seus personagens sempre demonstram, através dessas leituras eu me transporto... Para onde? Não sei. Para qualquer lugar onde se possa ter a liberdade total de pensamento. É através dessa visão cômica que vejo, estudo e percebo cada vez melhor o tanto que a vida é patética... Por mais mística, poeticamente linda e alegre, a realidade é uma só: "A vida é apenas uma alucinante aventura da qual NUNCA SAIREMOS VIVOS."

E como se não bastasse a suposta imortalidade (sim, já que ninguém fica lembrando o tempo todo que vai morrer) que criamos para nos consolar do nosso fim uniforme, a pequena e simples vida que vivemos ainda é importunada pela ignorância que habita todos os lugares conhecidos, ela é unânime e onipresente, o irracional sempre existiu e sempre existirá. Qual o verdadeiro propósito de encher nossas cabeças de enigmas que nunca serão resolvidos, e idéias que nunca se provarão verdadeiras - ou falsas? Na mais crua realidade, somos apenas pequenos vermes parasitas, cada vez mais apertados pelas imensas paredes de um gigantesco intestino chamado tempo. Deixando de lado o egocentrismo encontrado em cada um de nós, vamos parar pra pensar o quanto TUDO é indepentente do ser humano... O mundo estava bem sem ele, poderia continuar bem sem ele... Tendo como exemplo o próprio tempo, observemos: A vontade humana NADA influencia na trilha estreita do tempo, ele não freia nem acelera, não faz curvas e muito menos estaciona em local proibido. Talvez um dia possamos (supostamente) "controlar" o tempo... Acontece que, mesmo com esse controle, a vida continuará rolando, ou seja, um outro tempo estará dando partida, até ser dominado novamente... É um ciclo, e não chegamos nem à primeira parte dele. Na minha opinião pessoal, nunca chegaremos.

É como a verdade absoluta: Ela está lá (?) mas nunca a alcançaremos. Embora muitos digam com toda a certeza que sabem da verdade, de Deus, do mundo e do universo, imagino que estejam todos enganados. É da natureza humana se enganar, criar as próprias verdades e defendê-las cegamente... Para muitos, o nome disso é fé. Para mim, é enrolação. A fé pra mim é acreditar em algo (por mais absurdo que possa parecer ser) e aceitar abertamente a possibilidade de estar enganado, a fé pra mim é a crença regulada, acima disso ela ganha outro nome: fanatismo.

Não quero desacreditar os cientistas e os teólogos, nem mesmo desmoralizar aqueles que tentam resolver os mistérios do universo, mas, de acordo com Fernando Sabino: "O que não tem solução, solucionado está. Não vale a pena gastar boa vela com mau defunto.". Talvez um dia saibamos a resposta da maioria das perguntas, e expliquemos o que hoje é inexplicável... Mas a dúvida permanecerá. Não existe "certeza absoluta".

Creio que chegaríamos mais rápido à esse nível se os seres humanos aprendessem a destingüir POSSIBILIDADE de CERTEZA. Como muitos não possuem uma mente formada para aceitar várias teorias para cada elemento da filosofia, ciência, geografia, física, e qualquer outra matériazinha de ensino médio ou fundamental, tomam como verdade qualquer relato ou boato que possa ser verdade. Para eles não tem meio-termo, ou é verdade, ou não é. Infelizmente, o mundo que vivemos é assim.
Mas aí já não é comigo.
So long.

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24Ago2005 - 15:17 | ( 4 ) comentários
 

 
ïSing In Silence - Pensamentos Reprimidosð

Primeiro post... Não acho certo ir direto ao assunto, e nem debater logo de cara tudo que pretendo aqui dizer... Seria melhor não ser visto como um alguém qualquer que escreve bobagens na internet... Antes de qualquer coisa, gostaria de explicar o título do blog. "Sing In Silence" (cantando em silêncio) foi escolhido porque reflete muito bem minha intenção ao criar esse blog... E acho que não acontece só comigo essa coisa de guardar as críticas para si, de acumular memórias e pensamentos num armarinho escuro no fundo da mente de cada um, individualmente.
Essa cantoria reprimida, deveria ser exposta um dia... Mas, como já dizia Fernando Sabino (de quem falarei melhor mais tarde) "as coisas não são como deviam ser - e muito menos como gostaríamos que elas fossem".
Por quê? Qual é o motivo dessa ignorância? A própria ignorância geral? Ou o simples medo de se expor, e se machucar diante da sociedade cruel, que a cada dia queima uma de nossas patinhas com sua lupa? Analisando melhor o título do blog, percebi um outro pequeno detalhe... Quando cantamos em silêncio (literalmente), imaginando uma música ecoando pelo cérebro, na verdade estamos apenas pensando... Será que isso traduziria que vivemos em um mundo onde é proibido pensar? Ou melhor, será que vivemos em um mundo onde o pensamento tem limites? Espero que não. Na minha opinião pessoal, pensamento = liberdade... Se um dia não podemos pensar, não podemos fazer nada.

Enfim, acabando por aqui as enrolações... Criei esse blog destinado a expor o que EU penso sobre o mundo, as pessoas, os planetas, os pães e tudo mais que se é conhecido (ou até desconhecido) em nosso universo.
Gostaria que quem comentasse, colocasse algumas idéias, como por exemplo dizendo o que acha à respeito e o que mais gostaria de ver aqui, a escassez de idéias é uma doença pela qual não quero passar.
So long.

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13Ago2005 - 11:56 | ( 0 ) comentários