Blog de *_kaka_* - MyBlog

Speeeak !

Ela nao acreditava que as pessoas tinham defeitos, tinha positividade ao pensar nos acontecimentos e montava uma infinita quantidade de explicações para encobrir a palavra maldade nas atitudes dos outros. Não entendia porque o mundo nao vivia de reciprocidade e se perguntava com uma certa frequencia, ate que ponto ela era a melhor. Se nao se perguntava sempre existia alguem para fazer isso, numa frequencia maior ainda a diziam o porque ela nao tinha feito isso ou aquilo, como num texto decorado a respota nao mudava: não faço com os outros o que não quero que façam comigo. Se já existiu fraqueza no mundo, ela desconhecia, se um dia pensou em admitir isso mudou rapidamente de opinião, tão rápido que não existiu tempo da lagrima escorrer, apenas a ardência nos olhos se manteve. Os olhos estalados não eram sinal de falta de força não, muito pelo contrário, eram um otimo sinal de aproveitamento de vida, se tinha uma frase que gostava era: “refugiei-me na doidera porque a razão nao me bastava”, e assim, melhor do que ninguem, esquecia de pensar, deitava no banco ensolarado, ria uma tarde inteira, sentia, e como sentia ! Analisava as pessoas com um olhar diferenciado, tinha o sentido muito bem apurado e dificilmente perdia uma aposta. Ouvia musicas sobre “liberdade pra dentro da cabeça” e via de longe, pessoas levando isso muito a sério, e gostava, e gargalhava ,e gritava com o pouco de voz que tinha. Despresava a comodidade mas não queria abrir mão do que tinha, falava mesmo sem voz, gostava do inesperado mas odiava esperar. Sentava embaixo da árvore e as pessoas continuavam incrivelmente engraçadas, tinha na mente uma certeza quase conraditória, dizia quase porque os proximos 20 minutos que se passaram a provavam que a combinação ia um pouco além de 96 horas, este “um pouco” foi simpatia da parte dela, leia-se muito no lugar, e muito a respeito de tudo, típica pessoa que gostava de intensidade sem certeza. A fala e as atitudes em eterna contradição. É que se tudo fosse mesmo certo, não seria com ela. Olhou bem para o céu, para os atores, com uma frequência incrível a diziam que a vida dela parecia roteiro de filme, lembrou do “Show de Trumam” e admitiu um certo medo, se ainda nao fosse roteiro, um dia viraria, sem finais felizes e babacas, ela odeia isso.
2Set2010 - 23:45 | ( 0 ) comentários
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"De repente a gente se pega pensando que aquilo pode dar certo. Tão certo que a gente se acha louco por não ter pensado naquilo antes." Na pacata ultima quinta feira de ferias resolvi fuçar em twitters de amigos e me deparei com essa frase, que me deixou pensando, e me deu vontade de escrever, e entao joguei agua quente na cabeça e como todas as outras, ultimamente exporadicas vezes, estou aqui de novo (ja peço desculpas se exporadico nao for com x, a minha gramatica sempre pede socorro em Julho). Nao lembro a ultima vez que eu escrevi um texto em primeira pessoa mas ja deve fazer um tempo, gosto mais de inventar personagens, em geral, a vida inventada é mais divertida e menos monótona, mas nao hoje. Entre a música antiga que tocava no ipod (Armandinho - Outra noite que se vai) e o cheiro de cashmere com absoluto de coco do meu shampoo, eu tentei, somado a um incrivel desperdicio de agua, pautar as certezas sobre a minha propria pessoa enquanto tomava banho. Considerando o fato de ter conseguido comer tomate seco ha um mes atras as tres unicas certezas transformaram-se em duas. A primeira é que, de uma forma ou de outra, as coisas relacionadas a mim sempre tomam o rumo que eu quero, nao confio, nao admiro e tenho uma certa irritancia em relação a palavra sorte, se existem pessoas nascidas viradas para a lua eu com toda a certeza nao faço parte delas, mas acredito em merito e em fazer valer, e nesse quesito devo admitir que nao me decepcionei muitas vezes. A segunda e menos complexa é que se existe paixão no mundo, o nome dela com certeza é comida japonesa. Sou louca pelo sabor daquilo, sou capaz de casar com quem inventou o temaki, mesmo sabendo o grande risco que eu corro, há grandes chances do sushiman ser um japones gordinho de um metro e meio. E só pra nao perder e nao ignorar a frase que fez dar inicio a tudo isso, acho que aquilo pode sim dar certo, é como em Whatever Works do Woody Allen, o fator de chance na vida é imcompreensível, e antes que algum careta venha me provar o contrario, vou continuar sorrindo e fazendo as coisas funcionarem do meu jeito, aí vou pegar o fone direito, colocar o esquerdo na sua orelha e te apresentar a música Bonita (do Raimundos) e te mostrar que essa é a trilha sonora do "tudo é possível" e rir enquanto a gente sente aquele cheirode noite, ouve o estalar que me acompanha desde os 17 anos e ri deles, todos, caretas e sem graça.
29Jul2010 - 19:42 | ( 4 ) comentários
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A disparidade, no caso dela, estava no gosto, ou na falta dele. Olho claro e corpo escultural não eram nem de longe seus pré-requistios. Gostava daquela barriguinha de gente universitária, que condena as idas ao bar, em noites quentes, pelo menos duas vezes na semana. Gostava daquele humor bobo que se estendia pela madrugada com os amigos, gostava daquelas barbas mal feitas, das roupas jogadas, do cabelo ressecado de praia. Gostava de histórias, de ouvir quando deixavam falar, de falar muito mais que ouvir. A noite na varanda se não era quente, ficava... sabia muito bem fazer isso. Gostava do som do violão, pedia todas as músicas até falhar a voz, gostava mesmo de deitar e ouvir, gostava da surpresa no gosto dele. Gostava do esquecimento de objetos, da culinária inventada, gostava de arrumar pretexto, e como gostava. De arrumar problema só pra ter certeza que no sorriso vinha a solução. Gostava de contar sobre as festas, gostava ainda mais das festas, gostava de gente, muita gente, dos desconhecidos que se conhecem com o alcool, dos conhecidos que o alcool fazia desconhecer. Mas não gostava de lembranças, não gostava do 'de novo', gostava do começo, da descoberta. Não gostava de ouvir ele, e ele se fazia ouvir o tempo todo, na primeira vez, na sacada, do decimo segundo andar, abaixaram-se seis numeros mas a voz dele nao mudou, na noite estrelada, olhava pra baixo, via as luzes coloridas, e se o som não era algo que poderia escolher se quer ouvir ou não ... ouvia: 'estou brincando com você, de novo'. Ah! era o destino... mas dessa vez? Já estava acostumada, não gostava, mas sabia que depois daquele mês, já tinham vindo três, e que três ! Dessa vez ela respondeu: volta, sempre volta. Disse boa noite, sorriu no travesseiro, estava tudo muito bem.
10Mai2010 - 17:42 | ( 0 ) comentários
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A disparidade, no caso dela, estava no gosto, ou na falta dele. Olho claro e corpo escultural não eram nem de longe seus pré-requistios. Gostava daquela barriguinha de gente universitária, que condena as idas ao bar, em noites quentes, pelo menos duas vezes na semana. Gostava daquele humor bobo que se estendia pela madrugada com os amigos, gostava daquelas barbas mal feitas, das roupas jogadas, do cabelo ressecado de praia. Gostava de histórias, de ouvir quando deixavam falar, de falar muito mais que ouvir. A noite na varanda se não era quente, ficava... sabia muito bem fazer isso. Gostava do som do violão, pedia todas as músicas até falhar a voz, gostava mesmo de deitar e ouvir, gostava da surpresa no gosto dele. Gostava do esquecimento de objetos, da culinária inventada, gostava de arrumar pretexto, e como gostava. De arrumar problema só pra ter certeza que no sorriso vinha a solução. Gostava de contar sobre as festas, gostava ainda mais das festas, gostava de gente, muita gente, dos desconhecidos que se conhecem com o alcool, dos conhecidos que o alcool fazia desconhecer. Mas não gostava de lembranças, não gostava do 'de novo', gostava do começo, das descoberta. Não gostava de ouvir ele, e ele se fazia ouvir o tempo todo, na primeira vez, na sacada, do decimo segundo andar, abaixaram-se seis numeros mas a voz dele nao mudou, na noite estrelada, olhava pra baixo, via as luzes coloridas, e se o som não era algo que poderia escolher se quer ouvir ou não ... ouvia: 'estou brincando com você, de novo'. Ah! era o destino... mas dessa vez? Já estava acostumada, não gostava, mas sabia que depois daquele mês, já tinham vindo três, e que três ! Dessa vez ela respondeu: volta, sempre volta. Disse boa noite, sorriu no travesseiro, estava tudo muito bem.
10Mai2010 - 17:40 | ( 0 ) comentários
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é muito curiosa a forma como as pessoas entram nas nossas vidas e nao saem mais, mais curiosa ainda é a rapidez com que as pessoas se aproximam, acredito sim na veracidade das coisas, acredito sim que tudo tem seu proposito e duvido da maldade dos outros, mesmo mais ou menos 20 vezes quebrando a cara por isso não canso de repetir que raiva só sinto de quem sequestrou meu pai, todas as outras pessoas que já de alguma forma mudaram minha vida deixaram algo positivo em mim, ate nas brigas e tentativas de me acabar, ate nas maiores demonstrações de inveja me ajudaram a aprender, suporto conviver com quem quer passar por cima de mim mas nao suporto a indiferença, gosto da forma como lembro dos meus amigos, meu sorriso no rosto é resultado de tudo que sempre cultivei, torço para que a intensidade com que eu me entrego seja recíproca, é só isso que espero de quem esta perto de mim, em um ano aprendi que frieza talvez nao seja a melhor qualidade de uma pessoa mas tambem nao é o pior defeito, mergulho fundo pra voltar apenas quando o folego acabar, e aí sim, respirar muito mais profundo. Os domingos sozinha ainda rendem boas coisas !
14Mar2010 - 16:32 | ( 0 ) comentários
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