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..........."the passira news"


.......................................Blog do Toinho de Passira
   
Toinho de Passira comenta noticiário nacional-internacional com personalíssimo humor, ilustrados com charges e fotomontagens próprias e dos maiores chargistas nacionais e internacionais.
Contagem regressiva  fim do Governo Lula
1376 days 7 hours 3 minutes and 4 seconds
 
 

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PERNAMBUCO

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Comunicamos que além dessa versão no portal da Embratel, “thepassiranews” pode ser visto, com os mesmos textos, simultaneamente, no formato Blogger, no endereço http://thepassiranews.blogspot.com/ melhor visualizado pelo pessoal do Firefox e do Mozilla.
 

GENTE
Drew Barrymore contra botox e plásticas
A atriz diz que não vai alterar o rosto e que a humanidade vai ter que encará-la com a aparência de um Shar Pei, um exemplo para essas mulheres que se transformam em zumbis femininos

Foto: Reuters

Drew Barrymor suas rugas de estimação e o cão enrugado da raça Shar Pei

Fontes: El Pais, News Yahoo, IMDB

Apesar de ter apenas 35 anos, a jovem atriz Drew Barrymor, a eterna menina loirinha do filme ET, apresenta rugas e marcas de expressão no rosto, coisa raríssima, ou quase impossível de se ver numa atriz hollywoodiana. Questionada Drew diz que fazer uma cirurgia plástica está longe ou totalmente afastado dos seus planos. Diz estar curiosa para saber como o seu rosto vai ficar nos próximos anos.

Além do mais, aconselha que todas essas mulheres que ficam usando botox no rosto, deviam parar.

”Não se sabe que efeitos colaterais essa coisa pode trazer”.- adverte com sabedoria.

Prefiro ficar com a aparência de um Shar Pei (cão de origem chinesa) que fazer essas coisas no meu rosto- disse a atriz.

”Por enquanto a maquiagem vai disfarçando algumas linhas mais profundas, mas no futuro a humanidade vai ter que me encarar com a cara que eu estiver. – afirmou a estrela muito consciente e feliz consigo mesma.

As mulheres devem dizer não a estas imposições da beleza da eterna juventude, da ditadura da perfeição física em busca de modelos impressos corrigidos ao exagero pelos photoshops.

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ORIENTE MÉDIO – BRASIL
O profeta de Caetés e o “probleminha” da paz Médio
Só pelo prazer de aparecer no noticiário internacional, e por muita ignorância sobre o assunto, o presidente Lula resolveu interferir num conflito de 40 séculos, milhares de mortos e má vontade parte a parte em resolvê-lo. Antes havia sugerido uma partida de futebol entre um selecionado misto Israel-Palestina contra o selecionado do Brasil, simples assim, depois todos se dariam as mãos e contariam os mortos. Por certo não seria conveniente levar a noiva de Adriano.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

LULA METENDO O BEDELHO - Dessa vez o presidente brasileiro foi longe demais, o Oriente Médio não é coisa para amador, nem para fanfarrão, sai daí Lula

TOINHO DE PASSIRA
Fontes: BBC Americas, Biblia Católica, BBC Brasil, Haaretz, G1

Histórica e biblicamente o conflito Israel e Palestinos teria começado há 40 séculos, algo em torno do século XX antes de Cristo, quando a esposa de Abraão julgando-se estéril e pretendendo dar um filho ao seu marido, ofereceu sua serva egípcia Agar para que gerasse o primeiro filho do marido.

Pintura óleo sobre tela de http://www.lib-art.com/part/showimg.php?id=18578> Adriaen van der Werff


Sara apresenta Agar a Abraão

Como conseqüência nasceu Ismael, considerado pelos muçulmanos como o ancestral dos povos árabes, na ocasião biblicamente Abraão já contava 86 anos.

Quando Abraão completara 99 anos, foi circuncidado, pois Deus apareceu-lhe e mandou que todos os homens de sua casa fossem circuncidados e anunciou que sua esposa Sara daria a luz a um filho - Isaque, que seria o fundador da linhagem que deu origem ao povo judeu.

Pintura óleo sobre tela de Pedro Orrente

O sacrifico de Isaac

O futuro da existência do povo Judeu correu grande risco quando ainda pequeno, Isaac foi instrumento da maior prova de fé de Abraão. Deus, querendo testar a fé de Abraão ordenou que ele levasse Isaac ao alto de uma colina para sacrificá-lo. Ao ver que Abraão, resignado e com uma faca pronta para degolar o seu filho, Deus enviou um anjo a segurar sua mão, impedindo de matá-lo.

Sara a mulher de Abraão nutria por Agar, a escrava mãe do primogênito do profeta, Ismael, sentimentos humanos de ciúme e disputa por espaços, e depois do nascimento do seu filho Isaque, as coisas pioraram, ameaçando a paz na família.

As Escrituras Sagradas documentam, no Livro de Gênesis, que Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia, Abraão deu um grande banquete. Vendo Sara que Ismael (filho de Agar) caçoava de Isaque, disse a Abraão que rejeitasse a escrava e seu filho. Disse Sara: “O filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho.”

Pintura óleo sobre tela do pintor Guercino

Abraão expulsando Agar e Ismael

Abraão achou penoso tomar tal atitude em relação a Agar, mas Deus disse a Abrão que não temesse e obedecesse à sua mulher. Deus afirmou ainda que Isaque seria chamado à descendência de Abraão. “Abraão acordou de madrugada, tomou pão e um odre de água, pôs nas costas de Agar, deu-lhe o menino e a despediu.” (Gênesis 21.14)

Ela saiu, andando errante pelo deserto de Berseba. No deserto, Deus mandou um anjo a ela e fez uma promessa também para sua geração.

Assim os povos gerados por Ismael, os árabes e Isaque, os judeus, teriam nascido, com o estigma de não se entenderem, como se fora uma maldição bíblica.

Modernamente as tensões entre judeus e árabes começaram a emergir no fim do século XIX, quando judeus provenientes da Europa começaram a emigrar, formando e aumentando comunidades judaicas na Palestina, quer por compra de terras aos otomanos, quer por compra direta a árabes proprietários de terrenos. Estabeleceram-se assim comunidades agrícolas nas terras históricas da Judeia e de Israel, que eram então parte do império otomano.

Foto: Arquivo

Debaixo do retrato do pioneiro sionista Theodor Herzl no Museu Nacional de Tel-Aviv aconteceu à cerimônia de instalação do estado de Israel, num texto lido pelo líder Ben-Gurion: a terra prometida estava voltando às mãos dos judeus

Em 14 de maio de 1948, uma resolução da ONU dividiu o território da Palestina entre árabes e judeus, criando o Estado de Israel.

Todos os regimes árabes da época rejeitaram a criação de Israel, e prometeram destruir o novo Estado judeu. Era o novo começo do conflito que já dura mais de 50 anos, com milhares de mortos.

No momento é a república islâmica do Irã que tem com líder supremo o Aiatolá Ali Khamenei e como presidentes o demonizado Mahmoud Ahmadinejad, acusados de financiar os principais grupos terroristas que combatem Israel (Hamas e Hizbollah).

Ahmadinejad esbraveja que quer destruir o estado de Israel, pragueja contra os americanos e esta num processo adiantado de fazer sua bomba atômica, desafiando todo o ocidente.

Será que Lula espera ser respeitado pelos judeus apoiando Ahmadinejad? Será que sua megalomania extrapolou e ele se julga enviado Divino? Ou o próprio Divino?

Será que o presidente espera que na Bíblia seja acrescentado um capítulo no Genesis, o de n° 51 (sem nenhuma referencia ao número que persegue o presidente) com alguns novos versículos dizendo que quarenta séculos depois, um profeta oriundo de Caetés, Garanhuns, finalmente trouxe a paz para o Oriente Médio, para glória do Senhor.

Talvez seja esclarecedor o fato de Lula ter dito ao jornalista do diário judeu Haaretz que “nunca leu um livro em sua vida...”

Por isso ele imagina que tudo será fácil, até apontou sua risível experiência de negociador sindical, como cacife para resolver o conflito judeu- palesstino.

A verdade quase bíblica é que Lula que foi a Israel como um pretensioso e boçal cidadão em buscas dos refletores internacionais, inflado pela escória de bajuladores assessores.

Foto: Ricardo Sturkert/PR

No mais, dona Marisa, estreando cara nova, acompanhou Lula nessa missão de paz, usando um modelito camuflado, porque possivelmente ouviu falar que é bom fazer compras na Jordânia. Os cartões corporativos vão ser acionados fazendo o contribuinte brasileiro ser chamado a colaborar compulsoriamente nessa missão de brincadeirinha de extremo mau gosto.

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16Mar2010 - 00:24 | ( 0 ) comentários

 

ELEIÇÕES 2010
Roberto Magalhães, desencantado, deixa a vida pública
O Brasil perde com a saída de Roberto Magalhães da vida pública. O parlamentar pernambucano, com sua experiência de ex-governador e ex-prefeito do Recife, é um patrimônio moral, político e cultural do estado e do país

Foto: Saulo Cruz/Ag. Câmara

“Eu costumo dizer que gosto do poder, mas não gosto da política. O poder é uma criação de Deus, e a política, uma invenção do diabo. Isso porque o poder dá ao homem a oportunidade de revelar suas melhores virtudes, e a política leva o homem a revelar suas piores qualidades.” - Roberto Magalhães

Toinho de Passira
Fontes: Blog do Inaldo Sampaio, G1, Fundação Getúlio Vargas, Radar - Veja, Folha Online

O deputado Roberto Magalhães comunicpu que vai abandonar a vida pública, não vai mais concorrer â Câmara federal, nem a mais nenhuma mandato eletivo. Desencantou-se com a forma de fazer política na atualidade.

"O Brasil caminha para se transformar no país do partido único, o partido do poder", afirma ele, para quem a Casa ficou sem graça - o governo age como rolo compressor e a oposição detém menos de um terço dos 513 deputados.

Ex-governador, ex-prefeito do Recife e deputado federal por quatro mandatos, Magalhães diz ter conhecido a Câmara ainda com independência e aponta o sistema eleitoral como a raiz do processo de corrupção no campo dos três Poderes.

"Já dei minha cota, não tenho mais estímulo", justificou.

Mas esse “partido único” não é o PT como muitos estão imaginando e sim o “partido do poder”. Hoje, disse ele, a Câmara Federal ficou sem graça porque o presidente Lula tem o apoio de 400 deputados (17 partidos) num colegiado de 513, significando que a oposição não tem sequer 1/3 dos votos para propor a criação de CPIs.

O ex-governador considera normal que o presidente da República, o governador ou o prefeito trabalhe para ter maioria nas casas legislativas. Mas isso só será legítimo, disse ele, se essa maioria for conseguida pelo voto ou em cima de um programa de governo.

Não é o que ocorre hoje no Brasil, segundo ele, onde as maiorias são conquistadas por meio de cooptações e às vezes por métodos não republicanos.

Apesar de tudo que ruim que acontece na política, Roberto Magalhães é otimista com o futuro do país, segundo ele “o Brasil deu passos gigantescos nos últimos 25 anos e se transformou num dos países mais importantes do mundo.”

Foto: Agência Estado/Fundação Getúlio Vargas

MOMENTO HISTÓRICO: Na foto, em primeiro plano, a direita, o presidente da Assembléia de Pernambuco, deputado Felipe Coelho, seguido do Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador, Benildes Ribeiro, ao centro Tancredo Neves e Roberto Magalhães abraçam-se, no salão Nobre do Palácio do Campo das Princesas, na entrega da Medalha do Mérito Guararapes, 27 de julho de 1984

Politicamente, o seu grande momento histórico, foi quando enfrentou os riscos de uma cassação, sendo um dos primeiros governadores do país a apoiar a candidatura do governador mineiro Tancredo Neves.

Roberto Magalhães transformou a entrega da Medalha do Mérito Guararapes, a maior comenda de Pernambuco, ao governador mineiro Tancredo Neves, em meados de 1984, num ato de forte significado político de apoio público a candidatura que se contrapunha ao candidato oficial do regime militar Paulo Maluf.

Esse fato deu início ao apoio do político mineiro na região e trouxe finalmente a ribalta política um movimento que até então funcionava como uma conspiração sussurrada nos bastidores.

Ao longo da vida pública, ganhou eleições surpreendentes e perdeu outras por não transigir nem com os “supostos aliados”.

O pecado de ter ameaçado um jornalista pessoalmente, por se achar moralmente atingido é lamentável, quase imperdoável, custou-lhe a reeleição a Prefeitura do Recife, por um percentual inferior a 1%.

Mas esse desagradável incidente, que não devia constar da sua biografia democrática, não lhe tira em nada o brilho nem a dignidade pessoal, pode ter arranhado, superficialmente, seu perfil de homem público.

Roberto Magalhães nas ocasiões em que esteve no Poder Executivo foi um governante austero, probo e profícuo qualidades que levou para o Congresso Nacional.

Com sua saída da cena política, o Brasil perde em decência, inteligência e qualidade.

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FRANÇA – Petit Scandale
Sarkozy e Bruni na mira dos tablóides e Blogs
Enquanto se divulgava a ousadia da primeira Dama em ir a um jantar oficial, num vestido justo e sem sutiã, murmura-se nas redações parisienses que o primeiro casal frances anda freqüentando leitos não oficiais, com parceiros avulsos

Foto: Reuters

OUSADIA ITALO FRANCESA - Os ditadores de etiqueta e comportamento social, disseram que ela estava bem vestida, mais “ousou demais”.

Fontes: Times Online, Euronews, Marie Claire, The Sun, The Star, The Telegraph, BBC Brasil

Primeiro correu mundo as fotos ditas reveladoras da primeira dama francesa Carla Bruni junto ao marido o presidente Nicalas Sarkozy, recebendo o presidente da Rússi Dmitry Medvedev e sua esposa Svetlana Medvedeva, para um jantar no Palácio do Eliseu.

Foto: Reuters e Arquivo

ADAPTAÇÃO FASHION - Bruni no detalhe, com o vestido que na passarela era mais revelador e tinha mais perna de fora, apesar de refeito para a primeira dama, foi insuficiente para evitar falatório.

O detalhe é que Bruni vestia um modelo do estilista Roland Mouret, de jérsei, que deixava evidente que ela não estava usando sutiã. Isso virou uma polêmica mundial. O sisudo jornal inglês “Daily Mail”, foi um dos poucos que defendeu a primeira dama, dizendo que “o detalhe não ofuscou o modelo correto da franco-italiana.

“Ela estava elegante, com os cabelos presos e pulseiras combinando. Seu andar era seguro, como seus saltos Christian Louboutin”.

Mas a maioria dos comentaristas de moda e etiqueta, não discutiam a elegância do traje, mas faziam criticas ao fato de uma primeira dama vestir-se desta forma polêmica.

O interessante nesse, como em outros casos é que a imprensa francesa não deu tratos à bola. Para os grandes jornais da França a Primeira Dama vestir publicamente um traje que revele estar sem sutiã, não era notícia, com também não foi notícia o fato de ter se espalhador pela internet, como um rastilho de pólvora, que o casal estava se relacionando com outros parceiros.

Foto: AFP

REINCIDENCIA - Bruni já vestira, em 2008, um modelito do mesmo estilista, Roland Mouret, bem mais atrevido, num jantar com o presidente israelense Shimon Peres, sem ter chamado tanto a atenção

Nesta sexta –feira, 12, o presidente com uma irritação contida, repreendeu um repórter francês que perguntou sobre esses rumores de infidelidade tanto de sua parte como de sua esposa, Carla Bruni.

"Você deve ignorar o que é a agenda de um presidente da República, mas eu não tenho nem um segundo a perder com essas fantasias, nem mesmo meio segundo", disse ele durante uma coletiva ao lado do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, em Londres.

“Me pergunto por que você desperdiça a sua oportunidade de falar fazendo uma pergunta destas”, completou.

Esta foi a primeira vez que Sarkozy comentou o assunto, que surgiu na internet e vem tendo grande destaque principalmente na imprensa britânica, embora a imprensa francesa, sobretudo os principais jornais do país, não tenham dado uma linha sobre o assunto.

Até mesmo essas declarações de Sarkozy reclamando com o jornalista ganharam um texto de apenas cinco linhas nos sites de alguns jornais franceses, que não deram nem os detalhes em relação ao conteúdo das supostas relações extraconjugais.

Fotos: Reuters

RUMORES - Chantal Jouanno, com Sarkozy e Benjamin Biolay, com Carla Bruni

Segundo os rumores divulgados no blog do Journal du Dimanche e no site Twitter, Carla Bruni teria um relacionamento amoroso com o músico francês Benjamin Biolay.

Eles teriam supostamente viajado à Tailândia, e Sarkozy teria ido ao país para buscar a esposa. Antes do casamento Bruni tinha fama de variar de parceiros, com muita freqüência e desembaraço.

Sarkozy é especialista em perdoar traições conjugais, como fez com a esposa, Cécilia Maria Sara Isabel Ciganer Sarkozy, de quem acabou se divorciando, em 2007, por iniciativa dela, após 11 anos de casamento, incluindo dois de traições públicas.

Mas ainda segundo os rumores, Sarkozy teria uma relação com uma integrante do seu gabinete de governo, a temível secretária de Estado para a Ecologia, Chantal Jouanno, que também é campeã francesa de Judô.

Foto: Reprodução

TRAIÇÃO ANIMADA o jornal inglês “The Sun” revelou que num dos próximos episódios dos Simpson, Carla Bruni vai trair Sarkozy com o personagem Carl Carlson

O site da revista francesa L’Express afirmou que os rumores sobre o casal Sarkozy teriam sido criados por um jornalista estagiário.

Segundo a publicação, ele queria provar que informações divulgadas no Twitter ou em blogs ganham facilmente espaço na imprensa tradicional.

De forma geral, a imprensa francesa não comenta eventuais relações extraconjugais dos presidentes e membros do governo.

Na verdade, com tanta coisa importante acontecendo no mundo, só os tablóides de segundo e os Blog idiotas ainda perdem tempo pesquisando sobre esse tipo de assunto e aproveita momentos assim para publicar fotos da primeira dama francesa pelada.

Foto: Michel Comte

TEMPS PASSE - Carla Bruni fotografada por Michel Comte, nos temps de modelo

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14Mar2010 - 10:30 | ( 0 ) comentários

 

MULHERES
Michelle Bachelet, uma esquerdista de primeira
A ex-presidente do Chile está entre as mulheres mais importantes e influentes do mundo. Dignificou o cargo, sem pirotecnia, nem populismo, enfrentando as dificuldades com determinação e autocrítica. Está naquela cota de pessoas, consegue fazer política com simplicidade e capacidade, de um jeito que nos faz ficar esperançosos com a humanidade

Foto: Associated Press

"Depois de 11 de março, podem seguir contando com essa cidadã que, de presidenta, passará a ser Michelle Bachelet". – disse a ex-presidente antes de deixar o cargo

Fontes: O Globo, BBC Brasil

Mesmo com muitas dificuldades e erros durante o socorro as vítimas do terremoto e as falhas de aviso de tsunamis que antecederam os seus últimos dias de governo a presidente Michelle Bachelet é a governante que registrou o maior índice de popularidade da história do Chile e da América Latina, sua aprovação é de 84%.

Na avaliação dos atributos pessoais da presidente, ocupa o primeiro lugar "ser querida pelos chilenos", característica que já era bem vista, mas subiu para 96% após o tremor.

Feita no início de março, a pesquisa mostra ainda que ela tem altos níveis de aprovação nos critérios relacionados a respeito e confiança. Os chilenos também acreditam que Bachelet conta com autoridade, liderança e capacidade para enfrentar situações de crise.

Barchelet tem uma biografia difícil, seu pais era general e foi morto como traidor, por não ter aceitado o golpe militar. Ela e sua mãe foram presas e torturadas, passaram anos no exílio. Seu primeiro filho nasceu na Alemanha.

Curioso é que como Ministra da Defesa, a primeira na história do país, que ela conseguiu popularidade suficiente para candidatar-se a presidente.

Parece que foi muito tempo, mas ela só cumpriu um mandato de quatro anos, quando venceu em segundo turno em segundo turno, Sebastián Piñera, que agora foi eleito em seu lugar.(no Chile não há reeleição)

Mas ruas próximas ao Congresso Nacional em Valparaiso, onde aconteceu à solenidade de sucessão não faltaram faixas com pedidos que ela retorne em 2014.

Dias antes de deixar o governo ela prometeu continuar ajudando as pessoas afetadas pelo terremoto, não mais como presidente, mas como cidadã chilena.

Foto: Cristian Torrejon/La Segunda

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OPINIÃO –
Glauco
O editorial da Folha de São Paulo sobre o seu cartunista morto a tiros


IQUE - homenagem a Glauco – O Globo (RJ)

Fonte: Folha de São Paulo

Naquela que viria a ser a sua última charge política nesta página, publicada na terça-feira, o cartunista Glauco Vilas Boas desenhava, contra um fundo lilás, uma grande caixa-forte. Numa tabuleta, os dizeres: "cofres públicos". Abre-se a porta do cofre, na metade inferior da imagem, e dele saem, em fila, os irmãos Metralha.

O leitor habituado aos padrões de corrosividade que sempre marcaram a caricatura política nos jornais brasileiros não podia deixar de notar, com um sorriso, o que havia de singelo, de quase infantil nos desenhos de Glauco. Expressavam, sobretudo, uma viva pureza de sentimentos e de estilo -que, ao longo de mais de três décadas de trabalho, o artista nunca perdeu.

Tanto quanto as misérias da vida política, também os aspectos mais degradados do cotidiano -o inferno conjugal, a solidão afetiva, a dependência química, a violência urbana- recebiam nas tiras de Glauco para a Ilustrada um tratamento ao mesmo tempo extremado e doce.

O crime, a neurose, a dependência e o desespero encarnavam-se -ou melhor, descarnavam-se- numa série de personagens antológicos, que o desenho febril depurava a um mínimo denominador comum de humanidade, para melhor captá-los na angústia e na pressa de existir.

A notícia do brutal assassinato de Glauco Vilas Boas, aos 53 anos, e de seu filho Raoni, aos 25, eclode com toda aquela realidade que o artista, de um modo terno, desesperado e mágico, quis sempre exorcizar.

Mas a realidade urbana do Brasil de hoje -com o que traz de crime, de demência e de absurdo- não haverá de manter-se indefinidamente assim. Que permaneça, apenas, a maneira com que Glauco a retratou: com um olhar de espanto e horror, mas também impregnado de graça e compaixão.


GLAUCO a última charge - Folha de São Paulo (SP)

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CEU solfeja "Nanã”
de Moacir Santos e Mário Teles


A menina Céu usou apenas a parte do maestro Moacir Santos, a fantástica melodia de Nanã, um sucesso mundial do compositor reconhecido como um dos maiores mestres da renovação harmônica da música popular brasileira, pernambucano de Vila Bela, atual Serra Talhada.

Vinicius de Moares, o homenageou no "Samba da Bênção" que fez com um dos alunos de Moacir, Baden Powell:

"Moacir Santos / tu que não és um só, és tantos / como este meu Brasil de todos os santos."

Moacir faleceu em 18 de Julho de 2006, uma semana depois de completar 80 anos, em Pasadena, na California, onde viveu, grande parte da vida, compondo trilhas para o cinema e dando aulas de música.

BRASIL – Eleições
O pedágio do PT
Além de desviar dinheiro da Bancoop, o tesoureiro do partido arrecadava dinheiro para o caixa do mensalão cobrando propina

Fotos Wladimir de Souza/Diário de São Paulo e Sérgio Lima/Folha Imagem

O ELO PERDIDO DO MENSALÃO
O corretor de câmbio Lúcio Funaro prestou seis depoimentos sigilosos à Procuradoria-Geral da República, nos quais narrou como funcionava a arrecadação de propina petista nos fundos de pensão: "Ele (João Vaccari, á esq.) cobra 12% de comissão para o partido"

Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy
Fontes: Revista Veja

Investigado pelo promotor José Carlos Blat por suspeita de estelionato, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no caso dos desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), Vaccari é também personagem, ainda oculto, do maior e mais escandaloso caso de corrupção da história recente do Brasil: o mensalão - o milionário esquema de desvio de dinheiro público usado para abastecer campanhas eleitorais do PT e corromper parlamentares no Congresso.

O mensalão produziu quarenta réus ora em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre eles não está Vaccari. Ele parecia bagrinho no esquema. Pelo que se descobriu agora, é um peixão. Em 2003, enquanto cuidava das finanças da Bancoop, João Vaccari acumulava a função de administrador informal da relação entre o PT e os fundos de pensão das empresas estatais, bancos e corretoras.

Ele tocava o negócio de uma maneira bem peculiar: cobrando propina. Propina que podia ser de 6%, de 10% ou até de 15%, dependendo do cliente e do tamanho do negócio. Uma investigação sigilosa da Procuradoria-Geral da República revela, porém, que 12% era o número mágico para o tesoureiro - o porcentual do pedágio que ele fixava como comissão para quem estivesse interessado em se associar ao partido para saquear os cofres públicos.

Fotos Celso Junior/AE e Eliária Andrade/Ag. O Globo
"Ele (Vaccari) chamava o Delúbio de 'professor'. É homem do Zé Dirceu. Faz as operações com fundos grandes - Previ, Funcef, Petros..."
Corretor Lúcio Funaro, em depoimento ao MP
CAPO
José Dirceu tinha Delúbio Soares (à esq.) e Vaccari como arrecadadores para o mensalão. O tesoureiro atual do PT cuidava dos fundos de pensão

A revelação do elo de João Vaccari com o escândalo que produziu um terremoto no governo federal está em uma série de depoimentos prestados pelo corretor Lúcio Bolonha Funaro, considerado um dos maiores especialistas em cometer fraudes financeiras do país. Em 2005, na iminência de ser denunciado como um dos réus do processo do mensalão, Funaro fez um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Em troca de perdão judicial para seus crimes, o corretor entregou aos investigadores nomes, valores, datas e documentos bancários que incriminam, em especial, o deputado paulista Valdemar Costa Neto, do PR, réu no STF por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Em um dos depoimentos, ao qual VEJA teve acesso, Lúcio Funaro também forneceu detalhes inéditos e devastadores da maneira como os petistas canalizavam dinheiro para o caixa clandestino do PT.

Apresentou, inclusive, o nome do que pode vir a ser o 41º réu do processo que apura o mensalão - o tesoureiro João Vaccari Neto. "Ele (Vaccari) cobra 12% de comissão para o partido", disse o corretor em um relato gravado pelos procuradores. Em cinco depoimentos ao Ministério Público Federal que se seguiram, Funaro forneceu outras informações comprometedoras sobre o trabalho do tesoureiro encarregado de cuidar das finanças do PT.

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13Mar2010 - 10:19 | ( 0 ) comentários

 

BRASIL – Eleições
O pedágio do PT
Parte II da matéria sobre o Bancoop

Divulgação
"Rural, BMG, Santos... Tirando os bancos grandes, quase todos têm negócio com eles."
Corretor Lúcio Funaro, em depoimento ao MP

• Entre 2003 e 2004, no auge do mensalão, João Vaccari Neto era o responsável pelo recolhimento de propina entre interessados em fazer negócios com os fundos de pensão de empresas estatais no mercado financeiro.

• O tesoureiro concentrava suas ações e direcionava os investimentos de cinco fundos - Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica), Nucleos (Nuclebrás), Petros (Petrobras) e Eletros (Eletrobrás) -, cujos patrimônios, somados, chegam a 190 bilhões de reais.

• A propina que ele cobrava variava entre 6% e 15%, dependendo do tipo de investimento, do valor do negócio e do prazo.

• O dinheiro da propina era carreado para o caixa clandestino do PT, usado para financiar as campanhas do partido e subornar parlamentares.

• João Vaccari agia em parceria com o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares e sob o comando do ex-ministro José Dirceu, réu no STF sob a acusação de chefiar o bando dos quarenta.

Lúcio Funaro contou aos investigadores o que viu, ouviu e como participou. Os destinos de ambos, Funaro e Vaccari, se cruzaram nas trilhas subterrâneas do mensalão. Eram os últimos meses de 2004, tempos prósperos para as negociatas da turma petista liderada por José Dirceu e Delúbio Soares. As agências de publicidade de Marcos Valério, o outro ponta de lança do esquema, recebiam milhões de estatais e ministérios - e o BMG e o Rural, os bancos que financiavam a compra do Congresso, faturavam fortunas com os fundos de pensão controlados por tarefeiros do PT.

Naquele momento, Funaro mantinha uma relação lucrativa com Valdemar Costa Neto. Na campanha de 2002, o corretor emprestara ao deputado 3 milhões de reais, em dinheiro vivo. Pela lógica que preside o sistema político brasileiro, Valdemar passou a dever-lhe 3 milhões de favores. O deputado, segundo o relato do corretor, foi cobrar esses favores do PT. É a partir daí que começa a funcionar a engrenagem clandestina de fabricação de dinheiro.

Foto: Fotos Lula Marques/Folha Imagem e Celso Junior/AE

O PATROCINADOR
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, indicou Vaccari para tesoureiro do partido na campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff, embora dirigentes da sigla tenham tentado vetar o nome do sindicalista, por ele ter "telhado de vidro"

O deputado detinha os contatos políticos; o corretor, a tecnologia financeira para viabilizar grandes negociatas. Combinação perfeita, mas que, para funcionar, carecia de um sinal verde de quem tinha o comando da máquina. Valdemar procurou, então, Delúbio Soares, lembrou-lhe a ajuda que ele dera à campanha de Lula e pediu, digamos, oportunidades. De acordo com o relato do corretor, Delúbio indicou João Vaccari para abrir-lhe algumas portas.

Para marcar a primeira conversa com Vaccari, Funaro ligou para o celular do sindicalista. O encontro, com a presença do deputado Costa Neto, deu-se na sede da Bancoop em São Paulo, na Rua Líbero Badaró. Na conversa, Vaccari contou que cabia a ele intermediar operações junto aos maiores fundos de pensão - desde que o interessado pagasse um "porcentual para o partido (PT)", taxa que variava entre 6% e 15%, dependendo do tipo de negócio, dos valores envolvidos e do prazo. E foi didático: Funaro e Valdemar deveriam conseguir um parceiro e uma proposta de investimento.

Em seguida, ele se encarregaria de determinar qual fundo de pensão se encaixaria na operação desejada. O tesoureiro adiantou que seria mais fácil obter negociatas na Petros ou na Funcef. Referindo-se a Delúbio sempre como "professor", Vaccari explicou que o PT havia dividido o comando das operações dos fundos de pensão. O petista Marcelo Sereno, à época assessor da Presidência da República, cuidava dos fundos pequenos. Ele, Vaccari, cuidava dos grandes.

O porcentual cobrado pelo partido, entre 6% e 15%, variava de acordo com o tipo do negócio. Para investimentos em títulos de bancos, os chamados CDBs, nicho em que o corretor estava interessado, a "comissão" seria de 12%. Funaro registrou a proposta na memória, despediu-se de Vaccari e foi embora acompanhado de Costa Neto.

Donos de uma fortuna equivalente à dos Emirados Árabes, os fundos de pensão de estatais são alvo da cobiça dos políticos desonestos graças à facilidade com que operadores astutos, como Funaro, conseguem desviar grandes somas dando às operações uma falsa aparência de prejuízos naturais impostos por quem se arrisca no mercado financeiro. A CPI dos Correios, que investigou o mensalão em 2006, demonstrou isso de maneira cabal. Com a ajuda de técnicos, a comissão constatou que os fundos foram saqueados em operações fraudulentas que beneficiavam as mesmas pessoas que abasteciam o mensalão.

Funaro chegou a insinuar a participação de João Vaccari no esquema em depoimento à CPI, em março de 2006. Disse que Vaccari era operador do PT em fundos de pensão, mas que, por ter sabido disso por meio de boatos no mercado financeiro, não poderia se estender sobre o assunto. Sabe-se, agora, que, na ocasião, ele contou apenas uma minúscula parte da história.

A história completa já havia começado a ser narrada sete meses antes a um grupo de procuradores da República do Paraná. Em agosto de 2005, emparedado pelo Ministério Público Federal por causa de remessas ilegais de 2 milhões de dólares ao exterior, Funaro propôs delatar o esquema petista em troca de perdão judicial. "Vou dar a vocês o cara do Zé Dirceu.

O Marcelo Sereno faz operação conta-gotas que enche a caixa-d'água todo dia para financiar operações diárias. Mas esse outro aqui, ó, o nome dele nunca saiu em lugar nenhum. Ele faz as coisas mais volumosas", disse Funaro, enquanto escrevia o nome "Vaccari", em uma folha branca, no alto de um organograma. Um dos procuradores quis saber como o PT desviava dinheiro dos fundos. "Tiram dinheiro muito fácil. Rural, BMG, Santos... Tirando os bancos grandes, quase todos têm negócio com ele", disse.

O corretor explicou aos investigadores que se cobrava propina sobre todo e qualquer investimento. "Sempre que um fundo compra CDBs de um banco, tem de pagar comissão a eles (PT)", explicou. "Vou dar provas documentais. Ligo para ele (Vaccari) e vocês gravam. Depois, é só ver se o fundo de pensão comprou ou não os CDBs do banco."

O depoimento de Funaro foi enviado a Brasília em dezembro de 2005, e o STF aceitou transformá-lo formalmente em réu colaborador da Justiça. Parte das informações passadas foi usada para fundamentar a denúncia do mensalão. A outra parte, que inclui o relato sobre Vaccari, ainda é guardada sob sigilo. VEJA não conseguiu descobrir se Funaro efetivamente gravou conversas com o tesoureiro petista, mas sua ajuda em relação aos fundos foi decisiva.


Detalhe da Capa da Veja desta semana

Entre 2003 e 2004, os três bancos citados pelo corretor - BMG, Rural e Santos - receberam 600 milhões de reais dos fundos de pensão controlados pelo PT. Apenas os cinco fundos sob a influência do tesoureiro aplicaram 182 milhões de reais em títulos do Rural e do BMG, os principais financiadores do mensalão, em 2004.

É um volume 600% maior que o do ano anterior e 1 650% maior que o de 2002, antes de o PT chegar ao governo. As investigações da polícia revelaram que os dois bancos "emprestaram" 55 milhões de reais ao PT. É o equivalente a 14,1% do que receberam em investimentos - portanto, dentro da margem de propina que Funaro acusa o partido de cobrar (entre 6% e 15%). Mas, para os petistas, isso deve ser somente uma coincidência...

Desde que começou a negociar a delação premiada com a Justiça, Funaro prestou quatro depoimentos sigilosos em Brasília. O segredo em torno desses depoimentos é tamanho que Funaro guarda cópia deles num cofre no Uruguai.

"Se algo acontecer comigo, esse material virá a público e a República cairá", ele disse a amigos. Hoje, aos 35 anos, Funaro, formado em economia e considerado até por seus desafetos um gênio do mundo financeiro, é um dos mais ricos e ladinos investidores do país. Sabe, talvez como ninguém no Brasil, tirar proveito das brechas na bolsa de valores para ganhar dinheiro em operações tão incompreensíveis quanto lucrativas.

O corretor relatou ao Ministério Público que teve um segundo encontro com Vaccari, sempre seguindo orientação do "professor Delúbio", no qual discutiu um possível negócio com a Funcef, mas não forneceu mais detalhes nem admitiu se as tratativas deram certo.

VEJA checou os extratos telefônicos de Delúbio remetidos à CPI dos Correios e descobriu catorze ligações feitas pelo "professor" a Vaccari no mesmo período em que se davam as negociações entre Funaro e o guardião dos fundos de pensão. O que o então tesoureiro do PT tinha tanto a conversar com o dirigente da cooperativa? É possível que Funaro tenha mentido sobre os encontros com Vaccari? Em tese, sim. Pode haver motivos desconhecidos para isso. Trata-se, contudo, de uma hipótese remotíssima.

Quando fez essas confissões aos procuradores, Vaccari parecia ser um personagem menor do submundo petista. "Os procuradores só queriam saber do Valdemar, e isso já lhes dava trabalho suficiente", revelou Funaro a amigos, no ano passado. As investigações que se seguiram demonstraram que Funaro dizia a verdade. Seus depoimentos, portanto, ganharam em credibilidade. Foram aceitos pela criteriosa Procuradoria-Geral da República como provas fundamentais para incriminar a quadrilha do mensalão.

Muitos tentaram, inclusive o lobista Marcos Valério, mas apenas Funaro virou réu-colaborador nesse caso. Isso significa que ele apresentou provas documentais do que disse, não mentiu aos procuradores e, sobretudo, continua à disposição do STF para ajudar nas investigações. Em contrapartida, receberá uma pena mais branda no fim do processo - ou será inocentado.

Durante a semana, Vaccari empenhou-se em declarar que, no caso Bancoop, ele e outros dirigentes da cooperativa são inocentes e que culpados são seus acusadores e suas vítimas. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o tesoureiro do PT disse que o MP agiu "para sacanear" e que os 31 milhões de reais sacados na boca do caixa pela Bancoop teriam sido "movimentações interbancárias". Os documentos resultantes da quebra do sigilo bancário da entidade mostram coisa diferente. Entre os cheques emitidos pela Bancoop para ela mesma ou para seu banco, o Bradesco, "a imensa maioria", segundo o MP, continha o código "SQ21" - que quer dizer saque. Algumas vezes aparecia a própria palavra escrita no verso.

Se, a partir daí, o dinheiro sacado foi colocado em uma mala, usado para fazer pagamentos, ou depositado em outras contas, não se sabe. A maioria dos cheques nominais ao banco (que também permitem movimentação na boca do caixa) não continha informações suficientes para permitir a reconstituição do seu percurso, afirma o promotor Blat. "De toda forma, fica evidente que se tratou de uma manobra para dificultar ou evitar o rastreamento do dinheiro", diz ele.

Na tentativa de inocentar-se, o tesoureiro do PT distribuiu culpas. Segundo ele, os problemas de caixa da cooperativa se deveram ao comportamento de cooperados que sabiam que os preços iniciais dos imóveis eram "estimados" e "não quiseram pagar" a diferença depois que foram constatados "erros de cálculo" nas estimativas. Ele só omitiu que, em muitos casos, os "erros de cálculo" chegaram a valores correspondentes a 50% do preço inicial do apartamento. Negar evidências e omitir fraudes. Essa é a lei da selva na política. Até quando?

Empreitadas-fantasma

Fernando Schneider

"Entre 2001 e 2004, eu dei 15 000 reais em notas frias à Bancoop. Diziam com todas as letras que o dinheiro era para as campanhas do Lula e da Marta."
Empreiteiro "João", que prestou serviços à Bancoop

"Entre 2001 e 2004, eu dei 15 000 reais em notas frias à Bancoop. Diziam com todas as letras que o dinheiro era para as campanhas do Lula e da Marta." Empreiteiro "João", que prestou serviços à Bancoop Um empreiteiro de 46 anos que prestou serviços à Bancoop por dez anos repetiu à repórter Laura Diniz as acusações que passou oficialmente ao promotor do caso Bancoop. O empreiteiro conta como emitiu notas frias a pedido dos diretores da cooperativa, e ouviu que o dinheiro desviado seria destinado às campanhas de Lula à Presidência, em 2002, e de Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo, em 2004

Qual foi a primeira vez que a Bancoop pediu notas frias ao senhor?
Quando o Lula era candidato a presidente. O Ricardo (o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo, responsável pelas construções da Bancoop) dizia que eram para a campanha. Nunca me forçaram a nada, mas, se você não fizesse isso, se queimava. A primeira nota fria que dei foi de 2 000 reais por um serviço que não fiz em um prédio no Jabaquara. A Bancoop precisava assinar a nota para liberar o pagamento. Quando era fria, liberavam de um dia para o outro. Notas normais demoravam de dez a quinze dias para sair.

Quantas notas frias o senhor deu?
Entre 2001 e 2004, dei 15 000 reais em notas frias à Bancoop. Isso, só eu. Em 2004, havia pelo menos uns 150 empreiteiros trabalhando para a cooperativa. Eles diziam com todas as letras que o dinheiro era para as campanhas do Lula e da Marta e ainda pediam para votar no Lula. Falavam que se ele ganhasse teríamos serviço para a vida inteira. Até disse aos meus empregados para votar nele.

O que o senhor sabe sobre a Germany?
Sei que eles ganharam muito dinheiro. Um dia, ouvi o Luiz Malheiro, o Alessandro Bernardino e o Marcelo Rinaldi (donos da Germany e dirigentes da Bancoop) festejando porque o lucro do mês era de 500 000 reais. Eles estavam bebendo uísque e comemorando num dia à tarde, na sede da Bancoop.


Mais vítimas da Bancoop

Fotos: Fernando Schneider

"SE EU PAGAR MAIS, NÃO COMO"

"Eu e meu marido já colocamos todas as nossas economias no apartamento que compramos da Bancoop, mas as cobranças adicionais nunca param de chegar. Já gastamos 90 000 reais, eles querem mais 40 000. Paramos de pagar. Se pagar, não como. Eu me sinto revoltada e humilhada. Tenho muito medo de perder tudo."

Tânia Santos Rosa, 38 anos, ex-bancária

"TENHO 68 ANOS E MORO DE FAVOR"

"Comprei um apartamento em São Paulo, paguei os 78 000 do contrato, mas só ergueram duas das três torres prometidas. A minha parou no meio. Eles queriam mais 30 000 reais, mas eu não tinha mais de onde tirar dinheiro. Queria jogar uma bomba na Bancoop. Hoje, ainda moro de favor na casa da minha sogra, para escapar do aluguel."

Clóvis Pardo, 68 anos, aposentado

"VOU RECLAMAR PARA O LULA?"

"Comprei um apartamento da Bancoop em 2001 e ele nunca saiu do chão. Quitei tudo, os 65 000 reais, mas não tenho esperança de ver o prédio de pé. Queria o dinheiro de volta, mas acho que ele já foi todo gasto em campanhas do PT. Não tenho mais um centavo na poupança e ainda moro de aluguel. O que eu posso fazer? Reclamar para o Lula?"

Alda Cabral Ramos, 58 anos, representante comercial.

 


13Mar2010 - 09:34 | ( 0 ) comentários

 

PERNAMBUCO - ELEIÇÕES 2010
O terremoto de Alagoinhas apoiará Eduardo Campos
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, continua seduzindo antigos adversários, aproveitando o desencontro das oposições. Não se tem a menor idéia quem serão os candidatos majoritários das oposições em Pernambuco. Enquanto isso, atento e oportunista, Eduardo Campos usou até os abalos sísmicos de Alagoinhas, como pretexto, para arrebanhar novas alianças.

Foto: Aluísio Moreira/SEI

SEDUZINDO ADVERSÁRIOS: Governador Eduardo Campos, na Praça Barão do Rio Branco, em Alagoinhas, junto ao prefeito Maurílio Bezerra, prometendo combater os abalos sísmicos e garantindo que não deixará terremoto acontecer enquanto for governador

Fontes: Blog do Inaldo Sampaio, Diário de Pernambuco, Jornal do Comércio Online

Postado por Fabiana Gonçalves, hoje 12, no Blog do Inaldo Sampaio, a informação de que apenas nas últimas 48 horas, caíram mais dois palanques da oposição no interior do Estado. O primeiro foi o de Iguaraci, no Sertão do Pajeú, cujo prefeito Albérico Messias (PR), que votou em Mendonça Filho em 2006 no primeiro e no segundo turnos, agora é aliado do governador Eduardo Campos.

Os outros dois grupos políticos do município comandados pelo candidato derrotado à prefeitura, Manoel Olímpio (PSB), e pelo ex-prefeito e cirurgião do Hospital da Restauração, Pedro Alves (PSDB), também estão fechados com a reeleição do governador.

O segundo palanque a ser desmontado foi o de Alagoinha, na manhã desta quinta-feira, após a visita do governador àquele município, vítima de mais de 40 abalos sísmicos nas últimas 72 horas.

Assim que tomou conhecimento dos abalos, o governador chamou em Palácio o prefeito Maurílio Bezerra (PTB) e acertou com ele uma visita à cidade na manhã de hoje em companhia de técnicos da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Segundo os moradores, o município chegou a sentir 47 abalos, em 24 horas, e o de maior intensidade, segundo técnicos, chegou a 3,2 pontos na escala richter, que vai até nove.

Apesar de ninguém ter ficado ferido, alguns imóveis apresentaram rachaduras. Os pesquisadores dizem que o possível motivo dos abalos é que o Brasil fica em cima de uma única placa tectônica e ela apresenta falhas, que são chamadas intraplacas, que de tempos em tempos entram em atividade.

O prefeito levou à Praça Barão do Rio Branco milhares de pessoas para ouvirem explicações dos técnicos sobre os abalos e a garantia do Governo do Estado, Eduardo Campos, de que o município não está só.

Para comprovar eficácia, o governador mandou reconstruir duas casas, que apresentavam riscos de desabamento, avisando que diante da emergência, as verbas serão liberadas imediatamente. Uma das beneficiadas dona Alzira Barbosa Silva, de 83 anos, residente no Sítio Carrapicho recebeu a visita do governador e a promessa de uma casa nova.

Foto: Aluísio Moreira/SEI

SÃO EDUARDO - Logo após a saída do governador de sua casa, Alzira era uma alegria só, disse a Juliana Colares do Diário de Pernambuco: "Foi mesmo que Deus ter vindo aqui"

Após essas intervenção, quase divina, comenta Fabiana Gonçalves no Blog do Inaldo Sampaio: “é desnecessário perguntar ao prefeito Maurílio Bezerra em quem ele pretende votar nas próximas eleições.”

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BRASIL TRISTE
Cartunista Glauco e filho morrem durante assalto
O cartunista da Folha de São Paulo e seu filho, Raoni, morreram em conseqüência de ferimentos a bala que os atingiram durante assalto em Osasco-SP

Foto: Raphael Falvigna/Folha de São Paulo

Glauco era conhecido por suas charges incomuns publicadas desde 1977 no jornal Folha de São Paulo

Fontes: Jornal do Comércio Online, O Globo

O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (12) após ser baleado durante uma tentativa de assalto na Estrada Alpina, no bairro Jardim Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo.

De acordo com o Hospital Albert Sabin, o cartunista deu entrada no pronto-socorro por volta da 0h30 e morreu cerca de meia hora depois. O filho dele, Raoni, de 25 anos, também foi atingido pelos disparos e morreu a caminho do hospital.

O crime aconteceu por volta de meia-noite. O caso foi registrado no 10º Distrito Policial de Osasco e os corpos do cartunista e do filho já foram encaminhados para o Instituo Médico Legal (IML) da cidade.

Glauco é conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de São Paulo. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças ao jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o "Diário da Manhã", em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.

Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.

Seu traço econômico, certeiro e personalíssimo, era perfeito para o seu humor contido e elegante.


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 21.06.2008

Glauco é um daqueles colaboradores forçados do Blog. Sempre que podíamos copiávamos da Folha sua visão bem humorada da sociedade. Lamentamos que poucas de suas charges ultimamente freqüentaram o nosso blog.

Sabíamos pouco dele e sabíamos muito, visto agora parece que éramos mais próximos do que pudéssemos imaginar. Estamos consternados.


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 05.09.2007


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 30.06.2007


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 10.08.2007


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 17.09.2008


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 10.09.2008


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 21.08.2008


Glauco – Publicado no “thepassiranews” em 22.08.2008

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CHILE
Piñera assume em meio a fortes terremotos
O novo presidente do Chile, Sebastián Piñera, foi empossado hoje, as 12h20min, hora local, numa cerimônia marcada por três abalos sísmicos de forte intensidade que provocou alertas de tsunami em várias regiões do país

Foto: La Tercera

SOLENIDADE DE POSSE: Ex-presidente Michelle Bachelet, o novo presidente do senado Jorge Pizarroe o recém empossado presidente do Chile Sebastián Piñera

Fontes: La Tercera, La Nación, La Segunda, Santiago Times, BBC Brasil

Momentos antes da posse do novo presidente do Chile, Sebastián Piñera, nesta quinta-feira, algumas regiões do país foram sacudidas por dois tremores secundários fortes - um deles teria atingido 7,2 graus de magnitude.

Foto: Reuters

INQUIETAÇÃO PRESIDENCIAL: Dentro do Congresso os convidados temiam que o teto desabasse diante dos abalos, antes da cerimôniaO bispo reprodutor Fernando Lugo, do Paraguai e o índio boliviano Evo Morales, estavam entre os mais atentos

Prédios da capital chilena, Santiago, balançaram e muitas pessoas correram para as ruas. Os tremores também foram sentidos em Valparaíso, onde fica o Congresso chileno - e onde foi realizada a cerimônia de posse.

Foto: Jorge Cadenas/La Nación

ENTRADA TRIUNFAL: A cerimônia começou oficialmente quando a então presidente chilena Michelle Bachelet chegou ao Congresso Nacional, com a faixa presidencial e foi recebida por um forte aplauso dos mais de 1.100 convidados no Salão de Honra, do parlamento.

Os novos terremotos, acompanhados de um alerta de tsunami, foram uma lembrança de que o principal desafio do recém-inaugurado governo de Piñera será a reconstrução do país depois do terremoto de 8,8 graus do dia 27 de fevereiro.

Sebastian Piñera é o primeiro presidente de centro-direita a chegar ao palácio presidencial La Moneda pelo voto popular em duas décadas.

Foto: Associated Press/Reuters

A FAIXA PRESIDENCIAL: Presidente Michelle Bachelet retira a faixa presidencial e passa ao presidente do senado Jorge Pizarro, ele é quem dá posse ao novo presidente do Chile Sebastián Piñera

Nessa etapa inicial, pesará contra Piñera o fato de sua antecessora e agora opositora, a presidente Michelle Bachelet, deixar o posto com uma taxa de aprovação de 84%, segundo pesquisa divulgada nesta semana.

Foto: Reuters

PÂNICO NO CONGRESSO:alguns convidados saíram às pressas do salão nobre, em direção a rua, entre eles, a presidente da Argentina Cristina Kirchner, que tinha programado ficar no país mais um dia, mas mudou os planos e se mandou logo após a posse

Ao mesmo tempo, analistas ouvidos pela BBC Brasil destacaram que Piñera terá agora, nesta fase pós-catástrofe, maior apoio político e social para implantar seu programa de governo do que tinha logo após a eleição em janeiro passado.

Depois da catástrofe, Piñera recebeu apoio da oposição para governar. Todos entendem, agora, que essa é uma situação de emergência e a prioridade deve ser o respaldo às suas medidas.

Foto: Reuters

LUSTRE BALANÇANDO presidente do equador Rafael Correa não parava de olhar o teto, durante a cerimônia de posse entrecortada pelos tremores

A etapa de reconstrução vai gerar empregos no país e Piñera poderá cumprir a sua promessa de criar um milhão de postos de trabalho nos quatro anos de mandato.

O tremor causou destruição de estradas, pontes, hospitais, escolas, casas, edifícios e monumentos históricos, que terão que ser reerguidos.

Foto: Associated Press

RECONSTRUÇÃO: A infra-estrutura do país foi completamente arrasada

Antes, era impossível saber como ele pretendia gerar um milhão de empregos. Agora, depois do terremoto, essa meta é mais fácil de ser concretizada", dizem analistas.

Foto: Mario Ruiz/La Nación

DE NOVO, PÂNICO EM SANTIAGO: Desta vez, o tremor alcançou a magnitude 7,2 e foi sentido, com maior ou menor grau, em diferentes regiões do centro-sul do país, incluindo a capital Santiago.

Especula-se ainda, entre acadêmicos de Santiago, que a reconstrução do país deverá adiar demandas dos trabalhadores, como o pedido de aumento de salários, e que os sindicatos não poderão fazer greves contra possíveis medidas de Piñera.

"O próximo presidente do Chile tem uma enorme oportunidade de fazer um bom governo. Tem apoio político e da sociedade para isso", disse o professor de ciências políticas da Universidade do Chile, Guillermo Holzmann.

País com 16 milhões de habitantes, o Chile tem uma economia sólida e é o recordista mundial em acordos de livre comercio com outros países. Com isso, a expectativa entre especialistas é de que a nação não tenha dificuldades em conseguir crédito para a reconstrução.

Foto: Roberto Narvaez/La Segunda

MUDANÇA RADICAL: A multidão esperava em frente ao Palácio de La Moneda, a saída da esquerdista Bachelet, para entregar o governo ao direitista Piñera

Durante os vinte anos de governo da coalizão de centro-esquerda, a Concertación, o Chile reduziu drasticamente os níveis de pobreza. Porém, a desigualdade social, historicamente ampla, aumentou nesse mesmo período.

Foto: Reuters

TERREMOTO SOCIAL Os chilenos ficaram envergonhados com os saques realizados pela população após o terremoto

Mesmo assim, os saques ao comércio nas regiões afetadas pelo desastre surpreenderam autoridades, especialistas e populares que moram em Santiago e Valparaíso.

"Não parecia meu país", disse o médico Juan José del Pino. "O terremoto mais triste foi o social", disse o professor de sismologia da Universidade do Chile, Mario Pardo. "Foi um terremoto moral", afirmou o professor de ciências políticas Ricardo Israel, da Universidade Autônoma do Chile.

Os saques levaram os chilenos, segundo analistas, a apoiar "maior rigor" no combate à delinquência – uma das principais bandeiras da campanha de Piñera.

Foto:

O chargista Mico do Jornal La Nácion zoa dos saques de eletrodomésticos

Além disso, muitos dos saqueadores tiveram de entregar os produtos levados de supermercados e de lojas de eletrodomésticos após denúncias anônimas.

Essa forma participativa de "combater a delinquência", como o novo líder chileno costuma dizer, poderá ser implementada no seu governo. Mas agora com maior simpatia popular, do que quando Piñera lançou a ideia na campanha eleitoral.

Reprodução

HÁ UM CLIMA DE QUERO MAIS: Detalhe da primeira página do Jornal chileno “Las Últimas Noticias”, a aprovação de 84% no fim do governo, inspira muita gente a conduzir faixas pedindo o retorno de Bachelet em 2014.

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11Mar2010 - 23:32 | ( 0 ) comentários

 

BRASIL - PETROBRAS
Dilma: Irresponsabilidade, incompetência ou crime?
Todos os questionamentos estão certos. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cometeu uma incontinência verbal declarando que a Petrobras iria investir 5,5 bilhões a mais que o previsto no orçamento. Isso fez as ações da empresa subir fora de controle, para cair no dia seguinte depois do desmentido da empresa. Alguém pode ter ganhado milhões. Isso é crime em qualquer lugar do planeta

Fotomontagem de Toinho de Passira

Dilma Rousseff varia: às vezes exagera, às vezes mente, às vezes não sabe o que está dizendo

Fontes: Estadão , O Globo, Portal Veja, MSM Dinheiro, Uai

Dilma Rousseff é a presidente do Conselho de Administração da Petrobras e ganha, por esse bico, a bagatela de R$ 6 mil por mês, além do salário de ministra. Foi, portanto, prontamente acreditada quando afirmou que o valor do investimento previsto para a Petrobras seria de R$ 85 bilhões.

A ministra, ou mentia, ou como uma dona de casa tagarela, estava antecipando, um acréscimo de 5,5 bilhões que a empresa esta ainda estudando aplicar.

No dia seguinte, a Petrobras, em nota, desmentiu a Ministra, fingindo que desmentindo a imprensa. , falava que estavam sendo divulgados valores em desacordo com a realidade e que os que o investimento previsto é de R$ 79,5 bilhões, 5,5 bilhões a menos que o verbalizado pela candidata do PT.

Como a Petrobras é uma companhia de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e em Nova York, toda informação nova precisa seguir ritos específicos para ser divulgada. Isso porque um dado tornado público, de forma pouco transparente ou a um grupo restrito, pode deixar alguns investidores com informações privilegiadas.

Seria apenas mais uma inflada de números tão ao estilo da Ministra, se não tivesse conseqüências no mercado de ações nacional e internacional com implicações inclusive na credibilidade da Petrobras.

O líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), protocolou nesta quarta-feira (10) um requerimento na Mesa da Câmara pedindo informações ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre possíveis ações da Companhia de Valores Mobiliários (CVM) em relação à declaração da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O requerimento enviado a Mantega questiona se a CVM abriu algum processo contra Dilma tendo a declaração como base. Ele sugere que a ministra pode ter vazado uma discussão interna sobre o aumento dos investimentos.

“Há rumores no mercado que indicam que poderá haver aumento nos investimentos ainda neste mês, mas a ministra-chefe Dilma, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, não poderia fazer sequer referências ou menções às ações estratégicas da empresa”, afirma Bornhausen no requerimento.

A legislação fala que é ilícito divulgar informações falsas, incompletas, exageradas ou tendenciosas e operações de natureza fictícia. Pelo importante cargo ela deveria saber dos efeitos produzidos por suas palavras, ao falar dos investimentos da Petrobras, diante de jornalistas.

Se não sabia é incompetente , se errou o número, não sabia o valor exato, ou falou de números que ainda eram segredos é irresponsável , se sabia tudo isso, e resolveu falar assim mesmo, é criminosa , pois está proporcionando possibilidades de ganhos fora de controle, concedendo informações privilegiadas, a alguém (?)

Por exemplo, o companheiro Lula, quando declarou seus bens em 2006 disse ter um lote de ações da Petrobras, no modesto valor de R$ 1.866.39, nada impede que de lá para cá o presidente tenha investido bem mais na estatal e ganho um dinheirinho com as valorizações acionarias, com compras antecipadas a cada movimento que ele ou sua ministra proporciona para inflar as ações. Não é uma beleza?

LEI 6.385, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1976

Dispõe sobre o mercado de valores mobiliários e cria a Comissão de Valores Mobiliários.

Art. 27-C. Realizar operações simuladas ou executar outras manobras fraudulentas, com a finalidade de alterar artificialmente o regular funcionamento dos mercados de valores mobiliários em bolsa de valores, de mercadorias e de futuros, no mercado de balcão ou no mercado de balcão organizado, com o fim de obter vantagem indevida ou lucro, para si ou para outrem, ou causar dano a terceiros:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa de até 3 (três) vezes o montante da vantagem ilícita obtida em decorrência do crime.

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BIZZARO
Dilma apareceu de piercing no nariz
Foi no dia que ela inflou as ações da Petrobras. Não dá para saber se é fixo, ou foi só um adereço falso, mas o fato é que a Ministra estava em Cubatão com um piercing no nariz.
Não falta acontecer mais nada!

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Dilma está fazendo qualquer coisa para parecer mais jovem. Não acreditou? Confira a imagem original no site do Ministério da Casa Civil, clique aqui

No blog Caminhante Diurno uma jovem conta a experiência de colocar um piercing no nariz.

... “O piercing, especialmente de nariz, tem características que requerem um pouco mais de cuidado. Não é nem de longe como fazer um furo na orelha. O corpo não acostuma com um metal no nariz.

Quando me disseram que dava pra sentir a dor da colocação, não fiquei com medo. Fui pro estúdio sozinha, conversei com o cara, ele limpou e marcou uma marca de espinha pra colocar o piercing bem em cima (mas não ficou) e eu fechei os olhos quando ele pegou o troço pra perfurar.

Nossa, aquilo doeu TANTO! Só depois eu fui ler que o nariz e a língua são os lugares mais dolorosos pra colocar piercing. É uma pele grossa, então sentir a perfuração ali não é pouca coisa.

Pra quem está vendo, o nariz não fica inchado mais que um dia ou dois. Mas pra quem é dono do nariz, ele dói durante semanas. Não dá pra encostar no piercing, não dá pra tirar meleca, não dá pra enxugar o rosto, não dá pra nada. É como se o nariz ocupasse metade do rosto. Pior ainda quando a dor diminui um pouco. Aí a gente esbarra no piercing de bobeira e fica gemendo. Acordei no meio da madrugada com dor porque tentei coçar o nariz.

Limpar o piercing nesse período é um problema. Uma amiga que pôs no umbigo recebeu a recomendação de girar o piercing, coisa que não me disseram. Nos primeiros dias aquilo dói demais e mal dava pra encostar, quanto mais girar.

No início o buraco fica grande e isso dá medo. Eu sentia gosto de Protex na boca quando limpava o piercing.

Uma amiga disse que não trocava o piercing porque tinha dificuldade de achar o buraco. Achei aquilo engraçado quando ouvi e nem um pouco engraçado quando troquei de piercing. Meus planos eram não trocar nunca, mas um belo dia acordei e a pedrinha estava preta. Levei mais de 40 minutos na operação.

Primeiro, pra tirar. Ele estava tão bem colocado, que não sabia pra que lado manobrar. Na hora de colocar o novo, drama total. Eu não conseguia achar o buraco de dentro. Minha hipótese é que o buraco ficou meio de lado porque eu não rodava o piercing. Depois de escangalhar todo meu nariz, descobri que só consigo colocar o piercing reto e tenho que entortá-lo por dentro.

Aí, como fui eu que coloquei e entortei com as minhas próprias mãos (tentei com um alicate, mas não tive coragem), eis que o piercing caiu de novo com o nariz ainda escangalhado.

Parecia cena de filme de terror trash: aquele buraco todo largo, saindo água e sangue e eu enfiando um metal nele de todas as maneiras possíveis.

Era aquilo ou desistir do piercing. Eu, que tenho horror a sangue, nunca pensei que seria capaz de fazer um negócio desses. Tudo pela vontade de continuar a ter piercing. Dizem que refazer o furo depois que fecha é muito mais doloroso do que na primeira vez - e a primeira já foi traumatizante o suficiente!

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Eleição 2010
Procura-se petista com fama de honesto, para ser tesoureiro
O Partido dos Trabalhadores pensa em importar alguém do mundo corporativo, para ser tesoureiro de Dilma. Depois da queimação de Vacari, sentiram a necessidade de encontrar um petista que nunca houvesse se envolvido em nenhuma falcatrua, em nenhum trambique, que não esteja sob investigação ou suspeita, para o cargo. Até agora as buscas resultaram infrutíferas.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente está buscando no mundo unicelular, um petista honesto, Dilma já desistiu

Fontes: Correio Braziliense, Estadão

O Partido dos Trabalhadores está empenhado em encontrar um petista com fama de honesto, para ser tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff.

O que estava nomeado, o também tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, está sendo investigado por ter se apossado do cofre da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e vai passar os próximos meses explicando porque o dinheiro que as pessoas contribuíram para construir seus imóveis desapareceu.

Alguns sugeriram de imediato que as contas da eleição fiquem a cargo do ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior, que ocupou o posto na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

Mas Filippi foi descartado sob a alegação de que é candidato a deputado, mas na verdade as suas contas de Prefeito foram rejeitadas pelo tribunal de contas, e aprovadas pela câmara do município, com aquela maioria marota petista.

Ainda por cima, mesmo como tesoureiro de Lula, Filippi Jr tem umas coisas a explicar sobre o dinheiro encontrado com os “aloprados” e os indícios de caixa 2 na campanha do Presidente, inclusive com a possibilidade dele ser enrolado também como recebedor dos cofres da Bancoop.

Assim, todo mundo achou melhor não trazer o seu nome para os refletores, pois poderia despertar algum inquérito adormecido.

Agora o partido está em polvorosa, pois não encontra ninguém que possa ser chamado de honesto, para assumir o cargo.

Por coisas assim é que o jornal Estado de São Paulo fez um editorial chamando o Partido dos Trabalhadores de Partido da Bandidagem. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, emitiu nota dizendo que também não é assim não, que ele conhece alguns petistas honestos, mas que não ia revelar os nomes para não prejudicar os companheiros.

O presidente Dutra ameaçou todo mundo com processos, a Revista Veja, o Jornal Estado de São Paulo e até o Promotor. Não se sabe se ele vai processar também os milhares de cooperados ficaram sem receber seus apartamentos, pois foram lesados pelo esquema de desvio de dinheiro, 31 milhões de reais na boca do caixa, que abasteceu a campanha de Lula em 2002 e deve ter acabado na mão do tesoureiro de então José de Filippi Júnior.

O mais importante disso tudo é a expectativa do Brasil, sobre a revelação do petista honesto, ou que pareça honesto, para assumir a tesouraria da campanha de Dilma.

Uma pergunta: vai dar certo um sujeito honesto como tesoureiro de campanha petista?

Esqueçam...

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TECNOLOGIA TITULO PRIMEIRO
O iPad, o sonho portátil do blogueiro em viagem, ou não
A Apple estreia o comercial do iPad durante o Oscar 2010

Foto:Reuters

O iPod , tela inicial

Fontes: IG Tecnologia, O Globo

A Apple estreou ontem, durante o intervalo do Oscar 2010, o primeiro comercial do iPad, novo computador portátil da Apple. Com 30 segundos de duração, o clipe mostra o iPad sendo usado para tarefas como navegação na web e leitura de jornais.

O iPad chega dia 3 de abril ao mercado americano, mas quem mora por lá poderá reservar o seu a partir do dia 12 de março no site da Apple e em lojas da empresa.

Anunciado no dia 27 de janeiro, o iPad foi recebido com entusiasmo por fãs de tecnologia e empresários do setor. O simples lançamento do aparelho já criou uma nova categoria de produtos, os tablets.

Foto: Reuters

Usando teclado virtual: a maquininha é o sonho dos blogueiros fora da base.

O iPad será vendido em dois modelos (wi-fi ou wi-fi e 3G), que poderão vir com 16, 32 ou 64GB de armazenamento, perfazendo seis configurações com os seguintes preços: com 16GB (Wi-Fi: US$ 499, Wi-Fi 3G: US$ 629); 32GB (Wi-Fi: US$ 599, Wi-Fi 3G: US$ 729) e 64GB (Wi-Fi: US$ 699, Wi-Fi 3G: US$ 829).

O iPad possui saída de vídeo com resolução de 1024 por 768 pixels, nas modalidades VGA e Composite, por intermédio de conectores apropriados. Para navegação internet usa o browser Safari e roda também a suíte iWorks da Apple. A versão Wi-Fi pesa 680g, enquanto a 3G pesa 730g.

Em termos de conectividade, o dispositivo é equipado com o que de melhor há - em Wi-Fi é oferecido o padrão N, mais rápido, e o Bluetooth é versão 2.1. Conexão Firewire ele não tem.

A duração de bateria é de cerca de dez horas, acessando a internet via Wi-Fi, ou vendo vídeo ou ouvindo música. Jogos consomem mais bateria. O iPad permite conexão de teclado externo, que funciona como "dock".

Foto: Getty Image

Lendo jornais ou usando um teclado convencional

Nos EUA o aparelho é desbloqueado. Ele funciona com um chip micro-SIM GSM e tem saída para fone de ouvido, altofalante integrado e microfone. Não possui câmera, mas tem um kit opcional que permite conectar a uma câmera digital via cabo USB para descarregar as fotos dela na memória do iPad.

Veja o comercial exibido no intervalo do Oscar:

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10Mar2010 - 06:52 | ( 0 ) comentários

 

ELEIÇÕES 2010
Portal da Casa Civil usado na campanha
A guerrilheira Dilma está contrariando todos os princípios da legislação eleitoral, em plena luz do dia. O ministério público eleitoral tem que tomar a iniciativa do descarado uso de verba pública em campanha eleitoral.

Copia do Portal da Casa Civil

FARRA DO BOI: O portal da Casa Civil virou um portal da campanha eleitoral, custeado pelos contribuintes.

Fontes: O Globo, Casa Civil, Casa Civil YouTube, Coturno Noturno


O que se vê no Portal acima é um culto a imagem da Ministras candidata. O que faz a ministra da Casa Civil inaugurando Hospital? E que o seu pronunciamento de inauguração, tenha sido gravado eletronicamente por uma equipe da casa civil e posto na página do ministério.

Soube-se depois que o referido hospital, veja post abaixo, não tinha qualquer ligação com o governo federal, que a presença da ministra foi só um comício eleitoreiro barato e ruim. Em nota a redação o globo de hoje, comenta:

"Mais uma inauguração serviu de precário biombo para um mal dissimulado comício da candidata Dilma Rousseff, fora de todos os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral."

A advertência já constava de editorial do GLOBO em 22 de janeiro último - e de lá para cá a situação só se intensificou, mas parece que o que incomoda mesmo o presidente Lula é o fato de a imprensa estar vigilante ao uso da máquina pública em favor de sua candidata.

Pelo raciocínio presidencial exposto nos palanques da vez, ontem no Rio, para justificar a presença da ministra Dilma na inauguração de um hospital sem qualquer verba federal, conclui-se que todas as obras do país só são possíveis graças ao governo Lula.

Copia do Portal da Casa Civil no YouTube

Do portal da Casa Civil você é direcionado para um novo portal no YouTube, onde estão postando os comícios da Ministra, coisa recente, só tem três comícios... até agora

Comentando o tema o Coronel do Blog Coturno noturno disse que Lula lançou o programa Toda Obra é minha, dizendo que o novo programa é “ainda mais ardiloso e mentiroso do que o PAC para defender a presença de Dilma, ontem, na inauguração eleitoreira de um hospital no Rio, onde o governo federal não colocou um centavo.” E acrescenta: "Toda Obra é Minha", uma esperteza digna dos melhores estelionatários”.

A coisa está de ladeira abaixo e sem estribeiras.

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XÔ SATANAS !
Dilma sobre as mulheres:
“ ─ A gente não faz facilmente besteira!”

O jornalista Celso Arnaldo, caçador de cretinices adverte: a Mãe do PAC conseguiu piorar.

Fotomontagem Toinho de Passira

MULHER SAPIENS: Dilma falando de improviso, diz besteira facilmente

Fontes: Blog do Augusto Nunes

O jornalista Celso Arnaldo ficou alarmado com o desempenho de Dilma Rousseff na inauguração de um hospital na Baixada Fluminense que foi construído sem dinheiro do governo federal e ainda não ficou pronto.

”Ela piorou muito nas últimas semanas ─ o que se configurava impossível”, adverte o grande caçador de cretinices na abertura do mais recente parecer sobre a raridade brasileira. Confiram:

Ungida como pré-candidata e subindo nas pesquisas, Dilma Rousseff parece ter desfeito as últimas conexões que uniam seu pensamento primário a um resquício de linguagem humana articulada e compreensível ─ pelo menos a linguagem do homo sapiens (um aviso a Dilma: mesmo no Dia Internacional da Mulher, homo sapiens vale para os dois gêneros ─ não tente inventar uma “mulier sapiens”, da mesma forma que você diz “aos brasileiros e às brasileiras”, “aos trabalhadores e às trabalhadoras”).

De todas as barbaridades idiomáticas que ouvi de Dilma nos últimos meses, o ponto mais baixo ─ ou alto, como queiram ─ foi o discurso que fez ontem na inauguração do Hospital da Mulher Heloneida Studart, na Baixada Fluminense. Baixaria na Baixada. Coitada da Heloneida, pioneira do feminismo no Brasil.

Como registrei em post anterior, Dilma levou para o evento um papel onde estavam escritas três palavras - “sensíveis, sensatas e práticas”, as três qualidades que ela decorou para caracterizar a mulher brasileira e que aliás repetiria no evento seguinte, a inauguração de um Complexo Esportivo da Rocinha.

Tentando formular variações de improviso sobre essas três palavras, ela produziu esta declaração que mereceria ser levada de maca, cercada por toda a equipe de enfermagem do semi-inaugurado hospital, em estado gravíssimo, desesperador, para a UTI especializada na Síndrome da Deficiência da Inteligência Humana:

“O fato da gente ser mulher não prejudica as nossas decisões. Nós somos muito capazes de tomar decisão (…) As mulheres são sensíveis, isso é uma grande qualidade. Ter sensibilidade, ficá atenta à vida das pessoas, sensatas e práticas, além de sensíveis. E isso, além de ser uma qualidade, é algo indispensável. A gente não faz facilmente besteira (…) Além disso, nós somos fortes. A gente aguenta a dor. A gente aguenta o sacrifício. Nós não fugimos da luta. Nós somos corajosas”.

Dessa extraordinária descrição da condição feminina por Dilma Roussef, destaca-se, altaneira, no cume de sua absoluta incapacidade de expressar o mais comezinho dos pensamentos, esta joia sem quilate:

─ A gente não faz facilmente besteira.

Deem essa frase a um gramático ou um linguista. A um psiquiatra, um sociólogo, um cientista político. Cada um faria sobre ela uma tese de mestrado de centenas de páginas, dentro de suas especialidades ─ a frase, sozinha, já é uma tese: Dilma é um desastre de proporções épicas e crescentes. Mas Sergio Cabral, ao ouvi-la na primeira fila, riu gostosa e asnaticamente. Só eles fingem não perceber.

No Dia Internacional da Mulher, é triste constatar que a primeira brasileira com chances reais de chegar à Presidência da República, apoiada por amigas que não são desiguais na catadupa de ignorâncias, faz e fala besteiras tão facilmente quanto mente.

Constatem toda a sapiência, gravada ao vivo e a cores, pela assessoria de imprensa da Casa Civil, sob as expensas do contribuinte:


HOMENAGEM
DIA DA MULHER – JUIZA PRISIONEIRA – María Afiuni
Hugo Chávez mandou prender, desde dezembro, a juíza María Afiune, por ter tido a coragem de concedeu um habeas corpus a um preso político venezuelano. Sem ter respeitado os seus direitos, está recolhida a um presídio comum, junto a outras prisioneiras que condenou, sem esperança de libertação, ameaçada de morte e sem proteção da lei

Foto: Arquivo

PODER JUDICIÁRIO ALGEMADO: Juiza chegando ao foro de Caracas, com algemas nos pulsos, tratada como bandido de alta periculosidade

Fontes: ThePassiraNews, Wall Stret Jornal, Reuters, El Universal, El Carabobeno, La Verdad, El Impulso, Reporte 360

Continua presa na Venezuela a juíza María Lourdes Afiuni Mora, detida no dia 10 de dezembro, duas horas depois de ter tido a coragem de confrontar o presidente Hugo Chávez e ter concedido um habeas corpus, ao banqueiro, Eligio Cedeño. O réu estava preso por mais de três anos sem julgamento, e era considerado por várias instituições internacionais, como preso político.

Após a liberação para responder o processo em liberdade o banqueiro fugiu para os Estados Unidos, onde foi admitido como individuo perseguido politicamente.

Na única audiência acontecida, até agora, quatro meses depois, a juíza Afiuni foi conduzida algemada, com colete a prova de balas, por um forte esquema policial. Quando entrou no fórum foi aplaudida pelos juízes e funcionários da justiça que estava nos corredores

Decidiu-se na ocasião que ela não continuaria recebendo o seu salário de juíza, devido as acusações, não comprovadas de ter recebido propina para libertar o banqueiro.

A permanência da juíza María Lourdes Afiuni Mora como presa no “Instituto Nacional de Orientación Femenina”, o presídio feminino da Venezuela, demonstra mais uma vez, a enorme e perigosa intromissão poderosa do ditador Hugo Chávez, sobre o poder judiciário no seu país.

A juíza está sendo mantida sob cárcere, porque o ministério público federal venezuelano, sob o mando de Hugo Chávez, utiliza várias formas de procrastinação, evitando que haja audiências. Chávez disse que quer ver ela presa por 30 anos, e essa é a lei que vigora na Venezuela.

Foi assim que o banqueiro Eligio Cedeño, foi mantido por três anos preso, sem que houvesse sido formalizada a acusação. Acusavam-no de transações ilegais com dólares, mas ao que parece o seu crime foi ter financiado campanha de opositores a Hugo Chávez, de ser amigo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe e por fim, de ter sido considerado um bom e provável candidato a suceder o coronel na presidência da Venezuela.

O caso vem fazendo vítimas no poder judiciário, em 2007, outra juíza, Yuri López, apenas por ter aceitado uma representação dos advogados de Cedeño contra dois procuradores, foi afastada do cargo, e um de seus filhos sofreu uma tentativa de seqüestro. A situação agravou-se a tal ponto que Yuri López, pediu asilo político aos Estados Unidos, onde atualmente reside com a família.

No começo do ano passado, um promotor que chegou a atuar no processo de Cedeño, testemunhou sobre as inúmeras irregularidades do caso, em resposta a uma intimação federal em Miami. Foi ameaçado com prisão na Venezuela e forçado a fugir do país.

Há alguns dias antes, uma corte de apelação decidiu que Cedeño deveria aguardar o julgamento em liberdade. Quando os advogados foram buscar a ordem de soltura encontram o tribunal fechado, no meio da semana, no horário que deveria estar em pleno expediente.

No dia seguinte, o tribunal suspendeu a liberação do banqueiro, pois os procuradores entraram com um recurso pedindo explicações sobre a decisão, só para ganhar tempo e manter a prisão. E o juiz que havia emitido o voto favorável a Cedeño foi retirado da Corte de Apelações e rebaixado.

Seis dias após a prisão da Juíza, Maria Afiuni, três relatores de direitos humanos da ONU,  acusaram o governo de Hugo Chávez de criar um clima de medo entre profissionais da Justiça do país, com a prisão de uma juíza.

"Represálias por exercer suas funções constitucionalmente garantidas e a criação de um clima de medo entre profissionais do Judiciário e advogados não servem a nenhum propósito senão abalar o estado de direito e obstruir a justiça". Os relatores da ONU disseram concluindo que "a libertação imediata e incondicional da juíza Afiuni é imperativa" – dizia a nota divulgada pela ONU em Genebra, e obviamente ignorada por Chávez.

A juiz foi presa pela polícia política de Chávez, a DISIP, antes mesmo que houvesse contra ela qualquer ordem de prisão, que foi solicitada pela Procuradora Geral venezuelana, Luisa Ortega Díaz, vassala de Hugo Chávez.

Mesmo que houvesse cometido os crimes que lhe são imputados, pelo Código Penal da Venezuela, a juíza deveria ter o direito de responder o processo em liberdade, mas os pedidos de habeas corpus, e as audiências para decidir sobre o tema, são sempre adiados, por que o ministério público não compareceu, por que algum detalhe não foi cumprindo.

A audiência marcada para o dia 05 deste mês foi adiada, por que o juiz da 15ª vara de Caracas, Neomar Narvaez, alegou "problemas de saúde" e afastou-se do trabalho.

Para os advogados, o juiz preferiu fugir da responsabilidade, pois teria que julgar o habeas corpus e dentro dos critérios legais, não poderia tomar outra atitude senão libertar a juíza, mas, temendo as represálias do presidente Chávez, preferiu tirar licença. Na verdade a doença que atingiu o juiz chama-se "medo".  

Nova audiência está marcada para o próximo dia 11, não se sabe que desculpar irão encontrar.

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HOMENAGEM
DIA DA MULHER – DUBIEDADE – A anônima Afegã
No Afeganistão a mulher se submete as leis não oficiais do Talibã e esconde o resto para não sofrer violência. O fotografo frances flagra a mulher vendendo revistas com fotos de belas mulheres de rostos expostos, enquanto ela tem que esconder sua própria face.

Foto: Ton Koene / ZUMA / visual

Fontes: Le Figaro

Afegã que vende revistas femininas nas ruas de Cabul não optou por trabalhar com uma burca, por escolha, mesmo que o Talibã não governe seu país, sua vida estaria em perigo se ela não se dobrasse as suas leis, extra-oficiais, cumpridas sob ameaças e à força.

Quanto a respeitar as nossas leis, que proíbe a utilização, sem autorização de fotos antigas da esposa de Nicolas Sarkozy, Carla Bruni, dos tempos em que ela ainda era uma modelo, obviamente, os editores do Afeganistão não se importam muito.

Essa é a vida no Afeganistão, um país onde a palavra liberdade não é definitivamente feminina.

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8Mar2010 - 22:36 | ( 0 ) comentários

 

OSCAR 2010
Jóias brasileiras nos braços das estrelas
A grife H Stern do Brasil, iluminou pelo menos duas fulgurantes stars de Hollywood

Fotos: Associated Press/Reuters

Fonte: Vila Mulher

O Brasil não participou cinematograficamente desta edição do Oscar, mas mostrou o seu brilho nos pequenos detalhes. A atriz Kristen Stewart, que deslanchou depois de "Crepúsculo" e "Lua Nova", arrasou no tapete vermelho com uma pulseira de ouro branco e diamantes, da grife H. Stern. Para combinar com o seu vestido preto, tomara-que-caia, ela escolheu uma pulseira de ouro branco e diamantes, no valor de 224 mil dólares, quase R$ 400 mil. E nem chegou a usar brincos ou colares para não ofuscar o brilho da joia.

Quem também escolheu uma pulseira da marca H Stern brasileira foi Mariah Carey. A joia de ouro branco, vista no detalhe, com 452 diamantes de quase 40 quilates, está avaliada em 720 mil dólares - o equivalente a mais de R$ 1,2 milhão.

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HOMENAGEM
DIA DA MULHER – SAUDADE - Zilda Arns
Zilda Arns faz falta ao Brasil e ao mundo. Era o exemplo da múltipla mulher, profissional, mãe e ativista solidária, nesse dia da mulher, sem que ela esteja entre nós, nossas crianças e velhos estão muito menos amparados.

Foto: Arquivo

MILAGRES - Zilada Arns recebeu uma homenagem no senado federal, em sua memória. Ocupando a tribuna, um dos seus amigos, o senador Pedro Simon, recomendou a Igreja Católica, que a transformasse em beata. Segundo ele, não seria preciso esperar milagres “post mortem”, ela já tinha operado milagres em vida, com a sua Pastoral da Criança e a Pastoral da Pessoa Idosa.

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HOMENAGEM
DIA DA MULHER - A VITORIOSA: Kathryn Bigelow
Kathryn Bigelow, na véspera do dia da Mulher, lavou a alma feminina ganhando o Oscar de melhor diretora, a primeira a receber o prêmio, nesta categoria, competindo com o marido, favorito, com um filme de orçamento, 50 vezes inferior. Foi a glória.

Foto: Reuters

VIU?!: Kathryn Bigelow lança um olhar vitorioso e fulminante sobre o ex-marido James Cameron, *assim que o encontra, após o anúncio de melhor diretor (*legenda alterada por observações da musa do Passira, minha amiga, Ana Maria Cordovil- veja comentário)

Fonte: Parada Lesbica , O Globo, Cinema UOL

Com seis Oscar, "Guerra ao Terror" foi o grande vencedor da festa da Academia de Hollywood neste domingo (7).

Além do prêmio de melhor filme, o trabalho de Kathryn Bigelow, 58 anos, valeu a ela, apenas a quarta cineasta indicada na história da premiação, o primeiro prêmio de direção a uma mulher.

"Avatar", de seu ex-marido, James Cameron, sentado na fila de trás, considerado um dos favoritos, ficou apenas com prêmios técnicos.

E "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, outro favorito, com apenas uma estatueta, de melhor ator coadjuvante, para o brilhante Christoph Waltz.

“Guerra ao Terror” é um filme alternativo, de baixo orçamento, para os padrões americanos, apenas 11 milhões de dólares, dinheiro frances, pois nenhum produtor americano quis financiar um filme anti-guerra, dirigido por uma mulher.

É a história de David e Golias: desbancou James Cameron, o consagrado diretor oscarisado de Titanic, superando o seu Avatar, um deslumbre de efeitos especiais, a maior bilheteria da história do cinema com um orçamento de mais de 500 milhões de dólares.

Sem dúvidas a bela, Kathryn Bigelow, lavou a alma das mulheres e das ex-mulheres.

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HOMENAGEM
DIA DA MULHER - OPRESSÃO: Princesa Aiko
Impressiona como ainda nesse século, a mulher de todas as classes, continuam sofrendo opressão, apenas por ser mulher, a dádiva transforma-se num estigma cruel. No japão a princesa Aiko, tem um defeito, não é homem, culpa de sua mãe, a princessa Masako, que não consegue ter um filho varão

Foto: Associated Press

MULHERES OPRIMIDAS: A princesa Masako e sua filha, a princessa Aiko

Fonte: Folha de São Paulo

As agências de notícias de todo mundo noticiaram hoje, que a princesa Aiko, filha única do herdeiro ao trono do Japão, Naruhito, voltou nesta segunda-feira ao colégio acompanhada de sua mãe, a princesa Masako, após seis dias sem assistir às aulas por causa de provocações de um grupo de crianças.

Aiko, de oito anos, voltou à prestigiosa escola Gakushuin de Tóquio com a princesa Masako, que também a esperava no final das aulas da manhã, informou a Agência da Casa Imperial japonesa.

A menina tinha se queixado de dor de estômago e ansiedade, o que fez com que não fosse à escola desde terça-feira passada (2).

Aparentemente, um grupo de alunos zombou de vários colegas, entre eles a princesa Aiko, o que levou o Palácio Imperial a intervir e pedir medidas aos responsáveis do colégio.

Esta é a primeira ocasião na qual a Casa Imperial japonesa intervém para resolver problemas no colégio da pequena Aiko.

A princesa é a filha única de Naruhito e de sua mulher, a princesa Masako, que sofre há anos de depressão induzida pelo estresse, sendo conhecida por "a princesa triste".

Muitos atribuem seu estado de depressão à rigidez do protocolo da Casa Imperial e às fortes pressões que suportou para ter um filho homem que perpetue a linha imperial japonesa.

A Lei de Sucessão do Japão estabelece que só um homem pode se tornar imperador, o que impede que Aiko seja herdeira do Trono.

O próximo na linha de sucessão é o príncipe Hisahito, de três anos, terceiro filho do irmão mais novo de Naruhito, o príncipe Akishino, e de sua mulher, a princesa Kiko.

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HOMENAGEM
DIA DA MULHER - MÃE
Homenageamos o ser humano que recebeu do Criador a responsabilidade de conceber outros seres humanos. A mulher é mãe em tempo integral, todos somos filhos de todas as mulheres.

Foto: Associated Press

MÃE SÍMBOLO: Depois do terremoto, a mãe haitiana, desnutrida e exaustas alimenta o filho

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IRAQUE - ELEIÇÕES
O corajoso eleitor iraquiano
Pelo menos 35 morrem neste domingo de eleições no Iraque e outras 14 foram mortas desde quinta-feira vítimas de atentados a bombas desde quando começou o processo eleitoral, sempre acompanhado de ameaças por radicais de diversas origens, o eleitor iraquiano fez fila para exercer o seu direito de votar

Foto: Reuters

Iraquiano fuma exibindo o dedo indicador marcado pela tinta da seção eleitora, uma prova de que já havia votado

Fontes: BBC Brasil, BBC Brasil

Pelo menos 35 pessoas morreram em uma série de explosões no Iraque neste domingo, quando os iraquianos foram às urnas em massa escolher o novo Parlamento.

Dois prédios foram destruídos em Bagdá e dezenas de morteiros foram lançados na capital e outras cidades. Esta foi a segunda eleição parlamentar no Iraque desde a queda de Saddam Hussein, em 2003.

Foto: Ayman Oghanna/The New York Times

As urnas foram fechadas às 17h00, hora local, mas as pessoas que ainda estavam na fila ainda puderam votar. Apesar da violência, havia longas filas em várias zonas eleitorais

A fronteira com o Irã foi fechada, com milhares de soldados mobilizados e o tráfego de veículos proibido.

O primeiro-ministro Nouri al-Maliki pediu aos eleitores que comparecessem em massa, afirmando que a ampla participação fortaleceria a democracia.

Foto: João da Silva/The New York Times

Observadores eleitorais dos vários partidos fiscalizam numa seção em Fallujah

A violência vem diminuindo no Iraque nos últimos anos, com o número de vítimas fatais entre civis, policiais iraquianos e soldados americanos consideravelmente mais baixo.

Mas centenas de pessoas ainda são mortas todos os meses, a corrupção é alta e serviços básicos, como eletricidade, ainda não são confiáveis.

Foto: Reuters

Em um dos ataques deste domingo, 25 pessoas morreram quando uma explosão destruiu um prédio residencial no norte de Bagdá.

Insurgentes já ameaçavam sabotar as eleições. Na quarta-feira, três homens-bomba atacaram uma delegacia e um hospital na cidade de Baquba, matando pelo menos 30 pessoas.

Pelo menos 14 pessoas morreram nesta quinta-feira em ataques na capital iraquiana, Bagdá, no primeiro dia das eleições parlamentares no país.

Sete pessoas foram mortas em atentados suicidas contra seções eleitorais, e outras sete, incluindo quatro crianças, em um mercado.

A maior parte dos eleitores que votaram nesta quinta-feira era formada por integrantes das forças de segurança, pacientes de hospitais e prisioneiros.

Vários morteiros foram lançados nesta manhã de domingo, principalmente dos bairros sunitas da capital, mas não há informações de que nenhum posto de votação tenha sido atingido. Getty Images/Associated Press/Reuters

Foto: Associated Press/Getty Images/Reuters

As mulheres iranianas de todas as origens exibem o dedo marcado, com orgulho

As milícias islâmicas prometeram usar a violência para atrapalhar o processo de votação – um grupo afiliado à al-Qaeda distribuiu panfletos avisando às pessoas para não comparecer às urnas.

Mais de 500 mil integrantes das forças de segurança do Iraque foram mobilizados para tentar evitar que os atentados interrompessem as eleições.

Foto: Ayman Oghanna/The New York Times

Cidadão iraquiano é revistado antes de entrar numa seção eleitoral em Bagdá

O premiê afirmou à BBC que a violência não ia impedir que os iraquianos compareçam às urnas.

“A maioria dos ataques é perpetrada para aterrorizar os eleitores psicologicamente e evitar que eles compareçam às urnas”, disse Maliki.

“Mas é sabido que quando os iraquianos são desafiados pelo terror, eles o desafiam também.”

Em alguns bairros, os alto-falantes das mesquitas convocaram os eleitores a votar.

Cerca de 19 milhões de iraquianos estavam habilitados a votar nos candidatos de 86 facções que disputam as 325 cadeiras do novo Parlamento.

Apesar da violência deste domingo, a comissão eleitoral independente do Iraque afirmou que apenas dois dos 50 mil postos de votação foram fechados por curtos períodos em todo o país, por conta de preocupações com a segurança.

Foto: Associated Press

O primeiro ministro iraquiano Nouri al-Maliki no momento em que votava na zona verde em Bagdá

A última eleição parlamentar, de 2005, elegeu o premiê com os partidos xiitas dominando a casa, e a expectativa é de que ele mantenha o cargo.

A questão é se ele vai conseguir atrair a minoria sunita para seu governo e fazer com que eles sintam que têm voz sobre o futuro político do Iraque.

O presidente Jalal Talabani, que busca um novo mandato, foi um dos primeiros a votar neste domingo, na cidade curda de Sulamaniyah. Ele afirmou que as eleições marcam um passo e um teste para a marcha iraquiana em direção à democracia.

Foto: Reuters

Em uma rara aparição pública, o clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, falando no Irã, pediu aos iraquianos que comparecessem às urnas e rejeitassem a violência.

As eleições deste domingo são vistas como um teste crucial para o processo de reconciliação nacional do Iraque, antes da retirada dos militares americanos.

Foto: Reuters

O presidente americano Barack Obama, acompanhado do vice Joe Biden saúda o povo iraquiano pela participação massiva as urnas, apesar dos atentados

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, planeja retirar as forças de combate do país até meados deste ano, e a expectativa é de que todos os militares americanos deixem o Iraque até o fim de 2011.

No final da tarde desde a Casa Branca o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que as eleições parlamentares deste domingo, no Iraque, foram um "marco" na história do país.

"A votação de hoje deixa claro que o futuro do Iraque pertence ao povo iraquiano", disse ele em um pronunciamento na Casa Branca, após o fechamento das urnas.

Obama também elogiou a coragem dos eleitores iraquianos, que compareceram em massa aos locais de votação, apesar de ataques insurgentes.

"Hoje, diante da violência daqueles que apenas querem destruir, os iraquianos deram um passo à frente no grande trabalho que é a reconstrução de seu país", afirmou.

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8Mar2010 - 00:41 | ( 0 ) comentários

 

IRÃ
Ahmadinejad diz que 11 de setembro foi armação
O líder iraniano, amigo do presidente Lula, soltou mais uma das suas ensandecidas pérolas, ao afirmar que o atentado ao World Trade Center nos Estados Unidos, que matou quase três mil pessoas, foram urdidos pelos próprios americanos e judeus, como pretexto para atacar o mundo islâmico. Antes ele havia afirmado que o holocausto que matou milhões de judeus, simplesmente não havia acontecido.

Fotomontagem Toinho de Passira

Ahmadinejad classificou os ataques de 11 de setembro de "suspeitos" e acusou o Ocidente de querer dominar o Oriente Médio, ao mesmo tempo em que os EUA vêm pressionando o Conselho de Segurança da ONU para que imponha novas sanções contra o regime iraniano, que vem desenvolvendo um plano nuclear

Fontes: The New York Times, Estadão, G1, EPA

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chamou neste sábado de "grande montagem" ou “grande invenção”, os atentados terroristas cometidos em 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York, nos quais mais de três mil pessoas morreram.

Durante uma reunião com membros do Ministério da Inteligência iraniano, Ahmadinejad explicou que, em sua opinião, o único objetivo era "justificar a guerra contra o terrorismo".

"Os atentados de 11 de setembro fazem parte de uma estratégia de inteligência complexa. Uma grande mentira com a qual se tratava de conseguir um pretexto para lutar contra o terrorismo americano e que abriu o caminho para a aventura no Iraque e no Afeganistão", afirmou.

Ahmadinejad acusou que a trama dos falsos atentados foi executada pela inteligência de Israel e dos Estados Unidos.

"O ataque dos Estados Unidos e a participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Afeganistão tinham como meta salvar o liberalismo e o pensamento capitalista", concluiu.


Abdul Malik Rigi, com 26 anos, para alguns, um herói que luta pela liberdade do seu povo, para outros um frio e cruel terrorista responsável pela morte de muitos inocentes. Por certo não sairá vivo, dos presídios de Teerã.

Além disso, Ahmadinejad criticou s serviços secretos dos EUA, Reino Unido e Israel em relação à detenção, na semana passada, do líder do grupo rebelde sunita Jundullah, considerado terrorista por Teerã, Abdul Malik Rigi (foto) , feito pelos órgãos de segurança do Irã e.

Rigi foi capturado dias atrás quando viajava de Dubai rumo ao Quirguistão em um avião que foi obrigado a aterrissar por caças-bombardeiros iranianos quando entrou no espaço aéreo da república islâmica.

O Jundullah, grupo que liderava, assumiu neste ano a autoria dos dois atentados mais sangrentos cometidos no Irã nos últimos 20 anos.

Rigi assumiu a responsabilidade de vários atentados suicidas no Irã, como o de 18 de outubro que matou 42 pessoas nas conflituosas províncias de Sistan e Baluchestan, fronteiriça com o Paquistão e Afeganistão.

No ataque, o mais sangrento no Irã desde o fim da guerra com o Iraque (1980-1988), morreram 15 membros da Guarda Revolucionária, corpo de elite do Exército iraniano, entre eles dois altos comandantes.

Cinco meses antes, o grupo assumiu a autoria de outro atentado suicida, que matou 25 pessoas em uma mesquita de Zahedan.

O Ministério da Inteligência iraniano acusa os EUA e Reino Unido de financiarem e protegerem Rigi.

O Presidente Lula e o nosso chanceler Celso Tamborim, estão levando o Brasil a entrar nessa milenar confusão tribal, que não tem nada a ver com o nosso país, apenas com o intuito de aparecer diante da comunidade internacional, como independente e descolado a política de Washington.

Isso não vai acabar bem para o Brasil.

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Eleições 2010
O mafioso comitê de campanha de Dilma
Primeiro foi Fernando Pimentel coordenador da campanha presidencial da ministra da Casa Civil, flagrado como operador de remessa ilegal de recursos para o Exterior, num processo de lavagem de dinheiro, agora o seu tesoureiro de campanha, João Vaccari, está sendo acusado pelo Ministério Público federal, por ter desviado dinheiro da cooperativa dos bancários.

Montagem sobre foto Jose Meirelles Passos/ Ag. O Globo

Vacarri o homem forte de Dilma, um tesoureiro de campanha, enrolado em desvios de dinheiro da cooperativa dos bancários de São Paulo e pedido de quebra de sigilo bancário pelo Ministério Público, quem confiaria num homem assim?

Fontes: IstoÉ, Veja, Blog Reinaldo Azevedo

Dizem que a principal atividade de Dilma Rousseff nos tempos de guerrilheira era assaltar bancos e planejar roubos, só um passado assim explicar o perfil mafioso e corrupto dos escolhidos para integrar o seu comitê de campanha.

Gente com experiência em usar dinheiro público em campanhas eleitorais, hábeis em superfaturamentos criminosos e apesar de desmascarados pela justiça, posam de inocentes e perseguidos, como se nenhuma prova contra eles existissem.

Há duas semanas, a revista IstoÉ, trouxe luz as atividades corruptas do coordenador da campanha de Dilma, o ex-prefeito de Belo Horizonte, , Fernando Pimentel trazido para a juntar-se a quadrilha do mensalão, flagrado desviando dinheiro das obras superfaturadas da Prefeitura de Belo Horizonte, remetendo-os ilegalmente para o exterior, visando pagar dividas de campanhas do PT, como os milhões pagas ao publicitário Duda Mendonça.

Nesta semana, a reportagem de Capa da revista Veja, joga os holofotes, sobre João Vaccari, ex-presidente do sindicato dos bancários, e atual tesoureiro do Partido dos Trabalhadores e da campanha da sinistra ministra, Dilma.

Pelas funções que exerce, Vacaria é o substituto do quadrilheiro Delúbio Soares, e pelo visto, uma peça de reposição a altura do seu antigo ocupante. Sempre se disse que o Partido dos Trabalhadores tinha quadros para exercer seus objetivos políticos, vê-se que mais que isso, os quadros estão repletos de bandidos de alto nível, capazes de atos criminosos de rara sofisticação.

Nunca ninguém viu um corrupto do PT atrás das grades. Não que não tenham roubado, e muito, mas deve-se reconhecer que, os petistas contam com certo afrouxamento investigativo, associado a uma competência em roubar, sem quase sem deixar rastros .

João Vaccari Neto, o tesoureiro de Dilma, está enrolado numa investigação, dos tempos em que era presidente do sindicato dos bancários, feita Ministério Público de São Paulo, sobre desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) para o caixa de campanhas eleitorais do PT.

O assunto é capa da Revista Veja desta semana. Muitas obras da cooperativa estão paralisadas, como a do prédio em que a professora Helena de Campos comprou um apartamento de três quartos, de 77 metros quadrados, por R$ 134 mil. Ela terminou de pagar em 2005, mas a obra já havia parado.

“Já me desiludi há muito tempo. Eles não vão terminar. É uma desilusão. Você tem um sonho e esse sonho é quebrado”, disse Helena.

Em 2007, denúncias contra a Bancoop provocaram a abertura de um inquérito policial. Um levantamento do Ministério Público de São Paulo mostrou que pelo menos 3 mil famílias foram vítimas de um esquema que teria desviado mais de R$ 100 milhões dos cofres da cooperativa. Dinheiro que deveria ter sido usado na construção de apartamentos que nunca ficaram prontos.

Essa denúncia é tema da reportagem de capa da revista “Veja” desta semana, que aponta o atual tesoureiro do PT como pivô de um esquema de desvio de dinheiro. As irregularidades denunciadas pela revista têm origem numa quebra de sigilo da Bancoop.

O estilo reproduz outros golpes petistas, bastante utilizados em prefeituras, estatais, órgãos públicos, onde quer que tenham o mando e se apossado da chave do cofre:

A cooperativa recebia notas frias de empresas e pagava os serviços que não eram prestados com cheques nominais. As empresas descontavam os cheques no caixa do banco e entregavam o dinheiro para dirigentes da Bancoop (Um deles, João Vaccari Neto, na época também presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O PROMOTOR José Carlos Blat:
"A Bancoop virou organização criminosa"
“Constatamos que pelo menos 30 milhões foram sacados na boca do caixa pela Bancoop. Há evidências de que o dinheiro foi desviado para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores a partir de 2002”, disse o promotor José Carlos Blat.

Segundo a revista “Veja”, em 2004, a Bancoop captou no mercado R$ 43 milhões, sendo 85% de fundos de pensão de estatais, alguns deles controlados pelo PT. “Esse dinheiro simplesmente sumiu e muitos prédio sequer foram construídos”, disse o promotor.

Tanta lambança, aliada a uma gestão ruinosa, fez com que a Bancoop mergulhasse num estado de pré-liquidação. Em 2004, com Lula já eleito, Luiz Eduardo Saeger Malheiro, presidente do Bancoop morto num acidente de trânsito em Pernambuco em 2004 com outros dois diretores da entidade, foi pedir ao "chefe" Berzoini, então ministro do Trabalho, "ajuda" para reerguer a cooperativa.

Com apoio de Berzoini e corretagem da Planner (investigada pela CPI dos Correios sob a acusação de ter causado um prejuízo de 4 milhões de reais ao fundo de pensão da Serpro), a cooperativa associou-se a um Fundo de Investimentos em Direito Creditórios (FIDC), entidade que negocia recebíveis, e captou 43 milhões de reais no mercado – 85% dos papéis foram adquiridos por fundos de pensão de estatais controlados por petistas ligados ao grupo de Berzoini e Vaccari.

O investimento resultou na abertura de um inquérito pela Polícia Federal por suspeita de que os fundos de pensão teriam sido prejudicados para favorecer a Bancoop.

Percebe-se agora porque Lula escolheu a dedo a ex-guerrilheira Dilma para lhe substituir na Presidência do Brasil, quem mais teria condições para conviver e liderar tantos e tão importantes facínoras?

Foto: Arquivo

IMPUNIDADE PETISTA: No seu blog, Reinaldo Azevedo estranha que depois de tantas, ninguém do Partido dos Trabalhadores foi ainda posto atrás das grades: “Mas há uma coisa que, até agora, está no grupo das coisas jamais vistas — como enterro de anão e cabeça de bacalhau: petista na cadeia!” – Reinaldo Azevedo

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Brasil
O terrorista Battisti e os dissidentes cubanos
“Só o terror constrói” diz o título do texto de um dos tópicos da coluna Radar de Veja desta semana. É o momento de perguntar: por que os dissidentes cubanos são desprezados a própria sorte e esnobados até depois de mortos e o terrorista e assassino Cesare Battisti, tem tanto prestígio no governo Lula?

Fotos: Arquivo

Lula e Battisti, identificação ideológica com terroristas assassinos

Fontes: Coluna Radar- Revista Veja

Como o Supremo Tribunal Federal ainda não publicou o acórdão do julgamento do terrorista italiano Cesare Battisti, realizado em novembro, o caso segue sem solução aparente.

O Supremo autorizou sua extradição, mas no Planalto sabe-se que Lula está decidido a dar asilo ao terrorista. Vai alegar "motivos humanitários".

A chave da argumentação teria sido dada pelo próprio Berlusconi, quando se encontrou com Lula em Roma, em novembro. Na ocasião, ele disse que, se a decisão de Lula fosse a de dar refúgio a Battisti, pelo menos não a justificasse por "fundado temor de perseguição política", como fizera Tarso Genro.

A sorte de Battisti é ser um assassino de esquerda que tentou destruir com bombas uma democracia. Fosse cubano, pacífico, e fizesse greve de fome contra a ditadura, morreria e Lula ainda poria a culpa nele.

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6Mar2010 - 22:57 | ( 0 ) comentários

 

BRASIL
Senador Demóstenes defende pobres de qualquer cor
Por defender o fim das cotas raciais para ingresso nas universidades públicas o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que defende as cotas sociais - que privilegiariam pobres de todas as raças - está sendo caluniado indiretamente pelo ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Igualdade Racial, que quer jogar contra ele o movimento negro e a pecha injusta de rascista

Foto: Waldemir Barreto/Ag Senado

Demostenes Torres defendendo o direito de todos

Fontes: Valor Economico , Portal Democratas, Blog Luis Nassif, Afrobras, Blog Democratas

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que ficou sob a mira do movimento negro ao defender o fim das rotas raciais para ingresso nas universidades públicas, disse ontem que o país vive a "ditadura do politicamente correto", defendeu as cotas sociais - que privilegiariam pobres de todas as raças - e afirmou que o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Igualdade Racial, usa de "desonestidade intelectual" quando afirma que o fim da cota racial irá inviabilizar as demais políticas sociais afirmativas.

Em entrevista ao Valor, Torres afirmou que o movimento negro criou index - odeia Gilberto Freire, Darcy Ribeiro e Jorge Amado e "excomunga" a princesa Isabel - e reiterou que não considera a miscigenação brasileira como resultado do estupro e da violência, mas de uma relação consensual entre o branco livre e a negra escrava, "ainda que sob dominação". O senador não teme prejuízo eleitoral para seu partido decorrente de seu engajamento na tese. Abaixo, a entrevista:

Valor: Em véspera de eleição, o senhor considera popular a posição de combater o uso das cotas raciais nas universidades?

Demóstenes Torres:
Se é popular não interessa, interessa o que é certo para o país. Eu defendo as cotas sociais, ou seja, quem é pobre tem o direito a entrar na faculdade por meio do sistema de cotas de até 20%, e o pobre pode ser preto, pode ser negro, amarelo, preto, de qualquer cor. O problema estrutural no Brasil não é o racismo, mas a pobreza.

O rico negro sempre teve tranquilamente o seu assento à sociedade. Na época do escravagismo, tínhamos traficantes de escravos negros, senhores de escravos negros e assim por diante. Todo arcabouço jurídico que foi constituído no país foi para acabar com a discriminação, em especial com o racismo.

A lei é duríssima. Desde a promulgação da Constituição até agora foram criados 16 diplomas antirracistas. Por que vamos criar uma lei que racializa a sociedade entre negros e brancos? Até porque 87% da população têm sangue negro, mais de 90% têm sangue branco, mais de 60% têm sangue indígena.

Como vamos classificar? O Brasil é miscigenado, graças a Deus. Não precisamos criar mecanismos para racializar o Brasil porque o conceito de raça já acabou.

Valor: Como foram as reações a essa posição? O senhor recebeu pressões para recuar?

Demóstenes Torres:
Há três anos sustento essa posição. Não existe pressão que me faça recuar do que eu penso, do que eu estudo. Eu sou um estudioso. Eu sou pela cota social, que beneficia todos os pobres independente de sua cor. Sou autor da emenda constitucional que pretende criar a escola integral, pois não existe universidade que cure analfabetismo, ignorância. A cota, mesmo que social, deve ter um efeito limitado para que a educação um dia possa ser elevada a um patamar de excelência no Brasil. Não existe um passe de mágica para isso, existe trabalho.

Valor: Um dos argumentos do ministro Edson Santos em favor das cotas é que o PNAD do IBGE aponta maior pobreza e menos escolaridade entre os negros.

Demóstenes Torres:
Dentro do mesmo nível de escolaridade, negro e branco têm o mesmo tratamento. A cota racial tem uma coisa muito grave porque acolhe o negro rico. E como vamos tratar os 19 milhões de brancos pobres no país?

Valor: O sr. expõe isso ao eleitor?

Demóstenes Torres:
Claro.

Valor: O que o seu eleitor acha?

Demóstenes Torres:
Isso pesa a meu favor. O eleitor entende que não há razão para privilegiar uma cor. Quem é que pode ser contra acudir o pobre? O caboclo pobre, a mistura do europeu com o índio lá do Amazonas, por exemplo, não está nessa cota. Há uma parte expressiva da inteligência brasileira que concorda com esse posicionamento. Cota social é a mais correta, até porque no Brasil não há qualquer possibilidade de fazer uma diferenciação de cor. No Brasil, menos de 6% são pretos conforme a denominação do IBGE. Os pardos, mistura de branco e negro, são em torno de 42%. E isso autodeclarados.

Como vamos classificar a cor, qual o critério, vamos olhar para as pessoas e definir? Chega-se ao absurdo de gêmeos idênticos serem considerados um negro e outro, não. Cria-se um tribunal racial dentro da universidade. Estão tentando seguir no Brasil o exemplo fracassado americano. Não quero enfrentamento, apenas quero levar essa discussão para o país: o que melhor para o Brasil, a cota social ou a racial?

O reitor da UnB disse que nós poderíamos colocar uma cota de 20% para negros, 20% para pobres e 30% para originários das escolas públicas e isso não é real.

O presidente da Associação dos Reitores das Universidades Federais disse, em audiência pública no Senado, que é impossível ter autonomia universitária com algo acima de 20% de cotas, porque o mérito será totalmente escamoteado.

Valor: Outra argumentação polêmica é a de que a miscigenação de se deu sem violência.

Demóstenes Torres:
É só ler Gilberto Freire. Querem dar a impressão que no Brasil as negras foram estupradas e a miscigenação se deu de forma violenta. A integração da casa grande e da senzala, ainda que com dominação, foi muito mais consensual do que gostaria o movimento negro. Hoje o movimento negro tem umas pessoas que são odiadas. Gilberto Freire é uma delas. Darcy Ribeiro é outro, dizem que ele é o pirata da antropologia. O Jorge Amado, falam que abate moralmente o negro. Encontraram racismo até na obra "O Lavrador de Café" do Portinari porque coloca o pé do negro muito proeminente.

Valor: Isso é discriminação?

Demóstenes Torres:
Estamos vivendo no Brasil na ditadura do politicamente correto. A princesa Isabel é excomungada. Joaquim Nabuco é quase que um pária. Algumas coisas são absolutamente ridículas em termos de pesquisa. Será que é verdade que os negros brasileiros têm menos esgoto que os brancos, ou seja, que o esgoto que passa a céu aberto na casa do pobre ele escolhe a cor?

Valor: A história não justifica uma proteção ao negro?

Demóstenes Torres:
Muito antes do Brasil existir, a África já fornecia escravos para o mundo. Isso não quer dizer que devemos ficar contentes, mas não vamos solucionar esse problema aprovando uma legislação racista no Brasil separando os brancos e os negros. Não temo expor a minha opinião.

Valor: O que o senhor acha da nota do ministro, que afirma que uma decisão do STF contrária às cotas pode inviabilizar as demais políticas sociais afirmativas?

Demóstenes Torres:
O ministro cometeu um crime de responsabilidade ao enviar esse ofício. Esse argumento foi para criar animosidade em relação a uma posição partidária e em especial a mim. E mais ainda, o ministro está usando todos os recursos que tem o ministério para convocar o movimento social, inclusive patrocinando muita coisa, como eventos, para pressionar o STF . Os ministros do Supremo não podem sofrer pressão. São 11 julgadores que devem julgar com a maior isenção. A argumentação de que uma decisão contrária vai inviabilizar ações afirmativas no Brasil é falaciosa e, além de tudo, uma desonestidade intelectual.

COMENTAMOS: Irretocável o pensamento do Senador Demóstenes Torres. Aliás, nesta, como em outras ocasiões, o senador Demóstenes está sempre do lado certo, do bom senso e da correção. Obvio que seria bem mais cômodo não comprar uma briga deste tamanho. Mas ele o faz porque seu senso de justiça não o deixa quieto diante de um absurdo.

O absurdo é não querer seguir o seu pensamento democrático, apoiado por tantos outros, de querer abranger nas cotas as pessoas que margeiam a sociedade e se defrontam com barreiras de acesso as oportunidades apenas pela condição social.

Nada menos preconceituoso do que reunir com as mesmas oportunidades um grupo social sem lhes perguntar a cor, ou a origem.

Nessas ocasiões sempre é citada a análise do DNA de um grupo de 120 negros brasileiros feitos pelo geneticista Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, que detectou, por exemplo, que a ginasta Daiane dos Santos tem ancestralidade mais européia do que africana.

Na verdade conclui-se que a Daine é uma brasileira típica, com 39,7% de ancestralidade africana, 40,8% européia e 19,6% ameríndia.

Naquela ocasião disse o cientista: a cor da pele é um “péssimo indicador de ancestralidade” porque representa uma parte ínfima do código genético humano.

Estamos mais uma vez com Demóstenes Torres e fazemos questão de dizer que ele é uma das poucos e saudáveis exemplo de políticos brasileiro que honram o mandato que receberam do povo.

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OPINIÃO
Carta aberta ao Presidente da República
Maria Helena Rubinato registra uma barulhenta e incomoda carta dirigida a Lula, em favor dos presos políticos e dissidentes cubanos. Cuba classifica dissidentes como mercenários dos Estados Unidos, trabalhando para derrubar o governo de Cuba.

Foto: Reuters

O cubano Guillermo Farinas, em sua casa, Santa Clara, Cuba central, 5 de março de 2010.
Farinas começou uma greve de fome em 23 de fevereiro de 2010, em protesto pela morte do dissidente Orlando Zapata e pela libertação dos presos políticos cubanos.

Fontes: Blog do Noblat

Rio de Janeiro, 5 de março de 2010

Presidente Lula:

O senhor, no dia 24 de fevereiro próximo passado, em Havana, Cuba, ao ser interpelado sobre por qual motivo não atendera aos pedidos dos dissidentes cubanos que gostariam de conversar consigo, declarou que não recebera carta alguma e que “As pessoas precisam parar com o hábito de fazer carta, guardar para si e depois dizer que mandaram."

Para que não ocorra novamente esse desencontro, isto é, cartas enviadas e que não chegam às suas mãos, resolvi usar este espaço que para mim é nobre, e enviar-lhe uma carta aberta.

O senhor não sabia, segundo disse, que o operário cubano Orlando Zapata, de 42 anos, preso desde 2003, fazia greve de fome há exatamente 85 dias. A carta não chegou às suas mãos a tempo do senhor ir visitar Zapata e dissuadi-lo, segundo suas palavras, “de se deixar morrer por greve de fome”, não é mesmo?

Foi realmente uma pena. Cartas perdidas já deram margem a muitas tragédias. Mas para ser franca, creio que a dos dissidentes cubanos, com certeza, mesmo que lhe tivesse sido entregue pelo portador, não salvaria Zapata.

Mas foi por ter perdido a confiança nos portadores que resolvi lhe escrever esta carta aberta e informá-lo que há outros “prisioneiros de consciência” em Havana e que “estão se deixando morrer por greve de fome”. O senhor, mais do que ninguém, por já ter tentado fazer uma greve de fome, sabe o quanto de força de vontade, de obstinação e de fé naquilo que pensa é necessário para fazer uma pessoa se decidir por morrer dessa maneira tão dolorosa.

Sabemos todos, sobretudo depois desta sua última passada por Havana, do carinho que os Castros têm por si e da admiração que o senhor lhes devota. Portanto, creio que um pedido seu será atendido de pronto. Peça pela vida de Guillermo Fariñas, presidente Lula. Ele está em greve de fome pela morte de Orlando Zapata. Não deixe que outro preso por discordar de um regime político morra de fome.

Mas esse não é o único pedido que esta carta encerra: peça a eles também por Yoani Sanchez, cujo único crime é ser blogueira e dizer o que pensa e o que sente. Faça ver aos Irmãos Castro que proibir Yoani Sanchez de sair daquela ilha não vai impedir que suas idéias naveguem pelos céus e pelos mares. Não permitir que essa jovem cubana viaje para o exterior é mais que um crime abominável, é uma estupidez sem fim. Olhe como ela descreve seu pedido de permissão (permissão!) para sair em viagem:

“A senhora levanta o carimbo e o aproxima do papel para finalmente marcar que tua permissão para sair do país foi negada. “Você não está autorizada a viajar” te diz, e todos na repartição ouvem a frase que te condena a ficar reclusa nesta ilha. Nas outras mesas, os solicitantes olham para os pés para evitar que seus olhos se encontrem com os teus olhos, pois poderias estar pedindo pela solidariedade deles. Os militares que passam te examinam de alto a baixo com o olhar de quem diz ‘algo fez, para que não a deixem sair’.

(...) Não tens antecedentes penais, jamais foste condenada por um tribunal e teus delitos mais frequentes consistem em comprar queijo ou leite no mercado negro. Tua sentença é ficar atrás dos barrotes deste arquipélago, detida por essa faixa de mar que alguns ingênuos consideram uma ponte e não o fosso intransponível que realmente é. Ninguém vai te deixar sair porque és uma prisioneira com um número estampado nas costas, ainda que penses que estás com a blusa que tiraste do armário esta manhã. Estás no calabouço dos “peregrinos imóveis”, na cela dos obrigados a permanecer”.

Nunca passei por isso, presidente. O máximo de proibição que sofri foi decerto terrível e não quero passar por aquilo nunca mais: ter alguém no governo que diga o que posso ler, ouvir, cantar ou escrever. Ah! e também tinha essa coisa esdrúxula carimbada em meu passaporte, em 1965: “Válido para América do Sul, do Norte, Europa, Ásia e África. Não é válido para Cuba”. Fiquei logo indignada e a vontade que deu foi de ir para Cuba imediatamente! Ainda bem que fiquei só na vontade...

Ser impedida de sair e entrar livremente em meu país, isso eu nunca sofri. Mas o senhor pode calcular, como eu calculo, o sofrimento de Yoani Sanchez que, se não é nem de longe igual ao da mãe de Zapata ou ao da mãe de Fariñas que está vendo seu filho definhar e definhar, é uma infâmia que homens e mulheres de bem não podem assistir calados.

Desta vez a carta não foi extraviada. Nem ficou em alguma gaveta. Está aqui. É só ler.

De uma simples cidadã brasileira,

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa



*Acrescentamos sub-titulo foto e legenda ao maravilhoso e oportuno texto de Maria Helena Rubinato

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5Mar2010 - 22:02 | ( 0 ) comentários

 

DISTRITO FEDERAL
STF mantém Arruda preso, como já era esperado
Quando o Governador José Roberto Arruda foi preso, a aposta é quantas horas ele ia permanecer na prisão. A própria Policia Federal imaginando que o hospede ficaria apenas alguns dias, colocou o prisioneiro ilustre, improvisadamente no gabinete do diretor-geral da Diretoria Técnico-Científica, com muito conforto. Para surpresa geral, Arruda está prestes a completar 30 dias na cadeia, agora numa cela bem mais modesta e sem uma perspectiva real de ser libertado nos próximos dias

Foto: U. Dettmar/SCO/STF

"Dói em cada um de nós, na alma e no coração, ver um governador sair do palácio para a cadeia” – disse o Ministro Marco Aurélio enquanto negava o Habeas Corpus de Arruda.

Fontes: Portal Terra, Revista Brasileiros, Portal Brasil, STF

Por nove votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na noite desta quinta-feira manter preso o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). Seguindo entendimento do relator do pedido de habeas-corpus, Marco Aurélio Mello, o Plenário da Suprema Corte defendeu a legalidade da detenção do político e citou por diversas vezes a importância de se combater a impunidade no País. Arruda está na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o dia 11 de fevereiro. (leia na íntegra o voto do Ministro Marco Aurélio)

O governador foi preso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à revelia da Câmara Legislativa do Distrito Federal por suspeita de corrupção de testemunhas e por supostamente utilizar a máquina pública para impedir a tramitação de processos de impeachment contra ele na Câmara Distrital.

Apenas o ministro Dias Toffoli, magistrado mais novo nos quadros da Corte, votou pela revogação da prisão de Arruda. Ele destacou que a Lei Orgânica do DF exige uma autorização prévia da Câmara Legislativa para abertura de ação penal contra o governador, o que não ocorreu. (Ver post abaixo)

O ministro Marco Aurélio Mello, relator do habeas Corpus, fez um detalhado relato sobre as tentativas de impedimento de investigação, supostamente orquestradas pelo governador afastado, elencando o suborno frustrado de uma das testemunhas do caso do mensalão do DEM no DF, a fraude em documentos e a influência política sobre a Câmara local, instância responsável por analisar os processos de impeachment que tramitam contra o gestor.

Foto: Agencia Estado

Arruda, flagrado por fotógrafos, dando uma olhada para a rua, esperando a liberdade que não veio

"Dói em cada um de nós, na alma e no coração, ver um governador sair do palácio para a cadeia. Acabrunha o País como um todo e constrange cada um de nós como seres humanos. Há quem chegue às mais altas alturas para cometer as maiores baixezas", disse o ministro Carlos Ayres Britto, também favorável à manutenção da prisão de Arruda.

A operação Caixa de Pandora, que desbaratou o esquema supostamente comandado pelo governador José Roberto Arruda, revelou que deputados distritais da base governista recebiam propinas constantes em troca de apoio político. Vídeos gravados pelo então secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, mostram, por exemplo, o deputado Leonardo Prudente, que chegou a ser presidente da Câmara Legislativa, colocando maços de dinheiro até nas meias. Outros parlamentares foram filmados fazendo a "oração da propina", um agradecimento a Durval por seu papel no governo.

No início da noite, completando as notícias ruins contra Arruda, a Câmara Legislativa aprovou por 19 votos a zero a abertura de um processo de impedimento contra o governador afastado.

Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF

Nélio Machado, o advogado de Arruda, disse que seu cliente estava sendo vítima de um linchamento moral

Quando usou a tribuna para defender Arruda, o seu brilhante advogado, Nélio Machado (foto) , fez duras críticas do Poder Judiciário denunciando cerceamento de defesa e chegou a declara que os fatos que acabaram pondo o governador no cárcere "se aproxima de um linchamento moral".

"Estamos trabalhando com um tratamento sob o emblemático sinete da presunção de culpa. O tratamento é díspar e desigual para o governador Arruda", afirmou.

O Ministério Público Federal, por sua vez, representado pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, defendeu a prisão do governador, afirmando que não havia nada de "anormal" na detenção do político.

No final do julgamento o advogado condenou o julgamento baseado na "emoção" feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e já anunciou que pretende recorrer do veredicto da Suprema Corte.

"Vou continuar a luta. Saio absolutamente tranquilo porque o STF discutiu a causa, ainda que com a marca da emocionalidade. Não se concedeu ao governador aquilo que teria que ser concedido. Todos são lúcidos e equilibrados e vão chegar à conclusão de que o governador tem direito a se defender em liberdade", afirmou ao término do julgamento.

Foto: U. Dettmar/SCO/STF

Publico no auditório da sala de audiência do STF, assistindo ao julgamento do Habeas Corpus, que acabou negado quase à unanimidade

"O tribunal julgou de forma bastante emocional, o que é normal. Os juízes são seres humanos. Hoje me negaram um direito. Amanhã haverão de me conceder", disse, condenando mais uma vez o que classificou como "acusações fantasiosas que nasceram de uma história inteiramente delirante".

Na verdade quem vai soltar o Governador será a mesma corte que o prendeu. Assim que os trabalhos investigatórios forem concluídos e o delegado da Polícia Federal encarregado do inquérito apresentar seu relatório ao Ministro responsável pelo processo de Arruda no STJ, a própria vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, que pediu sua prisão encaminhará o pedido de soltura.

O advogado Nélio Machado fala em recorre ao STF novamente, pois nem sempre as coisas correm assim com a agilidade que quem está preso deseja.

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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Por que o Ministro Toffoli queria soltar Arruda
Pela segunda vez, o jovem Ministro José Antônio Dias Toffoli, ex-advogado geral da União, votou a favor da “oposição”, até de forma isolada, como ontem, quando foi o único a votar pela libertação do Governador Arruda, ex-democratas. Estaria montando um perfil de Ministro sempre favorável aos políticos em dificuldades, para ninguém estranhar quando ele “liberar geral no julgamento do Mensalão do Partido dos Trabalhadores

Foto: Arquivo

INOCÊNCIA GENERALIZADA: Para o Ministro Toffoli, ao centro, todo mundo é inocente, de Azeredo a Arruda (a esquerda), estaria forjando uma “coerência” pessoal para inocentar José Dirceu e o resto do bando petista

Fontes: Terra Magazine, Portal Terra, Correio Braziliense, O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi o único a votar concedendo o habeas corpus ao governador afastado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). Apesar de todas as evidencias e da demonstrada influência que o governador exercia e sobre o Legislativo, pagando até mesada, sendo essa a essência das denúncias dos crimes de que é acusado, Toffoli entendeu que nenhum governador pode ser preso se os deputados não deixarem.

Não fica estranho que nenhum outro ministro tenha tido esse mesmo entendimento? Como disse a Procuradora Federal Deborah Duprat, na sustentação do seu parecer da manutenção da prisão, “fossemos deixar assim, nenhum governador, jamais será sequer investigado”.

Deborah adiantou ainda que algumas provas só conseguiram ser coletadas pela polícia após a prisão do governador.

Constitucionalmente a única autoridade que necessita de aprovação do legislativo para ser processada é o Presidente da República, essa foi a tese do relator Ministro Marco Aurélio, seguido pelos outros 9 ministros presentes ao julgamento, com exceção do décimo, Ministro Toffoli.

Para o ex-advogado Geral da União, Arruda estaria preso ilegalmente, pois a Câmara Distrital teria que autorizar o Superior Tribunal de Justiça a decretar a sua prisão preventiva.

No começo de dezembro passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia de suposto caixa dois na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - hoje senador - à reeleição ao governo de Minas Gerais, por 5 votos a 3, o recém chegado ao STF, José Antônio Dias Toffoli votou pelo arquivamento da peça.

Durante a sessão, o relator, ministro Joaquim Barbosa repreendeu o colega:

- Vossa excelência nem leu o meu voto. Os indícios do (mensalão mineiro) estão todos lá e o nem mesmo citou no seu voto.

Já havia antes do julgamento quem apostasse nesse posicionamento de Toffoli, como que se preparando para absolver toda a corja do mensalão petista, inclusive o seu padrinho e protetor José Dirceu.

Ninguém pode esquecer que enquanto o mensalão movimentava milhões pela Casa Civil, entre 2003 e 2005, sob a tutela do Chefe da sofisticada organização criminosa governamental, o ministro da Casa Civil, José Dirceu, o atual Ministro do Supremo, Dr. José Antônio Dias Toffoli era subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Teria sido também por influência do “lobbysta da Banda Larga”, Zé Dirceu, que em março de 2007 Tofolli voltou a cena, nomeado por Lula Advogado Geral da União, que acabou lhe abrindo espaço para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal.

Seria uma ingratidão se o Ministro votasse pela condenação de José Dirceu. Por causa disso José Toffoli, pavimenta a estrada da inocência generalisada. Daqui até o mensalão ser julgado, o Ministro José Antônio Dias Toffoli vai adquirindo experiência e cara de pau, soltando, inocentando e absolvendo todo mundo que passar na sua frente.

Quem viver, verá.

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5Mar2010 - 18:34 | ( 0 ) comentários

 



VLADDO- Revista Semana (Colombia)

Na visão do papa da charge colombiana, Vladimir Flórez (Vladdo) o bate boca de Uribe com Chávez na cúpula do Grupo do Rio, no México e o desabastecimento na Venezuela

Uribe para Chávez: - Seja homem! Ou não tens ovos?

Chávez para Uribe: Nem ovos, nem feijão, nem carne, nem luz...


ELEIÇÕES 2010
Sarney seria presidente se Lula se licenciasse?
Não é bem assim, como sugeriu o colunista do Globo, alegando que o presidente estava preocupado com a interpretação de sua participação, na campanha, pelo Tribunal Superior Eleitoral. A sucessão não chegaria a Sarney automaticamente, muita água e sucessores naturais teriam que desistir do cargo, a coisa é bem mais complexa do que se possa imaginar. Além do mais, quem disse que Lula está preocupado com o que possa pensar a justiça eleitoral?

Charge Sponholz

Fonte: > Agencia Brasil

De acordo com a coluna Panorama Político, a coluna de Ilimar Franco, no jornal O Globo, para evitar problemas com a justiça eleitoral o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva poderia se licenciar do cargo para participar da campanha da ministra da Casa Civil e pré-candidata à presidência Dilma Rousseff, nos meses de agosto e setembro, entregando o cargo para o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).

O presidente do Senado José Sarney assumiria o cargo se confirmadas às intenções do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) e do vice-presidente, José Alencar, de se candidatar às eleições de 2010.

"Isso não faz sentido. Se o Lula não se licenciou nem quando era candidato, por que ia se licenciar agora?", questionou Sarney, quando foi perguntado sobre a notícia, referindo-se à disputa para o segundo mandato do presidente. O presidente Lula declarou em fevereiro, no congresso que aclamou Dilma Rousseff como pré-candidata, que eleger Dilma é uma de suas prioridades nesse ano.

Sarney sabe que essa hipótese está longe de acontecer. Lula não cederia dois meses de governo nem que sua mãe Dona Lindu fosse à candidata. Quanto à justiça eleitoral, Lula nunca ligou para justiça nenhuma e já deve estar com a estratégia pronta para driblar os argumentos de que estará usando a máquina federal para fazer campanha para Dilma.

Os petistas são muito bons nisso, temos que admitir. É muito mais fácil que os petistas flagrem alguém a oposição fazendo qualquer coisa que possa ser chamada de irregularidade, que os oposicionistas flagrem Lula em irregularidade.

Mas admitindo-se a possibilidade, a questão teria muitos outros aspectos legais para contornar. Primeiro: tanto o vice-presidente José Alencar, quanto o Presidente da Câmara, Michel Temer teriam que também tirar licença ou mesmo, renunciarem aos cargos, para continuarem em território brasileiro, em campanha, enquanto houvesse uma vacância no cargo de Presidente da República.

Ninguém pode simplesmente dizer, “não, não quero não, para o cargo vago”. O afastamento de Lula da presidência dava a qualquer um dos dois que estivesse no exercício do cargo, automaticamente, a investidura do posto de Presidente da República, e mesmo que fosse, apenas por alguns segundos, impedira que eles continuassem candidatos ao pleito.

À proporção que Michel Temer fosse licenciando, ou substituído no cargo, o seu substituto assumiria o cargo de presidente da República, dentro da linha de sucessão da Câmara.

Como os deputados sempre estão empenhados em reeleição, haveria uma série de pedidos de licença e Lula correria o risco de a presidência acabar em mãos não confiáveis e ele ter que voltar correndo.

Na hipótese quase impossível de Sarney ser entronado como Presidente da República, legalmente seria muito questionável a possibilidade de sua filha Roseana Sarney continuar a ser candidata a reeleição como governadora do Maranhão, pois estaria provavelmente impedida, pela legislação eleitoral.

Restava saber se Sarney trocaria dois meses de mandato presidencial por quatro anos de Roseana a frente do governo do Maranhão.

Não estaria nos planos de Lula, sob nenhum cenário, a hipótese de deixar a sucessão chegar ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Gilmar Mendes, que seria presidente da República nos dois meses finais da campanha eleitoral. Ninguém pode esquecer que Gilmar Mendes foi ex-Advogado Geral da União no governo Fernando Henrique que o indicou para o STF.

Lula vai fazer sim a campanha de Dilma montado nos aviões da FAB, cheio de seguranças, assessores, utilizando toda a máquina, gastando por conta no cartão corporativo e dando bananas para a moralidade eleitoral. Essa é a tese com mais possibilidade de êxito.

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ELEIÇÕES 1986
Lula foi contra a eleição de Tancredo Neves
O Partido dos Trabalhadores presidido por Lula, preferia que fosse Paulo Maluf, o eleito presidente pela colegio eleitoral, na velha politica do quanto pior melhor. Não se incomodavam em sacrificar o Brasil, desde que isso lhes trouxesse algum benefício, como fazem até hoje

Foto: Acervo Digital Revista Veja

Na foto, Tancredo fazendo campanha em Vitória do Espírito Santo, ganhou uma bandeira do Brasil, de uma “eleitora” posta no seu ombro como se fora a própria faixa presidencial.

Fontes: Blog DemocratasRevista Veja - Acervo Digital, Estadão

O presidente Luis Inácio Lula da Silva, que está no poder há sete anos, graças à coragem do mineiro Tancredo Neves, que enfrentou Paulo Maluf, no Colégio Eleitoral, formando pelo Congresso Nacional, correndo riscos e até morrendo para fazer renascer a democracia brasileira, encontrou no Partido dos Trabalhadores, um adversário cruel.

O PT fechou questão proibindo os parlamentares integrantes do partido, de votarem no Colégio Eleitoral, que acabou elegendo Tancredo Neves, dando início a Nova República e permitindo que o Brasil voltasse à normalidade democrática.

Mostrando que a guerra contra Tancredo era para valer, três deputados federais petistas foram irremediavelmente expulsos do partido, por não aceitaram a imposição e terem votado a favor de Tancredo Neves: Beth Mendes, Airton Soares e José Eudes.

O projeto do Partido dos Trabalhadores contava que o Presidente eleito fosse Paulo Maluf, na velha filosofia petista de que quanto pior melhor, pois um governo malufista melhor para eles tirarem proveito da situação.

Temiam que um governo competente de Tancredo Neves, não fosse bom para as suas aspirações de poder e não vacilavam em sacrificar o Brasil, em benefício próprio, como estão fazendo agora.

Tancredo Neves apesar de estar disputando uma eleição que seria decidido pelo colégio eleitoral, fez uma campanha com comícios e movimentações políticas por todo o Brasil, queria não só a aprovação do Colégio Eleitoral, composto dos Deputados e Senadores, queria a aprovação do povo brasileiro, para dar legitimidade ao seu governo.

Fomos ao acervo digital da Revista Veja, para colher o momento histórico e a posição do Presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores na ocasião. Encontramos algumas pérolas:
A Veja transcreveu um pronunciamento de Lula, ao Globo, 15 dias antes do Colégio Eleitoral se reunir para eleger o novo Presidente da República:

Acervo digital Revista Veja

Quer dizer, além de não votar a favor, fazia oposição dura e mentirosa. O candidato dos sonhos de Lula era mesmo Paulo Maluf.

Tancredo Eleito, o Brasil vibrando com a possibilidade da volta de uma Democracia formal, e Lula destoado dizendo que o país vai continuar na mesma, a única vantagem é que pelo menos, naquele tempo ele falava mal de José Sarney.

Aceervo digital Revista Veja

Até o comandante Fidel Castro reprovou Lula, por não ter ajudado Tancredo a se eleger.

Acervo digital Revista Veja

No numero seguinte Veja publicou, a pedido, uma reclamação tipo “tiro no pé” do Presidente do PT, Luís Inácio Lula da Silva, o Comandante Castro havia mesmo falado mal do posicionamento do PT:

Acervo digital Revista Veja

Sabe quem se comprometeu de verdade com a candidatura de Tancredo Neves?

Acervo digital Revista Veja

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BRASIL – ESTADO UNIDOS
Amorim esnoba Hillary Clinton defendendo Ahmadinejad
O governo Lula prefere se voltar contra os Estados Unidos, o maior investidor estrangeiro no Brasil, com um intercambio comercial de US$53,05 bilhões, para defender o Irã, de pifio comércio bilateral, priorizando a agenda política, mais uma vez preferindo se aliar aos vilões, como faz com Chávez, Morales, Castro ou Ahmadinejad, levando o país a ser cúmplíce de ditadores e extremistas repudiados pelas democracias mais importantes do planeta

Foto: Wilson Dias/ABr

Amorim: o chanceler de botequim e a secretária americana Hillary Clinton

Fontes: Agência Brasil, Estadão, O Globo, Veja Abril

Hoje fez falta, ao nosso chanceler Celso Amorim, aquele curso de doutor em Ciência Política, na London School of Economics (LSE), que ele colocou como tendo freqüentado, no seu famoso falso currículo oficial.

Sua atuação na entrevista coletiva ao lado da Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, foi vexatória. Apropriou-se de velhas e gastas expressões usada pela esquerda festiva dos anos setenta para dizer que o Brasil não concorda com a política americana em relação ao Irã.

Coisas como o Brasil “não vai se curvar” às pressões dos Estados Unidos e nem vai se deixar levar. “Nós temos de pensar com a nossa cabeça”. Faltou apenas um “abaixo o FMI”, ou um “Fora Yankees!” para se transformar numa daqueles eventos onde os nacionalistas daqueles tempos, pensando serem comunistas embriagavam-se falando que iam salvar o mundo.

A insistente repetição que agíamos com independência, demonstrava um ato falho, de quem no fundo tem consciência que é bem assim.

Sabe aquelas autoridades que perguntam: “Sabem com quem está falando?”

Quando o próprio personagem precisa externar que se acha sábio, poderoso ou independente, raramente o é.

Amorim reafirmou que o governo brasileiro acredita que há condições de buscar um acordo com o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad. “A questão é de saber qual o melhor caminho para chegar lá ou se estão esgotadas as possibilidade de negociação. Nós acreditamos que ainda há oportunidade de se chegar a um acordo, talvez exija um pouco de flexibilidade de parte a parte”, disse o chanceler.

Todo mundo tem visto que o Irã não está interessado em negociar.

Não é só o governo americano que pensa em impor sanções ao Irã para conseguir fazê-lo negociar com disposição de cumprir os acordos.

Pelo contrário, os governos europeus, da França, da Inglaterra e da Alemanha, estão pressionando os americanos, achando que a demora pode representar uma tardia solução para o problema.

Foto: Wilson Dias/ABr

Não foi surpresa para a americana a posição do governo Lula, mas talvez não esperasse o tom grosseiro, inoportuno e anti-americanista de Amorim, uma bobagem bem pouco diplomática

A matéria da Agência Brasil, sob a entrevista, disse que a sem modificar sua expressão facial, a secretária americana, Hillary Clinton, após ouvir o idiota do Amorim, acusou o governo de Ahmadinejad de mentir sobre informações relativas à produção de armas nucleares. Segundo ela, os iranianos fornecem dados desencontrados em cada lugar que vão, incluindo o Brasil e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

“O que observamos é que o Irã vai para o Brasil, China e Turquia e conta histórias diferentes para evitar as sanções. Nós continuaremos a discutir essas questões”, afirmou a secretária. “O presidente Barack Obama tem feito gestos em relação ao Irã há mais de um ano, mas infelizmente não teve um sinal recíproco.”

Para a secretária, apesar de os Estados Unidos se disporem a negociar com o Irã, as chances são limitadas por causa da falta de interesse do Irã. Ela avalia que o ideal seria buscar um caminho pacífico.

“Nós acreditamos que um esforço em favor das negociações, de boa fé, por parte do Irã seriam bem aceitos. Temos de fazer tudo pacificamente para evitar. Vamos continuar a consultar o Brasil”, disse ela.

Evitando detalhar quais são sanções econômicas os Estados Unidos defendem contra o Irã, Hillary afirmou que os iranianos deverão reagir e buscar as negociações somente depois de se verem ameaçados de punição.

“Eu reiteraria que a nossa porta está sempre aberta para as negociações. Ninguém prefere as sanções, nós preferiríamos negociar. A partir do momento que a comunidade internacional fale em uma resolução sobre sanções, é a partir daí vão querer negociar”, disse.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Hillary, um encontro a tarde, apenas protocolar: antes, pela manhã, já havia dito que não arredava pé em apoiar o Irã.

Até Lula foi mais diplomático que Celso Amorim falando logo cedo antes da entrevista da americana:

"Não é prudente encostar o Irã na parede. É preciso estabelecer negociações com aquele país. Quero para o Irã o mesmo que quero para o Brasil: usar energia nuclear para fins pacíficos. Se o Irã for além disso, o Irã irá contra ao que está previsto na Constituição brasileira e, portanto, não podemos concordar", disse Lula.

A fala de Lula seguindo texto de Franklin Martins é desonesta, senão ingênuo, pois só os cegos e os aliados acreditam na boa vontade do governo iraniano.

Se eles quisessem apenas construir usinas nucleares para geração de energia, não precisavam construir instalações subterrâneas e se negar a deixar que Agência Internacional de Energia Atômica examinasse o projeto.

Como no caso do dissidente cubano, Lula está sendo cúmplice da bomba atômica de Ahmadinejad, do Irã.

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3Mar2010 - 22:48 | ( 0 ) comentários

 

PANGEA
O terremoto e os tsunamis no Chile deixam 795 mortos
Depois de sacudido por um terremoto de magnitude 8,8 na madrugada de sábado, que ocasionou devastação em uma ampla região do centro e sul do país, foi atingido por vários tsunamis em várias cidades costeiras, sem que as populações tivessem aviso de alarmes de ondas gigantes de até dez metros, que acabaram varrendo a região.

Foto: Ivan Alvarado/Reuters

Caixões, doados pela prefeitura, aguardam os corpos das vítimas do terremoto, diante de uma funerária, em Constitución

Fontes: Reuters, BBC Brasil, O Globo, G1

A região de Maule, no centro do Chile, atingida por tsunamis após o terremoto de magnitude 8,8 que afetou o país no último sábado, registra pelo menos 586 mortos e concentra, até agora, o maior número de vítimas fatais do desastre, que já chegou a 795 em todo o país.

Entretanto, segundo as autoridades chilenas, é cedo para dizer se as ondas gigantescas, que teriam superado os 18 metros, foram mais arrasadoras do que os tremores de terra, já que essa avaliação só será possível depois do fim dos resgates.

Infelizmente a perspectiva é que o número de vítimas fatais vai subir assustadoramente, pois só agora as equipes de resgates estão chegando a algumas áreas e constando os óbitos, com retiradas de corpos debaixo dos escombros.

Foto: Reuters

Impressiona a força da onda que amontou os veículos e residências, no centro de Dichato, Chile

O próprio Ministro da Defesa chileno, Francisco Vidal, disse que a Marinha errou em não ter feito o correspondente anúncio de Tsunami, alertando as populações a procurarem locais mais elevados e longe do litoral.

Foto: Associated Press

As redes de televisões americanas levaram um drible da natureza. Colocaram dezenas de câmeras na costa do Havaí esperando filmar ao vivo o Tsunami que não veio.

Os americanos ficaram diante da televisão durante toda a tarde assistindo o mar do Havaí, ao vivo, enquanto comentaristas da CNN viam em qualquer marola a possibilidade do mar começar a ficar agitado e aparecer uma onda gigante, que felizmente não veio, como em outras ocasiões quando da ocorrência de terremotos na região.

Foto: Associated Press

Em diversas cidades chilenas, depois do grave desastre natural, houve um descontrole da ordem pública. No domingo Exército tentava restaurar a ordem em Concepción. A cidade foi uma das mais atingidas pelo tremor e palco de saques feitos por quem tenta garantir o que comer.

Foto: Reuters

Um toque de recolher foi imposto às 21h de domingo, mas não houve obediência imediata da população. Muitas pessoas carregavam livremente bens retirados de supermercados e lojas do centro.

Foto: Reuters

O Exército não poupou energia para controlar os saqueadores

Foi somente por volta das 22h que a polícia começou a rondar, anunciando o toque de recolher em alto-falante e abordando os transeuntes.

Nos bairros residenciais, moradores fizeram trincheiras na entrada das ruas para se proteger de possíveis saques.

Durante o toque de recolher, 160 pessoas foram detidas, e um homem foi morto por disparo de arma de fogo.

Às 7h de ontem, a fila de carros para comprar combustível num posto fora da cidade chegou a 1 km. No centro, a polícia coordenava a venda e havia limite de 20 litros por pessoa.

Foto: Reuters

Pela manhã, a polícia não conseguia deter saques e usou gás lacrimogêneo contra dezenas de pessoas que tentavam saquear um supermercado. No confronto, os saqueadores atearam fogo ao prédio e a uma loja de departamentos vizinha.

Os bombeiros resgataram uma pessoa em chamas do interior do complexo comercial.

Foto: Associated Press

Saqueador posto para andar algemado e de costas, na atuação do exercito em Concepción

"Aqui estão saqueando inclusive os quartéis", disse o comandante do Corpo de Bombeiros de Concepción, Jaime Jara. Segundo ele, os vândalos buscavam água e gasolina. A corporação deixou de atender emergências enquanto a segurança das instalações era revista.

"Compreendemos que as pessoas precisam comer, mas saquear hospitais e consultórios... O que faremos para atender nossa gente?", disse Jara.

À tarde, a presidente chilena, Michelle Bachelet - que classificou o terremoto como uma "enorme catástrofe"- anunciou a mobilização de 7.000 soldados, que chegarão hoje à região. Segundo ela, eles irão se somar aos mais de mil militares que já estão na cidade.

Foto: Associated Press

Os escombros da magnífica ponte sobre o Rio Claro é o símbolo do tamanho do desastre que se abateu sobre o país

Enquanto as forças de segurança tentam restaurar a ordem em Concepción, continuam as buscas por sobreviventes em meio aos escombros de prédios que desabaram.

Equipes de resgate conseguiram ouvir o som feito por pessoas presas num edifício de 70 apartamentos, que ruiu com o tremor. Os trabalhos de perfuração das paredes tiveram início imediatamente. Bombeiros conseguiram tirar dos escombros 25 pessoas e nove corpos.

Foto: Reuters

Concepción, a segunda maior cidade chilena, continuava sem eletricidade. Água era um item escasso - a população recolhia o líquido de uma fonte usando baldes e garrafas.

Foto: Associated Press

A força da onda gigante pôs os barcos no meio da cidade de Talchuano

Um pequeno avião que se dirigia à cidade para verificar o estado de albergues caiu, matando os seis tripulantes.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ontem a Santiago para se reunir com sua colega chilena, Michelle Bachelet, dois dias depois do terremoto que atingiu as regiões centrais e sul do Chile.

Lula chegou à capital chilena junto com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, após comparecerem em Montevidéu à posse de José Mujica como presidente do Uruguai. Lula foi o primeiro chefe de Estado a chegar ao Chile após o terremoto.

O Brasil já ofereceu o envio de um hospital de campanha e de pessoal especializado em resgates para colaborar com as atividades de socorro ao Chile. Hoje, o gabinete de Segurança Institucional anunciou que Brasil vai enviar ao Chile dois helicópteros e equipamentos de diálise para auxiliar no resgate e tratamento dos feridos pelo terremoto.

Surpreende a precisão e agilidade do presidente Lula socorrer as vítimas de catástrofes em outros países. Os brasileiros atingidos por desastres naturais ficam morrendo de inveja.

Foto: Associated Press

Em visita ao Chile, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, prometeu que equipamentos e suprimentos dos Estados Unidos já estão a caminho do país sul-americano.

A secretária do Estado já levou 25 telefones por satélite, que devem ser usados em áreas ainda com problemas no setor de telecomunicações. Ela também disse que oito purificadores de água estão a caminho, enquanto um hospital de campanha está pronto para funcionar, inclusive com capacidade para fornecer máquinas de hemodiálise.

"Nós estamos analisando se podemos enviar equipamento adicional, de cozinhas portáteis a helicópteros, para ajudar vocês nesse grande esforço de recuperação que estão enfrentando", afirmou Hillary. A diplomata disse que levará uma mensagem similar ao presidente eleito Sebastián Piñera, que assume no dia 11.

Foto: Reuters

Em Dichato, a praia ficou repleta de destroços e objetos das construções destruídas pelo tsunami

O presidente da Bolívia, Evo Morales, e o vice-presidente, Alvaro García Linera, doaram metade de seus salários para as vítimas dos terremotos que afetaram o Chile e o Haiti. A dupla iniciou uma campanha para apoiar esses países.

Morales iniciou hoje a campanha "Chile e Haiti necessitam de ti", que busca arrecadar fundos e ajuda para as vítimas desses dois países até sábado. Morales e García Linera doarão 50% de seus salários de fevereiro, pouco mais de US$ 1 mil cada, enquanto os 20 ministros do gabinete doarão 30% de seus salários cada um - aproximadamente US$ 500 cada.

O presidente também confirmou, em entrevista coletiva, que a Bolívia enviou 50 toneladas de água potável ao Chile, em uma aeronave militar que partiu nesta terça-feira. Morales disse que conversou com alguns de seus colegas presentes na posse do presidente do Uruguai, José Mujica, pedindo que participassem da "campanha de solidariedade por Chile e Haiti".

Foto: Reuters

Os estragos do Tsunami em Pelluhue, Chile

Na Espanha, o governo informou que, amanhã, chegará ao Chile um avião com um hospital de campanha, 7,5 toneladas de ajuda humanitária e 63 pessoas, entre bombeiros, equipes de avaliação de estruturas, pessoal de saúde e também da Agência Espanhola de Cooperação. Além disso, seguirão 16 cães especializados em buscas de pessoas.

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ELEIÇÕES 2010
Maquiagem mal feita camufla atrasos do PAC
Obras têm prazo estendido de um balanço a outro e aparecem como dentro do prazo. Há casos em que conclusão fica para próximo governo, noutros o projeto foi fatiado para que parte ocorra no prazo, a que não andou de jeito nenhuma simplesmente sumiu. Em resumo: passaram à limpo, a verdade.

Maquiagem Toinho de Passira

A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS E É AUTORITÁRIA: Da mesma forma que se maquia, Dilma maquiou grotescamente o resultado do PAC, uma mentira a mais no seu farto currículo de mentirosa.

Fonte: Folha Online

A matéria de Eduardo Scolese e Ranier Bragon da sucursal da Folha em Brasilia, comprova que o governo federal maquiou balanços oficiais para encobrir um mega-atraso nas principais obras do PAC. Três de cada quatro ações destacadas no primeiro balanço do programa não foram cumpridas no prazo original.

Lançado em 2007 com o objetivo de impulsionar a economia, o Programa de Aceleração do Crescimento é usado hoje pelo presidente Lula para certificar o que seria a capacidade de gerenciamento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Pré-candidata ao Planalto, foi apelidada por Lula de "mãe do PAC".

No início do mês passado, Dilma comandou a divulgação do balanço de três anos do programa afirmando que 40% das ações previstas haviam sido cumpridas até aquele momento. Nas principais obras, apontava conclusão de 36%.

A maquiagem das informações fica evidente em consultas ao primeiro balanço oficial do PAC, de maio de 2007, e aos oito seguintes. Neles, descobre-se que muitas das obras passaram por uma revisão de metas e tiveram o seu prazo de conclusão dilatado, sendo que, para algumas delas, o desfecho foi postergado para a próxima gestão.

Isso sem que o governo fizesse menção, de um balanço a outro, à mudança dos prazos. Além dos balanços estendido, os balanços oficiais exibem outras manobras de maquiagem.

Uma delas consiste no fatiamento da obra para que a conclusão de ao menos parte da ação ocorra no prazo. Outra mantém prazo de entrega, mas troca o objeto: em vez de conclusão da obra física, a meta passa a ser só "entrega do projeto".

Além disso, há casos de a ação atrasada simplesmente desaparecer nos balanços seguintes.

O primeiro balanço oficial do PAC se refere ao quadrimestre que vai de janeiro a abril de 2007. Destaca 76 grandes obras e ações, todas com metas estabelecidas. Ao confrontar esse documento com os balanços seguintes -principalmente com o último, o de três anos do programa-, constata-se que 75% dessas obras (57) sofreram atraso no cronograma, sendo 11 delas empurradas para o próximo governo, que assume em janeiro de 2011.

Ao lançar a pré-candidatura de Dilma no congresso do PT, no mês passado, Lula elogiou a condução do PAC. "Posso dizer que nunca antes na história do país houve programa de investimento em infraestrutura tão organizado, tão discutido e tão planejado como nós fizemos o PAC."

Esqueceu de dizer "tão maquiado".


Maquiagem camufla os atrasos nas obras do PAC é o título original da matéria publicada na Folha
Alteramos e suprimimos parte do e acrescentamos Imagem e legenda

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2Mar2010 - 09:24 | ( 0 ) comentários

 

URUGUAI
Ex-guerrilheiro José Mujica assume presidência
No seu discurso de posse, prometeu moderação, estabilidade econômica diante de uma platéia que incluía seis mandatários da região, o príncipe Felipe da Espanha, e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton

Foto: Ricardo Stuckert/PR

“Vamos ser ortodoxos na macroeconomia e vamos compensar isso sendo inovadores e atrevidos em outros aspectos", disse Mujica no se discurso de posse, ao lado da esposa a ex-guerrilheira e senadora Lúcia Topolansky, que além de Primeira Dama, é presidente do Senado.

Fontes: Reuters, Ansa Latina, Estadão, El Espectador

O ex-guerrilheiro José Mujica assumiu nesta segunda-feira a presidência do Uruguai com a promessa de manter uma macroeconomia "ortodoxa e prolífica" e amplas políticas sociais, naquele que será o segundo governo consecutivo da esquerda no país.

Com uma multidão nas ruas erguendo bandeiras uruguaias e da coalizão de esquerda Frente Ampla, Mujica fez um chamado para um diálogo entre os partidos a fim de estabelecer políticas de Estado e facilitar a governabilidade, deixado de lado os conflitos.

Foto: Associated Press

GUERRILHEIROS UNIDOS: José Pepe Mujica, afirmou que seu "coraçãozinho" pende para a eleição da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), na disputa presidencial brasileira.

"Seria uma aberração nos dedicarmos ao confronto e não ao ajuste. As batalhas pelo tudo ou nada são o melhor caminho para que nada mude e tudo se estanque", disse Mujica no discurso de posse, amplamente aplaudido por políticos de todas as forças no Congresso e dignitários estrangeiros.

O líder de 74 anos prometeu uma condução rigorosa da economia e do sistema bancário, vital para o Uruguai, país com 3,3 milhões de habitantes que vive da agricultura, da pecuária, do turismo e do investimento de não residentes.

"Uma macroeconomia prolífica é um pré-requisito para todo o resto (...) Vamos ser ortodoxos na macroeconomia e vamos compensar isso sendo inovadores e atrevidos em outros aspectos", disse Mujica.

Com o estilo franco que o caracteriza, Mujica disse que passou a manhã anterior à posse "tomando uns mates com a velha" e garantiu que não estava nervoso, já que passou "por muitos testes."

Em relação aos desafios que deverá enfrentar como presidente, entretanto, ressaltou que "hoje é o céu, amanhã começa o purgatório."

Entre os desafios, Mujica deverá buscar a solução a um prolongado conflito ambiental com a vizinha Argentina, que tem afetado a relação bilateral, o comércio e o turismo.

O governo também deverá enfrentar uma situação fiscal apertada e grandes vencimentos da dívida. Alguns analistas econômicos afirmam que ele deverá realizar um ajuste de gastos que poderá afetar as amplas políticas sociais do Estado uruguaio.

Foto: Reuters

A presença da poderosa secretária de estado, Hillary Clinton na posse de um presidente ex-guerrilheiro de um pequeno país latino, foi compreendida como um namoro realista do governo Obama, para com a America Latina, e o início da preparação de sua visita, ao continente, ainda este semestre.

À cerimônia de posse estiveram presentes seis mandatários da região, o príncipe Felipe da Espanha, e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que se reuniu previamente com Mujica para lhe oferecer cooperação nas áreas de educação, tecnologia, negócios, comércio e investimentos.

"Seu país, presidente eleito Mujica, é um modelo para muitos outros, não apenas no nosso Hemisfério, mas em todo o mundo", disse Hillary.

Em seu discurso, Mujica criticou o estado atual do Mercosul, integrado também por Brasil, Paraguai e Argentina, e pediu um compromisso maior com o bloco por parte dos sócios maiores.

Membro da guerrilha urbana Tupamaros, Mujica passou mais de uma década na prisão durante a ditadura que governou o Uruguai na década de 1970 até o começo dos anos 80 e ganhou as eleições de novembro com 52,3 por cento dos votos.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que um grande revolucionário chegava à presidência uruguaia. "Hoje é um grande dia para o Uruguai. Chega à presidência um revolucionário também", assegurou Chávez.

Foto: Reuters

PODEROSO, MAS SEM PERDER A TERNURA: O presidente Mujica tomou posse sem gravata e em praça pública. O primeiro ato após receber a faixa presidencial foi correr para dá um abraço na esposa senadora, o povo vibrou. Mujica avisou que continuará morando no seu sítio com a mulher durante o mandato.

Considerado um político mais radical que o presidente Tabaré Vázquez, que deixou o cargo, Mujica moderou o discurso durante a campanha, na qual disse se sentir mais próximo a governos como os do Brasil e do Chile do que do modelo socialista da Venezuela, e se comprometeu a continuar as políticas econômicas que permitiram ao Uruguai evitar a crise econômica mundial.

Foto: Reuters
Depois da posse Mujica desfilou pelas ruas de Montevidéu com o seu vice num veículo movido a energia elétrica, não poluente, de tecnologia Uruguai, apelidado de “Pepe – móvel”, em referencia a Pepe, nome que Mujica é popularmente conhecido.

O novo presidente estará acompanhado em seu governo pelo vice-presidente Danilo Astori, artífice da rigorosa política econômica de Vázquez, que supervisionará de seu posto a economia.

Astori disse recentemente que seguirá insistindo em estreitar os laços econômicos com os EUA.

O Uruguai conseguiu escapar da recessão em 2009, apesar da crise financeira global. O país cresceu 2 por cento em 2009 e espera uma expansão econômica de 4 por cento neste ano.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula, Uribe e Hillary Clinton assistiram apenas parte da posse do presidente uruguaio. Uribe não queria encontrar-se com Chávez, Hillary tinha mais o que fazer e Lula ia se encontrar com a presidente Barchelet no Chile. Saíram logo após, o discurso no congresso, antes mesmo que Mujica recebesse a faixa presidencial.

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ESPANHA – VENEZUELA
Chávez apoiou plano da FARC para assassinar Uribe
O magistrado espanhol Eloy Velasco diz que há provas nos autos do processo que comprovam a participação do governo de Hugo Chávez, ajudando a Guerrilha Colombiana, FARC e o grupo terrorista espanhol ETA na conspiração que visava entre outras coisas, assassinar o presidente colombiano Alvaro Uribe em território espanhol

Foto: Getty Images

BATE BOCA SUL AMERICANOL: Da última vez que se encontraram, na cúpula latina, no México, Uribe afirmou que a decisão de Chávez a não comprar produtos colombianos, assemelhava-se ao embargo americano a Cuba. Chávez retrucou com desculpas esfarrapadas e afirmou que ia se retirar do recinto. Então Uribe foi direto na jugular:"...Seja homem e permaneça aqui, e falemos de frente, porque o senhor às vezes insulta à distância". Se não fosse a turma do deixa disso ...

Fontes: G1, El Universal, Diario Directo, AFP, El Pais, Publico, Reuters

A Os guerrilheiros da FARC planejaram assassinar na Espanha o presidente da Colômbia Alvaro Uribe, e para tanto pediram ajuda aos terroristas do grupo separatista espanhol, ETA. Nesta empreitada receberam colaboração do governo venezuelano, é o que afirma o juiz espanhol Eloy Velasco, da Audiência Nacional, principal instância penal espanhola.

O magistrado em despacho num processo motivado pelo ministério público espanhol, diz ainda que entre outras possíveis vítimas colombianas, estavam ainda relacionadas, o presidente que antecedeu Uribe, Noemi Sanin, embaixadora em Madrid entre 2002 e 2008, o vice-presidente atual, Francisco Santos e o ex-presidente da câmara de Bogotá Antanas Mockus.

O magistrado está processando criminalmente seis membros da ETA e sete das FARC por colaboração em tentativa de assassinato.

O presidente Alvaro Uribe falando à rádio RCN de Bogotá, disse não ficar surpreso com o fato de as Farc tentar assassiná-lo, mas mostrou-se prudente sobre a possibilidade da Venezuela ter cooperado com a ETA e as Farc. Disse que por vias diplomáticas procurará obter mais informações dos fatos, antes que possa s pronunciar.

Foto: Arquivo

No famoso laptop de Raúl Reyes, encontrado pelo exercito colombiano, junto ao corpo do guerrilheiro, estavam emails e relatorios das atividades da FARC em ligações com o ETA, apoiado pela Venezuela, em busca de apoio para assassinar Uribe.

Segundo o juiz Velasco, as Farc chegaram a vigiar o ex-presidente colombiano Andrés Pastrana, que vivia em Madri, e a embaixada colombiana, considerando-os objetivos fáceis "desde que contassem com a ajuda da ETA".

Por isso, as Farc "pediram a membros da ETA colaboração para localizar na Espanha", além de Pastrana e Uribe, outras personalidades como o vice-presidente colombiano Francisco Santos, entre outros.

A ajuda da ETA está comprovada num correio eletrônico no computador apreendido de Raúl Reyes, número dois das Farc, que morreu numa operação colombiana contra a guerrilha, no Equador, em março de 2008.

A informação conseguida depois da morte de Reis levou precisamente a promotoria da Audiência Nacional a oferecer queixa, em dezembro de 2008, o que desembocou nos atuais procedimentos.

Foto: Reuters

O chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, confirmou que pediu explicações ao governo venezuelano de Hugo Chávez, sob os fatos da denúncia do Juiz espanhol.

De acordo com Velasco, o ETA há muitos anos tece redes com organizações e partidos da América Latina. Mais de quarenta membros do grupo chegaram a morar durante algum tempo na região, onde têm mantido um diálogo privilegiado com o governo de Hugo Chávez.

Prova disso é que um dos líderes do grupo, Arthur Cubillas Fontan, de 46 anos, não apenas é casado com uma funcionária de alto escalão do governo venezuelano, a diretora-geral do Gabinete do Presidente, Goizeber Odriozola Lataillade, como atualmente tem um cargo no governo Chávez, como diretor do Escritório de Administração e Serviços do Ministério da Agricultura.

De acordo com a investigação, Cubillas atuou como representante do grupo separatista basco na Colômbia por muitos anos e foi um dos principais responsáveis pela coordenação das relações do ETA com as Farc.

Nesse intercâmbio entre as duas organizações, que já existe desde a década de 80, os separatistas teriam aprendido técnicas de guerrilha e se especializado na produção de explosivos e mísseis. Em contrapartida, o ETA se comprometeu a monitorar, na Espanha, possíveis alvos das FARC.

Segundo Velasco, em março e setembro de 2000, dois integrantes das Farc, Edgar Gustavo Navarro Morales, conhecido como Mocho, e Víctor Ramón Vargas Salazar, o Chato, mudaram para Espanha e pediram "colaboração" de membros do ETA para seguir Pastrana e, mais recentemente, o atual presidente colombiano Uribe.

Além de Cubilla, constam do processo os nomes de José Ignacio Echarte Urbieta, Ignacio Domínguez Achalandabaso y José María Zaldua sob a acusação de posse de explosivos e José Angel Urtiaga Martínez e José Miguel Arrugaeta San Emeterio, juntamente com os membros das FARC Emiro del Carmen Ropero, Rodrigo Granda, Remedios García, Luciano Martín e Omar Arturo Zabala, também em colaboração com o grupo terrorista.

O magistrado ordenou que o processo seja transferido do Ministério do Interior para o de Negócios Estrangeiros para garantir a cooperação dos governos de Venezuela e Cuba, onde os suspeitos estariam refugiados, para que eles sejam extraditados para Espanha para serem julgados.

O presidente da Colômbia Alvaro Uribe e o da Venezuela Hugo Chávez estiveram muito próximos, hoje, 01, na posse do presidente do Uruguai José Mujica, hoje, 01. Mas ao que se sabe não tiveram nenhum contato público. Uribe inclusive só assistiu parte da cerimônia, deixando o país logo após o juramento do novo presidente no congresso nacional.

Foto: Reuters

Chávez nega tudo, acusa a Espanha de colonialismo, mas não convence.

Hugo Chávez que através de sua chancelaria tem negado as acusações, continuou no Uruguai acompanhando a festa popular da posse do novo presidente.

Para Chávez a acusação são "Memórias tristes e vestígios de um passado colonial” alegando que a Espanha persegue a Venezuela, sua antiga ex-colônia, com essas acusações.

Como se vê o amigo de Lula não tem nenhuma explicação para os crimes de que é acusado, pelo juiz espanhol. Deve ficar com as barbas de molho, quando deixar o governo e for a Europa, pode acabar preso. Compactuar e auxiliar terroristas, não é visto com simpatia no velho continente.

O juiz espanhol não iria tornar pública uma denúncia desse porte, envolvendo nações, se não dispusesse de provas incontestáveis.

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2Mar2010 - 00:39 | ( 0 ) comentários

 

Brasil
O maior lobista do país - Dirceu sob os holofotes
José Dirceu, o "consultor" mais quente da República, aparece no meio de uma bilionária operação que pretende botar em pé uma empresa estatal de internet e, claro, fazer a fortuna de alguns bons companheiros

Foto: Eliaria Andrade/Ag. O Globo

DO OUTRO LADO DO BALCÃO Dirceu abandonou a militância e só pensa em sua "consultoria"

Fábio Portela e Ronaldo França
Fonte: Revista Veja

De tempos em tempos, o governo Lula se vê obrigado a explicar ne-gócios obscuros, lobbies bilionários, maletas de dinheiro voadoras e beneficiamento a grupos privados. Já é uma espécie de tradição petista. E o que une todos esses casos explosivos? José Dirceu, o ex-militante de esquerda e ex-ministro-chefe da Casa Civil que se transformou no maior lobista da República. Onde quer que brote um caso suspeito incluindo gente do PT e dinheiro alto, cedo ou tarde o nome de Dirceu aparecerá.

Ele tem se esgueirado nas sombras, como intermediador de negócios entre a iniciativa privada e o governo desde 2005, quando foi expurgado do cargo de ministro por causa do escândalo do mensalão. Sem emprego, argumentou que precisava ganhar a vida e se reinventou como "consultor", o eterno eufemismo para "lobista". Passou a oferecer, então, duas mercadorias: informação (dos tempos de Casa Civil, guarda os planos do governo para os mais diversos setores da economia) e influência (como o próprio Dirceu adora dizer, quando ele dá um telefonema para o governo, "é O telefonema"). Em ambos os casos, cobra bem caro por seus serviços.

Na semana passada, um dos serviços do "consultor" José Dirceu causou um terremoto em Brasília. Os jornalistas Marcio Aith e Julio Wiziack revelaram que ele está metido até a raiz dos cabelos implantados em uma operação bilionária para criar a maior operadora de internet em banda larga do país. O negócio está sendo coordenado pelo governo desde 2003 e vai custar uma montanha de dinheiro público – fala-se em até 15 bilhões de reais.

Deverá fazer a alegria de um grupo de investidores privados que, ao que tudo indica, tiveram acesso a informações privilegiadas e esperam aproveitar as ações do governo para embolsar uma fortuna. O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro. A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de "Bolsa Família da web".

Dirceu passou a defender a ideia de que a nova empresa fosse erguida a partir de outras duas, já existentes, mas que estavam em frangalhos: a Telebrás, que depois da privatização do sistema de telefonia, em 1998, ficou sem função, e a Eletronet, dona de uma rede de fibra óptica que cobre dezoito estados.

A Eletronet era uma parceria da Eletrobrás e da americana AES, mas, por ser deficitária, estava em processo de falência. O projeto de Dirceu era capitalizar as duas companhias e fazer com que a Telebrás oferecesse internet em alta velocidade usando a rede da Eletronet.

O presidente Lula aprovou a proposta – afinal, não é todo dia que se antevê uma estatal inteira, pronta para ser aparelhada. Apesar de o projeto ter sido desenhado em 2003, só começou a se tornar público em 2007. E este foi o pulo do gato: quem ficou sabendo dos planos oficiais com antecedência teve a chance de investir nas ações das duas empresas e, agora, poderá ganhar um bom dinheiro com o desenlace do plano.

Fotos O Globo e Mario Souza e Bertrand Langlois

LISTA EXTENSA -  Daniel Birmann, rei do biodiesel de mamona, e o russo Boris Berezovsky também são clientes do petista

. O maior beneficiário em potencial atende pelo nome de Nelson dos Santos – lobista, como Dirceu, mas de menor calibre. Em 2004, Santos (ainda não se sabe por qual canal) tomou conhecimento da intenção do governo de usar a Eletronet para viabilizar o sistema de banda larga. A maior parte do capital da Eletronet (51%) estava nas mãos da AES. Santos conhecia bem a companhia: em 2003, havia feito lobby para renegociar uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da AES com o BNDES, e teve sucesso.

Quando descobriu que a falida Eletronet poderia virar ouro, convenceu a direção da AES a lhe repassar suas ações na empresa pelo valor simbólico de 1 real. A AES topou. Achou que estava se livrando de um problemão, pois a Eletronet acumulava dívidas de 800 milhões de reais. Na reta final do negócio, Santos foi surpreendido por três outros grupos que também se interessaram pela compra – o GP Investimentos, a Cemig e a Companhia Docas, do empresário Nelson Tanure –, mas o lobista venceu a disputa. Por orientação dele, as ações da AES na Eletronet foram transferidas à Contem Canada.

VEJA descobriu que a Contem de Canadá só tem o nome. Ela é uma offshore controlada por brasileiros que investem no setor de energia. Como está fora do país, ninguém sabe ao certo quem são seus cotistas. Posteriormente, metade dessas ações foi repassada à Star Overseas, outra offshore, das Ilhas Virgens Britânicas, pertencente a Santos. Offshore é a praia de Dirceu.

Com essa negociação amarrada, Santos e seus companheiros da Contem passaram a viver, então, a expectativa de que parte do dinheiro público a ser investido na Eletronet siga diretamente para seus bolsos. Para se certificar de que as iniciativas oficiais confluiriam para seus interesses, contrataram os serviços de quem mais entendia desse tipo de operação no país: José Dirceu, o "consultor".

Entre 2007 e 2009, Santos lhe pagou 20 000 reais por mês, totalizando 620 000 reais. O contrato entre os dois registra o seguinte objeto: "assessoramento para assuntos latino-americanos". Se tudo corresse como o planejado, a falência da Eletronet seria suspensa e a empresa, incorporada pela Telebrás. Santos e os outros cotistas da Contem seriam, assim, ressarcidos.

O lobista calculava sair do negócio com 200 milhões de reais. O que Dirceu fez exatamente por seu cliente é um mistério. O que se sabe é que em 2009 o governo tentou depositar 270 milhões de reais em juízo para levantar a falência da Eletronet e passar a operar sua rede. O caso embolou porque os credores da empresa alegaram que, se algum dinheiro pingasse, deveria ser deles, que forneceram os materiais usados na rede de fibras ópticas, e não do grupo do lobista. O imbróglio segue na Justiça.

O MAIS RICO - O mexicano Carlos Slim pagou pela consultoria do ex-ministro

Paralelamente, houve quem ganhasse na outra ponta do negócio, a da Telebrás – que está cotada para operar o sistema de banda larga e, portanto, também pode vir a valer muito dinheiro. Antes de o PT chegar ao poder, o lote de 1 000 ações valia menos de 1 centavo de real. No decorrer do primeiro mandato de Lula, o preço subiu para 9 centavos por lote. No segundo mandato, veio o grande salto. Figuras de proa do governo começaram a fazer circular, de forma extraoficial, informações sobre o resgate da Telebrás.

As ações dispararam com a especulação. Sua valorização já chega a 30 000%, sem que nenhuma mudança concreta tenha sido realizada. Tudo na base do boato. O caso é tão estranho que levantou a suspeita da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por manter a lisura no mercado de ações.

A CVM quer saber quem se beneficiou desse aumento estratosférico e, principalmente, se esses investidores tiveram acesso a informações privilegiadas saídas de dentro do Palácio do Planalto.

A explosiva criação da estatal de banda larga é só mais um dos muitos negócios em que Dirceu está metido. Desde que foi defenestrado do governo, o ex-militante de esquerda foi contratado por alguns dos empresários mais ricos do planeta para "prestar consultoria".

O magnata russo Boris Berezovsky, proibido pela Justiça de seu país de voltar para casa, contratou Dirceu para tentar receber asilo político no Brasil e facilitar suas operações financeiras por aqui.

O terceiro homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, pagou a Dirceu para que ele defendesse seus interesses junto aos órgãos reguladores da telefonia brasileira.

No Brasil, sua lista de "clientes" inclui a empreiteira OAS, a Telemar (que o contratou quando precisava convencer o governo a mudar a legislação brasileira para viabilizar sua fusão com a Brasil Telecom), a AmBev, e muitos outros pesos-pesados. A atuação tão animada de Dirceu vem causando arrepios no governo.

"Fazer lobby e aproveitar contatos no exterior para ganhar dinheiro, tudo bem. Mas fazer tráfico de influência com informação privilegiada do governo é um risco enorme", avalia um dirigente petista. As "consultorias" de Dirceu podem se tornar uma bomba para o PT durante as eleições deste ano.

OS NEGOCIOS DE DIRCEU

O consultor José Dirceu já declarou que, “modéstia à parte”, quando ele dá um telefonema par o governo “é O telefonema”. Algumas das empresas e empresários que contrataram o ex-ministro para que ele fizesse suas valiosas ligações:

Em 2006 - Boris Berezovsky, maganata russo cujo enroladíssimo prontuário, que inclui corrupção e até assassinato, impede que ele pise na terra natal.

DIRCEU ajudou o magnata, que vive na Inglaterra, a se instalar no Brasil como asilado político e facilitar as operações de sua offshore, a MSI, que havia se associado ao Corinthians.

Em 2006 - O mexicano Carlos Slim um dos homens mais ricos do mundo dono da Claro e da Embratel.

DIRCEU defendeu seus interesses junto aos órgão reguladores da telefonia no Brasil, especialmente Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

Em 2007 – O banqueiro Daniel Birmann dono do Grupo Arbi

DIRCEU facilitou um empréstimo do BNDES que viabilizasse a parceria entre a empresa de Birmann e a Petrobras. O projeto para produzir biodiesel a partir do óleo de mamona, mostrou-se um fracasso.

Em 2007 - Telemar

DIRCEU Facilitou o processo de fusão da empresa com a Brasil Telecom

Em 2008 - Ricardo Salinas empresário mexicano dono da rede Elektra e do Banco Azteca

DIRCEU intermediou as negociações para a entrada de suas empresas no país.

Em 2009 - Grupo Ongoing conglomerado de mídia português

DIRCEU viabilizou o lançamento do jornal financeiro Brasil Econômico e de uma publicação diária em Brasília voltada para a cobertura do poder.

A JOGADA DA BANDA LARGA

Quando era ministro da Casa Civil, José Dirceu encampou uma idéia mirabolante: unir duas empresas depauperadas, - a Telebrás e a Eletronet – para montar uma enorme operadora de internet em banda larga. Os custos, evidentemente, seriam pagos pelo governo. E quem tivesse participação nas empresas poderia ganhar um bom dinheiro com a operação. Expurgado do governo Dirceu continuou seguindo o caso, como “consultor”.

TELEBRÁS - Desde a privatização das teles, em 1998, a Telebrás é uma empresa que se arrasta sem rumo. Administra alguns fundos públicos, e só. Suas ações valiam menos que farelo em 2003, quando o PT chegou ao poder. Discretamente, Dirceu coordenou a criação de um plano para despejar bilhões de reais na empresa e ressuscitá-la, agora na condição de a maior operadora de banda larga do país. Se isso ocorrer, a empresa se tornará uma das mais valiosas do Brasil. Por esse motivo, seus papéis vêm experimentando uma alta sem precedentes.

ELETRONET - Criada em 199, em uma associação da Eletrobrás com a americana AES, possui uma rede de 16 000 quilômetros de fibras ópticas, em 18 estados. Em 2003, os sócios pediram falência, pois o negócio era deficitário – acumula, até hoje, dívidas de 800 milhões em reais. José Dirceu viu aí uma oportunidade. Ele passou a defender a idéia de que a operação de banda larga da Telebrás fosse feita por meio da rede Eletronet.

Logo depois, a participação da AES na empresa (que era de 51%) foi repassada a uma obscura companhia chamada “Contem Canada” – na verdade, Veja apurou tratar-se de um fundo offshore controlado por brasileiros – e ao lobista Nelson dos Santos. Entre 2007 e 2009, o lobista pagou 620 000 reais a Dirceu a título de “consultoria”.

TELENET -  Se o negócio vingar, Dirceu terá coordenado a criação da maior empresa do país no ramo da internet, sob controle estatal. Com isso, vai encher os bolsos de quem comprou papéis da Telebrás nos últimos anos. Outro que pode se dar muito bem é o lobista Nelson dos Santos. Por ser detentor de ações da Eletronet, ele projeta sair do negócio com até 200 milhões de reais no bolso, embora o governo jure que ele não ganhará nada com a conclusão do acordo, pois o dinheiro investido na Eletronet seria usado apenas para pagar dívidas da companhia.


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1Mar2010 - 19:00 | ( 0 ) comentários

 
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