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Leilão Literário do Bem:

Faça a sua parte por um mundo melhor...  

 
 
 
 
 
 
 
Moacyr Cirne 
 
 

Sétima FLIP

 
Prêmio de Poesia
 
 
 

 

Encontos e desencontos

 

Cefas Carvalho

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Lua Negra

 

 

       É através da vontade, de uma grande vontade, que um amor se prende a outro, o resto é solidão, erro que cola à alma dos que não cedem, não insistem ou simplesmente não o aceitam em sua essência, penso eu, Como me chamo? Ora, que importa meu nome? Iguais a ele existem milhares de outros no mundo, e o que difere as mulheres uma das outras são as intensidades de suas vontades, metade delas na cabeça, a outra metade em suas luas que renovam o mundo quando levantam as saias.

      É certo que essa renovação depende, por um lado, da qualidade do ventre, um ventre imundo só pode gerar criaturas imundas, e por mais que a alma seja limpa, perfumada, o simples contato de um com o outro acaba por contaminá-la. Por outro lado, temos a participação do sêmen que, movido pelo acaso, pode doar sua melhor ou pior parte. É dessa forma que construímos o mundo, sim, nós, posto que deus é puro demais para isso.

      Nesse mundo, nasci. Em uma rua qualquer, numa cidade qualquer. Informações que não posso revelar, pelo simples fato que, algumas horas após meu nascimento, ainda cheirando a sangue, fui posta enrolada num lençol sujo, fétido, presumo, na porta de Carmem e Manoel, um casal distinto, donos de uma pensão.

      Seja por bondade divina, seja por desejar algum lugar no paraíso ou por mera curiosidade humana, ou seja ainda por pura piedade desprovida de qualquer interesse (Se é que isso, realmente, existe!), os donos da pensão me adotaram como filha, a partir daí, passamos a sentir um amor grande demais para não matar, roubar ou trair.

      Tímida, cresci indo da escola para casa durante a semana, e de casa para a igreja aos domingos, onde conheci o meu marido, Paulo, primeiro e único namorado, ambos com dezessete anos, no ano em que concluíamos o segundo grau e que nos preparávamos para o vestibular. Infelizmente, minha mãe veio a falecer nesse período, o que me fez adiar a faculdade para cuidar do meu pai, já com setenta e dois anos, e da pensão. Nesse mesmo ano, me casei e, no ano seguinte, realizei o maior sonho dele, ter um neto. Nunca morri de amores por Paulo. Éramos na verdade mais amigos que amantes, além disso, éramos bem parecidos, extremamente tímidos. Na verdade achava a minha vida monótona e sem graça.

      Cuidava da pensão sozinha, desde as refeições servidas até a troca de uma lâmpada, posto que Paulo tem aversão a qualquer tarefa doméstica. A pensão é pequena. Um primeiro andar cor de abóbora, recuada, sem muro, com um pequeno jardim na entrada. No térreo, temos uma espaçosa varanda, onde geralmente me deito para ler, enquanto meu filho brinca, uma sala de tv, a cozinha, dois banheiros e enorme quintal. No andar superior temos seis quartos, um do meu pai, outro meu e de Paulo, e o restante são ocupados geralmente por estudantes universitários.

No quarto ano de casamento, enquanto meu filho tirava um cochilo depois do almoço, e eu descansava na rede da varanda lendo Bel-Ami, de Maupassant, ela apareceu. Era uma estudante de jornalismo e procurava um lugar mais barato e próximo da faculdade. Extremamente comunicativa, não necessariamente bonita, mas tinha certo charme. Chamava-se Clara. Era alta, tinha os cabelos castanhos, curtos e um sorriso cheio, encantador. Acertamos sua estadia e conversamos por horas sobre a minha grande paixão, os livros. À noite, apresentei-a a Paulo, que chegava do trabalho, ele trocou meia dúzia de palavras e subiu para o quarto. Acabamos nossa conversa literária jantando juntas. Estava extremamente feliz, tínhamos tantas afinidades e ela era uma excelente companhia. Passei a esperar, com ansiedade, a hora dela voltar da universidade para as nossas longas e intermináveis conversas. Observei que todos os dias ela e Paulo chegavam juntos, por volta das dezenove horas, Paulo trabalhava numa loja de informática perto da faculdade e, coincidentemente, eles pegavam o mesmo ônibus. Chegavam sempre sorrindo, animados. Na segunda semana, isso passou a me incomodar, o que fez com que eu passasse a evitá-la. Clara passou a ser uma obsessão. Passei a ter insônias terríveis imaginando um possível romance entre os dois e todas as noites, antes de dormir, eu perguntava as mesmas coisas:

- Clara lhe atrai, não é mesmo?

- Porra, eu já pedi que parasse com essas perguntas idiotas!

- Está gostando dela, não é?

- Claro que não! Quantas vezes eu vou ter que repetir isso!

- Você fica todo alegrinho quando ela está por perto.

- Você é louca!

- Eu sei de tudo...

- Tudo o quê?

- Você sonha com ela todas as noites...

- Eu vou embora daqui. Estou falando sério!

- Tanto faz...

Ele achava ridículo o meu ciúme, o que me causava grande revolta. Senti algo estranho, um deserto no peito. Passei a não suportar as luzes e a andar pela pensão feito um réptil, grudando nas paredes, me arrastando pelos cantos, pisando mole no chão, para poder vigiá-la. Ela não saía do meu pensamento.. .

Certa manhã, encontrei a porta do seu quarto entreaberta. Entrei e a vi adormecida sobre a cama. Senti uma vontade enorme de destruí-la. Não sabia de onde vinha tanto ódio, não ainda... Observei, pendurado por um fio de nylon grosso na parede mofada da cama, um enorme espelho. Peguei uma vassoura que estava próxima a porta e com o cabo empurrei com cuidado o fio até a pontinha do prego enferrujado e saí com o coração aos saltos em direção à cozinha. Coloquei uma xícara de café e fiquei esperando. E se ele não cair? Bem, só me resta esperar... Nesse momento, escutei uma pancada seca seguida de um grito fino, estridente. Maldita! Eu sou uma grande Maldita!, pensei correndo em direção ao quarto dela. Ela estava em pé, de costas, aparentemente sem nenhum arranhão. Sem que ela me visse, voltei para meu quarto e encontrei Paulo sentado na cama.

- Que barulho foi esse? – perguntou ainda sonolento

- O espelho do quarto de Clara caiu – falei andando, sem parar, de um lado para o outro.

- Essas paredes estão podres, a qualquer momento essa pensão desaba.

- Infelizmente ela não morreu!

- Você me dá medo...

- Então morra logo de uma vez ao escutar essa: Eu armei para o espelho cair! Entrei no quarto dela, hoje cedo, e enquanto ela dormia, com um cabo de vassoura puxei o fio de nylon até a pontinha do prego, mas o maldito espelho só resolveu cair quando ela já não estava mais na cama!

- Chega! Não agüento mais, vou embora desse inferno!

      Arrumou, rapidamente, a mala e, sem dizer uma palavra, saiu. Fui em direção ao quarto dela, e a encontrei, sentada de costas, observando pela janela Paulo partir.

- Ele foi embora, está feliz por isso?

- Você sabe o que é frustração? – perguntou num fiapo de voz

- O quê? – perguntei sem entender qual era sua real intenção

- Frustração é querer, realmente, algo e covardemente deixá-lo pra trás

      Apesar da penumbra vi que ela chorava. Senti um medo insuportável quando descobri, naquele instante, que todos os sentimentos que passaram pelo meu coração eu sabia diagnosticar, exceto o que passei a sentir naquele momento. Sem saber ao certo o que fazer, nem dizer, fui até a janela e fiquei observando o céu coberto de nuvens, e não menos nublado estava o meu olhar. Ela continuou baixinho:

- O amor foi criado por algum louco, de alguma parte de seu corpo, menos dos olhos, pois nada vê e por isso não privilegia os que enxergam. Talvez tenha sido criado da cabeça, pois seus atos são estranhos e incoerentes; para os que tentam compreendê-lo, queima-lhes o juízo; para os que tentam contradizê-lo, cava-lhes um buraco no peito, pintando seus dias de cinza; para os que tentam fugir, corta-lhes as pernas, fazendo dos que querem correr, rastejar. Somos parecidas, sonhamos com manhãs abençoadas por luas... e para os covardes essa lua é negra...

      Um misto de medo e vergonha me invadiu quando senti suas mãos puxando levemente meus cabelos pra trás e com delicadeza serem trançados. A cada movimento delas, sentia nossas mentes se enlaçando como uma espécie de ritual maligno e irresistível. Não sei ao certo se perdia ou ganhava sensatez, quando minha mente, no lugar do recuo, resolveu ultrapassar a linha tênue que separa o amor do ódio, e este, quanto mais próximo do amor, mais terrível se torna e mais escorregadio, pois é feito de lama. Desabei no choro, sentindo minha alma viva, e nela restando, do meu passado, somente a estranheza dos sentimentos vazios. Vai amanhecer e o sol vai aparecer em forma de lua... , pensei prevendo o futuro. Segurei seu punho, sentindo seu coração pulsar fortemente, e sem poder suportar mais, entre soluços, desabafei: Eu te amo, Clara! Eu te amo...

      Há dois anos estamos juntas e esse amor me realiza. Às vezes, ele se transforma num ódio passageiro causando grande confusão em meu coração. Qual a diferença do amor e o ódio, mesmo? Não importa! O importante é que, hoje, ele é apenas um pretexto para que eu possa dizer Eu te amo, e me fazer sentir viva, extremamente viva...

 

 

Cláudia Magalhães

 

 

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4Jul2009 - 19:13 | ( 0 )

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V! 

Uma reflexão a respeito do matrimônio

 

           

            Preâmbulo. Depois de fazer uma legítima devassa, na minha mente, sobre o ocaso da instituição matrimonial na sociedade brasileira, pude perceber que ele está associado a determinados fatores de ordem moral, ou seja, às prescrições sociais relacionadas ao comportamento de homens e mulheres. Nas linhas que seguem, pretendo discutir sinteticamente alguns desses problemas, apontando possíveis maneiras de solucioná-los.

            I – A questão dos papéis sociais. Desde cedo, tem-se uma clara noção do que socialmente compete aos gêneros masculino e feminino. Os meninos aprendem que, quando adultos, devem estar à frente da família – seria humilhante, “coisa de gigolô”, ser sustentado por uma mulher – e, contrariando a monogamia cristã, são orientados a ter casos extraconjugais, pois todo “macho” digno do nome é “predador de garotas”.[1] As meninas, mesmo com as conquistas advindas do movimento feminista, continuam a ser educadas tendo como foco o lar, a manutenção dos laços familiares, o bem-estar dos filhos, a “fidelidade” em relação ao esposo – o trabalho extradomiciliar feminino, apesar de ter trazido muitos benefícios à mulher, tornando-a mais independente e dona de si, encerrou-a, paradoxalmente, numa dupla prisão: os grilhões do lar e a exploração capitalista, o que elucida o aumento dos casos de depressão entre a população feminina. Além disso, ainda se tem, por parte das mulheres, em decorrência da própria educação que lhes é reservada, uma concepção assaz idealizada de casamento: muitas projetam o marido – com a anuência inicial deste, é bom lembrar – à guisa de filho mais velho, tratando-o como um ser dependente e mimado. Essa é a razão pela qual boa parte dos matrimônios chega ao fim, já que os homens, depois de algum tempo, se insurgem contra esse modelo que lhes é impingido “de fora” e, por seu turno, as mulheres veem-se frustradas por eles não corresponderem às suas expectativas prévias. 

            II – Moral cristã e ascensão da burguesia. O padre diz: “Até que a morte os separe”. Essa é a mola mestra do casamento cristão – os cônjuges devem se amar, venha o que vier, doa a quem doer, pelo resto de suas vidas; por conseguinte, os pecados da carne, entre os quais, no presente contexto, destaca-se a famigerada “traição”, têm que ser mantidos à distância. Esse é o típico discurso burguês, impregnado de um palavrório cristão, que se estende às demais classes sociais, visto que, desde fins do século XVIII, a burguesia vem moldando o mundo à sua imagem e semelhança. Como já é sabido, entretanto, há uma significativa distância entre o que as pessoas dizem e aquilo que elas fazem, e essa sentença adquire contornos patológicos quando se trata da classe burguesa: por exemplo, na Inglaterra do século XIX, os mesmos burgueses puritanos que, em público, execravam a infidelidade, frequentavam, à socapa, os lupanares e/ou desfrutavam da volúpia proporcionada por suas amantes. Havia, portanto, duas morais: uma pública, “certinha”, e outra privada, a qual, por motivos óbvios, não poderia em hipótese alguma ser revelada – qualquer similaridade com a postura dos nossos políticos não é mera coincidência. 

            III – O significado do casamento civil. No Brasil, a primeira Constituição republicana (1891) determinou a separação entre o Estado e a Igreja Católica.[2] Com isso, o casamento, antes única e exclusivamente de competência religiosa, passou a contar com registro civil. Em outras palavras, Deus perdeu o monopólio sobre a legitimação das uniões matrimoniais; a Ele juntou-se o aparelho jurídico estatal, que, a partir de então, concebeu o casamento como um contrato entre as duas partes interessadas – o homem e a mulher. Sem querer entrar em detalhes acerca das mudanças constitucionais quanto à configuração do casamento civil – tal tarefa seria objeto de estudo de um jurisconsulto –, hoje em dia essa instituição detém um rótulo de desprestígio perante a sociedade brasileira; para averiguar a referida informação, basta observar as assombrosas estatísticas referentes ao divórcio nos últimos anos. A moral popular, outrossim, vem a reforçar essa argumentação – como se diz por aí, nos botecos da vida: “Casou, cagou”.    

            Destarte, o que é o casamento civil senão outra cria burguesa, típica do desenvolvimento das relações de produção capitalistas? Cabe, aqui, uma explicação mais pormenorizada. Entre patrão e empregado, no âmbito do sistema assalariado capitalista, as relações são mediadas por um contrato, o qual, em tese, garante a igualdade entre ambas as partes. Isso, de fato, não ocorre, porquanto o capitalista apropria-se do trabalho não pago aos empregados, a mais-valia, em seu próprio benefício, deixando a estes um salário que, na maioria dos casos, mal dá para a subsistência. Algo congênere sucede no que tange ao contrato de casamento, no qual está expressa uma pretensa equidade entre os gêneros, o que vem a encobrir a realidade dos fatos: o vil machismo ainda persistente em nossos dias. Ademais, ambos os contratos – o de casamento e o de trabalho – são fruto da excessiva mercantilização das relações sociais; nas transações comerciais, tudo precisa ser devidamente documentado, arquivado, registrado, e isso se estende aos mais íntimos domínios do nosso quotidiano, os quais acabam sendo reduzidos a essa insossa lei do capital, que quantifica e reifica a quase totalidade dos aspectos humanos.                   

            Problematizando o que já foi dito. Nesta secção, são propostos alguns caminhos que julgo necessário serem percorridos para que os problemas anteriormente apresentados venham a ser superados – ou pelo menos atenuados. Os tópicos outrora lidos (I, II e III) foram, logo a seguir, rebatizados, em virtude das intenções analíticas aqui pretendidas.

            I – Uma concepção mais realista dos papéis sociais. Nos dias de hoje, deve-se pôr em prática os ensinamentos de uma nova cartilha familiar, que ponha à disposição de homens e mulheres outros padrões comportamentais com os quais eles possam identificar-se. O respeito mútuo, tão boçalmente decantado pelos “teóricos” de prontidão, deve sair dos domínios da retórica e permear as relações entre os gêneros. Não obstante o casamento, cada qual continua a ter sua identidade como ser humano, e tal princípio rima com privacidade – a vida do casal não pode anular a existência do homem e da mulher como entidades subjetivas, individuais, que desenvolvem interações sociais por conta própria. Aos cônjuges, eis um conselho: não criem muitas expectativas em relação ao casamento. Apenas o vivam. Tenham os pés no chão quanto à coabitação. Saibam que nada dura para sempre; se não der certo com X, talvez dê certo com Y, e por aí vai. Afinal, não se pode deixar de perseguir a felicidade, objetivo precípuo da existência humana no mundo. Procuremos alguém que nos seja semelhante – essa história de que polos opostos se atraem só funciona mesmo na Física. É por isso que, antes de se casar, as pessoas deveriam conviver algum tempo, sob o mesmo teto, com seus futuros consortes, a modo de estágio probatório; assim, evitar-se-iam muitas cefaleias.              

            II – Reação à bitola cristã e soterramento do engodo burguês. Proselitismo é como preconceito, não faz bem a ninguém. E essa máxima também abarca o campo religioso. A visão cristã de que todo casal tem que viver junto até a morte é absurda, incoerente com a própria natureza humana. O ser humano é dinâmico, está sempre em busca de novas possibilidades, não se contenta com o marasmo da rotina. Os que a ela se curvam, tornam-se meros vegetais, perdem o prazer em viver – são vivos que há muito feneceram. Por isso, não adianta recalcar os sentimentos; é necessário munir-se de uma única moral, cujos ditames básicos sejam a transparência, a sinceridade e o compromisso com a verdade. Ter-se-ia, então, uma visão de mundo antiburguesa, já que inimiga de recalques e embustes, artifícios que, historicamente, tornaram-se insígnias dos burgueses. Viva a emancipação humana!  

            III – Encômio ao fim do casamento civil. Casamento é um estado de espírito. Não há como reduzir o sentimento de se estar casado a um contrato, uma droga de papel sem valor. Aliás, os contratos vieram, sob o prisma histórico, a exercer uma função meramente cosmética: dar aparência bonita a determinados fenômenos que se verificam na sociedade sem tanta beleza, para usar um eufemismo. O exemplo dos trabalhadores – elucidado acima – é aforístico. Os contratos são a prova mais cabal de que até mesmo as relações humanas subordinam-se às vorazes necessidades do mercado. Precisamos de relacionamentos espontâneos, calcados no amor recíproco – e, como já dizia o poetinha, que seja eterno enquanto dure –, e não numa divisão de bens. Um imperativo “pós-moderno”: resgatar a humanidade recalcitrante que ainda existe em nós.

            Epílogo. No momento em que as pessoas desenvolverem outra compreensão do casamento, mais humana, realista e, portanto, franca, transformações sociais desencadear-se-ão, visto que, a partir da mudança nas coisas aparentemente mais triviais, tem-se o prognóstico de grandes revoluções. Pelo menos é nisso que eu acredito.        

 

 

Cosme Ferreira

 

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[1]  É óbvio que há exceções a esse modelo. Nos últimos trinta anos, o comportamento masculino vem sofrendo mudanças devido às próprias conquistas adquiridas pelas mulheres. Porém, em nível de Brasil, o que se observa nos dias de hoje, na maioria das vezes, é um machismo ainda exacerbado, sobretudo quando se trata da região Nordeste.

[2] Isto é, ocorreu a desoficialização da Igreja Católica. Ainda hoje, o Estado brasileiro só reconhece a validade das uniões civis. 

 
 

26Jun2009 - 10:32 | ( 2 )

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